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Fen



Algo que sempre me chama atenção e me fascina, de certo modo, é conferir a evolução de alguma idéia, história, ou alguma vertente da música/literatura/etc. ao longo da linha do tempo. Ver as diferentes nuances e dimensões que essa "coisa" foi ganhando, o que foi deixado pra trás e as pessoas envolvidas nessa história, tanto os vitoriosos quanto aqueles que tentaram e não deixaram sua marca. Pois então, lógico que isso se aplica também as infintas vertentes da música, e do Metal também. Mais precisamente, nesse caso, falaria do Black Metal.

De 2006-2007 pra cá, vem surgindo uma nova vertente dentro do próprio Black Metal, que se propõe a unir sua atmosfera frígida e gélida a elementos mais calmos e viajantes, oriundos da música progressiva e do Post-Rock/Shoegaze, tornando sua música mais acessível mas não menos sincera em sua essência e dando contorno novos ao gênero. Dessa leva, uma das bandas que vem surgindo é este que vos posto agora, chamada Fen.

Oriunda de UK, a banda então reúne todos esses elementos que mencionei acima com a obscuridade do Black Metal a elementos de post-rock e progressivo, lembrando em vários momentos o já bem conhecido Alcest e mais ainda o Agalloch. Suas músicas criam uma atmosfera densa e lúgubre, envolta numa pele fria que emana melancolia por todos os seus poros e que sufoca a alma em meio a suas nuvens e tormentas angustiadas. Mas, apesar disso, o som da banda é bastante acessível (pelo menos para ouvidos bem "treinados"), e transmite uma certa tranquilidade e desejo de querer voar e libertar-se de todos os sentimentos negativos que nos aflingem em meio a essa viagem...

Sendo um pouco mais direto, posto agora os dois trabalhos oficiais já lançados por essa banda. O full-length está para sair no começo de 2009, oficialmente, mas como já circula pelos guetos virtuais decidi compartilhar logo com vocês. Depois que ouvi este álbum, minha admiração pela banda cresceu exponencialmente em poucos dias e fez por merecer minhas palavras e um post aqui. Espero, sinceramente, que gostem. ;)

\ O novo do Fen mantêm de certa forma a mesma pegada dos anteriores, ou seja, pitadas de post-rock e um metal mais "dark" a lá Agalloch, Castevet, Wolves in the Throne Room e até mesmo Ulver na fase da trilogia. Vale a pena conferir. [edit: Pedro]



"The sound of thousands of dead, ancient spirits that scream across landscapes of eternal bleakness. There is no life and no hope here...


"The strength of Fen lies in their song structures, all leading to a rain-drenched atmosphere. If ambient could sound like black metal, "Ancient Sorrow" would be the blueprint." - Vampire Magazine "


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[2011] Epoch

01 - Epoch
02 - Ghosts of the Flood
03 - Of Wilderness and Ruin
04 - The Gibbet Elms
05 - Carrier of Echoes
06 - Half-Light Eternal
07 - A Warning Solace
08 - Ashbringer

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[2009] The Malediction Fields

01 - Exiles Journey
02 - A Witness To The Passage Of Aeons
03 - Colossal Voids
04 - As Buried Spirits Stir
05 - The Warren
06 - Lashed By Storm
07 - Bereft


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[2007] Ancient Sorrow


01 - Desolation Embraced
02 - The Gales Scream Of Loss
03 - Under The Endless Sky


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ps: you can directly purchase their album through their myspace page, along with t-shirts.

Anathema




Bem... por onde começar? Que os caras são simplesmente geniais é mais do que clichê. Que os caras são um dos meus artistas favoritos e mais queridos entre todos, senão o mais de todos, também é clichê do maior expoente, já que são muitos que tem o Anathema como sua banda de cabeceira. Mas é claro que é minimamente recomendável que faça uma apresentação sobre os rapazes e diga por que esse post veio a vida.

Suas raízes remotam dos idos de 1990, na histórica cidade de Liverpool, sob o nome de Pagan Angel, quando os irmãos Vincent e Daniel Cavanagh se juntaram ao seu outro irmão James, o baixista Duncan Patterson e o batera John Douglas para se dedicar ao metal extremo que eclodia em ambos os lados do hemisfério naquela época. Mas na mesma Inglaterra havia também uma outra verve, essa seguindo uma sonoridade mais densa, lenta e melancólica, derivada do Candlemass e Black Sabbath, e foi para esses outros caminhos que o Anathema foi se dirigindo com o passar dos meses, criando o protótipo do que viria a se tornar seu majestoso trabalho.

Pode-se dizer que o seu primeiro trabalho mais a sério, de fato, foi o EP the Crestfallen, lançado no ano de 1992. Nele, torrentes corrosivas de melancolia e peso sonoro são jorrados sem dó sobre os tímpanos do "pobre" ouvinte, trazendo um mundo sombrio e tortuoso, mas intrinsecamente belo, às suas mentes. Não tardou muito para seu primeiro full-length, Serenades, vir a tona também, auxiliado ele pelo sucesso de nomes como My Dying Bride, Paradise Lost e Cathedral que já bombavam na cena britânica naqueles idos. Este álbum segue mais ou menos a mesma linha do EP antecessor, talvez um pouquinho mais polido, e dele veio um dos clássicos da banda, a música Sleepless.

A partir de 1994 e 1995, repara-se a primeira (ou segunda) das curvas no direcionamento da banda. Seu som, outrora sujo e pestilento, torna-se mais melodioso e refinado, embora ainda mais melancólico e excruciante. Se o EP Pentecost III já foi um prelúdio dessa mudança (culminando, inclusive, com a saída do vocal Darren, deixando as cordas vocais totalmente a cargo do Vincent agora), ela veio a se metamorfosear por completo no seminal The Silent Enigma. Raras vezes eu vi (ou melhor, ouvi) um álbum que conseguisse transmitir melancolia, peso, soturnidade e romantismo de forma tão sincera, pulsante e valendo-se de todos os seus clichês com uma maestria que só pode ser explicada pelas mãos, puramente, do talento!

Falando em curvas de evolução, este CD também assinala uma delas. Talvez a de maior raio e ângulo entre todas de sua carreira. O sucessor do TSE, o Eternity, já mostra uma veia muito distante daquilo que a banda fazia. Abrandando o peso metálico que permeou seus 6 primeiros anos de estrada, a banda começa a caminhar por uma floresta ainda escura, só que mais psicodélica e envolvente, imersa numa atmosfera asfixiante mas que lhe envolve calmamente e docemente até tragar-lhe para um void (referência não-intencional a nossa querida cibs, oi) de agonia sem qualquer sinal de luz ou alento. E é nessa trilha que segue o que, talvez, seja a melhor sequência de álbuns já lançados na história, constituídos ele pelo próprio Eternity, Alternative 4 (1998) e Judgement (1999). Vale lembrar ainda que, após o lançamento do Alternative 4, o baixista Duncan Patterson deixa a banda alegando as famigeradas "razões pessoais" para isso. Esta parece ter sido uma grande perda para a banda, sentida até hoje, ainda mais se pensarmos que a maioria das suas composições desde a saída do Darren foram traçadas por suas mãos. Creio ainda que isso acarretou mais ainda na mudança de sua sonoridade, fato que falarei a seguir:

A partir de 2001, o Anathema retorna em grande forma com seu álbum intitulado A Fine Day To Exit. Quem começa a ouvi-lo logo repara que as veias doom-metálicas do passado foram cortadas de vez, não tendo mais nenhum elo, praticamente, entre seu histórico e seu presente. Mas em seu lugar percebe-se um Rock Prog/Alternativo da mais fina qualidade, remetendo diretamente a nomes como Radiohead e Pink Floyd e, por que não, já alguma coisa de Post-Rock que vinha começando a tomar vida e se desenvolvendo pelo mundo a fora. Este álbum mostra-se menos obscuro que os antecessores, e é perceptível uma temática comum nas suas letras. Todas elas parecem ser um retrato da decepção com a vida cotidiana e consigo mesmo e o desejo do escapismo, de pegar uma estrada empoeirada ou ir para uma praia deserta e se livrar de tudo que o assola. Logo depois, veio o A Natural Disaster, álbum esse que segue uma linha próxima do anterior embora, essencialmente, diferente. Nele temos alguns clássicos "modernos" da banda, como a heart-crying Are You There?, a instigante Pulled Under At 2000 Meters A Second e a bela voz da Lee Douglas, irmã do baterista John, conduzindo as linhas líricas da faixa-título.

Tá, mas... de 2003 a 2010, passaram-se 7 anos. O que aconteceu nesse meio tempo? Difícil definir sucintamente, mas a banda parece ter perdido o contrato com a gravadora e passou por séries dificuldades, lançando algumas músicas novas em seu website nos idos de 2006/2007 a fim de levantar grana para gravarem seu CD novo independentemente. Desde então, várias músicas inéditas circularam pelos guetos virtuais, vindas de bootlegs e programas de rádio, dentre fontes ainda mais obscuras. Embora alguns fãs - dentre eles, eu mesmo - já estivessem perdendo a fé que algum álbum novo deles viria mesmo a vida, eis que, então, ele nasceu!!

Batizado de "We're Here Because We're Here", nele residem 10 faixas belíssimas, maduras e inteligentes. Sua sonoridade parece ter tomado um rumo ligeiramente diferente em relação aos demais CD's, pois nota-se que a melancolia cortante de outrora parece aliviada e tratada, e matizes de Post-Rock são usados mais frequentes do que nunca. Apesar de estar ainda na segunda ouvida do álbum, é indiscutível sua qualidade estratosférica e ver que, apesar de tantos problemas e 20 anos já de estrada, a banda ainda tem motivação e talento para se renovar e revitalizar, vindo isso na forma de nomes como da doce Everything, da viajante A Simple Mistake, da encantadora Dreaming Light e da inspiradíssima Hindsight, que fecha o CD com chave d'ouro.

Bem, já falei até demais. Escrevi praticamente tudo de brainstorm, dada a falta de tempo e a empolgação suprema com o CD que, depois de tantos éons, finalmente veio a luz! Sem mais delngas, aproveitem-o!

[edit by: Carlos]


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[2010] We're Here Because We're Here

01 - Thin Air
02 - Summernight Horizon
03 - Dreaming Light
04 - Everything
05 - Angels Walk Among Us
06 - Presence
07 - A Simple Mistake
08 - Get Off, Get Out
09 - Universal
10 - Hindsight


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Nosound




Estava "passeando" pelas terras do last.fm calmamente até que me deparei com um tal de Nosound. Logo de cara, o nome me chamou a atenção, bem como o título de seus trabalhos (Lightdark, por exemplo), formando paradoxos interessantes.

Depois, comecei a ouvir algumas faixas disponíveis no próprio last.fm para streaming, e me surpreendi ainda mais. O não-som se dedica a fazer um som (trocadilho irresistível, foi mal) calcado no Rock psicodélico e progressivo do final dos 60/começo dos 70 e influências marcantes, também, de Post-Rock à la Sigur Rós e música ambiente tipo Brian Eno.

Até aí, nada de tão excepcional, já que atualmente vem surgindo várias bandas que se dedicam a essas quimeras (Porcupine Tree a frente delas), mas o que impressiona é a maestria e naturalidade que eles regem essas influências e constroem suas músicas, pintando e tecelando paisagens sonoras num tom onírico e nostálgico, muitas vezes caindo para uma melancolia "saudável" típica de um final de tarde frio e nublado em que você assiste o crepúsculo e o cair da noite passar junto com as águas de sua consciência e o fluxo de seus pensamentos, construindo uma atmosfera serena e muito aprazível de se ouvir em qualquer momento, especialmente aqueles mais reflexivos e solitários.

Se você gosta do Porcupine Tree na fase The Sky Moves Sideways/Signify, Pineapple Thief, Lunatic Soul e Sigur Rós na fase Agætys Byrjun, Lightdark então é um álbum recomendadíssimo. Enjoy it. ;)


//Aproveito a deixa do tópico antigo para colocar aqui o novo trabalho da banda, batizado de A Sense Of Loss. Eu só escutei-o duas vezes até o momento, mas é notável que a banda segue o mesmo direcionamento do Lightdark, ou seja, um Prog Rock downtempo, sereno e atmosférico, pintado com tons surrealistas de nostalgia e melancolia etérea.
Fico espantado de ver que uma banda dessas desfruta de tão pouco conhecimento e reconhecimento do público, pelo menos até o momento. Por isso, divulgo aqui o novo trabalho, na esperança de reverter esse panorama. Espero que apreciem-o. ;)


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[2010] A Sense Of Loss

01 - Some Warth Into This Chill
02 - Fading Silently
03 - Tender Claim
04 - My Apology
05 - Constant Contrast
06 - Winter will Come


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[2008] Lightdark


01 - About Butterflies And Children
02 - Places Remained
03 - The Misplay
04 - From Silence And Noise
05 - Someone Starts To Fade Away
06 - Kites
07 - Lightdark


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Arctic Plateau




Arctic Plateau é o projeto musical fruto da mente do italiano Gianluca Divirgilio. Não se sabe muito sobre quando ele iniciou o projeto e qual foi a história dele até o dado momento, mas acho que isso não importa muito quando se põe o seu trabalho para ecoar nos auto-falantes (ou headphones) do seu media player.

Seu primeiro álbum, lançado sob o nome de On A Sad Sunny Day e pelo selo The Prophecy, é intitulado por seu próprio criador como Dream Rock. Sei que esses rótulos e definições são, por muitas vezes, dúbios e de difíceis compreensão, soando mais como uma jogada de marketing para atrair o ouvinte a eles em vária ocasiões, mas desta vez ela faz jus, realmente, a música que carrega consigo. Valendo-se de elementos de Post-Rock, Shoegaze e New Wave, Gianluca cria uma atmosfera envolvente e deliciosa em cada uma de suas canções que, mesmo não sendo exatamente virtuosas, conseguem impressionar por toda a sinceridade e densidade emocional que trazem em seu núcleo. Essas mesmas canções nos são apresentadas sob uma espécie de melancolia sutil e serena, ainda que penetrante, como sua força motriz, mas tendo lá no fundo lampejos radiantes e ressonantes de esperança e de alegria que, por vezes, aparecem-nos mescladas com uma euforia tímida mas contagiante. Em vários momentos, pode-se perceber influências de nomes como Destroyalldreamers, Alcest e até mesmo Anathema (era Judgement) em alguns fragmentos de suas músicas, embora eu deva salientar que estas são apenas referências, pois não há (ou pelo menos, eu não vejo) muitas bandas parecidas com o AP pela Terra a fora.

Em suma, trata-se de um álbum extremamente aprazível e prazeroso de se ouvir de cabo a rabo e deixá-lo no repeat por várias horas. Um deleite para fins de semanas calmos e introspectivos, ou para qualquer um que diga apreciar os gêneros pelos quais o platô ártico passeia. Muito bom, mesmo e mesmo!


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[2009] On A Sad Sunny Day

01 - Alive
02 - On A Sunny Day
03 - Lepanto
04 - Ivory
05 - In Epica Memories
06 - Amethyst To #F
07 - Iceberg Shoegaze
08 - Coldream
09 - Eight Years Old
10 - Aurora In Rome
11 - In Time


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The Gathering




O The Gathering é um conjunto de trip rock (definição dada pela própria banda), formado em 1989 na cidade de Oss, na Holanda. Sua proposta original era trazer o Death/Black Metal de bandas como Celtic Frost a um nível mais atmosférico e progressivo, formando o embrião do que viria a ser o hoje estabelecido "Atmospheric Metal", onde, além do The Gathering, bandas como Anathema, Katatonia, Moonspell e Tiamat fazem parte, digamos assim.

Rótulos a parte, a partir de 1995 a banda contou com a entrada de uma mocinha de na época 21 anos chamada Anneke Van Giersbergen e então lançou o álbum Mandylion, o que elevou o trabalho da banda a um nível exosférico de qualidade e beleza musical, numa alquimia de harmonias melancólicas com atmosferas levemente sombrias e letras um tanto obscuras com toques surrealistas. Como as bandas citadas, o The Gathering também foi modificando sua sonoridade ao longo do tempo, explorando nuances mais eletrônicas e psicodélicas e deixando um pouco a base metálica de antigamente, mas sem distorcer a sua identidade e mantendo a qualdiade de outrora, se aproximando do trabalho de bandas como Radiohead e Pink Floyd, mas com o diferencial do vocal da Anneke.

Souvernirs é então o quinto (e infelizmente, penúltimo) trabalho da banda. Nele, a banda encontra-se no seu auge no que tange os experimentalismos musicais, explorados magnificamente ao longo de seus 50 minutos através de seus ambientes melancólicos, introspectivos e até nostálgicos, nos transmitindo serenidade e calma de espírito ao mesmo tempo que nos faz indagar sobre nós mesmos e o universo que nos cerca. A partir do verão (europeu) de 2007, Anneke anunciou sua saída da banda para se dedicar a família e lançou o álbum de seu novo projeto, chamado Agua de Annique. Claro que desejo o melhor para ela, mas a sua saída do The Gathering foi sem dúvidas uma perda muito grande e que será muito sentida... me arriscaria a dizer que ela era a alma da banda e era o principal 'elemento' que tornava sua música tão especial.

Bom, não precisa de muito esforço para perceber o quanto admiro a banda e ainda mais esse trabalho, pois ele teve realmente uma profunda influência em mim e na redefinição do meu gosto musical há algum tempo. Mas ainda assim acho um álbum indispensável para qualquer um que admire uma boa música fora dos padrões estéreis que a indústria estabelece hoje em dia e não se restringe a rótulos. É isso. ;)

- Agora, aproveito essa postagem mais antiga para deixar aqui o link para seu trabalho mais recente, chamado The West Pole, que deverá sair em meados de abril ou maio. Neste primeiro álbum depois da saída da (Goddess) Anneke, devo dizer que o TG saiu-se muito bem, se mostrando bastante criativo e mantendo a essência musical e aural que acompanhou a banda durante toda sua trajetória. A nova vocalista lembra a Anneke, pelo timbre, em vários momentos, mas ainda assim mantem um senso de identidade evidente e bem coeso, fazendo um belíssimo trabalho em cima das linhas harmônicas das novas músicas.

Já sobre as músicas em si, elas refletem o mesmo TG que estamos já habituados, embora pareça um tanto mais guitar-driven e energético do que os últimos trabalhos. O álbum também parece mais simples em suas estruturas e densidade lírica, revelando um tom mais sereno e "descompromissado" em suas músicas, num clima bem agradável bem ao estilo de fim de tarde de outono. Pode não ser o melhor trabalho do TG até então, mas certamente merece uns MBs no disco rígido ou no mp3 de cada um. ;)


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[2009] The West Pole


01 - When Trust Becomes Sound
02 - Treasure
03 - All You Are
04 - The West Pole
05 - No Bird Call
06 - Capital Of Nowhere
07 - You Promised Me A Symphony
08 - Pale Traces
09 - No One Spoke
10 - A Constant Run


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[2003] Souvernirs

01 - These Good People
02 - The Spirits Are Afraid
03 - Broken Glass
04 - You Learn About It
05 - Souvernirs
06 - We Just Stopped Breathing
07 - Monsters
08 - Golden Grounds
09 - Jelena
10 - A Life All Mine


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