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The Soft Moon




Projeto desenvolvido e nutrido pelo seu único criador, um norte-americano da California que atende por Luiz Vasquez (ou seja, deduz-se aí que o rapaz possui sangue latino), temos aqui talvez um dos melhores nomes do Post-punk contemporâneo e com boas sobras. Valendo lembrar antes de qualquer coisa: por Post-punk não adicionem o "revival", ou seja, não há quase semelhança alguma do TSM com gente a la Interpol e Bloc Party. Nada contra eles, mas o projeto aqui encontra-se num nível totalmente diferente. Já explico o por quê.

Primeiro, a lua macia vai além dos contornos comuns do gênero. Além do já citado Post-punk, percebemos facilmente muita coisa extraída mais diretamente do Coldwave francês, o que torna seus reinos sônicos ainda mais gélidos e soturnos. Segundo, não tem medo de experimentar e flertar com domínios eletrônicos em vários momentos, onde estes são orquestrados com extrema habilidade e ajudam ainda mais a aclimatar o ouvinte em seu microcosmo sonoro. Terceiro: muitos ecos (literalmente!) de Shoegaze e Dream Pop se fazem marcantes também, conferindo novas texturas e maior densidade a sua música, com isso aumentando aquele senso "otherworldy" na mente do ouvinte que já se encontra atordoado no momento. E, por que não, pitadinhas de Krautrock aqui e acolá? Faz bem, não? Taí o quarto item.

Em suma, trata-se de uma das melhores OST de um mundo pós-apocalíptico e absurdamente desolado, comandado por criaturas surreais e fantásmicas. Deixo aqui o trabalho mais recente, o EP Total Decay. Tem pouco mais de 20 minutos, somente, mas justamente essa urgência e incompletude captura a quintessência da "banda": vazio e desolação de sabores oníricos. Recomendo e muito para fãs de Asylum Party, Killing Joke, Sisters of Mercy, A Place To Bury Strangers, Zola Jesus, Vinyl Williams, Menace Ruine.

Enjoy!


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[2011] Total Decay

01 - Repetition
02 - Alive
03 - Total Decay
04 - Visions


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A Place to Bury Strangers



A Place To Bury Strangers, ou simplesmente APtBS, é um trio originário de NYC cujas atividades se iniciaram no ano de 2003 e que já leva dois full-lengths e um punhado de boas críticas, uma tour pela Europa e UK e um público bem razoável na sua bagagem, sendo o mais novo deles o que deixarei aqui, batizado docemente de Exploding Head.

Não é difícil ver porque a banda já conseguiu tal status em não muito tempo. Tendo em sua formação Oliver Ackermann, membro do Skywave (uma banda razoavelmente cult do período pós-MBV e Slowdive), APtBS segue uma veia sônica similar embora ainda mais refinada de sua predecessora: Shoegaze arquitetado com camadas e mais camadas noisy e droners que encobrem, lá no fundo, uma melodia pegajosa e agradável, por vezes melancólica, lembrando (e bastante) um dos percussores do estilo em que eles mesmos se calcaram, o Jesus & Mary Chain, mais precisamente em sua fase mais áurea. Além disso, pode-se perceber vários elementos de Space rock, psicodelia e post-punk a la The Cure em começo de carreira devidamente fundidos e condensados em seu universo musical, conferindo um gosto ainda mais refinado a seus trabalhos.

Apesar de só ter tido chance de ouvi-lo ontem, já digo que acho um dos melhores (senão o melhor) álbum de shoegaze de 2009. Me surpreendeu bastante e muito positivamente, pois o que eu lia sobre a banda não me fazia pensar em algo diferente de mais uma banda indie pseudocult hypada pela mídia "alternativa e open-minded". Felizmente, queimei a língua e fiquei feliz por tê-la deixado em brasas.

Talvez esta seja a última postagem do exhalethesound no ano de 2009, então... deixo aqui meus desejos antecipados de feliz 2010 a todos que passarem por aqui desde já! E claro, desfrutem bem do link logo abaixo. ;)

//Ressucitando o post aqui para divulgar o novo trabalho dos nova-iorquinos, o EP chamado Onwards To The Wall. Coisa finíssima, um verdadeiro ataque sônico, insano, de microfonia incandescente a conduzir melodias über-soturnas que parecem diretamente extraídas dos primeiros trabalhos do The Cure, do Joy Division e, obviamente, do clássico Psychocandy (JAMC). IMO, é uma das top 3 bandas de Shoegaze contemporâneas, pelo menos.

Enjoy it!



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[2012] Onward To The Wall

01 - I Lost You
02 - So Far Away
03 - Onward To The Wall
04 - It'll Be Alright
05 - Drill It Up

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[2009] Exploding Head

01 - It Is Nothing
02 - In Your Heart
03 - Lost Feeling
04 - Deadbeat
05 - Keeping Slipping Away
06 - Egodeath
07 - Smile When You Smile
08 - Everything Always Goes Wrong
09 - Exploding Head
10 - I Lived My Life To Stand In The Shadows Of Your Heart


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Junius




Quase sempre os Estados Unidos me surpreende com bandas de qualidade , visto por exemplo os todo poderosos Agalloch e Neurosis e Isis (atendendo a calorosos pedidos ;p) . E eis que em 2006 eu conheço outra pérola oriunda dos EUA, o Junius. Desde a primeira audição do Blood is Bright (primeiro full-lenght da banda) eu fiquei impressionado com tamanha qualidade encontrada nesse cd.
Desde então sempre acompanho o trabalho da banda, e quando fiquei sabendo do novo lançamento, The Martrydom of a Catastrophist, sempre que era possível dava uma garimpada na internet atrás do mesmo. E agora que achei, venho dividir com todos os nossos amigos do blog, mais uma obra de arte composta por estes rapazes, que com toda certeza ganhou um lugarzinho especial nos melhores de 2009.

Classificar a banda dentro de um gênero é uma tarefa muito difícil, visto que a banda aderiu várias caracteristicas de outros estilos e moldou tudo dando origem a uma sonoridade única e própria. É notável a influência fortissíma do post-punk do Joy Division e do The Cure, e do post-rock mais épico de bandas como Explosions in the Sky e Godspeed You! Black Emperor e até mesmo do progressive-rock de um Oceansize ou dredg.
Desde então a banda é vista pela crítica especializada como um dos grandes nomes do rock/metal atual, capaz de inovar sem soar clichê e cansativo, e alvo de criticas super positivas, como por exemplo a da revista Disclosure Magazine que declarou sobre a banda: "one of the most engaging Dark Rock albums to come out since Joy Division last graced a stage."

The Martrydom of a Catastrophist é um álbum conceitual, inspirado na vida e nas teorias do polêmico/controverso escritor russo, Immanuel Velikovsky. Citações reais a partir de entrevistas e palestras são intercaladas entre as músicas, dando um sentido de narrativa para o processo. O álbum foi gravado por Kevin Mills e Syrowski Tom (Weezer, AFI) e masterizado por Dave Collins (Danny Elfman, Black Sabbath).

Como eu disse ali em cima, definir o que os ouvintes irão encontrar aqui é uma tarefa complicada, então o melhor a ser feito é cada um tirar suas próprias conclusões. Mas já adianto que as chances de arrependimento beira os 0%. Registro excencial na coleção de qualquer pessoa.

"This darkly lush epic is the best soundtrack for reveling in the melancholy of actually living since My Bloody Valentine's Loveless." - Alternative Press

"This fiery Boston quartet displays the potential to emerge as the bridge between post-grunge and the future of alternative rock." - Amplifier Magazine

"Breathtaking atmospherics and dark sensibilities deserved of being likened to The Cure's Disintegration... With high energy emanating out of a pensive sound, Junius punctures each track with unshakable singularity until it turns into something addictive and encompassing." - Exclaim! Magazine

//Update: Ressucitando o tópico para deixar aqui o novíssimo trabalho dos barbudos, intitulado Reports From The Threshold Of Death. Distanciando-se um pouco das texturas shoegazers de outrora, o direcionamento agora segue uma linha mais Deftones-like, algo percebido com mais força pelas linhas adotadas por Joseph Martinez. Não só o vocal, mas muitas linhas sônicas das músicas evocam o quarteto liderado pelo Chino Moreno, de fato. Tudo aqui soa catártico, dream-like e assombroso, cujas letras novamente contam uma historinha bacana, resumida como "a jornada da alma no pós-morte".

Desde antes da primeira ouvida, pensei: é um dos melhores CDs de 2011. Não tinha como errar, né?

Sem mais, aproveitem-no!


update by: Carlos.


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[2011] Reports From The Threshold Of Death

01. Betray The Grave
02. All Shall Float
03. Dance On Blood
04. A Universe Without Stars
05. Haunts For Love
06. The Meeting of Pasts
07. (Spirit Guidance)
08. A Reflection On Fire
09. Transcend The Ghost
10. Eidolon & Perispirit


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[2009] The Martyrdom of a Catastrophist

01 - Birth Rites By Torchlight
02 - The Antediluvian Fire
03 - (turning to the spirits of the hours...)
04 - A Dramatist Plays Catastrophist
05 - Ten Year Librarian
06 - Stargazers And Gravediggers
07 - (...he fell before her)
08 - Elisheva, I Love You
09 - Letters From Saint Angelica
10 - The Mourning Eulogy


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Link



[2007] Junius

01 - [Elan Vitale]
02 - Hiding Knives
03 - From The Isle Of The Blessed
04 - [Elan Fatale]
05 - Forcing Out The Silence
06 - [The Annunciation]
07 - Blood Is Bright
08 - A Word Could Kill Her
09 - In The Hearts Of Titans
10 - At The Age Of Decay


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I love You But I've Chosen Darkness




Texas, EUA, ano de 2002. Dá-se a luz ao I Love You But I've Chosen Darkness, ou simplesmente ILYBICD (pois abreviar é sempre preciso). Sua formação inicial é composta pelos nomes de Ernest Salaz, Christian Goyer, Edward Robert, Tim White, tendo a adição de Daniel Del Fevero depois de seu primeiro EP, que carrega o nome da banda, lá no ano de 2003. Este EP foi produzido pelo membro de uma banda indie de relativo sucesso na época, chamada Spoon, o que conferiu uma certa visibilidade a banda naqueles idos.

Mas não foi até meados de 2006 que a banda fez seu primeiro full-length. é o seu nome, e não poderia ser chamado de forma mais adequada do que esta. Desde os primeiros acordes até os ecos finais, o que se vê, ou melhor, escuta, são sombras, delírios, fantasmas da mente e do pessado, aliados a uma tristeza que Prozac nenhum resolve facilmente. Pode parecer clichê ou até caricato falando assim, mas duvido que vocês discordem disso quando as faixas começarem a rolar do seu player. Suas músicas evocam o que de melhor foi feito no Post-punk a 20-30 anos atrás. Mas diferentemente das bandas de Post-punk revival a la Interpol, Bloc Party e cia., eles parecem não se influenciarem tanto por Joy Division. Tenho certeza que The Smiths, Echo & The Bunnymen e especialmente The Cure são os CD de cabeceira dos rapazes do ILYBICD, e isso reflete-se com uma naturalidade incrível aqui, e de modo algum soando como um copycat cara-de-pau. Além disto, não raras vezes pode-se identificar camadas Synth Pop a la Depeche Mode e New Order, o que confere matizes mais acessíveis e palatáveis aqueles ouvidos menos acostumados a vórtices sonoros negros.

Uma pena que não há registro nenhum deles após este aqui. E eles não dão sinal de vida a tempos, pelo jeito. Acho que o FIOOS (outra abreviação necessária) foi demais para eles e resolveram ao oblívio e a trevas absoluta e insondável, só pegando carona no nome da banda para fazer alguma piadinha idiota. De toda forma, é um trabalho que, se não é genial, é altamente viciante, soando como um sopro de ar fresco, porém lúgubre, no universo dito indie e dedicado ao Post-punk revival. E criminosamente subestimado, ainda devo salientar.


Aproveitem! :)


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[2006] Fear Is On Our Side

01 - The Ghost
02 - According The Plan
03 - Lights
04 - The Owl
05 - Today
06 - We Choose Faces
07 - Last Ride Together
08 - At Last Is All
09 - Long Walk
10 - Fear Is On Our Side
11 - Untitled


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(((S)))




- When asked about his anonymous appearence (((S))) replies: ”Ever since childhood I have had this deep desire inside to be invisible and loved at the same time,- it’s like my mottto and ever since then I have worked very hard to obtain my goal. And this record is one of the results of these thoughts and desires”.


Bom, taí uma amostra do que se trata o responsável pelo álbum que posto aqui neste momento. Criatura estranha, de fato, e não entendam estranho como algo negativo e pejorativo, pois todos que passam por aqui devem saber que excentricidades e idiossincracias são sempre uma fonte de inspiração musical do mais alto nível.

Mas enfim, sobre o trabalho do tal (((S))), trata-se de um projeto musical provindo de Copenhagen, Dinamarca, onde o único membro atende pelo mesmo nome. Apesar do esteriótipo, NÃO SE TRATA (sim, devo frisar isso com todas as letras, em negrito e em caps lock) de algo na linha Black Metal, Noise, Dark Ambient e afins, mas sim de algo que fica na linha entre o Gothic Rock e Post-Punk! Inusitado, não?

Pois é, eu também fiquei meio surpreso quando tive o primeiro contato com a band, ops, projeto e soube sobre suas origens e sua formação. O único trabalho lançado pelo (((S))) até agora se chama Ghost, tendo sido lançado há alguns meses e ganhado bastante atenção na cena européia. Nele, encontra-se aquilo que disse no parágrafo anterior, um Gothic Rock que não raras vezes assume a frieza atonal do Post-punk, porém, não se trata aqui de mais uma pseudo-cover band do Sisters of Mercy ou do Joy Division. Percebem-se alguns ecos dessas bandas, claro, só que mais pronunciada ainda é aquela melancolia envolvente e etérea do The Cure e do Shoegaze de Jesus and Mary Chain em seus primeiros trabalhos, principalmente) e influências de bandas mais recentes (embora nem tanto) e um tanto distante desses gêneros (embora nem tanto, também), como Tiamat e Anathema, acrescidos ainda de tons sutis e devidamente pincelados de psicodelia setentista em alguma passagem aqui e acolá.

Aproveitando a onda das bandas que fundem Black Metal, Shoegaze, Post-Rock e Post-Punk, é possível que o (((S))) venha a atrair esse público, juntamente com aqueles já pertencentes aos meandros góticos do universo a fora, pois todos os elementos que eles procuram numa banda, aqui encontram. E muito bem feito, diga-se de passagem, ainda mais para um projeto solitário e ainda iniciante.

//Renascendo o tópico aqui para vos deixar o novo CD, intitulado Phantom. Para quem já ouviu o Ghost, não há muito o que acrescentar, pois seu som continua basicamente o mesmo. Talvez as músicas estejam menos etéreas, sem aquelas camadas de neve sônica que encobria as músicas mais antigas. Sinal que o fantasma está se preparando para se revelar? Aguardemos. Por ora, aproveitem!

//Ressucitando o post de novo para deixar um EP bem interessante dessa "banda": Deutsch. Nele, temos 5 músicas em língua alemã, sendo uma delas cover do Beatles "I want to hold your hand" e uma versão da Mermerized, do álbum Ghost, na mesma língua. A outra metade do EP tem as mesmas músicas mas em inglês. Nada excepcional, mas como curiosidade, ficou ótimo. Enjoy it!







[2010] Deutsch

01 - Komm Gib Mir Deine Hand
02 - Ganz Allein
03 - Sie Lebt Dich
04 - Hypnotisiert
05 - Helden
06 - I Want To Hold Your Hand
07 - In My Room
08 - She Loves You
09 - Mesmerized
10 - Heroes


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[2010] Phantom

01 - A Crying Shame
02 - Lonely Is The Lighthouse
03 - Invisible Man
04 - We're In The Wind
05 - Autumnhead
06 - Walk
07 - Addicted To My Dreams
08 - A Handful Of Dust
09 - Tired Hangs The Head
10 - Hole In My Heart


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[2009] Ghost

01 - In The Shadow Of A Shadow
02 - Mesmerized
03 - Mamachild
04 - Deathtrip
05 - Fausty
06 - Fall With Me
07 - Hungover
08 - Ghost In The Snow
09 - Who Lover The Lover?
10 - When The Well Runs Dry
11 - Dying





Asylum Party




Só pelo nome e foto da banda, acho que vocês conseguem se situar no tempo-espaço e no cosmo dos gêneros musicais, não é? Pois então, o tempo são os borderlines (trocadilho infame com o nome de seu álbum, eu sei) dos anos 80, local França, mais precisamente na cidade de Courbevoie. Foi fundado o Asylum Party por Thierry Sobézyk, Philippe Planchon e Pascale Macé, e sua existência iniciou-se em 1985 e perdurou até 1990, se dedicando ao Post-punk e ao Gothic Rock que emergia na época. Porém, não se trata de um simples copycat dos medalhões do gênero, muito pelo contrário, e logo abaixo escrevo o por que.

A banda faz parte daquela geração chamada coldwave, que nada mais é do que a vertente francesa do Post-punk criado e evoluído em terras inglesas. Bandas como Little Nemo, Clair Obscur, Ópera de Nuit e outros mais também surgiram dessa mesma "vibe", que aproveitou o supra-sumo do Joy Division, dos 4 primeiros álbuns do Cure, da Siouxsie, do e outros mais para recriar atmosferas negras, recheadas de uma neblina amarga de introspecção, melancolia e, em alguns casos, insânia em seu estágio mais latente. AP faz algo um pouquinho diferente destes nomes, dando uma ênfase maior no ofício dessas atmosferas, conferindo assim uma sonoridade mais onírica, profunda e refinada do que seus congêneres. Sua música se aproxima muito do The SoundSad Lovers and Giants, embora sem o tom bucólico do mesmo. Sua música só tem duas cores: cinza e preto, se alternando e dançando numa harmonia fúnebre de sua própria danação espiritual.

Posto aqui os dois primeiros trabalhos da banda, uma edição especial na qual o vem junto do debut EP Picture OneBorderline. Posso ser ousado, mas diria que eles são tão bons ou melhores do que muitos nomes famosos dos Post-punk/Gothic rock e subgêneros afins, como por ex. o Sisters of Mercy, Fields of the Nephilim, The Mission e sendo muito superiores a nomes como Echo and the Bunnyman, embora a banda so desfrute de uma pequena fração do reconhecimento desta galerë. Se isto não é uma boa referência, não sei mais o que pode ser. Então... aproveitem-no! Só um adendo: sob o sol escaldante de verão, o CD torna-se ainda melhor *risadas malévolas ecoando no ar*


[last.fm]





[1989] Borderline + Picture One (EP)

01 - Play Alone
02 - The Sabbath
03 - La Tourmente
04 - First Days of Winter
05 - La Nuit
06 - Better Days Ahead
07 - Winter
08 - Pictures
09 - Old Dreams Are Not Innocent
10 - Julia
11 - Sweetness... of Pain
12 - Before the Smile
13 - White Light
14 - Together in the Fall


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Dax Riggs




Dax Riggs, estadunidense nascido no estado de Louisiana no ano de 1973, é um nome (infelizmente) pouco familiar aos ouvidos do povo, mesmo àqueles mais ligados no cosmos underground da música. Apesar de ter um background memorável, por algum motivo, suas bandas e seus projetos nunca eclodiram ou obtiveram o reconhecimento merecido. No entanto, isso não apaga de modo algum seus méritos como compositor e o legado que vem deixando desde os inícios dos 90's, já digo o por quê.

Seu primeiro e possivelmente mais marcante trabalho foi com o Acid Bath, banda que goza até hoje de um relativo status cult desde a época de sua existência (1991 até 1997, mais ou menos), lançando dois álbuns que são verdadeiras descargas sonoras, cuja base Sludge/Stoner mesclam-se a matizes Grunge, Death/Doom Metal, Folk, Post-Punk e muitos outros, sem definir-se exatamente por um destes gêneros. Alguns mais desavisados logo pensariam: "Nossa, isso parece Alice In Chains! Mas tá esquisito", ao ouvir alguma de suas músicas. Com o encerramento de suas atividades, Mr. Riggs fundou o Agents of Oblivion, banda que já estrelou nas páginas deste blog, vide link. Segue uma linha bem próxima ao AB, embora possuído de uma veia obscura e mórbida mais grossa do que o antecessor, e que infelizmente lançou apenas um álbum antes de sua dissolução, o self-titled de 2000. Depois disso, ouviu-se do Dax num outro projeto, Deadboys and Elephantman, que conheço muito pouco, admito. Lembro de ter ouvido algo lá nos idos de 2006/2007, época em que ainda era recente, e lembro que seguia uma linha mais light, algo que poderia ser chamado de Alternative Rock (mas que nada tem a ver com os Strokes e Kings Of Leon's da vida, felizmente).

Nesta mesma época, veio o seu primeiro álbum solo. We Sing Of Only Blood And Love. Apesar do nome parecer ter sido retirado de algum poeminha gótico de uma adolescente de 15 anos fã do Evanescence, nele, o lado mais metálico de sua música parece ter dissipado de vez, restando apenas o feeling psicodélico, bluesy, obscuro, banhado com tons de Southern Gothic de outrora. Se não é nada transcendental, é certamente algo muito bem feito e instigante de se ouvir, qualidades também atribuídas ao seu novíssimo solo, intitulado We Say Goodnight To The World. Aqui, sua verve negra e alucinógena parece ter ganhado outros contornos e núcleo, estando mais pulsantes e profundas do que nunca, tendo momentos que o aproximam muito de nomes lendários como Jeff Buckley e Nick Cave.

Para quem conheço o trabalho do cidadão, é um prato cheio. Para os outros, uma boa chance de conhecê-lo e degustá-lo como se deve. Uma ótima pedida para madrugadas de sexta-feiras solitárias, for sure! Enjoy it.


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[2010] We Say Goodnight The World

01 - Say Goodnight To The World
02 - I Hear Satan
03 - You Were Born To Be My Gallows
04 - Gravedirt On My Blue Suede Shoes
05 - Like moonlight
06 - No One Will Be A Stranger
07 - Heartbreak Hotel
08 - Sleeping With The Witch
09 - Let Me Be Your Cigarette
10 - See You All In Hell Or New Orleans


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Sixx



Sixx, a banda que posto-lhes hoje, tem uma história um tanto curiosa. Na verdade, trata-se "apenas" de um projeto encabeçado pelos membros de uma banda de BM chamada Von, que, pelo que andei pesquisando, existiu durante a transição dos 80 para os 90 na região da Bay Area, California. Apesar do pouco tempo de vida, o Von ganhou status cult com o passar dos anos, tendo atraído um número considerável de admiradores de sua veia sonora extremamente crua, sendo praticamente um símbolo daquela primeira geração do metal negro. Status esse que fez com que um de seus membros originais remontasse o Von e resolvesse botar o pé na estrada novamente, compondo até novo material.

Tá bem, historinha interessante, mas o que tem o Sixx a ver com isso? Parece que, em alguma época do fim da era inicial do Von, os integrantes resolveram explorar uma nova face de seu universo musical, fazendo algo que pode ser chamado de um híbrido de Deathrock, Gothic Rock e o Post-Punk original mas recheado com um feeling satânico que lhe confere um charme nefasto todo especial. Se não é nada original, consegue invocar o legado de nomes como Joy Division, Sisters Of Mercy e Fields of The Nephilim, isso para não dizer os contemporâneos Hateful Abandon e Amesoeurs sem muito esforço, tornando-se uma verdadeira viagem caleidoscópica por domínios negros e ocultos na segunda metade do álbum.

Deixo aqui uma referência de download para o seu único trabalho lançado, sob o nome de Sister Devil. Não sei a data original do álbum, por isso ponho o ano de 2009, pois parece essa a data que ele foi lançado ao menos de forma oficial. Enjoy it!


[last.fm]


[2009] Sister Devil

01 - Unnatural
02 - Devil
03 - Between The ying
04 - Black Ride
05 - In The Circle
06 - On The Dead
07 - Is My Name
08 - You


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The Sound




The Sound é uma banda britânica fundada no longíquo ano de 1979, tendo como seu líder um sujeito chamado Adrian Borland, razoavelmente conhecido pelo underground local da época por fazer parte de uma banda chamada The Outsiders que, segundo alguns relatos, foi a primeira banda punk inglesa a lançar um álbum de forma totalmente independente. A parte dessa discussão e de sua veracidade, o fato é que Borland parecia estar saturado da cena punk da época e procurava algo mais intimista e que permitisse uma variedade bem maior de temas e esferas musicais a serem exploradas, direcionando assim o som de sua nova banda (trocadilho tosco, mas não pude evitar) a nascente do post-punk que aparecia em plena florescência pela ilha da rainha no comecinho dos 80's.

Através de uma sonoridade sorumbática e com letras introspectivas e mordazes, ainda que sem perder o punch e vigor básicos do punk rock de onde Borland veio, o The Sound lança em 1980 seu primeiro trabalho, intitulado Jeopardy. Ganha um número razoável de críticas positivas, porém, sem muito sucesso de vendas, ganhando comparações a bandas como Joy Division, Echo & The Bunnymen e The Teardrop Explodes. Seu segundo álbum, From The Lion's Mouth, já mostra a banda refinando ainda mais a parte lírica e nas atmosferas que circundam suas canções. Apesar do sucesso de críticas, a banda não conseguia atingir um grande público ainda que tenha ganhado um certo status cult pelo underground inglês.

Fato esse que deixou a banda em conflito com sua gravadora, exigindo que eles fizessem músicas mais acessíveis e comerciais, o que, ironicamente, culminou no terceiro álbum da banda, All Fall Down, marcado por ser um álbum hermético e de difícil assimilação, soando inconstante e sem foco em muitos momentos ao longo de toda a sua extensão. Com isso, não houve nenhuma promoção do CD e a banda rompeu de vez com sua gravadora, decidindo passar um tempo fora do circuito e do universo musical até 1984, onde lançam um EP chamado Shock of Daylight seguido do álbum Heads And Hearts de forma independente, aclamado por muitos como os melhores trabalhos do The Sound. Neles, a banda arrefece um pouco do ímpeto dos dois primeiros trabalhos e leva um pouco do hermitismo espiral do terceiro, criando músicas mais maduras e, ao mesmo tempo, mais contudentes.

Apesar da boa qualidade de seus álbuns e de ter um certo status cult, a banda pouco conseguiu comercialmente em 8 anos de carreira, o que fez com que a banda, após o lançamento do Thunder Up (1987), resolvesse interromper atividades e cada membro tomou seu rumo, a maioria seguindo carreira solo. Seu principal membro, Adrian Borland, lançou alguns trabalhos solos, de fato, até que veio a cometer suicídio em 26 de abril de 1999, quando tinha 41 anos, escrevendo o ponto final na carreira do The Sound.

Uma história triste e permeada de injustiças, como são marcadas, infelizmente, o percurso de várias e várias bandas e pessoas pelo globo a fora. Ainda mais considerando a qualidade do conjunto em todos os aspectos da criação de sua música, merecendo com que os rapazes tivessem tido, na época, um reconhecimento pelo menos do nível de um Echo And The Bunnymen e um The Cult, pois ao meu ver possui mais qualidades e personalidade do que ambas. Talvez a falta de algum "hit" que bombasse nas FM's ou as letras mordazes e "explícitas" demais em sua melancolia e angústia afastassem as bandas de meios mais mainstreams e manteve a banda na obscuridade até que ela viesse a se dissolver quase em anonimato, vencido só hoje em dia graças ao advento da worldwide web.

Pois então, contribuindo para a divulgação de boas bandas sem muito reconhecimento por aí, deixo-lhes aqui a remasterização do Shock of Daylight e Heads And Hearts, lançados como um álbum só, em 1996. Um álbum que acho excelente e faz ver que existe muito mais do Post-Punk e New Wave oitentista do que The Cure, Joy Division, New Order e outros (sem desmerecê-los, of course) e que cai com uma luva com a possível renovação de interesse por esses gêneros devido ao surgimento de grupos como Ameseurs, Caïna, Feos, etc. que tratam de fundi-los com Black Metal.
Então, espero que apreciem-o ao seus bels prazeres. ;)


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[1996] Shock Of Daylight/Heads And Hearts

01. Golden Soldiers
02. Longest Days
03. Counting the Days
04. Winter
05. New Way of Life
06. Dreams Then Plans
07. Whirlpool
08. Total Recall
09. Under You
10. Burning Part of Me
11. Love Is Not a Ghost
12. Wildest Dreams
13. One Thousand Reasons
14. Restless Time
15. Mining for Heart
16. World as It Is
17. Temperature Drop
18. Blood and Poison
19. Steel Your Air


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Amesoeurs




Formado por Neige e a vocalista Audrey Sylvain em 2004, o Amesoeurs é uma gélida, violenta, melancólica, sufocante e desolada visão, cheia de desespero. Através de sua música, o Amesoeurs retrata um mundo de decadência urbana, uma terra sem vida e devastada e um domínio negro que se tornou tão real numa época de decadência social.

Mesclando elementos do harsh melancholic black metal, post-punk e new wave dos anos oitenta, influenciado por nomes como Joy Division, trabalhos antigos do The Cure, e Depeche Mode, "Amesoeurs" é um álbum que mostra os talentos sempre em expansão de Neige, e mistura elementos de cada um dos gêneros citados em uma anestesiante e cruel viagem sônica onde as músicas são diferentes expressões que se entrelaçam para formar um álbum que será um dos mais memoráveis lançamentos de 2009. by:Profund Lore

Novo e inefelizmente último trabalho lançado pelo Amesoeurs, após o lançamento deste, não haverá mais nada novo. Talvez isso faça do album um dos mais aguardados do ano, pois desde o lançamento do EP, Ruines Humaines em 2006 a banda conquistou varios fãs, sem falar da popularidade alcançada com o Alcest que deu mais visão ao Amesoeurs.

Os pontos altos desse cd são muitos, o vocal da Audrey está cada vez mais perfeito, e isso encaixou como uma luva nesse novo cd, as linhas istrumentais são algo de arrepiar, o que so ressalta a genialdiade do homem por trás disso tudo, o Neige. E não se pode deixar de citar outro ponto forte desse album que é a maravilhosa capa, feita por um dos integrantes da banda, Fursy Teyssier. Uma curiosidade é que os algarismos romanos que formam o titulo da faixa 6 se forem trocados pelas respectivas letras do alfabeto forma a frase "Amesoeurs is Dead".

Provavelmente este cd será um dos melhores lançamento de 2009, senão o melhor. Recomendado pra qualquer um que conheça o trabalho do Neige, ou fã de black metal, de experimental, de shoegaze... ou seja, qualquer um que tenha bom gosto pra musica.


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[2009] Amesoeurs

01 - Gas In Veins
02 - Les Ruches Malades
03 - Heurt
04 - Recueuillement
05 - Faux Semblants
06 - I XII V XIX XV V XXI XVIII XIX – IX XIX – IV V I IV
07 - Trouble (Eveils Infames)
08 - Video Girl
09 - La Reine Trayeuse
10 - Amesoeurs
11 - Au Crepuscule De Nos Reves


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The Cure




Como disse no tópico do Líam, é sempre interessante observar o curso da história a fim de compreender melhor o que acontece no presente, bem como observar a evolução das coisas como um todo. Observar a criação e desenvolvimento de vários universos musicais, quais bandas e pessoas fizeram parte desse universo e como fizeram é sempre um exercício muito instigante. Nesses universos, sempre há alguma banda ou pessoa que se destaque ou chame a atenção por algum motivo, e acabam deixando marcas tão profundas na sua evolução que elas não podem ser negadas ou ignoradas, e assim deixam seu legado para a geração posteriores. A banda que posto agora, The Cure, sob a batuta do Robert Smith, com certeza se encaixa nessa descrição.

Tendo sido formada no longíquo ano de 1976 e lançado seu primeiro trabalho em 1979, a história da banda praticamente se confunde com a da própria música, moda e ideologia dos anos 80. Iniciaram sua carreira ainda influenciados pelo punk rock que estava em pleno borbulhamento na Inglaterra naquela época, mas já apresentando características diferentes. Sua música era muito mais "doce" e soturna do que a desses grupos, e suas letras mais introspectivas e apolíticas, muitas vezes mergulhando em marés da melancolia e angústia num nível muito profundo, marcando o que seria o post-punk. Depois de três álbuns nessa linha, a banda produz um álbum bem pop e radiofônico, The Head On The Door, contendo o seu primeiro hit "In Between Days", fato que deve ter deixado os fãs antigos da bandas surpresos (num mau sentido). A partir daí, o Cure traçou uma estrada bipolar, compondo álbuns que continham músicas sorumbáticas e melancólicas à moda antiga junto com músicas mais alegres e acessíveis, sendo a maioria delas marcantes e muito expressivas em sua mensagem, harmonia, e na poeticidade das letras do Robert. A partir de 1992 o ritmo de produção da banda começou a desacelerar, tendo produzido desde aquela época apenas 4 álbuns (de estúdio, não considerando coletâneas, Lives e afins), onde o último foi lançado no último trimestre do já finando 2008, e tem mais um previsto para o início de 2009.

Os álbuns que vos posto, agora, são os pertencentes a uma chamada trilogia do Cure: Pornograhy, Disintegration e Bloodflowers. Todos eles compartilham uma mesma proposta sonora e lírica, permeada por uma atmosfera fria e tenebrosa, coberta por uma névoa de melancolia e desalento profundos e reverberantes por cada átomo que a constitui, tragando o ouvinte em seus vórtices e levando-os em viagens catárticas pelos recantos e escombros mais sombrios da alma humana, mas ainda assim soando passional, deleitosa e até sensual em alguns momentos.

No entanto, dá pra notar algumas peculariedades em cada peça da trilogia. Enquanto Pornography soa mais seco, terrível e assombroso, Disintegration soa mais etéreo e sereno, como um corpo prestes a se entregar as correntes do sono (entenda sono como bm quiserem) , anestesiado por seus sonhos quebrados e sentimentos negativos. Já o Bloodflowers... é mais difícil de definir, mas ele me parece mais romântico e sereno do que os outros dois, como uma pessoa já mais madura e conformada com seus desejos perdidos divagando sobre a poeira das memórias que foram deixadas para trás. Diria, então, que ele é um amálgama das duas peças anteriores, e funciona muito bem como tal.

Enfim, acho até redundante elogiar ou comentar os trabalhos do Cure bem como o quanto que influenciaram toda uma geração de pessoas e de estilos musicais, dos mais variados interesses, ideologias e personalidades. Várias e várias bandas de indie rock, post-rock, shoegaze, metal, etc. citam Cure como uma de suas influências, senão a maior delas, e pessoas das mais variadas "tribos" também o citam como inspiração e banda (mais) admirada, sejam góticos old school, nu-góticos (trocadilhos infames rules the divine), indies, headbangers, ecléticos (?), admiradores dos 80's, saudosistas, etc. e, se isso não é uma amostra da gigante marca que a banda deixou no universo musical, realmente não sei mais o que poderia ser. Sei, inclusive, que os álbuns que posto agora já são manjados de muita gente, mas para aqueles seres vivos, procariontes ou eucariontes, que ainda não dispõem deles em mãos, digo que deveriam pegá-los neste exato momento e apreciar cada nota que ecoa pelos auto-falantes ou headphones! Enjoy 'em all. ;)


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[2000] Bloodflowers

01 - Out Of This World
02 - Watching Me Fall
03 - Where The Birds Always Sing
04 - Maybe Someday
05 - Last Day Of Summer
06 - There Is No If
07 - The Loudest Song
08 - 39
09 - Bloodflowers


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[1989] Disintegration

01 - Plainsong
02 - Pictures Of You
03 - Closedown
04 - Lovesong
05 - Last Dance
06 - Lullaby
07 - Fascination Street
08- Prayers For Rain
09 - The Same Deep Water As You
10 - Disintegration
11 - Homesick
12 - Untitled


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[1982] Pornography


01 - One Hundred Years
02 - A Short Term Effect
03 - Hanging Garden
04 - Siamese Twins
05 - Figurehead
06 - A Strange Day
07 - Cold
08 - Pornography


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Sisters Of Mercy



Sisters Of Mercy foi formado em 1980 por Andrew Eldritch (vocal, inicialmente bateria) e Gary Marx (guitarra), tendo se juntado a eles, alguns anos depois, o baixista Craig Adams, um outro guitarrista chamado Wayne Russel (que alguns anos mais tarde viria a sair do Sisters e fundar o The Mission, banda que mantem até hoje) e uma "drum machina" conhecida como Dr. Avalanche.

A sonoridade do Sisters é marcada por vários aspectos, dentre eles o vocal extremamente grave e profundo do Eldritch, a sonoridade soturna e com influências psicodélicas, remetendo a Doors, Velvet Underground e ícones mais recentes como Joy Division em low/midtempo, além de letras de aspecto igualmente sombrio, abordando temas como fim do mundo, morte, e literatura de suspense/horror. Eles vieram a se tornar, posteriormente, um dos alicerces principais do chamado Gothic Rock, e tiveram uma influência seminal em praticamente tudo que foi feito dentro desse subgênero, e até nas subdivisões que vieram a ser criadas nos anos seguintes. Até mesmo em seu último trabalho de estúdio, Vision Thing, se tornou um álbum seminal para o chamado Glam/Gothic Rock, que entrou em evidência no começo desta década.

O álbum que posto aqui é o segundo trabalho da banda, chamado Floodland. É um pouco diferente do primeiro, First And Last And Always, devido principalmente a um racha na banda, onde Wayne Russel saiu e formou o The Mission. Percebe-se então que o lado mais melódico e acessível que a banda possuía, cortesia do Wayne, se perdeu um pouco, dando lugar a uma sonoridade ainda mais fria, seca e obscura, embora não menos envolvente e sem perder um décimo de sua qualidade. Para dizer a verdade, até me agrada mais o estilo deste álbum do que do anterior, e ainda mais do que o seguinte, mas isso é mera questão de gosto pessoal...

O que posso dizer então é que vale muito a pena, nem que seja uma simples conferida, escutar este álbum. Não só pela sua importância histórica seminal, mas pela qualidade musical que ele também possui. Acredito que os mais chegados em post-punk e afins já saibam de cor cada acorde do CD, mas é uma boa chance de conhecer para aqueles que chegam agora neste microcosmo gótico (sic) ou são apenas entusiastas da boa música e ainda não o conhecem. Bom, é isso. Enjoy it! ;)


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[1987] Floodland

01 - Dominion - Mother Russia
02 - Flood I
03 - Lucretia My Reflection
04 - 1959
05 - This Corrosion
06 - Flood II
07 - Diven Like The Snow
08 - Never Land
09 - Torch
10 - Colours


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