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Lifelover




Lifelover é uma banda bastante peculiar de Black Metal. Formada na Suécia em Junho/2005 por ( ), B, 1853, Fix, H. e S (sim, nomes bem... bizarros), vem recebendo uma grande atenção da mídia e público desde o seu debut album, chamado Pulver, que foi lançado em 2006.

O motivo desse destaque vem provavelmente da sonoridade e atitude da banda quanto a música como um todo. A sua música abrange os horizontes que são hoje conhecidos como Depressive Black Metal, que é caracterizado pela união do Black Metal com elementos Ambient, num ritmo arrastado e músicas muito longas. Já o Lifelover vai meio que na contramão do próprio gênero, compondo músicas curtas (em torno de 3-5 minutos, em média) e não tão cadenciadas, porém não tão velozes e ríspidas como o Black Metal ortodoxo. Nota-se também uma aura menos "metálica" em suas músicas, às vezes soando mais como um "black metal" levado as dimensões de rock, com influências de post-punk até. Isso é bem difícil de imaginar, mas faz muito sentido no caso deles...

As letras, em sueco, abordam temas como depressão, insanidade, miséria, e sentimentos comuns do nosso dia a dia, mas não de forma tão opressora como muitas bandas de DSBM (abreviar é preciso), mas sim com toques estratégicos de ironia e sarcasmo, como se de alguma forma zombassem de si mesmos e da situação em que estão. Essa característica lírica associada a sua musicalidade peculiar lhes confere uma atmosfera sombria e gélida, mas ao mesmo tempo irreverente, delirante e um tanto surreal, como se o som estivesse sob efeito de algum alucinógeno e assim distorcesse de uma forma única as dimensões e nuances da sua própria constituição, soando bipolar e esquizofrênico muitas vezes.

Acho brilhante o trabalho que faz o Lifelover, soando diferente de praticamente tudo que se faz por aí. Este álbum que posto agora se chama Konkurs, que está para ser lançado oficialmente em 25/11, e considero o melhor deles até agora. Atingiram um grau de maturidade que os permitiram desenvolver seu trabalho de forma ainda mais delirante e inusitada dentro de seu próprio universo, unindo o delírio e insanidade do Pulver com a monotonia e placidez paralisante do Erotik (2007) a um nível ainda mais profundo e abrangente.


//Deixando-vos seu mais novo lançamento, Sjukdom. Ainda não o assimilei completamente, mas deu para perceber que eles tão tocando melhor e produzindo melhor também (risos). No entanto, a essência de sua música pemanece lá, (in)quieta e perturbadora, com hinos de auto-destruição e angústia cortantes para animar as nights de fevereiro da galera, algo ainda mais realçado neste novo trabalho, que retoma um pouco a veia mais crua do debut album. Enfim... degustem!


[official website] | [myspace] | [last.fm] | [metal-archives]





[2011] Sjukdom

01 - Svart Galla
02 - Led by Misfortune
03 - Expandera
04 - Homicidal Tendencies
05 - Resignation
06 - Doften Av Tomhet
07 - Totus Anctus
08 - Horans Hora
09 - Bitterljuv Kakofoni
10 - Becksvart Frustration
11 - Nedvaknande
12 - Instrumental Asylum
13 - Utdrag
14 - Karma


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[2008] Konkurs

01 - Shallow
02 - Mental Central Dialog
03 - Brand
04 - Cancertid
05 - Konvulsion
06 - Twitch
07 - Narcotic Devotion
08 - Alltid - Aldrig
09 - Stangt p.g.a. Semester
10 - Original
11 - Bitter Reflektion
12 - Mitt Annexia
13 - Spiken I Kistan
14 - En Tyst Minut


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Shining



Formado em 1996 e tendo como mentor/fundador Niklas Kvarforth,o Shining é um dos maiores nomes da atualidade do meio black metal mundial, tendo alcançado um reconhecimento (merecido) a cada novo lançamento, e alcançado o topo com o perfeito V - Halmstad em 2007. E esse ano foi a vez de entrar no mercado mundial o excelente VI - Klagopsalmer , que só veio pra confirmar a capacidade de criação desses suecos.

A banda promove abertamente em suas letras e atitudes o suícidio e auto-mutilação em todas as suas formas. O polêmico Niklas é a alma criadora da banda, sem ele provavelmente os Shining não existiriam, deixando de lado, é claro, as bizarrices que o mesmo está sempre envolvido, seja em momentos homossexuais ou em auto-mutilação em seus shows.
Incorporando elementos do black metal, do doom e hoje em dia até mesmo do progressivo, o som da banda vai muito além do que se possa esperar de uma banda de black metal. A sonoridade é carregada de peso e melancolia com uma atmosfera permanente de angústia e desassossego, alternando de maneira magistral os momentos mais rapidos com os lentos, aderindo passagens semi-acústicas, com riffs e solos de guitarra de arrepiar.

VI - Klagopsalmer é o sexto trabalho da banda e segue basicamente a mesma linha de criação do album anterior. Sem sombra de dúvidas um dos grandes lançamentos do ano de 2009. Vale mencionar que a faixa 4, Fullständigt Jävla Död Inuti, é uma espécie de releitura da música Ohm da banda de rock alternativa norueguesa, Seigmen.

Ps. O Arquivo está um pouco bagunçado com relação a ordem das músicas/nomes. De acordo com uma imagem que vi o set-list correto é o que está ali embaixo, mas ainda não sei sobre a ordem delas no cd. Assim que tiver certeza repostarei de maneira correta.


[myspace] | [last.fm]



[2009] VI - Klagopsalmer

1 - Vilseledda Barnasjälars Hemvist
2 - Plågoande O'Helga Plågoande
3 - Fullständigt Jävla Död Inuti
4 - Ohm - Skoj Att Leva
5 - Krossade Drömmar Och Brutna Löften
6 - Total Utfrysning


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Líam



Pré-post: Não, não se trata de nenhum material do Liam Gallagher e seu oásis, então podem ficar tranquilos. ;)

Líam foi fundado na Alemanha em 2007 por M. Bochnig, inicialmente como um projeto solo, tendo gravado dois EPs e depois ter se transformado numa banda, pelo menos para apresentações ao vivo. Tudo isso no ano de 2007, ainda! Já durante o ano de 2008, o nome Líam começou a ser espalhado pelo mundo a fora, ajudado pela divulgação via myspace e last.fm, e tem surpreendido a muitos - eu mesmo, inclusive - com a tamanha habilidade e a essência que emana de suas músicas. Falarei mais sobre ela a seguir.

Seu primeiro trabalho, o EP Two Years and a Fragment reflete uma quimera de Black Metal com Post-Rock e Shoegaze envolvente e catártica, em muitos momentos soando melancólico e em outros soando mais reflexivo e contemplativo. Mesmo a música Etienne e seus 15 minutos de duração não cansa nem um pouco os ouvidos e nem permite vermos o tempo passar, tamanha a naturalidade e leveza que o Líam conduz suas atmosferas um tanto densas e nebulosas.

Já o trabalho seguinte, My Journey To The Sky, demonstra uma outra "face" do Líam. As músicas são mais curtas, em geral, e se encaminham pelo lado Post-rock/Shoegaze que já se fazia presente no outro trabalho, mas que nesse ganhou uma nova vivacidade e uma ênfase maior. Apesar disso, a essência de sua arte permanece a mesma, nos levando sempre a lugares vazios, nebulosos e calmos da nossa própria alma e nos fazendo respirar sua atmosfera e sentir cada molécula de nossa própria existência.

Ultimamente vem surgindo um bom número de bandas de Black Metal que se enveredam pelas atmosferas siderais e reverberantes do Post-Rock, Ambient e afins, e particularmente aprecio muito essa proposta, tanto quanto arte em si como quanto fã de música. O Líam é mais uma banda que veio para somar, ou melhor, multiplicar e potencializar o tal gênero, com muita competência, habilidade e criatividade. Espero, sinceramente, que gostem! ;)


[last.fm] | [myspace]


[2008] Two Years And A Fragment (EP)

01 - Debris
02 - Etienne
03 - Particles

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[2007] My Journey To The Sky (EP)

01 - Born
02 - Wide
03 - A Decision
04 - Air
05 - Out

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ps: you can purchase Líam eps in the myspace site.