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Crippled Black Phoenix




Formado inicialmente em 2004 quando o baterista Justin Greaves (Electric Wizard, Teeth Of Lions Rule The Divine, Iron Monkey e curto período no Borknagar) gravou de forma precária o que tinha em mente já há muito tempo com a ajuda de seu amigo Dominic Aitchison (Mogwai). As idéias que destoavam de qualquer coisa que Greaves já teria feito em seus outros trabalhos, juntamente com a experiência dentro do post-rock de Dominic formaram a essência do CBP. A dupla acabou se unindo com alguns outros artistas, dentre eles nomes de grandes bandas como Kostas Panagiotou e Andy Semmens (ambos Panthiest), Nial McGaughey (3D House of Beef) e o songwriter solo folk Joe Volk (também Gonga). A variação de estilos, habilidades e influências dos membros da banda é o que destaca o CBP das outras bandas de post-rock. Além disso, essa mistura de diferentes vertentes musicais também é refletida nas letras das músicas que a banda chama por "Endtime Ballads".

Em 2006 é iniciada a gravação do debut album em Bristol no Invada Records (Portishead’s Geoff Barrow). O resultado foi uma coleção de "endtime ballads" em A Love Of Shared Disasters. Esse é o primeiro trabalho de uma trilogia, que conta histórias trágicas da literatura combinadas com histórias pessoais dos membros de amores, perdas e redenção. O que eu posso sentir claramente quando ouço o CBP - e isso raramente acontece - é o que a psicanálise freudiana chama por catarse; a constante lembrança ou reprodução proposital de conflitos e experiências traumáticas ou ainda na literatura, a forma de purificar sentimentos reprimidos deixando pra tras o fracasso e a dor.

O CBP acabou sendo rotulado como "Stoner-Prog" passando pelo "Freak-Folk" e até mesmo o "Doom". Usando uma mistura de equipamentos modernos e da era Victoriana, a banda produz um som único e cativante, que soa moderno e arcáico ao mesmo tempo. A Resurrectionists/Night Raider foi lançado como box duplo contendo as canções de 200 Tons of Bad Luck, juntamente com um uma variedade de bonus.

/Editando o post da nossa querida Cibele, trago para vocês o novo cd de uma das bandas mais sensacionais de todos os tempos. [by:pedro]

//Editando o post de nosso querido Pedro para trazer o mais novo trabalho do fênix negro aleijado. Sob o nome de (Makind) The Crafty Ape, temos aqui o que creio ser um dos melhores álbuns da banda, trazendo-nos uma diversidade sonora ainda mais rica e criatividade cravada na estratosfera, flertando com domínios intrincados do Rock Progressivo mais do que nunca. Divido em 3 capítulos ao longo de dois CDs, já nasce como candidato a melhor álbum de 2012.

Enjoy!

[edit by: Carlos]


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[2012] (Mankind) The Crafty Ape

Disc 1:

Chapter I - A Thread:
01 - Nothing (We Are-)
02 - The Heart Of Every Country
03 - Get Down And Live With It
04 - A Letter Concerning Dogheads
05 - The Brain / Poznan

Chapter II - The Trap:
06 - Laying Traps
07 - Born In A Hurricane
08 - Release The Clowns
09 - (What?)

Disc 2:

Chapter III - The Blues Of Man
01 - A Suggestion (Not A Very Nice One)
02 - (Dig, Bury, Deny)
03 - Operation Mincemeat
04 - We Will Never Get Out This World Alive Faced With Complete Failure, Utter Defiance Is The Only Response

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[purchase] (will be released on February 7th)


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[2010] I, Vigilante

01 - Troublemaker
02 - We Forgotten Who We Are
03 - Fantastic Justice
04 - Bastogne Blues
05 - Of A Lifetime
06 - Burning Bridges (Hidden Track)

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[2009] Tons of Bad Luck

01 - Burnt Reynolds
02 - Rise Up and Fight
03 - Time of Ye Life/Born for Nothing/Paranoid Arm of Narcoleptic Empire
04 - Wendigo
05 - Littlestep
06 - Crossing the Bar
07 - Whissendine
08 - A Real Bronx Cheer
09 - 444
10 - A Hymn for a Lost Soul
11 - A Lack of Common Sense
12 - I Am Free Today I Perished

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[2009] The Resurrectionists

01 - Burnt Reynolds
02 - Rise up and Fight
03 - Whissendine
04 - Crossing the Bar
05 - 200 Tons of Bad Luck
06 - Please do not Stay Here
07 - Song For the Loved
08 - A Hymn For a Lost Soul
09 - 444
10 - Little Step
11 - Human Nature Dictates the Downfall of Humans

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[2009] Night Raiders

01 - Time of ye Life/Born for Nothing/Paranoid Arm if Narcoleptic Empire
02 - Wendigo
03 - Bat Stack
04 - Along Where the Wind Blows
05 - Onward Ever Downwards
06 - A Lack of Ccommon Sense
07 - Trust no One
08 - I am Free, Today I Perished

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[2006] A Love Of Shared Disasters

01 - The Lament of the Nithered Mercenary
02 - Really, How'd It Get This Way?
03 - The Whistler
04 - Suppose I Told The Truth
05 - When You're Gone
06 - Long Cold Summer
07 - Goodnight, Europe
08 - You Take the Devil Out of Me
09 - The Northern Cobbler
10 - My Enemies I Fear Not But, Protect Me from My Friends
11 - I'm Almost Home
12 - Sharks & Storms / Blizzard of Horned Cats

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ps: I intend to re-upload the broken links soon.

Meat Puppets



Talvez a banda motivo desse post, de nome Meat Puppets, ressoe familiar na cabeça de alguns passantes. Não por menos, pois três músicas de um dos seus álbuns mais clássicos, Meat Puppets II (1983), foram coverizadas pelo Nirvana em seu show acústico no já longíquo ano de 1993, tendo participação dos próprios integrantes nos covers. Isso rendeu uma certa evidência a banda, algo nunca antes ocorrido, mesmo já tendo vários álbuns na bagagem e trabalhos inovadores, criativos e não por menos acessíveis. Mas ainda assim não foi o suficiente para alavancá-los ao status pelo menos de banda 'coadjuvante' no cenário Rocker mundial, tornando-se mais um nome obscuro e objeto de culto para uma meia dúzia de curiosos e desocupado pelos sete mares. Seria isso justo?

Bom, sua carreira iniciou-se a mais de 30 anos, mais precisamente em 1980 em Phoenix, pelos irmãos Kirkwood (Curt, vocal/guitarra e Cris, baixista) além de Derrick Bostrom, responsável pelas baquetas. Inicialmente, sua proposta era um Punk Rock feroz e selvagem, com vocais quase ininteligíveis, mas já pincelados com o humor refinado e um ar Folk, que veio a acompanhá-los ao longo de sua carreira. No já mencionado MP II, a banda bota o pé no freio e trabalha um pouco mais as suas músicas, trazendo a tona essa veia folk que vem a conferir um sabor totalmente único as suas músicas. A mescla da fúria punk com tais atmosferas folk de matiz psicodélico dava uma certa aura fantástica e assombrosa as suas músicas, capturando a essência desértica de sua cidade natal, reforçadas ainda mais pelas letras. Vejam a letra de Lake of Fire e Plateau para terem melhor ideia do que falo. Já nos álbuns subsequentes, durante asegunda metade dos anos 80, a banda continua a trabalhar mais o som e dar mais ênfasea psicodelia western, seu som convergindo mais para um 70's Hard Rock do que o Punk.

Depois de um hiato de 3 anos, a banda retorna com o Too High to Die, álbum de maior sucesso comercial da banda até hoje. Ajudado pela associação da banda com o Nirvana, claro, mas ainda assim com méritos. Infelizmente a banda passa por um período muito irregular de 96 até 06, devido ao vício do vocalista Curt (e também de seu irmão Cris) em heroína, no qual o último até passou um tempo no xadrez devido a uma tentativa de assalto. Esse limbo deve ter feito bem a eles, pois, recuperados, decidem retomar com os pups, embora sem o batera original. Resolvem também cair na estrada, e compuseram três álbuns desde então, sendo o mais recente, Lollipop, que será postado logo abaixo.

Certamente aquela energia e gana explosivas de quase 30 anos atrás não estão presentes mais nesse álbum, mas sim aquela fragrância folk psicodélica, que imerge o ouvinte na atmosfera de uma cidade abandonada no meio do deserto do Arizona. É um álbum simples, maduro e de fácil audição, bem grudento, feito por gente que realmente entende do riscado e que deveriam, sim, ser bem mais lembrados e valorizados do que são. Claro que nem sempre a sorte ou o público sorri para certas bandas, como aconteceu com a banda que os homenageou nos early 90s, então, cabe a gente como nozes aqui do blog postar essas obscuridades cults deliciosas que ficam perdidas pela poeira do tempo ou marés do oblívio.

Enjoy!


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[2011] Lollipop

01. Incomplete
02. Orange
03. Shave It
04. Baby Don’t
05. Hour of the Idiot
06. Lantern
07. Town
08. Damn Thing
09. Amazing
10. Way That It Are
11. Vile
12. The Spider and the Spaceship


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Giles Corey




Giles Corey, ou simplesmente GC, é o projeto encabeçado por uma das metades do Have a Nice Life. No caso, o Sir. Dan Barrett. Logo, qualquer semelhança com o HANL não é mera coincidência, como podem prever. Aliás, parece que o trabalho do HANL vem justamente das influências dos trabalhos solos de cada metade dele, pois o Tim Macunga (nome estranho, eu sei), líder do projeto, tem uma banda de Black Metal + Dark Ambient + Shoegaze com toques psicodélicos, Nahlvar. Ou seja, HANL nada mais é do que a junção de forças criativas sonoras do microcosmos dois cidadãos...

Enfim, meu ponto é: enquanto o lado mais pesado e ríspido do HANL vir do Tim, o lado mais etéreo e ambient deve vir do Dan. Neste trabalho solo, álbum self-titled, o que se percebe são várias peças musicais encobertas por uma densa, impenetrável névoa sônica, fazendo o ouvinte sentir-se caminhando por florestas ocultas numa noite sem estrelas e muito menos lua. Isso mesmo com músicas basicamente acústicas! O tom de suas letras nada mais faz do que refletir a vibe das músicas, geralmente tratando-se de temas de certo modo mórbidos e fantásticos, dignos de uma obra de Edgar Allan Poe. Para efeitos comparativos, o que ouço aqui me lembrou um bocado do Mount Eerie, postado aqui a aproximadamente 2 anos, além de gente como Natural Snow Buildings, Grouper, e também um pouco de gente como o Afterlives, (não por acaso, banda encabeçada pelo seu irmão), Sailor With Wax Wings bem como aquela galere do "Gothic Americana", tipo Woven Hand e 16 Horsepowers. Com tantas referências do tipo, não tem como não apreciar, né?

Pois então, temos aqui uma obra belíssima, perfeita para noites invernais recheadas de desolação, em meio a lugares ermos e abandonados, enquanto você passa por conflitos religiosos ou tem vontade de recitar Baudelaire e Augusto dos Anjos no cemitério mais próximo de sua casa (?). Tem como algo com tais características ser ruim? Ah, e de bônus, o CD vem com um livro de 150 páginas (?!). Então, repito, tem como ser ruim?

Enjoy!


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[2011] Giles Corey

01 - The Haunting Presence
02 - Blackest Bile
03 - Grave Filled With Books
04 - Empty Churces
05 - I’m Going To Do It
06 - Spectral Bride
07 - No One Is Ever Going To Want Me
08 - A Sleeping Heart
09 - Buried Above Ground


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Wye Oak




Baltimore, MD, USA. Ano de 2006. Nasce o Wye Oak, união das mentes de Jenn Wasner e Andy Stack. Possuindo 3 trabalhos (até onde sei) já lançados, sendo eles o If Children (2008), The Knot (2009) - este que figurará no link de download mais abaixo, para os mais apressados - , e o EP My Neighbours do ano passado, não pode-se dizer ainda que eles possuem o conhecimento e reconhecimento que merecem da parte de mídia/público, mas sinceramente acho que não tardará a acontecer, não mesmo.

Assim como muitos álbuns que deixo por aqui, definir sua música somente com tags é uma missão complicada, pra não dizer impossível. Várias tags poderiam figurar aí embaixo, sendo as mais evidentes Indie, Shoegaze, Folk, Alternative, Slowcore, Post-rock. Isso soa vago, né? Concordo. Sua música vai muito além do que qualquer definição acima poderia denotar. Ela é agridoce, como um vento de outono que te traz memórias antigas de tempos bons mas que nunca mais voltarão. Também é serena e plácida, sob tons de desânimo e apatia latentes. Mas só na casca, e tão somente na casca. Pois sua essência parece constantemente devastada por turbilhões densos e incandescentes de melancolia e daquela famosa inquietação anímica que muitos parecem possuir de nascença, algo que nenhuma fluoxetina consegue resolver, nem em doses cavalares. E sim, ainda vale frisar a vibe bucólica emanada por todas as suas harmonias, conferindo um sabor ainda mais envolvente a todasas características e adjetivos que descrevi a pouco.

Sei que já existe um bom par de bandas que seguem uma proposta parecida, mas em poucas eu vi tamanha autenticidade e intensidade quanto esses aqui. Me fizeram ouvir o The Knot pelo menos umas 10 vezes ao longo de toda a semana, algo que, se considerar o largo número de GBs de música que tenho aqui no HD e o que tenho no meu mp4, é um número no mínimo do mínimo respeitável. Tenho certeza que fãs de Slowdive, Soul Whirling Somewhere, bem como todos aqueles seguidores do Slowcore de uns 15-20 anos atrás e o indie/folk contemporâneo irão saborear até o osso cada uma das 10 faixas do The Knot, e aguardar ansiosamente pelo novo trabalho deles, a sair em março.


//Alguns dias depois, deixo o novo trampo da banda, intitulado Civilian. Nele, pode-se ver, ouvir e degustar os tons ecos melancólicos, nostálgicos e enevoados do trabalho postado antes, embora um pouco amenizados em relação a ele. Nada que diminua a qualidade do seu trabalho, no entanto, pois permanece excelente e diferenciado.

Como já disse antes,
Enjoy it!


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[2011] The Civilian

01 - Two Small Deaths
02 - The Alter
03 - Holy Holy
04 - Dog Eyes
05 - Civilian
06 - Fish
07 - Plains
08 - Hot As Day
09 - We Were Wealth
10 - Doubt


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[2009] The Knot


01- Milk And Honey
02 - For Prayer
03 - Take It In
04 - Siamese
05 - Talking About Money
06 - Mary Is Mary
07 - Tattoo
08 - I Want For Nothing
09 - That I Do
10 - Sight, Fight


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Steve Von Till













Steve Von Till é vocalista, guitarrista e talvez o homem forte do Neurosis, provavelmente a banda mais citada nesse blog, porém, poucos sabem da existência de seus trabalhos solos ou mesmo outros projetos, portanto é meu dever trazer aqui os três albuns que ele lançou sob sua própria assinatura, diferente do Harvestman, seu outro projeto que confesso ainda não ter ouvido com a merecida atenção.

De forma geral os álbuns seguem um padrão, com canções de estrutura semelhante tendo em seu núcleo forte o som do violão e a grave e rouca voz de Von Till, ora acompanhados de sintetizadores, ora de cellos, órgãos e violinos, dando apenas o tom de forma discreta em algumas músicas. De forma geral podemos enquadrá-los sob as asas do folk, traçando paralelos com obras como as de Nick Drake, com um aspecto visivelmente mais sombrio e próximo aos cantores de country, como não podia deixar de ser. Os cover escolhidos neste último registro atribuem nomes mais claros a essas influências, temos quatro canções que permeiam entre a linha do folk e do country, com direito ao já citado Nick Drake, com 'Clothes Of Sand', Townes Van Zandt, com a excelente 'The Spider Song', bem como, Lyle Lovett e Mickey Newberry, respectivamente com 'Promises' e 'Willow Tree'.

Não acredito que sejam registros que agradarão a todos, principalmente por se tratar de um nome consolidado no mundo do metal, as músicas seguem um caminho muitas vezes distante do que aquilo que é apresentado no Neurosis e podem soar monotonas aos mais desavisados. Em linhas gerais, o pessoal do Amplificasom conseguiu em menor espaço dar valiosa pista do que vocês encontrarão nestes registros:

"Steve dispensa apresentações, é um dos nossos pais musicais desde que começamos a ouvir música a sério. Nunca desilude. Impulsionado pelos tons da sua guitarra, a sua vontade de desabafar e a sua voz cheia de alma, Von Till regressa ao seu mundo sombrio, mais folk e acústico do que os seus Neurosis, mas igualmente pesado. Aliás, apesar da sua natureza acústica pode ser doloroso ouvir um álbum destes: o vozeirão (não vos lembra Mark Lanegan?) de Steve num formato tão nu e cru a recitar as suas letras feridas é como um murro no estômago. Um murro profundo… Está longe de ser um substituto para os Neurosis mas mais longe está de ser uma nota de roda pé. Tirando o facto de o considerar um pouco longo para o ouvir todo de uma vez, o álbum é perfeito. É um álbum cheio de vida, perto da morte."
- André [Amplificasom]


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[2008] A Grave Is A Grim Horse

01 - A Grave Is A Grim Horse
02 - Clothes Of Sand
03 - The Acre
04 - Willow Tree
05 - Valley Of The Moon
06 - The Spider Song
07 - Looking For Dry Land
08 - Western Son
09 - Brigit's Cross
10 - Promises
11 - # Gravity

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[2002] If I Should Fall To The Field

01 - Breathe
02 - To The Field
03 - My Work Is Done
04 - Hallowed Ground
05 - This River
06 - Running Dry
07 - The Wild Hunt
08 - Am I Born To Die
09 - Dawn
10 - The Harpy

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//link updated!















[2000] As The Crow Flies

1 - Stained Glass
2 - We All Fall
3 - Remember
4 - Warning Of A Storm
5 - Twice Born
6 - Midheaven
7 - Shadows To Stone

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Agalloch




Agalloch foi formado por John Haughm e Shane Breyer em Portland, Oregon, EUa, em 1996, após a frustação de seus projetos musicais anteriores, tendo lançado seu primeiro full-length em 1999, chamado Pale Folklore. Diferente das demos e trabalhos promocionais anteriores, que emanavam uma influência de Black Metal predominante, o Pale Folklore já apresentava elementos marcantes de folk e música clássica e sinfônica, com um uso bem ponderado de bandolins, violino, expandindo largamente seus horizontes sonoros.

Sua música em si é caracterizada, também, pelas letras que sempre abordam temas introspectivos e obscuros, como a melancolia, solidão e misantropia, mas com uma forte ligação com elementos da natureza no geral, especialmente sobre paisagens no outono/inverno, o pôr-do-sol, florestas, etc. como se, de alguma forma, tentassem transpor através deles seus estados pessoais num certo momento ou puro e simplesmente falar sobre a beleza e as sensações que eles causam. Essa conexão tão forte com a natureza é notada desde o nome da banda em si, Agalloch, que é o nome de uma árvore de resina aromática chamada Aquilaria agallocha, e inclusive uma edição especial do Pale Folklore numa caixa de madeira.

Depois do Pale folklore, a banda lançou dois full-lengths, The Mantle (2002) e Ashes Against The Grain (2006), além de alguns EPs como o Of Stone, Wind And Pillor (2001), contendo material antigo da banda junto com um cover do Sol Invictus, e o The White (2008). Apesar da banda manter praticamente o mesmo estilo em todos os álbuns, repara-se que eles exploram de maneira diferente os temperos que constituem seu prisma sonoro, às vezes se focando no lado acústico e folk, em outras no lado mais Doom/Progressive Metal e até mesmo no Post-Rock.

Particularmente, acho incrível a maneira como o Agalloch consegue articular tantos elementos sonoros aparentemente dispersos de forma tão coesa e criar atmosferas harmônicas intrigntes que transmitem frieza, desolação e serenidade, ao mesmo tempo, além de retratar a beleza simples da natureza que muitas vezes nem percebemos, ainda mais aqueles que vivem em grandes cidades, como eu por exemplo. Por isso, é um das bandas que mais me impressiona e me intriga, dentre todas que conheço.

//Aproveito a deixa da postagem de outubro do ano passado para deixar-lhes um álbum deles gravado ao vivo na Bélgica neste ano de 2009. O setlist é um bom apanhado de toda a sua primorosa carreira e a qualidade de som se mostra bem nítida, captando bastante da energia do show da banda. Sortudos são aqueles que puderam comparecer a este show e presenciar tal qualidade sonora produzida pela banda.

Bem, aproveitem-o!

//Em um ano com repleto de lançamento foda como o Rosetta, Celeste, Unearthly Trance, Electric Wizard entre outros, fica até dificil dizer qual será o melhor cd de 2010. Porém algumas bandas sempre serão melhores do que as demais: Ulver, Neurosis e o caso em questão agora, o Agalloch.

Quando você tem a notícia de que sua banda preferida irá lançar um cd novo, suas expectativas são sempre as maiores possíves, porém um certo medo de decepção ainda te incomoda. Mas o legal de adorar certas bandas é que você mesmo tendo esse medo, no final das contas você acaba gostando ainda mais do que você achava que ia gostar, esse é o caso do Agalloch.
Sou suspeito pra falar de Agalloch, pois a banda esta está no meu top 3 bandas mais fodas de sempre desde 2005, e nada do que os caras fizerem irá me decepcionar.

Agalloch - Marrow of the Spirit. Melhor lançamento de 2010 de longe, e como esse ano não tem Ulver e Neurosis, a primeira posição no top 2010 já está garantida para os deuses de Portland.

Banda perfeita, músicos perfeitos, atmosfera perfeita, cd perfeito. Nem precisa falar que esse cd é essencial.

[edit by: pedro]


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[2010] Marrow of the Spirit

01 - They Escaped the Weight of Darkness
02 - Into the Painted Grey
03 - The Watcher's Monolith
04 - Black Lake Nidstång
05 - Ghosts of the Midwinter Fires
06 - To Drown


[english review]


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[2009] The Silence Of Forgotten Landscapes

01 - Limbs
02 - Falling Snow
03 - As Embers Dress The Sky
04 - Dead Winter Days
05 - I Am The Wooden Doors
06 - In The Shadow Of Our Pale Companion
07 - Not Unlike The Waves
08 - Bloodbirds


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[1999] Pale Folklore

01 - She Painted Fire Across The Skyline (part 1)
02 - She Painted Fire Across The Skyline (part 2)
03 - She Painted Fire Across The Skyline (part 3)
04 - The Misshapen Steed
05 - Hallways Of Enchanted Ebony
06 - Dead Winter Days
07 - As Embers Dress The Sky
08 - The Melancholy Spirit


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Dax Riggs




Dax Riggs, estadunidense nascido no estado de Louisiana no ano de 1973, é um nome (infelizmente) pouco familiar aos ouvidos do povo, mesmo àqueles mais ligados no cosmos underground da música. Apesar de ter um background memorável, por algum motivo, suas bandas e seus projetos nunca eclodiram ou obtiveram o reconhecimento merecido. No entanto, isso não apaga de modo algum seus méritos como compositor e o legado que vem deixando desde os inícios dos 90's, já digo o por quê.

Seu primeiro e possivelmente mais marcante trabalho foi com o Acid Bath, banda que goza até hoje de um relativo status cult desde a época de sua existência (1991 até 1997, mais ou menos), lançando dois álbuns que são verdadeiras descargas sonoras, cuja base Sludge/Stoner mesclam-se a matizes Grunge, Death/Doom Metal, Folk, Post-Punk e muitos outros, sem definir-se exatamente por um destes gêneros. Alguns mais desavisados logo pensariam: "Nossa, isso parece Alice In Chains! Mas tá esquisito", ao ouvir alguma de suas músicas. Com o encerramento de suas atividades, Mr. Riggs fundou o Agents of Oblivion, banda que já estrelou nas páginas deste blog, vide link. Segue uma linha bem próxima ao AB, embora possuído de uma veia obscura e mórbida mais grossa do que o antecessor, e que infelizmente lançou apenas um álbum antes de sua dissolução, o self-titled de 2000. Depois disso, ouviu-se do Dax num outro projeto, Deadboys and Elephantman, que conheço muito pouco, admito. Lembro de ter ouvido algo lá nos idos de 2006/2007, época em que ainda era recente, e lembro que seguia uma linha mais light, algo que poderia ser chamado de Alternative Rock (mas que nada tem a ver com os Strokes e Kings Of Leon's da vida, felizmente).

Nesta mesma época, veio o seu primeiro álbum solo. We Sing Of Only Blood And Love. Apesar do nome parecer ter sido retirado de algum poeminha gótico de uma adolescente de 15 anos fã do Evanescence, nele, o lado mais metálico de sua música parece ter dissipado de vez, restando apenas o feeling psicodélico, bluesy, obscuro, banhado com tons de Southern Gothic de outrora. Se não é nada transcendental, é certamente algo muito bem feito e instigante de se ouvir, qualidades também atribuídas ao seu novíssimo solo, intitulado We Say Goodnight To The World. Aqui, sua verve negra e alucinógena parece ter ganhado outros contornos e núcleo, estando mais pulsantes e profundas do que nunca, tendo momentos que o aproximam muito de nomes lendários como Jeff Buckley e Nick Cave.

Para quem conheço o trabalho do cidadão, é um prato cheio. Para os outros, uma boa chance de conhecê-lo e degustá-lo como se deve. Uma ótima pedida para madrugadas de sexta-feiras solitárias, for sure! Enjoy it.


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[2010] We Say Goodnight The World

01 - Say Goodnight To The World
02 - I Hear Satan
03 - You Were Born To Be My Gallows
04 - Gravedirt On My Blue Suede Shoes
05 - Like moonlight
06 - No One Will Be A Stranger
07 - Heartbreak Hotel
08 - Sleeping With The Witch
09 - Let Me Be Your Cigarette
10 - See You All In Hell Or New Orleans


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Rökkurró



A preguiça não vai me deixar fazer uma resenha agora, então deixo essa review em inglês por enquanto apenas para vocês terem uma noção do que se trata o som do Rökkurró.
Mas já adianto que a música encontrado aqui é de primeira qualidade.

A mixture of eerie rock sounds, bright indie pop melodies and classical strings, topped of with high pitched female voice singing in Icelandic – that’s the sound of Rökkurró.

Although these 5 youngsters come from the small town of Reykjavík, Iceland, they have big musical ideas that have brought them well deserved attention from the audience and press as recently they have been named one of the most promising bands from Iceland.

Rökkurró have been making music since 2006 and are now releasing they’re second LP Í annan heim (To another world) . Their first handmade and self titled EP was released in 2006 and is now unavailable. They released their first LP, Það kólnar í kvöld (It gets colder tonight) in Iceland 2007 and in Europe and Japan the year after. It got great reviews and after the release Rökkurró got offered to support Ólafur Arnalds and múm on tours abroad.

On the new album Rökkurró´s sound and songwriting has come quite a long way. A lot of which is thanks to Í annan heim´s producer, Alex Somers (Riceboy Sleeps), which helped the band come into their own and shape their new sound.

A lot of new instruments were added and song arrangements became more complex. This resulted in a nine song album: darker, more fragile and more complex than their first LP. It´s an album that both fascinates and haunts you.


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[2010] Í Annan Heim

01 - Í Annan Heim
02 - Sólin Mun Skína
03 - Skuggamyndir
04 - Við Fjarlægjumst
05 - Augun Opnast
06 - Sjónarspil
07 - Fjall
08 - Hugurinn Flögrar
09 - Svanur
10 Undir Sama Himni


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Townes Van Zandt




















Townes Van Zandt é mais um daqueles músicos que, apesar de se tornarem estandartes de determinado gênero, é desconhecido dos grandes públicos. E como grande parte desses artistas, ele também teve uma carreira conturbada, principalmente devido a sua psicose maníaco depressiva e problemas com drogas e alcoolismo. Apesar de nunca ter feito sucesso com as massas, como dito anteriormente, Townes tem fãs de peso, como Bob Dylan, Robert Plant e Steve Von Till, sendo que todos esses fizeram cover de alguma de suas músicas.

Seu som é calcado no mais tradicional folk americano, sem muito mistério, com uma pitada no country e no blues que acentua sua distinção frente aos músicos britânicos de folk. Apesar de sua musicalidade fundamentalmente simples, e não poderia ser diferente, suas letras são dotadas de grande complexidade, colocando em cheque o posto de Dylan como o 'poeta do folk', ainda que muitas vezes a temática dos dois distoem. Outro aspecto que chama a atenção é seu tom de voz, que de longe foge a doçura de Nick Drake, levando sua música a um patamar de densidade muito maior, contribuindo para uma imersão total ao seu universo sonoro (momento Carlos), que torna sua audição uma experiência completamente introspectiva.

Texas Troubadour é um box com quatro discos que dão cabo dos sete vinis lançados por ele durante os anos 60 e 70, mais oito músicas gravadas ao vivo, com direito a um pequeno livreto colorido com biografia + música a música comentada, um ótimo presente para quem vos escreve, tá?















Texas Troubadour - Box Set [2001]













CD 1 - [1968] For The Sake Of The Song + [1969] Our Mother The Mountain

01 - For The Sake Of The Song
02 - Tecumseh Valley
03 - Many A Fine Lady
04 - Quicksilver Daydreams Of Maria
05 - Waitin' Around To Die
06 - I'll Be Here In The Morning
07 - Sad Cinderella
08 - The Velvet Voices
09 - All Your Young Servants
10 - Talkin' Karate Blues
11 - Sixteen Summers, Fifteen Falls
12 - Be Here To My Love
13 - Kathleen
14 - She Came And She Touched Me
15 - Like A Summer Thursday
16 - Our Mother The Mountain
17 - Second Lover's Song
18 - St. John The Gambler
19 - Tecumseh Valley
20 - Snake Mountain Blues
21 - My Pround Mountains
22 - Why She's Acting This Way
















CD 2 - [1969] Townes Van Zandt + [1971] Delta Momma Blues

01 - For The Sake Of The Song
02 - Columbine
03 - Waitin' Around To Die
04 - Don't Take It Too Bad
05 - Colorado Girl
06 - Lungs
07 - I'll Be Here In The Morning
08 - Fare The Well, Miss Carousel
09 - (Quicksilver Daydreams Of) Maria
10 - None But The Rain
11 - F.F.V.
12 - Delta Momma Blues
13 - Only Him Or Me
14 - Turnstyled, Junkpiled
15 - Tower Song
16 - Come Tomorrow
17 - Brand New Companion
18 - Where I Lead Me
19 - Rake
20 - Nothin'
















CD 3 - [1972] High, Low And In Between + [1972] The Late Great Townes Van Zandt

01 - Two Hands
02 - You Are Not Needed Now
03 - Greensboro Woman
04 - Highway Kind
05 - Standin'
06 - No Deal
07 - To Live Is To Fly
08 - When He Offers His Hand
09 - Mr. Mudd And Mr. Gold
10 - Blue Ridge Mountains
11 - High, Low And In-between
12 - No Lonesome Tune
13 - Sad Cinderella
14 - German Mustard (a Clapalong)
15 - Don't Let The Sunshine Fool Ya
16 - Honky Tonkin'
17 - Snow Don't Fall
18 - Fraulein
19 - Pancho And Lefty
20 - If I Needed You
21 - Silver Ships Of Andilar
22 - Heavenly Houseboat Blues
















CD 4 -
[1978]
Flyin' Shoes +
[1972-1973]
Studio Outtakes + Live Songs From 1973

01 - Loretta
02 - No Place To Fall
03 - Flyin' Shoes
04 - Who Do You Love
05 - When She Don't Need Me
06 - Dollar Bill Blues
07 - Rex's Blues
08 - Pueblo Waltz
09 - Brother Flower
10 - Snake Song
11 - The Spider Song
12 - Upon My Soul
13 - Buckskin Stallion Blues
14 - At My Window
15 - Two Girls (Live)
16 - Fraternity Blues (Live)
17 - White Freight Liner Blues (Live)
18 - Talking Thunderbird Blues (Live)
19 - Nine Pound Hammer (Live)
20 - Chauffeur's Blues (Live)
21 - Cocaine Blues (Live)
22 - Only Him Or Me (Live)