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Kayo Dot




Kayo Dot é uma banda multinacional, formada em 2003 por Toby Driver pelas cinzas de um grupo memorável chamado maudlin of the well. Disse multinacional pela diversidade étnica dos integrantes da banda, tendo americanos, europeus, asiáticos e afro-americanos em sua formação.

Mas essa diversidade não se reflete somente na origem étnica dos integrantes do conjunto, mas também em sua sonoridade. Ela abrange uma gama muito rica de subgêneros, atmosferas e estruturas em sua composição, que vão desde a música erudita do século XX à la Stravinsky e Penderecki a grupos de Post-Metal/Sludge como Neurosis e Godflesh, passando ainda por Sigur Rós, Pink Floyd, Radiohead e pinturas impressionistas (!), regada ainda a toques de psicodelia e jazz, que assim formam os ingredientes necessários para a sua alquimia sonora densa e hermética, ainda que envolvente, do Kayo Dot.

Choirs Of The Eye é o primeiro álbum da banda, e na minha opinião é o melhor lançado até agora, ainda que os outros só fiquem atrás dele no quesito qualidade por centésimos de segundo, ou talvez menos. Imagino que não seja um álbum tão acessível e assimilável para todos, mas eu asseguro que vale muito a pena ouvi-lo, mesmo que seja por mera curiosidade. Enjoy it. ;)


//Quase dois anos depois, deixo-lhes aqui o novo trabalho da banda, batizado simplesmente de Coyote. Dessa vez, parece que os rapazes ouviram um bocado de Univers Zero, Art Zoyd e toda aquela galerë Prog/Psychedelic/Kraut-Rock/whatever dos anos 70, pois é notável o distanciamento de sua verve Post-Rock dos trabalhos anteriores em prol de um aprofundamento nessa outra, que já se fazia presente desde os tempos do maudlin, deve-se dizer. Apesar de achar que este seria um álbum ainda melhor se fosse puramente instrumental (o vocal parece um pouco deslocado em alguns momentos - e o instrumental ficou simplesmente genial em várias passagens ao longo do álbum), é ainda um trabalho excelente, senão o melhor desde o debut Choirs of the eye.

Bom, chega de enrolar. Sirvam-se a vontade, and enjoy it well! ;)

//update: Novo trabalho do Kayo Dot chegando na área. Apesar da capa, digamos, desprovida de qualquer arte maior, sua música continua exuberante e extremamente rica, passeando por mundos psicodélicos e quiméricos com incrível destreza e desenvoltura. Aqui, temos músicas um pouco mais cruas, digamos, e que evocam as harmonias mais agressivas e rústicas, roçando os domínios do Metal extremo, que ajudaram a caracterizar o som da banda-mãe, o maudlin of the Well. Se isso é algo positivo ou não, bom, é a gosto de vocês. Eu achei curioso e inesperado da forma mais saudável possível.

Aproveitem-no!


[official website] | [myspace] | [last.fm]





[2011] Gamma Knife

01 - Lethe
02 - Rite of Goetic Evocation
03 - Mirror Water, Lightning Night
04 - Ocellated God
05 - Gamma Knife


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[2010] Coyote

01 - Calonyction Girl
02 - Whisper Ineffable
03 - Abyss Hinge 1: Sleeping Birds Sighing In Roscolux
04 - Abyss Hinge 2: The Shrinking Armature
05 - Cartogram Out Of Phase


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[2003] Choirs Of The Eye

01 - Marathon
02 - A Pitch Of Summer
03 - The Manifold Curiosity
04 - Wayfarer
05 - The Antique

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Ulver




Há bandas versáteis, que experimentam diversas sonoridades nos diversos álbuns que vão compondo, muitas acabam vulgarmente por ser apelidadas de “vendidas” e outros epítetos que tais. E da Noruega, vieram os Ulver. Os Ulver são, provavelmente, uma das bandas cuja metamorfose é a mais agradável e rica quando sujeita a exploração. Ao longo dos seus quase quinze anos de carreira, os Ulver propuseram-se a experimentar um pouco de tudo o que havia para experimentar. Se não, vejamos: numa fase inicial, entre 1994 e 1997 os Ulver eram conhecidos como uma banda de black metal, tendo editado três álbuns neste período. O ponto de viragem dá-se com o álbum conceptual Theme’s From William Blake’s The Marriage Of Heaven And Hell (1998), onde a banda se apresentou numa abordagem muito mais experimental, avant-garde. Os trabalhos que se seguiram foram limando cada vez mais esta predisposição para a experiência e os Ulver enveredaram por caminhos tão distintos do inicial black metal como o trip-hop e a electrónica ambiental. [hiddentrack.net]

Se há algo a que os Ulver nos habituaram desde sempre foi a esperar o inesperado. O percurso desta entidade é tão peculiar e singular que se torna redundante tentar compará-los a outros projectos ou tentar enquadrá-los dentro de algum género. Têm sido exímios exploradores de diversas paletes sonoras e artífices de ambientes envolventes e intrigantes... [amplificasom]

"Deve-se dizer neste ponto que não é fácil fazer uma review deste concerto de Ulver: não há (ainda) ponto de comparação; não havia qualquer tipo de expectativas em relação à escolha dos temas, a não ser que, qualquer que ela fosse, ficaria àquem das mesmas expectativas; sobrando para quem escreve a mera função de dizer ao mundo: “Ulver tocou ao vivo. Finalmente aconteceu. Afinal é possível passar aqueles temas para o vivo!” O que é muito mais do que algum dia pensei vir a fazer." [erodetheperson]


"This music is for the stations before and after sleep. Headphones and darkness recommended"

\Não tem o que falar. Melhor cd do ano, melhor banda do mundo.

p.s: Novo link em 320 kbps.



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[2011] Wars of the Roses

01 - February MMX
02 - Norwegian Gothic
03 - Providence
04 - September IV
05 - England
06 - Island
07 - Stone Angels

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[2010] Klub Studio Live (Audience Bootleg)

1 - Eos
2 - Let The Children Go
3 - Little Blue Bird
4 - Rock Massif
5 - For the Love of God
6 - In The Red
7 - Operator
8 - Funebre
9 - Silence Teaches You How To Sing
10 - Plates 16-17
11 - Hallways Of Always
12 - Porn Piece Or The Scars Of Cold Kisses
13 - Like Music
14 - Not Saved


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[2009] The Wall Re-Built

03 - Ulver - Another Brick in the Wall


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[2009] Maihaugsalen Live (Audience Bootleg)

01 - [ladies and gentlemen]
02 - Little Blue Bird
03 - Rock Massif
04 - Funebre
05 - Let The Children Go
06 - Everybody's Been Burned (The Byrds cover)
07 - Silence Teaches You How To Sing
08 - Porn Piece Or The Scars Of Cold Kisses
09 - Plates 16-17
10 - In The Red
11 - Like Music
12 - Not Saved
13 - [thank you all]


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[2000] Perdition City


1 - Lost In Moments
2 - Porn Piece Or The Scars Of Cold Kisses
3 - Hallways Of Always
4 - Tomorrow Never Knows
5 - The Future Sound Of Music
6 - We Are The Dead
7 - Dead City Centres
8 - Catalept
9 - Nowhere/Catastrophe

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Akhphaezya




Akhpaezya é um projeto musical idealizado por Stephan H. e que, em 2002, tomou vida na forma de um quarteto, sendo formado então por Nehl Aëlin, Loic Moussaoui e Stephane Beguier. É um projeto consideravelmente ambicioso (num bom sentido), envolvendo não só a questão da expressão musical através de várias influências que a banda carrega em sua bagagem, mas também um cuidado maior com a expressão visual e literária.

Tendo, desde a sua formação, gravado e regravado uma demo e feito alguns shows pela França e Bélgica, conseguiram então gravar seu primeiro full-length no começo de 2008, levando o nome de Anthology II. O conceito por trás deste álbum é contar a história de uma terra lendária medieval que leva o nome da banda, com suas particularidades, elementos, história e evolução, bem aos moldes da literatura de fantasia. Maiores detalhes sobre ela se encontram no website da banda.

Além do conceito literário e do aspecto visual minuciosamente cuidado e projetado pela banda, o aspecto musical também é digno de nota e surpresas. Seu som pode ser chamado de Avantgarde Metal, mas a definição soa ainda um pouco vaga e restritiva no caso deles. Suas influências passeam não só pelo domínio do Metal, mas como o do Rock Progressivo, Música Clássica do início do século, e também de Jazz, este último especialmente por parte de algumas linhas de piano/teclado em algumas músicas e da vocalista Nehl, que, aliás, é um dos maiores destaques da banda. É de impressionar a forma como ela consegue usar em subestilos musicais tão diferentes e ainda soar igualmente bom em todos eles. No mais, ainda dá pra notar algumas influências esparsas de música árabe/árabe, conferindo um "charme esotérico" ao já especial trabalho da banda.

Uma banda semelhante que surgiu há pouco tempo e que leva um som parecido com o Akphaezya são seus conterrâneos do Pin-up went down, mas particularmente acho essa que posto aqui melhor, assim como acho que o universo de diferentes gêneros e subgêneros musicais que as duas bandas desenharam ganhou um "contorno" e textura mais bonita e natural no caso deles. Enfim, essa foi só uma referência que quis fazer, para dar uma idéia melhor para quem quiser ouvir. Por mim, esse é um dos melhores e mais surpreendentes álbuns de 2008, e espero que gostem, sinceramente. ;]

//Update: Re-upload do álbum Anthology II


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[2008] Anthology II

01 - Preface
02 - Chrysalis
03 - Beyond The Sky
04 - Khamsin
05 - Reflections
06 - Awake
07 - The Golden Vortex of Kaltaz
08 - The secret Of Time
09 - Stolen Tears
10 - Trance HL.14
11 - The Bottle Of Lie


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Yakuza



//Antes de tudo, peço desculpas pela seca de posts ultimamente. Meu tempo livre tem sido usado basicamente para dormir, logo, vocês imaginam como ando ocupado nesses últimos tempos. Espero compreensão de todos que passam aqui.
by Carlos.

//First of all, I apologize for the absence of posts lately, in this blog. My free time has been used solely for sleeping, so, you get an idea how busy I've been in the last weeks. I hope you undertand the situation.
by Carlos


Yakuza, além da tão famosa organização mafiosa japonesa, também batiza o nome de uma banda mui interessante que, por razões transcendentais (ou pura falta de atenção daquele que vos fala, mesmo), nunca havia ouvido falar até algumas semanas atrás. Aí que me deparei com a notícia do lançamento de seu mais novo álbum, Of Seismic Consequence, e levando em conta a capa lindíssima e as tags de "avant-garde metal, jazz, progressive", não pude deixar de conferir, obviamente!

Pelo que pesquisei, o Yakuza já tem mais de 10 anos de estrada e são oriundos da cidade de Chicago, US, lançando seu debut em 2001 e mais três álbuns, Way Of The Dead, Samsara e Transmutations até este mais recente, que será postado mais embaixo, e já dividiu palco com gente grande tipo Opeth, Dillinger Escape Plan e Mastodon. Sua proposta sonora permanece essencialmente a mesma ao longo desses anos: Metal com algumas pinceladas Hardcore-based (que são muito pouco ouvidas neste álbum, pelo menos), flertando frequentemente com o Jazz, Prog, World Music, Psychedelic e outros, criando uma espécie de Avant-Garde Metal com aura meio esotérica e gosto surrealista. Referências com nomes como os do maudlin of the Well, Kayo Dot, Mothlite, Ephel Duath, The Ocean e Minsk são bastante válidas, pelo menos a nível de orientar aqueles que só se depararam agora com a banda e desejam saber mais da mesma.

Não diria que eles revolucionarão o curso da música, nem nada parecido. Mas fazem música de grande qualidade regada a espasmos criativos do mais alto nível e não tem medo de arriscar e inovar novos amálgamas sonoros, algo que, levando-se em conta o que tem sido feito por aí nos últimos anos, vale no mínimo uma menção honrosa. Enfim, aproveitem!


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[2010] Of Seismic Consequence

01 - The Ant People
02 - Thinning The Herd
03 - Stones And Bones
04 - Be That As It May
05 - Farewell To The Flesh
06 - Testing The Waters
07 - Good Riddance (Knuckle Walkers)
08 - The Great War
09 - Deluge


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Pin-up Went Down




Sobre a Pin-up Went Down, PUWD, pode-se chamar de um projeto encabeçado pelos franceses Alexi Damien, ex-Carnival In Coal, e Aspodel, atual vocalista do Penumbra. Tendo em conta o background dos dois, pode-se imaginar que algo não muito usual e de elevadíssimo quilate pode ser encontrado aqui, certo?

Pois estão errados! Brincadeira. Só pra trollar um pouco, mesmo. Tendo seu nascimento na virada de 2006 para 2007, inicialmente sob o nome de Esthete Piggie, o nome é mudado para Pin-Up Went Down no fim de 2007 e, não muito tempo depois, sai seu debut, chamado 2 Unlimited. O que se encontram aqui são 13 peças musicais que aproveitam a veia insanóide do mesmo Carnival In Coal, inspirações sutis de nomes como Faith No More, Ram-Zet e Diablo Swing Orchestra e, não sendo suficiente tudo isso, temos a srta. Aspodel roubando a cena completamente neste álbum. Sério, demorou-me para cair a ficha que a gama imensurável de timbres que ouço neste trabalho e no recém-lançado 342 (postado logo abaixo) pertencem à mesma pessoa! Por vários momentos achei que haviam chamado uma criancinha panaquinha para cantar no álbum a troco de alguns pirulitos, mas nada, é só a Aspodel enganando a galerë!

O álbum soará estranho, certamente, mesmo para ouvidos treinados e acostumados as bizarrices sonoras que se tem por aí. Mas, além de ser um álbum feito com maior esmero e criatividade possíveis de se alcançar, é um trabalho recheado de bom humor, insanidade construtiva e, ainda assim, inteligente em cada um de seus segmentos. Se isso não é algo convidativo, certamente, não saberia dizer o que mais poderia ser. Enjoy it!


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[2010] 342

01 - Diapositive
02 - Escargot
03 - Porcelain Hours
04 - Essence of I
05 - Khabod of My Aba
06 - Home
07 - Vaginaal Nathrak
08 - Pictures to Speak To
09 - Murphy in the Sky with Daemons
10 - Paralogical Sarabanda
11 - Aquarium


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Nachtmystium





Nachtmystium é uma banda americana formada no estado de Illinois em meados de 1999, contendo em seu line-up nomes que fazem parte de bandas já conhecidas do BM americano, como o Judas Iscariot e o Krieg, bem como outros nomes já famosos na cena extrema dos EUA e até de outros países e que demoraria um bocado listar aqui. Desde sua fundação, o Nachtmystium já lançou 4 EPs e 4 Full-lengths, sem contar demos, compilações e trabalhos ao vivo.

Até o seu penúltimo Full-length, chamado Instint Decay (2006), a banda se dedicava a um Black Metal puro e simples, calcado em vários clichês que o gênero permitia e fazendo mais do mesmo, embora que com uma competência bem acima da média. Mas a partir desse trabalho, parece que o pessoal decidiu mergulhar de cabeça em oceanos experimentais e buscar outras marés de sonoridade, inserindo junto ao seu BM influências notáveis de Rock Progressivo/Psicodélico, Dark Ambient e até alguns toques tímidos de Industrial aqui e acolá. Mas a partir do trabalho que vos postarei agora, de nome Assassins: Black Meddle Part I, a banda adentrou num outro cosmos sonoro e passou a construir com ainda mais destreza e ousadia os experimentalismos do álbum anterior, levando o Nachtmystium a um outro nível musical em relação aos outros álbuns e ao próprio BM, onde influências "estranhas" nesse meio como as já citadas se juntam ao Thrash/Death Metal, Drone e até mesmo Jazz! E isso não soa como uma colcha de retalhos musical totalmente mal costurada e prestes a arrebentar, mas sim algo muito conciso e inteligente, como se expandisse as fronteiras de seu próprio universo sem perder o conteúdo que ele contem, ou melhor ainda, tornando esse conteúdo ainda mais interessante e evoluído e revolucionando a atmosfera que o cerca.

Enfim, muita gente pode estranhar as aventuras sonoras deste álbum e os fãs mais diehard de BM podem torcer o nariz para esse álbum, até, mas acho indiscutível o nível altíssimo de qualidade que ele atinge. Não é tão grandioso quanto o WITRR ou mesmo o Ossein, mas sem dúvidas é mais do que excelente. Aliás, tem sido mais do que excelente a safra de bandas de BM que vem explorando novas sonoridades e influências em seu plano sonoro, só torço sinceramente que ela continue dando vários frutos deliciosos como este álbum aqui. Enfim, espero que aqueles que ainda não o conhecem, o apreciem! ;)

/Novo álbum dos americanos psicodélicos do Nachtmystium e com direito a participação do Bruce Lamont do Yakuza. Quem conhece e gosta da banda já sabe que vai encontrar uma pérola musical, e pra quem ainda não conhece, essa é uma ótima oportunidade, pois esse novo cd ta muito foda. [edited: pedro]


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[2010] Addicts: Black Meddle Pt. 2

01 - Cry For Help
02 - High On Hate
03 - Nightfall
04 - No Funeral
05 - Then Fires
06 - Addicts
07 - The End Is Eternal
08 - Blood Trance Fusion
09 - Ruined Life Continuum
10 - Every Last Drop

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[2008] Assassins: Black Meddle Part 1

01 - One of These Nights
02 - Assassins
03 - Ghosts of Grace
04 - Away From Light
05 - Your True Enemy
06 - Code Negative
07 - Omnivore
08 - Seasick Pt. 1: Drowned at Dusk
09 - Seasick Pt. 2: Oceanborne
10 - Seasick Pt. 3: Silent Sunrise


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Shaolin Death Squad




Shaolin Death Squad é uma banda um tanto inusitada, que teve suas origens em Denton, Texas, no ano de 2001, contendo em seu line-up atual o baterista do King Diamond, Matt Thompson e que já lançou dois full-lengths desde seu lançamento: o debut album auto-intitulado em 2004 e o Intelligent Design em 2006 (álbum que será postado aqui).

Quanto ao trabalho do SDS em si, confesso que é um trabalho árduo definir ou mesmo tentar explicar a linha musical que eles tomam, já que eles passeiam e flertam com tantas influências diversas e qualquer descrição do tipo soaria incompleta e meio esparsa, mas para efeitos de simplificação e visualização, vamos dizer que fazem Avant-Garde Metal. Assim como o tal rótulo sugere, pode-se notar influências das bandas já famosas do subgênero, como o Unexpect pela textura sonora (embora não seja tão técnico quanto o mesmo), Subterranen Masquerade, os lances meio teatrais do Sleepytime Gorilla Museum e o humor e senso experimentalista do Mr. Bungle. Aliás, o senso de humor meio peculiar é uma marca característica da banda, desde a sua apresentação visual até mesmo a sua auto-descrição, que é: “When a Manchu conspiracy to overthrow the Ming dynasty is thwarted by a group of Shaolin disciples and patriots, a fierce battle to defend the life of the King ensues, with deadly results.” Soa interessante, não? :P

Apesar do SDS não desfrutar do mesmo sucesso das bandas supra-citadas, certamente não o colocaria num patamar abaixo da delas. Muito pelo contrário, para mim eles merecem estar pelo menos do mesmo nível que elas, não ficando mesmo nada a dever em relação a elas no quesito técnica, desenvolvimento e qualidade sonora. E o SDS ainda tem como ponto positivo a maior "fluidez" de suas músicas, tornando o seu trabalho mais acessível para ouvidos pouco treinados a miscelâneas sonoras vanguardistas e, por consequência, mais agradável de ser ouvido e desfrutado em sua plenitude. Podemos não estar diante da melhor banda de todos os universos paralelos e perpendiculares que existem, mas certamente merece uns MBs livres em seu disco rígido e um lugar cativo em seu media player. ;)


//Deixando-vos agora o link do mais novo trabalho do esquadrão da morte Shaolin, lançado sob o nome de Five Deadly Venoms. Para quem já teve a chance de ouvir seus trabalhos mais antigos, não encontrará muitas surpresas aqui, pois a banda segue basicamente o mesmo estilo: Prog Metal com toques vanguardistas e psicodélicos, regados com um humor inusitado. Reparei um maior foco no Prog Metal dessa vez, distanciando um pouco a banda de nomes como UneXpect e aproximando-os mais de nomes como Age of Silence, Winds e Solefald. Ruim? De forma alguma. Mas isso é meramente minha opinião, nada melhor do que vocês mesmos para julgarem e apreciarem o álbum em si. Enjoy it!


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[2010] Five Deadly Venoms

01 - Romanza
02 - Centipede
03 - Snake
04 - Scorpion
05 - Lizard
06 - Toad
07 - Mischief And Epiphany
08 - Let Us Welcome The Actors
09 - Last Stand
10 - Farewell
11 - Peace Be Upon You


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[2006] Intelligente Design

01 - A Terrible Way to Use A Sword
02 - Catastrophe Obedience
03 - Choreographer Of Fate
04 - Radio Feeler
05 - The Face Insecurity Killed
06 - Escaping The Absynthe
07 - Fall, Rise, Laugh... Fall
08 - A Story Lives Forever
09 - The First Half Of Yesterday


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Angst Skvadron




Angst Skvadron (algo como Esquadrão da Ansiedade, em norueguês), é uma das criações mais interessantes que vieram a surgir no mundo do Black Metal Alternativo (sic) no último par de anos. Tendo lançado seu primeiro trabalho, Flukt, ainda no ano de nascimento (2008), a banda conseguiu um certo rebuliço nesta cena através dele, mas prevejo que é com o novo lançamento, chamado Sweet Poison (2010), é que irá solidificá-la no subnicho que ela habita e pretende explorar, sendo esse que vos deixarei aqui, agora.

Criação do T. Nefas, homem também responsável por nomes já conhecidos pelo BM atual (ou nem tanto), como In Lingua Mortua, Beastcraft, Urgehal, etc. e tendo a colaboração do tecladista Lars Froislie (que também trabalha com o Nefas no In Lingua Mortua, ex-membro da banda de Prog Rock White Willow), o Angst trabalha naquela veia que vem crescendo e se espalhando com grande velocidade nos últimos 2-3 anos, condensando o que há de melhor no Metal extremo dos 90's com o Rock progressivo e psicodélico que teve seu apogeu nos anos 70, temperado ainda com doses bem apimentadas de misantropia, demência e humor (negro e causticante, claro), criando atmosferas horroríficas, apocalípticas e melancólicas, de certo modo, tudo bem ao gosto de bandas como o Code, Nachtmystium e Ved Buens Ende, só para citar os primeiros que me vieram a mente.

Apesar da minha primeira impressão apontar que o Flukt é um álbum ligeiramente superior a esse, é inegável o seu valor sonoro e artístico, pois acho interessantíssima essa nova linha do BM atual, trazendo um sabor e frescor renovado ao cosmos negro-metálicos contemporâneo. Enfim, espero que apreciem-o. ;)


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[2010] Sweet Poison

01 - Valium Holocaust
02 - Aerophobia
03 - Posttraumatic Stress Syndrome
04 - Dolcotine Blues
05 - Fucking Karma
06 - The U.F.O. Is Leaving
07 - Rivrotril Matja
08 - We Miss Them
09 - The Eyes Among Stars
10 - Sweet Poison


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Univers Zero




Para falar-lhes do Univers Zero, é necessário voltar quase 40 anos na história, mais precisamente no ano de 1974, mais precisamente na Bélgica. Naquela era, marcou-se o ponto de inflexão na curva de ascenção das bandas que vieram a estabelecer as raízes do Hard e Stoner rock, bem como do Rock Progressivo e psicodélico como um todo, onde várias dessas bandas passaram a sofrer baixas no seu line-up e começam a perder forças para outros movimentos musicais que vieram a culminar alguns anos depois, como o Punk Rock e a Disco Music, que floresceram de vez nos idos de 1977-1978.
No entanto, havia num underground bem profundo, quase no sétimo círculo do inferno dantesco, chamado RIO (não confundir com a cidade brasileira onde aquele que vos escreve agora reside, mas uma espécie de movimento musical cuja sigla quer dizer "rock in opposition"), tendo ele este nome por ser uma espécie de 'resistência', ou contraponto, aos outros movimentos musicais em surgimento da época, onde uma música simples e despojada era beneficiada em relação à trabalhos mais bem lapidados e arquitetados, fato este que foi deixando o Prog Rock cada vez mais distante na poeira da memória de muita gente.

No caso do Univers Zero, sua proposta inicial era calcada numa alquimia muito curiosa entre o Rock Progressivo mais obscuro e esotérico da época - mais precisamente, nomes como King Crimson, Magma e Van Der Graaf Generator são aqui evocados - com a música erudita de compositores mais recentes, atendendo pelos nomes de Béla Bartók, Igor Stravinsky e Dmitri Shostakovich, dentre outros mais. Com o passar do tempo, o approach da banda foi mudando sutilmente de algo mais acústico e neoclássico a algo mais rock n' roll, ainda que sem perda da essência sônica de outrora, se tornando também cada vez mais sombrio e atmosférico, a ponto de fazer-nos criar imagens mentais de um mundo fantástico, onírico e grotesco, digno dos contos de escritores como H.P. Lovecraft e Edgar Allan Poe, o que culminou com o álbum que muitos clamam ser sua obra-prima, chamado de Heresia (1979).

Depois dos anos 80, a banda ainda permaneceu ativa, embora produzindo num ritmo cada vez mais vagaroso. Não sei muito acerca de seus trabalhos mais recentes exceto este que deixo aqui, chamado Clivages, lançado oficialmente há poucos dias. Nele, banda parece muitíssimo bem sintonizada e inspirada, levando na melhor forma a sua união de Rock Progressivo, Zeuhl, música clássica moderna e vanguardista, soando como um belo pano de fundo para algum conto de suspense surrealista e recheado de horrores insondáveis de outros aeons.

Recomendado, com todas as forças possíveis, para qualquer acervo de Prog Rock da face do universo, ou admiradores das bandas que citei no segundo parágrafo, bem como aqueles chegados a trabalhos de autores mais contemporâneos como Kayo Dot, maudlin of the Well, Sleepytime Gorilla Museum e Idiot Flesh, pois é notável que estes artistas beberam bastante da fonte criada por nomes como o UZ.

Bem, este é o recado. Enjoy it!


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[2010] Clivages


01 - Les Kobolds
02 - Warrior
03 - Vacillements
04 - Earth Scream
05 - Soubresauts
06 - Apesanteur
07 - Three Days
08 - Straight Edge
09 - Retour de Foire
10 - Les Cercles d'Horus


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Sigh




Sigh foi fundado em meados de 1990 por três estudantes universitários, em Tokyo, Japão, que compartilhavam a mesma admiração por bandas como Venom, Celtic Frost, Mercyful Fate e outros que construíram os alicerces do que viria a ser a cena do metal extremo ao longo dos anos 90 e dos dias atuais. Desde então, começaram a compor e gravar suas demos e EPs de forma independente ou através de pequenos selos, e divulgá-los para alguns nomes da crescente cena Black Metal norueguesa da época (como um tal de Euronymous, por exemplo), e assim ganharam certo reconhecimento na cena mais underground.

Nos seus primeiros trabalhos, o Sigh apresentava um Black/Thrash Metal mais cru e direto, bem ao estilo das bandas supracitadas, mas com direito a alguns experimentalismos ainda que tímidos, e a temática das letras exploravam um certo ocultismo, literatura de terror e artes obscuras de um modo geral, criando uma atmosfera meio teatral em suas músicas.

Com o tempo, eles passaram a explorar cada vez mais esses experimentalismos, com o uso mais constante de sintetizadores e teclados, vinhetas que poderiam (ou foram tiradas) de filmes de terror e elementos assim. Até culminar no álbum que vos posto aqui, Imaginary Sonicscape, em que apresentava até então seu traalho musical mais maduro e ambicioso: Incorporar influências de Rock Progressivo/Psicodélico, Jazz e música erudita do começo do século XX a base sonora do Black Metal que a banda praticava há anos. E conseguem isso com muita proeza, diga-se de passagem.

Mesmo com toda essa ecleticidade musical, algo notável é a naturalidade e o aparente despojo como eles conduzem suas músicas. A produção é até simples e seca, mas permite ouvir cada instrumento perfeitamente, e as músicas em si, apesar de todas essas influências tão distantes entre si, tem um apelo "rock n' roll" muito aprazível e "bangueável", tornando a audição fácil e mais assimilável do que seria potencialmente.

Penso que muitos fãs puristas de Black Metal (ou Metal em geral) podem torcer o nariz para este álbum, ou alguns acharem tudo estranho demais. Mas, ainda assim, digo que ele merece pelo menos uma ouvida atenta, por sua criatividade e qualidade incomuns, fazendo realmente jus ao rótulo vanguardista que recebem. ;)

//Vos posto, agora, o novo álbum do Sigh, intitulado belamente de "Scenes from Hell". Nele, a banda parece ter retomado a postura dos álbuns antigos, apresentando uma sonoridade e produção mais cruas e com aquela aura rock n' roll mas, ainda assim, regadas a experimentalismos e passagens clássicas, criando toda aquela atmosfera teatral e nefasta que fazem com tanta graça (sic) e qualidade há 20 anos, praticamente.
Espero que gostem!


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[2010] Scenes From Hell

01 - Prelude To TheOracle
02 - L'art De Mourir
03 - The Soul Grave
04 - The Red Funeral
05 - The Summer Funeral
06 - Musica In Tempora Belii
07 - Venitas
08 - Scenes From Hell


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[2001] Imaginary Sonicscape

01 - Corspecry - Angelfall
02 - Scarlet Dream
03 - Nietzschean Conspirancy
04 - A Sunset Song
05 - Impromptu (Allegro Maestoso)
06 - Dreamsphere (Return To Chaos)
07 - Ecstatic Transformation
08 - Slaughtergarden Suite
09 - Bring Back To Dead
10 - Requiem - Nostalgia


[english reviews]


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H.O.P.E.



H.O.P.E. é nada mais que o projeto solo do francês chamado Nikolas Alkariis, tendo lançado seu primeiro (e único álbum, até onde se saiba) em 2006, sob o nome de Reason And Divine. E então vocês perguntam: "Tá, mas e daí? qual é a dessa banda, afinal?"

Bom, trata-se aqui de uma banda não mais do que inusitada. Sua base sonora é calcada firmemente num Symphonic/Post-Black Metal que remete imediatamente a nomes como Hollethon e Transcending Bizarre?, adicionando ainda toques vanguardistas aqui e acolá que lembram o já-postado-aqui-anteriormente Nachtmystium, porém, é impossível não se chocar quando, reunido com estes elementos musicais, ouve-se um vocal à la Muse/Radiohead (?!) e interseções eletrônicas cuja inspiração bebe diretamente das melhores fontes cyber e synth-pop! Sim, isso mesmo que você acabou de ler, Black Metal com elementos de Indie Rock!

Claro que eles só se dão o ar de sua graça em alguns momentos mais esparsos, mas não deixa de ser chocante ver a ousadia de fazê-lo, mesmo em poucos instantes. E fazê-lo muito bem, diga-se de passagem, pois eles realmente conferem um tonalidade totalmente renovada e diferenciada ao que pode-se esperar de algum CD de Black Metal alternativo (sic) e tornam a execução especial, alternando aqueles momentos de fúria negro-metálica em puro fervor com a dramaticidade e introspecção irradiada via essas interseções indie-like e alguns momentos mais serenos onde linhas de piano e interseções pop-cibernéticas dão o ar de sua graça.

Apesar de ter me chocado um pouco assim que deixei o CD rolar e de ter ficado com uma certa ojeriza à primeira vista com essa proposta, tive que me render e assumir que trata-se de um álbum excelente e ousado, fazendo jus a alcunha Avantgarde que muitos o conferem., valendo lembrar que, apesar de ser algo bastante underground, a produção está muito mais do que aceitável, talvez acima da média inclusive do sub-sub-sub-gênero no qual se situam. Logo, acho que seria de muito bom grado deixar o trabalho do H.O.P.E. aqui e que cada um tenha a chance de conferir o grande álbum que fizeram. Enjot it. ;)


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[2006] Reason And Divine

01 - An Ordinary Morning
02 - Chateau Noir
03 - My Own Interior Way
04 - My Second Self
05 - Absinthe
06 - Racine Mortelle
07 - A Light Despair
08 - Hope


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Ram-Zet




A banda que vos posto agora, chamada Ram-Zet, nasceu no ano de 1998 na cidade de Hamar, Noruega, pelo membro chamado apenas como "Zet". (Henning Ramseth, seu nome real), com o intuito de dar vida as suas próprias visões pessoais. Tendo nascido como um one-man project, logo o Ram-Zet tornou-se uma banda de fato e lançou em 2000 seu primeiro trabalho, chamado Pure Therapy. Nele, já percebe-se com grande clareza e desenvoltura o caminho que a banda viria a trilhar nos anos seguintes, demonstrando uma grande maturidade em suas composições e uma técnica bem articulada desde então. Depois dele, veio então o Escape (2002) e o Intra (2005), sendo estes álbuns uma continuação da história iniciada no PT. Depois de fazer alguns shows (não muitos) e 4 anos de hiato, a banda finalmente retorna com um novo trabalho em mãos, chamado Neutralized.

Acerca de seu universo sonoro, o Ram-Zet se dedica a um Progressive Black Metal com um tempero bem acentuado de Avant-Garde e Symphonic Metal, chamado por muitos (inclusive o próprio mastermind da banda, Zet, de Schizo-Metal). Suas músicas carregam uma estética gótica e de ar meio steampunk que são conduzidas por um ritmo dissonante e ensandencido que, não raramente, mergulha em marés de calma desconhecida e inerte, quase de textura celeste, remetendo a bandas como UnexpecT e Diablo Swing Orchestra. No entanto, o Ram-Zet possui um quê meio esquizofrênico, delirante e ensandecido em suas músicas, ainda mais do que nas bandas citadas agora pouco, algo reforçado pela própria temática lírica que elas carregam, onde os seus três primeiros álbuns formam uma trilogia (orly?) que conta uma história sobre um personagem esquizofrênico (representado pelo Zet) internado numa instituição mental e seus diálogos com uma enfermeira (Sfinx) que tenta ajudá-lo a escapar da instituição, basicamente. Existem várias linhas e passagens interessantes ao longo de cada música que narra a tal história, o que deixo para cada um procurar as letras e tirar as próprias conclusões.

Seu novo trabalho, Neutralized, não apresenta basicamente nenhuma novidade em relação aos anteriores. É mais polido e melhor produzido, embora talvez mais reto, onde a sua esquizofrenia sônica parece um pouco mais arrefecida e saciada conferindo lugar a algo mais "são" e mais puramente surreal, digamos assim. Mas é um excelente álbum, sem nenhuma sombra de dúvida e sobre os ângulos que se é possível enxergá-lo (ou ouvi-lo), além de irretocável quanto a sua elaboração e técnica de execução. Álbum que faz páreo e muito bem ao novo do DSO, ainda que ache esse levemente (bem de leve mesmo) superior.

Mas enfim, melhor ou pior, é um p*** trabalho. Espero que gostem!

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[2009] Neutralized

01 - Infamia
02 - I Am Dirt
03 - 222
04 - Addict
05 - God Don't Forgive
06 - Beautiful Pain
07 - To Ashes
08 - Requiem

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Fleurety




Como a grande maioria das pessoas que passam por esse blog todos os dias devem saber ou imaginar, sempre existe um grande número de artistas que, em seu meio, nunca conseguiram um destaque muito grande (ou destaque nenhum) devido a uma série de fatores que não a sua capacidade criativa e seu talento. Circunstâncias do momento, conflitos internos entre as pessoas do meio e, principalmente, falta de divulgação adequada são alguns desses, diria até que são os mais influentes. Outro fator que pode ser apontado é, também, um despreparo por parte do público em aceitar e assimilar o que o artista em questão fez, devido a sua complexidade ou por se tratar de algo totalmente inesperado e diferente do que é concebível no momento, fato que pode deixá-lo relegado ao oblívio ainda que, num futuro a médio-longo prazo, seu trabalho passe a ganhar contornos cults e passa, então, a ser apreciado por um público seleto capaz de comrpeender o que ali foi feito. Claro que as intenções e veracidade da opinião desse público muitas vezes é duvidável, mas não deixa de ser um reconhecimento, de todo modo. E é nessa segunda categoria que disse que se encaixa a banda que vos posto agora, de nome Fleurety.

Fundada em 1991 nas terras norueguesas por Svein Egil Hatlevik e Alexander Nordgaren, sob a plena ebulição da cena Black Metal no país, o Fleurety não segue uma linha muito diferente e se dedica aquele som cru, ríspido e gélido, valendo-se de todos os clichês e elementos que tanto caracterizaram (e ainda caracterizam) o gênero, lançando a demo Black Snow e um 7" EP chamado Darker Shade Of Evil em 1993 e 1994, respectivamente. Apesar da sonoridade ainda bem crua e a produção deplorável, percebe-se que existem nesses trabalhos alguns toques e ingrediantes diferenciados, ainda que carecessem de uma maior lapidação. E isso, então, veio com seu primeiro full-length, sob o nome de Min Tid Skal Komme (Minha Morte Virá, em norueguês. fonte: google translator), que particularmente considero a obra-prima da banda.

Este álbum é considerado por muitos (inclusive por eu mesmo) um ponto de inflexão da curva que mostra a transgressão do Black Metal tradicional ao chamado Avantgarde Metal, junto com o trabalho do Ved Buens Ende. Nele, a banda transcende os limiares e raio de alcance desse Black Metal primitivo a uma esfera sônica bem mais ampla, polida e bem lapidada, valendo-se de uma gama de elementos antes nunca usadas em fusão com o gênero. Guitarras com timbres mais limpos com direito a passagens acústicas e tremolos que remetem ao Shoegaze , assinaturas incomuns de tempo, harmonias quebradiças ao melhor estilo do 70's Prog Rock e do Jazz, vocais femininos de contornos quase-operáticos em vários momentos e toques muito bem contextualizados de psicodelia, Dark Ambient e Lounge. Tudo isso envolto sob a aura e enraizado na estética Black Metal, sem que para isso haja uma total desfiguração e torne as músicas numa massa sonora amorfa e impalatável, como aqueles não iniciados (ou não muito habituados) ao subgênero podem imaginar.

É uma pena, sinceramente, que tal trabalho só seja conhecido e considerado por aqueles mais aficcionados de gêneros obscuros e esquisitos do Metal e ainda assim, sem o mesmo status e reconhecimento de um Arcturus, Ulver e Borknagar, por exemplo. Não que estes não mereçam (pois merecem muito, de fato), mas muito do que viria a se tornar o hoje alcunhado Avantgarde Metal simplesmente não seria se este álbum aqui não fosse feito. Considero este CD uma pérola esquecida e pouco admirada que realmente faz jus ao rótulo que carrega, recomendado para qualquer um que diga apreciar e admirar os gêneros menos ortodoxos do Metal e até mesmo da música como um todo.

And that's all, folks. ;)


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[1995] Min Tid Skal Komme

01 - Fragmenter Av En Fortid
02 - En Skikkelse In Horizonen
03 - Hvilelos?
04 - Englers Piler Han Ingen Brodd
05 - Fragmenter Av En Fremtid


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Diablo Swing Orchestra




Diablo Swing Orchestra, muitas vezes chamado apenas de DSO, por simplicidade, veio a vida no ano de 2003, proveniente das geladas terras suecas. Isso na nossa concepção, pois segundo a banda, suas origens remontam aos idos do século XVI, onde os ancestrais dos integrantes da banda tocavam numa orquestra de modo a desafiar o poder clérico da época, e assim tocavam às escondidas em sua localidade, sendo ajudadas pelos camponeses locais, oprimidos pelo mesmo poder. Depois de vários anos tocando ao vivo em conjunto com esses camponeses, eles receberam um subsídio da igreja tão alto que começaram a pensar que ela, em breve, os matariam, e assim fizeram uma última apresentação da forma mais espetacular possível até que, então, foram mortos por ela.

História verídica ou não, até hoje ninguém afirmou (e nem negou) nada sobre ela. Mas já dá para se ter uma idéia do que se trata a proposta e filosofia da banda, de certo, não acham? Pois então, o som da banda é calcado e enraizado no Metal com fortíssimas influências sinfônicas, remetendo em sua estrutura bandas como Therion e Haggard. Mas eles possuem o grande diferencial de trazerem para essa base influências diversificadas tais como o Dark Cabaret, Jazz, Rock Progressivo e até música latina, criando assim ritmos e estruturas sonoras intrincadas (sem que isso soe forçado em momento algum, devo salientar) sob um ar vintage que nos remete à botecos europeus de séculos passados e uma atmosfera fantástica com cheiro steampunk, remetendo logo a nomes do Stolen Babies e Ram-Zet. Mas além disso tudo, acrescente ainda a toques muito bem inseridos de um humor inteligente e instigante, conferindo títulos geniais a todas suas músicas e cds. E eis, então, que tem-se a receita do trabalho do DSO.

Tendo o DSO lançado seu primeiro álbum no ano de 2006, sob a alcunha de The Butcher's Ballroom, agora vem a tona seu novo trabalho, Sing Along Songs For The Damned And Delirious. Título interessante, não? Pois todas as músicas nele são tão interessantes quanto o nome que as carrega. De diferente em relação ao cd anterior, percebi um foco menor nas elaborações harmônicas e polirítmicas em detrimento as orquestrações e atmosferas, tornando o trabalho mais variado e um pouco mais fácil de absorver. No entanto, a qualidade permanece intacta, senão ainda mais apurada. E é isso que conta, no final das contas (trocadilho fail). Enfim, esperem que apreciem-o!


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[2009] Sing Along Songs For The Damned And Delirious

01 - A Tapdancer's Dilemma
02 - A Rancid Romance
03 - Lucy Fears The Morning Star
04 - Bedlam Sticks
05 - New World Widows
06 - Siberian Love Affairs
07 - Vodka Inferno
08 - Memoirs Of A Roadkill
09 - Ricerca Dell'Anima
10 - Stratosphere Serenade

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Code



Code é um projeto musical fundado em 2002, tendo suas atividades divididas entre a cidade de Oslo, Noruega e Sussex/Londres, Inglaterra, devido à origem de seus membros. Membros esses que são consideravelmente ilustres, tais como o Kvohst (vocal), também integrante das bandas de Industrial Black Metal Void e Dødheimsgard, o guitarrista Aort, Viper (baixo/backing vocals), ex-integrante do Ved Buens Ende e integrante do Manes e Dødheimsgard, além de ex-integrantes também ilustres como o baterista AiwarikiaR (Ulver) e vários outros. Praticamente um Dream Team do Black Metal "alternativo" (sic), pode-se dizer, e cujo trabalho faz jus a alcunha!

Falando mais sobre a música do Code (que não é o de Da Vinci - sim, não podia faltar o trocadilho infame), ela reflete bastante o background musical de cada integrante, soando como um amálgama muitíssimo bem-feito e de suprema inteligência de cada uma das bandas citadas acimas, mas ainda assim possuindo uma forte identidade. Seus domínios musicais passeam calmamente e livremente pelas esferas do Black Metal, Industrial, Dark Ambient e até mesmo pitadas estratégicas de Rock Progressivo e bandas a la Katatonia atual, Anathema e Tiamat podem ser notadas, especialmente no novo trabalho deles (o que vos posto). As letras abordam aqueles temas extremamente interessantes e divertidos como paranóia, apocalipse, morte e o lado mais obscuro da vida moderna e da alma humana de um modo geral, etc. e tudo isso sob uma abordagem abstrata e enigmática deveras instigante.

Suas músicas podem não ser o supra-sumo da criatividade universal e nem mesmo mundial, mas certamente é um trabalho muitíssimo interessante e delicioso de se ouvir, ainda mais se considerar que as músicas são um tanto curtas e bem mais diretas do que a média do gênero, e esse fato em nada tira o seu selo de qualidade e poderio sonoro que esse código possui. Imagino que qualquer um que aprecie os meandros mais vanguardistas e experimentalismos esquisitos do universo metálico vão apreciar e degustar esse álbum tranquilamente. So, enjoy it!


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[2009] Resplendent Grotesque

01 - Smother The Crones
02 - In The Privacy Of Your Own Bones
03 - The Rattle Of Black Teeth
04 - Possession Is The Medicine
05 - Jesus Fever
06 - I Hold Your Light
07 - A Sutra Of Wounds
08 - The Ascendent Grotesque


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maudlin of the Well




maudlin of the Well foi criado nos EUA em 1996, numa proposta ousada de unir o Doom/Death Metal com música erudita de vanguarda, psicodelia setentista e até new age. Parece algo difícil de se imaginar a primeira vista (ou ouvida), mas eles conseguem explorar estilos aparentemente incomunicáveis com uma destreza e naturalidade incríveis, nos levando a dimensões oníricas e paisagísticas que nossa mente jamais ousou criar ou mesmo habitar, por alguns instantes (ou talvez tenha, dependendo da fertilidade de sua imaginação... )

A banda se separadou em 2003, e um dos seus principais integrantes, Toby Driver, formou o Kayo Dot banda que segue a mesma linha de exploração musical do maudlin. Talvez a maior diferença seja a maior influência de Metal nos trabalhos do maudlin, mas a mesma essência criativa, psicodélica e inovadora permanece lá, cada vez mais desenvolvida e aprofundada em seu próprio estilo.

O álbum que posto agora, Bath, é o penúltimo lançado pela banda, no ano de 2001. Pelo que ouvi dos seus três lançamentos (este, o My Fruit Psychobells... A Seed Combustible e o Leaving Uour Body Map), este é o que melhor traduz o cosmo musical em que o maudlin viaja, abrangendo inúmeras galáxias e constelações variadas de combinações sonoras, sentimentos e imagens que transpassam no universo de cada ser e muitas vezes nem percebemos, ou não compreendemos em sua total plenitude. Pois bem, o maudlin consegue traduzi-las em forma sonora, e assim se fez um álbum realmente especial.

"Describing the sounds of 'Bath' is nearly impossible, due to its constantly evolving and progressive nature. The instrumental opener blends into a standard death metal song that is flavored with horn interludes, and that song gives way too a very acoustic/folky ballad that includes a very ''80ish' guitar solo and so on. The band is kind of like Mr. Bungle in that they are constantly running through various genres, but while Mr. Bungle's technique is rough and almost humorous, maudlin of the Well's is very natural and very serious. That is another thing that should be noted when describing motW's music; it is very very serious and at times very very bleak. While the band certainly isn't like My Dying Bride in their seriousness, they do have that typical 'metal' attitude of 'our art is art, and there will be no flamboyance surrounding it'.
"

Posto agora o trabalho recém-lançado do maudlin, chamado Part The Second. É um álbum totalmente financiado por fãs da banda e que desejavam ouvir as músicas que ficaram por terminar, mesmo que seja o último suspiro, e assim foi feito este álbum especialmente para esses fãs e todos os outros que acompanharam e apreciam seus trabalhos desde sua criação até os dias atuais. Sobre o CD em si, notei que a veia metal está menos forte, em detrimento das influências psicodélicas e vanguardistas. Reflexo dos últimos trabalhos do Toby no Kayo Dot, muito provavelmente. Mas ainda assim qualquer um é capaz de identificar que este é um legítimo álbum do motW, em sua mais expressiva identidade e criatividade ilimitada. Well, enjoy it! ;)


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[2009] Part The Second

01 - An Excerpt From 6,000,000,000,000 Miles Before the First, or, The Revisitation of the Blue Ghost
02 - Another Excerpt: Keep Light Near You, Even when Dying
03 - Rose Quartz Turning To Glass
04 - Clover Garland Island
05 - Laboratories of the Invisible World (Rollerskating the Cosmic Palmistric Postborder)


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[2001] Bath

01 - The Blue Ghost/Shedding Qlipoth
02 - They Aren't All Beautiful
03 - Heaven and Weak
04 - Interlude 1
05 - The Ferryman
06 - Marid's Gift Of Art
07 - Girl With A Watering Can
08 - Birth Pains Of Astral Projection
09 - Interlide 2
10 - Geography


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Ephel Duath




Ephel Duath é uma banda oriunda da Itália, que deu início as suas atividades em Fevereiro de 1998, com o intuito inicial de explorar diferentes nuances e universos dentro da esfera da música extrema (e seu nome foi retirado diretamente de um dos livros do Senhor dos Anéis, só para efeito de curiosidade :P). Tendo então seguido a veia do Metal extremo no começo de sua carreira, mas flertando com influências sinfônicas e progressivas até a época do primeiro álbum (o Phormula, de 2000) e chamado a atenção da mídia especializada e de bandas como Emperor e Opeth e assinado com a gravadora Earache.

Depois de mudanças no line-up e um período de inatividade um pouco depois do lançamento deste álbum, a banda retorna já com novos integrantes em seu staff, onde cada um deles tinha um diferente "background" musical, como em jazz/blues, hardcore/noise, funk (o estrangeiro, não o vomitório sonoro que é o funk daqui) junto com o de metal extremo. Isso deve ter contribuido para que o Ephel Duath tenha ampliado ainda mais o raio de experimentação em várias esferas musicais, passando a compor dessa vez mais calcado no Prog Metal e aderindo influências das mais diversas, como a de Jazz, Funk, música erudita contemporânea e outros, podendo conferir à banda o rótulo de Avant-garde Metal e comparações com bandas já famosas como Fantômas, Carnival In Coal e Unexpect.

Ao passar dos anos, a banda continua seguindo esse ritmo incessante e cada vez mais criativo de experimentações e divagações em vários cosmos musicais, até culminar em seu lançamento mais recente, chamado Through My Dog's Eyes, lançado no começo deste ano de 2009. Nele, pode-se perceber nitidamente o amálgama de diferentes influências e currículos musicais que cada integrante carrega e faz questão de explorar, mas ele apresenta ainda assim uma perspectiva diferente dos outros álbuns. Reparei que as músicas deste álbum são menos técnicas e mais easy-listening e atmosféricas, mas mantendo a essência dos trabalhos mais antigos. O álbum flui mais livremente, de uma forma tão mais natural a ponto de parecer que é composto de uma única música.

Hoje em dia, parece que há uma tendência maior de surgir bandas que exploram diferentes nuances musicais e as incorporam a uma estrutura metálica, levando os mais variados microcosmos do Metal a outros níveis e alturas bem como novos caminhos por onde essas experimentações podem seguir, e, com este álbum, o Ephel Duath já pode ser consolidado de vez entre este conjunto. O novo álbum pode não ser nada que vá mudar o curso da música por toda a eternidade, mas certamente é um trabalho instigante e muitíssimo interessante feito por uma banda que não tem medo de desbravar diferentes caminhos musicais e o faz com muita destreza e talento. Espero, com toda a sinceridade, que gostem deste novo álbum. ;)

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[2009] Through My Dog's Eyes


01 - Gift
02 - Promenade
03 - Breed
04 - Silent Door
05 - Bella Morte
06 - Nina
07 - Guardian
08 - Spider Shaped Leaves
09 - Bark Loud


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Absu




Absu foi formado em 1990, nos Texas, USA, sob o nome de Dolmen, mas tendo mudado o nome para Absu logo no ano seguinte, e cujos membros fundadores são Prospictor (Bateria/Vocal/Letras), Shaftiel (Guitarra) e Equitant (Baixo), sendo que só o primeiro ainda permanece na banda. Tendo terminado uma trilogia com o álbum Tara, de 2001, a banda passou por um hiato silencioso, ainda mais com a saída de dois integrantes de longa data, retornando só agora no comecinho de 2009.

Sua música era inicialmente calcada no Death Metal que estava acabando por tomar proporções gigantescas e se espalhar pelo mundo a fora, mas foi evoluindo com o passar dos anos numa mistura bem interessante (na época, única) de Black e Thrash Metal, com uma temática voltada a Mitologia Celta e Suméria/Mesopotâmia com algumas interseções de Ocultismo e um clima meio teatral em suas músicas, o que foge um pouco do padrão lírico Black Metal e dá um sabor meio esotérico e exótico a coisa em si e a torna (ainda) mais instigante.

Se aprofundando um pouco mais na questão sonoridade, algo que é de encher os olhos (ou melhor, os ouvidos) é a técnica apuradíssima da banda, mais especialmente do Prospictor. O cara tem a manha de tocar numa velocidade vertiginosa mas com ritmos bem alternados e muitíssimos bem marcados, fugindo da "retidão" seca e por muitas vezes sacal que bandas de Metal Extremo normalmente fazem. E ele não é o único a esbanjar técnica, pois todos os instrumentos e os vocais também são muito bem compostos e inseridos dentro do contexto, sabendo não somente como despejar fúria através de suas harmonias, mas também construir texturas atmosféricas com muita destreza e uma naturalidade quase inimaginável para o gênero, o que torna a audição ainda mais acessível e prazerosa.

Devo dizer que eu sempre tive uma certa "resistência" com bandas de Black Metal, devido as atitudes polêmicas e intolerantes de várias pessas envolvidas no meio, a má produção, músicas muitas vezes mal tocadas e mal feitas, etc. mas é bom ver que existem bandas que apostam no gênero e conseguem transformá-lo em algo criativo e de muito bom gosto, na qual a técnica apurada não serve apenas como um exercício de virtuosismo ou egolatria, mas com o propósito de construir músicas de ótima qualidade e sob uma perspectiva diferente do usual, e o Absu é mais uma dessas bandas que contribuem positivamente para esse cenário. Imagino que fãs de Melechesh, Lux Occulta, The Firstborn, o último CD do Sigh e fãs de Metal extremo em geral vão apreciar muito esse CD


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[2009] Absu

01 - Between The Absu Of Eredu And Erech
02 - Night Fire Canonization
03 - Amy
04 - Nunbarshegunu
05 - 13 Globes
06 - ...Of The Dead Who Never Rest In Their Tombs Are The Attendance Of Familiar Spirits Including: A.) Diversified Signs Inscribed B.) Our Earth Of Black C.) Voor
07 - Magic(k) Square Cipher
08 - In The Name Of Auebothiabathabaithobeuee
09 - Girra's Temple
10 - Those Of The Void Will Re-Enter
11 - Sceptre Command
12 - Ye Uttuku Spells
13 - Twix Yesterday, The Day & The Morrow


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The Firstborn



The Firstborn foi formado em Amora, Portugal, no ano de 1995. Sendo chamado na época como The Firstborn Evil, lançou 1 demo sob esse nome e um full-length, tendo em 2000 abreviado seu nome para The Firstborn e logo lançado um álbum já sob essa alcunha e uma música tributo a banda portuguesa Tarântula. Depois de quase 5 anos sem lançar material inédito a banda lança o álbum que seria o divisor de águas de sua carreira, The Unclenching Of Fists, e no final de 2008 sai o The Noble Search, álbum que vos posto agora, e escreverei sobre ele logo em seguida.

A partir do The Unclenching... já pode-se notar uma evolução gigantesca no quesito musical e lírico da banda, tratando de temas que tem como base a religião budista, algo bem raro de se ver entre as bandas de Metal e que foi ainda mais aprofundado no álbum seguinte. Na dimensão musical, a banda pode ser categorizada como Avantgarde Metal, mas seu som é bem diferente das bandas mais conhecidas do gênero (Arcturus, Borknagar, Ulver), pois sua base sonora não se aproxima exatamente de nenhum gênero metálico mais conhecido e perceptível, soando mais como um amálgama de vários desses gêneros ao invés de manter uma base mais firme num deles, como é o mais usual.

Um outro detalhe que salta aos olhos (ou ouvidos) são as influências da música oriental em suas canções, o que confere um sabor ainda mais especial as músicas que fazem ao uma atmosfera musical ainda mais propícia a temática que elas abarcam. Mas todos estes elementos mais exóticos se mostram muito bem contextualizados, deve-se dizer. Aliás, o profissionalismo e a parte técnica da banda, seja musicalmente, seja no seu myspace ou website, é mais do que impecável.

Considero este álbum mais uma bela surpresa dos derradeiros dias de 2008 que vim a conhecer, não somente pela banda e o álbum em si, mas por perceber quantas bandas interessantes tem saído de Portugal ultimamente. A maioria delas segue o caminho do Doom Metal, diferentemente desta, mesmo assim é sempre bom ver novidades desse tipo surgindo de vários cantos do mundo.
Bom, acho que é tudo que tenho pra dizer. Divirtam-se! ;)


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[2008] The Noble Search

01 - llumination Of the Five Realms
02 - Water Transformation
03 - Flesh To The Crows
04 - 'sunyata (The Wisdom Of Emptiness)
05 - The Noble Search
06 - In Praise Of Reality
07 - Bliss
08 - Ocean Of The One Vehicle



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