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The Myrrors



Pouco se sabe ou se encontra sobre os Yspelhos (trocadilho irresistível e idiota, como de costume) pelas dimensões infindáveis da internet, mas o que encontrei já foi suficiente para que a banda figurasse incessantemente no meu mp3 e na minha tracklist. Não sei sobre suas origens e nem muitos detalhes sobre seu percurso; só sei que o quarteto que dá carne a banda vem de Phoenix, Arizona, USA, e que lançaram um único full-length em 2008 e cessaram atividades no final de 2009, infelizmente.

Mas vamos ao que realmente importa: sobre a música dos rapazes, temos aqui um representante legítimo do legado deixado pelo Stoner/Proto-Doom Metal do Black Sabbath, pelo Psychedelic do Pink Floyd (Syd Barrett era, especialmente), do Kraut-Rock, da cena do Palm Desert, e do legado constrúido em sólido firmamente por bandas contemporâneas do chamado Neo-Psychedelia, tipo Black Angels, Asteroid #4, Morning After Girls. Os rapazes se enveredam por jams que levam facilmente o ouvinte, ora a redes cósmicas jamais tocadas e sonhadas por nenhum humano, ora as paisagens desoladas e incandescentes do deserto do sudoeste estadunidense, ora a mundos arcanos e esotéricos recortados diretamente das obras do Jodorowski. Tudo preparado com os melhores codimentos alucinógenos que existem na neurologia e farmácia atuais, claro. Para melhor visualização e degustação, basta conferirem logo de cara a faixa Warpainting, um dos pontos altos do álbum, e saberão do que estou falando agora...

Bem... não resta nada mais a dizer, né? Aproveitem!


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[2008] Burning Circles In The Sky

01 - The Mind's Eye
02 - Plateau Skull
03 - Burning Circles In The Sky
04 - Warpaintings
05 - Mother Of All Living


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The Black Angels



Da série "bandas cujo nome começam com Black [insira aqui alguma coisa obscura, ocultista e/ou de vibe retrô]", temos aqui mais um exemplar: The Black Angels. Mais uma a fazer companhia anomes tipo Black Mountain (já postado aqui a alguns meses), Black Rebel Motorcycle Club não só em sua alcunha inicial, mas também em sua proposta musical: Rock puro, cru e simples, impulsionado por rotores psicodélicos, bad trips, xamãs de tribos ancestrais e rituais ocultistas. Soa interessante, não?

Desde o nome adotado pelos texanos, retirado de uma música do Velvet Underground, "The Black Angel's Death Song" percebe-se a influência daquela época saudosa (e nebulosa), que situa-se entre os 3 últimos anos da década de 60 e os 4 primeiros dos 70. Além da turma encabeçada por Nico e Lou Reed, percebemos muitos ecos de seus contemporâneos, como The Doors, Stooges, Black Sabbath, Mountain, bem como contemporâneos do próprio TBA, como os citados 'black brothers', sem contar gente do calibre de The Warlocks, Asteroid #4, Dead Meadow, The Blue Angel Lounge, todos dedicados a ressucitar e reverberar aqueles riffs e harmonias de aura lisérgica, elameada e transcendente que rondava o cosmos por volta de 40 anos (terrestres) atrás e nos guiava a domínios insondáveis de caos primordial e paisagens astrais da mais pura demência psicotrópica.

Aproveitando o gancho da apresentação da banda no SWU, no New Stage do dia 14, deixo aqui seus três full-lengths. Os dois primeiros são marcados por um grau maior de experimentalismo, flertando por algumas vezes com o Krautrock e invocando atmosferas pagãs, sob tonalidades que parecem vindas diretamente de um pesadelo provocado por alguma bad trip poderosa, obra de cogumelos sorridentes que dançam nas estrelas e flores ancestrais que escorrem pela terra. Já o terceiro trabalho, Phosphene Dreams, já invoca uma atmosfera um pouco menos enevoada e um pouco mais linear e upbeat, mas sem perder o pique deixado dos trabalhos antecessores. É ainda uma viagem catártica por reinos oníricos e acidamente malignos, porém, não soa tanto como uma "bad" trip. Uma "trip", somente, e das boas.

Degustem-nos!


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[2010] Phosphene Dreams

01 - Bad Vibrations
02 - Hunting At 1300 McKinley
03 - Yellow Elevator #2
04 - Sunday Afternoon
05 - River Of Blood
06 - Entrance Song
07 - Phosphene Dream
08 - True Believers
09 - Telephone
10 - The Sniper


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[2008] Directions To See A Ghost

01 - You On The Run
02 - Doves
03 - Science Killer
04 - Mission District
05 - 18 Years
06 - Deer-Ree-Shee
07 - Never/Ever
08 - Vikings
09 - You In Color
10 - The Return
11 - Snake On The Grass


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[2006] Passover

01 - Young Men Dead
02 - The First Vietnamese War
03 - The Sniper At The Gates Of Heaven
04 - The Prodigal Sun
05 - Black Grease
06 - Manipulation
07 - Empire
08 - Better Off Alone
09 - Bloodhounds On My Trail
10 - Call To Arms


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Boris & Ian Astbury




O post de hoje é um daqueles que participariam sem nenhum problema da sessão "parcerias inusitadas". Primeiro, temos o cidadão que atende por Ian Astbury, nome conhecido por muita gente que viveu os 80's (ou que admira e aprecia o que foi feito nessa época) que, para quem não sabe, é vocalista da lendária banda chamada The Cult e foi o encarregado das cordas vocais da nova encarnação do Doors. Se este último é algo positivo ou não, não vem ao caso no momento. O fato é que o Cult marcou a segunda metade daquela década com um Hard Rock devidamente inspirado nos próprios Doors, Led Zeppelin, e na cena emergente do Gothic Rock britânico. Emplacaram um hit lá pelis idos de 1986 com a poderosa She Sells Sanctuary, aparecendo depois com nomes como Love Remove Machine e mais recentemente com Painted On My Heart.

Já o Boris, embora bem menos famoso (de um modo mainstream), se enquadra melhor no nicho dos artistas que postamos neste espaço. Surgiu em 1992, na capital nipônica, explorando o nicho do Drone/Noise com maestria e fúria antimusical poucas vezes vista na história, especialmente com seu debut Absolutego (1995). Tendo depois seguido uma linha menos "insana", mas sem perder a veia criativa e nem o gosto pela experimentação, lançou vários e vários álbuns nestes últimos 15 anos, onde cada um deles apresentava uma sonoridade diferente em relação aos demais, orbitando entre as mais estranhas latitudes do Stoner, Sludge, Psychedelic, Shoegaze, Punk, Ambient, Dream Pop, etc. etc. e outros et ceteras, com o mérito de, ainda assim, soar coeso e sem perder seu senso de identidade. Dentre estes, destacaria o poderoso Sludge/Drone do Amplifier Worship (1998), o psicodélico Akuma No Uta (2003) e o shoegazeriano Pink (2005).

Tá, então... nessa colaboração, intitulada BXI, devemos imaginar algo tipo uma mistura de Hard Rock oitentista com Sludge/Drone/whatever? Nem tanto. Claro que a loucura musical do Boris foi arrefecida e encontra-se aqui na linhagem mais comum que pode se esperar deles, o que não necessariamente significa algo indigno de nota. As músicas giram em torno de um Stoner barulhento, se valendo de psicodelias siderais sob efeitos de paredes sônicas, mas que, não por acaso, ganham contornos mais "rockers" com a presença do Mr. Astbury.

Li numa resenha, num outro blog, que este álbum lembra algo como um The Cult aditivado de Neurosis/Isis. Por mais inimaginável que isso possa parecer, nao fui capaz de pensar em algo melhor para descrevê-los. Trata-se de um EP curto, 6 faixas apenas, mas recheado de surpresinhas e curiosidades que só mesmo escutando em claro e bom som para entendê-las em sua magnitude. Enfim, aproveitem!

//Passando aqui de volta para deixar-vos, com MUITO atraso, os mais novos recentes trabalhos do trio nipônico: Attention Please! e Heavy Rockes. O primeiro é bem focado na Wata, e a mocinha nos entrega músicas com um acento mais "rock n' roll" e despojada, com uma vibe meio "sexy" (risos) desfilando influências psicodélicas e eletrônicas aqui e acolá. Já o Heavy Rocks faz jus ao nome: pesado, abrasivo, profundo, delicioso. Bem como o diabo gosta, e bem como o Boris faz com toda a maestria.

Diria eu que eles são, hoje, uma das bandas mais criativas do mundo. Nos entregam vários e vários álbuns num intervalo de 1 ano, cada um com uma "faceta" diferente da banda (ou todas mescladas simultaneamente...). Então... degustem!


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[2011] Heavy Rocks

01 - Riot Sugar
02 - Leak -Truth,yesnoyesnoyes-
03 - Galaxians
04 - Jackson Head
05 - Missing Pieces
06 - Key
07 - Window Shopping
08 - Tu, La La
09 - Aileron
10 - Czechoslovakia


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[2011] Attention Please!

01 - Attention Please
02 - Hope
03 - Party Boy
04 - See You Next Week
05 - Tokyo Wonder Land
06 - You
07 - Aileron
08 - Les Paul Custom '86
09 - Spoon
10 - Hand in Hand


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[2010] BXI

01 -Teeth And Claws
02 - We Are Witches
03 - Rain
04 - Magickal Child
05 - The End (Live)


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Sula Bassana



Sula Bassana é o nome artístico de um alemão chamado Dave Schmidt que, segundo algumas pesquisas que fiz por aí, já tá na estrada pelo menos a uns 23-24 anos se enveredando por uma míriade de projetos e bandas diferentes desde então, basicamente orbitando entre a música eletrônica/psytrance e afins e o Space Rock/Psychecelic/Krautrock/Stoner/blablabla. Dentre estes projetos, talvez o mais famoso seja o Weltraumstaunen, que seguia essa segunda linha.

Já sobre o Sula Bassana em si, é o nome científico de uma ave marinha que vive no hemisfério norte do planeta, maiores informações no link logo acima. Por ser um projeto solo, o carinha faz o bem quer dele, ora se dedicando aos meandros roqueiros da música, ora aos universos eletrônico. Neste caso, obviamente, posto um álbum do lado guitarreiro da força. O que presenciei ao ouvir este trabalho sem maiores pretensões, chamado simplesmente de The Night, é simplesmente um dos melhores discos de Stoner/Psychedelic que ouvi desde o Yawning Man e My Sleeping Karma! É impossível distinguir onde começam os veios Stoner, os matizes puramente Space Rock e as alegorias Krautrock, pois todas são perfeitamente fundidas numa só dimensão sônica, perfeitamente vívida, palpável e bebível em sua geodésica estelar, que leva o ouvinte a domínios insondáveis do Cosmos e da própria consciência. Sem contar que o feeling oriental que envolve sutilmente as músicas confere um tempero ainda mais exótico e delicioso a viagem toda, quase como uma conversa com Shiva numa montanha distante, num cair da tarde banhado por um sol rubro e incandescente onde discute-se os segredos do universo e da existência enquanto jogam Mario e Top Gear no SNES! Tudo isso regado a Narguilé, claro.

Se todo o parágrafo acima não é estimulante o suficiente para baixar este álbum AGORA, nada mais nesse plano sideral o será. Só tenho isso a dizer. Apertem os cintos!


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[2009] The Night

01 - In Space
02 - Lost In Space
03 - The Night
04 - Meteorritt
05 - Kosmokrator


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Electric Wizard



Não foi por falta de gostar desse álbum que ele não esteve aqui antes, apenas não quis deixar tão expressa a minha devoção por esta que é uma das maiores obras de artes já feitas no âmbito do Stoner/Doom, senão a maior. De fato estamos tratando aqui de uma banda que levou ao máximo os preceitos do Doom dentro do Stoner, ainda que existam outros álbuns e inclusive outras bandas que sejam historicamente mais importantes do que o EW no movimento, nenhuma parece a mim ter feito algo tão característico a ponto de ser um referencial incontestável do estilo.

Indo ao que interessa pra vocês, que não vieram aqui aguentar minha babação de ovo em cima de determinado CD ou banda, em Dopethrone encontramos alguns elementos sagrados àqueles que apreciam o estilo, como a presença marcante de riffs sabbathicos, guitarras transbordando peso e aquele ar de setentismo e space rock em meio a uma boa bad trip digna de uma boa ressaca em plena segunda feira.

Aos que já vieram aqui e as minorias que leêm os posts, sabem que não sou o melhor com as palavras, então deixo ao encargo da própria banda sua definição:

"Born in Dorset, England in 1993, in a quiet country town, initially we were the product of frustration, unemployment and excessive drug abuse. But through hallucinogenic experimentation and occult sciences we realised our true potential. Eventually becoming a multi-tentacled paen to dark and weird subjects. A celebration of outre low brow art like Weird Tales, 70's horror and B-movies, head shop art, drug comix, italian pornohorror comics, Crepax, Lovecraft, Howard etc. etc...coupled with a morbid fascination in cults, witchcraft, freemasonry, biker culture, nazi mysticism and ancient occult sciences and how these dark arts can be applied to music. We have created a true one way ticket away from this dead planet. "

//Dois anos depois, aproveito a postagem do bróda Castro para deixar-vos aqui o mais recente trabalho da galere, o NBlack Masses. Tudo o que foi escrito nas linhas acima continua válido, até demais. Satanismo, psicodelia, demência, imagens oníricas terroríficas. Tem como ser ruim? Enfim, aproveitem!
[edit by: c.]

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[2010] Black Masses

01 - Black Masses
02 - Venus In Furs
03 - The Nightchild
04 - Patterns Of Evil
05 - Satyr IX
06 - Turn Off Your Mind
07 - Scorpio Curse
08 - Crypt of Drugula

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Dopethrone [2000]

1 - Vinum Sabbathi
2 - Funeralopolis
3 - Weird Tales - I.Electric Frost II.Golgotha III.Alter Of Melektaus
4 - Barbarian
5 - I, The Witchfinder
6 - The Hills Have Eyes
7 - We Hate You
8 - Dopethrone

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Black Mountain



Vindos de terras canadenses, são eles a motivação do post de hoje: os montanheses negros. Tratam-se de 4 rapazes e 1 mocinha cujo trabalho consiste, pura e simplesmente, em fazer Rock. Isso não diz muita coisa hoje em dia, não é? Ainda mais com a biodiversidade imensurável de estilos, sub-estilos, rótulos, pré-rótulos e meta-classificações que foram sendo criadas no curso de 50-60 anos, desde a época que o Rockabilly era uma novidade e Chuck Berry ainda era jovenzinho até a época contemporânea, das alucinações do Avant-Garde Post-Black Metal e as harmonias sublimes do Post-Rock. Mas acreditem que não é possível defini-los de melhor maneira do que esta.

Digo o motivo. Valendo-se pelos perfumes made in 1972, chuva de notas made by Hammond, psicodelia Zeppeliana, riffs Sabbathísticos, um punch Deep Purplesco, a psicodelia "inocente" tão característica daqueles aeons, um feeling hippie, corações partidos, ou tão somente um culto à arte como expressão máxima do subconsciente humano, o Black Mountain entrega-nos aqui 10 músicas deliciosas, embaladas sob o título de Wilderness Heart. Parece um álbum mais sereno e digamos, romântico, comparado com seu antecessor In The Future, o que fez que a mídia traçasse uma analogia entre ele e o Houses Of The Holy, dos mestres Zeppelin. Se isso é algo positivo ou negativo, cabe ao ouvinte julgar. Minha missão cabe em divulgá-los o máximo possível, pois uma pérola retrô como esta não merece ficar relegada à poeira do passado (o trocadilho não foi intencional, juro *cof cof*).

Dentre 1001 salvadores de Rock e pseudo-revolucionários vanguardistas, fico com esta banda. Espero que gostem! ;)


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[2010] Wilderness Heart


01 - The Hair Song
02 - Old Fangs
03 - Radiant Hearts
04 - Roller Coaster
05 - Let Spirits Ride
06 - Buried By The Blues
07 - The Way To Gone
08 - Wilderness Heart
09 - The Space Of Your Mind
10 - Sadle


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Samsara Blues Experiment




Sob o nome criativo e interessantíssimo de Samsara Blues Experiment, eis que surge à vida uma igualmente interessante banda germânica, designada e desenvolvida pelas mãos de Christian Peters, isso no verão de 2007. Tendo uma formação fixa já há quase 2 anos, os rapazes acreditam ter atingido um grau de maturidade suficiente para oferecer ao mundo uma boa dose de seu trabalho, encapsulada sob o nome de Long Distance Trip, lançada há não muito tempo. E eles não podiam estar mais certos enquanto a isso! Já explico o por quê.

Como o nome já aponta, eles são devidamente inspirados pelos pilares setentistas do Rock e adjacentes, com direito a influências orientais tanto em sua temática quanto em sua sonoridade em si, pegando emprestado tonalidades de música hindu e injetando-a em seu caldeirão sônico. No mais, o que vemos (ou melhor, ouvimos) por aqui é um álbum que faz jus ao nome que carrega , orbitando sem pudor pelas esferas do Stoner, Psychedelic e Krautrock, no qual cada uma das seis peças que o compõe formam diferentes segmentos de uma viagem aural pelos domínios ocultos da consciência.

Se eles são originais, não, não o são. Apenas fazem, e com muita competência e naturalidade, aquilo que grandes mestres do passado e gente do presente faz, gente da estirpe do Dead Meadows, My Sleeping Karma, e os conterrâneos do Colour Haze. Mas só isso já é o bastante para ganhar minha simpatia e admiração, e, creio eu, de todos que curtem o estilo que os cidadãos trabalham. Sem inovações vanguardistas, sem pseudo-filosofias salvadoras da música e da humanidade, somente diversão e delírio mental na forma de ondas sonoras. Não é isso que toda música deveria buscar por aí? :)

Por fim, temos um link logo abaixo. Espero que gostem!


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[2010] Long Distance Trip


01 - Singata Mystic Queen
02 - Army Of Ignorance
03 - For The Lost Souls
04 - Center Of Sun
05 - Wheels Of Life
06 - Double Freedom


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Yawning Man




O percurso dos Yawning Man é no mínimo interessante. Sua origem vem dos tempos remotos de 1986, quando três amigos residentes da região desértica da California resolvem montar uma banda com puro intuito de diversão, tanto que suas músicas eram basicamente jams feitas nos seus shows e ensaios pelos integrantes. Apesar de tão pouco conhecida hoje em dia, a banda possui uma importância histórica gigantesca, sendo ela integrante daquela época áurea do Stoner Rock californiano da virada dos 80 para os 90, de onde revelaram-se nomes como Kyuss e Fu Manchu. Seus shows eram sempre assim, em formato de jams, no meio do deserto, acontecendo graças a um gerador de energia elétrica que as bandas sempre traziam consigo. Daí, vieram as tão famosas Generator Parties que o Kyuss revelou para o mundo através de seu respeitável sucesso durante a primeira metade dos 90's.

Apesar de tantos anos de estrada, importância histórica e um respeito gigantesco por parte de todos naquela cena, YM só veio a lançar seu primeiro material oficialmente em... 2004! Isso mesmo, 18 anos de espera para debutarem. Paciência é uma virtude muito latente no sangue dos rapazes, isso é certo. Desde então, a banda passou a lançar material numa base mais regular e de modo mais ortodoxo, digamos. Em 2007, veio a vida o Vista Point, que nada mais é do que o álbum de 2004 (Rock Formations) incorporado de um EP mais antigo da banda. Nesse Rock Formations, nota-se um Stoner Rock instrumental arquitetado com notas limpas e apimentado com psicodelia em conserva made in 72, de tal modo a evocar imagens noturnas de um deserto, recheadas de desolação e uma serenidade quase alienígena, banhadas por estrelas fumegantes, luas incandescentes e a companhia de coiotes, lagartos e outros animais que habitam aquelas terras insólitas, ao passo que o EP mostra um Stoner mais fuzzy e slow-paced, fazendo lembrar mais diretamente gente como Dead Meadow.

Então, acrescentando mais um item em seu catálogo, eis que vem o Nomadic Pursuits, recém-saído do forno. Nele, podemos ver basicamente a mesma linha seguida no Rock Formations, talvez um pouco mais elaborada e menos psicodélica neste aqui. Percebo até elementos de Post-Rock dando as caras aqui e acolá, o que me lembrou logo de cara o My Sleeping Karma, banda postada há alguns meses aqui neste mesmo espaço.

Com todos os atributos e histórias para contar dos homens bocejantes, acho que deixá-los de lado é nada menos do que insanidade ou puro mau gosto. Pois, se reclamam tanto da falta de música autêntica no mundo contemporâneo, feita com alma, veias e sinapses, criada com o simples intuito de divertir e levar o ouvinte a novos e incogniscíveis horizontes, eis aqui uma prova de que ainda existem aqueles que mantem a chama acesa, mesmo sob efeito de geradores.

Enfim, that's all folks. Enjoy it!


p.s.: Antes que me esqueça, parabéns ETS, pelos 2 anos de vida! :D


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[2010] Nomadic Pursuits

01 - Camel Tow
02 - Sand Whip
03 - Far-off Adventure
04 - Blue Foam
05 - Ground Swell
06 - Camel Tow Too
07 - Laster Arte


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[2007] Vista Point


01- Rock Formations
02 - Perpetual Oyster
03 - Stoney Lonesome
04 - Split Tooth Thunder
05 - Sonno Bono Memorial Freeway
06 - Airport Boulevard
07 - Advanced Darkness
08 - She Scares Me
09 - Crater Lake
10 - Buffalo Chips
11 - Manolete
12 - Digital Smoke Signal
13 - Encouters With An Angry God
14 - Samba De Primavera


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Sahara Surfers



Sahara Surfers, ou os surfistas do Sahara (belo nome aliás, não acham?), que se dedica a fazer, segundo palavras da própria banda, desert rock for wet moments. Essa proposta, vinda dos três rapazes (e a moça, vocalista) oriundos de uma cidadezinha austríaca chamada Schlitter é, no mínimo, inusitada. Pois quem esperaria que seria possível existir um Desert/Stoner Rock com tal qualidade e tão fiel aos mestres do estilo do lado oriental do Atântico, bem longe dos desertos californianos?

Pois então, como já adiantei, os surfistas se aventuram pelas terras áridas e lisérgicas do Stoner Rock com pitadas progressivas e psicodélicas, que não por coincidência flertam com o que foi feito de melhor durante os saudosos anos 70, juntando-se a nomes como Witchcraft (embora numa veia menos metálica do que este), Nebula, Colour Haze, Dead Meadows, QOTSA, dentre muitos outros que não desejam mudar o modo como a Terra gira em torno do Sol ou ao redor seu próprio eixo, mas tão somente se divertir e ganhar uns trocados oferecendo minutos de Rock em sua mais pura quintessência, E isso, apesar deles ainda não estarem em seu estado mais pleno de evolução, conseguem sem o menor esforço e com louvor, for sure.

Deixo-vos aqui o debut album, Spacetrip on a paper plane. Enjoy the trip ;)


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[2010] Spacetrip On A Paper Plane

01 - Colour Jam
02 - Propeller
03 - Age
04 - 812
05 - Sister In Shade
06 - Gas


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ps: You can purchase a physical copy of their album mailing to steingressm@aon.at

My Sleeping Karma




"It’s rock. It’s mixed emotions. It’s three dudes (previously four) from the middle of nowhere doin’ their thing. Rock music with charming character. Retro, psychedelic, groovy, organic. Simple as it can be. Guitar, bass, drums in love with a “soundboard”. Transporting their emotions, voiceless but with lots of messages. Take your time and get your trip…chill and rock is one family!"

Essa é a descrição do artista que vos posto agora, My Sleeping Karma (ou simplesmente MSK, pois abreviar é preciso) no seu last.fm. Parece simples e pueril, mas ela não poderia descrever melhor a verdade, neste caso. Não encontrei muitas informações sobre seu lugar de nascimento, paradeiro, etc., mas sei bem que o seu primeiro full-length veio à luz em meados de 2006, auto-intitulado. Nele, já percebe-se claramente a veia que a banda decidiu explorar e se aprofundar com desenvoltura invejável, algo que fica transitando entre os universos do Stoner Rock, do Prog e do Post-Rock, lembrando bastante o trabalho dos Yawning Man/Sons, onde esses ingredientes são mesclados com desenvoltura, eficiência e naturalidade e tornam seu molho sônico algo difereciado em relação à repetição infinita que vemos por aí no Post-Rock a fora.

Com a vinda de seu segundo álbum (Satya, 2008) e do recém-saído do forno Tri (2010), a banda refina ainda mais a sua verve, tornando-se cada vez mais difícil identificar qual universo a banda realmente pertence, já que eles aparecem cada vez mais condensados um no outro, onde uma influência desemboca na outra e vice-versa. Para conferir um matiz ainda mais especial ao quadro todo, os rapazes evocam elementos da cultura hindu tanto na sua arte sonora quanto na arte visual, o que se encaixa perfeitamente na proposta que fazem. Afinal, todas as músicas são muito bem equilibradas e orgânicas, como se eles realmente tivessem passado por um grande período de meditação e, com isso, fossem capaz de encontrar as linhas harmônicas ideais para cada instante de suas obras.

Bom, sem mais delongas, logo abaixo encontra-se o link do Tri, seu mais novo release. Deliciem-se!


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[2010] Tri


01 - Brahama
02 - Parvarti
03 - Tamas
04 - Sattva
05 - Shiva
06 - Vishnu
07 - Lakshmi
08 - Rajas
09 - Sarasvati


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Audrey Horne




Audrey Horne é um caso interessante no cenário atual. Sua fundação data de 2002 e sua origem, da cidade norueguesa de Bergen. Até aí, nada de extra-ordinário. Porém, uma banda formada por (ex)membros de bandas de Black Metal famosas pelo globo a fora como e Enslaved, Gorgoroth e que se dedica ao Hard rock da primeira metade dos anos 90 certamente não pode ser considerado algo comum. Aliás, diria eu que eles soam praticamente como um tributo àquela época, tanto que seu nome vem de uma personagem de uma série de TV famosa naquele período, Twin Peaks. E é sobre isso que falarei mais a seguir...

Desde o seu primeiro álbum, lançado no álbum de 2005 sob o nome de No Hay Banda, eles vem se dedicando a resgatar o que houve de melhor no Rock dos 90's. Ou seja, prepare-se para ouvir toneladas de ecos vindos de nomes como Faith No More, Alice In Chains, Soundgarden, Helmet, Tool, entre outros menos cotados, sendo jorrados de cada uma de suas músicas. Original? não, definitivamente não. Mas ótima qualidade musical nem sempre vai acompanhada de originalidade, como muitos que passam por esse blog já devem ter em mente. E este é um exemplo clássico de algo feito com extrema finesse e destreza e que, mesmo soando intencionalmente retrô, consegue soar interessante e fresco (sem trocadilhos infames, dessa vez) aos nossos planos auditivos.

Sem mais delongas, deixo-lhes aqui seu novíssimo álbum auto-intitulado. Em especial, a edição limitada, que contem 6 músicas bônus em relação à original. Um excelente trabalho, diria eu, um fã particular dessa geração musical. Enjoy it! ;)


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[2010] Audrey Horne

01 - These Vultures
02 - Charon
03 - Circus
04 - Down Like Suicide (Song preview)
05 - Blaze Of Ashes
06 - Sail Away
07 - Bridges & Anchors
08 - Pitch Black Mourning
09 - Firehose
10 - Darkdrive
11 - Godspeed
12 - Desert Song
13 - Carrie
14 - Bright Lights
15 - Nowhere to run
16 - Rearview Mirror
17 - Halo


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Dead Meadow



O background do Dead Meadow nos remonta há quase 12 anos atrás, mais precisamente no ano de 1998, quando três rapazes oriundos da cena indie/HC de Washington, capital dos USA se reuniram e decidiram formar uma banda em declamação a seu amor pelas bandas de Hard/Psychedelic Rock que permearam o final dos anos 60 e o início dos 70 além de literatura fantástica e obscura à la Tolkien e Lovecraft.

Tendo lançado quatro full-lengths desde sua fundação, sendo o primeiro deles de 2000 (e que, além de ser meu favorito pessoal, é o que deixarei logo abaixo desse texto) e o último de 2008 (que ainda não tive a chance de ouvir), o Dead Meadow realiza, em cada um de seus trabalhos, uma espécie de Hard/Stoner Rock que não se envergonha em beber diretamente nas fontes Black Sabbathísticas mais profundas e negras, alimentando-as com cogumelos sorridentes provindos direto do Woodstockm, embalando tudo isso com uma capa meio cósmica, recheada dos mistérios insondáveis estelares e, para temperar de modo ainda mais especial seu cosmo sonoro, a banda o rege com um punch meio Bluesy/Southern que se mistura perfeitamente (e deliciosamente) com os demais ingredientes, conseguindo evocar uma atmosfera setentista com primor e perfeição sem deixar de soar moderno, quando pode e quando lhe interessa.

Dos 3 álbuns lançados pela banda, penso que o primeiro é aquele em que essa proposta é levada de maneira mais rica e inspirada, embora os outros dois não fiquem nem um pouco atrás. Pode não ser uma banda que pretende revolucionar e nem romper paradigmas da música moderna popular, mas de salvadores do rock e da música como um todo já estou cheio, confesso, logo, soa muito refrescante ouvir algo sincero e prazeroso de se ouvir em cada nota que ecoa dos auto-falantes, como é este caso.

bom, taí o recado. Espero que gostem! :)


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[2000] Dead Meadow

01 - Sleepy Silver Door
02 - Indian bones
03 - Dragonfly
04 - Lady
05 - GreenSky GreenLake
06 - Beyond The Fields We Know
07 - At The Edge Of The Wood
08 - Rocky Mountain High
09 - Untitled


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Yawning Sons




Yawnings Sons, pode-se dizer, é um filho não planejado de duas bandas que desfrutam de certo sucesso no underground stoner/psicodélico terráqueo. Tudo teve início quando os integrantes duma banda de Space rock britânica, chamada Sons Of Alpha Centauri, resolveu chamar os veterenos estadunidenses stoners do Yawning Man para produzir um álbum deles. Asim que chegaram ao seu destinarário e quando os SOAC e YM começaram, juntos, a fazer jams no estúdio, perceberam que estavam fazendo alguma coisa realmente especial e, ao longo de uma semana, essa cosia muito especial se transformou, tão simplesmente e espontaneamente quanto eu digo aqui, no álbum que vos posto agora!

Sob a alcunha de Yawning Sons, veio a luz do álbum "Ceremony To The Sunset". Dizer que a sua sonoridade é uma combinação perfeitamente linear e bem dissolvida das duas bandas não é totalmente verdade, segundo seus próprios membros, pois há ingredientes adicionais em cada parte de seu DNA. É difícil categorizá-lo em uma, ou um grupo de categorias e hierarquias musicais, mas se for para fazer uma tentativa, diria que eles beberam e muito bem nas melhores fontes psicodélicas dos anos 70 e a fase do Pink Floyd ainda sob a batuta do Syd Barrett, temperadas refinadamente com o melhor do Stoner/Desert Rock 90'sta e, por que não, um bocado do Post-rock 00's. A maioria das suas músicas são instrumentais, e todas elas evocam uma sensação um pouco lúgubre, mas serena e instigante, como uma paisagem desértica abandonada ao sabor da lua e de ventos uivantes na noite profunda no qual um admirador solitário contempla um céu ornamentado de míriades de constelações e pergunta a si mesmo e para cada astro que mistérios insondáveis e inomináveis podem lá, residir!

Admito que já tomei existência da banda há um tempinho mas nunca conferi antes pensando que não haveria nada de muito interessante ali. Ledo engano meu, pois trata-se de um dos álbuns mais deliciosos que tive a chance de ouvir em um bom grupo de meses! Se não é algo que vai mudar o mundo, pelo menos garante vários minutos de diversão saudável e surrealista. E é isso, façam bom proveito!


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[2008] Ceremony To The Sunset

01 - Ghostship - Deadwater
02 - Tomahawk Watercress
03 - Wetlands
04 - Whales In Tar
05 - Meadows
06 - Garden Sessions III
07 - Japanese Gardens


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Them Crooked Vultures




Falar sobre o Them Crooked Vultures é falar, simultaneamente, de vários fragmentos que constituíram (e ainda constituem) a história do Rock. Afinal, temos nesse chamado 'supergrupo' pessoas que atendem pelo nome de Josh Homme tomando conta das cordas vocais e das de guitarra, que nada mais foi do que a mente por trás do Kyuss (uma das bandas, senão a mais importante do Stoner Rock nos anos 90) e fundador do Queens Of The Stone Age, uma das melhores bandas de Rock estadounidense dos 00's (Rock de verdade, não esas modinhas hyper-hype que poluíram essa época), Dave Grohl (o homem por trás das baquetas do Nirvana e líder do Foo Fighters) e John Paul Jones (que, bem, fez parte de um tal Led Zeppelin nos 70's).

Acho que não resta muito mais a comentar sobre a banda, tendo gente desse quilate envolvida. E nem muito a comentar sobre o som que se propõem a fazer, que, de maneira pueril e aparentemente ingênua, pode ser definido somente e tão simplesmente, como Rock. Isso mesmo, Rock básico e puríssimo em sua essência, contendo influências das mais saudáveis retiradas do Hard Rock dos 70's e alguma coisinha do Hard/Stoner Rock dos 90's e 00's. Algo mais do que batido e requentado por zilhões de bandas que já passaram pelo universo durante esses anos, sim senhor, mas realizado e orquestrado com tal competência, energia e, principalmente, naturalidade, que fica difícil não curtir e vibrar junto de acada acorde que entoa pelas fontes sonoras.

Eu sei que o blog aqui se propõe mais a divulgar artistas obscuros e de difícil acesso ao grande público que se dedicam a algo diferente do usual, aqueles que quebram o status-quo dos gêneros em que se imergem. Mas este álbum aqui, que posto agora, é um ótimo exemplo que pode-se ser brilhante e simples sem precisar ser vanguardista e inovador, por isso merece um lugar no nosso arquivo.

That's it, folks. Feel the good hit of the summer!


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[2009] st

01 - No One Loves Me
02 - Mind Eraser No Chaser
03 - New Fang
04 - Dead End Friends
06 - Scumbag Blues
07 - Bandoliers
08 - Reptiles
09 - Interludes With Ludes
10 - Warsaw Or The first Breath You Take
11 - Caligulove
12 - Gunman
13 - Spinning In Daffodils


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Om




O Om (ॐ) é conhecido como o mantra mais famoso do Hinduísmo, bem como oturas religiões. É formado pela junção do fonema â-u-m, onde cada letra representa os três estados primordiais da consciência: vigília, sono e sonho. Segundo tais religiões, o Om também é a vibração primordial que representa o som do infinito e a semente de todos os mantras, sendo assim a raíz de todos os sons da natureza. Sendo assim, o contemplação do Om representa o próprio processo de criação e transmutação de cada elemento da natureza, através da entonação e vibração de seu próprio som.

Pelo parágrafo acima, acho que já temos uma idéia do que essa bela banda se trata. Ela foi formada em 2003 por ex-integrantes do Sleep, que teve certa repercussão no início dos 90's por alguns de seus álbuns seguindo a linha Stoner/Doom Metal exatamente do ponto em que o Black Sabbath havia deixado há 30 anos, desde a saída do Ozzy. No caso do Om, não há grandes variações de estilo, seguindo também a mesma veia Stoner/Doom que sua predecessora. Suas músicas são bem longas (algumas com mais de 20 minutos de duração), em que predomina estruturas repetitivas e hipnóticas no mesmo tom e cadência dos cânticos tibetanos, mas que vão evoluindo num crescendo ao longo da música como se estivessem se recriando e transmutando dentro dela mesmo, num processo bem semelhante à emanação do próprio nome da banda.

Não é a banda mais original do mundo, e talvez nem a mais brilhante do gênero... mas é de encher os olhos e ouvidos daqueles que apreciam o estilo e ainda viajam ao ouvir sua cópia surrada de Paranoid e Master of the Universe no seu quarto. Agora, é acender o incenso, sentar no chão do seu quarto e deixar o som fluir peloas estâncias de seu ser. ;)

//Aproveitando a deixa, posto agora o novo álbum da banda, intitulado God Is Good. Não há muita (ou melhor, nenhuma) grande mudança na sonoridade em relação ao Cd postado aqui e todos os outros já feitos pela banda, então, podem comprar, consumir e digeri-lo sem medo!


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[2009] God Is Good

01 - Thebes
02 - Meditation Is The Practice Of Death
03 - Cremation Ghat I
04 - Cremation Ghat II

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[2004] Variations On A Theme:


01 - On The Mountain At Dawn
02 - Kapila's Theme
03 - Annapurna


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Ufomammut












Formado na Itália, em 1999, Ufomammut nos apresenta um Stoner/Doom focada na psicodelia e com grande influência Sludge, buscando por um som mais viajado, cadenciado e ainda assim muito pesado. Divergindo de grande parte das bandas de Stoner não se prioriza aqui a psicodelia em detrimento do peso, a evolução musical da banda, culminando em Idolum, nos mostra que é possível uma igual dosagem dos dois componentes.

Idolum é último álbum da banda, lançado em 2008, e em minha concepção se trata de sua grande obra prima, superando inclusive o bem aclamado Snailking. As músicas são pautadas na construção de poderosas muralhas sonoras que tornam este certamente um dos registros mais pesados do ano passado, a presença de apenas uma guitarra, um baixo e bateria, intercalada com vocais que não tentam se sobrepor a música da forma que são dispostas, ao contrário de parecerem escassas para cumprir tal objetivo, são fundamentais e completamente competentes nessa composição.

Ainda que em uma primeira audição esse álbum possa não soar muito bem, após sua digestão passamos a observar os pequenos detalhes que pouco a pouco contribuem para torná-lo uma obra prima, mais uma grande contribuição italiana que só não se supera a criação do Palestra Itália, das massas e o Ennio Morricone.


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[2008] Ufomammut - Idolum

01 - Stigma
02 - Stardog
03 - Hellectric
04 - Ammonia
05 - Nero
06 - Destroyer
07 - Void/Elephantom
08 - Hermeat [Bonus Track]


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Clutch











Antes de mais nada, não teria outra forma de começar esse post sem antes agradecer aos membros do blog, especialmente o Carlos, mas sem esquecer dos outros, por mantê-lo tão vivo enquanto eu me descabelava, com os poucos fios que ainda me restam, nesse turbulento fim de semestre, mas para felicidade do povo e alegria geral da nação (ou não) eu estou de volta, e agora, parcialmente de férias vou me dedicar mais ao blog. Não poderia passar sem deixar de agradecer a galera que tem visitado o blog e fazendo a máquina funcionar também do outro lado, tem sido massa chegar em alguns rolês e ouvir que estamos fazendo um bom trabalho, é verdade que quase nunca falam bem dos meus posts especificamente, mas tudo bem, ainda amo vocês, um pouco menos, é verdade.

Clutch é mais uma daquelas bandas que eu conheci por acidente, nas andanças em busca de uma banda que fizesse Stoner Rock sem repetir a tão saturada forma que a maioria insiste em seguir deliberadamente. Encontrei-os internet afora, encarnando mecânicos em uma foto nesses sites gringos e a partir daí, a tal banda chamada 'embreagem' passou a chamar minha atenção (por favor, não achem que eu tenho tara por mecânicos, vocês entenderam). Seu som traz uma química interessante entre o Stoner Rock, Blues e uma pitada de Southern Rock, de modo que, com a evolução da banda ao longo do tempo, o Punk Rock e o Hardcore que marcaram seu início deram lugar a poderesosas cargas de groove e feeling maiores a cada álbum lançado, aproximando a sonoridade da banda ao Blues. Segundo alguns sites, inclusive a wikipedia (ainda que seja vergonhoso assumi-lá publicamente como uma referência), a banda nunca estourou realmente, apesar de ter assinado com a Columbia Records para lançar o grande Elephant Riders, em 1999, seu público continuou restrito a sua base de fãs, que se ampliou um pouco com o lançamento de Pure Rock Fury em 2001, mas nada como as grandes e nem sempre tão boas, bandas americanas de hoje em dia.

From Beale Street To Oblivion foi lançado em 2007 e me coloca num dilema entre elegê-lo como o melhor álbum deles ou cometer o crime de ter que dá-lo o segundo lugar frente ao não menos grandioso Robot Hive/Exodus de 2005. O álbum foi produzido por Joe Barresi (Kyuss, Tool) e é marcado pela total imersão da banda no Blues, segundo Fallon, "Não se trata de um revivalismo ou uma cena retro, trata-se sim de despir a música até aos seus elementos mais básicos, eliminando tudo o que esteja a mais". Sua primeira música de trabalho Electric Worry figura entre as melhores músicas que a banda fez, guiado por um riff que deixa as influências de blues mais claras do que nunca e acompanhado por uma gaita que traz pra si toda a atenção no ponto alto da música, é um bom resumo do que podemos encontrar de melhor neste CD. When Vegans Attack é a melhor representante do conteúdo humorístico e bizarro marcante nas letras da banda, um apontamento crítico do vocalista Neil Fallon acerca do fenômeno vegan-way-of-life que toma cada vez mais espaço na cena em geral. Enfim, o que temos aqui se trata de um grande disco de mais puro rock, calcado em clássicos como Deep Purple e ZZ Top mas sem soar como mais uma banda oportunista que apenas fica ruminando aquilo que já foi feito em outro momento da história da música. Altamente recomendado.


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[2007] From Beale Street To Oblivion

01 - You Can't Stop Progress
02 - Power Player
03 - The Devil & Me
04 - White's Ferry
05 - Child Of The City
06 - Electric Worry
07 - One Eye Dollar
08 - Rapture Of Riddley Walker
09 - When Vegans Attack
10 - Opossum Minister
11 - Black Umbrella
12 - Mr. Shiny Cadillackness

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Causa Sui










Depois de seu último CD, Free Ride, a banda Causa Sui decidiu reinventar seu som, longe de amarras e com um diferente método de trabalho Summer Sessions Vol.1 sai como resultado de horas e horas de jams descompromissadas e colagens de diversas estruturas sonoras que em um primeiro momento, segundo a própria banda, não pareciam se encaixar. O álbum consiste em quatro longas músicas instrumentais com a fusão de diversos estilos, dentre eles elementos de kraut-rock e fusion sobre o corpo do já conhecido stoner que marca os outros registros da banda, fazendo desta uma peça única.

Altamente recomendado para aqueles fãs de stoner que como eu tem procurado por algo novo no front, caso ainda tenham dúvida, confiram alguns trechos das músicas no myspace da banda, logo abaixo.

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[2008] Summer Sessions Vol.1

1 - Visions Of Summer
2 - Red Sun In June
3 - Portixeddu
4 - Soledad


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Witchcraft









Witchcraft é uma banda sueca formada por Magnus Pelander, do Norrsken, em 2000, sua banda anterior não conseguiu lançar mais do que um punhado de demos, diferente do Witchcraft que já está em seu terceiro cd The Alchemist. A proposta da banda se encaixa nessa nova onda de bandas de stoner que vem sugindo desde o fim da década de '90, porém sua sonoridade é de certa forma um pouco atípica, não que seja completamente inovadora, mas enquanto a maioria destas bandas se firmam no Doom Metal britânico, a influência deles é calcada em bandas como Pentagram e no Rock N' Roll puramente setentista de Led Zeppelin e Jethro Tull.

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The Alchemist [2007]


1 - Walk Between the Lines
2 - If Crimson Was Your Colour
3 - Leva
4 - Hey Doctor
5 - Samaritan Burden
6 - Remembered
7 - The Alchemist

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