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Second Come




Ressucitando o blog depois de tantos meses em stand-by, posto aqui uma das melhores descobertas que eu fiz nos últimos meses. Como já disse antes, não costumo postar muita coisa brazuca neste blog, mais pela ignorância minha acerca das bandas que vem de terras tupiniquins mesmo. Poucas até então haviam me chamado atenção positivamente, ou se encaixariam na proposta que tenho com este espaço virtual aqui, mas ultimamente venho tentando reverter esse quadro e conhecer mais sobre as pedras preciosas que nascem por aqui e que, logicamente, ficam relegadas a obscuridade e ao oblívio devido a falta de incentivo de mídia, público, yadda yadda. Nesse nicho, encontra-se a banda que vos posto, chamada Second Come.

Fundada na virada dos anos 80 para os 90 nas ensolaradas terras cariocas, desde o começo se destacavam das demais bandas brasileiras pela proposta que abraçaram: Rock sujo e direto, infestado de distorção wah-wah e conduzido por riffs fuzzy, com letras em inglês, o que os distanciava muito dos seguidores de Legião Urbana e congêneres. Desde então, batalharam arduamente pelos circuitos undergrounds do RJ, SP e onde mais pudessem jorrar sua barulheira em ouvidos alheios e tirar um troco com isso, mas, como sabemos, a internet na época estava ainda em fase criogênica e a divulgação em larga escala como temos hoje era apenas ficção científica. No entanto, o reconhecimento de seu talento já existia, tanto da parte da mídia nacional quanto dos undergrounders aficcionados e sim, de gente de fora do país também. Não obstante, gente do calibre do Dave Grohl, então baterista do Nirvana, talvez a banda mais aclamada daqueles aeons, lançou elogios rasgados a banda! Gente como Jack Endino, da lendária gravadora Sub Pop, bem como o jornalista Everett True, chamado por muitos do "descobridor" do Grunge, também fizeram críticas mais do que positivas para o SC. Lançadas algumas demos e dois full-lengths, sendo o último deles produzido pelo Dado Villa-Lobos, a banda finda suas atividades por volta de 1994 devido ao desgaste por culpa do grande esforço e pouco reconhecimento de seu esmero. Depois, cada integrante tomou seu rumo pela vida a fora, sendo que o vocalista/guitarrista da banda, Fábio Leopoldino já se encontra falecido desde 2009, vítima de um enfarto. Sei que teve um show de reunião no último Setembro aqui no RJ, porém, só conheci a banda duas semanas depois do tal show, logo, não pude comparecer. Ironias da vida...

Sobre o que interessa mesmo, que é a música, muito já foi dito nas linhas anteriores. Poderiam ser enquadrados tranquilamente ao chamado Grunge e bandas Sub Pop-based, porém, suas influências vão muito além, evocando gente como Jesus and Mary Chain, Sonic Youth, Husker Dü, Ride e, principalmente, Pixies. Se lembrarmos que eles levavam esta vibe já em 1990, antes da febre do Nevermind e da avalanche Grunge Seattlista (e de outros lugares, posteriormente...) por volta de 1-2 anos depois, é algo digno de muito respeito e consideração, afinal, pouquíssimos seres vivos aqui no Brasil deviam saber quem era Kurt Cobain, Layne Stanley e Mark Arm nesses idos. Não duvidaria que, caso os cidadãos do SC fossem nascidos nos EUA ou no UK, alcançariam um status cult no mínimo equivalente ao já citado Ride ou de alguém como o Screaming Trees, porém, em plena América do Sul, e a vinte anos atrás...

Enfim, ficaram os registros da época para podermos desfrutar até os dias de hoje e divulgarmos a quem interessar, como eu faço agora.


[last.fm]



[1994] Superkids, Superdrugs, Supergod and Strangers

01 - High High
02 - Interference
03 - Airhead
04 - Aircraft and Boots
05 - My Cancer
06 - Scrap
07 - Wait
08 - Little Friend
09 - She Could Melt The Sun
10 - Grapes
11 - Looking Smiles
12 - Gas Head
13 - (Astronaut)
14 - Airplane Ticket
15 - Fever Dream Trip
16 - Nur Nur
17 - It's Wrong Wrong
18 - (Buzzing)


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[1993] You

01 - Feel Like I Don't Know What I'm Doing
02 - Ten Fingers
03 - Run, Run
04 - Hurricane Age
05 - 704
06 - Perfidiousness
07 - God And Me
08 - Justify My Love (Madonna Cover)
09 - Sedative Distortion
10 - Shower
11 - You
12 - Shoes
13 - Ega Enacirrrunh


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Sprinkler




Imagino que o nome Sprinkler não seja familiar na mente da maioria dos passantes aqui, nem de leve. Pudera, pois pelo que pesquisei, a banda possui apenas 646 ouvintes no last.fm até a data de 9 de julho de 2011. E isso porque existem pelo menos mais dois artistas compartilhando o mesmo nome com eles! Pois bem, algumas bandas simplesmente não emplacam ou nem sequer alcançam um reconhecimento cult enquanto vivem, e taí um exemplo claro e gritante disso. Falemos mais sobre o dito cujo...

Sprinkler formou-se no ano de 1992, mais precisamente na cidade de Portland. Talvez pela "proximidade" com Seattle, o quarteto encabeçado pelos irmãos Susarenko, Steven Birch e Emrick Swaine embarcou na maré Grunge que assolava os EUA, América Latina, Europa, Ásia, Lua, Saturno, e tudo mais, naqueles aeons. Assim, lançou seu primeiro e único full-length, More Boy Less Friend ainda em 92 e um EP, Peerless, já em 93 - ambos figurando logo abaixo - pelo famoso selo Sub-Pop, responsável pela divulgação da maioria das bandas emergentes de Seattle enquanto a tal "cena Grunge" não passava de um bando de moleques flanelados bêbados brincando com suas guitarras e amplificadores baratos. Talvez pela explosão ensandecida que tornou-se o tal Grunge naquele ano, o selo acabou por auto-implodir-se e a banda ficou com pouquíssima a nenhuma divulgação, afundada no oblívio da poeira do tempo e das estrelas, sem nenhum conhecimento e reconhecimento. Triste isso, pois, se não tinha o nível das superestrelas da época ou mesmo bandas de culto como Mudhoney, Tad, Gruntruck, dentre outros, possuía sim um potencial mais do que notável e tudo para agradar os fãs ávidos da época: guitarras distorcidas até o lépton, recheadas de tons sludge, bateria marcante mas cuidadosamente desleixada, além de toda uma atmosfera "sappy" deliciosa e perniciosa, seguindo aquela fórmula 'quiet/soft verse-loud/hard chorus' tão comum a época e ao gênero. Os vocais remetem logo ao finado Cobain, mas nada que chegue ao nível de um copycat vagabundo, pois tem sim uma boa dose de personalidade e uma perfomance muito boa, tanto em momentos calmos quanto naqueles mais ríspidos.

Pode não ser a 8ª maravilha do mundo, tampouco algo que iria atingir a estratosfera da fama com esses trabalhos, mas os rapazes teriam, sim, capacidade pra chegar muito mais longe sem muita dificuldade, dado o tempo e oportunidade corretas. Mesmo com estes álbuns, faixas como Wide Zero, Jr. Loaded e Landlord mereciam virar hits, e poderiam ter tornado-se sem dificuldades, mas, como já disse nessas páginas antes, nem sempre a vida é justa, coisas ruins acontecem na hora e lugar errado, mimimi. Agora com a internet oferecendo-nos chance de divulgar e conhecer muito mais do que sonharíamos há 19 anos atrás, nada mais justo do que aproveitar, right?

Enjoy!


[last.fm]





[1994] Peerless

01 - Peerless
02 - Kent
03 - Drag
04 - Landlord


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[1992] More boy Less Friend

01 - Wide Zero
02 - Jr. Loaded
03 - Blind
04 - Ulcer
05 - Doyle
06 - Flood
07 - Sandbox
08 - Personality Doll
09 - Sibling
10 - Landlord


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Truly



A origem da banda postada hoje, Truly, remete-nos aquela saudosa primeira metade dos 90. Foi fundada por Robert Roth, Mark Pickerel (ex-Screaming Trees) e Hiro Yamamoto (ex-Soundgarden) na cidade de Seattle (surpresa?) e, apesar de conectados a bandas famosas da cidade e da época, o Truly nunca ascendeu ao estrelato ou mesmo um reconhecimento cult na época. Lançou dois full-lengths, sendo eles Fast stories... From Kid Coma (1995) e Feeling You Up (1997), além de uma coletânea de raridades Twilight Curtains, original de 2000, (sendo este que consta no link de download), com a banda já extinta. E assim fez-se sua história...

Mais precisamente, sua abóbada sonora é calcada nos firmamentos Grunge que eclodiam e exalavam por todos os vértices de Seattle (e de rádios, micro systems e K7 players do mundo) naqueles idos. Mas defini-los assim é vago demais, pra não dizer injusto, pois há muito mais coisa aí. Para começar, suas estruturas musicais, por muitas vezes, fogem da simplicidade típica do gênero, sendo bem mais ricas e dinâmicas do que a média dele. Depois, a banda parece ter encharcado suas linhas harmônicas de cogumelos, mescalina, peyote, ácido, etc. em muitos momentos, pois a vibe psicodélica que ressoa delas é digna do que havia de melhor nos early '70. Reparem nas músicas Aliens on Alcohol, bem como a faixa que fecha o CD, Mellotronica Symphonica e saberão do que estou falando. Algumas músicas em um apelo mais pop, tipo Leatherette Tears II e um cover, Our Lips Are Sealed, mas mesmo essas são deleitosas e agradabilíssimas de se ouvir a qualquer hora, longe de ser um pop pausterizado e imbecil como o veiculado por aí desde aquela época. Já Wait 'Til The Night e I Hit Ignition remetem mais diretamente ao que se fazia na cidade natal dos caras, soando mais diretas e simples, mas ainda assim excelentes pra se ouvir naquela hora que desejamos exorcizar alguns demônios internos. Em suma, um belo, belíssimo álbum, uma pérola esquecida na poeira e nas colheres queimadas dos 90...

Aí vem a questão crucial desse post: Por que diabos eles nunca tiveram sucesso nenhum? Alguns podem responder "falta de incentivo e apelo comercial, falta de divulgação, etc." e são motivos plausíveis. Mas acho que a questão é um pouco mais profunda e vaga do que isso. Algumas bandas simplesmente não emplacam. Não há razão lógica para isso, muitas vezes. A banda pode não sofrer de nenhuma deficiência técnica, pode até ser talentosa ao extremo, diferenciada, etc. mas por uma série de motivos burocráticos (como os citados anteriormente) ou simples conspiração cósmica, nada dá certo para eles e ficam relegados ao oblívio. A internet ajuda um pouco nesse quesito, de uns 10 anos pra cá, pois permite um raio de divulgação sem precendentes. Porém, nada que possa determinar um sucesso e reconhcimento devidamente proporcionais ao talento musical de alguém, né. Infelizmente, o Truly cai neste caso dito logo acima, e com ênfase no "infelizmente", pois a banda é "truly amazing" (não resisti ao trocadilho, mais uma vez).

Imagino que qualquer fã das bandas daquela geração, bem como fãs de um Roque bem feito iria curtir e muito o conteúdo do link logo abaixo. Enjoy!


[last.fm]
| [myspace]





[2000] Twilight Curtains

01 - Twilight Curtains
02 - Leatherette Tears II
03 - Aliens On Alcohol
04 - Wait 'Til The Night
05 - I Hit Ignition
06 - Our Lips Are Sealed
07 - Girl Don't Tell Me You'll Write
08 - Queen Of Girls
09 - 20th Century Voluntary Slaves
10 - Mellotronic Symphonica


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Failure




Pré-post: Peço desculpas a todos que passam o mouse por essas bandas pela escassez de posts durante o mês de novembro. Meu tempo comprimiu-se com o final do período (e o final da graduação), logo, sobrou pouco tempo e energia para caçar bandas e coisas interessantes por aí. Espero que todos compreendam, amém (?)

Voltemos ao post em si. Failure é uma banda estadunidense que esteve andarilhando por aí de 1990 a 1997. Então, acho que é desnecessário dizer que eles flertavam com o Grunge, que se encontrava em plena ascenção na época, não é? Exacto! Mesmo sendo originária de L.A., California, compartilham a mesma vibe daquela galera de Seattle. Seu primeiro álbum saiu no final de 1992, em meio a ebulição grunge, saindo em turnê com o Tool, outra banda que começava a dar o ar de sua graça na época. Depois do debut, vieram o Magnified em 1994 e o Fantastic Planet, este que vos deixarei, já em 1996. Pouco tempo depois, a banda dissolveu-se alegando aquelas famosas diferenças pessoais, criativas, ideológicas, e mimimi afins.

Apesar de não ter alcançado o mainstream absoluto e não ser um nome familiar aos ouvidos dos fãs mais casuais do gênero, parecem ter adquirido um status cult atualmente, provavelmente devido as facilidades da internet (pra variar, né). Seu grande diferencial em relação aos colegas flanelados é um maior cuidado em sua estruturação musical e um flerte muito interessante com temática espacial e sideral, injetando influências de Pink Floyd e Space Rock como um todo em suas peças, conferindo um sabor ainda mais alucinógeno a suas letras já regadas a heroína e congêneres.

Enfim, o saldo final é nada menos do que excelente. Penso que esses rapazes mereciam muito mais reconhecimento do que aquela galera aproveitadora do chamado post-grunge, tipo os Bushs, Nixons e outros muito inferiores ao Failure que só fizeram pegar carona na maré do Nirvana, Pearl Jam e resolveram ganhar uma bela grana em cima disso. Para efeito de curiosidade, Greg Edwards, guitarrista do Failure, é hoje vocal/guitarrista do Autolux, banda postada aqui a algum tempinho. E a 13ª faixa do CD, The Nursed Who Love Me, foi coverizada pelo A Perfect Circle no seu Thirteenth Step (2002), afinal, vale lembrar que eles eram buddies do pessoal do Tool, com quem saíram em turnê lá em 92. Pessoalmente, a versão original é bem melhor do que a do APC, cuja reestruturação ao meu ver não ficou legal como talvez pudesse ser.

Pois bem... já foi dado o recado (e a dose de indignação de sempre). Enjoy it!


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[1996] Fantastic Planet

01 - Saturday Saviour
02 - Sergeant Politeness
03 - Segue 1
04 - Smoking Umbrellas
05 - Pillowhead
06 - Blank
07 - Segue 2
08 - Dirty Blue Balloons
09 - Solaris
10 - Pitiful
11 - Leo
12 - Segue 3
13 - The Nurse Who Loved Me
14 - Another Space Song
15 - Stuck On You
16 - Heliotropic
17 - Daylight



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Audrey Horne




Audrey Horne é um caso interessante no cenário atual. Sua fundação data de 2002 e sua origem, da cidade norueguesa de Bergen. Até aí, nada de extra-ordinário. Porém, uma banda formada por (ex)membros de bandas de Black Metal famosas pelo globo a fora como e Enslaved, Gorgoroth e que se dedica ao Hard rock da primeira metade dos anos 90 certamente não pode ser considerado algo comum. Aliás, diria eu que eles soam praticamente como um tributo àquela época, tanto que seu nome vem de uma personagem de uma série de TV famosa naquele período, Twin Peaks. E é sobre isso que falarei mais a seguir...

Desde o seu primeiro álbum, lançado no álbum de 2005 sob o nome de No Hay Banda, eles vem se dedicando a resgatar o que houve de melhor no Rock dos 90's. Ou seja, prepare-se para ouvir toneladas de ecos vindos de nomes como Faith No More, Alice In Chains, Soundgarden, Helmet, Tool, entre outros menos cotados, sendo jorrados de cada uma de suas músicas. Original? não, definitivamente não. Mas ótima qualidade musical nem sempre vai acompanhada de originalidade, como muitos que passam por esse blog já devem ter em mente. E este é um exemplo clássico de algo feito com extrema finesse e destreza e que, mesmo soando intencionalmente retrô, consegue soar interessante e fresco (sem trocadilhos infames, dessa vez) aos nossos planos auditivos.

Sem mais delongas, deixo-lhes aqui seu novíssimo álbum auto-intitulado. Em especial, a edição limitada, que contem 6 músicas bônus em relação à original. Um excelente trabalho, diria eu, um fã particular dessa geração musical. Enjoy it! ;)


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[2010] Audrey Horne

01 - These Vultures
02 - Charon
03 - Circus
04 - Down Like Suicide (Song preview)
05 - Blaze Of Ashes
06 - Sail Away
07 - Bridges & Anchors
08 - Pitch Black Mourning
09 - Firehose
10 - Darkdrive
11 - Godspeed
12 - Desert Song
13 - Carrie
14 - Bright Lights
15 - Nowhere to run
16 - Rearview Mirror
17 - Halo


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Soundgarden











Formada em 1984 em Seattle - Estados Unidos por Chris Cornell (Temple of the Dog, Audioslave) e Hiro Yamamoto, o Soundgarden foi, sem dúvida, uma das melhores e mais importantes bandas na história do grunge. Assim como o Alice in Chains, a banda segue uma linha mais pesada e complexa das demais bandas grunge da época, muitas vezes adicionando um pouco de stoner rock nas melodias.
Superunknown foi o maior sucesso da banda. Kim Thayil (Pigeonhed, participação no Sunn O))) e Boris) gravou as guitarras do álbum que conta com as famosas Black Hole Sun e Fell on Black Days. Chris Cornell se inspirou nos poemas e contos de Sylvia Plath enquanto compunha as letras "misteriosas e sombrias" do álbum. Além das duas faixas já citadas, também merecem atenção "Limo Wreck" e "4th of July". Surpreendente. (I dedicate this post to my friend Gawayne.)

[last.fm]


[1994] Superunknown

01 - Let Me Drown
02 - My Wave
03 - Fell on Black Days
04 - Mailman
05 - Superunknown
06 - Head Down
07 - Black Hole Sun
08 - Spoonman
09 - Limo Wreck
10 - The Day I Tried to Live
11 - Kickstand
12 - Fresh Tendrils
13 - 4th of July
14 - Half
15 - Like Suicide
16 - She Likes Surprises

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