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(((S)))




- When asked about his anonymous appearence (((S))) replies: ”Ever since childhood I have had this deep desire inside to be invisible and loved at the same time,- it’s like my mottto and ever since then I have worked very hard to obtain my goal. And this record is one of the results of these thoughts and desires”.


Bom, taí uma amostra do que se trata o responsável pelo álbum que posto aqui neste momento. Criatura estranha, de fato, e não entendam estranho como algo negativo e pejorativo, pois todos que passam por aqui devem saber que excentricidades e idiossincracias são sempre uma fonte de inspiração musical do mais alto nível.

Mas enfim, sobre o trabalho do tal (((S))), trata-se de um projeto musical provindo de Copenhagen, Dinamarca, onde o único membro atende pelo mesmo nome. Apesar do esteriótipo, NÃO SE TRATA (sim, devo frisar isso com todas as letras, em negrito e em caps lock) de algo na linha Black Metal, Noise, Dark Ambient e afins, mas sim de algo que fica na linha entre o Gothic Rock e Post-Punk! Inusitado, não?

Pois é, eu também fiquei meio surpreso quando tive o primeiro contato com a band, ops, projeto e soube sobre suas origens e sua formação. O único trabalho lançado pelo (((S))) até agora se chama Ghost, tendo sido lançado há alguns meses e ganhado bastante atenção na cena européia. Nele, encontra-se aquilo que disse no parágrafo anterior, um Gothic Rock que não raras vezes assume a frieza atonal do Post-punk, porém, não se trata aqui de mais uma pseudo-cover band do Sisters of Mercy ou do Joy Division. Percebem-se alguns ecos dessas bandas, claro, só que mais pronunciada ainda é aquela melancolia envolvente e etérea do The Cure e do Shoegaze de Jesus and Mary Chain em seus primeiros trabalhos, principalmente) e influências de bandas mais recentes (embora nem tanto) e um tanto distante desses gêneros (embora nem tanto, também), como Tiamat e Anathema, acrescidos ainda de tons sutis e devidamente pincelados de psicodelia setentista em alguma passagem aqui e acolá.

Aproveitando a onda das bandas que fundem Black Metal, Shoegaze, Post-Rock e Post-Punk, é possível que o (((S))) venha a atrair esse público, juntamente com aqueles já pertencentes aos meandros góticos do universo a fora, pois todos os elementos que eles procuram numa banda, aqui encontram. E muito bem feito, diga-se de passagem, ainda mais para um projeto solitário e ainda iniciante.

//Renascendo o tópico aqui para vos deixar o novo CD, intitulado Phantom. Para quem já ouviu o Ghost, não há muito o que acrescentar, pois seu som continua basicamente o mesmo. Talvez as músicas estejam menos etéreas, sem aquelas camadas de neve sônica que encobria as músicas mais antigas. Sinal que o fantasma está se preparando para se revelar? Aguardemos. Por ora, aproveitem!

//Ressucitando o post de novo para deixar um EP bem interessante dessa "banda": Deutsch. Nele, temos 5 músicas em língua alemã, sendo uma delas cover do Beatles "I want to hold your hand" e uma versão da Mermerized, do álbum Ghost, na mesma língua. A outra metade do EP tem as mesmas músicas mas em inglês. Nada excepcional, mas como curiosidade, ficou ótimo. Enjoy it!







[2010] Deutsch

01 - Komm Gib Mir Deine Hand
02 - Ganz Allein
03 - Sie Lebt Dich
04 - Hypnotisiert
05 - Helden
06 - I Want To Hold Your Hand
07 - In My Room
08 - She Loves You
09 - Mesmerized
10 - Heroes


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[2010] Phantom

01 - A Crying Shame
02 - Lonely Is The Lighthouse
03 - Invisible Man
04 - We're In The Wind
05 - Autumnhead
06 - Walk
07 - Addicted To My Dreams
08 - A Handful Of Dust
09 - Tired Hangs The Head
10 - Hole In My Heart


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[2009] Ghost

01 - In The Shadow Of A Shadow
02 - Mesmerized
03 - Mamachild
04 - Deathtrip
05 - Fausty
06 - Fall With Me
07 - Hungover
08 - Ghost In The Snow
09 - Who Lover The Lover?
10 - When The Well Runs Dry
11 - Dying





Asylum Party




Só pelo nome e foto da banda, acho que vocês conseguem se situar no tempo-espaço e no cosmo dos gêneros musicais, não é? Pois então, o tempo são os borderlines (trocadilho infame com o nome de seu álbum, eu sei) dos anos 80, local França, mais precisamente na cidade de Courbevoie. Foi fundado o Asylum Party por Thierry Sobézyk, Philippe Planchon e Pascale Macé, e sua existência iniciou-se em 1985 e perdurou até 1990, se dedicando ao Post-punk e ao Gothic Rock que emergia na época. Porém, não se trata de um simples copycat dos medalhões do gênero, muito pelo contrário, e logo abaixo escrevo o por que.

A banda faz parte daquela geração chamada coldwave, que nada mais é do que a vertente francesa do Post-punk criado e evoluído em terras inglesas. Bandas como Little Nemo, Clair Obscur, Ópera de Nuit e outros mais também surgiram dessa mesma "vibe", que aproveitou o supra-sumo do Joy Division, dos 4 primeiros álbuns do Cure, da Siouxsie, do e outros mais para recriar atmosferas negras, recheadas de uma neblina amarga de introspecção, melancolia e, em alguns casos, insânia em seu estágio mais latente. AP faz algo um pouquinho diferente destes nomes, dando uma ênfase maior no ofício dessas atmosferas, conferindo assim uma sonoridade mais onírica, profunda e refinada do que seus congêneres. Sua música se aproxima muito do The SoundSad Lovers and Giants, embora sem o tom bucólico do mesmo. Sua música só tem duas cores: cinza e preto, se alternando e dançando numa harmonia fúnebre de sua própria danação espiritual.

Posto aqui os dois primeiros trabalhos da banda, uma edição especial na qual o vem junto do debut EP Picture OneBorderline. Posso ser ousado, mas diria que eles são tão bons ou melhores do que muitos nomes famosos dos Post-punk/Gothic rock e subgêneros afins, como por ex. o Sisters of Mercy, Fields of the Nephilim, The Mission e sendo muito superiores a nomes como Echo and the Bunnyman, embora a banda so desfrute de uma pequena fração do reconhecimento desta galerë. Se isto não é uma boa referência, não sei mais o que pode ser. Então... aproveitem-no! Só um adendo: sob o sol escaldante de verão, o CD torna-se ainda melhor *risadas malévolas ecoando no ar*


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[1989] Borderline + Picture One (EP)

01 - Play Alone
02 - The Sabbath
03 - La Tourmente
04 - First Days of Winter
05 - La Nuit
06 - Better Days Ahead
07 - Winter
08 - Pictures
09 - Old Dreams Are Not Innocent
10 - Julia
11 - Sweetness... of Pain
12 - Before the Smile
13 - White Light
14 - Together in the Fall


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David Galas



David Galas
é um músico norte-americano que trabalhou com a banda de Gothic/Darkwave chamada Lycia entre 1994 e 1996, fazendo parte do seu line-up como baixista nessa época, porém se desligando pouco depois do lançamento do álbum Cold (1996) devido à diferenças musicais com outros integrantes da banda. Tendo então estudado música, engenharia de áudio e produção musical ao longo de sua vida, ele então lançou seu primeiro álbum full-length em 2006, chamado de The Cataclysm, fruto de mais de 5 anos de trabalho.

The Cataclysm é um álbum bastante difícil de se falar sobre, ao mesmo tempo que é bem simples. David não é um artista exatamente virtuoso, mas é extremamente competente e carrega as suas músicas com um feeling denso e profundo, algo difícil de se encontrar por aí pelo menos nessas proporções. Sobre a música em si, é notável os ecos de sua ex-banda Lycia em cada composição, especialmente nos arranjos de guitarras e na tonalidade obscura que os encobre, porém as estruturas musicais são consideravelmente mais simples e não tão dotadas do tom místico e esotérico que tanto caracteriza a obra do Lycia. A temática lírica carrega uma melancolia desoladora mas extremamente sincera em cada verso, o que aliada a um tempero Folk sutil, mas devidamente marcante, faz sentirmos como se estivéssemos no meio de paisagens desertas e recheadas de desolação, o que torna-se então um reflexo perfeito para o feeling que ressoa de cada canção que compõe este trabalho.

Imagino que esse álbum seria muito do agrado daqueles que possuem uma afeição especial ao Doom Metal e Gothic Rock em geral, mas ele também é altamente recomendado por mim para aqueles que simplesmente apreciam música de (ótima) qualidade que nos faz refletir e mergulharmos de cabeça nas marés melancólicas do outono. And this is it! ;)



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[2006] The Cataclysm

01 - Asleep In The Field
02 - The Harvest
03 - American Melancholy
04 - Alone We Will Always Be
05 - The End Is Always Closer
06 - Sect I
07 - Capsized
08 - September
09 - The Fragment
10 - Far Away From Nothing
11 - Sect II
12 - The Cataclysm Pt. 1
13 - The Cataclysm Pt. 2
14 - The Burial
15 - Shimla
16 - Reclamation
17 - Sect III
18 - The Great Ruins Of Man
19 - Something Fell From The Sky


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Dreadful Shadows



Formado em 1993 na Alemanha, o Dreadful Shadows fazia a mistura clássica do gothic rock e darkwave em seus primeiros álbuns, porém com o passar do tempo foram adicionadas guitarras e bateria mais pesadas, além de elementos eletrônicos, fazendo com que fosse mais considerada uma banda de gothic metal. Apesar disso, eles se destacaram da já conhecida "cena gothic rock" em alguns aspectos. O Dreadful Shadows conquistou maior reconhecimento quando saiu em turnê com o Paradise Lost no pré-lançamento do terceiro álbum chamado "Beyond the Maze". Se desfez em 2000 com o lançamento do EP Apology pois os membros pretendiam trabalhar em outros projetos.
The Cycle foi o quarto e último álbum de estúdio da banda. Ele conta com as músicas título dos dois singles do álbum "Futility" e "Twist in my Sobriety", além de "New Day" e "Vagrants in Space" onde os vocais graves se contrastam com a suavidade do backing-vocal feminino fazendo uma composição harmoniosa, diferente e interessante. Eu recomendo este cd para os fãs de Katatonia, Sisters of Mercy e Tiamat. Espero que gostem.


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[1999] The Cycle

01 - Prelude
02 - Futility
03 - New Day
04 - A Better God
05 - Intransigence
06 - Torn Being
07 - Courageous
08 - The Vortex
09 - Awakening
10 - Vagrants In Space
11 - Calling The Sun
12 - Exile
13 - The Cycle
14 - Twist In My Sobriety


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Sisters Of Mercy



Sisters Of Mercy foi formado em 1980 por Andrew Eldritch (vocal, inicialmente bateria) e Gary Marx (guitarra), tendo se juntado a eles, alguns anos depois, o baixista Craig Adams, um outro guitarrista chamado Wayne Russel (que alguns anos mais tarde viria a sair do Sisters e fundar o The Mission, banda que mantem até hoje) e uma "drum machina" conhecida como Dr. Avalanche.

A sonoridade do Sisters é marcada por vários aspectos, dentre eles o vocal extremamente grave e profundo do Eldritch, a sonoridade soturna e com influências psicodélicas, remetendo a Doors, Velvet Underground e ícones mais recentes como Joy Division em low/midtempo, além de letras de aspecto igualmente sombrio, abordando temas como fim do mundo, morte, e literatura de suspense/horror. Eles vieram a se tornar, posteriormente, um dos alicerces principais do chamado Gothic Rock, e tiveram uma influência seminal em praticamente tudo que foi feito dentro desse subgênero, e até nas subdivisões que vieram a ser criadas nos anos seguintes. Até mesmo em seu último trabalho de estúdio, Vision Thing, se tornou um álbum seminal para o chamado Glam/Gothic Rock, que entrou em evidência no começo desta década.

O álbum que posto aqui é o segundo trabalho da banda, chamado Floodland. É um pouco diferente do primeiro, First And Last And Always, devido principalmente a um racha na banda, onde Wayne Russel saiu e formou o The Mission. Percebe-se então que o lado mais melódico e acessível que a banda possuía, cortesia do Wayne, se perdeu um pouco, dando lugar a uma sonoridade ainda mais fria, seca e obscura, embora não menos envolvente e sem perder um décimo de sua qualidade. Para dizer a verdade, até me agrada mais o estilo deste álbum do que do anterior, e ainda mais do que o seguinte, mas isso é mera questão de gosto pessoal...

O que posso dizer então é que vale muito a pena, nem que seja uma simples conferida, escutar este álbum. Não só pela sua importância histórica seminal, mas pela qualidade musical que ele também possui. Acredito que os mais chegados em post-punk e afins já saibam de cor cada acorde do CD, mas é uma boa chance de conhecer para aqueles que chegam agora neste microcosmo gótico (sic) ou são apenas entusiastas da boa música e ainda não o conhecem. Bom, é isso. Enjoy it! ;)


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[1987] Floodland

01 - Dominion - Mother Russia
02 - Flood I
03 - Lucretia My Reflection
04 - 1959
05 - This Corrosion
06 - Flood II
07 - Diven Like The Snow
08 - Never Land
09 - Torch
10 - Colours


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