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Lunatic Soul




Lunatic Soul é o projeto solo do Mariusz Duda, vocalista e baixista do Riverside, banda polonesa de Prog rock que vem tendo um grande reconhecimento de mídia e público nos últimos tempos, especialmente com o último álbum Rapid Eye Movement (que ainda pretendo postar aqui, diga-se de passagem :] ). O som do Lunatic Souls difere um pouco do trabalho de sua banda e de outras bandas similares como Indukti e Quidam, devido a onipresença de violão junto com sintetizadores e elementos eletrônicos (!) e influência de música oriental (!!), mas mantendo ainda a atmosfera de sua banda original.

De fato, isso soa estranho e até paradoxal, mas desde as primeiras notas se percebe que essa mistura um tanto inusitada se encaixa perfeitamente e cada momento e expandiu os horizontes sonoros e harmônicos do Riverside a outros níveis, dando um ar mais intimista as músicas e até meio épico, soando às vezes como uma trilha sonora e outras apenas como "música para ir dormir".

Em resumo, é um álbum extremamente bem feito e até original em sua proposta, que nos transmite uma atmosfera relaxante ainda que levemente melancólica e obscura de forma espontânea e impressionante. Bom, ficadica! ;)

//Update: Novo álbum do Lunatic Soul, segue link abaixo. Diria até que é melhor do que o antecessor, simplesmente... foda! Aproveitem, e sem moderação. ;)

//Update 2: Aproximadamente um ano após o nascimento do II, surge o mais novo trabalho. Intitulado Impressions, o que há de se pensar ao ler os primeiros comentários sobre este álbum - o que eu mesmo pensei, por exemplo - é que se trata de um álbum de "sobras". Mas não, não é o caso, crianças. A ideia, segundo palavras do próprio Mariusz, é dar vida a ideias antigas, criadas na época dos dois primeiros álbuns, e que por algum motivo transcendental não vieram a figurar neles. Sua ideia inicial era lançá-las como B-Sides, mas achando que não faria jus a sua qualidade, resolveu simplesmente gravá-las com uma roupagem revitalizada, ou simplesmente criar um novo esqueleto, pele e face a elas. As músicas aqui são todas instrumentais, mas todas deliciosas de se ouvir da primeira a última nota, matendo aquele clima soturno e surreal com pitadinhas de música oriental aqui e acolá que tornaram os dois primeiros CDs tão aclamados e admirados.
Pois bem, enjoy it!


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[2011] Impressions

01 - Impressions I
02 - Impressions II
03 - Impressions III
04 - Impressions IV
05 - Impressions V
06 - Impressions VI
07 - Impressions VII
08 - Impressions VIII
09 - Gravestone Hill (remix)
10 - Summerland (remix)


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[2010] Lunatic Soul II

01 - The In-Between Kingdom
02 - Otherwhere
03 - Suspended In Whiteness
04 - Asoulum
05 - Limbo
06 - Escape from ParadIce
07 - Transition
08 - Gravestone Hill
09 - Wanderings


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[2008] Lunatic Soul

01 - Prebirth
02 - The New Beginning
03 - Out On A Limb
04 - Summerland
05 - Lunatic Soul
06 - Where The Darkness Is Deepest
07 - Near Life Experience
08 - Adrift
09 - The Final Truth
10 - Waiting For The Dawn


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*shels





*shels é um conjunto britânico formado das cinzas do Mahumodo em 2004, por Mehdi Safa (pelo que parece, ele é norte-americano filho de pais libaneses e iranianos), conjunto que teve um relativo sucesso no começo dessa década e seguia um estilo que muitos chamam de "art sludge", "post metal" e rótulos cada vez mais confusos e esdrúxulos, que é uma união da música progressiva com Sludge e Metal, formando texturas musicas densas e por ora obscuras e melancólicas, com toques surrealistas.

No caso do *shels, pode-se classificar a banda da mesma maneira, pois a sonoridade de ambas realmente são parecidas, apesar do Mahumodo ter uma queda maior pelo Hardcore/Screamo/whateveryouwanttonameit. Percebe-se influências musicas de grupos como Tool, dredg, Deftones e Neurosis em seu trabalho, o que o distancia um pouco de bandas como Isis, Pelican e afins, soando então mais leve e equilibrando muito bem momentos de raiva e agressividade sonora com os de melancolia e introspecção. Nota-se também algumas passagens sinfônicas ou puramente ambient, tingindo suas músicas num tipo de matiz que dá uma peculiariedade muito interessante a elas e formando texturas musicas diferenciadas. De alguma forma, suas músicas me lembram a trilha sonora de algum filme "cult" nunca produzido (?), como se cada passagem da música retratasse um tema ou um climax do mesmo filme.

De toda forma, acho muito marcante as suas composições bem como a habilidade da banda em compor algo que, mesmo não sendo muito original hoje em dia, transpõe uma gama de sentimentos e imagens de forma muito criativa e orgânica, sem soar como "mais do mesmo" e conseguir envolver o ouvinte em sua atmosfera e fazê-lo imaginar como se estivesse dentro da própria música e assistindo um filme em sua cabeça, cuja trilha sonora é composta pelas suas próprias harmonias. Enfim... I hope you enjoy it. ;)


//Reerguendo o tópico depois de quase 3 anos para deixar o mais recente trampo dos rapazes: Plains Of the Purple Buffalo. Não cheguei a pesquisar muito sobre, mas pareceu-me um trabalho conceitual, devido a evolução das faixas e maneira como são trabalhadas, bem como o nome das próprias. Tudo aqui no CD transpira e transpassa uma aura épica e cinemática, funcionando como uma jornada por esferas cósmicas inexploradas ou viagens caleidoscópicas pelos planos não-lineares do consciente.

Como sempre... aproveitem!


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[2011] Plain Of The Purple Buffalo

01. Journey to the Plains
02. Plains of the Purple Buffalo (Part1)
03. Plains of the Purple Buffalo (Part2)
04. Searching For Zihuatanejo
05. Vision Quest
06. Atoll
07. Butterflies on Luci’s Way
08. Сrown Of Eagle Feathers
09. Bastien’s Angels
10. Conqueror
11. The Spirit Horse
12. Waking
13. Leaving The Plains


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[2007] Laurentian Atoll

01 - Atoll
02 - Waters
03 - The Ghost Writer
04 - City Of The Swan
05 - Lights Of The Laurentian
06 - Fireflystarrs
07 - Wingsfortheirsmiles
08 - m


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Wolf People




Aproveitando a onda dos "Wolf" (Wolves Like Us, Ulver, et cetera), deixo aqui uma belezinha que conheci recentemente e nocauteou meus ouvidos, Wolf People. Trata-se de uma banda formada em 2006, na Inglaterra. O last.fm diz que são baseados em London, Bedford e North Yorkshire, logo, parece que cada integrante vem de um lugar diferente da terra da rainha e se reunem quando podem para fazer massas sonoras por aí.

Enfim, minha surpresa positiva com os rapazes é a fidelidade e desenvoltura com que constroem suas músicas, enquanto comparadas com a mais pura quintessência psicodélica setentista. Certamente eles devem ter ouvido muito Floyd, Camel, Van Der Graaf Generator, Caravan, Can, Amon Düll II, Jefferson Airplane, dentre outros nomes que fogem a minha mente agora, e sintetizam o que houve de melhor naqueles anos lisérgicos em cada faixa que completa o álbum que vos posto, Steeple. Se alguém me dissesse que se trata de algum álbum perdido/esquecido na poeira, naftalina, páginas amareladas e kombis multicoloridas daqueles aeons, eu não discordaria. Isso pode render perguntas, vindas de alguns mal humorados "beleza, mas cadê a originalidade e o status quo da arte em si, da constante necessidade de criação de algo novo, mimimi?", e eles tem um ponto, realmente. Mas e daí? É arte pura, crua e brilhante que transpira de cada nota aqui presente, evocando junto ao ouvint aquele sorriso meio torto em nossos lábios, abastecido por toda essa nostalgia, bucolismo, sinestesia incandescentes e assombrados pelos monstros alados e mosquitos cintilantes gerados por um vetor de bad trip. Tem como ser ruim? E mais, não é muito mais divertido do que os salvadores do rock que borbulham em profusão dos 00s em diante e nunca se tornaram o novo Nirvana?

Então, acho que o recado já foi dado. Para aqueles vidrados nessa vibe retrô movimentada por gente tipo Dead Meadow, Black Mountain (ambos já figurados aqui nessas páginas), Assemble Head In Sunburst Sound, The Black Angels, Tame Impala, e por aí vai, vão se deliciar com a galera-lobo.


Bon voyage!



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[2010] Steeple

01 – Silbury Sands
02 – Tiny Circle
03 – Painted Cross
04 – Morning Born
05 – Cromlech
06 – One By One From Dorney Reach
07 – Castle Keep
08 – Banks Of Sweet Dundee Pt. 1
09 – Banks Of Sweet Dundee Pt. 2


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Riverside



Riverside, a banda que vos posto agora, teve suas origens em 2001 na cidade de Warsaw, Polônia, por Mariusz Duda (bass guitar, vocal), Piotr Grudziński (electric guitar) e Piotr Kozieradzki (drums) e Jacek Mielnicki (keyboards), sendo que esse último saiu em 2003 da banda, cedendo lugar a Michał Łapa. Tendo lançado seu primeiro álbum também em 2003, chamado Out Of Myself e ganhando atenção quase imediata de público e mídia, o Riverside assinou com a gravadora InsideOut e lançou, posteriormanete, dois álbuns: Second Life Syndromme (2005) e Rapid Eye Movement (2007), onde os dois contribuíram ainda mais para ampliar a base de fãs e consideração de todos os demais acerca de seu trabalho, além de ter elevado o próprio universo musical da banda em si a novas dimensões, tonalidades e fronteiras.

Falando mais sobre o trabalho da banda em si, o Riverside faz parte dessa (ótima) nova onda de Prog Rock que vem surgindo nos últimos dez anos, que se encarrega muito bem de levar o legado dos grandes nomes do progressivo nos anos 70 e ainda o leva para várias outras regiões antes inexploradas (e inexistentes) para eles, sendo eles principalmente o Heavy Metal e Alternativo, tudo isso sendo devidamente transposto na forma de músicas extremamente bem-feitas, e técnicas sem abrir mão de questionamentos e aprofundamentos psicológicos e emocionais traçados de forma muito inteligente, contribuindo assim para tornar o som mais palatável e rico, em todos os sentidos. No caso do Riverside, eles ainda não abrem mão de influências psicodélicas e ambientes, conferindo uma atmosfera bastante surrealista e catártica as suas músicas, tornando-as verdadeiras viagens para mundos diversos e desconhecidos do cosmos universal e pessoal.

Depois de toda a apresentação sobre a banda e seu trabalho, vamos ao que realmente interessa. Seu mais novo CD, intitulado Anno Domini High Definition, já está na rede, tendo lançamento oficiais previstos para 22 de junho (Europa) e 14 de julho na América do Norte (claro, nós da América do Sul ficamos a ver navios once again ;D), e é ele que posto aqui agora. Para quem conhece a banda, digo que não há muitas novidades em relação aos três trabalhos anteriores, basicamente os elementos principais que fizeram o Riverside aclamado e adorado estão lá presentes, mas dessa vez percebo que eles calcaram o CD num alicerce mais metálico e técnico em relação aos outros álbuns, fato que não é nem de longe ruim (ao menos não para mim). Tirando esse pequeno detalhe, não há mais nada a acrescentar, just enjoy it! ;)

Riverside is a way of expressing reflections, dreams and fantasies through music. It is an idea for exposing emotions, for an escape from the grey or unnaturally overcoloured reality. It is a music inspired by a time, a place, a thought and a word, a figment of their own and other people's imagination. It is joy and sadness, a whisper and a scream.


//Emergindo o tópico, 2 anos e 1 semana depois, a fim de deixar seu mais novo EP, Memories in my head. Novamente os poloneses não decepcionam, entregando-nos um trabalho muito bem tecido, transitando livremente e com muita desenvoltura pelas esferas do Progressivo, Metal e uma certa psicodelia, envolta, claro, em atmosferas estelares e um ar de introspecção intelectualizada marcante. Mostra-se menos pesado do que o álbum anteriorque figura aqui nesta página, funcionando mais como uma retomada aos caminhos antigos da banda, mas não por isso menos brilhante, obviamente.

Enjoy!


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[2011] Memories In My Head (EP)

01 - Goodbye Sweet Innocence
02 - Living In The Past
03 - Forgotten Land


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[2009] Anno Domini High Definition

01 - Hyperactive
02 - Driven To Destruction
03 - Egoist Hedonist
04 - Left Out
05 - Hybrid Times


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Antonius Rex



Mais um post da série: "wtf, de onde saiu isso?!" eis que falo do Antonius Rex. Suas origens remetem ao longíquo e psicodélico ano de 1974, cortesia do italiano Antonio Bartoccetti. Após sua empreitada com a banda Jacula (sem trocadilhos infames, pfv, tem crianças lendo esse blog), que nasceu em 68 e veio a falecer 5 anos depois devido à insucesso comercial, Antonio aproveita as cinzas da banda e monta o Antonius Rex em companhia de Doris Norton e Albert Goodman, sendo o CD que vos posto, Neque Semper Arcum Tendit Rex, o primeiro fruto dessa união.

Assim como seu projeto antecessor, o AR tem o esoterismo e ocultismo como combustível primordial para suas ideias sônicas, líricas e gráficas. Obviamente, isso lhes rendeu um status cult pelos fanáticos undergrounders da época, mas, como o usual, o retorno financeiro sempre foi complicado, o que lhes renderam problemas para a continuação do seu trabalho durante os anos seguintes da década, fazendo com que eles terminassem atividades em 1980. No entanto, retomaram as atividades lá pelos idos de 2004 (!), dessa vez de forma bem inspirada e produtiva haja visto uns 5 álbuns lançados desde então, no qual, provavelmente, figurarão por estas páginas se achá-los dignos disso.

Com todo esse background, já podem imaginar o que vem por aí, não é? Uma versão evil do Van Der Graaf Generator se enveredando pelos caminhos do Avant-garde/RIO dignos de um Univers Zero e Art Zoyd, onde as letras, em latim, são sussurradas em meio a turbilhões massivos de guitarras altamente distorcidas e órgãos a sangrar notas negras e místicas isotropicamente. E o mais impressionante de tudo é ver como a produção deste álbum é excelente! Límpida e cristalina mesmo para os (elevados) padrões do Prog, de modo que mesmo as bandas mais famosas este gênero da época, com conhecimento e $$$ suficientes para obter o melhor da tecnologia setentista, teriam dificuldades de alcançar. Existem CDs de 15-20 anos atrás com piores produções, posso garantir.

Não sei se este trabalho faria o gosto de todo passante aqui deste blog, mas recomendo-o nem que seja para efeito de curiosidade, ou para assustar seus vizinhos e parentes chatos com algo pretensamente endemoniado. Enjoy it!


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[1974] Neque Semper Arcum Tendit Rex

01 - Nequer Semper Acum
02 - Pactius
03 - In Hoc Signo Vicies
04 - Non Fiat Voluntas Tua
05 - Devil Letter
06 - Aquila Non Capit Muscas


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Robert Wyatt



Bristol, UK, 1945. Nascia Robert Ellidge, mais conhecido como Robert Wyatt. Para aqueles que viveram os anos 70 em carne e osso, ou aqueles que admiram (e conhecem) mais profundamente a cena musical daqueles éons psicodélicos, Robert foi um dos fundadores do Soft Machine, uma das bandas seminais da cena de Canterbury, daonde saíram gente muito interessante como, e.g., Caravan, Gong e outros que me fogem a mente, conhecidos por trazerem matizes folk e um tanto esotéricos ao seus roques progressivos, mais do que a música pede por si só.

Tendo aprendido a tocar bateria com um amigo jazzista e não satisfeito com isso, Robert era também responsável pelas cordas vocais do Soft Machine, algo um tanto incusitado para a época - e mesmo para os padrões atuais -. Tendo abandonado o SM em 1971, devido as tão famosas diferenças pessoais e mimimis afins, fundou o Matching Mole (referência a sua antiga banda, pois Matching Mole soa como Machine Molle, tradução de Soft Machine para o francês) mas, em 1973, devido a um infeliz acidente, Robert cai de uma janela do 3º andar e perdeu os movimentos da cintura para baixo. O álbum que posto-lhes agora, Rock Bottom, é o fruto de 8 meses que ele passou internado, formado por músicas totalmente reconstruídas devido a sua condição do momento, no qual ele também decidiu se reinventar como vocalista e trocou a bateria, por razões óbvias, pelo teclado.

Sobre este Rock Bottom, é um álbum que soa estranho para aqueles habituados aos seus trabalhos anteriores, mas que, ainda em meio a todo o experimentalismo introspectivo, é de audição relativamente fácil e fluente. Não se parece com nada oriundo daquelas épocas, mas certamente aqueles acostumados com as sandices de Thom Yorke do Kid A em diante vão encontrar algo semelhante aqui. Talvez seja uma de suas fontes de inspiração, quem sabe. Todas as músicas transmitem sensação de estar imerso num oceano profundo e insondável (Rock Bottom pode ser uma boa metáfora, né?), permeado de corais quiméricos e criaturas desconhecida mas bizarramente familiares, de alguma maneira. Não seria essa uma boa representação do inner self de cada um?

No mais, trata-se de um belíssimo e esquecido álbum. Talvez por ser aparentemente impenetrável e abstrato demais para ouvidos pouco treinados, ou talvez por não lembrar em quase nada o finado Soft Machine, que rendeu reconhecimento ao Mr. Wyatt, mas nada disso tira seu brilho e criatividade exuberantes. Fica aqui como primeiro presente de natal a vocês. ;)


[last.fm]





[1974] Rock Bottom

01 - Sea Song
02 - A Last Straw
03 - Little Red Riding Hood Hit The Road
04 - Alfib
05 - Alife
06 - Little Red Robin Hood Hit The Road


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Another Vertigo Rush



A Índia é conhecida mundialmente pela sua rica e milenar cultura, belas construções, e uma grandiosa população, etc. Porém, acho que poucos tem ideia da cena musical "underground" que há no país, exceto aqueles mais aficcionados por curiosidades vindas de países, digamos, exóticos. Admito que já tive fases de ficar caçando bandas de lugares obscuros e distantes no Metal-Archives, o que me fez topar com alguns artistas hindus, óbvio, mas nada que me chamasse a atenção.

No entanto, eis que surge algo digno de fazer festa aos meus ouvidos: Another Vertigo Rush. Não sei bem sobre suas origens, a não ser que são oriundos da cidade de New Dehli e em um full-length, Murphy's Law, nascido em 2008 e que compartilharei convosco neste post. Desde a arte gráfica a temática lírica, passando, obviamente, pelas construções harmônicas, tudo aqui tem cheiro de Tool & A Perfect Circle. Não com a mesma complexidade e profundidade, até porque acho algo quase intangível de se obter a não ser pelos mesmos, mas a inspiração tá lá, de forma saudável e bem aproveitada. Como se fosse a matéria-prima das tintas com que pinta cada faixa do CD.
Outro ponto de destaque é uma boa alternância e unificação entre momentos recheados de fúria com momentos mais doces e auto-reflexivos. Afinal, a consciência humana não é muito diferente, né? Além disso, posso ainda identificar alguns matizes de Nine Inch Nails, ambiências psicodélicas Post-Rockers e, sim, ecos de Deftones e Nu Metal podem ser ouvidos em algumas passagens. Isso os torna pior? De modo algum! Até eu, que tenho preconceito com o tal subgênero (tá, eu assumo que gosto dos 2 primeiros do Defontes, resquício da adolescência), vejo tais ecos como algo bem inserido em sua música, diria que até enriquecedor. Acho que o Consecration, postado aqui a alguns meses, serve como um bom paralelo com o trabalho dos rapazes hindus, apesar do AVR parecer mais simples estruturalmente.

Por fim, devo dizer que, apesar deles não atingirem ainda seu ápice de maturidade e de criatividade, não poderiam estar na trilha mais certa para tal. Só espero que não venham a definhar e empalescer devido as prováveis dificuldades que devem enfrentar para realizarem seu trabalho em seu país natal, que imagino serem comparáveis, provavelmente piores do que em Terra Brasilis.

Pois bem... só resta dizer: Aproveitem!


[last.fm] | [myspace]





[2008] Murphy's Law

01 - Drop
02 - The Vibe
03 - Om
04 - Disconnect
05 - Conclave
06 - Phase II
07 - Prevail
08 - Connect
09 - Anger Management
10 - Prologue: Indigo Children


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Blindead



A banda Blindead foi formada em 1999 na polônia pelo ex-guitarrista do Behemoth, Havoc. Ao contrário de sua antiga banda e de grande parte da nova safra do metal polonês o som dos caras basicamente é o que hoje é conhecido como post-metal/sludge,afinal a polônia vai muito além do brutal death metal. Impossível não citar Neurosis como a principal influência dos Blindead, mas eles conseguem fazer algo que vão além de uma simples cópia, o som dos rapazes tem identidade própria. Você poderá ouvir elementos de doom tradicional, de death metal e até mesmo de industrial.

Esse cd é o segundo trabalho da banda, e o sucessor do Devouring Weakness, lançado em 2006. Composto por 7 faixas, dividas em 4 fases, o cd facilmente entra na minha lista de melhores do ano no gênero. cada faixa tem sua particularidade, que pode se tornar desolador em alguns momentos e vibrantes em outros, sem contar a capacidade musical que cada membro do grupo possui, que fazem a atmosfera das músicas ficarem unicas, as vezes até surpreendente.
Com o lançamento desse cd, o Blindead tem tudo pra figurar dentro de muito pouco tempo entre os grandes nomes do estilo. Esse ano eles ja abriram o concerto do Cult of Luna e agora em agosto terá a missão de abrir para os Neurosis na turnê que passará na Polônia, e abrir um show do Neurosis é um presente divino, sinal que esses caras merecem.
Acho melhor ninguem levar em conta o que eu tento escrever, pois quase nunca consigo passar o que eu realmente sinto ao ouvir, mas esse cd vale muito a pena ser ouvido.

/ Mais de um ano depois, os poloneses do Blindead trazem para nós o maisnovo full-lenght.
Enyoy!


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[2010] Affliction XXIX II MXMVI

01 - Self-consciousness Is Desire and
02 - After 38 Weeks
03 - My New Playground Became
04 - Dark and Gray
05 - So, It Feels Like Misunderstanding When
06 - All My Hopes and Dreams Turn Into
07 - Affliction XXVII II MMIX


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[2009] Impulse [ep]

01 - Impulse
02 - Between
03 - Distant Earths



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[2008] Autoscopia/Murder in Phazes


01 - Phaze I: Enlightenment
02 - Phaze I: Abyss
03 - Phaze II: Symmetry
04 - Phaze II: Phenomena
05 - Phaze III: Blood Bond
06 - Phaze III: A Nice Night For A Walk
07 - Phaze IV

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Agalloch




Agalloch foi formado por John Haughm e Shane Breyer em Portland, Oregon, EUa, em 1996, após a frustação de seus projetos musicais anteriores, tendo lançado seu primeiro full-length em 1999, chamado Pale Folklore. Diferente das demos e trabalhos promocionais anteriores, que emanavam uma influência de Black Metal predominante, o Pale Folklore já apresentava elementos marcantes de folk e música clássica e sinfônica, com um uso bem ponderado de bandolins, violino, expandindo largamente seus horizontes sonoros.

Sua música em si é caracterizada, também, pelas letras que sempre abordam temas introspectivos e obscuros, como a melancolia, solidão e misantropia, mas com uma forte ligação com elementos da natureza no geral, especialmente sobre paisagens no outono/inverno, o pôr-do-sol, florestas, etc. como se, de alguma forma, tentassem transpor através deles seus estados pessoais num certo momento ou puro e simplesmente falar sobre a beleza e as sensações que eles causam. Essa conexão tão forte com a natureza é notada desde o nome da banda em si, Agalloch, que é o nome de uma árvore de resina aromática chamada Aquilaria agallocha, e inclusive uma edição especial do Pale Folklore numa caixa de madeira.

Depois do Pale folklore, a banda lançou dois full-lengths, The Mantle (2002) e Ashes Against The Grain (2006), além de alguns EPs como o Of Stone, Wind And Pillor (2001), contendo material antigo da banda junto com um cover do Sol Invictus, e o The White (2008). Apesar da banda manter praticamente o mesmo estilo em todos os álbuns, repara-se que eles exploram de maneira diferente os temperos que constituem seu prisma sonoro, às vezes se focando no lado acústico e folk, em outras no lado mais Doom/Progressive Metal e até mesmo no Post-Rock.

Particularmente, acho incrível a maneira como o Agalloch consegue articular tantos elementos sonoros aparentemente dispersos de forma tão coesa e criar atmosferas harmônicas intrigntes que transmitem frieza, desolação e serenidade, ao mesmo tempo, além de retratar a beleza simples da natureza que muitas vezes nem percebemos, ainda mais aqueles que vivem em grandes cidades, como eu por exemplo. Por isso, é um das bandas que mais me impressiona e me intriga, dentre todas que conheço.

//Aproveito a deixa da postagem de outubro do ano passado para deixar-lhes um álbum deles gravado ao vivo na Bélgica neste ano de 2009. O setlist é um bom apanhado de toda a sua primorosa carreira e a qualidade de som se mostra bem nítida, captando bastante da energia do show da banda. Sortudos são aqueles que puderam comparecer a este show e presenciar tal qualidade sonora produzida pela banda.

Bem, aproveitem-o!

//Em um ano com repleto de lançamento foda como o Rosetta, Celeste, Unearthly Trance, Electric Wizard entre outros, fica até dificil dizer qual será o melhor cd de 2010. Porém algumas bandas sempre serão melhores do que as demais: Ulver, Neurosis e o caso em questão agora, o Agalloch.

Quando você tem a notícia de que sua banda preferida irá lançar um cd novo, suas expectativas são sempre as maiores possíves, porém um certo medo de decepção ainda te incomoda. Mas o legal de adorar certas bandas é que você mesmo tendo esse medo, no final das contas você acaba gostando ainda mais do que você achava que ia gostar, esse é o caso do Agalloch.
Sou suspeito pra falar de Agalloch, pois a banda esta está no meu top 3 bandas mais fodas de sempre desde 2005, e nada do que os caras fizerem irá me decepcionar.

Agalloch - Marrow of the Spirit. Melhor lançamento de 2010 de longe, e como esse ano não tem Ulver e Neurosis, a primeira posição no top 2010 já está garantida para os deuses de Portland.

Banda perfeita, músicos perfeitos, atmosfera perfeita, cd perfeito. Nem precisa falar que esse cd é essencial.

[edit by: pedro]


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[2010] Marrow of the Spirit

01 - They Escaped the Weight of Darkness
02 - Into the Painted Grey
03 - The Watcher's Monolith
04 - Black Lake Nidstång
05 - Ghosts of the Midwinter Fires
06 - To Drown


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[2009] The Silence Of Forgotten Landscapes

01 - Limbs
02 - Falling Snow
03 - As Embers Dress The Sky
04 - Dead Winter Days
05 - I Am The Wooden Doors
06 - In The Shadow Of Our Pale Companion
07 - Not Unlike The Waves
08 - Bloodbirds


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[1999] Pale Folklore

01 - She Painted Fire Across The Skyline (part 1)
02 - She Painted Fire Across The Skyline (part 2)
03 - She Painted Fire Across The Skyline (part 3)
04 - The Misshapen Steed
05 - Hallways Of Enchanted Ebony
06 - Dead Winter Days
07 - As Embers Dress The Sky
08 - The Melancholy Spirit


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Consecration




Emergindo de terras sérvias, mais precisamente da cidade de Beograd, eis o Consecration, material da minha mais recente postagem. Lembro de ter ouvido seu debut album no ano passado e ter ficado atordoado consideravelmente com a energia e densidade sônica de suas músicas, mais especialmente a faixa que fecha o álbum, Mercury Room, mas pouco ouvi deles além disso. E então, percebo o quão idiota eu sou. Explico o motivo:

Seu ponto de partida data do já longíquo ano 2000, o marco zero do novo milênio. Sua formação inicialmente era instável, e pouco ou nenhum registro desses primeiros aeons da banda sobrou, pelo menos para nós, ouvintes. Parece que um dos poucos membros remanescentes é o Danilo Nikodinovski, vocalista/guitarrista. Apesar de já ter 10 anos na estrada, seu debut, aux, nasceu tão somente no ano de 2008, cujas faixas foram escritas num curso de 6 anos, pelo menos. Pelo jeito, a paciência dos cidadãos valeu e muito a pena, pois o que vemos (ou ouvimos) aqui é um álbum maduro, inteligente, bem desenhado, texturizado, etc. evocando uma gama de nomes que abrangem os trabalhos mais recentes do Opeth, Katatonia, Oceansize, gente como Tool, Faith No More, *shels e simpatizantes, sem contar influências tímidas, mas potentes, de Neurosis, Isis e cia. Ou seja, peso, atmosferas obscuras e sufocantes, devidamente ornamentada de melancolia são codinomes certeiros para suas músicas, se são.

Tendo colocado o aux para download gratuito em sua páginae lançado também uma gravação ao vivo, o Consecration consegue chamar a atenção de mídia/público, todos eles rasgando elogios e votos de confiança para a banda. Não mais do que merecido, certamente. E em maio deste ano, vemos o seu segundo trabalho, intitulado .avi, dando sinal de vida também. Aqui, nota-se que a banda decidiu explorar ambiências post-rockeiras com mais afinco, incorporando momentos à la Sigur Rós, Slowdive, Explosions In The Sky e seus amigos à base já antes existente. Se freia um pouco o ímpeto furioso do antecessor, ganha em riqueza de ambientação técnica e psicológica.

Ainda assim, me surpreendo com seus menos de 42k plays no last.fm. Talvez o fato de virem de um país obscuro dificultem a divulgação. Ou mesmo o mau gosto generalizado das pessoas pelos 4 vértices do mundo *cof cof*. Para quem anda de saco cheio do repeteco que virou a esfera do Post-Rock/Post-Metal/whatever, estes álbuns aqui são um puro deleite. Pois bem, acho que não resta nenhuma desculpa mais para não baixá-los. Enjoy'em all!


[last.fm]
| [myspace] | [official website]





[2010] .avi

01 - Aligator
02 - .avi
03 - Cisterna
04 - Somna
05 - Idiot Glee
06 - Djavo Nije Urban


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[2008] aux

01 - Aimless
02 - Rinasek
03 - Passage (aux)
04 - Cliffhangers
05 - Absinthe
06 - Shelter_me
07 - Mercury Room


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When Day Descends




Dono com um nome simples porém poético, When Day Descends, ou simplesmente WDD, emerge das longíquas terras australianas. Mas precisavamente, da ilha da Tasmânia, localizada ao sul da ilha-mãe, conhecida mundialmente graças a Looney Tunes e seu personagem Taz. (?)

Cultura inútil a parte, WDD surgiu das mãos de Dave Caswell, noa ano de 2001, com o intuito de explorar ambiências, texturas sônicas, etc. injetadas com um feeling nostálgico, auto-reflexivo, de fragrância outonal. Seu primeiro trabalho oficial veio à luz em 2006, uma bela coletânea de dez composições criadas no curso destes 4 anos, chamada de Transcend, onde predomina um Prog rock instrumental de corte acústico recheado com o feeling que descrevi mais acima. Depois de 4 anos de silêncio, vem o seu sucessor self-titled, onde nota-se uma mudança de direcionamento. Gravado não mais no modo solo, observamos aquele Prog Rock mais intimista transformar-se em algo mais grandioso e elaborado, metálico, e não mais instrumental, evocando nomes como Opeth, Dark Suns, dredg e Kayo Dot nos ouvidos de cada um. Ainda assim, sendo capaz de trazer-nos aquele mesmo feeling com cheiro de pôr-do-sol (when day descends, hãhã), brisa batendo no rosto, folhas caindo e migalhas de versos no papel ao lado.

Deixo-lhes aqui o st. e, assim que a net deixar de palhaçada e eu deixar de procrastinar, postarei o Transcend. Enjoy it!


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[2010] When Days Descend

01 - New Bell
02 - A Fragile Disguise
03 - When Trees Die alone
04 - White Feathers
05 - Comrade


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Neurosis





Não saberia o que escrever sobre esse cd, e principalmente sobre essa banda, esse quinteto de Oakland sabe como pouquíssimos a fazer da musica uma verdadeira obra de arte. Então dessa vez deixo a resenha a cargo de alguém que entende do assunto.

"Times Of Grace é a obra que melhor consegue captar a essência do que é o colectivo de músicos e artistas em torno dos Neurosis. Sofrendo apenas ligeiras alterações de formação, o esqueleto da banda manteve-se durante anos o que permitiu um crescimento visível de álbum para álbum. Times Of Grace é o estado da maturidade adulta por excelência. É nesta qualidade que os seguidores da carreira da banda poderão encontrar os prós e os contras de Times Of Grace. No seu interior está a rebelde vontade de liberação violenta que acompanhou os primeiros discos e um iluminado desejo de flutuar e deixar render o espírito, de sossego envelhecido. São o reflexo de um equilíbrio que demoverá os adeptos da agressividade ruidosa, tão patente no metal, e que não terá a capacidade de atrair mentes adversas a essa mesma agressividade, a esse mesmo género. Permanecerão aqueles que se renderam à banda, que se cobrem com os seus ramos e bebem da sua seiva. Para estes (nós), Times Of Grace será um álbum cujas raízes penetrarão no futuro, relembrando-lhes com uma pulsante vida de onde vieram e a onde poderão regressar.

Paralelamente à edição de Times Of Grace foi lançado pelo alter-ego dos Neurosis, o projecto de experimentação sónica e ambiental Tribes Of Neurot, um disco intitulado Grace. O objectivo proposto está em ouvir-se em simultâneo as duas obras. O resultado, depois da conjugação em estéreo (ao quadrado) dos dois discos, é uma intensificação sónica que foge à descrição literária e que provoca uma longa efusão lírica. Mais que uma ideia original, é um desafio sensorial de profundidade abismal." by: Gonçalo Sítima

/Registro ao vivo de uma das melhores bandas de sempre no melhor festival do mundo.
Altamente recomendado.

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[2010] Live at Roadburn 2007

01 - Given To The Rising
02 - Burn
03 - A Season In The Sky
04 - At The End Of The Road
05 - Crawl Back In
06 - Distill
07 - Water Is Not Enough
08 - Left To Wander
09 - The Doorway


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[1999] Times of Grace + Grace (Combined)

01 - Suspended in Light
02 - The Doorway
03 - Under the Surface
04 - The Last You'll Know
05 - Belief
06 - Exist
07 - End of the Harvest
08 - Descent
09 - Away
10 - Times of Grace
11 - The Road to Sovereignty

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Smallman




Quando se trata de idiossincracia, eis uma banda que explora a essência da palavra. Os Smallman são um quarteto vindo das longíquas terras búlgaras, cujas origens e pormenores eu pouco encontrei pela world wide web. Só sei que seu novo trabalho, Labyrinth Of Present, é seu segundo álbum até o momento e parece ser o seu ápice criativo, rendendo-lhes atenção da crítica, público e etc etc etc.

Sua linha sonora orbita entre os horizontes arquitetados por gente como Tool, A Perfect Circle, Deftones e afins bem como o chamado Post-Metal projetado e evoluído por gente do calibre do Neurosis, Isis et al, temperado devidamente com elementos de música búlgara e armênia (?!). Isso mesmo que você ouviu, não foi um delírio do indivíduo que vos escreve. Ainda que estes elementos exóticos sejam mais um plano de fundo do que o desenho em si, suas músicas ganham um novo contorno quando estes são injetados nela. A temática lírica, pelo que percebi, parece também tomar rumos esotéricos e espirituais, invocando uma atmosfera obscura, profunda e transcendentalista.

Se não atingiu ainda um patamar mais elevado de reconhecimento e criatividade musical, creio que o evoluir do tempo se encarrega de fazê-los sem nenhum problema. Por fim, não me resta mais nada a dizer a não ser: deleitem-se!

"For a long time now he longed to stop and rest. We did not object and did not accuse him of idleness. Smallman has reached the end of this journey and has found an answer to his questions, asked once and somewhere, which have shaped the character we now know. We are left with the memory of the experience, the feeling of and expectation for new meetings with him. We felt this moment has come and we looked for him again..."


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[2010] Labyrinth Of Present


01 - Irreversible
02 - Ocean
03 - Ouroboros
04 - The Life of The Yellow Leaf
05 - 7
06 - The Cube
07 - Labyrinth of Present
08 - Odyssey


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