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Lunatic Soul




Lunatic Soul é o projeto solo do Mariusz Duda, vocalista e baixista do Riverside, banda polonesa de Prog rock que vem tendo um grande reconhecimento de mídia e público nos últimos tempos, especialmente com o último álbum Rapid Eye Movement (que ainda pretendo postar aqui, diga-se de passagem :] ). O som do Lunatic Souls difere um pouco do trabalho de sua banda e de outras bandas similares como Indukti e Quidam, devido a onipresença de violão junto com sintetizadores e elementos eletrônicos (!) e influência de música oriental (!!), mas mantendo ainda a atmosfera de sua banda original.

De fato, isso soa estranho e até paradoxal, mas desde as primeiras notas se percebe que essa mistura um tanto inusitada se encaixa perfeitamente e cada momento e expandiu os horizontes sonoros e harmônicos do Riverside a outros níveis, dando um ar mais intimista as músicas e até meio épico, soando às vezes como uma trilha sonora e outras apenas como "música para ir dormir".

Em resumo, é um álbum extremamente bem feito e até original em sua proposta, que nos transmite uma atmosfera relaxante ainda que levemente melancólica e obscura de forma espontânea e impressionante. Bom, ficadica! ;)

//Update: Novo álbum do Lunatic Soul, segue link abaixo. Diria até que é melhor do que o antecessor, simplesmente... foda! Aproveitem, e sem moderação. ;)

//Update 2: Aproximadamente um ano após o nascimento do II, surge o mais novo trabalho. Intitulado Impressions, o que há de se pensar ao ler os primeiros comentários sobre este álbum - o que eu mesmo pensei, por exemplo - é que se trata de um álbum de "sobras". Mas não, não é o caso, crianças. A ideia, segundo palavras do próprio Mariusz, é dar vida a ideias antigas, criadas na época dos dois primeiros álbuns, e que por algum motivo transcendental não vieram a figurar neles. Sua ideia inicial era lançá-las como B-Sides, mas achando que não faria jus a sua qualidade, resolveu simplesmente gravá-las com uma roupagem revitalizada, ou simplesmente criar um novo esqueleto, pele e face a elas. As músicas aqui são todas instrumentais, mas todas deliciosas de se ouvir da primeira a última nota, matendo aquele clima soturno e surreal com pitadinhas de música oriental aqui e acolá que tornaram os dois primeiros CDs tão aclamados e admirados.
Pois bem, enjoy it!


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[2011] Impressions

01 - Impressions I
02 - Impressions II
03 - Impressions III
04 - Impressions IV
05 - Impressions V
06 - Impressions VI
07 - Impressions VII
08 - Impressions VIII
09 - Gravestone Hill (remix)
10 - Summerland (remix)


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[2010] Lunatic Soul II

01 - The In-Between Kingdom
02 - Otherwhere
03 - Suspended In Whiteness
04 - Asoulum
05 - Limbo
06 - Escape from ParadIce
07 - Transition
08 - Gravestone Hill
09 - Wanderings


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[2008] Lunatic Soul

01 - Prebirth
02 - The New Beginning
03 - Out On A Limb
04 - Summerland
05 - Lunatic Soul
06 - Where The Darkness Is Deepest
07 - Near Life Experience
08 - Adrift
09 - The Final Truth
10 - Waiting For The Dawn


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Zola Jesus




Confusão de sentimentos. Pelo jeito, essa foi e sempre será a tônica da carreira ainda iniciante, mas agitada, de Nika Roza Danilova. Na verdade, essa americana de nome tão curioso prefere ser chamada de Zola Jesus. Ela explica: “quando estava no colégio, gostava muito de Émile Zola”, escritor francês do século dezenove, “e Jesus, bem, por que não Jesus?”. É verdade. Por que não colocar lado a lado o maior líder religioso da história e um dos expoentes do naturalismo literário? Por que não ter em seu nome um pouco da confusão de sentimentos que a sua música vai trazer? Para Nika, do alto dos seus vinte anos de idade, não há um por quê que não tenha resposta.

Ainda que tenha saído de um cantinho esquecido por Deus do interior do estado de Wisconsin, a cantora é aluna aplicada do pós-punk britânico. Nada mais indicado para quem começou aos 10 anos cantando ópera, certo? Para desafiar a lógica mais uma vez, o Zola Jesus lança o enegrecido Stridulum, EP de seis lindas canções com seus arranjos tombados completamente para o gótico, enquanto letras algo mais esperançosas mostram como Danilova não veio para dar respostas, e sim para acentuar as perguntas.

“Night” abre os trabalhos com teclados pesados. A voz de Nika se destaca ao lado da percussão ritmada, tornando a faixa uma passagem precisa e necessária para se entender um pouco do universo do Zola Jesus. A bonita “I Can’t Stand” é Nika jurando para um amigo que tudo vai melhorar, ainda que não seja mesmo fácil lidar com um coração partido. Ao fechar com um grito de socorro, na vibrante “Manifest Destiny”, o Zola Jesus dá mais uma vez o benefício da dúvida, tranca a certeza em um lugar longe daqui e faz com que a gente aprenda que os sentimentos nunca estão corretos o bastante para que você durma tranquilo esta noite. [by: style-a-holic]

Recomendado para apreciadores do trabalho da Bat for Lashes, Fever Ray, Soap & Skin entre outras divas da música bizarra e bela.

//Aproximadamente um ano depois do seminal debut, a moça de nome complicado volta a nos assombrar com um novo trabalho. Sob o nome de Conactus, sua verve ganha uma roupagem ainda mais tensa e soturna, distanciando-se um pouco das melodias de tempero levemente pop e grudentos do primeiro CD em detrimento de tons mais etéreos e flutuantes, como se cada nota e o som da sua voz ressoassem como uma névoa fantasmagórica em meio a florestas esquecidas do cosmos, traçando um paralelo mais íntimo com gente a la Fever Ray. Poucas pessoas no mundo seriam capaz de nos entregar algo assim e evocar tão naturalmente gente oldschool tipo Siouxsie, Nico sem perder identidade. E isso tudo porque ela tem "somente" 21 invernos...

Enjoy!


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[2011] Conactus (Sacred Bones)

01 - Swords
02 - Avalanche
03 - Vessel
04 - Hikkikimori
05 - Ixode
06 - Seekir
07 - In Your Nature
08 - Lick The Palm Of The Burning Handshake
09 - Shivers
10 - Skin
11 - Collapse


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[2010] Stridulum II

01 - Night
02 - Trust Me
03 - I Can´t Stand
04 - Stridulum
05 - Run Me Out
06 - Manifesty Destiny
07 - Tower
08 - Sea Talk
09 - Lightsick

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The Angelic Process




The Angelic Process foi formado em 1999 por K. Angylus e MDragynfly, nos EUA, tendo lançado um álbum neste mesmo, depois entrando num hiato de 1999 a 2003, lançando vários álbuns a partir de então. O som da banda é algo muito característico, seguindo o que chamam hoje de "Drone Metal", caracterizado pela construção de paredes sonoras reverberantes e densas, em padrões repetitivos.

Mas ela se destaca em relação aos artistas do gênero por fazer algo bem diferente deles. Ainda que sigam essas características descritas acimas, o som deles possui uma musicalidade bem acima da média (do gênero) e uma acessibilidade maior também, refletinfdo influências diretas de grupos Shoegaze como My Bloody Valentine, em especial, e ecos de Industrial provindos de Coil e Godflesh. As músicas também são consideravelmente curtas para o gênero, em torno 5-7 minutos de duração, o que dá um tempero mais especial a eles. É digno de destaque o modo como conseguem embrulhar uma sonoridade densa, amorfa e obscura do Drone numa capa envolvente e de fácil degustação. Se tivesse como descrever os sons em imagens, diria que me lembra um cenário pós-apocalíptico com inspiração surrealista obscura, algo digno de um Beksinski.

Este é o último álbum lançado pelo duo, em 2007. A banda entrou em hiato indefinido em outubro do mesmo ano, devido a um problema nas mãos do K. Angylus que o impediria de tocar. E, a poucos meses, também veio a notícia de sua morte, em 26/4/2008. Não se sabe ainda a causa, especula-se que foi suicídio. Seja qual for, sem dúvidas é uma grande perda, pois ele fez um trabalho incrível... espero que esteja agora em seu processo angélico. R.I.P [review by: carlos.]

E após 4 anos da morte de Kris, surge na internet uma demo perdida datada de 2003. No link abaixo vocês poderão confirmar a genialidade de um músico que deixou esse mundo muito cedo. Simplesmente maravilhosa as músicas.

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[2003] Solipsistic

01 - Mouvement - Prepare To Evacuate Soul
02 - Solipsistic
03 - Deep Calls To Deep
04 - Tragedy De' Ovair
05 - Mouvement - Sympathy Interrupts My Blood
06 - My Blood Still Whispers
07 - Dismembered Antonella
08 - Mouvement - Crippled Healing
09 - Missing The Space Around You
10 - Nothing But Self Exists
11 - Mouvement - Solipsistic Darkness
12 - Consciousness (Showered In Afterwhile)
13 - Self Portrait In Water



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Blueneck





Blueneck foi formado em 2000 na Inglaterra, mais precisamente na cidade de North Somerset. Apesar de já ter quase dez anos de estrada, só em 2006 é que veio a vida o seu primeiro trabalho oficial, chamado Scars Of The Midwest e, três anos depois, o seu sucessor: The Fallen Host.

As letras, longe da temática convencional, se desenvolveram em um ambiente cinematográfico de ruídos e sombras, vocais crescendos, todos criados com sintetizadores analógicos. A banda tem uma distinta sutileza artesanal sobre a sua música que obriga o ouvinte a participar e envolver-se em seu mundo. Michael Maidment (tocou com Aereogramme, Cult of Luna, iLiKETRAiNS e Thirteen Senses) se juntou ao Blueneck para dar suporte às apresentações ao vivo.

Ambos os álbuns tem como característica comum a atmosfera obscura, densa e instigante que permeia cada átomo sonoro que os constituem. Percebe-se, além da base post-roqueira, uma influência bem pronunciada de Ambient Music, bebendo diretamente da fonte criada pelo Brian Eno e nomes que misturam estes dois estilos como ninguém (Hammock, por exemplo), mas ainda deixando lugar para explosões de fazer tremer as pálpebras e todo o sistema nervoso central mesmo do indivíduo mais gélido que existe na Terra. Enquanto isso, as músicas vocalizadas já nos remetem a nomes como Anathema e Antimatter, especialmente este último, fazendo reviver (e muito bem) a densidade melancólica e catártica de suas músicas, ao seu próprio modo.

Quem gosta daquele post-rock mais "sombrio" e um pouco mais pesado (na linha The Pax Cecilia, Cecilia:Eyes, iLiKETRAiNS, Her Name Is Calla) e os nomes já citados, certamente iria apreciar seu trabalho e deixar algum lugar cativo em seu CD (ou mp-n player) ou mesmo em seu Hard Disk para ele.

"Blueneck’s music has developed into a cinematic soundscape of ambient atmospherics, dark skeletal rhythms and swirling crescendos, all created with analogue synths, sparse piano and huge, soaring guitars. Having already produced a series of demos, each one evolving further into atmospheric territory than the last, the band have teamed up with producer and musical visionary Corin Dingley for their first full-length album “Scars Of The Midwest”. Blueneck operate in a similar post-rock territory to bands such as Godspeed! You Black Emperor, Sigur Ros and Mogwai, but having spent a year and a half locked away recording in the hills of deepest Somerset, they have delivered a dark, dynamic masterpiece which has a sound truly their own."


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[2011] Repetitions

01 - Pneumothorax
02 - Sawbones
03 - Venger
04 - Sleeping Through A Storm
05 - Una Salus Victus
06 - Ellipsis
07 - Barriers Down
08 - The Last Refuge
09 - Lopussa


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[2009] The Fallen Host

01 - (Departed From Me, Who Are Cursed)
02 - Seven
03 - Low
04 - The Guest
05 - Children Of Ammom
06 - Weaving Spiders Come Not Here
07 - Lilitu
08 - Revelations

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[2006] Scars of the Midwest

01 - The Hills Have Eyes
02 - Judas! Judas!
03 - Oig
04 - Le-465
05 - Ub1
06 - Epiphany
07 - Ub2
08 - Amoc
09 - Yesterday's Forgotten

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Giles Corey




Giles Corey, ou simplesmente GC, é o projeto encabeçado por uma das metades do Have a Nice Life. No caso, o Sir. Dan Barrett. Logo, qualquer semelhança com o HANL não é mera coincidência, como podem prever. Aliás, parece que o trabalho do HANL vem justamente das influências dos trabalhos solos de cada metade dele, pois o Tim Macunga (nome estranho, eu sei), líder do projeto, tem uma banda de Black Metal + Dark Ambient + Shoegaze com toques psicodélicos, Nahlvar. Ou seja, HANL nada mais é do que a junção de forças criativas sonoras do microcosmos dois cidadãos...

Enfim, meu ponto é: enquanto o lado mais pesado e ríspido do HANL vir do Tim, o lado mais etéreo e ambient deve vir do Dan. Neste trabalho solo, álbum self-titled, o que se percebe são várias peças musicais encobertas por uma densa, impenetrável névoa sônica, fazendo o ouvinte sentir-se caminhando por florestas ocultas numa noite sem estrelas e muito menos lua. Isso mesmo com músicas basicamente acústicas! O tom de suas letras nada mais faz do que refletir a vibe das músicas, geralmente tratando-se de temas de certo modo mórbidos e fantásticos, dignos de uma obra de Edgar Allan Poe. Para efeitos comparativos, o que ouço aqui me lembrou um bocado do Mount Eerie, postado aqui a aproximadamente 2 anos, além de gente como Natural Snow Buildings, Grouper, e também um pouco de gente como o Afterlives, (não por acaso, banda encabeçada pelo seu irmão), Sailor With Wax Wings bem como aquela galere do "Gothic Americana", tipo Woven Hand e 16 Horsepowers. Com tantas referências do tipo, não tem como não apreciar, né?

Pois então, temos aqui uma obra belíssima, perfeita para noites invernais recheadas de desolação, em meio a lugares ermos e abandonados, enquanto você passa por conflitos religiosos ou tem vontade de recitar Baudelaire e Augusto dos Anjos no cemitério mais próximo de sua casa (?). Tem como algo com tais características ser ruim? Ah, e de bônus, o CD vem com um livro de 150 páginas (?!). Então, repito, tem como ser ruim?

Enjoy!


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[2011] Giles Corey

01 - The Haunting Presence
02 - Blackest Bile
03 - Grave Filled With Books
04 - Empty Churces
05 - I’m Going To Do It
06 - Spectral Bride
07 - No One Is Ever Going To Want Me
08 - A Sleeping Heart
09 - Buried Above Ground


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Devin Townsend Project



Devin Townsend, nascido no dia 5 de maio de 1972 na cidade de New Westminster, Canada, é sem dúvidas um cara que merece atenção na cena musical hoje em dia. Sendo vocalista, multinstrumentista e produtor musical, seu trabalho de maior destaque e conhecimento é com a banda Strapping Young Lad, que se dedica a um Death Metal que flerta com influências progressivas e até industriais, onde é seu principal compositor e fundador. Além do SYL, ele também possui um projeto solo, na qual ele se dedica mais ao Prog Metal que por muitas vezes passeia pelos domínios do Jazz, blues, ambient, e até música erudita. Depois de ter lançado alguns CDs nesse seu projeto solo, ele resolveu partir começar uma nova fase do mesmo, alcunhada brilhantemente de Devin Townsend Project (sim, sou muito sarcástico às vezes), porém essa será a última (e única) vez que usarei "brilhante" nesse post de forma sarcástica. Vamos, então, ao que interessa:

Continuando do mesmo ponto onde parou em seu último trabalho solo, Ziltoid The Omnisicient, vem o álbum Ki que vos posto agora. Não muito diferente dos outros trabalhos solo do Devin, este CD tem como eixo principal o Prog Metal, porém desta vez ele segue uma abordagem bem diferente dos anteriores. Todas as músicas são construidas sobre um alicerce atmosférico que dá uma essência ao álbum bem inesperada e diferente do que se encontra por aí, mesmo em trabalhos de música progressiva, e a forma como o ambiente musical em si se entrelaça com outros ambientes vizinhos (ou não tão vizinhos), como o jazz, blues e até música pop é de se impressionar, tanto pela qualidade quanto pela criatividade com que esse ambiente é tecido e mais ainda pelo fato de que, mesmo assim, ainda soa mais pesado do que muitas bandas que carregam o rótulo de Prog Metal com orgulho nas costas *cof* - Dream Theater - *cof*. Não consigo pensar numa outra forma de toda essa miscelânia sônica soar assim, tão homogênea ainda que tão diversificada, sem ser talento e genialidade criativa.

E vale ainda lembrar que esse álbum Ki é apenas a primeira parte de quatro que farão parte desse projeto a parte do projeto a solo (?). A segunda vai se chamar Addicted, e é esperado um álbum com um approach mais simples, pesado e metálico do que a primeira parte, e além disso contará com a ilustre presença da Anneke Van Giesbergen. O terceiro se chamará Desconstruction e ainda não se sabe nada sobre ele, enquanto o quarto ainda não possui nome definido. Não sei se eles manterão o mesmo nível de qualidade ou serão, para mim, tão interessantes quanto esse Ki, mas o fato é que este já se tornou um dos melhores álbuns do ano em minha humilde opinião e merece uma ouvida atenta especialmente daqueles mais chegados a Prog Metal com uma dose saudável de experimentalismo insano. ;)

*Agora, apresento-lhes o novo trabalho do DTP (sim, seis meses depois já saiu um CD novo, sinal que o Mr. Townsend anda inspirado), sob o nome de Addicted. Nele, percebe-se uma veia metálica mais protuberante, fazendo lembrar os tempos do Strapping Young Lad só que acrescido do tempero progressivo e o espírito experimentalista do Ki. Como se não fosse o bastante, ainda temos o ar da graça da Anneke (Agua de Annique, ex-The Gathering), deixando esse trabalho ainda mais belo (literalmente e metaforicamente) do que seria. Geralmente não posto dois álbuns seguidos num único dia, mas como estou com um pouco maios de tempo livro este cedê aqui é algo digno de atenção e admiração, não poderia deixar de passar a oportunidade em branco, com toda a certeza.

Aproveitem-o. E feliz dia as bruxas! ;D

//Ressuscitando o post para deixar o mais novo ofício do Mr. Townsend. 1 ano e meio depois do Addicted e aproximadamente 2 após o lançamento do ki, vem a vida o álbum intitulado Deconstruction, no qual nosso querido Devin retoma um pouco da veia que ele arquitetou na época do Strapping Young Lad. É sem dúvidas o trabalho mais pesado desde então, salpicado com nuances industriais muito bem delineadas e, não por menos, aquele lado Prog mais sereno, resquícios do Ki. Claro, repleto também de seu humor panaquinha, como pode-se ver no nome de algumas faixas tipo "The Mighty Masturbator" e participações especiais de muita galera bacana do mundo Metal, tipo Ihsahn, Mikael Akerfeldt, Floor Jansen, dentre outros. Sua habilidade em transitar e mesclar por esferas distintas e distantes da música é algo admirável e invejável, e o tempo só tem feito que ela se desenvolva ainda mais. Não sei se será meu trabalho favorito dessa nova empreitada dele, acho difícil que algo roube o posto do Ki, para mim, mas, ainda assim, taí um dos melhores álbuns do ano, sem qualquer penumbra de dúvida.

//Reerguendo o tópico novamente, para postar o mais recente e último álbum do projeto: Ghost. A música faz jus ao nome, soando fantasmagórica, etérea, divagante, valendo-se tanto dos elementos que fizeram o Ki tão especial quanto alguns inéditos, a conferir uma atmosfera ainda mais transcendental, cósmica e, porque não dizer, 'mística, a todo o quadro musical desenhado pelo nosso amigo Devin. Soa como um excelente contraponto ao Deconstruction e não haveria melhor maneira de fechar o projeto do que esta, digo sem hesitar.

Como dito antes... enjoy'em!


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[2011] Ghost

01 - Fly
02 - Heart Baby
03 - Feather
04 - Kawaii
05 - Ghost
06 - Blackberry
07 - Monsoon
08 - Dark Matters
09 - Texada
10 - Seams
11 - Infinite Ocean
12 - As You Were


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[2011] Deconstruction

01. Praise The Lowered
02. Stand
03. Juular
04. Planet Of The Apes
05. Summera
06. The Mighty Masturbator
07. Pandemic
08. Deconstruction
09. Poltergeist


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[purchase] (to be relased on June 21st)


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[2009] Addicted

01 - Addicted!
02 - Universe In A Ball!
03 - Bend It Like Bender!
04 - Supercrush!
05 - Hyperdrive!
06 - Resolve!
07 - Ih-Ah!
08 - The Way Home!
09 - Numbered!
10 - Awake!


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[2009] Ki

01 - A Monday
02 - Coast
03 - Disruptr
04 - Gato
05 - Terminal
06 - Heaven Send
07 - Ain't Never Gonna Win...
08 - Winter
09 - Trainfire
10 - Lady Helen
11 - Ki
12 - Quiet Riot
13 - Demon League


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ps.: The album is to be released officialy on late May or early June.

ps.2: It's not about the video-game, but the fact that the song "Heaven Send" is actually called "Heaven's End". Correct this when you get the CD, please.

Ulver




Há bandas versáteis, que experimentam diversas sonoridades nos diversos álbuns que vão compondo, muitas acabam vulgarmente por ser apelidadas de “vendidas” e outros epítetos que tais. E da Noruega, vieram os Ulver. Os Ulver são, provavelmente, uma das bandas cuja metamorfose é a mais agradável e rica quando sujeita a exploração. Ao longo dos seus quase quinze anos de carreira, os Ulver propuseram-se a experimentar um pouco de tudo o que havia para experimentar. Se não, vejamos: numa fase inicial, entre 1994 e 1997 os Ulver eram conhecidos como uma banda de black metal, tendo editado três álbuns neste período. O ponto de viragem dá-se com o álbum conceptual Theme’s From William Blake’s The Marriage Of Heaven And Hell (1998), onde a banda se apresentou numa abordagem muito mais experimental, avant-garde. Os trabalhos que se seguiram foram limando cada vez mais esta predisposição para a experiência e os Ulver enveredaram por caminhos tão distintos do inicial black metal como o trip-hop e a electrónica ambiental. [hiddentrack.net]

Se há algo a que os Ulver nos habituaram desde sempre foi a esperar o inesperado. O percurso desta entidade é tão peculiar e singular que se torna redundante tentar compará-los a outros projectos ou tentar enquadrá-los dentro de algum género. Têm sido exímios exploradores de diversas paletes sonoras e artífices de ambientes envolventes e intrigantes... [amplificasom]

"Deve-se dizer neste ponto que não é fácil fazer uma review deste concerto de Ulver: não há (ainda) ponto de comparação; não havia qualquer tipo de expectativas em relação à escolha dos temas, a não ser que, qualquer que ela fosse, ficaria àquem das mesmas expectativas; sobrando para quem escreve a mera função de dizer ao mundo: “Ulver tocou ao vivo. Finalmente aconteceu. Afinal é possível passar aqueles temas para o vivo!” O que é muito mais do que algum dia pensei vir a fazer." [erodetheperson]


"This music is for the stations before and after sleep. Headphones and darkness recommended"

\Não tem o que falar. Melhor cd do ano, melhor banda do mundo.

p.s: Novo link em 320 kbps.



[last.fm] [myspace] [official website]



[2011] Wars of the Roses

01 - February MMX
02 - Norwegian Gothic
03 - Providence
04 - September IV
05 - England
06 - Island
07 - Stone Angels

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[2010] Klub Studio Live (Audience Bootleg)

1 - Eos
2 - Let The Children Go
3 - Little Blue Bird
4 - Rock Massif
5 - For the Love of God
6 - In The Red
7 - Operator
8 - Funebre
9 - Silence Teaches You How To Sing
10 - Plates 16-17
11 - Hallways Of Always
12 - Porn Piece Or The Scars Of Cold Kisses
13 - Like Music
14 - Not Saved


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[2009] The Wall Re-Built

03 - Ulver - Another Brick in the Wall


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[2009] Maihaugsalen Live (Audience Bootleg)

01 - [ladies and gentlemen]
02 - Little Blue Bird
03 - Rock Massif
04 - Funebre
05 - Let The Children Go
06 - Everybody's Been Burned (The Byrds cover)
07 - Silence Teaches You How To Sing
08 - Porn Piece Or The Scars Of Cold Kisses
09 - Plates 16-17
10 - In The Red
11 - Like Music
12 - Not Saved
13 - [thank you all]


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[2000] Perdition City


1 - Lost In Moments
2 - Porn Piece Or The Scars Of Cold Kisses
3 - Hallways Of Always
4 - Tomorrow Never Knows
5 - The Future Sound Of Music
6 - We Are The Dead
7 - Dead City Centres
8 - Catalept
9 - Nowhere/Catastrophe

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Explosions in the Sky



Texas, USA. O ano é 1999. Nasce, assim, o motivo do post de hoje, Explosions in the Sky. Fundada por quatro rapazes recém-chegados à cidade de Austin, começaram cedo a se entrosarem e semear ideias musicais, colhendo o seu primeiro fruto ainda no mesmo ano, nomeado "How Strange, Innocence". Lançado como um modesto CD-R, a banda consegue chamar atenção de muita (muita é maneira de dizer, blz?) gente nos meios alternativos undergrounds daqueles aeons, atraindo logo de primeira aqueles admiradores de bandas como o Mogwai, Godspeed You! Black Emperor e Sigur Rós, 4 bandas em plena ascenção. Não demorou muito ao EITS (não confundir com a sigla deste belo blog aqui, pfv) juntar-se ao grupo e tornar-se o quarto alicerce do Post-Rock, gênero que a banda ajudou a desenvolver e difundir junto com os outros três supracitados.

Seu segundo trabalho, Those Who Tell The Truth Shall Die, Those Who Tell The Truth Shall Live (eita nome difícil) veio à luz em 2001, ampliando ainda mais o raio de atenção e ainda mais enriquecido de inspiração e criatividade. Todas as músicas ali eram de encher os olhos, melhor, ouvidos, e levar o ouvinte a uma dimensão insondável do cosmo interno - isso senão o externo também, ao menos sob as vias da imaginação - valendo destacar o trabalho de bateria, por ora fazendo uso - e muito bem - de ritmos militares, conferindo matizes antes inéditos no mundo post-rocker. Polemicamente, a banda envolveu-se em algumas rumores acerca dos atentados de 11/ 9 daquele ano, devido a uma frase infeliz contida na sua frase, onde aparecia um avião colidindo seguido de uma frase "This plane will crash tomorrow".
Mindfuck, não? Nada melhor que a seta do tempo para apagar tais rumores. Em 2004, a banda ressurge com o album que pode ser considerado sua obra-prima, The Earth Is Not A Dead Cold Place. Harmonias siderais eclodem a cada segundo de suas 5 músicas, embarcando o ouvinte numa nave espacial a traçar trajetórias espirais por galáxias, wormholes e quasares, fazendo escala em supernovas incandescentes de explosões melódicas (agri)doces...

Além deste, temos ainda o Friday Nights Live, soundtrack da série homônima na qual o EITS deu contribuição, 21: The Rescue, de 2006, onde a banda compôs 8 músicas, cada uma num dia diferente, seguidamente, e o All of a Sudden, I Miss Everyone, este de 2007. Todos tem seus momentos de brilho e transcendência, embora não superassem a sublimidade do "The Earth...".

Enfim, depois de quase 4 anos de silêncio, a banda retorna com o "Take Care, Take Care, Take Care, ", lançado em meados de Fevereiro mas que, por via do acaso, só descobri hoje de manhã. Só o escutei duas vezes, sendo uma delas a caminho do Observatório Nacional, onde me encontro agora, mas não há como não notar e admirar a belíssima peça sonora que os rapazes fizeram, mais uma vez. Em alguns momentos, ecos do "those who tell the truth..." emergem dos headphones, em outros, fantasmas do trabalho mais recente é que divagam pela nossa mente. Se é um novo "The Earth..."? Só o tempo dirá. A primeira impressão é que, infelizmente, aquele parece ter sido um momento de inspiração único, que raramente acontece e dificilmente voltará a acontecer. Mas e daí? É um álbum, de todo modo, incrível, mostrando a várias bandinhas meia-boca da "cena" como se faz Post-rock de verdade.

Depois de tudo isso, só resta-me repetir as mesmas palavras de sempre: enjoy it! ;)


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[2011] Take Care, Take Care, Take Care,

01 - Last Known Surroundings
02 - Human Qualities
03 - Trembling Hands
04 - Be Comfortable, Creature
05 - Postcard From 1952
06 - Let Me Back In


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Brian Eno




Nascido como Brian Peter George St. John le Baptiste de la Salle Eno em Woodbrish, UK, no ano de 1948, eis um dos nomes mais influentes ainda vivos e ativos na, digamos, música alternativa. Seu legado começou com o Roxy Music, lá nos early 70's, que se propunha em fazer algo que viria a ser chamado de Glam Rock futuramente (sem qualquer relação com Poisons, Cinderellas e porcariadas afins), se assemelhando a gente como o David Bowie. Com a dissolução do RM, Brian Eno partiu para novos horizontes sonoros, se tornando o maior expoente, talvez, da tal Ambient Music, onde predominam paisagens sônicas abstratas, sem chão nem teto, preenchidas apenas com vácuo cósmico e alegorias amorfas e surreais que por vezes se transformam em tempestades de decibéis.

Parte de sua fama não vem somente de seu trabalho como músico, mas sim daqueles como produtor, já tendo em sua bagagem gente como U2, Talking Heads e mais recentemente, Coldplay. Além disso, já teve colaborações com gente não menos influente que ele, como o Robert Fripp (King Crimson), Harold Budd (outro ícone da música ambiente), dentre outros que minha memória falha em lembrar (ou porque simplesmente não conheço). Com certeza, essa habilidade como produtor deve ter ajudado, e muito, em sua empreitada como músico em si, ajudando a moldar o som a seu bel prazer. Isto se ele não investiu em produção justamente com esse intuito.

Pois bem, seu novo trabalho, intitulado Small Craft On A Milk Sea, já pode ser encontrado logo abaixo. Nele, podemos ver um pouco do Eno antigo, como no Plateaux Of Mirrors, porém enxerga-se também toques de eletrônica mais furiosa, digamos, presentes em algumas faixas, bem como toques aqui e acolá de Math/Post-Rock. Se não é um clássico definitivo do Eno, certamente é um álbum que mostra que o cara, já sessentão, continua com ímpeto e criatividade afiados, o que já o coloca num patamar acima de muita gente que parece cair aos pedaços com 20, talvez 30 anos a menos.

Bom, tá dado o recado. Aproveitem!


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[2010] Small Craft On A Milk Sea

01 - Emerald and Lime
02 - Complex Heaven
03 - Small Craft on a Milk Sea
04 - Flint March
05 - Horse
06 - 2 Forms of Anger
07 - Bone Jump
08 - Dust Shuffle
09 - Paleosonic
10 - Slow Ice, Old Moon
11 - Lesser Heaven
12 - Calcium Needles
13 - Emerald and Stone
14 - Written, Forgotten
15 - Late Anthropocene



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Labirinto




Labirinto é uma banda oriunda de São Paulo city, BR, talvez sendo a primeira banda nacional a ser postada aqui, neste espaço virtual. Sua proposta é calcada no que chamamos de Post-Rock, mas não seria correto dizer que o Labirinto é tão somente isso, já que seu universo musical não é do tipo que apresenta fronteiras e algoritmos exatos em sua arquitetura. E nem restrito a música, já que suas composições não se restringem somente a música, mas toda a arte que a envolve, como a arte gráfica, por exemplo, absorvendo influências que abrangem ainda os campos da fotografia, literatura e tudo relativo a composição artística como um todo.

Tendo já sete anos de estrada desde então, pode-se perceber que eles atingiram um grau de maturidade suficiente a ponto de nos entregarem composições muito bem tecidas, inteligentes e envolventes, claro. Grandiosas, suas durações giram entre 8-12 minutos quase sempre, absorvendo influências diversas como música ambiente, clássica moderna, minimalismo, sem contar música tradicional brasileira em alguns momentos. Uma analogia com gente como Mono e Godspeed You! Black Emperor, dentro das devidas proporções, não seria totalmente descabida, o que por si só já é algo memorável para um lugar com tão pouca cultura em meios post-roqueiros.

Deixo aqui seus dois últimos trabalhos, o EP Etéreo, lançado no ano passado, e o full-length Anatema que saiu a pouco. Este último foi gravado no estúdio Steve Albini, em Chicago, que já recebeu bandas como Nirvana e Pixies. Sinal que eles investiram pesado neste álbum, realmente, e o álbum fez muito jus a tal investimento. É bom ver que algumas bandas de Post-Rock vem surgindo por aí, a maioria delas com qualidade equiparável, senão melhor, a média das bandas que tem pelo globo a fora, exemplo de Fossil, Herod Layne, Amnese, dentre outros. Se considerarmos o pouco, talvez inexistente incentivo ao gênero pelas terras brasilis, é algo memorável e digno de atenção, de fato.

Por fim, só resta dizer: Aproveitem!


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[2010] Anatema

01 - Reverso
02 - Incendiários
03 - Chromo
04 - Huo Yao
05 - Flagelo
06 - Anatema


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[2009] Etéreo

01 - Arcabuz
02 - Temporis
03 - Silêncio Póstumo


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Sailors With Wax Wings




Idealizado em 2009, Sailors With Wax Wings é o novo filho de R. Lohren (Pyramids) . Depois de uma viagem pelo mundo, o cara deve ter ficado repleto de ispirações e experiências ao criar um disco tão foda e com tanta gente de gabarito.
Não vou falar mais sobre o cd, mas logo abaixo vou postar a lista de participações nesse debut do Sailors With Wax Wings.

R. Loren - vocals / textures
J. Leah - vocals
Ted Parsons (Swans, Jesu, Godflesh) - drums
Simon Scott (Slowdive) - electronics
Aidan Baker (Nadja) - guitar
Colin Marston (Krallice) - guitar
Vern Rumsey (Unwound) - bass
Prurient (Dominick Fernow of Hospital Productions, Cold Cave, etc) - noise / electronics
James Blackshaw (Young God Records solo artist, Current 93) - piano
Hildur Gudnadottir (Touch Records) - cello
Aaron Stainthorpe (My Dying Bride) - vocals
Jonas Renkse (Katatonia) - vocals
Marissa Nadler (Kemado Records solo artist, appears on Xasthur’s latest record) - vocals
David Tibet (Current 93) - cover art
Faith Coloccia (Mamiffer) - design, layout, painting, collage
James Plotkin (Khanate) - mastering

Precisa dizer mais?

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[2010] Sailors With Wax Wings - Sailors With Wax Wings

01 - Soft Gardens Near The Sun, Keep Your Distant Beauty
02 - There Came a Drooping Maid With Violets
03 - If I Should Cast Off This Tattered Coat
04 - And Clash and Clash of Hoof and Heel
05 - Yes, I Have a Thousand Tongues, And Nine and Ninety-Nine Lie
06 - God Fashioned the Ship of the World Carefully
07 - There Was One Who Sought a New Road
08 - Strange That I Should Have Grown So Suddenly Blind

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fingerspit



Com o advento da internet, temos uma melhor capacidade de divulgação e um número bem maior megabytes a serem trocados por unidade de tempo ao alcance dos nossos dedos. Melhor capacidade e número de megabytes que crescem aceleradamente com o passo crescente do tempo, claro. E isso nos traz muitas vantagens e coisas boas para nós ao mesmo tempo que muitas desvantagens e porcariadas, claro. Dentre as porcariadas, cito somente as mais óbvias: um overflow gigantesco de informações por segundo, no qual somos obrigados aconsumir muito antes de digeri-las, fato esse que acaba por distorcê-las e deturpá-las ao extremo, futilidade

Enquanto isso, temos aqui o fingerspit. Trata-se de mais um one-man project oriundos de terras espanholas que se dedica a um amálgama de Post-Rock, Ambient e música eletrônica desenhado com temática sideral e harmonias estelares. Nada de muito novo no front, ou o suprassumo da originalidade e genialidade musical, mas garante um bom punhado de minutos com uma audição agradabilíssima, leve, fácil, e encantadora em sua beleza cósmica.

Tá, e o que tem a ver isso com o assunto do parágrafo antecessor? Pois respondo: você acha que 99.99998% das pessoas aqui chegaria a ouvir este projeto se não fosse o crescimento das world wide web, social networks e afins? Talvez só o próprio encabeceador do projeto e seus amigos, ou talvez aqueles mais ligados ao gênero e conhecidos de produtoras do ramo, e isso sendo bem otimista. Vivendo na América do Sul, ou seja, fora do eixo Europa-América do Norte-Japão, dificilmente teríamos acesso a tais bandas e projetos. Poderíamos até conhecê-los em algum zine ou revista, porém muito dificilmente chegaríamos a tê-los ao alcance dos nossos ouvidos. E isto, pelo menos para mim (vejam bem, opinião puramente pessoal, o que não quero dizer que representa necessariamente a opinião geral), é a maior vantagem que essa expansão da rede virtual nos proporciona. O fácil acesso ao conhecimento, e facilidade de divulgação antes nunca vistos.

Por isso mesmo que sempre critico aquelas bandas que criticam a divulgação virtual. Ok, sei que artistas precisam comer e ter algum lugar para dormir também, e que gravadoras, especialmente aquelas majors, pressionam por demais para que artistas X, Y e Z atinjam um certo número de vendas. Mas aqueles undergrounds, munidos de talento e criatividade mas não de recursos, só tem a ganhar com todo essa revolução do mundo da informação que vivenciamos aqui, em plenos 2000's. E sortudo serão aqueles que fizerem um bom uso desta tecnologia, ao invés de se digladiarem inutilmente contra ela como alguns fazem (*cof Metallica cof*)

Bom, o post já ficou demasiadamente longo. Disponibilizo aqui as demos compiladas do fingerspit. Enjoy it!


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[2010] space (demos)

01 - Intro
02 - Across The Sky
03 - Last Minutes On Earth
04 - Up And Ahead
05 - Space Years
06 - Burning Ocean
07 - Inside Venus
08 - A Galaxy Rise
09 - Outro


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ps: There is a "buy now" option in the project's bandcamp, in case you wish to purchase a copy of his work.

The Timeout Drawer



"But this is what you do when you’ve grown up in an overly-comfortable suburb: you feel the pain and invent the riot. The founding members of the band, Chris Eichenseer and Jason Goldberg, have done that most of their lives - from breakdancing together in the 5th grade to starting punk and metal bands in middle school, to spending most of high school in experimental bands with midi chains that could choke a baby elephant, noodling around before IDM and post-rock were properly coined. It was natural when their interests led them to the instrumental rock outfit they found themselves inventing in the summer of 1999 - The Timeout Drawer."


Descrições de bandas de Post-Rock são sempre divertidas, não acham? Pois bem, acho que já denunciei de quem falarei aqui, do Timeout Drawer. Como também aponta o parágrafo acima, o duo (que alguns anos depois tornou-se um quarteto) mergulha de cabeça nas águas mais etéreas do Post-Rock, pintando com corais Ambient, IDM e eletrônicos suas praias sonoras. Até aí, nada de muito surpreendente, várias bandas apresentadas neste espaço fazem algo similar. Porém, é notável que existe algum combustível a mais aqui: talento.

Suas músicas fluem fácil pelos auto-falantes, docemente, evocando atmosferas de começo de noite nublados, talvez sob uma leve chuva, num recanto solitário e suburbano, no qual podemos observar da janela do 27º andar as luzes da cidade iluminando a arritimia incessante do vai-e-vém de pessoas apressadas e cansadas, as luzes de prédios vizinhos se acendendo com a chegada de várias destas pessoas, motores rugindo palavras de estresse mecânico, TVs ligadas no noticiário ou no seriado do momento, crianças contando sobre as artimanhas na mesa do jantar, panelas e fumaça exalando pelos vitrais da janela... são imagens que vem imediatamente ao degustar deste álbum aqui, o último deles, batizado de Nowonmai. Nowonmain que absorve todo o feeling dessa fotografia citadina, polvilhada de uma melancolia sutil, de uma ansiedade por dias melhores e expectativa pelo próximo nascer do sol.

Acho que os dois últimos parágrafos já são mais do que suficientes para entenderem o que se passa. Só acho triste ver a página do last.fm deles, por exemplo, tão abandonada e a banda ter pouco reconhecimento (e conhecimento), como vejo aqui. Uma pena, pois ao meu ver, temos uma pedra preciosa sonora aqui.

Então, cabe a mim tentar reverter esse panorama. Nowonmai encontra-se logo abaixo. Enjoy it.


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[2005] Nowonmai


01 - I Fall So Far And I Fall So High
02 - Bursting With Tears, I Comit To Destroying You
03 - There Is So Much Love
04 - This Narrow Room Is World Enough
05 - Nothing Can Stop Me
06 - Blue eyes And Filled With Horror
07 - Take a Look At Me Now
08 - What Looked Like The Morning Was The Beginning Of The Endless Night



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Lights Out Asia




Lights Out Asia teve sua origem no ano de 2003, pelas mãos de Chris Schafer e Mike Ystad, naturais da cidade de Milwaukee, WI, USA. Começaram a compor musica de maneira quase artesanal, onde predominava aquele espírito básico de do-it-yourself. Assim, nasceu seu debut, intitulado Garmonia. Tendo chamado atenção de pessoas como Michael Rush e da gravadora Sun Sea Sky, o então trio teve mais condições de explorar novos e diferentes horizontes sônicos por entre as multi-dimensões da variedade cósmica. E assim, veio a luz álbuns maravilhosos como Eyes Like Brontide (2006), Tanks and Recognizers (2007) e o atual In The Days Of Jupiter (2010), sendo este último a figurar nestas páginas daqui.

Sua música explora com precisão e uma incrível naturalidade os reinos etéreos onde se interceptam o Ambient, Post-Rock, Shoegaze, Downtempo, Electronica, IDM, Dream Pop, etc, etc e mais etc. que não se preocupa em se definir exatamente a que mundo pertence, mas sim a otimizar cada elemento constituinte destes subgêneros de modo a utilizá-los estrategicamente para criar novos sabores em suas peças musicais. Peças que contem uma espécie de tom cinematográfico, sideral, não por raro nostálgico, contemplativo e melancólico, regidas sempre com brilhantismo fluente que não faz você perceber que muitas delas duram mais de 10 minutos.

Bem, acho que é isso. Recomendável, altamente recomendável, para fãs de Hammock, Eluvium, The American Dollar, God Is An Astronaut, Sigur Rós, Brian Eno, dentre outros que minha mente não consegue lembrar agora. Enjoy!


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[2010] In The Days Of Jupiter

01 - All These Worlds Are Yours
02 - Except Europa
03 - Attempt No Landings There
04 - All Is Quiet In The Valley
05 - 13AM
06 - Arbres Paisible
07 - Great Men From Unhealthy Ground
08 - Currents Meet The Tide
09 - Then I Hope You Like The Desert
10 - Shifting Sands Wreck Ships
11 - Bye Bye November


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Álfheimr



Como sempre, um pequeno gole de cultura antes de começar a resenha:

"Alfheim (Old Norse: Ālfheimr, "elf home") is the abode of the Light Elves in Norse mythology and appears also in northern English ballads under the form Elphame (Elfhame, Elfame) as a fairyland sometimes modernized as Elfland (Elfinland, Elvenland)."

Com um nome desses, é certo que se trata de algo um tanto inusitado e não menos que especial, certo? Pois bem, Álfheimr é um projeto que teve seu ponto de partida em 2008, em Portland, Oregon, mas ao que parece hoje é operado em Redding, California, por Madion, Kyle et al., tendo lançado seu primeiro trabalho, intitulado These Songs We Sing Will Fade To Silence em meados de 2009 e seu sucessor, Dream Sequences, já neste ano de 2010, há não muitos meses atrás. O que se vê (ou melhor, escuta-se) em cada peça que compõe estes álbuns são nada menos do que melodias que formam nosso cotidiano. Tipo uma lua a eclipsar-se sob as folhas, ondas marinhas oscilando ao vento no fechar do dia, uma viagem de trem solitária nos confins da noite, ir para o trabalho em manhãs cobertas de névoa, esperanças de dias melhores latejando em nossas mentes... enfim, cada uma desas imagens transformadas em pura poesia sônica, simplesmente isso.

Semelhanças artísticas podem ser encontradas em gente como The American Dollar (especialmente no cd DS), Blueneck, Our Ceasing Voice, e inspirações são devidamente bebidas de fontes que atendem por Sigur Rós, Boards of Canada, música clássica contemporânea, dentre outros. Se o Álfheimr não reinventa a roda, certamente a constrói de um modo atrativo, cativante e sincero, sendo capaz de tornar nossos dias melhores. E não é isso que todo ofício artítico deveria se propor a fazer, no fim das contas?

No mais, deixo-vos aqui os dois cd's. Aproveitem!


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[2010] Dream Sequences

01 - Leaving Today/Windchill
02 - Train Tracks/Lost Signal
03 - With My Memories Leaves The Last Of You
04 - A Song For Remembering
05 - Disaffection/Anxiety Ensemble
06 - Collapse/Another Song For Remembering
07 - Hold On/Silent Film Actor
08 - Disappearing Act/Awake (Strings)


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[2009] These Songs We Sing Will Fade To Silence

01 - Wasted Times, Part One: The Moon Says "I Love You"
02 - Each Day We Pass Is Borrowed Time
03 - It shouldn't have mattered
04 - The Remmants Of Our Shatterd Lives Collide Like Glass On Glass
05 - Hypnos & Thanatos (Breathing In, Breathing Out)
06 - The Slow Approaching To Midnight
07 - Asleep And Falling There; Dead And Dying
08 - Wasted Time, Part Two: You Will Look Back On Every Second You Have Wasted. You Will Never Be Prepared To Face This


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ps: If you enjoy their music and want to help Álfheimr going on, you can donate some bucks to Madison here

Hammock



Hammock
é um duo norte-americano constituído por Marc Byrd e Andrew Thompson, em meados de 2004. Tendo lançado seu debut album Kenotic, que vos postarei em 2005, o duo alcançou quase de imediato o reconhecimento do público e mídia através deste álbum que já estava recheado de composições maduras e envolventes, ainda mais para uma banda iniciante como a deles, e logo foi expandindo sua fama através dos seus seguintes trabalhos, sendo o Maybe They Will Sing for Us Tomorrow o último deles, lançado em Maio de 2008.

Sobre o trabalho do Hammock em si, seu som passeia calmamente pelas paisagens celestes e serenas do Post-rock, Shoegaze e Ambient, muitas vezes unindo-as numa só e formando um amálgama encantador de mistério, tranquilidade e uma certa melancolia nostálgica capaz de trazer lágrimas aos olhos dos seres mais insensíveis e impassíveis, como se nos fizesse meditar sobre tudo que há de profundo entre o céu, a terra e muito além das estrelas e também o que há de mais querido em nós mesmos, como são nossos pensamentos e sentimentos mais profundos, nossas lembranças mais essenciais e os sonhos que nutrimos.

De fato, já existem algumas bandas que seguem a mesma trilha que o Hammock e muitas delas são excelentes ou até mais do que isso, mas devo confessar que nenhuma delas traduz melhor a essência sonora dos gêneros citados acima como o Hammock e nem é tão capaz de despertar tantos sentimentos ocultos e nos fazer divagar sobre a vastidão da natureza, do cosmos e de como estamos inseridos nessa grande roda como eles. Por isso, achei que merecia um lugar aqui neste blog. Para quem ainda não o conhece, digo que é altamente recomendável para quem aprecia o álbum () do Sigur Rós, Eluvium e os trabalhos do Brian Eno. Enjoy it. ;]


//Ressucitando o post aqui para deixar o mais novo álbum da banda, batizado de Chasing After Shadows, Living With Ghosts. Para mim, é o melhor trabalho que eles fizeram desde o Kenotic, trazendo sempre o melhor dos universos Shoegaze, Post-Rock e Ambient mas dessa vez, estando mais inspirado do que nunca. São 12 peças deliciosas e perfeitas para observações astronômicas, ou mesmo viagens astrais por entre os domínios ocultos do próprio Self. Quem já está familiarizado com seus trabalhos anteriores, pode ir na fé. Quem não estiver, não há melhor hora de conhecê-lo. Enjoy it. ;)


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[2010] Chasing After Shadows... Living With Ghosts

01 - The Backward Step
02 - Tristia
03 - Little Fly/Mouchette
04 - Breathturn
05 - In the Nothing of a Night
06 - Andalusia
07 - The Whole Catastrophe
08 - The World We Knew As Children
09 - Dust in the Devil’s Snow
10 - How Can I Make You Remember Me?
11 - You Lost the Starlight in Your Eyes
12 - Something Other Than Remaining


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[2005] Kenotic

01 - Before The Celebration
02 - The air Between Us
03 - Through A Glass Darkly
04 - Blankets Of Night
05 - Winter Light
06 - Miles To Go To Sleep
07 - Wish
08 - Overcast/Sorrow
09 - Glacial
10 - Kenotic
11 - Stars In The Rearview Mirror
12 - You May Emerge From This More Dead Than Alive
13 - What Heaven Allows
14 - The Silence
15 - Dawn Begins To Creep
16 - Rising Tide


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Pyramids with Nadja



“It starts in the upper atmosphere, in that rarefied air where silence sings and time is little more than an abstraction. As it makes its way down through the tree line, to sea level, to the ear canals, elliptical windows and auditory nerves of the great unwashed, the shapes begin to shift. The sine waves become more distinct: swarming, swirling guitars, drums like a churning steam press, a chorus of celestial voices. Instru- ments collude and collide in a roiling shoal and then dissipate, leaving a cavernous hole, a ghost town, the vestiges and echoes of a brief terres- trial existence. Out in Denton and “other parts of the country,” where seemingly mild psychotropic disturbances can have vast and sinister implications for certain elements within the local populaces, Pyramids conjure the cacophonies of the great unknown, one song at a time.”

Essa é a singela descrição do projeto que postarei-lhes agora, nomeado Pyramids (que não é a banda de screamo que muitos podem pensar, pelamor). Este Pyramids, na verdade, é oriundo do Texas, EUA, e faz parte do Hydra Head Record, gravadora do mastermind do Isis, Aaron Turner.

Por aí, já percebe-se que vem coisa boa por aí, certamente, o que não frusta as expectativas de ninguém. Seu som é baseado, principalmente, num esqueleto Drone/Shoegaze, que não por poucas vezes é revestido por toques de Alternative Rock, Post-punk e Industrial, fazendo lembrar em vários momentos nomes como Have a Nice Life, jesu (pós-Conqueror), Nadja, e, puxando mais pela memória, My Bloody Valentine (na fase pré-Loveless), Jesus And Mary Chain e o experimentalismo industrialóide do Swans. Suas músicas são geralmente surreais e um tanto amorfas, teceleadas por harmonias estranhas, embora bonitas, que ocultam-se sob mantos sônicos de distorção cognitiva em estágio agudo.

Depois da banda ter lançadoum álbum auto-intitulado em 2008, eles surgem de novo a cena com um trabalho feito em colaboração com o já citado Nadja. Nele, encontram-se 4 faixas que apresentam um Drone/Ambient cuidadosamente elaborado e desenhado em seu aparente minimalismo e amorfismo sonoro, de modo a fazer-nos imaginar numa viagem pelos recantos mais profundos e incogniscíveis de um oceano, onde seres de origem estranha e aparência ainda mais incomum passeiam errantes aqui e acolá e tudo parece revestido numa desolação esmagadora, ainda que extremamente serena e envolvente. Apesar de ter a mãozinha do Nadja envolvida neste álbum, junto com alguns nomes de respeito como Simon Raymonde (Cocteau Twins) e Albin Julius (Der Blutharsch), o álbum é praticamente todo cortesia do Pyramids e uma boa amostra do que ele é capaz de produzir. Uma amostra excelente, por sinal.

Quanto ao álbum em si, destaco a primeira e últimas faixas, onde, nesta última, o Drone/Ambient acaba convergindo para um Black Metal denso e atmosférico nos melhores moldes de um WITTR /Drudkh, o que surpreende os ouvidos de qualquer um (inclusive surpreendeu e muito o meu), mas de uma forma muito positiva e não menos que agradável. É um álbum mais do que recomendável para os admiradores das duas bandas envolvidas e para os que apreciam esse universo Droneiro e Ambientista (e não Ambientalista, tipo a galerë da pazverde) de um modo geral. E só um adendo, o CD ainda vem com um "Pyramids And Nadja packet", para a pessoa cultivar seu próprio jardim em casa (?!). Interessante, não?

Well, this is it, folks. 'Til next time! ;)

/Hora de editar o post do c. com o tão aguardado remix da faixa Into The Silent Waves , faixa do self-titled do ano passado, álbum este que figurou na minha lista de melhores do ano. Essa é uma das poucas parcerias que realmente fez algo espetacular.
Uma música remixada por dois artistas: o primeiro deles é o Lustmord, famoso pelos apreciadores de Dark Ambient e coisas do tipo, já o segundo são uns Noruegueses que atendem pelo nome de Ulver, e acho que só de citar a palavra Ulver, muita coisa fica clara.
Enjoy !

[edit by: Pedro]

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[2010] Pyramids with Nadja Remix 12″

01 - Into The Silent Waves (Lustmord Remix)
02 - Into The Silent Waves (Ulver Remix)


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[2009] Pyramids With Nadja

01 - Into The Silent Waves
02 - Another War
03 - Sound Of Ice And Grass
04 - An Angel Was Heard To Cry Over The City Of Rome



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