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YOB









YOB foi formado em 1996 por Mike Scheidt, nas terras cinzentas de Eugene, Oregon, onde seus membros já tinham um background local em bandas de Hardcore e Death Metal, principalmente. Mas sua proposta era diferente das bandas anteriores dos membros. Dessa vez, suas intenções eram elevar a alquimia de Doom Metal e Stoner Rock a níveis cada vez mais abissais de qualidade e profundidade musical.

O trio chamou a atenção da mídia e público desde os seus primeiros trabalhos, pela profundidade assombrosa em que suas harmonias mergulhavam dentro de cada música, pela psicodelia que então as permeava e pelo tom transcendental e esotérico de suas letras, remetendo imediatamente a bandas consagradas do gênero como Sleep, Electric Wizard, Burning Witch e Neurosis e fazendo assim a alegria (sic) dos fãs do gênero. Mas ainda assim, é de se ressaltar a identidade que eles possuem, desde o começo da carreira, não soando como um mero rip-off das bandas citadas em nenhum momento.

The Unreal Never Lived foi o último lançamento do YOB, e considerado por muitos (inclusive eu mesmo) como o melhor de todos, alcançando um nível musical que beira a perfeição no que se propuseram a fazer. É impossível não ouvir esse CD inteiro e não se sentir atordoado ou literalmente "chapado" (com trocadilho) pelas massas sonoras hipnóticas e abíssicas que emanam de cada música. Pena que, depois do lançamento desse álbum, a banda se separou e o Mike resolveu trilhar outros caminhos. De toda forma, diria que essa banda tem tudo para se tornar um dos maiores ícones do Doom/Sludge/Stoner/whatever ao lado dos carinhas que citei acima.

Álbum recomendadíssimo para quem quer derreter o cérebro até enlouquecer. So, enjoy it! ;)


//Aproveitando a brecha para postar aqui o lançamento do novo álbum, chamado The Great Cessation. Pelo jeito, a banda voltou a ativa em sua velocidade máx, ops, mínima, com direito a 5 doses sonoras capazes de fundir a massa cefálica numa pasta inválida de neurônios queimados e devidamente desmantelados. Delicioso, simplesmente!

//Aproveitando a brecha novamente para deixar-vos o trabalho mais recente dos cidadãos aqui, intitulado Atma. Neles, encontramos tudo aquilo que fez a banda "famosa" (sic) e que faz a alegria (sic²) dos fãs de seu Doom Metal massivo: Peso mastodôntico, riffs Sabbathísticos, músicas psicodelia vazando por tudo quanto é lado e aquela aura mística pseudosatânica não menos que saborosa. Perfeito para se ouvir no DOOMingo (sim, foi uma piadinha ruim e manjada), não acha? E melhor ainda para comemorar os 3 anos do vosso querido blog!

Enjoy!


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[2011] Atma

01 - Prepare The Ground
02 - Atma
03 - Before We Dreamed Of Two
04 - Upon The Sign Of The Other Shore
05 - Adrift In The Ocean


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[2009] The Great Cessation

01 - Burning The Alter
02 - The Lie That Is Sin
03 - Silence Of Heaven
04 - Breathing From The Shadows
05 - The Great Cessation


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[2005] The Unreal Never Lived


01 - Quantum Mystic
02 - Grasping Air
03 - Kosmos
04 - The Mental Tyrant


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Morne



Many, many times we hear the old cliché about a bands difficult second album. Let's put that old adage to bed right now.

After 2009's master class in dark brooding metallic hardcore, namely Feral Ward's Untold Wait we have here the follow up record. With this the band has kept their sound whilst delving into a slower more complex direction (akin to the title track from Untold Wait). It is a complex record compared to previous material not only in terms of musicianship but primarily complex in structure.

Clocking in at 66 minutes long the record lends coherence as each song follows nicely into the other making it a very comfortable listen, sweeping keyboard passages; with sparse piano add a total sense of ambience whilst the driving guitars give it much needed edge.

To my ears the key to a good production is drum sound, without it a record will sound weak no matter how good everything else sounds. Rest assured the drums are pounding and not too high in the mix; guitar tone is cutting with a subtle bass throbbing behind to make it all ultra heavy. And heavy it is. The vocals as always are not overdone and too high in the mix, they appear only when necessary and this allows the great guitar work to breathe. Lots of picked chords and great riffs, and riffs there are a plenty. Not good riffs but great riffs, a demonstration of great song-writing with amazing trademark breaks in ambience that lead to pulverizing metallic chugging punk riffs, like in personal favourite "I Will See You" the mid section is just amazing with its primal guitar work and a great solo at the end just to seal the deal. Another stand out track is track two "Edge Of The Sky" which towards the end has a powerful ambient and reverb drenched section akin to the likes of latter day Cult Of Luna.

This record embodies everything I like about music and in particular this style. It has everything, great atmosphere, heavy as fuck, great riffs, hooks that pull you into the world in which the songs were written in, a sense of hopelessness rings true throughout the record but, this record is not altogether bleak, as throughout the darkness dawn beckons and with dawn comes a new light. [by: thesleepingshaman]



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[2011] Asylum

01 - Asylum
02 - Edge of the Sky
03 - Nothing to Remain
04 - I Will See You
05 - Killing Fields
06 - My Return
07 - Volition

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Electric Wizard



Não foi por falta de gostar desse álbum que ele não esteve aqui antes, apenas não quis deixar tão expressa a minha devoção por esta que é uma das maiores obras de artes já feitas no âmbito do Stoner/Doom, senão a maior. De fato estamos tratando aqui de uma banda que levou ao máximo os preceitos do Doom dentro do Stoner, ainda que existam outros álbuns e inclusive outras bandas que sejam historicamente mais importantes do que o EW no movimento, nenhuma parece a mim ter feito algo tão característico a ponto de ser um referencial incontestável do estilo.

Indo ao que interessa pra vocês, que não vieram aqui aguentar minha babação de ovo em cima de determinado CD ou banda, em Dopethrone encontramos alguns elementos sagrados àqueles que apreciam o estilo, como a presença marcante de riffs sabbathicos, guitarras transbordando peso e aquele ar de setentismo e space rock em meio a uma boa bad trip digna de uma boa ressaca em plena segunda feira.

Aos que já vieram aqui e as minorias que leêm os posts, sabem que não sou o melhor com as palavras, então deixo ao encargo da própria banda sua definição:

"Born in Dorset, England in 1993, in a quiet country town, initially we were the product of frustration, unemployment and excessive drug abuse. But through hallucinogenic experimentation and occult sciences we realised our true potential. Eventually becoming a multi-tentacled paen to dark and weird subjects. A celebration of outre low brow art like Weird Tales, 70's horror and B-movies, head shop art, drug comix, italian pornohorror comics, Crepax, Lovecraft, Howard etc. etc...coupled with a morbid fascination in cults, witchcraft, freemasonry, biker culture, nazi mysticism and ancient occult sciences and how these dark arts can be applied to music. We have created a true one way ticket away from this dead planet. "

//Dois anos depois, aproveito a postagem do bróda Castro para deixar-vos aqui o mais recente trabalho da galere, o NBlack Masses. Tudo o que foi escrito nas linhas acima continua válido, até demais. Satanismo, psicodelia, demência, imagens oníricas terroríficas. Tem como ser ruim? Enfim, aproveitem!
[edit by: c.]

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[2010] Black Masses

01 - Black Masses
02 - Venus In Furs
03 - The Nightchild
04 - Patterns Of Evil
05 - Satyr IX
06 - Turn Off Your Mind
07 - Scorpio Curse
08 - Crypt of Drugula

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Dopethrone [2000]

1 - Vinum Sabbathi
2 - Funeralopolis
3 - Weird Tales - I.Electric Frost II.Golgotha III.Alter Of Melektaus
4 - Barbarian
5 - I, The Witchfinder
6 - The Hills Have Eyes
7 - We Hate You
8 - Dopethrone

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Blindead



A banda Blindead foi formada em 1999 na polônia pelo ex-guitarrista do Behemoth, Havoc. Ao contrário de sua antiga banda e de grande parte da nova safra do metal polonês o som dos caras basicamente é o que hoje é conhecido como post-metal/sludge,afinal a polônia vai muito além do brutal death metal. Impossível não citar Neurosis como a principal influência dos Blindead, mas eles conseguem fazer algo que vão além de uma simples cópia, o som dos rapazes tem identidade própria. Você poderá ouvir elementos de doom tradicional, de death metal e até mesmo de industrial.

Esse cd é o segundo trabalho da banda, e o sucessor do Devouring Weakness, lançado em 2006. Composto por 7 faixas, dividas em 4 fases, o cd facilmente entra na minha lista de melhores do ano no gênero. cada faixa tem sua particularidade, que pode se tornar desolador em alguns momentos e vibrantes em outros, sem contar a capacidade musical que cada membro do grupo possui, que fazem a atmosfera das músicas ficarem unicas, as vezes até surpreendente.
Com o lançamento desse cd, o Blindead tem tudo pra figurar dentro de muito pouco tempo entre os grandes nomes do estilo. Esse ano eles ja abriram o concerto do Cult of Luna e agora em agosto terá a missão de abrir para os Neurosis na turnê que passará na Polônia, e abrir um show do Neurosis é um presente divino, sinal que esses caras merecem.
Acho melhor ninguem levar em conta o que eu tento escrever, pois quase nunca consigo passar o que eu realmente sinto ao ouvir, mas esse cd vale muito a pena ser ouvido.

/ Mais de um ano depois, os poloneses do Blindead trazem para nós o maisnovo full-lenght.
Enyoy!


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[2010] Affliction XXIX II MXMVI

01 - Self-consciousness Is Desire and
02 - After 38 Weeks
03 - My New Playground Became
04 - Dark and Gray
05 - So, It Feels Like Misunderstanding When
06 - All My Hopes and Dreams Turn Into
07 - Affliction XXVII II MMIX


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[2009] Impulse [ep]

01 - Impulse
02 - Between
03 - Distant Earths



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[2008] Autoscopia/Murder in Phazes


01 - Phaze I: Enlightenment
02 - Phaze I: Abyss
03 - Phaze II: Symmetry
04 - Phaze II: Phenomena
05 - Phaze III: Blood Bond
06 - Phaze III: A Nice Night For A Walk
07 - Phaze IV

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Arktika



Alguém segura 2010 e seus lançamentos, porque desse jeito não será possível fazer um top 10-15-20 no final do ano. E olha que já estamos no final do ano e ainda teremos cds do Star of Ash, Vanessa Van Basten, Mothlite e outros.

Lembro que em algum ponto no ano passado ouvi um EP com apenas duas músicas de uma banda desconhecida, e apesar da produção ainda "amadora", foi uma porrada na orelha o som que esses alemães proporcionaram. A partir dai não tive mais noticias da banda, até que algumas semanas atrás fiquei sabendo do lançamento de seu primeiro full-lenght, intitulado At Zero.

Formado em Cologne (Alemanha) a banda foi criada em 2008 e gravou seu primeiro EP no mesmo ano que foi distribuido pela Narshardaa Records. Com algum reconhecimento a banda teve a oportunidade de fazer tour com algumas bandas como o Envy, Long Distance Calling e outras.

Composto de 7 músicas, o cd em si não apresenta nenhuma novidade do praticado pelas bandas de post-metal/sludge em geral, porém com o básico que eles fazem conseguiram gravar um dos melhores cds do gênero em 2010 (ao lado do Rosetta e do Vestiges).

Recomendado.

Arktika has five members: Marc (vocals), Jürgen (guitars), Jan (bass), Tim (guitars) and Jürgen (drums).


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[2010] At Zero

01 - We Live Our Lives In Black
02 - A Fire To Everything
03 - Interlude
04 - Vowbreaker
05 - Diorama
06 - Johnny Castle
07 - At Zero

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Unearthly Trance




Para terminar 2008 em grande estilo posto aqui o álbum que desde o primeiro segundo de blog eu desejei postar, mas nunca tive culhões o suficiente pra falar sobre ele. Unearthly Trance é mais uma das bandas, senão a melhor delas, do catálogo da Relapse Records, e nos traz um som calcado no Doom Metal com altas doses de Sludge e porque não uma presente influência de algumas raízes do Black Metal. A sonoridade da banda já vinha surpreendendo em seu penúltimo CD, The Trident, mostrando esta ser uma das novas apostas americanas para nortearam o que de melhor vem se fazendo no estilo, um Doom Metal moderno, mas isso não significa eletrônico, com uma roupagem Sludge muito bem servida, influenciada pelos grandes momentos de Neurosis, e riffs que remontam a Venom e Celtic Frost, além de claras referências ao Hardcore, formando um complexo quebra cabeças em que a densidade de determinados momentos e a velocidade e brutalidade de outros se encaixam com perfeição.

Em Electrocution, o prato de entrada é Chaos Star, uma das faixas que eles disponibilizaram no Myspace antes mesmo de sua chegada, e que me fez acreditar que este seria um dos melhores lançamentos de 2008. Poderia até falar mais dela por aqui, quem sabe se tivese escrito este review logo que ouvi o álbum pela primeira vez, mas a presença de God Is A Beast logo após faz parecer com que tudo que se ouviu antes não é poderoso o suficiente, nesta música o Doom Metal e o Sludge se fazem presentes com uma poderosa densidade que culmina no encontro entre a guitara e bateria ditando uma mesma linha dando lugar ao puro silêncio no meio da música, transformando 5 segundos em uma infindável eternidade, como se naquele momento até seu coração se recusasse a bater. Não só a isso se resume o álbum, Diseased vêm com muito peso e grandes momentos de Ryan Lipynsky fazendo vocais limpos. Já a segunda metade do CD deve em qualidade a primeira, não apresentando tanta genialidade ou ousadia na mistura musical, com destaque maior para Distant Roads Overgrown e seus quase 13 minutos, com alguns memoráveis riffs e novamente uma participação mais marcante dos vocais, mas como dito anteriormente, frente a músicas como God Is A Beast, essas deixam a desejar, longe de serem ruins, que fique claro.

Por fim, Electrocution certamente foi um dos melhores, senão o melhor, lançamento de 2008, mostrando uma nova forma de se fazer Sludge e até mesmo Doom Metal sem precisar repetir a velhas bandas, mas também sem precisar abrir mão de suas influências, uma sonoridade encorpada e caótica que coloca Unearthly Trance no panteão das melhores bandas dessa década no estilo.

\ Quase dois anos depois do post do Paulo, eis que surge mais uma perfeição musical composta por esse trio americano. V é o novo trabalho do Unearthly Trance e na minha humilde opinião o trabalho mais consistente e arrebatador da banda até hoje, colocando os rapazes em níveis de gente grande, ficando pertod e nomes grandes da cena como Neurosis e YOB.
Certamente é um dos melhores lançamentos de 2010 e com certeza irá figurar no topo da lista de muita gente no final do ano, inclusive no meu.

O Castro com certeza é a pessoa mais apropriada pra comentar sobre esse álbum, visto que ele acompanha a tragetória da banda a mais tempo que eu, sendo assim ele pode dar uma opinião mais consistente sobre o V, principalmente levando em conta os trabalhos anteriores. ou seja, aguardem a posição dele sobre este trabalho fenomenal em breve. [edit: pedro]

OBRIGATÓRIO!!!

[myspace]
| [official site]



[2010] V

01 - Unveiled
02 - The Horsemen Arrive In The Night
03 - Solar Eye
04 - Adversaries Mask 1
05 - Adversaries Mask 2
06 - The Tesla Effect
07 - Sleeping While They Feast
08 - Submerged Metropolis
09 - Current
10 - Physical Universe Distorts
11 - Into A Chasm
12 - The Leveling
13 - Untitled

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[2008] Electrocution

01 - Chaos Star
02 - God Is A Beast
03 - The Dust Will Never Settle
04 - Diseased
05 - The Scum Is In Orbit
06 - Religious Slaves
07 - Burn You Insane
08 - Distant Roads Overgrown

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Consecration




Emergindo de terras sérvias, mais precisamente da cidade de Beograd, eis o Consecration, material da minha mais recente postagem. Lembro de ter ouvido seu debut album no ano passado e ter ficado atordoado consideravelmente com a energia e densidade sônica de suas músicas, mais especialmente a faixa que fecha o álbum, Mercury Room, mas pouco ouvi deles além disso. E então, percebo o quão idiota eu sou. Explico o motivo:

Seu ponto de partida data do já longíquo ano 2000, o marco zero do novo milênio. Sua formação inicialmente era instável, e pouco ou nenhum registro desses primeiros aeons da banda sobrou, pelo menos para nós, ouvintes. Parece que um dos poucos membros remanescentes é o Danilo Nikodinovski, vocalista/guitarrista. Apesar de já ter 10 anos na estrada, seu debut, aux, nasceu tão somente no ano de 2008, cujas faixas foram escritas num curso de 6 anos, pelo menos. Pelo jeito, a paciência dos cidadãos valeu e muito a pena, pois o que vemos (ou ouvimos) aqui é um álbum maduro, inteligente, bem desenhado, texturizado, etc. evocando uma gama de nomes que abrangem os trabalhos mais recentes do Opeth, Katatonia, Oceansize, gente como Tool, Faith No More, *shels e simpatizantes, sem contar influências tímidas, mas potentes, de Neurosis, Isis e cia. Ou seja, peso, atmosferas obscuras e sufocantes, devidamente ornamentada de melancolia são codinomes certeiros para suas músicas, se são.

Tendo colocado o aux para download gratuito em sua páginae lançado também uma gravação ao vivo, o Consecration consegue chamar a atenção de mídia/público, todos eles rasgando elogios e votos de confiança para a banda. Não mais do que merecido, certamente. E em maio deste ano, vemos o seu segundo trabalho, intitulado .avi, dando sinal de vida também. Aqui, nota-se que a banda decidiu explorar ambiências post-rockeiras com mais afinco, incorporando momentos à la Sigur Rós, Slowdive, Explosions In The Sky e seus amigos à base já antes existente. Se freia um pouco o ímpeto furioso do antecessor, ganha em riqueza de ambientação técnica e psicológica.

Ainda assim, me surpreendo com seus menos de 42k plays no last.fm. Talvez o fato de virem de um país obscuro dificultem a divulgação. Ou mesmo o mau gosto generalizado das pessoas pelos 4 vértices do mundo *cof cof*. Para quem anda de saco cheio do repeteco que virou a esfera do Post-Rock/Post-Metal/whatever, estes álbuns aqui são um puro deleite. Pois bem, acho que não resta nenhuma desculpa mais para não baixá-los. Enjoy'em all!


[last.fm]
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[2010] .avi

01 - Aligator
02 - .avi
03 - Cisterna
04 - Somna
05 - Idiot Glee
06 - Djavo Nije Urban


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[2008] aux

01 - Aimless
02 - Rinasek
03 - Passage (aux)
04 - Cliffhangers
05 - Absinthe
06 - Shelter_me
07 - Mercury Room


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Neurosis





Não saberia o que escrever sobre esse cd, e principalmente sobre essa banda, esse quinteto de Oakland sabe como pouquíssimos a fazer da musica uma verdadeira obra de arte. Então dessa vez deixo a resenha a cargo de alguém que entende do assunto.

"Times Of Grace é a obra que melhor consegue captar a essência do que é o colectivo de músicos e artistas em torno dos Neurosis. Sofrendo apenas ligeiras alterações de formação, o esqueleto da banda manteve-se durante anos o que permitiu um crescimento visível de álbum para álbum. Times Of Grace é o estado da maturidade adulta por excelência. É nesta qualidade que os seguidores da carreira da banda poderão encontrar os prós e os contras de Times Of Grace. No seu interior está a rebelde vontade de liberação violenta que acompanhou os primeiros discos e um iluminado desejo de flutuar e deixar render o espírito, de sossego envelhecido. São o reflexo de um equilíbrio que demoverá os adeptos da agressividade ruidosa, tão patente no metal, e que não terá a capacidade de atrair mentes adversas a essa mesma agressividade, a esse mesmo género. Permanecerão aqueles que se renderam à banda, que se cobrem com os seus ramos e bebem da sua seiva. Para estes (nós), Times Of Grace será um álbum cujas raízes penetrarão no futuro, relembrando-lhes com uma pulsante vida de onde vieram e a onde poderão regressar.

Paralelamente à edição de Times Of Grace foi lançado pelo alter-ego dos Neurosis, o projecto de experimentação sónica e ambiental Tribes Of Neurot, um disco intitulado Grace. O objectivo proposto está em ouvir-se em simultâneo as duas obras. O resultado, depois da conjugação em estéreo (ao quadrado) dos dois discos, é uma intensificação sónica que foge à descrição literária e que provoca uma longa efusão lírica. Mais que uma ideia original, é um desafio sensorial de profundidade abismal." by: Gonçalo Sítima

/Registro ao vivo de uma das melhores bandas de sempre no melhor festival do mundo.
Altamente recomendado.

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[2010] Live at Roadburn 2007

01 - Given To The Rising
02 - Burn
03 - A Season In The Sky
04 - At The End Of The Road
05 - Crawl Back In
06 - Distill
07 - Water Is Not Enough
08 - Left To Wander
09 - The Doorway


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[1999] Times of Grace + Grace (Combined)

01 - Suspended in Light
02 - The Doorway
03 - Under the Surface
04 - The Last You'll Know
05 - Belief
06 - Exist
07 - End of the Harvest
08 - Descent
09 - Away
10 - Times of Grace
11 - The Road to Sovereignty

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Isis




O ISIS é uma banda de Post-Metal / Sludge que eu arrisco dizer que figura entre minhas bandas favoritas atualmente. Este álbum, In The Absence Of Truth, é o meu favorito da banda, até então.
O som é intenso, guitarras distorcidas e pesadas e a interpretação vocal de Aaron Turner é simplesmente fantástica. A banda foi formada no ano de 1997, em Boston e tem como membros Aaron Turner, nos vocais; Mike Gallagher, guitarra; Jeff Caxide, no baixo (ex-Red Sparowes); Aaron Harris, na bateria e Bryant Clifford Meyer, sons eletrônicos e guitarras ao vivo (Red Sparowes).
Recomendado para quem curte Red Sparowes, Cult Of Luna, Pelican, Old Man Gloom e afins.
Espero que gostem tanto quanto eu :)

//Ressucitando o tópico aqui para deixar-vos o que possivelmente é o registro derradeiro do do Isis. Como muitos devem saber, a banda resolveu traçar um ponto final na sua história, preferindo terminá-la em seu ápice do que continuar a compor álbuns sem inspiração e visando unicamente o dinheiro ganho em cima do nome que construíram. Se isto é uma escolha acertada ou não, só o tempo dirá. O fato é que tiveram uma carreira impressionante fechada com chave de ouro com o split com o não menos essencial Melvins, álbum esse postado logo abaixo. Sem mais delongas, RIP and enjoy it! [edited by: c.]


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[2010] Split

01 - Melvins - Pig House (alt. version)
02 - Melvins - I'll Finish You Off (alt. version)
03 - Isis - Waves Through The Branches
04 - Isis - The Pilable Foe


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[2009] Wavering Radiant

01 - Hall Of The Dead
02 - Ghost Key
03 - Hand Of The Host
04 - Wavering Radiant
05 - Stone To Wake A Serpent
06 - 20 Minutes / 40 Years
07 - Threshold of Transformation
08 - Way Through Woven Branches [Japanese Bonus Track]


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[2008] In The Absence Of Truth

01 - Wrists Of Kings
02 - Not in Rivers, but in Drops
03 - Dulcinea
04 - Over Root And Thorn
05 - 1000 Shards
06 - All Out Of Time, All Into Space
07 - Holy Tears
08 - Firdous E Bareen
09 - Garden Of Light

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Twilight





O Twilight é o que podemos denominar de super-grupo, já que sua formação é composta por nomes de peso do cenário BM americano e de bandas de renome como o Krieg, Nachtmystium, Minsk entre outras. Lançaram seu primeiro full-lenght em 2005 e que se tornou de cara um item obrigatório para todos os apreciadores de Black Metal e música extrema em geral, porém logo em seguida a banda anuncia o fim da carreira.

Depois do fim decretado, eis que em 2010 a banda resurge das cinzas com seu mais novo álbum, Monument To Time End. E já adianto meus caros leitores, o que irá se ouvir nesse disco é um verdadeiro dedo no olho. Vocais do inferno, bateria com quebradinhas e tudo mais e riffs absurdamente fudidos e bem elaborados. Admito que não esperava nada demais desse cd, mas logo na abertura do disco, com a The Cryptic Ascension, é possível perceber que estamos diante de um verdadeiro exemplo de como o black metal deve soar hoje em dia. Sem sombra de dúvidas o melhor lançamento de BM do ano até o momento.

Monument To Time End é uma mistura na medida do chamado black metal ortodoxo com post-metal/sludge. Talvez o motivo disso seja a presença mais que especial, do mais que gênio Aaron Turner (Isis). Nosso gigante favorito mais uma vez mostrando que seu talento ultrapassa alguns níveis de entendimento.

Disco foda e obrigatório, mesmo que você não seja fã do estilo, dê uma chance aos caras que a chance de decepção é praticamente zero.

Recomendado.


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[2010] Monument To Time End

01 - The Cryptic Ascension
02 - Fall Behind Eternity
03 - 8,000 Years
04 - Red Fields
05 - Convulsions in Wells of Fever
06 - Decaying Observer
07 - The Catastrophe Exhibition
08 - Negative Signal Omega

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Mouth of the Architect



É impossível falar de pós-metal sem mencionar os Neurosis ou Isis, mas começa a tornar-se também cada vez mais complicado não puxar os MOUTH OF THE ARCHITECT para a conversa. Isto porque, por muito que o pós-metal se esteja a transformar rapidamente numa colecção de sucessivos clichés, há valores da nova geração que conseguem pegar nas suas referências, digeri-las e transformá-las em temas a que ninguém consegue manter-se indiferente.

No caso do colectivo norte-americano, as coisas são feitas de forma subtil e complexa, desvendando a cada audição novas camadas de som. A densidade é profunda, o impacto não lhe fica atrás. Descargas violentas de distorção suja são pontuadas por um assalto de vocalizações viscerais, que se cruzam com texturas sonoras envolventes e crescendos melódicos de ouvir e chorar por mais. O dinamismo está instalado e – aliado a uma capacidade impressionante para criar riffs bem pesadões e enormes, daqueles que ameaçam frequentemente redefinir o conceito de power chord – resulta numa simbiose perfeita entre luz e escuridão.

«Time And Withering» e «The Ties That Bind» já tinham dado provas do poderio sonoro do colectivo oriundo de Dayton, no Ohio. No entanto, foi com «Quietly», o último registo de longa-duração, que os MOUTH OF THE ARCHITECT atingiram finalmente a maioridade. Mais que isso, com o álbum de 2008, o grupo conseguiu transformar a sua sonoridade numa ciência, perfeita até ao mais ínfimo pormenor. Os épicos de mais de dez minutos dos primeiros dois álbuns alternavam essencialmente entre momentos mais contundentes e outros mais introspectivos e negros, o resultado era satisfatório e... sentia-se a falta de mais qualquer coisa que os destacasse de tantas outras bandas do mesmo género.

Essa “coisa” deu-se a conhecer ao terceiro álbum, uma peça que flui como um todo e que vai crescendo há medida que os temas se vão desenvolvendo. A obra está em curso, dando seguros passos em frente até ao êxtase da conclusão. Em vez de se apoiarem apenas nos contrastes, os músicos usam-nos agora para suportarem as suas composições e fazem com que os dois elementos distintos que compõem a sua personalidade se completem entre si. [primeartists]

E eis que em 2010 a banda atinge a maturidade com o The Violence Beneath. EP composto de apenas 4 faixas, mas onde é perfeitamente visível a evolução musical dos americanos, fazendo com que o grupo fique no topo no que diz respeito ao post-metal atual.

Na minha opinião esse é o trabalho mais conciso do grupo e com ele os MotA tem todos os quesitos pra se tornar expoentes do estilo ao lado de Neurosis, Isis e Cult of Luna. Impossível não destacar o cover In Your Eyes (Peter Gabriel), que ficou absolutamente linda. Com toda certeza, um dos grandes lançamentos do ano.


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[2010] The Violence Beneath

01 - The Violence Beneath
02 - Buried Hopes
03 - Restore
04 - In Your Eyes

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VA - East Of The Wall-Year Of No Light-Rosetta Split





Bem, diferente do que normalmente postamos por aqui, deixarei-vos desta vez um split álbum onde 3 bandas muito interessantes do cenário mais alternativo do Metal (sic) participam, sendo elas East Of The Wall, Year Of No Light e Rosetta.

Sobre a primeira delas, talvez seja a menos conhecida e mais inusitada das três. Seu som transite por muitos universos distintos ao mesmo tempo ainda que tenha (e muito bem) uma identidade bem solidificada. Por muitos momentos, suas músicas nos remetem a nomes de Progressive/Math Metal como Canvas Solaris, em outros percebem-se ecos de Post-Rock e de Metal psicodélico na melhor escola de um Kayo Dot/maudlin of the Well e em outros existe aquele toque meio Ambient que me fez lembrar o Ki, do Devin Townsend Project.

Já o Year Of No Light e Rosetta devem ser mais bem conhecidos de muita gente que passa por esse blog. A primeira banda tem origens francesas lá dos idos de 2001 e se dedica ao tal-chamado Post-Metal, lembrando muito o trabalho de bandas como Cult Of Luna e já tendo feito tour com nomes de peso (literalmente) como Isis. Talvez seu maior diferencial em relação às bandas do seu gênero é a profundidade ainda mais abíssica e obscura de suas músicas, ganhando quotes como "The Cure tocando Sludge", fato esse que eu hei de concordar (com certas ressalvas, of course). Falando ainda no Cure, a outra banda do split, Rosetta, participa com uma só música e que se trata justamente de um cover deles, chamado Homesick, parte do álbum Disintegration. Cover esse que ficou excelente, devo-lhes dizer, pois consegue traduzir átomo por átomo o feeling da música original ao seu microcosmo sludge.

Sei que as postagens no blog foram meio escassas esses mês, mas, como todos aqui, foram dias muito difíceis para este aqui que escreve a resenha e penso que deve ter sido o mesmo para os meus colegas do blog, por isso peço desculpas de todo modo. Mas agora, com mais tempo livre, posso deixar mais coisinhas interessantes aqui, começando logo com este CD que me surpreendeu um bocado, pois particularmente nunca fui muito fã das três bandas participantes e agora percebo a qualidade sônica que elas possuem e não fui capaz de perceber antes.

Enfim, isso é tudo. Feliz dia 25 de dezembro todos! ;D


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[2009] Split

01 - East Of The Wall - Scumbrella (Mud Button)
02 - East Of The Wall - Scumbrella (Slit)
03 - East Of The Wall - Scrumbella (Dirt Merchant)
04 - Year Of No Light - Cimmeria
05 - Year Of No Light - Metanoia
06 - Rosetta - Homesick (The Cure Cover)


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Baroness










Formada nos Estados Unidos, Baroness se trata de mais uma grata surpresa que tive nos últimos anos no que diz respeito à música, os conheci nos idos de 2007, bem na época do lançamento do Red Album, quando assinaram com a Relapse Records, que os levava como o grande nome de seu catálogo na época, ao lado do não menos formidável Unearthly Trance. Confesso que em uma primeira audição a banda não me cativou muito, estava naquela fase de obsessão pelos mais variados derivados do sludge e achei que o que estava ali não se tratava de muito além do que apenas mais uma banda seguindo a tendência, com uma produção arrumadinha que fazia a coisa soar até meio mainstream demais (puro metaleirismo, eu sei).


Blue Record é seu mais recente lançamento e, apesar de já estar na internet há algum tempo, saiu oficialmente no mês de Outubro As doze músicas nesse registro mostram o avançado estágio de lapidação musical que a banda se encontra, apresentando uma roupagem bem refinada do sludge, com grandes toques de progressivo e guitarras donas de uma personalidade raramente encontrável, ditando sempre o ritmo da banda e produzindo uma série de riffs que grudam facilmente na cabeça, característica marcante também nos outros registros. Porém, vejo como o grande trunfo desse lançamento o trabalho executado com esses riffs e passagens, que ao longo das doze músicas vão se transformando, reestruturando e formando um grande quebra-cabeça, cumprindo diferentes funções dentro de cada uma delas, não se limitando a serem meras repetições, mas muitas vezes, dependendo da forma com que são tocados, nos colocando acerca dos diversos momentos do álbum. A utilização de tal recurso faz com que ele deva ser ouvido por inteiro e em ordem, proporcionando uma experiência ainda mais satisfatória, confesso que ao ouvi-lo de forma aleatória e separada percebi que a magia perde um pouco de seu encanto, o que não signifique que se analisarmos cada música separadamente não temos um bom material. Talvez o grande exemplo que possa citar disso é a Swollen and Halo, que sozinha já é ótima, mas quando ouvida logo após a Steel That Sleeps The Eye torna-se automaticamente épica, o contra-exemplo (se assim posso dizer) seria A Horsed Called Golgotha, que junta ou separada, por si só já é fantástica.


Como se trata de uma banda que estou há séculos para postar aqui, nada mais justo do que fazê-lo em grande estilo, portanto, para aqueles que se interessaram na tal lapidação musical da qual falei, vou disponibilizar todos os registros por eles lançados, desde os EPs First e Second até o Split com o Unpersons (que ficou popularmente conhecido como Third), e os dois LPs, Red Album e Blue Record (deu pra perceber que eles não são uma das três bandas mais criativas para nomes de CDs). Caso tenham tempo, paciência e curiosidade recomendo a audição de todos em ordem, para poder saborear cada momento de evolução da banda, afinal, ainda que tenha me referido ao Blue Record como o supra-sumo de tal evolução isso não exclui a qualidade dos seus antecessores, o próprio First é um EP que regularmente ouço, apresentando a banda de certa forma mais agressiva, mas já com os sublimes momentos que marcariam cada vez mais sua sonoridade. O que me faz lembrar que não poderia passar esse review inteiro sem uma menção honrosa ao Red Album, que após seu lançamento em 2007 foi considerado um dos melhores do ano por revistas especializadas no ramo, como a Revolver, colocando o Baroness de vez na cena gringa, levando-os a tocar em alguns dos principais festivais da Europa e Estados Unidos e consolidando sua proposta de construir um álbum pesado que não deixasse de ser intimista e límpido.


Por fim, se já não disse o suficiente sobre a banda, cabe mais um adendo a arte dos álbuns, que me chamou a atenção desde o início. Aqueles que acompanham bandas como Kylesa, Torche e Pig Destroyer certamente terão a impressão de já terem visto artes semelhantes em algum lugar, mas não se trata de mera coincidência, o guitarrista e vocalista do Baroness, John Baizley desenvolveu capas para essas e outras bandas, mostrando que seu dom para arte não se limita apenas a música.


Para aqueles que manjam inglês e curtem ler resenhas acompanhem as que postei junto com cada álbum (Red e Blue), procurei selecionar aquelas que tocam em pontos que não foram abordados nessa resenha, ou por incompetência minha ou mesmo por discordar de algumas coisas postas, confesso que prefiro não lê-las antes de escrever para não interferir em minhas impressões.


[myspace]









[2009] Blue Record

1 - Bullhead's Psalm
2 - The Sweetest Curse
3 - Jake Leg
4 - Steel That Sleeps The Eye
5 - Swollen And Halo
6 - Ogeechee Hymnal
7 - A Horse Called Golgotha
8 - O'er Hell And Hide
9 - War, Wisdom And Rhyme
10 - Blackpowder Orchard
11 - The Gnashing
12 - Bullhead's Lament


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[2007] Red Album

01 - Rays On Pinion
02 - The Birthing
03 - Isak
04 - Wailing Wintry Wind
05 - Cockroach En Fleur
06 - Wanderlust
07 - Aleph
08 - Teeth Of A Cogwheel
09 - O' Appalachia
10 - Grad
11 - [Hidden Track]


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[2007] A Grey Sigh In A Flower Husk - split with Unpersons


Baroness

01 - Teiresias
02 - Cavite


Unpersons

03 - Black Finnegan
04 - Number
05 - Dry Hand
06 - Small Gesture, A Thousand Small Happy Gestures


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[2005] Second

01 - Red Sky
02 - Son Of Sun
03 - Vision


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[2003] First

01 - Tower Falls
02 - Coeur
03 - Rise


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A Storm Of Light


Assim que o nome do Neurosis passou a se espalhar pelos vários cantos do planetas e, assim, serviu de influência e combustível criativo para jovens músicos iniciantes, como eram os do Isis e Cult Of Luna nessa época, por exemplo, conseguindo também a sua consagração e consolidação de seus nomes em seus nichos musicais, parece que este próprio nicho, chamado por alguns de Atmospheric Sludge, Post/Progressive Metal/Core ou simplesmente Post-Metal ganhou vida e passou a se tornar um ponto de referência a várias e várias bandas que floresciam ao redor do globo terrestre, fato que tornou-se ainda mais amplificado com o advento da internet e o crescimento de sites de divulgação musical como o last.fm e o myspace. De uns 3-4 anos para cá, centenas de nome pipocam e borbulham no caldeirão de bandas que se enveredam por esses caminhos, sendo muitas delas meros exemplares copy-and-paste do Neurosis e as outras citadas acima e poucas, bem poucas, possuindo alguma identidade e potencial para alcançar vôos maiores. Dentre esse grupo seleto, vem a banda que vos posto agora, A Storm Of Light.

A tempestade da luz tem na sua liderança Josh Graham, encarregado da arte visual do Neurosis e ex-líder do Red Sparowes, trabalhando em conjunto Domenic Seita (Tombs), Vinny Signorelli (Swans, Unsane) e Pete Angevine (Santized). Com nomes como esses (e com tais backgrounds), não é de se esperar algo menos do que brilhante vindo da banda, de fato. Depois de lançarem seu primeiro full-length em 2008 sob o nome pomposo de And We Wept The Black Ocean Within, nada mais do que um cataclismo sonoro de proporções colossais, além de duas músicas num split com o duo canadense Nadja, sai agora o mais novo trabalho, Forgive Us Our Trespasses.

Assim como o seu antecessor, trata-se de um álbum conceitual, onde neste caso a banda narra a jornada da raça humana pelo esquecimento e desalento do planeta completamente levado à ruina devido a destruição desenfreada de seus recursos naturais, mostrando o momento em que a Terra começa, lentamente, a se curar e renascer de suas próprias cinzas e se tornar um local habitável e agradável de se viver novamente. E devo dizer que, de fato, a atmosfera sonora que emana de cada faixa deste CD não poderia ser menos adequada a narrativa que se propôs a desenvolver, fazendo-nos sentir em meio a Terra deserta e estéril, imersa em oblívio e submersa no caos de sua (e nossa) própria existência. São músicas colossais, profundamentes obscuras e desoladoras, de modo a conseguir pintar esses cenários descritos com suas próprias notas.

Por fim, é muito aprazível ver que existem ainda bandas neste subgênero extremamente segmentado mas já popularizado (nas devidas proporções) que, ainda que bebam diretamente na fonte de suas inspirações, conseguem criar alguma identidade e personalidade sem que, para isso, necessite distorcer e desfigurar a estética do próprio subgênero, e que ainda seja capaz de estender essa estética a níveis e limiares mais elevados (ou melhor, mais profundos) do que o padrão. Para nossa sorte, existe aí a Tempestade De Luz. Enjoy it.


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[2009] Forgive Us Our Trespasses

01 - Alpha (Law of Nature Pt. 1)
02 - Amber Waves of Gray
03 - Tempest
04 - The Light in Their Eyes
05 - Trouble is Near
06 - Arc of Failure (Law of Nature Pt. 2)
07 - Midnight
08 - Across the Wilderness
09 - Time Our Saviour (Law of Nature Pt. 3)
10 - Omega

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Bloody Panda




Bloody Panda teve suas origens nos recantos de NYC, USA, no ano de 2003, quando a artista visual japonesa Yoshiko Ohara, junto com alguns músicos do underground local resolvem montar uma banda cujo intuito era levar o ouvinte toda a obscuridade, desespero e insanidade do último dia de uma Terra em ruínas, numa sonoridade que vai além dos contornos e definições impostas por diferentes gêneros musicais que temos hoje em dia.

Pois bem, isso pode soar meio clichê, eu sei disso. Mas no caso do Panda Sangrento, o buraco é realmente mais embaixo, porque eles realmente cumprem aquilo que pretendem transmitir em sua música! Seu som, de fato, não se encaixa perfeitamente em nenhum gênero ou sub-gênero dos diferentes universos musicais que temos hoje, soando como um amálgama de Sludge, Funeral Doom Metal e Drone. Os vocais da Yoshiko são raramente distinguíveis, dando a impressão de serem mais um acompanhamento da música do que outra coisa qualquer, e a banda se envereda por ritmos cadentes e apocalípticos em cada uma de suas "canções", soando como pequenos abismos sonoros onde não existe nada além de desolação e ruína em qualquer lugar que você lance seus olhos.

Tentando ser mais direto, pensem num Khanate com vocal feminino, mas com uma estrutura mais metálica e menos ambiente, temperado estrategicamente com toques vanguardistas a la Kayo Dot (banda com quem, inclusive, o BP gravou um split em 2006) e descarregado com o poderio sonoro de bandas como Unearthly Trance e Esoteric. Pronto, temos aí o plasma primordial do BP! Claro que ainda resta um bocado para que esse plasma tome forma e as proporções que conhecemos, mas já dá pra ter uma boa idéia do que se trata, para aqueles mais conhecedores das bandas e subestilos citados logo acima.

Por fim, posto agora seu mais novo álbum, intitulado Summon, saído do forno há poucos dias. Ele é fantástico, conseguindo superar o Pheromone em peso e obscuridade, algo que eu achava quase imposível de ser obtido e que, felizmente, estava enganado. Então, deliciem-se! ;)


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[2009] Summon

01 - Gold
02 - Pusher
03 - Saccades I
04 - Saccades II
05 - Miserere
06 - Grey
07 - Hashira


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Fall Of Efrafa



Fall Of Efrafa nasceu no an ode 2005 na cidade de Brighton, UK, com o intuito original de ser uma banda de Hardcore orientada por violoncelos (?!), mas que com o passar do tempo, foi incorporando diversas influências ao seu microcosmo sonoro e desenvolvendo um som bastante único e diferenciado, aliado ainda a letras contendo uma imagística anti-religiosa e libertária, algo já bem característico do meio HC, mas dessa vez bem mais elaborada do que a média do gênero, sem cair em gratuidades por vezes desnecessárias e ideologias vazias como acontece algumas vezes neste mesmo meio.

Sobre sua sonoridade, a banda conseguiu fundir influências diversas e longíquas de seu universo natural, como por ex. o Post-Metal à la Neurosis e Ambient Folk/Black Metal na linha do Agalloch e Wolves In The Throne Room. Tudo isso sob uma estrutura meio cinematográfica e progressiva nos moldes do GY! BE, criando assim músicas épicas e muito longas, muitas vezs ultrapassando 20 minutos de duração, mas que de modo algum soam cansativas ou excessivamente prolongadas, pois tudo decorre de forma bem espontânea em seu desenvolvimento. Aliás, as estruturas musicais do FOE são até bem simples, algo bastante incomum quando se trata de músicas tão longas e épicas, o que certamente contribui para a sua fácil audição e degustação.

Sobre o conceito lírico, seus três full-lengths são baseados no romance Watership Down do Richard Adams, publicado em 1972, sobre o qual transcorre a história de uma sociedade de coelhos antropomorfizados (?) fugindo de sua criação original que está a ser destruída pelo homem, e que possui seu próprio simbolismo religioso, regras sociais, linguagem, cultura, etc. (linguagem essa utilizada na construção dos títulos de algumas músicas e o nome dos álbuns) e como eles sobrevivem nessa nova sociedade, sendo esta submetida a uma ordem teocrática.

O CD que posto agora, sob a alcunha de Inlé, foi gravado há poucos dias pela banda e já está disponível para download em seu site (sim, eles disponibilizam todos os seus trabalhos para download gratuito) e resolvi publicá-lo aqui também. Apesar de não conhecer tão profundamente todos os seus álbuns, me pareceu de fato o trabalho mais maduro, conciso e bem elaborado da Queda De Elfrafa. Só como um adendo final, este álbum fecha a trilogia iniciada com Owsla e prosseguida por Elil e também fecha a carreira da banda, pois parece que, depois da turnê deste álbum, a banda vai encerrar suas atividades e cada membro seguirá seu caminho. Notícia triste? Talvez, pois a banda possui certamente um potencial criativo imenso, tanto musical quanto lírico. Mas se eles preferem terminar a banda a dar continuidade a outros trabalhos que talvez não tenham o mesmo brilho ou, então, acabem distorcendo sua proposta original, é melhor que seja assim. De todo modo, é um CD que me surpreendeu muito mais do que esperava. Raríssimas são as bandas de HC-related que eu curto e aprecio de fato seu trabalho, e esta certamente está no topo delas!


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[2009] Inlé

01 - Simulacrum
02 - Fu Inle
03 - Republic Of Heaven
04 - The Burial
05 - Woundwort
06 - The Sky Suspended
07 - The Warren Of Snares


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Minsk





O Minsk foi formado em meados de 2002. Logo no inicio da carreira eles gravaram uma demo intitulada "Burning" e sairam em Turnê pelos EUA chegando a fazer parte do cast do Templars of Doom Festival de 2004.
O primeiro full-Lenght da banda, Out of a Center Which Is Neither Dead nor Alive, foi gravado em 2004 e lançado em 2005. Durante as gravações do cd,Drew McDowell deixa a banda, com isso Sanford Parker (Buried at Sea) além de produzir o album a partir desse momento também assume o posto de baixista.
Depois da Turne a banda prepara o segundo album, The Ritual Fires of Abandonment, que foi lançado em 2007 através da Relapse Records, que assinou com a banda imediatamente devido ao seu crescimento em popularidade e da recepção positiva de seu disco de estreia.

The Ritual Fires of Abandonment é um disco provocador, grandioso e épico, pleno de atmosfera e delírio psicodélico. Os momentos tribais remete aos Neurosis, o enigmatismo do tool também é visivel assim como em alguns momentos a suavidade de um disco de doom metal. O vocal é outro ponto alto do cd, Christopher Bennett consegue criar um ambiente repleto de obscuridade, mas ao mesmo tempo belo e cativante. As musicas têm uma aura quase ritualistica e completamente alienante mas ao mesmo tempo viciante.
Este album é uma verdadeira obra prima do sludge/post-metal que nos fazem trasnpor os caminhos que vão da melancolia e por vezes nos levam a uma viagem espiritual e verdadeiramente assustadora. Um cd que absolutamente vale a pena ser ouvido,visto, revisto e principalmente sentido.

- Aproveitando a deixa do post do Pedro há alguns meses, deixo aqui o mais novo álbum do Minsk, intitulado "With Echoes In The Movement Of Stone". Quem apreciou o trabalho anterior certamente vai se deleitar e muito com esse CD aqui, pois todos os elementos e aquele climão ritualístico/esotérico que tempera suas músicas se fazem presentes, agora num nível ainda mais profundo e abrangente. Como destaque, menciono o cover do Joy Division, que ficou primoroso!


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[2009] With Echoes In The Movement Of Stone


01 - Three Moons
02 - The Shore Of Transcendence
03 - Almitras Premonition
04 - Means To An End
05 - Crescent Mirror
06 - Pisgah
07 - Consumed To Horizons
08 - Requiem From Substance To Silence

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[2007] The Ritual Fires of Abandonment

01 - Embers
02 - White Wings
03 - Mescaline Sunrise
04 - The Orphans of Piety
05 - Circle of Ashes
06 - Ceremony Ek Stasis


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