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Les Discrets




Les Discrets é um projeto oriundo da França, criado pelo artista gráfico Fursy Teyssier como a faceta musical de sua expressão artística. Além de ter sido membro do já finado Amesoeurs, ele também é responsável pela arte gráfico da banda Alcest, postada ontem mesmo por aqui, assim como nomes interessantes como o próprio Amesoeurs, Agalloch, The American Dollar e outros projetos que divagam entre a linha do Metal, Post-Rock e Shoegaze.

Já sobre o trabalho musical em si do Les Discrets, pode-se perceber influências das bandas que ele trabalha, ou já trabalhou. Tendo a sua primeira demo lançada em 2007, homonimamente, desde já percebe-se um Post-Rock com nuances de Shoegaze e Black Metal realizado com desenvoltura, apesar de abafada um pouco pela qualidade modesta da produção. Mesmo assim, já ficava para cada um a dica de uma banda promissora a ser checada num futuro bem próximo, pois talento apresentava de sobra. E eis que o prelúdio desse dia chegou no final de 2009, com o split lançado com seu miguxo do Alcest, na qual apresentavam duas músicas novas (brilhantes, devo dizer) e mais uma canção dessa demo. Mas não foi até esta semana que o seu primeiro álbum veio à mostra, sob o nome de Septembre Et Ses Dernières Pensées, refletindo toda a qualidade prometida desta aquela época.

A linha sonora é bem similar, mesmo, a do Alcest. Timbres BM fundem-se e condensam-se a uma estrutura Post-Rocker muito bem temperada com Shoegaze, onde sua temática voltada à natureza e temas árcades nutrem uma certa sensação melancólica, talvez nostálgica, em cada um que tem a chance de desfrutar de seu trabalho. Apesar da resenha aqui parecer bastante com a que escrevi ontem mesmo sobre o Alcest, devo salientar que não se trata, de modo nenhum, de um copycat. Les Discrets possui uma identidade própria bem evidente, apesar de se situar no mesmo nicho da outra banda. Como diferencial, vejo (ou melhor, escuto) canções um tanto mais serenas e fleumáticas, apresentando mais uma contemplação a natureza e antigas emoções do que senti-las em seu pleno ardor, deixando um sabor mais neutro e menos doce do que o Alcest, eu diria.

Acho que, com esses três parágrafos, já é possível ter uma boa noção do que se trata esse post aqui. As bandas prometeram lançar seus trabalhos em conjunto, logo, nada mais natural do que termos esta postagem aqui logo após a do Alcest. Como sempre, espero que apreciem-o bem. 'Til next time, guys.

//Edit: Novo álbum do Les Discrets fresquinho para vocês, galere. Tá magnífico e sublime, mantendo a verve do primeiro trabalho: Post-rock sob camadas de Shoegaze recheadas de uma grande nostalgia bucólica que poucos conseguem evocar com tanta riqueza e completude. Já nasce como um dos grandes lançamentos de 2012, que, aliás, começou muitíssimo bem. E, somente minha opinião, este CD ficou ainda melhor do que o Alcest novo. Apreciem!


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[2012] Ariettes Oubliees...

CD1:
01 – Linceul d’Hiver
02 – La Traversee
03 – Le Mouvement Perpetuel
04 – Ariettes Oubliees I Je Devine a Travers Un Murmure…
05 – La Nuit Muette
06 – Au Creux de l’Hiver
07 – Après L’ombre
08 – Les Regrets

CD2:
01 – Le Souffle Froid
02 – Ariettes Oubliees II Il Pleure Dans Mon Coeur…
03 – L’Échappée – Acoustic version


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[2010] Septembre Et Sés Dernières Pensées

01 - L'envol Des Corbeaux
02 - L'échappée
03 - Les Feuilles De L'olivier
04 - Song For Mountains
05 - Sur Les Quais
06 - Effet De Nuit
07 - Septembre Et Ses Dernières Pensées
08 - Chanson D'automne
09 - Svipdagr & Freyja
10 - Une Matinée D'hiver


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A Place to Bury Strangers



A Place To Bury Strangers, ou simplesmente APtBS, é um trio originário de NYC cujas atividades se iniciaram no ano de 2003 e que já leva dois full-lengths e um punhado de boas críticas, uma tour pela Europa e UK e um público bem razoável na sua bagagem, sendo o mais novo deles o que deixarei aqui, batizado docemente de Exploding Head.

Não é difícil ver porque a banda já conseguiu tal status em não muito tempo. Tendo em sua formação Oliver Ackermann, membro do Skywave (uma banda razoavelmente cult do período pós-MBV e Slowdive), APtBS segue uma veia sônica similar embora ainda mais refinada de sua predecessora: Shoegaze arquitetado com camadas e mais camadas noisy e droners que encobrem, lá no fundo, uma melodia pegajosa e agradável, por vezes melancólica, lembrando (e bastante) um dos percussores do estilo em que eles mesmos se calcaram, o Jesus & Mary Chain, mais precisamente em sua fase mais áurea. Além disso, pode-se perceber vários elementos de Space rock, psicodelia e post-punk a la The Cure em começo de carreira devidamente fundidos e condensados em seu universo musical, conferindo um gosto ainda mais refinado a seus trabalhos.

Apesar de só ter tido chance de ouvi-lo ontem, já digo que acho um dos melhores (senão o melhor) álbum de shoegaze de 2009. Me surpreendeu bastante e muito positivamente, pois o que eu lia sobre a banda não me fazia pensar em algo diferente de mais uma banda indie pseudocult hypada pela mídia "alternativa e open-minded". Felizmente, queimei a língua e fiquei feliz por tê-la deixado em brasas.

Talvez esta seja a última postagem do exhalethesound no ano de 2009, então... deixo aqui meus desejos antecipados de feliz 2010 a todos que passarem por aqui desde já! E claro, desfrutem bem do link logo abaixo. ;)

//Ressucitando o post aqui para divulgar o novo trabalho dos nova-iorquinos, o EP chamado Onwards To The Wall. Coisa finíssima, um verdadeiro ataque sônico, insano, de microfonia incandescente a conduzir melodias über-soturnas que parecem diretamente extraídas dos primeiros trabalhos do The Cure, do Joy Division e, obviamente, do clássico Psychocandy (JAMC). IMO, é uma das top 3 bandas de Shoegaze contemporâneas, pelo menos.

Enjoy it!



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[2012] Onward To The Wall

01 - I Lost You
02 - So Far Away
03 - Onward To The Wall
04 - It'll Be Alright
05 - Drill It Up

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[2009] Exploding Head

01 - It Is Nothing
02 - In Your Heart
03 - Lost Feeling
04 - Deadbeat
05 - Keeping Slipping Away
06 - Egodeath
07 - Smile When You Smile
08 - Everything Always Goes Wrong
09 - Exploding Head
10 - I Lived My Life To Stand In The Shadows Of Your Heart


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Vinyl Williams





Fruto da mente criativa de Lionel Williams, um californiano nascido em Março de 1990, temos o Vinyl Williams, que, posso dizer com segurança, foi uma das descobertas musicais mais felizes que fiz nos últimos meses sem qualquer gota de dúvida. Não sei bem sobre a história do projeto em si, mas percebo que a maioria das músicas parecem vir de 2010 e 2011, tendo dois full-lengths lançados até o momento, Naked Sanctuary, o mais antigo, e Lemniscate o mais recente. Serão estes que eu postarei logo abaixo, neste espaço, incrementados de algumas músicas "unreleased" em cada um deles.

Sua arte sonora, como muitos das bandas e projetos que deixo por aqui, é bem difícil de categorizar. Algo que não gosto muito de fazer, devo admitir, mas procuro realizar mesmo assim em prol de uma melhor compreensão do que se trata o trabalho do povo. Aqui, temos um belíssimo Shoegaze, doce e etéreo como convem, vestido com os melhores tecidos Krautrock feitos em muito tempo. Todas as músicas evocam uma aura mística exuberante e transcendente, evocando espíritos e espectros vagantes a muito adormecidos, ou simplesmente viagens siderais sem caminho de volta por galáxias desconhecidas e recantos obscuros da imensidão cósmica, algo que era realizado com maestria suprema por gente que atendia por Can, Popol Vuh e Neu! a um bom número de décadas atrás. Esta curiosa alquimia que rendeu a curiosa tag de "Shoegroove", ou "Spacebeat", como dito no last.fm.

Pois bem, a parte de rótulos e yadda yadda, temos aqui dois digníssimos trabalhos que, no mínimo, colocam o VW (não confundir com Volkswagen, kids) no patamas de bandas extremamente promissoras e "to check out in the near future". São gente como o Lionel que me faz perceber que a criatividade musical não arrefeceu-se de vez no limbo de gente derivativa e vazia que polui o mundo a fora. Recomendado ao extremo para quem gosta da galera tipo Have a Nice Life & cia. (Afterlife, Giles Corey), Menace Ruine, e Shoegaze como um todo...

Degustem!

ps: O rapaz mentor do projeto ainda faz pinturas, e muito bem, obrigado. A quem interessar, aqui.


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[2011] Lemniscate

01 - Tokyo -> Sumatra
02 - Higher Worlds
03 - Stellarscope
04 - Who Are You?
05 - Grassy
06 - Objects of the Source
07 - Inner Space
08 - Open Your Mind
09 - Follow In Your Dreams

Unreleased:
?? - Haunted!
?? - SpiritualT Visions BayB


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[2010] Naked Sanctuary

01 - 100
02 - Freshly Picked Diamonds
03 - Zeal Biotics
04 - Spiral Galaxy
05 - Psychic Shine

Unreleased:

?? - Emporium
?? - Gold
?? - Ooh Aah
?? - The Inner Kingdom


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Alcest




Alcest, nome de uma personagem mitológica da Grécia, é a filha de de Pélias cuja mão em casamento é prometida para quem for de encontro a ela num carro puxado com leões e javalis, tarefa realizada por Adento que, logo após a tarefa, acaba adoecendo. Para salvá-lo, alguém precisa ser sacrificado em seu lugar, missão que Alceste se incubiu de fazer. Quando as forças de Adento foram se recuperando, as de Alceste diminuíam cada vez mais, até quase seu encontro fatal com a Morte que, no entanto, não veio a acontecer devidoà intervenção de Hércules. Assim, Alceste pode se recuperar junto de Adento e ambos viveram casados.

Historinha bonita, não? Pois este mesmo nome batiza uma das bandas (one-man band, na verdade) que talvez seja a mais influente e eclética dentro do universo do Black Metal no fim da década de 00's. Sua fundação data do ano de 1999, pelas mãos de Neige, que já foi (ou ainda é) integrante de bandas importantes do BM francês tais quais Peste Noire, Mortifera, Valfunde, Amesoeurs, além de nomes de outros países como Lantlôs e Forgotten Woods, na qual até 2002/2003 tinha a colaboração de Famine e Argoth, pessoas também importantes na tal cena.

Tendo lançado sua primeira demo ainda em 2001, chamada Tristesse Hivernale, apresentando ainda um Black Metal bastante cru, ríspido e gélido, bem ao estilo das outras bandas da região, o Alcest no entanto parece ter tomado outros caminhos desde então, começando a absorver influências sonoras diversas e incomuns ao gênero, a ponto de tornar sua música mais acessível sem no entanto perder a quintessência que marca a ferro e fogo a roupagem do Black Metal. Já desenvolvendo esta linha, saiu o EP Le Secret, em 2005, contendo duas músicas, sendo uma delas um poema musicado de Charles Baudelaire, chamado Elévation.

Desde esse EP, já pode-se perceber ecos do que o Alcest viria a lapidar num futuro próximo. Influências de Post-Rock e Shoegaze, antes totalmente dissociados do BM, ressoavam aqui e acolá durante o EP, trazendo um feeling com sabor nostálgico e docemente melancólico as músicas, abrandando um pouco a crueza comum do gênero mas, como disse, mantendo ainda todos os elementos dignos de fazer a felicidade de todo fã dele. Dois anos depois, veio ao mundo um álbum que, na minha opinião (e destaco isso em negrito, itálico e letras vermelhas, para que fique bem claro), mais revolucionou o universo BM nessa década que findou há pouco, o Souvenirs D'un Autre Monde. Nele, a fusão de Black Metal, Post-Rock e Shoegaze atinge sua evolução completa, tecendo um álbum recheado de melancolia nostálgica e árcade, que evoca uma espécie de sensação no ouvinte que o faz remeter a tempos distantes e remotos, onde as coisas pareciam mais fáceis e a vida mais agradável, crescendo assim uma tristeza serena e confortante em seu âmago.

Depois de ter se envolvido em toda a confusão da banda "prima" do Alcest, o Amesoeurs, que levou ao fim da mesma, desde 2009 o Neige começou a traçar o que viria a se tornar, hoje, o segundo full-length do Alcest, vindo sob o nome de Écailles De Lune (Escalas da Lua, em português). Fãs, admiradores e amantes do Souvenirs ficarão felizes com este trabalho, pois nele se faz presente todos os elementos que marcaram e tornaram-lhe um dos álbuns mais geniais dos últimos anos. Talvez a maior diferença aqui, no Écailles, seja uma tonalidade mais voltada ao Black Metal do que no Souvenirs, além de músicas mais longas e com certa influência progressiva, especialmente nas duas primeiras. Se ele é um álbum que vai romper barreiras e paradigmas e, além disso, vai superar a qualidade e importância do antecessor, só o curso do tempo dirá. A minha primeira impressão, ainda bem crua, é de que se trata, sim, de um álbum primoroso, fortíssimo candidato desde já ao melhor álbum de 2010, mas que não conseguiu cumprir a missão de igualar o nível de qualidade do anterior. Talvez isso torne este CD menos atraente aos olhos dos fãs mais ardorosos da banda, mas isto seria um gravíssimo erro, em minha sincera opinião. Digo-lhes, escutem este CD como se fosse a primeira vez que escutam algo do Alcest e deliciem-se, pois uma pérola sônica assim é difícil de se ver por aí, a qualquer hora.

Well, that's all folks, enjoy it!

//Emergindo o tópico para deixar aqui o novíssimo trabalho da banda (?). Batizado de Les Voyages De L'Âme, continuamos aqui a desfrutar das belíssimas paisagens sônicas do nosso querido amigo Neige, recheadas de um bucolismo nostálgico revigorante. De distinto, noto alguns tons mais claros emanados das 8 canções que compõe o álbum, carregados de sentimentos mais positivos (menos negativos, vamos dizer assim...), mostrando que existem sim, dias de sol nas pastagens desoladas da Alceste. Para começar bem 2012, não há coisa melhor.

Enjoy!


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[2012] Les Voyages De L'Âme

01. Autre Temps (Album Version)
02. Là Où Naissent Les Couleurs Nouvelles
03. Les Voyages De L'Âme
04. Nous Sommes L'Emeraude
05. Beings Of Light
06. Faiseurs De Mondes
07. Havens
08. Summer's Glory


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[2010] Écailles De Lune

01 - Écailles De Lune (Pt. 1)
02 - Écailles De Lune (Pt. 2)
03 - Percées De Lumière
04 - Abysses
05 - Solar Song
06 - Sur L'Océan Couleur de Fer

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Asteroid #4



Asteroid #4 não se trata apenas do asteroide mais brilhante do nosso sistema solar (Vesta), mas também de uma bela banda estadunidense que vem rodando meus players e meus headphones nos últimos três meses. Poucas informações históricas existem por aí sobre eles (me custou uns 15 minutos para saber que são da Philadelphia), e sua primeira aparição para o mundo ocorreu num tributo ao Spacemen 3, no qual o sexteto coverizou Losing Touch With My Mind com louvor, lá nos idos de 1997. Um ano depois, sai o seu debut album, Introducing The Asteroid No. 4, onde percebe-se que a participação no tributo não foi aleatória; influências do citado Spacemen 3 se fazem latentes, bem como ecos de Jangle Pop, Psychedelic '69, etc.

Sinceramente não ouvi os álbuns que se sucederam do Introducing... até o álbum que vos posto, These Flowers Of Ours: A Treasure Of Witchcraft and Deviltry e poucas informações obtive sobre eles. Mas vi alguns elogios rasgados a evolução da banda justo neste álbum. Sobre o álbum em si, tais elogios não são nada menos do que merecidíssimos, pois os rapazes (e a moça tecladista) alcançaram aqui uma alquimia alucinógena entre os citados Shoegaze, Psychedelic Rock e Jangle Pop com Garage Rock, Folk, Gothic Americana e, por que não, Britpop que encheria o querido Syd Barrett (RIP) de orgulho pelo seu legado. Todas as músicas evocam um sentimento etéreo de paz entermeado por paisagens surreais temperadas com o doce sabor de verde pastoril e tapeçarias de estrelas queimando no céu noturno sem se preocupar em disputar atenção com as luzes de hidrogênio e neônio dos centros urbanos.

Bem, tá dado o recado. Aparentemente, eles estão escrevendo novas músicas, logo, este mesmo post pode emergir muito em breve, quem sabe? Enjoy!


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[2008] These Flowers Of Ours: A Treasure Of Witchcraft and Deviltry

01 - My Love
02 - Let It Go
03 - Hold On
04 - I Look Around
05 - She's All I Need
06 - War
07 - Flowers Of Ours
08 - Hei Nah Lah
09 - She Touched The Sky
10 - All Fall Down
11 - Empty Like A Little Child


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Starfire Connective Sound




Em pleno Corpus Christi, posto aqui uma bela surpresa. Atendendo pelo interessante nome de Starfire Connective Sound, SCS, trata-se de um projeto criado e desenvolvido por um único membro, Al Schenkel, vindo das terras catarinenses de Criciúma. Não é comum postarmos bandas nacionais nesse espaço, não por preconceito, lógico, mas pela minha ignorância sobre as mesmas. Algo que estou lutando em modificar, devo dizer...

Enfim, acerca do SCS, o que exala aos nossos ouvidos logo nas primeiras notas são aquelas cachoeiras e tormentas de distorção, do jeito que os mestres do Jesus and Mary Chain ensinaram a uns 26 anos atrás. Porém seu universo sonoro não limita-se nas paredes de estática impenetráveis já tradicionais do Shoegaze, como também explora as galáxias industriais e valem-se de Post-Rock e (Dark) Ambient em momentos oportunos. Vale ainda destacar que, diferentemente de muitas bandas do tal gênero, suas faixas possuem um tom bem mais selvagem e cavernoso, talvez pela ausência de vocais, talvez pela mescla de diferentes influências e vertentes sônicas, ou talvez fruto de algum fantasma feito do spleen, bem conhecido pelos poetas do séc. XIX, que decidiram assolar a mente do nosso amigo Schenkel ao compô-las. Destaco aqui algumas faixas, como They Call Her One Eye, cujo nome deve fazer referência ao filme sueco, homônimo, de 1973. Muito interessante, por sinal, uma inspiração plena pro Kill Bill e afins. E destaco ainda a eletrônica Eletric Whore (até eu que não tenho muita afinidade e simpatia por modernices eletrônicas vim a curtir) bem como os ares moribundos post-punk-like do Walt Whitman's Brain.

Por fim, as 6 músicas aqui presentes seriam de forte agrado aqueles aficcionados no já mencionado JAMC e toda a verve mais 'noise' e 'harsh' do Shoegaze, bem como aqueles interessados em Industrial, Dark Ambient, Drone, Post-rock e doidices undergrounds sorumáticas como um todo, construindo um EP bem harmonioso e homogêneo, sendo um excelente aperitivo para desenvolvimentos futuros. Potencial, há de sobra. Só resta mesmo gente que apoie e divulgue, algo que decidi fazer, e creio que não serei o único. ;)


//Deixo-vos o mais novo trabalho do Schenkel. Sob o nome de The Sound Also Rises, a alquimia de Shoegaze, Noise, Industrial e barulhagens diversas mostra-se ainda mais coesa em meio ao seu caos habitual e também refinada. Tenho notado uma cena emergente de bandas Alternativas com forte inspiração nos microcosmos do Shoegaze, Lo-fi, Guitar band, Grunge, dentre outros que marcaram a cultura e cenário musical de 2 décadas atrás, todas com excelente qualidade e talento transbordantes. Nada mais justo do que apoiar uma dessas iniciativas árduas.

Enjoy!


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[2011] The Sound Also Rises (EP)

01. Drive The Breeze
02. The Girl With A Country Name
03. The Sound Also Rises
04. Acid Morning Ride
05. To Dream That You Are Floating Drunk Among The Storm
06. No Horse Heaven
07. Head Full Of Ghosts, Heart Full Of Whores
08. Drive The Breeze (Echo Vocal Mix, por Fabio Bridges)


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[2011] Starfire Connective Sound (EP)

01 - I Sweep The Streets Without Finding God
02 - The Modern Cave
03 - They Call Her One Eye
04 - Electric Whore
05 - Love Is A Lonely Ghost Floating Inside
06 - Walt Whitman's Brain
07 - Starfire Connective Sound


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The Angelic Process




The Angelic Process foi formado em 1999 por K. Angylus e MDragynfly, nos EUA, tendo lançado um álbum neste mesmo, depois entrando num hiato de 1999 a 2003, lançando vários álbuns a partir de então. O som da banda é algo muito característico, seguindo o que chamam hoje de "Drone Metal", caracterizado pela construção de paredes sonoras reverberantes e densas, em padrões repetitivos.

Mas ela se destaca em relação aos artistas do gênero por fazer algo bem diferente deles. Ainda que sigam essas características descritas acimas, o som deles possui uma musicalidade bem acima da média (do gênero) e uma acessibilidade maior também, refletinfdo influências diretas de grupos Shoegaze como My Bloody Valentine, em especial, e ecos de Industrial provindos de Coil e Godflesh. As músicas também são consideravelmente curtas para o gênero, em torno 5-7 minutos de duração, o que dá um tempero mais especial a eles. É digno de destaque o modo como conseguem embrulhar uma sonoridade densa, amorfa e obscura do Drone numa capa envolvente e de fácil degustação. Se tivesse como descrever os sons em imagens, diria que me lembra um cenário pós-apocalíptico com inspiração surrealista obscura, algo digno de um Beksinski.

Este é o último álbum lançado pelo duo, em 2007. A banda entrou em hiato indefinido em outubro do mesmo ano, devido a um problema nas mãos do K. Angylus que o impediria de tocar. E, a poucos meses, também veio a notícia de sua morte, em 26/4/2008. Não se sabe ainda a causa, especula-se que foi suicídio. Seja qual for, sem dúvidas é uma grande perda, pois ele fez um trabalho incrível... espero que esteja agora em seu processo angélico. R.I.P [review by: carlos.]

E após 4 anos da morte de Kris, surge na internet uma demo perdida datada de 2003. No link abaixo vocês poderão confirmar a genialidade de um músico que deixou esse mundo muito cedo. Simplesmente maravilhosa as músicas.

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[2003] Solipsistic

01 - Mouvement - Prepare To Evacuate Soul
02 - Solipsistic
03 - Deep Calls To Deep
04 - Tragedy De' Ovair
05 - Mouvement - Sympathy Interrupts My Blood
06 - My Blood Still Whispers
07 - Dismembered Antonella
08 - Mouvement - Crippled Healing
09 - Missing The Space Around You
10 - Nothing But Self Exists
11 - Mouvement - Solipsistic Darkness
12 - Consciousness (Showered In Afterwhile)
13 - Self Portrait In Water



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Loomer




Bandas brasileiras nunca tiveram muito espaço aqui no blog, reconheço. Seja pelo pouco conhecimento e gosto pela música tupiniquim da minha parte (e dos resto do staff), ou pela qualidade no mínimo duvidosa de algumas. Claro que sempre existiram e virão a existir bandas boas, mas não é fácil encontrá-las, pois estão sempre soterradas pelos ruídos que infestam as rádios locais (sim, ruído, música por definição é que não é) ou por bandinhas alternativas pretensiosas e, na sua maioria, modorrentas. Mas esta aqui certamente vale, e muito, um espacinho aqui.

Loomer teve sua fundação em 2008, na capital gaúcha. Pelo nome das banda, os experts no assunto já devem ter sacado do que se trata. Claro, Shoegaze a escorrer pelas veias e artérias. Já nos primeiros segundos da primeira faixa, ou melhor, só pelo nome dela, já sabemos que os guris (e a guria) devem ter ouvido muito My Bloody Valentine e tem uma foto do Kevin Shields no guarda-roupa de cada um. No entanto, óbvio que não é uma copiazinha mixuruca dos gênios da microfonia. Percebe-se, também, influências latentes e pulsantes de gente do calibre de um Swervedriver e Ride, e não por menos daquela galera um pouco menos "noisy", mas também influente: Dinosaur Jr,, Sonic Youth, Pixies, Sebadoh, só para citar alguns. De resto, temos tudo que faz a felicidade (sic) de contempladores de sapatos. Aquelas melodias adocicadas temperadas com alguma microfonia cortante e reluzante, vozes femininas distantes e sussurradas que, no caso deles, encontra-se contrastada com voz masculina em algumas faixas (Nightmare Daydream, por ex., que é minha faixa favorita), baixo/bateria trippy, mas seguras e presentes quando necessárias, tudo tocado naquela velocidade média que, devido as densas camadas sônicas, parecem chegar até nós com um certo Efeito Doppler, parecendo-nos mais lentos ainda que não passe de miragem...

Bom, a dica tá dada. Aproveito também o gancho do post pra falar do show deles aqui em terras do RJ, no Audio Rebel (Botafogo), no próximo dia 13/8 no festival de nome "Microfonia É Noise". É raro ver eventos dessa espécie em nossa terra, então, taí uma chance não menos do que imperdível de entupir os tímpanos com distorção de (alta) qualidade.

Degustem!


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[2010] Coward Soul


01 - Rocket Fuzz
02 - Across The Clouds
03 - All Gone
04 - Nightmare Daydream
05 - Coward


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Caïna



Caina é o projeto de um dos mais promissores músicos do "underground" britânico, Andrew Curtis-Brignell. Tudo começou quando Andrew comprou sua primeira guitarra no inverno de 2004, como uma espécie de "saída", um intrumento de cartase. Os primeiros trabalhos estavam focados no Raw Black Metal, mas posteriormente Andrew incluiu diversos gêneros ao som do Caina, fazendo a banda soar como é hoje. Black metal, post rock, shoegaze, neo-folk, drone, post punk serão alguma das influências que serão encontradas no som do Caina.

\Novo EP do
Caina lançado em abril,. A proposta nesse é bem parecida com a do full-lenght que postei aqui no log ano passado, Black Metal/Post/Shoegaze e blablabla, mas dessa vez o lado mais cru do black metal está mais acentuado. A primeira e a ultima faixa são faixas praticamente shoegaze, enquanto as outras duas tem suas raizes focadas no raw black metal com as pitadas de post-rock/shoegaze já habitual da banda.

Eu particulamente achei muito bom esse novo trabalho do Caina, tanto as musicas mais leves quanto as mais cruas, e uma curiosidade sobre a faixa To Pluck the Night Up By Its Skin, é o fato de conter uma sitação de Jim Jones que ficou mundialmente conhecido por causa de sua seita e o suicídio coletivo de mais de 900 pessoas

Pra quem interessar, "Suicide Tape Transcript"


\"
Hands That Pluck is uncompromising. The final album under the Caïna name for (one man) band leader Andy Curtis-Brignell is intense. Vocally, musically, and lyrically. This is an album dealing with the subject of finality - even more so because it will be the last Caïna release - with ideas of religion and will making numerous appearances.

This album is a little over seventy minutes long, it’s complex and has so much to offer that you’ll be pressing repeat immediately after your first listen. This is not an album to be consumed in one sitting. It’s an album to take your time with. Each listen will bring something new; even after multiple plays, I still don’t think I’ve really taken it all in.
Hands That Pluck will stay with you long after the closing seconds. In your dreams, and in your reality." [by: scenepointblank]


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[2011] Hands That Pluck

CD 1
01 - Profane Inheritors
02 - Murrain
03 - Hands That Pluck
04 - The Sea Of Grief Has No Shores
05 - Callus And Cicatrix
06 - Somnium Ignis
07 - Haruspication
08 - I Know Thee Of Old
09 - Ninety-Three

CD 2
01 - Some People Die
02 - Validity
03 - The Last Song
04 - To Funk The Night Up By Its Shit
05 - Roses In The Snow (Nico Cover)
06 - Some People Fall (2011 Remaster)
07 - The Validity Of Hate Within An Emotional Vacuum (2011 Remaster)
08 - Permaneo Carmen (2011 Remaster)
09 - To Pluck The Night Up By Its Skin (2011 Remaster)

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[2009] Caïna [ep]

01 - The Approaching Chastisement
02 - Drilling the Spire
03 - To Pluck the Night Up By Its Skin
04 - You Worship the Wrong Carpenter


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[2008] Temporary Antennae

1 - Intro – Manuscript Found In Unmarked Grave, 1914
2 - Ten Went Up River
3 - Willows And Whippoorwills
4 - Tobacco Beetle
5 - Larval Door
6 - …And Ivy Wound Round Him
7 - Them Golds And Brass
8 - Petals And Bloodbowls
9 - Temporary Antennae
10 - None Shall Die

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Jesu




O Jesu é uma banda formada em Abergele, Wales, UK, no ano de 2003. O líder da banda é Justin Broadrick, este que a formou após o fim da reconhecida banda Godflesh.
No Jesu, Justin Broadrick procura fazer um som mais ambiental, com pitadas eletrônicas e atmosferas densas, porém criativas e diversificadas. A banda mostra estar em uma constante evolução e Conqueror é prova disso. É o meu preferido, com certeza, possui uma atmosfera perfeita para quem gosta de um som criativo, porém introspectivo.
Ah, a banda possui este nome por causa de uma música do Godflesh, no último trabalho de Justin com a banda e por isso ele optou por chamar assim seu novo projeto.
Está entre minhas bandas preferidas, com certeza. Acho que todos deveriam conhecer :)

*Aproveitando o post do nosso amigo Borges para postar o novo EP do jesu, intitulado Infinity. EP que possui uma única faixa que leva o seu próprio nome e cuja música apresenta um curioso amálgama do jesu mais atual (eletronicagens, por exemplo) com o mais antigo, onde as paredes sonoras guitarrísticas se faziam mais presentes. Achei muito bom, embora ainda não supere os três primeiros trabalhos do jesu, ao meu ver. Mas, enfim, aproveitem-o bem! ;)

*Outro edit. Dessa vez para o novo EP do grandioso Jesu. Opiate Sun é o nome da nova preciosidade do genial Justin Broadrick. 4 canções que faz qualquer um cair de amores.
Mais um lindo material que só faz aumentar a ansiedade por um full-lenght.

//Tirando a poeira do blog com mais um trabalho do Mr. Broadkick. Como de costume, o CD é brilhante, tendo muito daquela veia Shoegaze e Drone permeada de camadas industriais, arquitetadas em meio a uma névoa sônica de uma certa melancolia e nostalgia bucólica. Sem mais delongas, enjoy!

[edit by: Carlos]


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[2011] Ascension

01 Fools
02 Birth Day
03 Sedatives
04 Broken Homes
05 Brave New World
06 Black Lies
07 Small Wonder
08 December
09 King of Kings
10 Ascension


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[2009] Opiate Sun

01 - Losing Streak
02 - Opiate Sun
03 - Deflated
04 - Morning Light

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[2009] Infinity

01 - Infinity


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[2007] - Conqueror

01 - Conqueror
02 - Old Year
03 - Transfigure
04 - Weightless and Horizontal
05 - Medicine
06 - Brighteyes
07 - Mother Earth
08 - Stanlow

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Wye Oak




Baltimore, MD, USA. Ano de 2006. Nasce o Wye Oak, união das mentes de Jenn Wasner e Andy Stack. Possuindo 3 trabalhos (até onde sei) já lançados, sendo eles o If Children (2008), The Knot (2009) - este que figurará no link de download mais abaixo, para os mais apressados - , e o EP My Neighbours do ano passado, não pode-se dizer ainda que eles possuem o conhecimento e reconhecimento que merecem da parte de mídia/público, mas sinceramente acho que não tardará a acontecer, não mesmo.

Assim como muitos álbuns que deixo por aqui, definir sua música somente com tags é uma missão complicada, pra não dizer impossível. Várias tags poderiam figurar aí embaixo, sendo as mais evidentes Indie, Shoegaze, Folk, Alternative, Slowcore, Post-rock. Isso soa vago, né? Concordo. Sua música vai muito além do que qualquer definição acima poderia denotar. Ela é agridoce, como um vento de outono que te traz memórias antigas de tempos bons mas que nunca mais voltarão. Também é serena e plácida, sob tons de desânimo e apatia latentes. Mas só na casca, e tão somente na casca. Pois sua essência parece constantemente devastada por turbilhões densos e incandescentes de melancolia e daquela famosa inquietação anímica que muitos parecem possuir de nascença, algo que nenhuma fluoxetina consegue resolver, nem em doses cavalares. E sim, ainda vale frisar a vibe bucólica emanada por todas as suas harmonias, conferindo um sabor ainda mais envolvente a todasas características e adjetivos que descrevi a pouco.

Sei que já existe um bom par de bandas que seguem uma proposta parecida, mas em poucas eu vi tamanha autenticidade e intensidade quanto esses aqui. Me fizeram ouvir o The Knot pelo menos umas 10 vezes ao longo de toda a semana, algo que, se considerar o largo número de GBs de música que tenho aqui no HD e o que tenho no meu mp4, é um número no mínimo do mínimo respeitável. Tenho certeza que fãs de Slowdive, Soul Whirling Somewhere, bem como todos aqueles seguidores do Slowcore de uns 15-20 anos atrás e o indie/folk contemporâneo irão saborear até o osso cada uma das 10 faixas do The Knot, e aguardar ansiosamente pelo novo trabalho deles, a sair em março.


//Alguns dias depois, deixo o novo trampo da banda, intitulado Civilian. Nele, pode-se ver, ouvir e degustar os tons ecos melancólicos, nostálgicos e enevoados do trabalho postado antes, embora um pouco amenizados em relação a ele. Nada que diminua a qualidade do seu trabalho, no entanto, pois permanece excelente e diferenciado.

Como já disse antes,
Enjoy it!


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[2011] The Civilian

01 - Two Small Deaths
02 - The Alter
03 - Holy Holy
04 - Dog Eyes
05 - Civilian
06 - Fish
07 - Plains
08 - Hot As Day
09 - We Were Wealth
10 - Doubt


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[2009] The Knot


01- Milk And Honey
02 - For Prayer
03 - Take It In
04 - Siamese
05 - Talking About Money
06 - Mary Is Mary
07 - Tattoo
08 - I Want For Nothing
09 - That I Do
10 - Sight, Fight


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Vanessa Van Basten




Vanessa Van Basten é um duo italiano formado por Morgan Bellini e Stefano Parodi e conta com vários convidados e colaboradores da cena alternativa e extrema italiana. Lançaram o primeiro EP em 2005, em 2006 lançaram seu primeiro full-lenght, La stanza di Swedenborg. Em 2009 será lançado o EP Psygnosis [este ja está disponivel aqui no blog], um split e o lançamento do segundo full-lenght.
A banda se define como "música lenta, pesada, música metafisica instrumental" e cita influências como o rock industrial, krautrock e até mesmo o black metal norueguês, além de bandas como Godflesh e Swans e bandas do catálogo da Neurot e Hydrahead.

O som da banda é basicamente a combinação de rock, post-rock,shoegaze e os experimentalismos do metal a lá Neurosis e Isis. O Duo faz uso de elementos eletronicos, de guitarras distorcidas, de passagens acústicas, algumas vezes se ouve narrações em Italiano e a presença de sintetizadores. O trabalho de guitarra soa melancólico e a bateria remete a de bandas de industrial.
Os albuns fluem naturalmente, com cada faixa tendo sua particularidade, onde as faixas são intercaladas as vezes por um ambient drone, outras por sons estranhos. Um destaque do som vai para o uso das percussões, que são bem trabalhadas e perfeitamente encaixadas no som do Vanessa Van Basten. Alguns instruemntos "diferentes" são usados pela banda, como por exemplo uma Gaita. Em certo momento o som do Vanessa faz você lembrar da melhor fase do Faith no More.

La Stanza Di Swedenborg é um album impressionante, que faz com que a banda fique a quilometros de distancia das demais bandas que fazem um post-metal farofa, sem nenhuma novidade ou criatividade, pois o Vanessa Van Basten combina verdadeiros momentos de beleza com uma bateria marcante e distorções monolíticas que fazem o som da banda ser único e sensacional.
Psygnosis está previsto para ser lançado em 2009, e conta com duas faixas instrumentais, que são capazes de mostrar como o duo consegue fazer músicas tão belas e tocantes que so fazem comprovar o poder de criação e a evolução que ela sofreu no decorrer dos anos, e faz com que os apreciadores fiquem anciosos para o lançamento do segundo Full-Lenght.

/Novo cd dos italianos do Vanessa Van Basten. A formulá básica ainda é a msm apresentada no La Stanza Di Swedenborg, ou seja, coisa fina você irá encontrar aqui.



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[2011] Closer To The Small/Dark/Door

01 - Porzellangasse
02 - Putana
03 - L'Uomo Che Comprava il Tempo
04 - Fuck the Best, Take the Rest
05 - Domio '95
06 - La Selva dell'Orba
07 - Scolopendra
08 - Untitled
09 - L'Affetto Non Serve

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[2009] Psygnosis

01 - Tutto Avanti All'indietro
02 - Psygnosis


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[2006] La Stanza Di Swedenborg

01 - La stanza di Swedenborg
02 - Love
03 - Dole
04 - Giornada de oro
05 - Il faro
06 - Floaters
07 - Vanja
08 - Good morning, Vanessa Van Basten!


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Sailors With Wax Wings




Idealizado em 2009, Sailors With Wax Wings é o novo filho de R. Lohren (Pyramids) . Depois de uma viagem pelo mundo, o cara deve ter ficado repleto de ispirações e experiências ao criar um disco tão foda e com tanta gente de gabarito.
Não vou falar mais sobre o cd, mas logo abaixo vou postar a lista de participações nesse debut do Sailors With Wax Wings.

R. Loren - vocals / textures
J. Leah - vocals
Ted Parsons (Swans, Jesu, Godflesh) - drums
Simon Scott (Slowdive) - electronics
Aidan Baker (Nadja) - guitar
Colin Marston (Krallice) - guitar
Vern Rumsey (Unwound) - bass
Prurient (Dominick Fernow of Hospital Productions, Cold Cave, etc) - noise / electronics
James Blackshaw (Young God Records solo artist, Current 93) - piano
Hildur Gudnadottir (Touch Records) - cello
Aaron Stainthorpe (My Dying Bride) - vocals
Jonas Renkse (Katatonia) - vocals
Marissa Nadler (Kemado Records solo artist, appears on Xasthur’s latest record) - vocals
David Tibet (Current 93) - cover art
Faith Coloccia (Mamiffer) - design, layout, painting, collage
James Plotkin (Khanate) - mastering

Precisa dizer mais?

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[2010] Sailors With Wax Wings - Sailors With Wax Wings

01 - Soft Gardens Near The Sun, Keep Your Distant Beauty
02 - There Came a Drooping Maid With Violets
03 - If I Should Cast Off This Tattered Coat
04 - And Clash and Clash of Hoof and Heel
05 - Yes, I Have a Thousand Tongues, And Nine and Ninety-Nine Lie
06 - God Fashioned the Ship of the World Carefully
07 - There Was One Who Sought a New Road
08 - Strange That I Should Have Grown So Suddenly Blind

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Lights Out Asia




Lights Out Asia teve sua origem no ano de 2003, pelas mãos de Chris Schafer e Mike Ystad, naturais da cidade de Milwaukee, WI, USA. Começaram a compor musica de maneira quase artesanal, onde predominava aquele espírito básico de do-it-yourself. Assim, nasceu seu debut, intitulado Garmonia. Tendo chamado atenção de pessoas como Michael Rush e da gravadora Sun Sea Sky, o então trio teve mais condições de explorar novos e diferentes horizontes sônicos por entre as multi-dimensões da variedade cósmica. E assim, veio a luz álbuns maravilhosos como Eyes Like Brontide (2006), Tanks and Recognizers (2007) e o atual In The Days Of Jupiter (2010), sendo este último a figurar nestas páginas daqui.

Sua música explora com precisão e uma incrível naturalidade os reinos etéreos onde se interceptam o Ambient, Post-Rock, Shoegaze, Downtempo, Electronica, IDM, Dream Pop, etc, etc e mais etc. que não se preocupa em se definir exatamente a que mundo pertence, mas sim a otimizar cada elemento constituinte destes subgêneros de modo a utilizá-los estrategicamente para criar novos sabores em suas peças musicais. Peças que contem uma espécie de tom cinematográfico, sideral, não por raro nostálgico, contemplativo e melancólico, regidas sempre com brilhantismo fluente que não faz você perceber que muitas delas duram mais de 10 minutos.

Bem, acho que é isso. Recomendável, altamente recomendável, para fãs de Hammock, Eluvium, The American Dollar, God Is An Astronaut, Sigur Rós, Brian Eno, dentre outros que minha mente não consegue lembrar agora. Enjoy!


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[2010] In The Days Of Jupiter

01 - All These Worlds Are Yours
02 - Except Europa
03 - Attempt No Landings There
04 - All Is Quiet In The Valley
05 - 13AM
06 - Arbres Paisible
07 - Great Men From Unhealthy Ground
08 - Currents Meet The Tide
09 - Then I Hope You Like The Desert
10 - Shifting Sands Wreck Ships
11 - Bye Bye November


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Autolux




Autolux trata-se de um trio estadunidense formado no ano de 2000, cujos integrantes atendem por Eugene Goresther, Carla Azar (belo nome o da mocinha, não?), além de Greg Edwards. Seu debut álbum saiu em 2004, batizado de "Future Perfect", o que chamou a atenção do Mr. Trent Raznor e renderam-lhes uma turnê com o todo-poderoso NIN no ano de 2005. Isso não é para qualquer um, ainda mais para uma banda debutante! Mas então, depois de mudanças de gravadoras, meditações espirituais e uma espera que roçava os corredores da eternidade, eis que, no dia 3 de agosto de 2010, saía oficialmente o sucessor do Futuro Perfeito: Transit Transit.

Quem teve a chance de conhecer o debut, não encontrará muitas surpresas por aqui. A banda continua a se enveredar por um Indie Rock entrelaçado com muitas camadas Shoegaze, adoçado por vocais serenos e por vezes sussurrantes e regidos por uma percussão, digamos, inusitada (cortesia da nossa amiga Azar), fazendo lembrar gente do quilate do My Bloody Valentine (Loveless), Swervedriver, Radiohead (The Bends) e Jesus And Mary Chain dos early 90's. No entanto, nota-se que a galerë parece mais calma, arrefecendo um pouco a fúria sônica do primeiro álbum e explorando texturas sonoras mais cadenciadas, apresentando também uma riqueza maior nos seus arranjos e valendo-se de sintetizadores retrô e atmosferas que não raro me lembraram atmosferas geradas por um Pink Floyd da vida. Divertido, não?

Não diria que este álbum aqui vai salvar o mundo do Rock, nem por sua inovação ou mesmo uma qualidade sublime e transcendental. E eu mesmo achei o debut superior a ele, se querem uma opinião sincera. Mas ainda assim, temos aqui um fácil de ouvir e de se degustar, sabendo entreter mesmo sendo introspectivo em vários momentos. E isso, para mim, já vale mais do que 1000 Franz Ferdinands e The Strokes' da vida (corro perigo de ser apedrejado com essa última frase, mas enfim, aceito o risco, haha!)

Bom, agora só me resta emanar as famosas palavras que sempre marcam o final de um post aqui: enjoy it!


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[2010] Transit Transit

01 - Transit Transit
02 - Census
03 - High Chair
04 - Supertoys
05 - Spots
06 - The Bouncing Wall
07 - Audience No. 2
08 - Kissproof
09 - Headless Sky
10 - The Science Of Imaginary Solutions


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Cold Body Radiation



A primeira vez que inseri meus olhos no nome desta banda (ou projeto, ou whatever-you-wanna-name-it), logo pensei: eu, como bom estudante de Física, tenho que ouvi-lo! Pois então, eis que ouvi, apesar de te-lo deixado algumas semanas esquecido no limbo do disco rígido.

Sinceramente, nada encontrei acerca do background do CBR, somente o fato de ser oriundo de terras holandesas, e nada mais. O que eu posso definir, então, é o que ele[s] fazem: uma bela alquimia de Black Metal com Post-Rock encobertos numa névoa Shoegaze em vários momentos, valendo-se de uma temática astral, com sabor surrealista, que sabe como envolver o ouvinte em sua nebulosa sônica e elevá-lo às dimensões siderais onde vive o grande vazio lácteo de que se fala no título do álbum.

Portanto, temos aqui mais um nome que faz proveito, e muito bem, do legado deixado pelo Neige e seu Alcest/Amesoeurs. É óbvio que o CBR não consegue se equiparar a sua qualidade, mas é certo que existe um espaço muito grande para crescer e expandir o seu nome e sua radiância. Potencial e magnitude, certamente não lhe faltam. Então, deixemos que o curso do espaço-tempo lhe mostre a geodésica.

Enquanto isso, aproveitem bem a viagem!


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[2010] The Great White Emptiness

01 - Emission
02 - Loss
03 - White Light
04 - Radiation
05 - Nothing
06 - The Great White Emptiness


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Iroha & Fragment.




Aproveitando a folga deixada aqui pela copa do mundo (que, por sinal, o Brasil tá uma bela m@*$%), tiro um pouco da poeira do blog com uma postagem no mínimo interessante. Iroha & Fragment, como o nome já denuncia, trata-se da união de dois projetos num só corpo. Projetos muitíssimos dignos de atenção, eu diria, e já explico por quê:

Iroha é nada mais do que o projeto de Andy Swan, sujeito que já trabalhou com nada menos do que Justin Broadkick no Final, projeto esse nascido lá pelos idos de 1982, quando o Justin era apenas um moleque a fim de mergulhar em oceanos experimentais industrialísticos e noiseiros e que, apesar de longos hiatos (que duram pelo menos 10 anos cada um), ainda vive até hoje. Ou seja, background de chamar atenção, no mínimo.

Trabalhando em conjunto com Diarmuid Dalton (também do jesu) e Dominic Crane no tal Iroha, eis que eles se unificaram com mais algúem, o francês Thierry Arnal, membro responsável pelo Fragment. que, pelo que conheci, é o clone mais perfeito do jesu que já tive a chance de ouvir. Logo, acho que já dá para ter uma ideia do que vem por aí, não é? Muralhas de concreto sônico cimentadas com melodias agridoces que orbitam entre os campos do Drone, Shoegaze, Metal e uma ou outra demão de Industrial, traçando uma atmosfera pintada numa calma preguiçosa, melancolia e uma leve tensão que deixa um gosto de fim de tarde invernal na mente de cada um que insere seus ouvidos nestas músicas aqui.

Se não é algo exatamente original (pois o próprio jesu já se encarrega de levar essa proposta musical com maestria há um punhado de anos), trata-se de algo refrescante e delicioso de se ouvir no repeat. O álbum flui fácil, de forma que seus 45 minutos parecem durar 1/3 disso, apenas, e soa como um ótimo aperitivo para quem espera algo novo do mesmo, além daqueles que acompanham e admiram o trabalho que outros nomes como Nadja, Chuter, Methadrone, Alcest e esses aí que fazem a alegria da galerë descolada e desgarrada (?) pelo mundo a fora.

Bom, this is it. Espero que gostem!


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[2010] Bittersweet (EP)

01 - Wish Upon A Star (Iroha)
02 - Something's Got To Give (Iroha)
03 - Bittersweet (Iroha & Fragment.)
04 - Turning Around (Fragment.)
05 - Carved In The Sand (Fragment.)
06 - Bittersweet (IF. remix)


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George Dorn Screams



George Dorn Screams, ou simplesmente GDS, teve sua fundação na virada de 2005 para 2006 em terras polacas. Conseguiu um sucesso considerável em sua terra natal com seu debut Snow Lovers Are Dancing, lançado ainda em 2006, tendo um apoio positivo da tal crítica especializada e bom feedback do público, fato esse que se amplificou com o lançamento do álbum mais recente, O'malley's Bar (2009), sendo este que vos deixo aqui, neste post, álbum esse produzido por John Congleton, cidadão que já trabalhou com nomes como Explosions In The Sky, The Appleseed cast, dentre outros. Ou seja, não se tratam exatamente de uma banda iniciante buscando um lugar ao sol (ou à lua) e nem de um mero grupo de aventureiros querendo "caosar" por aí.

No last.fm e na sua página, a banda se auto-define como "música para fim de noite". Ainda que esses pseudo-rótulos sejam, na sua maioria, difíceis de engolir e pretensiosos até a medula, não há como discordar disso. Suas músicas não poderiam refletir melhor o espírito que paira naquelas horas noturnas nas quais as pessoas geralmente resolvem dormir, preparando-se para um novo dia turbulento, as ruas e casas tornam-se silenciosos a ponto de se escutar um alfinete caindo lá na esquina e onde cada indivíduo, entre aquele gap que fica entre o entre o sono e adormecer completo, começa a ponderar sobre sua vida e acontecimentos passados e aquilo que está por vir ao longo da estrada temporal. Ou seja, músicas que alteram uma melancolia agridoce com serenidade preguiçosa, recebendo injeções de energia latente carregadas de ansiedade como um grito abafado no travesseiro a fim de liberar os demônios interiores de suas mentes.

Se eu tivesse que encaixá-los em alguma categoria musical, diria que é um post-rock caído mais para rock do que post, se entendem bem o que eu digo. As músicas são todas vocalizadas, mas pinceladas de leves camadas shoegazerísticas e alguns matizes emprestados do post-punk. Nomes como Mazzy Star, Mew, Trespassing Williams, Jeniferever, e talvez até The Gathering sirvam como boa referência. Mas reitero, apenas referências. Pois a banda possui um bom grau de identidade no que faz, ainda que não seja extremamente inovador e nem pretende ser.

Sem mais delongas, taí o O'malley's bar, para quem quiser desfrutar e degustar. Enjoy it!


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[2009] O'malley's Bar

01 - Circles
02 - Cul-de-Sac
03 - Waterproof
04 - Summers, Springs And Winters
05 - Hangover Tune
06 - Over
07 - Clumsy Dance
08 - Messages From A Drunken Broom


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Apati



Em meio as gélidas e incrivelmente prolíferas terras suecas, eis que nasce mais uma banda sob o nome de Apati, no final de 2007, fazendo algo que pode se chamar como um Depressive Black Metal salpicado de Depressive Rock. Depois de várias mudanças de line-up, na qual, numa delas, inclui-se mudança do vocalista/liricista para Tokyo (?!), eis que o Apati parece mais estabilizado desde o lançamento de seu primeiro trabalho, Eufori, vindo à luz em 2009, álbum sucedido por Morgondagen Inställid I Brist På Interesse, este lançado há poucas semanas atrás.

Seus integrantes atuais atendem por C9H13N (o tal vocalista/liricista), Obehag (guitarra, vocal e letras) e Patient C (Guitarra, Baixo, Bateria, Teclado, Vocal, Guitarra, Letras, etc, etc, etc.). Nomes curiosos, não? Nomes estranhos dos integrantes, Black Metal alternativo (sic), Suécia... alguém aí gritou "Lifelover"? Sim, eu também gritei! Apesar de possuir uma identidade inegável, é impossível não comparar a trajetória e abordagem do Apati com os ditos cujos. Seu primeiro trabalho, inclusive, remete bastante ao Lifelover, musicalmente falando, nos seus estágios iniciais (época do Pulver).

Pois bem, quem tiver a curiosidade e clicar no link de download mais embaixo, vai ver que, atualmente, a coisa não é mais por aí com estes rapazes. Ainda que influenciado pelos amantes da vida, este álbum certamente vai muito além do que um mero copycat. Injetando elementos de Post-Rock, Shoegaze e de um Depressive Rock Katatonia contemporâneo-like, sem contar passagens meio folk (?), trata-se de um álbum bem criativo e feito com esmero, ao menos o máximo de esmero possível esperado de uma banda DSBM. Posso perceber influências de Amesoeurs , Woods Of Infinity e Shining ecoando livremente e claramente por entre seus bits sonoros, mas de um modo que estes servem mais como uma inspiração ou um referencial, não como um padrão a ser copiado e plagiado em seus mínimos detalhes.

Se não é ainda um álbum seminal e capaz de transcender barreiras da música ou do submundo Black-metálico, ao menos demonstra o grande potencial que o Apati possui em seu pleno regime de desenvolvimento e crescimento. No mais, aproveitem-o bem!

"The second fix of Apati is finally at hand.
So while the surface of your skin breaks from this sharpened needle and the music finds its way through your circulatory system, you will get to experience one of the most melancholic and yet so delicately destructive works of art.
As we slowly reach that flat line, as we slowly wither, this concrete - this asphalt fills our mind and we are consumed by the black tar. Feel the inspiration of nothingness, feel the embrace of Apati. "


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[2010] Morgondagen Inställid I Brist På Interesse

01 - Intro
02 - Kemisk kärlek
03 - Lämna mig ifred
04 - Jag älskar dig
05 - Syndafloden
06 - Ctrl+Z
07 - I förträngda minnens sällskap
08 - Allt är sig likt
09 - Total avsaknad av glädje
10 - Morgondagen


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ps: To purchase their albuns, you can contact them at: gravgaardspsalm@live.se