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Yuck



Yuck tem suas origens na famosa e cosmopolita cidade de London, Inglaterra, em algum momento de 2009, das cinzas do Cajun Dance Party. Depois de lançar alguns EPs e demos durante o ano passado, resolveram investir num full-length, self-titled, lançado a aproximadamente seis meses atrás (21/2). Desde então, o perfil da banda já aparece com mais de 85 mil ouvintes (até 4/9/11), com pelo menos 2000 ouvintes por faixa em cada semana. Sacaram o que tá acontecendo?

Entoces, os rapazes (e a mocinha baixista) estouraram, pode-se dizer assim, e tem se tornado objeto de culto mundial. Não me admiraria de estar pipocando nas rádios e MTVs pelo mundo a fora (não vejo/escuto nenhum dos dois a séculos, daí estou totalmente desinformado) e isso seria mais do que merecido. Assim que o CD começa a rodar, fazemos a pergunta: "Esse CD é mesmo de 2011? Jura que não é algum K7 perdido e remasterizado de alguma banda dos early-90 que nunca chegou a ver a luz da fama e algum fã fanático resolveu jogá-la na net, dizendo que é coisa nova, com uma trollface estampada no lugar do rosto?!". Pois é. A inspiração noventista deles é mais do que latente, sorvendo o que havia de melhor naqueles idos já tão remotos e encobertos de flanelas e VCRs mofados. Pixies, Dinosaur Jr., Sonic Youth, Pavement, Nirvana, Sebadoh, Yo La Tengo, My Bloody Valentine, dentre muitos outros, certamente estariam orgulhosos desse "filhote". Mas seria um erro dizer que é um plágio puro e descarado desse pessoal citado acima. É notável também uma forte dosagem Post-Rocker ressoando em toda faixa, bem como ecos Shoegazers deliciosamente microfonados, conferindo aquele sabor introspectivo e nebuloso que muitos adoram até hoje, e torço que continuem a gostar.

Claro que existem arestas a serem aparadas, mas o talento deles é reverberantemente incandescente e pulsante. Tem tudo pra ser um dos melhores nomes "alternativos" dos anos 10s, se souberem como desenvolver esse poderio como devem. A falta de uma originalidade mais marcante e a "datação" de sua sonoridade incomodará alguns, sei bem, mas quem é realmente original/transcendental atualmente, afinal? Ao menos aqui existe um grande potencial de cresciment. Deixo um destaque para as três primeiras faixas e especialmente para a última, Ruber. Se alguém não pensar em jesu assim que ouvi-la, devem estar com problemas nos tímpanos, só pode. São as mesmas guitarras densas e lentas carregadas de melancolia e introspecção abissal lançando flechas de agonia para tudo quanto é canto, premiada inclusive um com (belo) clipe.

Por isso não pude deixar de postar essa belezinha aqui para vós.
Enjoy!


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[2011] Yuck

01 - Get Away
02 - The Wall
03 - Shook Down
04 - Holing Out
05 - Suicide Policeman
06 - Georgia
07 - Suck
08 - Stutter
09 - Operation
10 - Sunday
11 - Rose Gives A Lilly
12 - Rubber

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I love You But I've Chosen Darkness




Texas, EUA, ano de 2002. Dá-se a luz ao I Love You But I've Chosen Darkness, ou simplesmente ILYBICD (pois abreviar é sempre preciso). Sua formação inicial é composta pelos nomes de Ernest Salaz, Christian Goyer, Edward Robert, Tim White, tendo a adição de Daniel Del Fevero depois de seu primeiro EP, que carrega o nome da banda, lá no ano de 2003. Este EP foi produzido pelo membro de uma banda indie de relativo sucesso na época, chamada Spoon, o que conferiu uma certa visibilidade a banda naqueles idos.

Mas não foi até meados de 2006 que a banda fez seu primeiro full-length. é o seu nome, e não poderia ser chamado de forma mais adequada do que esta. Desde os primeiros acordes até os ecos finais, o que se vê, ou melhor, escuta, são sombras, delírios, fantasmas da mente e do pessado, aliados a uma tristeza que Prozac nenhum resolve facilmente. Pode parecer clichê ou até caricato falando assim, mas duvido que vocês discordem disso quando as faixas começarem a rolar do seu player. Suas músicas evocam o que de melhor foi feito no Post-punk a 20-30 anos atrás. Mas diferentemente das bandas de Post-punk revival a la Interpol, Bloc Party e cia., eles parecem não se influenciarem tanto por Joy Division. Tenho certeza que The Smiths, Echo & The Bunnymen e especialmente The Cure são os CD de cabeceira dos rapazes do ILYBICD, e isso reflete-se com uma naturalidade incrível aqui, e de modo algum soando como um copycat cara-de-pau. Além disto, não raras vezes pode-se identificar camadas Synth Pop a la Depeche Mode e New Order, o que confere matizes mais acessíveis e palatáveis aqueles ouvidos menos acostumados a vórtices sonoros negros.

Uma pena que não há registro nenhum deles após este aqui. E eles não dão sinal de vida a tempos, pelo jeito. Acho que o FIOOS (outra abreviação necessária) foi demais para eles e resolveram ao oblívio e a trevas absoluta e insondável, só pegando carona no nome da banda para fazer alguma piadinha idiota. De toda forma, é um trabalho que, se não é genial, é altamente viciante, soando como um sopro de ar fresco, porém lúgubre, no universo dito indie e dedicado ao Post-punk revival. E criminosamente subestimado, ainda devo salientar.


Aproveitem! :)


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[2006] Fear Is On Our Side

01 - The Ghost
02 - According The Plan
03 - Lights
04 - The Owl
05 - Today
06 - We Choose Faces
07 - Last Ride Together
08 - At Last Is All
09 - Long Walk
10 - Fear Is On Our Side
11 - Untitled


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Wye Oak




Baltimore, MD, USA. Ano de 2006. Nasce o Wye Oak, união das mentes de Jenn Wasner e Andy Stack. Possuindo 3 trabalhos (até onde sei) já lançados, sendo eles o If Children (2008), The Knot (2009) - este que figurará no link de download mais abaixo, para os mais apressados - , e o EP My Neighbours do ano passado, não pode-se dizer ainda que eles possuem o conhecimento e reconhecimento que merecem da parte de mídia/público, mas sinceramente acho que não tardará a acontecer, não mesmo.

Assim como muitos álbuns que deixo por aqui, definir sua música somente com tags é uma missão complicada, pra não dizer impossível. Várias tags poderiam figurar aí embaixo, sendo as mais evidentes Indie, Shoegaze, Folk, Alternative, Slowcore, Post-rock. Isso soa vago, né? Concordo. Sua música vai muito além do que qualquer definição acima poderia denotar. Ela é agridoce, como um vento de outono que te traz memórias antigas de tempos bons mas que nunca mais voltarão. Também é serena e plácida, sob tons de desânimo e apatia latentes. Mas só na casca, e tão somente na casca. Pois sua essência parece constantemente devastada por turbilhões densos e incandescentes de melancolia e daquela famosa inquietação anímica que muitos parecem possuir de nascença, algo que nenhuma fluoxetina consegue resolver, nem em doses cavalares. E sim, ainda vale frisar a vibe bucólica emanada por todas as suas harmonias, conferindo um sabor ainda mais envolvente a todasas características e adjetivos que descrevi a pouco.

Sei que já existe um bom par de bandas que seguem uma proposta parecida, mas em poucas eu vi tamanha autenticidade e intensidade quanto esses aqui. Me fizeram ouvir o The Knot pelo menos umas 10 vezes ao longo de toda a semana, algo que, se considerar o largo número de GBs de música que tenho aqui no HD e o que tenho no meu mp4, é um número no mínimo do mínimo respeitável. Tenho certeza que fãs de Slowdive, Soul Whirling Somewhere, bem como todos aqueles seguidores do Slowcore de uns 15-20 anos atrás e o indie/folk contemporâneo irão saborear até o osso cada uma das 10 faixas do The Knot, e aguardar ansiosamente pelo novo trabalho deles, a sair em março.


//Alguns dias depois, deixo o novo trampo da banda, intitulado Civilian. Nele, pode-se ver, ouvir e degustar os tons ecos melancólicos, nostálgicos e enevoados do trabalho postado antes, embora um pouco amenizados em relação a ele. Nada que diminua a qualidade do seu trabalho, no entanto, pois permanece excelente e diferenciado.

Como já disse antes,
Enjoy it!


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[2011] The Civilian

01 - Two Small Deaths
02 - The Alter
03 - Holy Holy
04 - Dog Eyes
05 - Civilian
06 - Fish
07 - Plains
08 - Hot As Day
09 - We Were Wealth
10 - Doubt


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[2009] The Knot


01- Milk And Honey
02 - For Prayer
03 - Take It In
04 - Siamese
05 - Talking About Money
06 - Mary Is Mary
07 - Tattoo
08 - I Want For Nothing
09 - That I Do
10 - Sight, Fight


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Doves



Manchester, UK, ano de 1988. Surge o Sub Sub, conjunto de Dance Music que alcançou um sucesso razoável por aquelas épocas, tendo inclusive um single atingindo o Top-5 dos charts msuicais britânicos. Porém, oito anos depois, sofrem um grande abalo: seu estúdio incendiou-se, havendo perda de todo equipamento e tudo mais que eles obtiveram e guardaram desde então... Aí vocês me perguntam, tá, o que isso tem a ver com o Doves? Pois é isso mesmo, deste incidente infeliz foi gerado o Doves, formado por membros remanescentes deste Sub Sub, que decidiram rebatizar a banda e tocar outro rumo, sem olhar pra trás e deixar vestígios dos eons passados.

Quatro anos depois, veio seu primeiro full-length: Lost Souls (que, não por acaso, é o álbum que figura no link de download logo abaixo). O que percebe-se por aqui é uma atmosfera nebulosa, e claustrofóbica, regada a teclados gélidos e ritmos soturnos e envolventes. Quem perceber alguma paisagem sônica evocada do OK Computer do Radiohead traçada com tintas sutis, mas não menos marcantes, do Ambient a la Brian Eno e Harold Budd, perfumados com essências psicodélicas extraídas do Pink Floyd da era Wish You Were Here. sim, acertou. Se encharcarmos este cenário com ecos daquele Shoegaze mais etéreo e cósmico outrora praticado magistralmente pelo Slowdive, vai ficar ainda mais próximo do que é o Lost Souls. E quem simplesmente disser que este CD soa como um Travis e Coldplay munidos de uma inspiração e ousadia nunca vistos ao longo de suas carreiras, bem, também está correto. Por serem bandas conterrâneas e contemporâneas, é difícil não se influenciarem entre si. Mas qualquer um com um par de ouvidos um pouquinho mais apurado consegue notar que este álbum aqui, pelo menos, encontram-se num nível acima no quesito "qualidade artística".

Bom, está dado o recado. Não iludem-se esperando algo mágico e revolucionário, pois não é o caso. Não são mais um daqueles pretensos salvadores do Rock que pipocavam a rodo na época que este CD saiu, felizmente. Porém, sim, é uma trilha sonora ideal para o cair da tarde daqueles dias amorfos, insípidos e onde tudo parece fora dos eixos e sem muito sentido. Nada mais digno para os dias derradeiros de 2010, não é? Por fim... enjoy it. ;)


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[2000] Lost Souls

01 - Firesuit
02 - Here It Comes
03 - Break Me Gently
04 - Sea Song
05 - Rise
06 - Lost Souls
07 - Melody Calls
08 - Catch The Sun
09 - The Man Who Told Everything
10 - The Cedar Room
11 - Reprise
12 - A House


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Autolux




Autolux trata-se de um trio estadunidense formado no ano de 2000, cujos integrantes atendem por Eugene Goresther, Carla Azar (belo nome o da mocinha, não?), além de Greg Edwards. Seu debut álbum saiu em 2004, batizado de "Future Perfect", o que chamou a atenção do Mr. Trent Raznor e renderam-lhes uma turnê com o todo-poderoso NIN no ano de 2005. Isso não é para qualquer um, ainda mais para uma banda debutante! Mas então, depois de mudanças de gravadoras, meditações espirituais e uma espera que roçava os corredores da eternidade, eis que, no dia 3 de agosto de 2010, saía oficialmente o sucessor do Futuro Perfeito: Transit Transit.

Quem teve a chance de conhecer o debut, não encontrará muitas surpresas por aqui. A banda continua a se enveredar por um Indie Rock entrelaçado com muitas camadas Shoegaze, adoçado por vocais serenos e por vezes sussurrantes e regidos por uma percussão, digamos, inusitada (cortesia da nossa amiga Azar), fazendo lembrar gente do quilate do My Bloody Valentine (Loveless), Swervedriver, Radiohead (The Bends) e Jesus And Mary Chain dos early 90's. No entanto, nota-se que a galerë parece mais calma, arrefecendo um pouco a fúria sônica do primeiro álbum e explorando texturas sonoras mais cadenciadas, apresentando também uma riqueza maior nos seus arranjos e valendo-se de sintetizadores retrô e atmosferas que não raro me lembraram atmosferas geradas por um Pink Floyd da vida. Divertido, não?

Não diria que este álbum aqui vai salvar o mundo do Rock, nem por sua inovação ou mesmo uma qualidade sublime e transcendental. E eu mesmo achei o debut superior a ele, se querem uma opinião sincera. Mas ainda assim, temos aqui um fácil de ouvir e de se degustar, sabendo entreter mesmo sendo introspectivo em vários momentos. E isso, para mim, já vale mais do que 1000 Franz Ferdinands e The Strokes' da vida (corro perigo de ser apedrejado com essa última frase, mas enfim, aceito o risco, haha!)

Bom, agora só me resta emanar as famosas palavras que sempre marcam o final de um post aqui: enjoy it!


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[2010] Transit Transit

01 - Transit Transit
02 - Census
03 - High Chair
04 - Supertoys
05 - Spots
06 - The Bouncing Wall
07 - Audience No. 2
08 - Kissproof
09 - Headless Sky
10 - The Science Of Imaginary Solutions


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Rökkurró



A preguiça não vai me deixar fazer uma resenha agora, então deixo essa review em inglês por enquanto apenas para vocês terem uma noção do que se trata o som do Rökkurró.
Mas já adianto que a música encontrado aqui é de primeira qualidade.

A mixture of eerie rock sounds, bright indie pop melodies and classical strings, topped of with high pitched female voice singing in Icelandic – that’s the sound of Rökkurró.

Although these 5 youngsters come from the small town of Reykjavík, Iceland, they have big musical ideas that have brought them well deserved attention from the audience and press as recently they have been named one of the most promising bands from Iceland.

Rökkurró have been making music since 2006 and are now releasing they’re second LP Í annan heim (To another world) . Their first handmade and self titled EP was released in 2006 and is now unavailable. They released their first LP, Það kólnar í kvöld (It gets colder tonight) in Iceland 2007 and in Europe and Japan the year after. It got great reviews and after the release Rökkurró got offered to support Ólafur Arnalds and múm on tours abroad.

On the new album Rökkurró´s sound and songwriting has come quite a long way. A lot of which is thanks to Í annan heim´s producer, Alex Somers (Riceboy Sleeps), which helped the band come into their own and shape their new sound.

A lot of new instruments were added and song arrangements became more complex. This resulted in a nine song album: darker, more fragile and more complex than their first LP. It´s an album that both fascinates and haunts you.


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[2010] Í Annan Heim

01 - Í Annan Heim
02 - Sólin Mun Skína
03 - Skuggamyndir
04 - Við Fjarlægjumst
05 - Augun Opnast
06 - Sjónarspil
07 - Fjall
08 - Hugurinn Flögrar
09 - Svanur
10 Undir Sama Himni


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North Atlantic Oscillation



North Atlantic Oscillation, abreviado de NAO (linda sigla, não?) se trata de um fenômeno climático na região do Atlântico Norte devido à diferença de pressão atmosférica entre a Islândia e a ilha de Açores, sendo responsável pela força e direção dos ventos e tempestades nessa região.

Cultura inútil (ou não tão inútil) a parte, NAO também batiza uma banda escocesa, que se dedica a um som que transita livremente entre a esfera do Post-Rock e da música eletrônica, temperada ocasionalmente de Indie e Prog Rock. Suas músicas me lembram muito o GIAA no seu primeiro trabalho, o já postado aqui Collapse Under The Empire, além de alguma coisinha ou outra do Radiohead nos 00's em diante e dos momentos mais experimentais do Porcupine Tree. Ou seja, músicas carregadas de energia latente e um punch cósmico que confere um gosto futurista e cibernético a cada uma delas. Apesar de ser uma banda iniciante, eles derramam talento por tudo quanto é lado e mostram potencial suficiente para alcançar dimensões siderais ainda mais elevadas, deixando-me já na expectativa de novos lançamentos aqui!

Logo, taí mais um nome digno de ser guardado e seguido atentamente no futuro. Espero que gostem!


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[2010] Grappling Hooks

01 - Marrow
02 - Hollywood Has Ended
03 - Cell Count
04 - Some Blue Hive
05 - Audioplastic
06 - Ceiling Poem
07 - Alexanderplatz
08 - 77 Hours
09 - Star Chambers
10 - Drawing Maps From Memory
11 - Ritual


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George Dorn Screams



George Dorn Screams, ou simplesmente GDS, teve sua fundação na virada de 2005 para 2006 em terras polacas. Conseguiu um sucesso considerável em sua terra natal com seu debut Snow Lovers Are Dancing, lançado ainda em 2006, tendo um apoio positivo da tal crítica especializada e bom feedback do público, fato esse que se amplificou com o lançamento do álbum mais recente, O'malley's Bar (2009), sendo este que vos deixo aqui, neste post, álbum esse produzido por John Congleton, cidadão que já trabalhou com nomes como Explosions In The Sky, The Appleseed cast, dentre outros. Ou seja, não se tratam exatamente de uma banda iniciante buscando um lugar ao sol (ou à lua) e nem de um mero grupo de aventureiros querendo "caosar" por aí.

No last.fm e na sua página, a banda se auto-define como "música para fim de noite". Ainda que esses pseudo-rótulos sejam, na sua maioria, difíceis de engolir e pretensiosos até a medula, não há como discordar disso. Suas músicas não poderiam refletir melhor o espírito que paira naquelas horas noturnas nas quais as pessoas geralmente resolvem dormir, preparando-se para um novo dia turbulento, as ruas e casas tornam-se silenciosos a ponto de se escutar um alfinete caindo lá na esquina e onde cada indivíduo, entre aquele gap que fica entre o entre o sono e adormecer completo, começa a ponderar sobre sua vida e acontecimentos passados e aquilo que está por vir ao longo da estrada temporal. Ou seja, músicas que alteram uma melancolia agridoce com serenidade preguiçosa, recebendo injeções de energia latente carregadas de ansiedade como um grito abafado no travesseiro a fim de liberar os demônios interiores de suas mentes.

Se eu tivesse que encaixá-los em alguma categoria musical, diria que é um post-rock caído mais para rock do que post, se entendem bem o que eu digo. As músicas são todas vocalizadas, mas pinceladas de leves camadas shoegazerísticas e alguns matizes emprestados do post-punk. Nomes como Mazzy Star, Mew, Trespassing Williams, Jeniferever, e talvez até The Gathering sirvam como boa referência. Mas reitero, apenas referências. Pois a banda possui um bom grau de identidade no que faz, ainda que não seja extremamente inovador e nem pretende ser.

Sem mais delongas, taí o O'malley's bar, para quem quiser desfrutar e degustar. Enjoy it!


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[2009] O'malley's Bar

01 - Circles
02 - Cul-de-Sac
03 - Waterproof
04 - Summers, Springs And Winters
05 - Hangover Tune
06 - Over
07 - Clumsy Dance
08 - Messages From A Drunken Broom


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Jónsi



Jón Þór Birgisson, aka Jónsi, is the guitarist and vocalist for the Icelandic band Sigur Rós and also makes music with Alex Somers as Jónsi & Alex. His solo album, Go, will be released in April 2010.

Acho que isso já é o suficiente para terem uma idéia de quem se trata o post que escrevo agora sobre, né? Sim, é sobre o carinha da, talvez, mais famosa banda de Post-Rock do planeta e uma das maiores responsáveis pela difusão do gênero pelos quatro cantos do globo, o Sigur Rós.

Segundo algumas fontes que li pela internet a fora, parece que o SR entrou em hiato indefinido. Como todos sabemos como essas histórias terminam, (ou seja, RIP Sigur Rós), Jónsi resolveu lançar um álbum totalmente solo, que deve vir a luz de fato em forma no dia 6 de abril. Porém, enquanto esse dia não chega, podemos desfrutar do single promocional. Apesar de conter apenas 3 faixas, ele nos dá uma boa amostra do que pode vir pela frente. O single é recheado de melodias nostálgicas, celestiais e deliciosas, lembrando muito o trabalho do próprio Sigur nos dois últimos álbuns, embora perceba aqui um approach mais direto e simplório, sem que isso diminua em nenhum ponto o nível de qualidade que este single possui em relação ao trabalo da banda "original".

Ficarei aqui no aguardo do álbum full-length. Qualquer sinal que tiver, estará vindo diretamente para cá, neste post. Por enquanto, façam bom proveito! ;)


//Postando agora o full-length do Jónsi, com direito a algumas faixas bônus. Como já adiantei na postagem do single, sua sonoridade não se distancia muito do que ele fez no Sigur Rós, só apresenta-se sob uma embalagem um pouco mais pop e simples, sem muita margem aos experimentalismos criativos que marcaram a carreira de sua banda. Pois bem, a parte disso, é um álbum delicioso e encantador, perfeito para fins de tardes serenos de domingo. Aproveitem-o. ;)


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[2010] Go

01 - Go Do
02 - Animal Arithmetic
03 - Tornado
04 - Boy Lilikoi
05 - Sinking Friendships
06 - Kolnidur
07 - Grow Till Tall
08 - Around Us
09 - Hengilas
10 - Around Us (Acoustic)
11 - Boy Lilikoi (Acoustic)
12 - Go Do (Acoustic)
13 - Go Do (Radio Edit)


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[2010] Go Do (single)

01 - Go Do
02 - Kolniður
03 - Grow Till Tall


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H.O.P.E.



H.O.P.E. é nada mais que o projeto solo do francês chamado Nikolas Alkariis, tendo lançado seu primeiro (e único álbum, até onde se saiba) em 2006, sob o nome de Reason And Divine. E então vocês perguntam: "Tá, mas e daí? qual é a dessa banda, afinal?"

Bom, trata-se aqui de uma banda não mais do que inusitada. Sua base sonora é calcada firmemente num Symphonic/Post-Black Metal que remete imediatamente a nomes como Hollethon e Transcending Bizarre?, adicionando ainda toques vanguardistas aqui e acolá que lembram o já-postado-aqui-anteriormente Nachtmystium, porém, é impossível não se chocar quando, reunido com estes elementos musicais, ouve-se um vocal à la Muse/Radiohead (?!) e interseções eletrônicas cuja inspiração bebe diretamente das melhores fontes cyber e synth-pop! Sim, isso mesmo que você acabou de ler, Black Metal com elementos de Indie Rock!

Claro que eles só se dão o ar de sua graça em alguns momentos mais esparsos, mas não deixa de ser chocante ver a ousadia de fazê-lo, mesmo em poucos instantes. E fazê-lo muito bem, diga-se de passagem, pois eles realmente conferem um tonalidade totalmente renovada e diferenciada ao que pode-se esperar de algum CD de Black Metal alternativo (sic) e tornam a execução especial, alternando aqueles momentos de fúria negro-metálica em puro fervor com a dramaticidade e introspecção irradiada via essas interseções indie-like e alguns momentos mais serenos onde linhas de piano e interseções pop-cibernéticas dão o ar de sua graça.

Apesar de ter me chocado um pouco assim que deixei o CD rolar e de ter ficado com uma certa ojeriza à primeira vista com essa proposta, tive que me render e assumir que trata-se de um álbum excelente e ousado, fazendo jus a alcunha Avantgarde que muitos o conferem., valendo lembrar que, apesar de ser algo bastante underground, a produção está muito mais do que aceitável, talvez acima da média inclusive do sub-sub-sub-gênero no qual se situam. Logo, acho que seria de muito bom grado deixar o trabalho do H.O.P.E. aqui e que cada um tenha a chance de conferir o grande álbum que fizeram. Enjot it. ;)


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[2006] Reason And Divine

01 - An Ordinary Morning
02 - Chateau Noir
03 - My Own Interior Way
04 - My Second Self
05 - Absinthe
06 - Racine Mortelle
07 - A Light Despair
08 - Hope


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PhonºNoir









O PhonºNoir é um projeto solo do alemão Matthias Grübel e se trata de um som totalmente ambient, com doses de música eletrônica e que muitos chama de post-rock. Alguns chegam a classificar o som que ele faz como "indietronic", mas eu não costumo acatar essas classificassões/rotulações bizarras.
Acho que é interessante ouvir com bastante atenção, ele explora várias texturas sonoras, vocais limpos e duetos que são super agradáveis. A minha preferida é "Invisible at last" :)
Espero que todos gostem!

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[2007] The Objects Don't Need Us

01 - The figurines are moving
02 - A different kind of january
03 - You are the eskimo
04 - Invisible at last
05 - Climbing up that hill
06 - Sing through the wires
07- My paperhouse on fire
08 - We still miss the future
09- As seen at the end of the mechanical age
10 - The objects don't need us
11- Gullholmen

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Bright Red Paper










Sendo esta a minha primeira postagem, espero que os nobres membros e visitantes deste blog entendam, por favor, a minha inicial falta de jeito :)

O Bright Red Paper é uma banda estadunidense, mais precisamente da cidade de Portland, estado do Oregon. Eles possuem apenas este álbum, pelo menos por enquanto, e encontram-se trabalhando em um novo projeto que deve ser lançado em Outubro./08 Eles fazem um som independente que podemos classificar como sendo um rock alternativo, com pitadas de rock progressivo, ou simplesmente Post-Rock.
Conheci a banda por intermédio de um amigo e confesso que eles me surpreenderam imesamente, vista a originalidade, a inovação e a complexidade musical dos instrumentistas. Ah, o mais interessante é a interação do cello com os outros instrumentos. Particularmente falando, o cello é o segundo instrumento clássico cujo som mais me fascina, ficando atrás apenas do violino. Alguns classificam o som da banda como sendo uma mistura entre Arvo Pürt, John Tavener, Cuong Vu, Pat Metheny, Modest Mouse e Radiohead.

A questão é que o quarteto (formado por Douglas Jenkins, Cello, Eben Dickinson, percussão, Arcellus Sykes, baixo e Daniel Enberg, Guitarra/Vocais) faz um Post-Rock de extrema qualidade, absurdamente agradável aos ouvidos e que, consolidado com o próximo trabalho, pode levá-los a um lugar no topo do gênero. Espero que gostem :)

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[2005] - Bright Red Paper

1 - D Is For Dead Sea
2 - A World Collapsed
3 - C Sharp Minor
4 - Typewriter
5 - Western Waves Crashing



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