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Miracle




Miracle é nascido da união de forças de Steve Moore (Zombi, Earth, etc.) e Danny O'Sullivan (Sunn o))), Mothlite, Ulver, Miasma & Carousel of Headless Horses), cujo primeiro fruto vem a ser colhido agora, sob o belo nome de Fluid Window. Considerando o background dos cidadãos, o que de se imaginar toneladas de noise, feedback, psicodelia e insanidade sônica em seu level mais estratosférico, não?

Pois... erraram! Aqui, temos um belo, belíssimo álbum de synthpop (?!!). Sim, você não leu errado, e não deu a louca total no sujeito que vos escreve agora. Os rapazes chutaram o balde e resolveram criar algo totalmente diferente e inesperado, explorando outros mundos e universos, pensando fora da caixa. Claro, a veia psicodélica e a criatividade insondável permanece lá, em sua presença mais latente. Ela só aparece com outra roupagem, agora. É inevitável comparar as 5 músicas que compõem este (curto) álbum com o Depeche Mode, talvez o maior expoente do gênero, e posso dizer com segurança que fãs da banda ficariam muito feliz ouvindo este milagre (sic) aqui, pois não deve nada, nada mesmo. Porém, a tal roupagem que veste suas canções é um tanto mais escura e etérea do que os mesmos, valendo-se também de experimentações "spacey" como a que pode ser degustada, deliciosamente, em Wild Lights. Ou seja, um Depeche Mode cósmico, viajando por galáxias insondáveis e surreais e valendo-se de LSD como combustível.

Em suma, algo que, se não é o projeto mais original e revolucionário das últimas décadas, é algo recheado de criatividade e bom gosto, ainda mais se tratando de terrenos tão distantes quanto os terrenos nativos do duo. Certeza que até aqueles que torcem o nariz por música eletrônica irão admirar a beleza radiante disto aqui.

Enjoy!


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[2011] Fluid Window

01 - The Visitor
02 - Sunshine Hell
03 - Wild Lights
04 - Sunstar
05 - Breathe


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Ulver




Há bandas versáteis, que experimentam diversas sonoridades nos diversos álbuns que vão compondo, muitas acabam vulgarmente por ser apelidadas de “vendidas” e outros epítetos que tais. E da Noruega, vieram os Ulver. Os Ulver são, provavelmente, uma das bandas cuja metamorfose é a mais agradável e rica quando sujeita a exploração. Ao longo dos seus quase quinze anos de carreira, os Ulver propuseram-se a experimentar um pouco de tudo o que havia para experimentar. Se não, vejamos: numa fase inicial, entre 1994 e 1997 os Ulver eram conhecidos como uma banda de black metal, tendo editado três álbuns neste período. O ponto de viragem dá-se com o álbum conceptual Theme’s From William Blake’s The Marriage Of Heaven And Hell (1998), onde a banda se apresentou numa abordagem muito mais experimental, avant-garde. Os trabalhos que se seguiram foram limando cada vez mais esta predisposição para a experiência e os Ulver enveredaram por caminhos tão distintos do inicial black metal como o trip-hop e a electrónica ambiental. [hiddentrack.net]

Se há algo a que os Ulver nos habituaram desde sempre foi a esperar o inesperado. O percurso desta entidade é tão peculiar e singular que se torna redundante tentar compará-los a outros projectos ou tentar enquadrá-los dentro de algum género. Têm sido exímios exploradores de diversas paletes sonoras e artífices de ambientes envolventes e intrigantes... [amplificasom]

"Deve-se dizer neste ponto que não é fácil fazer uma review deste concerto de Ulver: não há (ainda) ponto de comparação; não havia qualquer tipo de expectativas em relação à escolha dos temas, a não ser que, qualquer que ela fosse, ficaria àquem das mesmas expectativas; sobrando para quem escreve a mera função de dizer ao mundo: “Ulver tocou ao vivo. Finalmente aconteceu. Afinal é possível passar aqueles temas para o vivo!” O que é muito mais do que algum dia pensei vir a fazer." [erodetheperson]


"This music is for the stations before and after sleep. Headphones and darkness recommended"

\Não tem o que falar. Melhor cd do ano, melhor banda do mundo.

p.s: Novo link em 320 kbps.



[last.fm] [myspace] [official website]



[2011] Wars of the Roses

01 - February MMX
02 - Norwegian Gothic
03 - Providence
04 - September IV
05 - England
06 - Island
07 - Stone Angels

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[2010] Klub Studio Live (Audience Bootleg)

1 - Eos
2 - Let The Children Go
3 - Little Blue Bird
4 - Rock Massif
5 - For the Love of God
6 - In The Red
7 - Operator
8 - Funebre
9 - Silence Teaches You How To Sing
10 - Plates 16-17
11 - Hallways Of Always
12 - Porn Piece Or The Scars Of Cold Kisses
13 - Like Music
14 - Not Saved


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[2009] The Wall Re-Built

03 - Ulver - Another Brick in the Wall


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[2009] Maihaugsalen Live (Audience Bootleg)

01 - [ladies and gentlemen]
02 - Little Blue Bird
03 - Rock Massif
04 - Funebre
05 - Let The Children Go
06 - Everybody's Been Burned (The Byrds cover)
07 - Silence Teaches You How To Sing
08 - Porn Piece Or The Scars Of Cold Kisses
09 - Plates 16-17
10 - In The Red
11 - Like Music
12 - Not Saved
13 - [thank you all]


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[2000] Perdition City


1 - Lost In Moments
2 - Porn Piece Or The Scars Of Cold Kisses
3 - Hallways Of Always
4 - Tomorrow Never Knows
5 - The Future Sound Of Music
6 - We Are The Dead
7 - Dead City Centres
8 - Catalept
9 - Nowhere/Catastrophe

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The Kilimanjaro Darkjazz Ensemble



O The Kilimanjaro Darkjazz Ensemble começou como um projeto audiovisual em 2000, influenciado por velhos diretores do cinema mudo como Murnau e Lang. Jason Köhnen and Gideon Kiers, começaram criando trilhas sonoras para antigos filmes mudos (Nosferatu, Metropolis), e progressivamente foram compondo novos materias inspirados nessas imagens que acabaram por formar dar vida ao TKDE.O album de estreia foi gravado com o line-up acima e foi lançado no Reino Unido em 2006.

"É difícil começar a falar de um álbum cujos pontos de interesse são mais que muitos. A abertura com The Nothing Changes é sutil e sombria, já a faixa seguinte, Pearls for Swine tem uma toada muito mais idm. É feito este balanço electrónica/ jazz ao longo de todo o álbum (intra ou entre faixas) com um apurado gosto por melodias simples e baixos absolutamente deliciosos. Ainda que acessível, é preenchido por um ecletismo saudável."

Imagine o Bohren und der club of Gore sem o doom angustiante , e no lugar deste acrescente as experimentações do IDM.

*Aproveito a postagem antiga do Pedro para deixar-lhes aqui o novo álbum da banda, intitulado Here Be Dragons. Segue basicamente a mesma linha do anterior, talvez um pouco menos Ambient e etéreo em sua concepção, ou pelo menos esta é a primeira impressão. Primeira impressão que diz tratar-se de um ótimo disco, por sinal. Perfeito para fãs dos caminhos mais alternativos do Jazz, música Ambiente ou qualquer um que queira ouvir algo que desafia os lugares comuns onde os universos musicais acabam sempre caindo e oscilando. E é isso!

/O Kilimanjaro Darkjazz Ensemble sem sombra de dúvidas é uma das minhas bandas preferidas atualmente, e quando soube que 2011 iria sair o novo álbum minha alegria foi lá em cima. Por isso, deixo aqui para vocês o novo cd de uma das bandas mais geniais da atualidade. Aproveitem!

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[2011] From The Stairwell

01 - All is One
02 - Giallo
03 - White Wyes
04 - Cocaine
05 - Celladoor
06 - Cotard Delusion
07 - Les Etoiles Mutantes
08 - Past Midnight

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[2009] Here Be Dragons

01 - Lead Squid
02 - Caravan!
03 - Embers
04 - Sirocco
05 - Mists O Krakakoa
06 - Sharbat Gula
07 - Shamhain Labs
08 - Seneca
09 - The MacGuffin


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[2006] The Kilimanjaro Darkjazz Ensemble

01 - The Nothing Changes
02 - Pears for Swine
03 - Adaptation of the Koto Song
04 - Lobby
05 - Parallel Corners
06 - Rivers of Congo
07 - Solomon's Curse
08 - Amygdhala
09 - Guernican Perspectives
10 - Vegas
11 - March of The Swine

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Ektoise




Logo assim que abro a página do last.fm da banda que posto hoje, me deparo com o seguinte parágrafo:

"Ektoise aim to make music that paints pictures in your mind, music that moves and inspires you. They fuse live performance with meticulously programmed electronics, obscure Eastern instruments and the latest digital toys to make music unlike any you’ve heard before. Drawing from a fascination with all forms of music, Ektoise combine their favourite parts of Rock, Electronica, Ambient, Shoegaze, Trip-Hop, Metal, Drone, Noise and Avant-garde to build a sound that is entirely their own."

Ambicioso, não? Sei que a maioria dos passantes e acompanhantes do blog devem estar cansados de ver pelo menos umas 10 bandas per year que valem-se do mesmo discurso - eu incluído - mas, tá, mesmo estes aqui não sendo tão revolucionários como o texto acima pode dar a parecer, eles tem certamente um brilho único e são sim, dignos de uma atenção maior do que a média. A carreira do Ektoise iniciou-se em Brisbane, Austrália, em 2007, dedicando-se inicialmente a música eletrônica/industrial. Hoje em dia, parece que os aussies incorporaram muitas outras influências a sua esfera musical, fazendo algo que pode ser definido simplesmente como: "God Is An Astronaut encontra 65daysofstatics num dia de chuva, e, juntos, decidem construir paredes sônicas na melhor escola do My Bloody Valentine com tijolos de Coil e Nine Inch Nails, ornamentos mezzo Jazz, mezzo Trip-hop, e, claro, pintadas com tons leves de música ambiente e erudita contemporânea, algo tipo Penderecki e Ligeti, pra conferir um toque mais soturno a abstrato ao quadro todo".
Não me admiraria, ainda, de reparar algumas influências de música oriental ocultas aqui e acolá em algumas faixas, e muito menos se algum filme kvlt de sci-fi dos anos 60-70 se valesse de alguma de suas músicas para montar sua OST, caso a banda existisse naquela época (ok, dificilmente eles conseguiriam fazer suas músicas com a mesma destreza de hoje em dia, visto o avanço vertiginoso da eletrônica e computação de lá pra cá, mas fica o exercício de imaginação aí).

Pode parecer aos neófitos que a banda carece de identidade. Ok, eles ainda precisam melhorar um pouquinho nesse sentido, no entanto não é nada merecedor de um diagnóstico de esquizofrenia e nada que fira os ouvidos de cada um (além das panaquices sonoras que eles fazem com a própria música, claro).


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[2010] Ektoise

01 - Rivers of Enkephalin
02 - Miasma
03 - Active Denial System
04 - Euclidean Curve
05 - Vovchachyn
06 - Tsaparang
08 - On The Transformation Of Romance Into Guilt
09 - Synaptic Modulation
10 - The Great Perpendicular Path
11 - The Thought Police


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Brian Eno




Nascido como Brian Peter George St. John le Baptiste de la Salle Eno em Woodbrish, UK, no ano de 1948, eis um dos nomes mais influentes ainda vivos e ativos na, digamos, música alternativa. Seu legado começou com o Roxy Music, lá nos early 70's, que se propunha em fazer algo que viria a ser chamado de Glam Rock futuramente (sem qualquer relação com Poisons, Cinderellas e porcariadas afins), se assemelhando a gente como o David Bowie. Com a dissolução do RM, Brian Eno partiu para novos horizontes sonoros, se tornando o maior expoente, talvez, da tal Ambient Music, onde predominam paisagens sônicas abstratas, sem chão nem teto, preenchidas apenas com vácuo cósmico e alegorias amorfas e surreais que por vezes se transformam em tempestades de decibéis.

Parte de sua fama não vem somente de seu trabalho como músico, mas sim daqueles como produtor, já tendo em sua bagagem gente como U2, Talking Heads e mais recentemente, Coldplay. Além disso, já teve colaborações com gente não menos influente que ele, como o Robert Fripp (King Crimson), Harold Budd (outro ícone da música ambiente), dentre outros que minha memória falha em lembrar (ou porque simplesmente não conheço). Com certeza, essa habilidade como produtor deve ter ajudado, e muito, em sua empreitada como músico em si, ajudando a moldar o som a seu bel prazer. Isto se ele não investiu em produção justamente com esse intuito.

Pois bem, seu novo trabalho, intitulado Small Craft On A Milk Sea, já pode ser encontrado logo abaixo. Nele, podemos ver um pouco do Eno antigo, como no Plateaux Of Mirrors, porém enxerga-se também toques de eletrônica mais furiosa, digamos, presentes em algumas faixas, bem como toques aqui e acolá de Math/Post-Rock. Se não é um clássico definitivo do Eno, certamente é um álbum que mostra que o cara, já sessentão, continua com ímpeto e criatividade afiados, o que já o coloca num patamar acima de muita gente que parece cair aos pedaços com 20, talvez 30 anos a menos.

Bom, tá dado o recado. Aproveitem!


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[2010] Small Craft On A Milk Sea

01 - Emerald and Lime
02 - Complex Heaven
03 - Small Craft on a Milk Sea
04 - Flint March
05 - Horse
06 - 2 Forms of Anger
07 - Bone Jump
08 - Dust Shuffle
09 - Paleosonic
10 - Slow Ice, Old Moon
11 - Lesser Heaven
12 - Calcium Needles
13 - Emerald and Stone
14 - Written, Forgotten
15 - Late Anthropocene



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Sailors With Wax Wings




Idealizado em 2009, Sailors With Wax Wings é o novo filho de R. Lohren (Pyramids) . Depois de uma viagem pelo mundo, o cara deve ter ficado repleto de ispirações e experiências ao criar um disco tão foda e com tanta gente de gabarito.
Não vou falar mais sobre o cd, mas logo abaixo vou postar a lista de participações nesse debut do Sailors With Wax Wings.

R. Loren - vocals / textures
J. Leah - vocals
Ted Parsons (Swans, Jesu, Godflesh) - drums
Simon Scott (Slowdive) - electronics
Aidan Baker (Nadja) - guitar
Colin Marston (Krallice) - guitar
Vern Rumsey (Unwound) - bass
Prurient (Dominick Fernow of Hospital Productions, Cold Cave, etc) - noise / electronics
James Blackshaw (Young God Records solo artist, Current 93) - piano
Hildur Gudnadottir (Touch Records) - cello
Aaron Stainthorpe (My Dying Bride) - vocals
Jonas Renkse (Katatonia) - vocals
Marissa Nadler (Kemado Records solo artist, appears on Xasthur’s latest record) - vocals
David Tibet (Current 93) - cover art
Faith Coloccia (Mamiffer) - design, layout, painting, collage
James Plotkin (Khanate) - mastering

Precisa dizer mais?

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[2010] Sailors With Wax Wings - Sailors With Wax Wings

01 - Soft Gardens Near The Sun, Keep Your Distant Beauty
02 - There Came a Drooping Maid With Violets
03 - If I Should Cast Off This Tattered Coat
04 - And Clash and Clash of Hoof and Heel
05 - Yes, I Have a Thousand Tongues, And Nine and Ninety-Nine Lie
06 - God Fashioned the Ship of the World Carefully
07 - There Was One Who Sought a New Road
08 - Strange That I Should Have Grown So Suddenly Blind

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fingerspit



Com o advento da internet, temos uma melhor capacidade de divulgação e um número bem maior megabytes a serem trocados por unidade de tempo ao alcance dos nossos dedos. Melhor capacidade e número de megabytes que crescem aceleradamente com o passo crescente do tempo, claro. E isso nos traz muitas vantagens e coisas boas para nós ao mesmo tempo que muitas desvantagens e porcariadas, claro. Dentre as porcariadas, cito somente as mais óbvias: um overflow gigantesco de informações por segundo, no qual somos obrigados aconsumir muito antes de digeri-las, fato esse que acaba por distorcê-las e deturpá-las ao extremo, futilidade

Enquanto isso, temos aqui o fingerspit. Trata-se de mais um one-man project oriundos de terras espanholas que se dedica a um amálgama de Post-Rock, Ambient e música eletrônica desenhado com temática sideral e harmonias estelares. Nada de muito novo no front, ou o suprassumo da originalidade e genialidade musical, mas garante um bom punhado de minutos com uma audição agradabilíssima, leve, fácil, e encantadora em sua beleza cósmica.

Tá, e o que tem a ver isso com o assunto do parágrafo antecessor? Pois respondo: você acha que 99.99998% das pessoas aqui chegaria a ouvir este projeto se não fosse o crescimento das world wide web, social networks e afins? Talvez só o próprio encabeceador do projeto e seus amigos, ou talvez aqueles mais ligados ao gênero e conhecidos de produtoras do ramo, e isso sendo bem otimista. Vivendo na América do Sul, ou seja, fora do eixo Europa-América do Norte-Japão, dificilmente teríamos acesso a tais bandas e projetos. Poderíamos até conhecê-los em algum zine ou revista, porém muito dificilmente chegaríamos a tê-los ao alcance dos nossos ouvidos. E isto, pelo menos para mim (vejam bem, opinião puramente pessoal, o que não quero dizer que representa necessariamente a opinião geral), é a maior vantagem que essa expansão da rede virtual nos proporciona. O fácil acesso ao conhecimento, e facilidade de divulgação antes nunca vistos.

Por isso mesmo que sempre critico aquelas bandas que criticam a divulgação virtual. Ok, sei que artistas precisam comer e ter algum lugar para dormir também, e que gravadoras, especialmente aquelas majors, pressionam por demais para que artistas X, Y e Z atinjam um certo número de vendas. Mas aqueles undergrounds, munidos de talento e criatividade mas não de recursos, só tem a ganhar com todo essa revolução do mundo da informação que vivenciamos aqui, em plenos 2000's. E sortudo serão aqueles que fizerem um bom uso desta tecnologia, ao invés de se digladiarem inutilmente contra ela como alguns fazem (*cof Metallica cof*)

Bom, o post já ficou demasiadamente longo. Disponibilizo aqui as demos compiladas do fingerspit. Enjoy it!


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[2010] space (demos)

01 - Intro
02 - Across The Sky
03 - Last Minutes On Earth
04 - Up And Ahead
05 - Space Years
06 - Burning Ocean
07 - Inside Venus
08 - A Galaxy Rise
09 - Outro


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ps: There is a "buy now" option in the project's bandcamp, in case you wish to purchase a copy of his work.

The Timeout Drawer



"But this is what you do when you’ve grown up in an overly-comfortable suburb: you feel the pain and invent the riot. The founding members of the band, Chris Eichenseer and Jason Goldberg, have done that most of their lives - from breakdancing together in the 5th grade to starting punk and metal bands in middle school, to spending most of high school in experimental bands with midi chains that could choke a baby elephant, noodling around before IDM and post-rock were properly coined. It was natural when their interests led them to the instrumental rock outfit they found themselves inventing in the summer of 1999 - The Timeout Drawer."


Descrições de bandas de Post-Rock são sempre divertidas, não acham? Pois bem, acho que já denunciei de quem falarei aqui, do Timeout Drawer. Como também aponta o parágrafo acima, o duo (que alguns anos depois tornou-se um quarteto) mergulha de cabeça nas águas mais etéreas do Post-Rock, pintando com corais Ambient, IDM e eletrônicos suas praias sonoras. Até aí, nada de muito surpreendente, várias bandas apresentadas neste espaço fazem algo similar. Porém, é notável que existe algum combustível a mais aqui: talento.

Suas músicas fluem fácil pelos auto-falantes, docemente, evocando atmosferas de começo de noite nublados, talvez sob uma leve chuva, num recanto solitário e suburbano, no qual podemos observar da janela do 27º andar as luzes da cidade iluminando a arritimia incessante do vai-e-vém de pessoas apressadas e cansadas, as luzes de prédios vizinhos se acendendo com a chegada de várias destas pessoas, motores rugindo palavras de estresse mecânico, TVs ligadas no noticiário ou no seriado do momento, crianças contando sobre as artimanhas na mesa do jantar, panelas e fumaça exalando pelos vitrais da janela... são imagens que vem imediatamente ao degustar deste álbum aqui, o último deles, batizado de Nowonmai. Nowonmain que absorve todo o feeling dessa fotografia citadina, polvilhada de uma melancolia sutil, de uma ansiedade por dias melhores e expectativa pelo próximo nascer do sol.

Acho que os dois últimos parágrafos já são mais do que suficientes para entenderem o que se passa. Só acho triste ver a página do last.fm deles, por exemplo, tão abandonada e a banda ter pouco reconhecimento (e conhecimento), como vejo aqui. Uma pena, pois ao meu ver, temos uma pedra preciosa sonora aqui.

Então, cabe a mim tentar reverter esse panorama. Nowonmai encontra-se logo abaixo. Enjoy it.


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[2005] Nowonmai


01 - I Fall So Far And I Fall So High
02 - Bursting With Tears, I Comit To Destroying You
03 - There Is So Much Love
04 - This Narrow Room Is World Enough
05 - Nothing Can Stop Me
06 - Blue eyes And Filled With Horror
07 - Take a Look At Me Now
08 - What Looked Like The Morning Was The Beginning Of The Endless Night



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Lights Out Asia




Lights Out Asia teve sua origem no ano de 2003, pelas mãos de Chris Schafer e Mike Ystad, naturais da cidade de Milwaukee, WI, USA. Começaram a compor musica de maneira quase artesanal, onde predominava aquele espírito básico de do-it-yourself. Assim, nasceu seu debut, intitulado Garmonia. Tendo chamado atenção de pessoas como Michael Rush e da gravadora Sun Sea Sky, o então trio teve mais condições de explorar novos e diferentes horizontes sônicos por entre as multi-dimensões da variedade cósmica. E assim, veio a luz álbuns maravilhosos como Eyes Like Brontide (2006), Tanks and Recognizers (2007) e o atual In The Days Of Jupiter (2010), sendo este último a figurar nestas páginas daqui.

Sua música explora com precisão e uma incrível naturalidade os reinos etéreos onde se interceptam o Ambient, Post-Rock, Shoegaze, Downtempo, Electronica, IDM, Dream Pop, etc, etc e mais etc. que não se preocupa em se definir exatamente a que mundo pertence, mas sim a otimizar cada elemento constituinte destes subgêneros de modo a utilizá-los estrategicamente para criar novos sabores em suas peças musicais. Peças que contem uma espécie de tom cinematográfico, sideral, não por raro nostálgico, contemplativo e melancólico, regidas sempre com brilhantismo fluente que não faz você perceber que muitas delas duram mais de 10 minutos.

Bem, acho que é isso. Recomendável, altamente recomendável, para fãs de Hammock, Eluvium, The American Dollar, God Is An Astronaut, Sigur Rós, Brian Eno, dentre outros que minha mente não consegue lembrar agora. Enjoy!


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[2010] In The Days Of Jupiter

01 - All These Worlds Are Yours
02 - Except Europa
03 - Attempt No Landings There
04 - All Is Quiet In The Valley
05 - 13AM
06 - Arbres Paisible
07 - Great Men From Unhealthy Ground
08 - Currents Meet The Tide
09 - Then I Hope You Like The Desert
10 - Shifting Sands Wreck Ships
11 - Bye Bye November


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North Atlantic Oscillation



North Atlantic Oscillation, abreviado de NAO (linda sigla, não?) se trata de um fenômeno climático na região do Atlântico Norte devido à diferença de pressão atmosférica entre a Islândia e a ilha de Açores, sendo responsável pela força e direção dos ventos e tempestades nessa região.

Cultura inútil (ou não tão inútil) a parte, NAO também batiza uma banda escocesa, que se dedica a um som que transita livremente entre a esfera do Post-Rock e da música eletrônica, temperada ocasionalmente de Indie e Prog Rock. Suas músicas me lembram muito o GIAA no seu primeiro trabalho, o já postado aqui Collapse Under The Empire, além de alguma coisinha ou outra do Radiohead nos 00's em diante e dos momentos mais experimentais do Porcupine Tree. Ou seja, músicas carregadas de energia latente e um punch cósmico que confere um gosto futurista e cibernético a cada uma delas. Apesar de ser uma banda iniciante, eles derramam talento por tudo quanto é lado e mostram potencial suficiente para alcançar dimensões siderais ainda mais elevadas, deixando-me já na expectativa de novos lançamentos aqui!

Logo, taí mais um nome digno de ser guardado e seguido atentamente no futuro. Espero que gostem!


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[2010] Grappling Hooks

01 - Marrow
02 - Hollywood Has Ended
03 - Cell Count
04 - Some Blue Hive
05 - Audioplastic
06 - Ceiling Poem
07 - Alexanderplatz
08 - 77 Hours
09 - Star Chambers
10 - Drawing Maps From Memory
11 - Ritual


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Eluvium



Eluvium é o nome do projeto criado em 2003 pelo estadunidense Matthew Robert Cooper, originário da região de Portland, Oregon, já calejado na área de produção e gravação de música ambiente. No seu histórico, já constam 5 full-lengths, sendo o mais recente deles, chamado Smiles, o que deixarei-vos agora.

Apesar do background e do esqueleto Ambient do Eluvium, seria simplista demais defini-lo somente com esse nome, pois muitas influências e ingredientes diferenciados são visíveis e (ouvíveis) nele. Percebe-se com clareza uma aura Post-rock circundando o corpo sônido do Eluvium, aproximando-o muitas vezes de nomes como o já postado aqui Hammock, assim como Lights Out Asia e Stars Of The Lid, sendo esta aura ornamentada com padrões de eletrônica minimalista, música clássica contemporânea piano-driven e Shoegaze, em maior ou menos escala, dependendo do referencial que você posiciona seus ouvidos para escutá-la e admirá-la. Suas músicas geralmente transmitem uma sensação de uma frieza meio sideral que transborda uma melancolia nostálgica e meio pueril, de modo a transmitir mais serenidade e calma de espírito do que, exatamente, tristeza e desconforto.

O álbum novo, Similes, apresenta um elemento diferente em relação aos antecessores: algumas músicas possuem um vocal, sendo ele quase o tempo todo sussurrado e tímido, quase como um acompanhamento do instrumental, funcionando na melhor escola Shoegaze. Não o achei, até o momento, superior ao An Accident Memory In The Case Of Death, mas se trata de um álbum agradabilíssimo e adorável em todos os aspectos, dignos de figurar nessas páginas e de ter um lugar no hard disk e media players de vocês aí. Então, aproveitem-o! ;)


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[2010] Similes


01 - Leaves Eclipse The Night
02 - The Motion Makes Me Last
03 - In Culmination
04 - Weird Creatures
05 - Nightmare 5
06 - Making Up Minds
07 - Bending Dream
08 - Cease To Know


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ps: In the download link, I accidentaly wrote the album's name as Smiles. Correct it when you get it, please.

The American Dollar




O nome da banda que posto agora pode não ser um dos melhores da história da música, longe disso, o que pode desestimular algumas pessoas a conhecer melhor o trabalho da banda (como foi o meu caso). Por isso, resolvi falar logo no início da resenha que é um grande erro no caso dessa banda e que não se sintam desencorajados a conhecê-la só por isto.

Enfim, chegando ao que interessa, o dólar americano vem de Queens, NY, tendo sido fundado no ano de 2005 com o intuito de fazer um amálgama de post-rock com música eletrônica e ambiente e, desde então, vem cumprindo (e muito bem) o seu papel. Suas músicas remetem a algum lugar futurista, frio e de alguma maneira desolado mas que, ainda assim, nos parece reconfortante, sereno e permeado de uma nostalgia melancólica mas de modo algum nociva, funcionando muito bem como uma espécie de trilha sonora de algum filme enigmático e abstrato construído com imagens e sentimentos de nossa própria mente, corpo e espírito.

Posto aqui o trabalho novíssimo deles, chamado de Atlas, que se trata de um trabalho agradabilíssimo e muito interessante de se ouvir, sentir, respirar e admirar de todas as formas sensitivas e sinestésicas possíveis.

Muito recomendado, de fato. Aproveitem!


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[2010] Atlas

01 - A Few Words
02 - Age Of Wonder
03 - Fade In Out
04 - Shadows
05 - Oil And Water
06 - Circuits
07 - Red Letter
08 - Clones
09 - Equinox
10 - Second Sight
11 - Frontier Melt
12 - Flood
13 - Escapist

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Collapse Under The Empire





Collapse Under The Empire é o nome de uma banda oriunda de Hamburg, Alemanha, que surgiu em meados de 2007 com o intuito de tocar instrumental/post-rock ao seu próprio modo. Sendo uma banda completamente independente até o dado momento, eles lançaram seu debut album intitulado "systembreakdown", lançado já em 2009, e é sobre ele que falarei agora e postarei neste espaço.

Desde os primeiros segundos da audição do colapsodosistema, algumas coisas saltam os olhos (ou ouvidos), como a produção do álbum. Mesmo sendo lançado e produzido de modo totalmente independente, é de impressionar a sua (alta) qualidade, com todos os instumentos aparecendo de forma bem límpida e inteligível em todas as músicas. Não só os intrumentos em si, como também os efeitos eletrônicos que a banda emprega em lugares bem estratégicos em cada uma de suas músicas, o que confere um perfume e sabor bem especial a cada uma delas, além de empregar uma certa atmosfera futurista e cibernética, digamos assim, ao seu universo sonoro. Em vários momentos, essa união de música eletrônica (de boa qualidade, diga-se) com o post-rock remete imediatamente ao 65daysofstatics, que parece mesmo ser a maior influência da banda. Em outros, já lembra o God is an astronaut em seu primeiro trabalho, The end of the beginning, onde a banda flertava bem mais com gêneros eletrônicos. Pode ser que a banda ainda careça de certa maturidade, mas nada mais natural se tratando do tempo em que ela existe, e ainda assim acho que ela muito pouco afeta a qualidade do CD.

É compreensível a "bronca" que muitas pessoas tem do post-rock contemporâneo, alegando que existe um oceano infindável de bandas que se adentram na dimensão do gênero e a maioria nada mais faz do que um copy-and-paste do que bandas mais famosas e consagradas já fizeram em outras épocas, o que é uma crítica válida. Porém, percebo que essa banda aqui revela um potencial e criatividade gigantescos, algo que o tempo não tardará em transformá-los em belíssimos trabalhos e poderá elevar-lhes a níveis bem mais altos do que a maioria das bandas post-rockers que vem borbulhando em vários cantos do globo, além do mais, seu trabalho constrói uma atmosfera difícil de resistir e é de assimilação fácil e agradável. Por isso, achei que mereciam um espaço aqui, para serem divulgados e ter seu nome espalhado por vários cantos e ouvidos do globo a fora. Enfim, aproveitem-o ;)


*Além dos álbuns já postados aqui antes, trago-lhes aqui o novo full-length do CUTE (ficou bonitinha mesma essa abreviação, também acho), o Find A Place To Be Safe. Acho excelente ver que a banda está com todo o gás e lançando dois álbuns completos num espaço de menos de 9 meses, algo raro de se ver mesmo entre bandas iniciantes na atualidade. Quanto ao álbum em si, não esperem nenhuma surpresa em relação ao debut. Aquele post-rock mais "happy happy" e encoberto com camadas eletrônicas e nuances ambientes, bem ao estilo do primeiro trabalho do GIAA, continua firme e forte, talvez ainda mais refinado do que antes. Um belo aperitivo para o final do ano, sem sombras de dúvids. Espero que gostem!

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[2009] Find A Place To Be Safe

01 - Captured Moments
02 - Crawling
03 - Find A Place To Be Safe
04 - Tranquillity
05 - Angle Of Incidence
06 - Decay
07 - Far To The Past
08 - A Smell Of Boiled Greens
09 - Intelligence
10 - Conscious Of Thirty Nine
11 - Take A Shot On Me


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[2009] Crawling

01 - Crawling
02 - Captured Moments


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[2009] systembreakdown

01 - Monumental Sequence
02 - Sky Falling
03 - Innocence
04 - The Taste Of Last Summer
05 - Quiet Dimension
06 - Environmental Obssession
07 - Turn
08 - Depending On You
09 - Further Than The End Of The World
10 - Buried In Pieces


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Fever Ray




Fever Ray, álbum de estreia do projeto homônimo de Karin Dreijer, é um quebra-cabeça de dez peças. E a charada que estimula o ouvinte a conectar cada um dos pedaços gira em torno da pergunta: quem é Fever Ray?

Somos apresentados a uma criatura sem gênero bem definido; um ser fantástico com vida e história próprias. Talvez seja uma sombra de Dreijer; espírito selvagem de cores folclóricas que vive em contos sussurrados no ouvido de uma criança assustada. Mas, a despeito de toda montagem cênica, Fever Ray também soa pessoal. Suas letras são declamadas em tom de confissão, como se este alter-ego exprimisse segredos compartilhados com a cantora. Declarações de amor e desilusão abafadas por fumaça eletrônica.

Este é um disco de estúdio e, por sua introspecção, precisa ser ouvido com cuidado. Não há melodias épicas ou rufares de tambores. A energia de instrumentos tocados por músicos de carne e osso também está ausente. Os arranjos emergem de intrincadas combinações de texturas, notas de teclados e efeitos de eco. Tudo se combina de maneira delicada, como num fractal sonoro de infinitas ramificações.

Mas, apesar do trabalho esmerado de composição, as bases servem apenas de moldura para o grande destaque do álbum: as confissões. Tome por exemplo a primeira faixa, "If I Had a Heart". Não há nada ali além de um ronco suspenso fazendo ziguezague infinitamente. Mas a pronúncia metalizada de cada um dos versos - cantados sob o peso do apocalipse - acende o desejo de voltar a ouvir a música outras vezes.

A todo o momento somos torturados pela dúvida: ter pena de uma criatura que não pode sequer amar (e em certa altura confessa desejar tocar o chão), ou suspeitar dela? Sem aviso, os versos infantis se tornam atos de uma missa macabra: "This will never end / Cause I want more / More, give me more / Give me more".

Conforme as músicas terminam, os pedaços do quebra-cabeça se conectam e tornam mais clara a dimensão psicológica de Fever Ray. Conhecemos os becos sentimentais de uma criatura desejosa pela vida adulta e que passa seus dias aprisionada entre paredes imaginárias. As letras revelam as múltiplas facetas da personagem confusa e fascinante criada por Karin. Desde a nostalgia pueril de "When I Grow Up", passando pela solene melancolia de "Concrete Walls" até a auto piedade da já citada "If I Had a Heart". Por fim, sobre os uivos de uma ave de rapina, a despedida vem com "Coconut" - talvez a menos emocional entre as faixas do álbum.

Apesar de toda a vontade de expiar seus segredos, este é também um disco de profunda introspecção, como já foi dito. O clima de isolamento contamina os arranjos instrumentais, que podem parecer repetitivos ou estéreis demais se não examinados de perto. A impressão é de que, apesar de ter concordado em exibir seu demônio particular, Karin Dreijer o fez da maneira mais hermética e discreta possível. Para que o ouvinte não note, talvez, que há o coração de uma mulher adulta batendo por trás do simulacro gelado que ela batizou de Fever Ray. [by: Marcus Vinicius]


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[2009] Fever Ray

1 - If I Had a Heart
2 - When I Grow Up
3 - Dry and Dusty
4 - Seven
5 - Triangle Walks
6 - Concrete Walls
7 - Now's the Only Time I Know
8 - I'm Not Done
9 - Keep the Streets Empty for Me
10 - Coconut


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Kashiwa Daisuke




Kashiwa Daisuke, nascido na cidade de Hiroshima, Japão, começou a compor música como estudante, influenciado principalmente por artistas de Rock Progressivo. Isso até o ano de 2004, quando resovleu se lançar no seu projeto musical, que carrega seu próprio nome, pelo mundo a fora, e desde então decidiu seguir os trilhos deste caminho e evoluir cada vez mais sobre eles. E tem evoluído de tal forma que suas músicas (ou trechos delas) tem feito parte de vários comerciais e programas de TV, contribuindo ainda mais para ampliar sua fama junto com seu trabalho como músico, compositor, remixer e engenheiro de masterização.

Descrever sua música em si é uma tarefa extremamente árdua. Árdua porque seu trabalho não possui um único estilo ou conjunto de estilos a seguir, mas possui uma gama de influências tão vastas que se torna impossível escolher somente algumas delas para defini-lo! Basicamente, seu trabalho é calcado nos terrenos do Post-rock, Ambient, Eletronica, IDM, Neoclassical e Progressive, mas de tal forma que as músicas contem todos esses estilos contidos num só, e a forma como ele é construído nelas é de tal modo que acaba refletindo também as influências dos demais, o que consegue conferir uma unidade e identidade especial nos seus álbuns apesar de sua aparente heterogenidade.

O álbum postado aqui, chamado de Program Music I, representa em sua forma mais quintessente o que descrevi no parágrafo acima. Músicas que seguem estruturas não-lineares, como se tivessem sido feitas de colagens de várias outras composições (se é que não foram!) onde os universos do PostRock, Ambient, Eletronica e música erudita contemporânea se tornam um só e convivem em harmonia perfeita, mesmo em sua aparente disposição caótica. Sem dúvidas, um álbum de muitíssimo bom gosto e de criatividade em seu mais puro sumo. Recomendo a todos que gostem de explorar esses meandros mais experimentais e, por vezes, subvalorizado da música!


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[2007] Program Music I

01 - Stella
02 - Write Once, Run Melos



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Ossein




Ossein é um projeto inusitado tornou-se conhecida devido ao fato de liberarem suas músicas em formato digital, gratuitamente. O primeiro lançamento do grupo foi em janeiro de 2008, Declination, que abrange influências das mais variadas passando pelos primordios do Ulver, passando pelo USBM e até mesmo música ambiente. Considertando que o grupo não tem nenhuma associação com gravadora, o cd teve uma repercussão considerável na internet. Fugindo dos parametros normais do Black Metal, a banda apoia o Veganismo, a espiritualidade, o uso de drogas e substâncias naturais e uma mente política aberta.

Apenas 3 meses depois do lançamento de Declination, a banda libera gratuitamente outro album, dessa vez intitulado como Osaka, que afasta um pouco da proposta anterior e atravessa para caminhos mais experimentais e eletronicos. A inspiração para a gravação de "Osaka" vem devido a influências de artistas como Sigur Ros, Mum, Fennesz e desta vez a nova fase do Ulver. Nile Bowie, que além de ser a "mente" do grupo faz também todo o trabalho visual, supostamente perdeu o interesse de fazer black metal, mas se sentiu capaz de mostrar aos ouvintes a gama de sons que podem desempenhar.

Führer é o ultimo trabalho da banda lançado digitalemnte no inicio de 2009, é sem duvida o mais audacioso e espetacular lançamento da banda até hoje. O album caracteriza por aborrdar muito a temagem politica , no qual a faz uma comparação entre o atual estado da política americana com o Terceiro reich.
Führer é um disco sobre o Deus no Homem, oprimido pelo Homem brincando de ser Deus. o Disco é o resultado de 1 ano de experimentações e crescimento. Segundo a própria banda "Nosso cérebro reage de maneira diferente quando expostos a diferentes frequências som, que alteram o nosso humor, opiniões e consciência."
O cd abrange uma gama muito grande de influências, fazendo esse cd ser especial. Enquanto algumas faixas são bastante acessíveis e de fácil similação, outras ja exigem uma atenção maior por parte do ouvinte por serem em sua grande parte instrumentais fazendo que uma variedade de emoções, ideias, auto-reflexão tome conta de você no decorrer das faixas do cd.
Embora algumas faixas soem mais "dark" outras tem uma levada mais calma e candenciada . A primeira faixa do cd é um retrato da divindade após a morte, já a ultima expõe uma visão inquita do futuro da civilização e de isolamento no plano fisico. Algumas apresentam uma abordagem mais humana, despojado devido ao uso de instrumentos acusticos, a voz suave ecoando dando uma beleza incrivel ao som, contando histórias de falta de liderança, filosofia, e na busca de divindade. A banda declara como principais influências na gravação desse cd Johnny Cash e Joanna Newsom passando por Merzbow e Coil.

Não tenho muito a acrescentar sobre o disco que estou postando aqui, indispensavel pra qualquer fã de musica experimental, de avant-garde e de boa musica em geral. Elementos do black-metal, do post-rock, do industrial e da música eletronica se fazem presente neste cd, o que faz com que o Ossein seja uma resposta americana aos Deuses Noruegueses do Ulver, algumas vezes o vocal até chega a lembrar o timbre de Kristoffer Rygg (Ulver) e Scott Kelly (Neurosis).
Estamos apenas na primeira semana do ano, mas tenho certeza que no final este cd estará na minha lista de melhores do ano. Uma grata surpresa, que fará qualquer fã de Ulver(Novo) e Coil partirem para outro plano e apreciar esta viagem que esses americanos de New Jersey fizeram.


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[2009] Führer

CD 1

1 - Maize In The Afternoon Light
2 - All Roads Lead Here
3 - The Incantation Of Matter
4 - The Labors Of The Blind Eagle
5 - A Priori
6 - Goose
7 - Marble
8 - On The Vanity Of Existence
9 - A Paradoxical Tension
10 - The Conduit Ocean
11 - The Suffering Of Man / Eisenstaedt

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CD 2

1 - Creator & Destroyer
2 - The Self Silenced Man
3 - Wisteria In Bloom
4 - The Peeling Wall
5 - A Philosophy Rising
6 - The Last Man Alone With God
7 - Marble (Fermented)
8 - Under The General Name
9 - The Merovingian
10 - The Great Uninterrupted Shambhala
11 - Once Metropolis

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Genghis Tron




Genghis Tron é um trio de experimental grindcore formado em Poughkeepsie, e atualmente estão na Relapse Records. A banda ficou conhecida por fazer combinações muito criativas entre o metal e diferentes tipos de música eletrônica, o que fez com que fossem rotulados como Cybergrind.
Sem a presença de um Bateirista e um Baixista a banda utiliza sintetizadores para fazer seu som único.

Mas o assunto desse post se diferencia um pouco, pois o que está postado aqui é uma serie de 5 volumes de remixes feito por vários artistas com versões do último álbum do Genghis Tron, Board up the House. Serão lançados por diferentes gravadoras, e até o momento ja sairam 3 Volumes, mas assim que os outros forem lançados completarei o post.
O resultado final desses remixes pode parecer uma encheção de lingüiça, mas se engana quem pensa que o que se ouve aki é uma porcaria, a maioria dos artistas conseguiram fazer uma nova roupagem para as musicas tornado-as praticamente outra. Otimos exemplos disso são os Remixes feitos pelo Ulver e pelo Justin Broadrick (Jesu). Ainda sairão os Volumes 4 e 5, que promete serem ótimos também, afinal teremos ainda remixes do Tim Hecker e do Nadja.

Mesmo quem não conhece a banda, ou não gosta do estilo vale a pena dar uma conferida nesses remixes, porque grindcore provavelmente não ouvirão aqui, mas sim música experimental, minimalista, ambiente e principalmente IDM.


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[2008] Remixes Volume 3

01 - Board up the House (Danny Lohner Remix)
02 - The Feast (Scott Hull Remix)
03 - City on a Hill/The Whips Blow Back (Phillip Cope Remix)
04 - I Won't Come Back Alive (Ulver Remix)
05 - Relief (Drumcorps Remix)

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[2008] Remixes Volume 2

01 - Relief (Black Moth Super Rainbow Remix)
02 - Recursion (Circle Remix)
03 - Recursion (CFCF Remix)
04 - The Feast/Ergot (Dntel Remix)

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[2008] Remixes Volume 1

01 - Board Up the House (Steve Moore Remix)
02 - Colony Collapse (Justin K. Broadrick Remix)
03 - Things Don't Look Good (Rob Crow Remix)
04 - Ergot (Eluvium Remix)

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Lovage



Lovage é formada por Mike Patton (Faith No More, Mr. Bungle, Fantômas, Tomahawk, etc), Jennifer Charles (Elysian Fields), Dan the Automator (produtor de bandas como Gorillaz). Music to Make Love to Your Old Lady By destaca várias referências à Alfred Hitchcock e seus filmes, a mais notável sendo o próprio nome do unico álbum da banda que remete ao título "Alfred Hitchcock Presents: Music to be Murdered By". Além disso, a capa do cd é uma homenagem ao segundo álbum de Serge Gainsbourg. Todas as letras do álbum foram escritas pelo trio com exceção da faixa Sex (I'm A) - cover que difere significativamente da música original feita pela banda de new wave americana Berlin - e tem como tema o ato sexual, com um pouco de humor e sarcasmo. A parte instrumental é provocante, carregada de sensualidade e os vocais não ficam atrás. O álbum ainda conta com as participações de Damon Albarn (Blur) em "Lovage (Love That Lovage, Baby)" e Afrika Bambaataa (aquele mesmo) em "Herbs, Good Hygiene & Socks". O vídeo de Lifeboat é uma prévia do que você pode encontrar no álbum.

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[2001] Music to Make Love to Your Old Lady By

01 - Ladies Love Chest Rockwell
02 - Pit Stop (Take Me Home)
03 - Anger Management (Why Must God Punish Me)
04 - Everyone Has A Summer
05 - To Catch A Thief
06 - Lies And Alibis
07 - Herbs, Good Hygiene & Socks
08 - Book Of The Month
09 - Lifeboat
10 - Strangers On A Train
11 - Lovage (Love That Lovage, Baby)
12 - Sex (I'm A)
13 - Koala's Lament
14 - Tea Time With Maseo
15 - Stroker Ace
16 - Archie & Veronica


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