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Les Discrets




Les Discrets é um projeto oriundo da França, criado pelo artista gráfico Fursy Teyssier como a faceta musical de sua expressão artística. Além de ter sido membro do já finado Amesoeurs, ele também é responsável pela arte gráfico da banda Alcest, postada ontem mesmo por aqui, assim como nomes interessantes como o próprio Amesoeurs, Agalloch, The American Dollar e outros projetos que divagam entre a linha do Metal, Post-Rock e Shoegaze.

Já sobre o trabalho musical em si do Les Discrets, pode-se perceber influências das bandas que ele trabalha, ou já trabalhou. Tendo a sua primeira demo lançada em 2007, homonimamente, desde já percebe-se um Post-Rock com nuances de Shoegaze e Black Metal realizado com desenvoltura, apesar de abafada um pouco pela qualidade modesta da produção. Mesmo assim, já ficava para cada um a dica de uma banda promissora a ser checada num futuro bem próximo, pois talento apresentava de sobra. E eis que o prelúdio desse dia chegou no final de 2009, com o split lançado com seu miguxo do Alcest, na qual apresentavam duas músicas novas (brilhantes, devo dizer) e mais uma canção dessa demo. Mas não foi até esta semana que o seu primeiro álbum veio à mostra, sob o nome de Septembre Et Ses Dernières Pensées, refletindo toda a qualidade prometida desta aquela época.

A linha sonora é bem similar, mesmo, a do Alcest. Timbres BM fundem-se e condensam-se a uma estrutura Post-Rocker muito bem temperada com Shoegaze, onde sua temática voltada à natureza e temas árcades nutrem uma certa sensação melancólica, talvez nostálgica, em cada um que tem a chance de desfrutar de seu trabalho. Apesar da resenha aqui parecer bastante com a que escrevi ontem mesmo sobre o Alcest, devo salientar que não se trata, de modo nenhum, de um copycat. Les Discrets possui uma identidade própria bem evidente, apesar de se situar no mesmo nicho da outra banda. Como diferencial, vejo (ou melhor, escuto) canções um tanto mais serenas e fleumáticas, apresentando mais uma contemplação a natureza e antigas emoções do que senti-las em seu pleno ardor, deixando um sabor mais neutro e menos doce do que o Alcest, eu diria.

Acho que, com esses três parágrafos, já é possível ter uma boa noção do que se trata esse post aqui. As bandas prometeram lançar seus trabalhos em conjunto, logo, nada mais natural do que termos esta postagem aqui logo após a do Alcest. Como sempre, espero que apreciem-o bem. 'Til next time, guys.

//Edit: Novo álbum do Les Discrets fresquinho para vocês, galere. Tá magnífico e sublime, mantendo a verve do primeiro trabalho: Post-rock sob camadas de Shoegaze recheadas de uma grande nostalgia bucólica que poucos conseguem evocar com tanta riqueza e completude. Já nasce como um dos grandes lançamentos de 2012, que, aliás, começou muitíssimo bem. E, somente minha opinião, este CD ficou ainda melhor do que o Alcest novo. Apreciem!


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[2012] Ariettes Oubliees...

CD1:
01 – Linceul d’Hiver
02 – La Traversee
03 – Le Mouvement Perpetuel
04 – Ariettes Oubliees I Je Devine a Travers Un Murmure…
05 – La Nuit Muette
06 – Au Creux de l’Hiver
07 – Après L’ombre
08 – Les Regrets

CD2:
01 – Le Souffle Froid
02 – Ariettes Oubliees II Il Pleure Dans Mon Coeur…
03 – L’Échappée – Acoustic version


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[2010] Septembre Et Sés Dernières Pensées

01 - L'envol Des Corbeaux
02 - L'échappée
03 - Les Feuilles De L'olivier
04 - Song For Mountains
05 - Sur Les Quais
06 - Effet De Nuit
07 - Septembre Et Ses Dernières Pensées
08 - Chanson D'automne
09 - Svipdagr & Freyja
10 - Une Matinée D'hiver


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Crippled Black Phoenix




Formado inicialmente em 2004 quando o baterista Justin Greaves (Electric Wizard, Teeth Of Lions Rule The Divine, Iron Monkey e curto período no Borknagar) gravou de forma precária o que tinha em mente já há muito tempo com a ajuda de seu amigo Dominic Aitchison (Mogwai). As idéias que destoavam de qualquer coisa que Greaves já teria feito em seus outros trabalhos, juntamente com a experiência dentro do post-rock de Dominic formaram a essência do CBP. A dupla acabou se unindo com alguns outros artistas, dentre eles nomes de grandes bandas como Kostas Panagiotou e Andy Semmens (ambos Panthiest), Nial McGaughey (3D House of Beef) e o songwriter solo folk Joe Volk (também Gonga). A variação de estilos, habilidades e influências dos membros da banda é o que destaca o CBP das outras bandas de post-rock. Além disso, essa mistura de diferentes vertentes musicais também é refletida nas letras das músicas que a banda chama por "Endtime Ballads".

Em 2006 é iniciada a gravação do debut album em Bristol no Invada Records (Portishead’s Geoff Barrow). O resultado foi uma coleção de "endtime ballads" em A Love Of Shared Disasters. Esse é o primeiro trabalho de uma trilogia, que conta histórias trágicas da literatura combinadas com histórias pessoais dos membros de amores, perdas e redenção. O que eu posso sentir claramente quando ouço o CBP - e isso raramente acontece - é o que a psicanálise freudiana chama por catarse; a constante lembrança ou reprodução proposital de conflitos e experiências traumáticas ou ainda na literatura, a forma de purificar sentimentos reprimidos deixando pra tras o fracasso e a dor.

O CBP acabou sendo rotulado como "Stoner-Prog" passando pelo "Freak-Folk" e até mesmo o "Doom". Usando uma mistura de equipamentos modernos e da era Victoriana, a banda produz um som único e cativante, que soa moderno e arcáico ao mesmo tempo. A Resurrectionists/Night Raider foi lançado como box duplo contendo as canções de 200 Tons of Bad Luck, juntamente com um uma variedade de bonus.

/Editando o post da nossa querida Cibele, trago para vocês o novo cd de uma das bandas mais sensacionais de todos os tempos. [by:pedro]

//Editando o post de nosso querido Pedro para trazer o mais novo trabalho do fênix negro aleijado. Sob o nome de (Makind) The Crafty Ape, temos aqui o que creio ser um dos melhores álbuns da banda, trazendo-nos uma diversidade sonora ainda mais rica e criatividade cravada na estratosfera, flertando com domínios intrincados do Rock Progressivo mais do que nunca. Divido em 3 capítulos ao longo de dois CDs, já nasce como candidato a melhor álbum de 2012.

Enjoy!

[edit by: Carlos]


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[2012] (Mankind) The Crafty Ape

Disc 1:

Chapter I - A Thread:
01 - Nothing (We Are-)
02 - The Heart Of Every Country
03 - Get Down And Live With It
04 - A Letter Concerning Dogheads
05 - The Brain / Poznan

Chapter II - The Trap:
06 - Laying Traps
07 - Born In A Hurricane
08 - Release The Clowns
09 - (What?)

Disc 2:

Chapter III - The Blues Of Man
01 - A Suggestion (Not A Very Nice One)
02 - (Dig, Bury, Deny)
03 - Operation Mincemeat
04 - We Will Never Get Out This World Alive Faced With Complete Failure, Utter Defiance Is The Only Response

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[2010] I, Vigilante

01 - Troublemaker
02 - We Forgotten Who We Are
03 - Fantastic Justice
04 - Bastogne Blues
05 - Of A Lifetime
06 - Burning Bridges (Hidden Track)

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[2009] Tons of Bad Luck

01 - Burnt Reynolds
02 - Rise Up and Fight
03 - Time of Ye Life/Born for Nothing/Paranoid Arm of Narcoleptic Empire
04 - Wendigo
05 - Littlestep
06 - Crossing the Bar
07 - Whissendine
08 - A Real Bronx Cheer
09 - 444
10 - A Hymn for a Lost Soul
11 - A Lack of Common Sense
12 - I Am Free Today I Perished

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[2009] The Resurrectionists

01 - Burnt Reynolds
02 - Rise up and Fight
03 - Whissendine
04 - Crossing the Bar
05 - 200 Tons of Bad Luck
06 - Please do not Stay Here
07 - Song For the Loved
08 - A Hymn For a Lost Soul
09 - 444
10 - Little Step
11 - Human Nature Dictates the Downfall of Humans

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[2009] Night Raiders

01 - Time of ye Life/Born for Nothing/Paranoid Arm if Narcoleptic Empire
02 - Wendigo
03 - Bat Stack
04 - Along Where the Wind Blows
05 - Onward Ever Downwards
06 - A Lack of Ccommon Sense
07 - Trust no One
08 - I am Free, Today I Perished

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[2006] A Love Of Shared Disasters

01 - The Lament of the Nithered Mercenary
02 - Really, How'd It Get This Way?
03 - The Whistler
04 - Suppose I Told The Truth
05 - When You're Gone
06 - Long Cold Summer
07 - Goodnight, Europe
08 - You Take the Devil Out of Me
09 - The Northern Cobbler
10 - My Enemies I Fear Not But, Protect Me from My Friends
11 - I'm Almost Home
12 - Sharks & Storms / Blizzard of Horned Cats

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ps: I intend to re-upload the broken links soon.

Junius




Quase sempre os Estados Unidos me surpreende com bandas de qualidade , visto por exemplo os todo poderosos Agalloch e Neurosis e Isis (atendendo a calorosos pedidos ;p) . E eis que em 2006 eu conheço outra pérola oriunda dos EUA, o Junius. Desde a primeira audição do Blood is Bright (primeiro full-lenght da banda) eu fiquei impressionado com tamanha qualidade encontrada nesse cd.
Desde então sempre acompanho o trabalho da banda, e quando fiquei sabendo do novo lançamento, The Martrydom of a Catastrophist, sempre que era possível dava uma garimpada na internet atrás do mesmo. E agora que achei, venho dividir com todos os nossos amigos do blog, mais uma obra de arte composta por estes rapazes, que com toda certeza ganhou um lugarzinho especial nos melhores de 2009.

Classificar a banda dentro de um gênero é uma tarefa muito difícil, visto que a banda aderiu várias caracteristicas de outros estilos e moldou tudo dando origem a uma sonoridade única e própria. É notável a influência fortissíma do post-punk do Joy Division e do The Cure, e do post-rock mais épico de bandas como Explosions in the Sky e Godspeed You! Black Emperor e até mesmo do progressive-rock de um Oceansize ou dredg.
Desde então a banda é vista pela crítica especializada como um dos grandes nomes do rock/metal atual, capaz de inovar sem soar clichê e cansativo, e alvo de criticas super positivas, como por exemplo a da revista Disclosure Magazine que declarou sobre a banda: "one of the most engaging Dark Rock albums to come out since Joy Division last graced a stage."

The Martrydom of a Catastrophist é um álbum conceitual, inspirado na vida e nas teorias do polêmico/controverso escritor russo, Immanuel Velikovsky. Citações reais a partir de entrevistas e palestras são intercaladas entre as músicas, dando um sentido de narrativa para o processo. O álbum foi gravado por Kevin Mills e Syrowski Tom (Weezer, AFI) e masterizado por Dave Collins (Danny Elfman, Black Sabbath).

Como eu disse ali em cima, definir o que os ouvintes irão encontrar aqui é uma tarefa complicada, então o melhor a ser feito é cada um tirar suas próprias conclusões. Mas já adianto que as chances de arrependimento beira os 0%. Registro excencial na coleção de qualquer pessoa.

"This darkly lush epic is the best soundtrack for reveling in the melancholy of actually living since My Bloody Valentine's Loveless." - Alternative Press

"This fiery Boston quartet displays the potential to emerge as the bridge between post-grunge and the future of alternative rock." - Amplifier Magazine

"Breathtaking atmospherics and dark sensibilities deserved of being likened to The Cure's Disintegration... With high energy emanating out of a pensive sound, Junius punctures each track with unshakable singularity until it turns into something addictive and encompassing." - Exclaim! Magazine

//Update: Ressucitando o tópico para deixar aqui o novíssimo trabalho dos barbudos, intitulado Reports From The Threshold Of Death. Distanciando-se um pouco das texturas shoegazers de outrora, o direcionamento agora segue uma linha mais Deftones-like, algo percebido com mais força pelas linhas adotadas por Joseph Martinez. Não só o vocal, mas muitas linhas sônicas das músicas evocam o quarteto liderado pelo Chino Moreno, de fato. Tudo aqui soa catártico, dream-like e assombroso, cujas letras novamente contam uma historinha bacana, resumida como "a jornada da alma no pós-morte".

Desde antes da primeira ouvida, pensei: é um dos melhores CDs de 2011. Não tinha como errar, né?

Sem mais, aproveitem-no!


update by: Carlos.


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[2011] Reports From The Threshold Of Death

01. Betray The Grave
02. All Shall Float
03. Dance On Blood
04. A Universe Without Stars
05. Haunts For Love
06. The Meeting of Pasts
07. (Spirit Guidance)
08. A Reflection On Fire
09. Transcend The Ghost
10. Eidolon & Perispirit


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[2009] The Martyrdom of a Catastrophist

01 - Birth Rites By Torchlight
02 - The Antediluvian Fire
03 - (turning to the spirits of the hours...)
04 - A Dramatist Plays Catastrophist
05 - Ten Year Librarian
06 - Stargazers And Gravediggers
07 - (...he fell before her)
08 - Elisheva, I Love You
09 - Letters From Saint Angelica
10 - The Mourning Eulogy


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Link



[2007] Junius

01 - [Elan Vitale]
02 - Hiding Knives
03 - From The Isle Of The Blessed
04 - [Elan Fatale]
05 - Forcing Out The Silence
06 - [The Annunciation]
07 - Blood Is Bright
08 - A Word Could Kill Her
09 - In The Hearts Of Titans
10 - At The Age Of Decay


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Alcest




Alcest, nome de uma personagem mitológica da Grécia, é a filha de de Pélias cuja mão em casamento é prometida para quem for de encontro a ela num carro puxado com leões e javalis, tarefa realizada por Adento que, logo após a tarefa, acaba adoecendo. Para salvá-lo, alguém precisa ser sacrificado em seu lugar, missão que Alceste se incubiu de fazer. Quando as forças de Adento foram se recuperando, as de Alceste diminuíam cada vez mais, até quase seu encontro fatal com a Morte que, no entanto, não veio a acontecer devidoà intervenção de Hércules. Assim, Alceste pode se recuperar junto de Adento e ambos viveram casados.

Historinha bonita, não? Pois este mesmo nome batiza uma das bandas (one-man band, na verdade) que talvez seja a mais influente e eclética dentro do universo do Black Metal no fim da década de 00's. Sua fundação data do ano de 1999, pelas mãos de Neige, que já foi (ou ainda é) integrante de bandas importantes do BM francês tais quais Peste Noire, Mortifera, Valfunde, Amesoeurs, além de nomes de outros países como Lantlôs e Forgotten Woods, na qual até 2002/2003 tinha a colaboração de Famine e Argoth, pessoas também importantes na tal cena.

Tendo lançado sua primeira demo ainda em 2001, chamada Tristesse Hivernale, apresentando ainda um Black Metal bastante cru, ríspido e gélido, bem ao estilo das outras bandas da região, o Alcest no entanto parece ter tomado outros caminhos desde então, começando a absorver influências sonoras diversas e incomuns ao gênero, a ponto de tornar sua música mais acessível sem no entanto perder a quintessência que marca a ferro e fogo a roupagem do Black Metal. Já desenvolvendo esta linha, saiu o EP Le Secret, em 2005, contendo duas músicas, sendo uma delas um poema musicado de Charles Baudelaire, chamado Elévation.

Desde esse EP, já pode-se perceber ecos do que o Alcest viria a lapidar num futuro próximo. Influências de Post-Rock e Shoegaze, antes totalmente dissociados do BM, ressoavam aqui e acolá durante o EP, trazendo um feeling com sabor nostálgico e docemente melancólico as músicas, abrandando um pouco a crueza comum do gênero mas, como disse, mantendo ainda todos os elementos dignos de fazer a felicidade de todo fã dele. Dois anos depois, veio ao mundo um álbum que, na minha opinião (e destaco isso em negrito, itálico e letras vermelhas, para que fique bem claro), mais revolucionou o universo BM nessa década que findou há pouco, o Souvenirs D'un Autre Monde. Nele, a fusão de Black Metal, Post-Rock e Shoegaze atinge sua evolução completa, tecendo um álbum recheado de melancolia nostálgica e árcade, que evoca uma espécie de sensação no ouvinte que o faz remeter a tempos distantes e remotos, onde as coisas pareciam mais fáceis e a vida mais agradável, crescendo assim uma tristeza serena e confortante em seu âmago.

Depois de ter se envolvido em toda a confusão da banda "prima" do Alcest, o Amesoeurs, que levou ao fim da mesma, desde 2009 o Neige começou a traçar o que viria a se tornar, hoje, o segundo full-length do Alcest, vindo sob o nome de Écailles De Lune (Escalas da Lua, em português). Fãs, admiradores e amantes do Souvenirs ficarão felizes com este trabalho, pois nele se faz presente todos os elementos que marcaram e tornaram-lhe um dos álbuns mais geniais dos últimos anos. Talvez a maior diferença aqui, no Écailles, seja uma tonalidade mais voltada ao Black Metal do que no Souvenirs, além de músicas mais longas e com certa influência progressiva, especialmente nas duas primeiras. Se ele é um álbum que vai romper barreiras e paradigmas e, além disso, vai superar a qualidade e importância do antecessor, só o curso do tempo dirá. A minha primeira impressão, ainda bem crua, é de que se trata, sim, de um álbum primoroso, fortíssimo candidato desde já ao melhor álbum de 2010, mas que não conseguiu cumprir a missão de igualar o nível de qualidade do anterior. Talvez isso torne este CD menos atraente aos olhos dos fãs mais ardorosos da banda, mas isto seria um gravíssimo erro, em minha sincera opinião. Digo-lhes, escutem este CD como se fosse a primeira vez que escutam algo do Alcest e deliciem-se, pois uma pérola sônica assim é difícil de se ver por aí, a qualquer hora.

Well, that's all folks, enjoy it!

//Emergindo o tópico para deixar aqui o novíssimo trabalho da banda (?). Batizado de Les Voyages De L'Âme, continuamos aqui a desfrutar das belíssimas paisagens sônicas do nosso querido amigo Neige, recheadas de um bucolismo nostálgico revigorante. De distinto, noto alguns tons mais claros emanados das 8 canções que compõe o álbum, carregados de sentimentos mais positivos (menos negativos, vamos dizer assim...), mostrando que existem sim, dias de sol nas pastagens desoladas da Alceste. Para começar bem 2012, não há coisa melhor.

Enjoy!


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[2012] Les Voyages De L'Âme

01. Autre Temps (Album Version)
02. Là Où Naissent Les Couleurs Nouvelles
03. Les Voyages De L'Âme
04. Nous Sommes L'Emeraude
05. Beings Of Light
06. Faiseurs De Mondes
07. Havens
08. Summer's Glory


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[2010] Écailles De Lune

01 - Écailles De Lune (Pt. 1)
02 - Écailles De Lune (Pt. 2)
03 - Percées De Lumière
04 - Abysses
05 - Solar Song
06 - Sur L'Océan Couleur de Fer

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Exxasens




Exxasens
é o nome da banda a ser postada aqui. Fruto da mente do espanhol Jordi Ruiz em Abril de 2007, o Exxasens foi criado como um mero passatempo do Jordi, compondo suas músicas apenas com uma guitarra e um computador. Depois de construir um estúdio em sua própria casa e de ter composto algumas músicas e postá-las no seu myspace, ele percebeu que muitas pessoas pareciam realmente interessadas em seu trabalho e recebia críticas mais positivas do que ele, possivelmente, esperava. Então, passado um ano depois do início dessa "brincadeira", veio a vida o primeiro full-length do Exxasens, chamado Polaris.

Sua música, desde então, mostra-se fortemente inspirada por temáticas siderais e astronômicas, como por exemplo a exploração especial, bem representada pela música Spiders On The Moon, que fala sobre a jornada do Apollo XIII para a Lua. Até a arte gráfica do álbum representa bem essa veia, pode-se perceber. Essa influência sidérea, então, não podia ser melhor representada por um estilo que não um Post-rock com vários flertes ao Shoegaze e Ambient, remetendo-nos imediatamente a nomes como God Is An Astronaut, Mogwai e Explosion In The Sky, nesta mesma ordem.

Depois do Polaris, vem então a vida o segundo full-length, sob o nome de Beyond The Universe. Apresentando na arte da capa uma foto da Nebulosa De Águia, ele segue então a mesmíssima linha de seu antecessor, talvez apresentando uma maior consistência melódica nas suas composições e uma produção ligeiramente superior a ele. No mais, é ainda um álbum excelente de Post-Rock, apresentando uma simplicidade, sinceridade e energia que não se encontra muito (infelizmente, deve-se dizer) no meio atualmente, providenciando uma ouvida prazerosa e muitíssimo agradável ainda mais sob a luz das estrelas ou um livro de FC nas mãos.

"Not having a defined music style is certainly the main appeal of EXXASENS proposal. The EXXASENS universe is full of sound landscapes which take the listener to a rich world of beautiful and powerful melodies. This could be the homeland of post-rock bands such as Mogwai or Explosions in the Sky, a place full of nice melodies with strong guitar atmospheres. EXXASENS style tries to go beyond by introducing progressive metal influences."

Well, that's all folks. Enjoy it.

//Dois anos depois, o post volta a tona. Imagino que saibam o motivo: novo lançamento do projeto. Aqui, temos 9 faixas alucinogenamente sideais que, se não divergem muito dos lançamentos anteriores, consegue soar refrescante e delicioso de todo modo. O maior destaque, para mim, foi o riff da última faixa, Casiopea, soando praticamente "Metal"! Certamente gente à la Steven Wilson deve ter tido inveja de não tê-lo composto. De impressionar, no mínimo.

Como sempre, deixo meu recado: aproveitem!


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[2011] Eleven Miles

01. Science Will Save Us
02. Helios
03. Constellation
04. Eleven Miles
05. Baikanur
06. Eclipse
07. Rise Up
08. Nebula Seven
09. Casiopea


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[2009] Beyond The Universe

01 - Sky In Red
02 - Signals From The Outer Space
03 - Lost In The Space
04 - Por Qué Me Llamas A Estas Horas?
08 - Absolute Infinte
05 - Polaris
06 - Stars In The Desert
07 - Gray
08 - Absolute Infinte
09 - Singular Deploy
10 - Copernicus
11 - Spiders On The Moon
12 - Boolean
13 - Stellar


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Mogwai





Formado em 1995 na Escócia por Stuart Braithwaite, Dominic Aitchison (Crippled Black Phoenix) e Martin Bulloch o Mogwai ("fantasma" em Mandarim) é certamente um dos maiores nomes do post-rock. A banda dá total destaque às guitarras em suas músicas, deixando os vocais e todo o resto como suporte, evoluindo a cada lançamento. Eles tem a capacidade de construir belas melodias e estruturas que evidenciam teclados, atmosferas quase sempre melancólicas, momentos pesados alternando-se com outros extremamentes delicados unem-se criando canções de um bom gosto indiscutível e raro hoje em dia. O mogwai também chama a atenção por atitudes como instigar a platéia em seus shows a fazer coros do tipo “fuck the queen” e vender em suas apresentações, camisetas com a inscrição “Blur: Are Shite”, além de terem um senso de humor apurado e parecer não dar a menor importância se os outros entendem suas músicas e atitudes ou não. E não são de se levar muito a sério, basta olhar o título das músicas, a maioria sem a menor relação com as músicas e inspiradas em piadas que só os membros da banda entendem.

O sexto álbum da banda, intitulado The Hawk is Howling, será lançado no final de setembro deste ano. Por enquanto podemos nos contentar com esse leak e o clipe da música Bat Cat no youtube. Destaques para as músicas "I'm Jim Morrison, I'm dead", "Kings Meadow" e "I Love you, I'm Going To Blow Up Your School". Espero que gostem.

O ep chamado Batcat conta com 3 faixas surpreendentes. Roky Erickson (ex-13th Floor Elevators) participa dos vocais de Devil Rides.


//Último dia do ano, e como forma de agradecimento pela companhia de vocês durante todo esse ano de 2010, nós do ETS deixamos para vocês, queridos leitores, o novo cd da maior banda de post-rock do mundo.

Feliz ano novo para todos. [edit by: pedro]

//Ressucitando o post novamente para deixar-vos o Earth Division, o novíssimo trabalho do Mogwai que só deve figurar em forma "física" e oficial lá pelo dia 21/9. Nele, encontramos um Mogwai mais sereno e silencioso, dando muita margem a eletronicagens, deixando um pouco de lado as explosões sônicas e guitarras ensandecidas do último álbum Hardcore... . O gosto experimental e aquele humor meio, digamos, pouco ortodoxo, permanecem lá, porém numa escala diminuída. O que temos aqui é um EP de uma beleza plástica admirável, como sempre, munido de uma criatividade notável que poucos, além do Mogwai - especialmente na esfera Post-rock contemporânea - podem se gabar. Aproveitem!

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[2011] Earth Division

01 - Get To France
02 - Hound Of Winter
03 - Drunk And Crazy
04 - Does This Always Happens?


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[2011] Hardcore Will Never Die, But You Will

01 - White Noise
02 - Mexican Grand Prix
03 - Rano Pano
04 - Death Rays
05 - San Pedro
06 - Letters To The Metro
07 - George Square Thatcher Death Party
08 - How To Be A Werewolf
09 - Too Raging To Cheers
10 - You’re Lionel Richie

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[2008] The Hawk is Howling

01 - I'm Jim Morrison, I'm dead
02 - Batcat
03 - Danphe and The Brain
04 - Local Authority
05 - The Sun Smells Too Loud
06 - Kings Meadow
07 - I Love you, I'm Going To Blow Up Your School
08 - Scotland’s Shame
09 - Thank You Space Expert
10 - The Precipice

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[2008] Batcat

01 - Batcat
02 - Stupid Prick Gets Chased by the Police and Loses his Slut Girlfriend
03 - Devil Rides

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Blueneck





Blueneck foi formado em 2000 na Inglaterra, mais precisamente na cidade de North Somerset. Apesar de já ter quase dez anos de estrada, só em 2006 é que veio a vida o seu primeiro trabalho oficial, chamado Scars Of The Midwest e, três anos depois, o seu sucessor: The Fallen Host.

As letras, longe da temática convencional, se desenvolveram em um ambiente cinematográfico de ruídos e sombras, vocais crescendos, todos criados com sintetizadores analógicos. A banda tem uma distinta sutileza artesanal sobre a sua música que obriga o ouvinte a participar e envolver-se em seu mundo. Michael Maidment (tocou com Aereogramme, Cult of Luna, iLiKETRAiNS e Thirteen Senses) se juntou ao Blueneck para dar suporte às apresentações ao vivo.

Ambos os álbuns tem como característica comum a atmosfera obscura, densa e instigante que permeia cada átomo sonoro que os constituem. Percebe-se, além da base post-roqueira, uma influência bem pronunciada de Ambient Music, bebendo diretamente da fonte criada pelo Brian Eno e nomes que misturam estes dois estilos como ninguém (Hammock, por exemplo), mas ainda deixando lugar para explosões de fazer tremer as pálpebras e todo o sistema nervoso central mesmo do indivíduo mais gélido que existe na Terra. Enquanto isso, as músicas vocalizadas já nos remetem a nomes como Anathema e Antimatter, especialmente este último, fazendo reviver (e muito bem) a densidade melancólica e catártica de suas músicas, ao seu próprio modo.

Quem gosta daquele post-rock mais "sombrio" e um pouco mais pesado (na linha The Pax Cecilia, Cecilia:Eyes, iLiKETRAiNS, Her Name Is Calla) e os nomes já citados, certamente iria apreciar seu trabalho e deixar algum lugar cativo em seu CD (ou mp-n player) ou mesmo em seu Hard Disk para ele.

"Blueneck’s music has developed into a cinematic soundscape of ambient atmospherics, dark skeletal rhythms and swirling crescendos, all created with analogue synths, sparse piano and huge, soaring guitars. Having already produced a series of demos, each one evolving further into atmospheric territory than the last, the band have teamed up with producer and musical visionary Corin Dingley for their first full-length album “Scars Of The Midwest”. Blueneck operate in a similar post-rock territory to bands such as Godspeed! You Black Emperor, Sigur Ros and Mogwai, but having spent a year and a half locked away recording in the hills of deepest Somerset, they have delivered a dark, dynamic masterpiece which has a sound truly their own."


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[2011] Repetitions

01 - Pneumothorax
02 - Sawbones
03 - Venger
04 - Sleeping Through A Storm
05 - Una Salus Victus
06 - Ellipsis
07 - Barriers Down
08 - The Last Refuge
09 - Lopussa


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[2009] The Fallen Host

01 - (Departed From Me, Who Are Cursed)
02 - Seven
03 - Low
04 - The Guest
05 - Children Of Ammom
06 - Weaving Spiders Come Not Here
07 - Lilitu
08 - Revelations

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[2006] Scars of the Midwest

01 - The Hills Have Eyes
02 - Judas! Judas!
03 - Oig
04 - Le-465
05 - Ub1
06 - Epiphany
07 - Ub2
08 - Amoc
09 - Yesterday's Forgotten

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Caïna



Caina é o projeto de um dos mais promissores músicos do "underground" britânico, Andrew Curtis-Brignell. Tudo começou quando Andrew comprou sua primeira guitarra no inverno de 2004, como uma espécie de "saída", um intrumento de cartase. Os primeiros trabalhos estavam focados no Raw Black Metal, mas posteriormente Andrew incluiu diversos gêneros ao som do Caina, fazendo a banda soar como é hoje. Black metal, post rock, shoegaze, neo-folk, drone, post punk serão alguma das influências que serão encontradas no som do Caina.

\Novo EP do
Caina lançado em abril,. A proposta nesse é bem parecida com a do full-lenght que postei aqui no log ano passado, Black Metal/Post/Shoegaze e blablabla, mas dessa vez o lado mais cru do black metal está mais acentuado. A primeira e a ultima faixa são faixas praticamente shoegaze, enquanto as outras duas tem suas raizes focadas no raw black metal com as pitadas de post-rock/shoegaze já habitual da banda.

Eu particulamente achei muito bom esse novo trabalho do Caina, tanto as musicas mais leves quanto as mais cruas, e uma curiosidade sobre a faixa To Pluck the Night Up By Its Skin, é o fato de conter uma sitação de Jim Jones que ficou mundialmente conhecido por causa de sua seita e o suicídio coletivo de mais de 900 pessoas

Pra quem interessar, "Suicide Tape Transcript"


\"
Hands That Pluck is uncompromising. The final album under the Caïna name for (one man) band leader Andy Curtis-Brignell is intense. Vocally, musically, and lyrically. This is an album dealing with the subject of finality - even more so because it will be the last Caïna release - with ideas of religion and will making numerous appearances.

This album is a little over seventy minutes long, it’s complex and has so much to offer that you’ll be pressing repeat immediately after your first listen. This is not an album to be consumed in one sitting. It’s an album to take your time with. Each listen will bring something new; even after multiple plays, I still don’t think I’ve really taken it all in.
Hands That Pluck will stay with you long after the closing seconds. In your dreams, and in your reality." [by: scenepointblank]


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[2011] Hands That Pluck

CD 1
01 - Profane Inheritors
02 - Murrain
03 - Hands That Pluck
04 - The Sea Of Grief Has No Shores
05 - Callus And Cicatrix
06 - Somnium Ignis
07 - Haruspication
08 - I Know Thee Of Old
09 - Ninety-Three

CD 2
01 - Some People Die
02 - Validity
03 - The Last Song
04 - To Funk The Night Up By Its Shit
05 - Roses In The Snow (Nico Cover)
06 - Some People Fall (2011 Remaster)
07 - The Validity Of Hate Within An Emotional Vacuum (2011 Remaster)
08 - Permaneo Carmen (2011 Remaster)
09 - To Pluck The Night Up By Its Skin (2011 Remaster)

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[2009] Caïna [ep]

01 - The Approaching Chastisement
02 - Drilling the Spire
03 - To Pluck the Night Up By Its Skin
04 - You Worship the Wrong Carpenter


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[2008] Temporary Antennae

1 - Intro – Manuscript Found In Unmarked Grave, 1914
2 - Ten Went Up River
3 - Willows And Whippoorwills
4 - Tobacco Beetle
5 - Larval Door
6 - …And Ivy Wound Round Him
7 - Them Golds And Brass
8 - Petals And Bloodbowls
9 - Temporary Antennae
10 - None Shall Die

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Jesu




O Jesu é uma banda formada em Abergele, Wales, UK, no ano de 2003. O líder da banda é Justin Broadrick, este que a formou após o fim da reconhecida banda Godflesh.
No Jesu, Justin Broadrick procura fazer um som mais ambiental, com pitadas eletrônicas e atmosferas densas, porém criativas e diversificadas. A banda mostra estar em uma constante evolução e Conqueror é prova disso. É o meu preferido, com certeza, possui uma atmosfera perfeita para quem gosta de um som criativo, porém introspectivo.
Ah, a banda possui este nome por causa de uma música do Godflesh, no último trabalho de Justin com a banda e por isso ele optou por chamar assim seu novo projeto.
Está entre minhas bandas preferidas, com certeza. Acho que todos deveriam conhecer :)

*Aproveitando o post do nosso amigo Borges para postar o novo EP do jesu, intitulado Infinity. EP que possui uma única faixa que leva o seu próprio nome e cuja música apresenta um curioso amálgama do jesu mais atual (eletronicagens, por exemplo) com o mais antigo, onde as paredes sonoras guitarrísticas se faziam mais presentes. Achei muito bom, embora ainda não supere os três primeiros trabalhos do jesu, ao meu ver. Mas, enfim, aproveitem-o bem! ;)

*Outro edit. Dessa vez para o novo EP do grandioso Jesu. Opiate Sun é o nome da nova preciosidade do genial Justin Broadrick. 4 canções que faz qualquer um cair de amores.
Mais um lindo material que só faz aumentar a ansiedade por um full-lenght.

//Tirando a poeira do blog com mais um trabalho do Mr. Broadkick. Como de costume, o CD é brilhante, tendo muito daquela veia Shoegaze e Drone permeada de camadas industriais, arquitetadas em meio a uma névoa sônica de uma certa melancolia e nostalgia bucólica. Sem mais delongas, enjoy!

[edit by: Carlos]


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[2011] Ascension

01 Fools
02 Birth Day
03 Sedatives
04 Broken Homes
05 Brave New World
06 Black Lies
07 Small Wonder
08 December
09 King of Kings
10 Ascension


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[2009] Opiate Sun

01 - Losing Streak
02 - Opiate Sun
03 - Deflated
04 - Morning Light

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[2009] Infinity

01 - Infinity


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[2007] - Conqueror

01 - Conqueror
02 - Old Year
03 - Transfigure
04 - Weightless and Horizontal
05 - Medicine
06 - Brighteyes
07 - Mother Earth
08 - Stanlow

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This Will Destoy You




O post de hoje é sobre uma banda batizada singelamente This Will Destroy You, tendo ela nascido em terras texanas, USA, isso no ano de 2005. Ainda neste mesmo ano, os rapazes lançaram seu EP chamado Young Mountain, que era supostamente a sua demo, mas que, devido ao alto grau de qualidade nela encontrada, seria até presunção rebaixá-la a essa hierarquia. Além disso, os rapazes ainda lançaram um full-length no início de 2008, self-titled, além de um split com o Lymbyc Systym em algum lugar do espaço-tempo que agora me fugiu a mente...

De qualquer modo, os cidadãos parecem ter dado sinal de fumaça novamente, através do novíssimo EP (na verdade, ele só será oficialmente lançado em agosto/10) intitulado moving On The Edge Of Things, sendo ele um aperitivo refinadíssimo de um novo álbum que está por vir em breve, palavras que li pelos corredores internéticos. Quem conheceu a banda através do YM, certamente vai ter um choque ao inserir seus ouvidos nas duas músicas do EP postado logo abaixo. Não, a banda não se vendeu (sic) e resolveu fazer covers do Jonas Brothers, somente pegou outras trilhas e valeu-se de outras ferramentas para construir seu ofício sonoro. Enquanto o primeiro EP apresenta uma belíssima peça de Post-Rock "tradicional", onde emoção, leve melancolia e perfumes outonais fundem-se em crescendos harmônicos de deleite nostálgico, este EP apresenta uma essência menos ortodoxa, puxando mais pro lado Ambient/Shoegaze da força, conferido ainda com algumas demãos do Post-Rock de outrora e talgumas outras, essas bem sutis de IDM.

Ou seja, parece cada vez mais óbvio que o TWDY vem mudando seu curso criativo e desbravando novos horizontes. Se isso é algo ruim, bem, talvez os mais puristas não fiquem lá muito felizes por isso, mas como o mundo não é feito só deles e existem muitos daqueles que preferem apostar na vanguarda, este EP não é menos do que um prato cheio, mesmo contendo menos de 20 minutos de linhas sônicas. Enfim, dado o recado. Au revoir!

"The album’s two sprawling compositions, “Rituals” and “Woven Tears” both possess a hazy darkness, burying ominous minor key melodies under layers of noise like a distant radio transmission being ripped apart by the static between stations. Drums pound forlornly in the background, distant and loping, acting less as a central rhythmic device than as another slightly muffled counterpoint to the indistinct smears of sound at the songs’ forefront. While not remotely as twisted or sinister as the record label’s promotional materials make the album out to be – it seems neither like a “portal to hell” nor “your turntable eating itself” – the songs linger in a netherworld between the malevolent darkness suggested by such descriptions and a gentler ambient drift."

//Update: Tunnl Blanket, novo trabalho do TWDY, logo abaixo. Seu outrora Post-Rock celeste agora aparece encoberto por camadas supermassivas de Drone/Dark Ambient, de pérfume psicodélico. Enjoy!


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[2011] Tunnel Blanket

01 - Little Smoke
02 - Glass Realms
03 - Communal Blood
04 - Reprise
05 - Killed The Lord, Left For The New World
06 - Osario
07 - Black Dunes
08 - Hand Powdered


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[2010] Movin On The Edge Of Things

01 - Ritual
02 - Woven Tears


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Explosions in the Sky



Texas, USA. O ano é 1999. Nasce, assim, o motivo do post de hoje, Explosions in the Sky. Fundada por quatro rapazes recém-chegados à cidade de Austin, começaram cedo a se entrosarem e semear ideias musicais, colhendo o seu primeiro fruto ainda no mesmo ano, nomeado "How Strange, Innocence". Lançado como um modesto CD-R, a banda consegue chamar atenção de muita (muita é maneira de dizer, blz?) gente nos meios alternativos undergrounds daqueles aeons, atraindo logo de primeira aqueles admiradores de bandas como o Mogwai, Godspeed You! Black Emperor e Sigur Rós, 4 bandas em plena ascenção. Não demorou muito ao EITS (não confundir com a sigla deste belo blog aqui, pfv) juntar-se ao grupo e tornar-se o quarto alicerce do Post-Rock, gênero que a banda ajudou a desenvolver e difundir junto com os outros três supracitados.

Seu segundo trabalho, Those Who Tell The Truth Shall Die, Those Who Tell The Truth Shall Live (eita nome difícil) veio à luz em 2001, ampliando ainda mais o raio de atenção e ainda mais enriquecido de inspiração e criatividade. Todas as músicas ali eram de encher os olhos, melhor, ouvidos, e levar o ouvinte a uma dimensão insondável do cosmo interno - isso senão o externo também, ao menos sob as vias da imaginação - valendo destacar o trabalho de bateria, por ora fazendo uso - e muito bem - de ritmos militares, conferindo matizes antes inéditos no mundo post-rocker. Polemicamente, a banda envolveu-se em algumas rumores acerca dos atentados de 11/ 9 daquele ano, devido a uma frase infeliz contida na sua frase, onde aparecia um avião colidindo seguido de uma frase "This plane will crash tomorrow".
Mindfuck, não? Nada melhor que a seta do tempo para apagar tais rumores. Em 2004, a banda ressurge com o album que pode ser considerado sua obra-prima, The Earth Is Not A Dead Cold Place. Harmonias siderais eclodem a cada segundo de suas 5 músicas, embarcando o ouvinte numa nave espacial a traçar trajetórias espirais por galáxias, wormholes e quasares, fazendo escala em supernovas incandescentes de explosões melódicas (agri)doces...

Além deste, temos ainda o Friday Nights Live, soundtrack da série homônima na qual o EITS deu contribuição, 21: The Rescue, de 2006, onde a banda compôs 8 músicas, cada uma num dia diferente, seguidamente, e o All of a Sudden, I Miss Everyone, este de 2007. Todos tem seus momentos de brilho e transcendência, embora não superassem a sublimidade do "The Earth...".

Enfim, depois de quase 4 anos de silêncio, a banda retorna com o "Take Care, Take Care, Take Care, ", lançado em meados de Fevereiro mas que, por via do acaso, só descobri hoje de manhã. Só o escutei duas vezes, sendo uma delas a caminho do Observatório Nacional, onde me encontro agora, mas não há como não notar e admirar a belíssima peça sonora que os rapazes fizeram, mais uma vez. Em alguns momentos, ecos do "those who tell the truth..." emergem dos headphones, em outros, fantasmas do trabalho mais recente é que divagam pela nossa mente. Se é um novo "The Earth..."? Só o tempo dirá. A primeira impressão é que, infelizmente, aquele parece ter sido um momento de inspiração único, que raramente acontece e dificilmente voltará a acontecer. Mas e daí? É um álbum, de todo modo, incrível, mostrando a várias bandinhas meia-boca da "cena" como se faz Post-rock de verdade.

Depois de tudo isso, só resta-me repetir as mesmas palavras de sempre: enjoy it! ;)


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[2011] Take Care, Take Care, Take Care,

01 - Last Known Surroundings
02 - Human Qualities
03 - Trembling Hands
04 - Be Comfortable, Creature
05 - Postcard From 1952
06 - Let Me Back In


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Grails



Procurando aqui algumas referências a fim de servir como ponto de partida para fazer minha mais nova resenha, me deparei com algo que condensa todo o significado da música do Grails, motivo deste post. Ei-lo:

"In some pieces there is the brightest most powerful and vibrant feelings and then some contain foggy, draft and dark drenched cascading parts swirled in tragedy. It’s an emotional rollercoaster, a voyage of human experience and the opening of the higher states of conciousness. This record swirls and shifts around in the mix as if magic is being conjured up from the residency of another dimension."

Em essência, temos aqui definido do que se tratam. Vindos de Portland, do estado de Oregon, US, e tendo em seu line-up o baterista do Om, posso dizer com segurança que o Grails é algo diferenciado em meio ao mar profundo de copycats atual. Sua base Post-Rock fornece o esqueleto necessário para arquitetarem suas atmosferas hipnóticas, transcendentes e apimentadas com um toque místico oriental que não poderia vesti-mas de melhor forma. Podemos compará-los ao próprio Om, Sleep, EARTH, enfim, todo o Stoner/Drone e simpatizantes em muitos momentos, pois a "vibe" de suas músicas, em muitos momentos, é compartilhada fielmente com a das bandas supracitadas. Mas o Grails vai além disso, é certo. Não tem vergonha de pedir emprestado aqueles matizes sonoros já esquecidos na névoa de naftalina e psicoativos made in '71 , puxando nomes como Popol Vuh, Can e aquela vertente "dark" do Prog da época, tipo King Crimson e Van Der Graag Generator. O saldo final de tudo isso são álbuns que podiam muito bem ser trilha sonora de um filme dirigido por algum Jodorowsky da vida.

Disponho aqui para vocês o mais novo trabalho dos Grails, intitulado Black Tar Prophecies Vol. IV, sendo ele composto por 5 faixas razoavelmente curtas que deixam um sabor de incompletude na boca de cada um que resolve degustá-lo. Se não é o melhor álbum já feito por eles até o momento presente, certamente deixa a vontade de conhecê-los melhor e saber o que eles já deixaram por aí, ao longo da trilha do tempo. Pois bem, espero que gostem!

"Spread the gift of Grails to your friends, family and anyone into the harmony of solitude and quite areas of this earth where the energy flow is strong from a lack of disbursed qualities that city life incurs. These are really amazing songs, pieces of art that stand out and take shape as head music; music for thought, contemplation and study. Grails comes from Portland but their sound reaches far into the depths of contemporary music and the essence of knowledge itself. Black Tar Prophecies is a stunning series, Vol 4 is a mind altering serene gift, a planting of a seed for a standard in one of the modes of expression in modern culture. Vol 4 is a look to the past, the future and of course something that is completely in the now. ~ Erik Otis"

//Ressuscitando o tópico para postar-vos o novo trampo da banda, Deep Politics. O amálgama de Post-Rock, Doom Metal, Stoner, Dark Ambient, Psychedelic, Folk, whatever continua perfeitamente coeso e temperado, aliás, diria até que nunca esteve melhor. Os rapazes refinam seu cosmo sonoro a cada trabalho de uma maneira sensacional e incrível. Quem não baixar (ou não curtir) esse novo CD vai merecer um belo cascudo! LOL. Enjoy it!


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[2011] Deep Politics

01. Future Primitive
02. All The Colors Of The Dark
03. Corridors Of Power
04. Deep Politics
05. Daughters Of Bilitis
06. Almost Grew My Hair
07. I Led Three Lives
08. Deep Snow


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[2010] Black Tar Prophecies Vol. IV

A1 - I Want A New Drug
A2 - Self-Hypnosis
B1 - A Mansion Has Many Rooms
B2 - New Drug II
B3 - Up All Night


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Long Distance Calling




Não é novidade pra ninguem que o post-rock está cada vez mais ganhando espaço no meio musical, e com isso a variedade de bandas que vêm surgindo é muito grande, mas infelizmente quantidade não é qualidade, com isso grande parte dessas bandas soam como meras cópias do que ja existe. Felizmente toda regra tem suas exceções, e aqui está uma das bandas mais geniais do meio post-rock/metal instrumental, o Long Distance Calling. Arrisco a colocar esses rapazes no meu top 5 de melhores bandas do gênero instrumental.

O som do quinteto alemão pode ser inserido dentro do post-rock/metal, pode ser taxado no experimental, mas com um "groove" diferenciado que torna o som mais acessivel. Coloca-los somente dentro do post-rock é um pouco complicado, pois as veias progressivas no som são realmente muito grandes.
Dificilmente uma banda consegue fazer música instrumental sem as vezes soar um pouco repetitivo ou cansativo, e nesse cd felizmente eles conseguem "driblar" esse problema com maestria. Toda essa gama de influênicas fazem com que a banda criem sua propria identidade sonora, fazendo algo diferente do que as pessoas estão acostuamdas a ouvir.

Não vou mais encher linguiça sobre o som da banda, cada um que ouvir irá tirar suas proprias conclusões, mas tenho quase certeza quem ouvir deverá admitir que o som da banda é muito envolvente. E não podia deixar de lado talvez o ponto mais alto do cd que encontra na faixa 5, como no ultimo album, o cd possui uma faixa com letras e a presença de um vocalista, e dessa vez o convidado é ninguem mais ninguem menos que o grande Jonas Renkse do Katatonia.

"Music needs room not rules, it needs freedom not boundaries"

/Novo cd de uma das melhores bandas de post-rock instrumental da atualidade. Já é do saber de quem gosta, que em todos os álbuns eles convidam algum cantor pra fazer uma participação em alguma faixa como já rolou com o Peter do The Haunted e o Jonas do Katatonia. Nesse novo a faixa com vocal conta com a presença do John Bush (Anthax/Armored Saint).


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[2011] Long Distance Calling

01 - Into The Black Wide Open
02 - The Figrin D'an Boogie
03 - Invisible Giants
04 - Timebends
05 - Arecibo (Long Distance Calling)
06 - Middleville
07 - Beyond The Void

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[2009] Avoid the Light

01 - Apparitions
02 - Black Paper Planes
03 - 359
04 - I Know You Stanley Milgram
05 - The Nearing Grave (ft. Jonas Renkse)
06 - Sundown Highway


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Vanessa Van Basten




Vanessa Van Basten é um duo italiano formado por Morgan Bellini e Stefano Parodi e conta com vários convidados e colaboradores da cena alternativa e extrema italiana. Lançaram o primeiro EP em 2005, em 2006 lançaram seu primeiro full-lenght, La stanza di Swedenborg. Em 2009 será lançado o EP Psygnosis [este ja está disponivel aqui no blog], um split e o lançamento do segundo full-lenght.
A banda se define como "música lenta, pesada, música metafisica instrumental" e cita influências como o rock industrial, krautrock e até mesmo o black metal norueguês, além de bandas como Godflesh e Swans e bandas do catálogo da Neurot e Hydrahead.

O som da banda é basicamente a combinação de rock, post-rock,shoegaze e os experimentalismos do metal a lá Neurosis e Isis. O Duo faz uso de elementos eletronicos, de guitarras distorcidas, de passagens acústicas, algumas vezes se ouve narrações em Italiano e a presença de sintetizadores. O trabalho de guitarra soa melancólico e a bateria remete a de bandas de industrial.
Os albuns fluem naturalmente, com cada faixa tendo sua particularidade, onde as faixas são intercaladas as vezes por um ambient drone, outras por sons estranhos. Um destaque do som vai para o uso das percussões, que são bem trabalhadas e perfeitamente encaixadas no som do Vanessa Van Basten. Alguns instruemntos "diferentes" são usados pela banda, como por exemplo uma Gaita. Em certo momento o som do Vanessa faz você lembrar da melhor fase do Faith no More.

La Stanza Di Swedenborg é um album impressionante, que faz com que a banda fique a quilometros de distancia das demais bandas que fazem um post-metal farofa, sem nenhuma novidade ou criatividade, pois o Vanessa Van Basten combina verdadeiros momentos de beleza com uma bateria marcante e distorções monolíticas que fazem o som da banda ser único e sensacional.
Psygnosis está previsto para ser lançado em 2009, e conta com duas faixas instrumentais, que são capazes de mostrar como o duo consegue fazer músicas tão belas e tocantes que so fazem comprovar o poder de criação e a evolução que ela sofreu no decorrer dos anos, e faz com que os apreciadores fiquem anciosos para o lançamento do segundo Full-Lenght.

/Novo cd dos italianos do Vanessa Van Basten. A formulá básica ainda é a msm apresentada no La Stanza Di Swedenborg, ou seja, coisa fina você irá encontrar aqui.



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[2011] Closer To The Small/Dark/Door

01 - Porzellangasse
02 - Putana
03 - L'Uomo Che Comprava il Tempo
04 - Fuck the Best, Take the Rest
05 - Domio '95
06 - La Selva dell'Orba
07 - Scolopendra
08 - Untitled
09 - L'Affetto Non Serve

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[2009] Psygnosis

01 - Tutto Avanti All'indietro
02 - Psygnosis


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[2006] La Stanza Di Swedenborg

01 - La stanza di Swedenborg
02 - Love
03 - Dole
04 - Giornada de oro
05 - Il faro
06 - Floaters
07 - Vanja
08 - Good morning, Vanessa Van Basten!


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