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YOB









YOB foi formado em 1996 por Mike Scheidt, nas terras cinzentas de Eugene, Oregon, onde seus membros já tinham um background local em bandas de Hardcore e Death Metal, principalmente. Mas sua proposta era diferente das bandas anteriores dos membros. Dessa vez, suas intenções eram elevar a alquimia de Doom Metal e Stoner Rock a níveis cada vez mais abissais de qualidade e profundidade musical.

O trio chamou a atenção da mídia e público desde os seus primeiros trabalhos, pela profundidade assombrosa em que suas harmonias mergulhavam dentro de cada música, pela psicodelia que então as permeava e pelo tom transcendental e esotérico de suas letras, remetendo imediatamente a bandas consagradas do gênero como Sleep, Electric Wizard, Burning Witch e Neurosis e fazendo assim a alegria (sic) dos fãs do gênero. Mas ainda assim, é de se ressaltar a identidade que eles possuem, desde o começo da carreira, não soando como um mero rip-off das bandas citadas em nenhum momento.

The Unreal Never Lived foi o último lançamento do YOB, e considerado por muitos (inclusive eu mesmo) como o melhor de todos, alcançando um nível musical que beira a perfeição no que se propuseram a fazer. É impossível não ouvir esse CD inteiro e não se sentir atordoado ou literalmente "chapado" (com trocadilho) pelas massas sonoras hipnóticas e abíssicas que emanam de cada música. Pena que, depois do lançamento desse álbum, a banda se separou e o Mike resolveu trilhar outros caminhos. De toda forma, diria que essa banda tem tudo para se tornar um dos maiores ícones do Doom/Sludge/Stoner/whatever ao lado dos carinhas que citei acima.

Álbum recomendadíssimo para quem quer derreter o cérebro até enlouquecer. So, enjoy it! ;)


//Aproveitando a brecha para postar aqui o lançamento do novo álbum, chamado The Great Cessation. Pelo jeito, a banda voltou a ativa em sua velocidade máx, ops, mínima, com direito a 5 doses sonoras capazes de fundir a massa cefálica numa pasta inválida de neurônios queimados e devidamente desmantelados. Delicioso, simplesmente!

//Aproveitando a brecha novamente para deixar-vos o trabalho mais recente dos cidadãos aqui, intitulado Atma. Neles, encontramos tudo aquilo que fez a banda "famosa" (sic) e que faz a alegria (sic²) dos fãs de seu Doom Metal massivo: Peso mastodôntico, riffs Sabbathísticos, músicas psicodelia vazando por tudo quanto é lado e aquela aura mística pseudosatânica não menos que saborosa. Perfeito para se ouvir no DOOMingo (sim, foi uma piadinha ruim e manjada), não acha? E melhor ainda para comemorar os 3 anos do vosso querido blog!

Enjoy!


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[2011] Atma

01 - Prepare The Ground
02 - Atma
03 - Before We Dreamed Of Two
04 - Upon The Sign Of The Other Shore
05 - Adrift In The Ocean


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[2009] The Great Cessation

01 - Burning The Alter
02 - The Lie That Is Sin
03 - Silence Of Heaven
04 - Breathing From The Shadows
05 - The Great Cessation


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[2005] The Unreal Never Lived


01 - Quantum Mystic
02 - Grasping Air
03 - Kosmos
04 - The Mental Tyrant


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Electric Wizard



Não foi por falta de gostar desse álbum que ele não esteve aqui antes, apenas não quis deixar tão expressa a minha devoção por esta que é uma das maiores obras de artes já feitas no âmbito do Stoner/Doom, senão a maior. De fato estamos tratando aqui de uma banda que levou ao máximo os preceitos do Doom dentro do Stoner, ainda que existam outros álbuns e inclusive outras bandas que sejam historicamente mais importantes do que o EW no movimento, nenhuma parece a mim ter feito algo tão característico a ponto de ser um referencial incontestável do estilo.

Indo ao que interessa pra vocês, que não vieram aqui aguentar minha babação de ovo em cima de determinado CD ou banda, em Dopethrone encontramos alguns elementos sagrados àqueles que apreciam o estilo, como a presença marcante de riffs sabbathicos, guitarras transbordando peso e aquele ar de setentismo e space rock em meio a uma boa bad trip digna de uma boa ressaca em plena segunda feira.

Aos que já vieram aqui e as minorias que leêm os posts, sabem que não sou o melhor com as palavras, então deixo ao encargo da própria banda sua definição:

"Born in Dorset, England in 1993, in a quiet country town, initially we were the product of frustration, unemployment and excessive drug abuse. But through hallucinogenic experimentation and occult sciences we realised our true potential. Eventually becoming a multi-tentacled paen to dark and weird subjects. A celebration of outre low brow art like Weird Tales, 70's horror and B-movies, head shop art, drug comix, italian pornohorror comics, Crepax, Lovecraft, Howard etc. etc...coupled with a morbid fascination in cults, witchcraft, freemasonry, biker culture, nazi mysticism and ancient occult sciences and how these dark arts can be applied to music. We have created a true one way ticket away from this dead planet. "

//Dois anos depois, aproveito a postagem do bróda Castro para deixar-vos aqui o mais recente trabalho da galere, o NBlack Masses. Tudo o que foi escrito nas linhas acima continua válido, até demais. Satanismo, psicodelia, demência, imagens oníricas terroríficas. Tem como ser ruim? Enfim, aproveitem!
[edit by: c.]

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[2010] Black Masses

01 - Black Masses
02 - Venus In Furs
03 - The Nightchild
04 - Patterns Of Evil
05 - Satyr IX
06 - Turn Off Your Mind
07 - Scorpio Curse
08 - Crypt of Drugula

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Dopethrone [2000]

1 - Vinum Sabbathi
2 - Funeralopolis
3 - Weird Tales - I.Electric Frost II.Golgotha III.Alter Of Melektaus
4 - Barbarian
5 - I, The Witchfinder
6 - The Hills Have Eyes
7 - We Hate You
8 - Dopethrone

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Blindead



A banda Blindead foi formada em 1999 na polônia pelo ex-guitarrista do Behemoth, Havoc. Ao contrário de sua antiga banda e de grande parte da nova safra do metal polonês o som dos caras basicamente é o que hoje é conhecido como post-metal/sludge,afinal a polônia vai muito além do brutal death metal. Impossível não citar Neurosis como a principal influência dos Blindead, mas eles conseguem fazer algo que vão além de uma simples cópia, o som dos rapazes tem identidade própria. Você poderá ouvir elementos de doom tradicional, de death metal e até mesmo de industrial.

Esse cd é o segundo trabalho da banda, e o sucessor do Devouring Weakness, lançado em 2006. Composto por 7 faixas, dividas em 4 fases, o cd facilmente entra na minha lista de melhores do ano no gênero. cada faixa tem sua particularidade, que pode se tornar desolador em alguns momentos e vibrantes em outros, sem contar a capacidade musical que cada membro do grupo possui, que fazem a atmosfera das músicas ficarem unicas, as vezes até surpreendente.
Com o lançamento desse cd, o Blindead tem tudo pra figurar dentro de muito pouco tempo entre os grandes nomes do estilo. Esse ano eles ja abriram o concerto do Cult of Luna e agora em agosto terá a missão de abrir para os Neurosis na turnê que passará na Polônia, e abrir um show do Neurosis é um presente divino, sinal que esses caras merecem.
Acho melhor ninguem levar em conta o que eu tento escrever, pois quase nunca consigo passar o que eu realmente sinto ao ouvir, mas esse cd vale muito a pena ser ouvido.

/ Mais de um ano depois, os poloneses do Blindead trazem para nós o maisnovo full-lenght.
Enyoy!


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[2010] Affliction XXIX II MXMVI

01 - Self-consciousness Is Desire and
02 - After 38 Weeks
03 - My New Playground Became
04 - Dark and Gray
05 - So, It Feels Like Misunderstanding When
06 - All My Hopes and Dreams Turn Into
07 - Affliction XXVII II MMIX


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[2009] Impulse [ep]

01 - Impulse
02 - Between
03 - Distant Earths



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[2008] Autoscopia/Murder in Phazes


01 - Phaze I: Enlightenment
02 - Phaze I: Abyss
03 - Phaze II: Symmetry
04 - Phaze II: Phenomena
05 - Phaze III: Blood Bond
06 - Phaze III: A Nice Night For A Walk
07 - Phaze IV

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Unearthly Trance




Para terminar 2008 em grande estilo posto aqui o álbum que desde o primeiro segundo de blog eu desejei postar, mas nunca tive culhões o suficiente pra falar sobre ele. Unearthly Trance é mais uma das bandas, senão a melhor delas, do catálogo da Relapse Records, e nos traz um som calcado no Doom Metal com altas doses de Sludge e porque não uma presente influência de algumas raízes do Black Metal. A sonoridade da banda já vinha surpreendendo em seu penúltimo CD, The Trident, mostrando esta ser uma das novas apostas americanas para nortearam o que de melhor vem se fazendo no estilo, um Doom Metal moderno, mas isso não significa eletrônico, com uma roupagem Sludge muito bem servida, influenciada pelos grandes momentos de Neurosis, e riffs que remontam a Venom e Celtic Frost, além de claras referências ao Hardcore, formando um complexo quebra cabeças em que a densidade de determinados momentos e a velocidade e brutalidade de outros se encaixam com perfeição.

Em Electrocution, o prato de entrada é Chaos Star, uma das faixas que eles disponibilizaram no Myspace antes mesmo de sua chegada, e que me fez acreditar que este seria um dos melhores lançamentos de 2008. Poderia até falar mais dela por aqui, quem sabe se tivese escrito este review logo que ouvi o álbum pela primeira vez, mas a presença de God Is A Beast logo após faz parecer com que tudo que se ouviu antes não é poderoso o suficiente, nesta música o Doom Metal e o Sludge se fazem presentes com uma poderosa densidade que culmina no encontro entre a guitara e bateria ditando uma mesma linha dando lugar ao puro silêncio no meio da música, transformando 5 segundos em uma infindável eternidade, como se naquele momento até seu coração se recusasse a bater. Não só a isso se resume o álbum, Diseased vêm com muito peso e grandes momentos de Ryan Lipynsky fazendo vocais limpos. Já a segunda metade do CD deve em qualidade a primeira, não apresentando tanta genialidade ou ousadia na mistura musical, com destaque maior para Distant Roads Overgrown e seus quase 13 minutos, com alguns memoráveis riffs e novamente uma participação mais marcante dos vocais, mas como dito anteriormente, frente a músicas como God Is A Beast, essas deixam a desejar, longe de serem ruins, que fique claro.

Por fim, Electrocution certamente foi um dos melhores, senão o melhor, lançamento de 2008, mostrando uma nova forma de se fazer Sludge e até mesmo Doom Metal sem precisar repetir a velhas bandas, mas também sem precisar abrir mão de suas influências, uma sonoridade encorpada e caótica que coloca Unearthly Trance no panteão das melhores bandas dessa década no estilo.

\ Quase dois anos depois do post do Paulo, eis que surge mais uma perfeição musical composta por esse trio americano. V é o novo trabalho do Unearthly Trance e na minha humilde opinião o trabalho mais consistente e arrebatador da banda até hoje, colocando os rapazes em níveis de gente grande, ficando pertod e nomes grandes da cena como Neurosis e YOB.
Certamente é um dos melhores lançamentos de 2010 e com certeza irá figurar no topo da lista de muita gente no final do ano, inclusive no meu.

O Castro com certeza é a pessoa mais apropriada pra comentar sobre esse álbum, visto que ele acompanha a tragetória da banda a mais tempo que eu, sendo assim ele pode dar uma opinião mais consistente sobre o V, principalmente levando em conta os trabalhos anteriores. ou seja, aguardem a posição dele sobre este trabalho fenomenal em breve. [edit: pedro]

OBRIGATÓRIO!!!

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| [official site]



[2010] V

01 - Unveiled
02 - The Horsemen Arrive In The Night
03 - Solar Eye
04 - Adversaries Mask 1
05 - Adversaries Mask 2
06 - The Tesla Effect
07 - Sleeping While They Feast
08 - Submerged Metropolis
09 - Current
10 - Physical Universe Distorts
11 - Into A Chasm
12 - The Leveling
13 - Untitled

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[2008] Electrocution

01 - Chaos Star
02 - God Is A Beast
03 - The Dust Will Never Settle
04 - Diseased
05 - The Scum Is In Orbit
06 - Religious Slaves
07 - Burn You Insane
08 - Distant Roads Overgrown

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Type O Negative




Type O Negative, ou simplesmente TON, é uma banda que teve origem nos arredores de Brooklyn, NYC, USA, no já longíquo ano de 1990, tendo ela surgido das cinzas da Carnivore, banda de Thrash Metal/HC que rondava por lá nos meados dos anos 80. Seu líder é o famigerado Peter Steele, conhecido pelo tom irônico e recheado de humor mórbido que imprime nas suas letras e por ter posado nu para alguma revista masculina (cof cof) lá nos meados dos 90, bem como seu envolvimento com substânicias ilícitas e drogadiças.

Pois bem, à parte as fanfarronices do Mr. Steele, muito pode ser dito sobre o trabalho do TON. Pode-se dizer, acima de tudo, que eles foram influências marcantes para boa parte dessa onda neo-gótica (sic) que surgiu da segunda metade dos 90's até agora, em cojunto com nomes como Paradise Lost, Moonspell, Tiamat e Theatre Of Tragedy. Se isso é uma boa coisa, bom, tenho lá minhas dúvidas, já que muito do pessoal que surgiu dessa geração tem uma qualidade pra lá de duvidável, mas é claro que muitos nomes interessantes saíram dessa onda também.
Sua sonoridade, vagarosa e pesada, onde camadas atmosféricas encobrem uma base metálica pulsante, reminescente da época do Carnovire, sem no entanto deixar de lado alguma influência do bom e velho rock setentista, foi algo inovador e, por que não, revolucionário lá pelos idos de 1993, quando veio a luz o álbum chamado de Bloody Kisses.

Ele, junto com o October Rust (1996), são considerados por muitos - incluido este quem vos escreve - como a quintessência do Tipo O Negativo. Este CD realmente sintetiza tudo que havia de melhor nos ingredientes sônicos que constituem seu trabalho, soando pseudo-romântico, irônico, denso, profundo e sem medo de explorar diferentes orientações musicais e tendo ainda o mérito de, com tudo isso, ainda soar bastante homogêneo e palatável. Algo raro de se ver por aí, e que infelizmente não foi encontrado com tanta maestria em seus trabalhos subsequentes, selando praticamente um hiato definitivo da banda logo após o lançamento de seu último álbum, o Dead Again (2007).

Agora, para fechar de vez a tampa do caixão do TON (literalmente), eis que o Mr. Steele passa dessa para melhor no dia 14/4, vítima de uma parada cardíaca devido à uma injeção de cocaína na corrente sanguínea, segundo dizem algumas fontes. É complicado conceber algo desse tipo, ainda mais de forma tão repentina e aparentemente banal como foi a morte, mas as coisas infelizmente acontecem desse jeito por aí a fora. Sei que é clichezaço aproveitar a morte de algum artista para promovê-lo, mas eu, particularmente, encaro isso como uma homenagem e tão somente uma homenagem a uma banda influente e que, apesar dos pesares, compôs dois álbuns maravilhosos e dignos não só de antologia, mas de figurar aqui neste espaço virtual.


Bom, creio que não resta muito mais a dizer. Somente enjoy it. ;)



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[1996] October Rust

01 - Bad Ground
02 - Untitled
03 - Love You to Death
04 - Be My Druidess
05 - Green Man
06 - Red Water (Christimas Mourning)
07 - My Girlfriend's Girlfriend
08 - Die With Me
09 - Burnt Flowers Fallen
10 - In Praise Of Bacchus
11 - Cinnamon Girl
12 - The Glorious Liberation Of The People's Technocratic Republic Of Vinnland By The…
13 - Wolf Moon (Including Zoanthropic Paranoia)
14 - Haunted
15 - Bye From Band


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Nadja



Nadja é o projeto musical criado por Aidan Baker e Lea Buckareff oriundos de Toronto, Canadá, isso em meados de 2002. Desde a época de sua criação, o Nadja vem se mostrando bastante prolífico e consolidando o seu público, bem como seu nome na própria cena (se é que pode ser vista ou considerada uma cena de fato) do chamado Drone Metal, através de seus constantes lançamentos e os splits com bandas que flertam com o gênero, de algum modo, como o Methadrone, Atavist, Moss e mais recentemente o A Storm Of Light, sem contar os trabalhos solos do próprio Aidan e Lea, o que viria a somar ainda mais ícones ao seu já extenso catálogo.

Sendo mais específico sobre o trabalho do Nadja, o som deles baseia-se no Drone e Dark Ambient como disse anteriormente, e logicamente emana influências dos nomes mais famosos do gênero como o EARTH e o Sunn O))), porém podemos encontrar grandes diferenciais do Nadja em relação a essas bandas. Assim como elas, o Nadja constrói em suas músicas um vórtice sônico amorfo, denso e reverberante, algo que chega quase a "sufocar" aqueles mais desavisados ou desacostumados com o gênero, porém, é notável que o duo canadense possui uma preocupação bastante intensa com a melodia em si, bem como os ritmos e o modo como as experimentações são feitas e transpostas sob a forma de música, o que faz de sua música mais palatável e interessante, ao meu ver, nos deixando com vontade de mergulharmos de cabeça em seu oceanos de distorção e catarse para ver que tipo de algas, corais e criaturas exóticas moram lá no fundo.

Além do split com o A Storm of Light, lançado recentemente, o Nadja lançou um CD só contendo covers das mais variadas bandas, de A-ha até Slayer (!) e passando por Cure e My Bloody Valentine. Fica difícil julgar um álbum contendo somente composições de outras bandas que não eles, mas é, sem sombras de dúvidas, muitíssimo inusitado e interessante acompanhar a tradução dessas músicas para o universo sônico nadjiano, tanto pela sua criatividade quanto pela viagem em si que elas nos proporcionam. Bem, isso é tudo, espero que aproveitem-o muito bem e fritem deliciosamente seus neurônios! ;)

*Aproveitando a deixa para postar mais um trabalho do Nadja, sob a alcunha de Clinging To The Edge Of The Sky. Só tem uma música que dura por volta de 17 minutos, que parece ser na verdade uma criação somente do Aidan Baker. Isso é notável pelo enfoque mais Ambient dela, fazendo-me lembrar inclusive Bohren & Der Club Of Gore em sua textura e atmosfera. Um belo trabalho, devo dizer. Music for headphones and darkness. Enjoy it!


//Update 2: Novo full-length da dupla Aaron & Lea, chamado Autopergamene. Nele, encontram-se tantos faixas mais calcadas no Dark Ambient quanto o lado mais pesado e direto do Nadja, soando como uma boa síntese desses dois universos que constituem sua única sonosfera. Recomendado altamente, como sempre!


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[2010] Autopergamene

01 - You Write Your Name In My Skin
02 - You Write My Name In Your Head
03 - You Write Your Name In My Blood


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[2009] Clinging To The Edge Of The Sky

01 - Clinging To The Edge Of The Sky


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[2009] When I See The Sun Always Shines On TV

01 - Only Shallow (My Bloody Valentine cover)
02 - Pea (Codeine cover)
03 - No Cure For The Lonely (Swans cover)
04 - Dead Skin Mask (Slayer cover)
05 - The Sun Always Shines On TV (A-ha cover)
06 - Needle In The Hay (Elliott Smith cover)
07 - Long Dark Twenties (Kids In The Hall cover)
08 - Faith (The Cure cover)


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Jex Thoth




O nome da banda que vos posto agora, Jex Thoth, tem como inspiração nada menos do que o nome da vocalista e principal integrante do conjunto, chamada Jessica Thoth (cujo nome artístico leva o nome da própria banda). Junto com James Jackson Thoth (aka Grim Jim), baixista, eis o núcleo do Jex Thoth, surgido inicialmente sobre o nome Totem, que chegou a lançar um mini-álbum que só veio a ser lançado em 2009 sob o nome do JT.

Enfim, falando mais sobre o trabalho em si do JT, tenho certeza que muitos que colocarem os ouvidos em suas músicas perguntarão a si mesmos se é, de fato, uma banda nova, surgida no final dos 00's ou não se trata de algum conjunto dos anos 80 que foi esquecido na poeira do tempo e só agora teve a chance de aparecer para nós. Isso porque é impossível não ser nostálgico quando se ouvem suas músicas, todas remetendo diretamente às eras já remotas no qual o Black Sabbath ainda tinha o Mr. Osbourne em seu line-up com um primor que fica difícil não pensar que a banda vem diretamente daqueles aeons estranhos e psicodélicos. Aliás, falando em psicodelia, também é possível reparar uma influência latente de nomes que gravaram a música dos 70's nesse subnicho, como Amon Düül II, Popol Vuh, Camel, Pink Floyd (Syd Barret-era), conferindo assim um sabor ainda mais colorido as suas linhas harmônicas e composições como um todo.

Pode não ser o álbum mais original e nem inovador dos tempos modernos, mas que é um verdadeiro deleite para os ouvidos, disso não tenho a menor sombra de dúvida. Um álbum delicioso, do começo ao fim!


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[2008] Jex Thoth

01 - Nothing Left To die
02 - The Banishment
03 - Obsidian Night
04 - Separated At Birth
05 - Son Of Yule
06 - Warrior Woman
07 - Equinox - Suit A - The Poison Pit
08 - Equinox - Suit B - Thawing Magus
09 - Equinox - Suit C - Invocation Pt. 1
10 - Equinox - Suite D - Damned And Divine
11 - Damned And Divine
12 - Stone Evil


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Orphaned Land




Orphaned Land surgiu em 1991, na cidade de Petah Tikva, Israel, e desde então vem conseguindo uma grande notoriedade pelos seus trabalhos, na qual realizam uma união (na época) inconcebível de Doom/Death Metal com elementos de música progressiva e música folclórica judaica, que a própria banda chama de "Oriental Metal".

Seu primeiro álbum foi lançado em 1994, chamado Sahara, e desde aquela época o Orphaned Land vem impressionando ao público e mídia pela desenvoltura que suas músicas apresentam em seu estilo, ligando horizontes musicais aparentemente dispersos e imiscíveis de forma natural e perfeitamente acessível. Como eles conseguem isso? Eu não consigo pensar em muitas palavras a não ser "talento", realmente.

Também conhecida por lançar pouco material, somente três álbuns completos foram lançados desde a sua fundação. Sahara (1994), El Norra Alila (1996) e este que vos posto, Mabool (2004). Enquanto o Sahara era mais focado no lado Doom/Death Metal da banda e o El Norra Alila na sua veia mais Death Metal, o Mabool parece caminhar exatamente entre essas duas estradas, mas apresentando com ainda mais destreza os elementos folclóricos que se tornaram sua marca registrada e se aprofundando ainda mais em sua temática, cuja mensagem relata sobre temas bíblicos e religiosos em geral (mas sem pregação, felizmente), ficando apenas como narradores da história em si. Neste álbum, eles contam a história do sétimo filho de Deus dividia em três partes (como se fossem três relatos de religiões diferentes sobre o mesmo), e que tenta avisar a espécie humana de um dilúvio (dilúvio = mabool em hebraico) que será enviado como uma punição por seus pecados.

Hoje, existe um número razoável de bandas seguindo o padrão Metal + música folclórica local, todas muito boas no que se propõe a fazer. E pode-se dizer que o Orphaned Land foi um dos pioneiros nesse estilo, não só em sua terra natal como no mundo inteiro. Para aqueles que gostam de Opeth, Green Carnation, Dark Suns e afins, acho impossível não gostarem desta banda aqui. ;)


//15 meses após a postagem original e mais de 5 anos depois, eis que o novo trabalho do OL vem a luz. Batizado de The Never End Way Of ORwarriOR, onde OrWarrior, numa combinação de inglês com hebraico, significa algo como "Guerreiro da Luz". Mais uma vez, trata-se de um álbum conceitual que conta a história de um guerreiro na batalha da luz x escuridão que assola o mundo. Clichê? brega? Pode até ser, mas tudo é feito com um capricho tão primoroso que fica difícil não gostar e apreciar cada faixa do CD (são 15, no total) e acompanhar todo o curso da história nele contada.

Em relação ao Mabool, percebo uma veia mais pesada e um salto na qualidade de produção, cortesia de nosso amigo Steven Wilson, que de quebra ainda colaborou com algumas linhas de teclado no álbum.

É meio difícil formar uma opinião sobre ele tão cedo, pois só o escutei uma vez. Mas já afirmo, sem dúvidas, que os fãs do trabalho anterior e já admiradores do seu trabalho terão muito gosto em ouvi-lo e degustá-lo, fazendo valer a meia década de espera e suspense. ;)



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[2010] The Never End Way Of ORWarriOR

[Part I: Godfrey's Cordial - An ORphan's Life]
01. Sapari
02. From Broken Vessels
03. Bereft In The Abyss
04. The Path Part 1 - Treading Through Darkness
05. The Path Part 2 - The Pilgrimage To Or Shalem
06. Olat Ha'tamid

[Part II: Lips Acquire Stains - The WarriOR Awakens]
07. The Warrior
08. His Leaf Shall Not Wither
09. Disciples Of The Sacred Oath II
10. New Jerusalem
11. Vayehi Or
12. M I ?

[Part III: Barakah - Enlightening The Cimmerian]
13. Barakah
14. Codeword: Uprising
15. In Thy Never Ending Way (Epilogue)


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[2004] Mabool

01 - Birth Of The Tree (The Unification)
02 - Ocean Land (The Revelation)
03 - The Kiss Of Babylon (The Sins)
04 - A'Salk
05 - Halo dies (The Wrath Of God)
06 - A Call To Awake (The Quest)
07 - Building The Ark
08 - Norra El Norra (Entering The Ark)
09 - The Calm Before The Storm
10 - Mabool (The Flood)
11 - The Storm Still Rages Inside
12 - Rainbow (The Ressurrection)


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Methadrone




Methadrone é um projeto de Steve Pillard, (ex-Incantion, ex-Evoken), originário de New Jersey- EUA, sendo caracterizado especialmente por explorar o estilo musical que vem ganhando certa atenção de público/mídia e é chamado de Drone, mas de uma forma um pouco diferente em relação aos principais expoentes do gênero, se calcando mais nas melodias e nas atmosfera que suas músicas são capazes de reproduzir do que efeitos noisísticos bizarros e esfaceladores de cérebro.

Suas músicas levam o ouvinte a um universo noturno, embora às vezes pareça fracamente iluminado (como se estivesse sob a luz do crepúsculo, ou a de um dia muito nublado), mas imerso numa atmosfera densa e fria, em meio a paisagens desérticas e estéreis (o trocadilho com o nome do álbum foi irresistível...), criando uma sensação de desolação e frieza, embora envolta sob uma fina malha de conforto de uma forma bem natural e fluente ao longo de suas oito faixas.

Um ouvinte no last.fm disse que essa banda seria uma mistura de jesu + Paradise Lost + Lustmord, e acho que ele foi bastante feliz em sua definição. É algo difícil de conceber, mas que faz todo o sentido quando colocamos as músicas rolando no CD -ou media- Player. Então, indico esse álbum, Sterility, para todos que apreciam Drone, Sludge, Stoner ou até mesmo Post-Rock, acho que não decepcionaria nenhum de vocês. ;D

*Aproveitando o post deixado aqui há quase um ano atrás para deixar-lhes o novo álbum do Methadrone, intitulado Better Living (Through Chemistry). Basicamente, ele segue a mesma linha de seu antecessor, mas existem mudanças sutis aqui e acolá ao longo de sua extensão. As músicas parecem um pouco mais "claras" e fleumáticas, embora ainda transmitam as mesmas sensações de serenidade e aridez de outrora. Se alguém me pedisse uma analogia com outras bandas, diria que o Better Living seria um Nadja e/ou jesu (na fase do álbum st) menos "fuzzy" e mais gélido. Bem, definições a parte, achei-o muito interessante e não poderia deixá-lo de postar aqui.


[last.fm] | [myspace]



[2009] Better Living Through Chemistry

01 - flight to nowhere
02 - biodone
03 - cold deep blue
04 - polamidon
05 - better living (through chemistry)
06 - buprenorphene
07 - toward elysium
08 - dolophine
09 - slough realism
10 - spiritual synthesis pt. 1
11 - spiritual synthesis pt. 2

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[2008] Sterility

01 - Sterility
02 - Self-Relinquishment
03 - Servitude
04 - Continuum Of Decline
05 - Bury Me standing
06 - Horizone
07 - Lassitude
08 - Final Transmission


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Paradise Lost




Quando se toca no nome Paradise Lost, a primeira coisa que se vem a mente é Doom/Death Metal. Não é admirável que isso aconteça, pois a banda nascida em 1988 na cidade de Halifax, UK, é considerada uma das pioneiras desse gênero, sendo também um dos três membros do Peaceville Three, conhecida como a famosa tríade do Doom Metal britânico do início dos 90s onde os outros dois braços são o Anathema e o My Dying Bride. Então, nada mais natural que a história do (sub)gênero confunda-se com a da própria banda, como é o que acontece.

Nos seus dois primeiros álbuns, Lost Paradise (1990) e Gothic (1991), a banda se dedicada a um Doom/Death Metal cru, profundo e deliciosamente obscuro, tornando-se uma das maiores referências do gênero até o momento. Já a partir dos dois subseqüentes trabalhos, a banda já começa a mostrar um direcionamento um pouco diferente, abrandando um pouco sua fúria doomster abissal e desenvolvendo uma sonoridade um pouco mais sutil, ainda que totalmente calcada nas raízes do Doom Metal. Esses dois álbuns tornaram-se o embrião perfeito para o que muitos consideram sua obra-prima: o Draconian Times, saído em 1995. Muitos o consideram o percursor do Gothic Metal, no qual a essência do Doom alia-se a certos tons do Gothic oriundo da década anterior e forma, assim, um som pesado e soturno revestido por vários mantos e camadas de melancolia.

Depois dessa época, a banda começou a flertar com o synth-pop oitentista, carregando influências pesadas de Depeche Mode e afins nos seus trabalhos, fato que fez vários fãs antigos da banda torcerem o nariz para ela durante um bocado de tempo ao mesmo tempo que atraiu um outro tipo de público a ela. E foi assim até meados de 2007, quando a banda lança o In Requiem, um álbum que é praticamente um retorno as suas origens... ou melhor, a época do Draconian Times, melhor dizendo, onde suas músicas apresentam o peso, agressividade avassaladoras e a melancolia sutil, mas penetrante, daqueles idos tempos. Ok, eles não inventaram nada de mais com esse CD, mas mostraram um gás e um punch que há muito não se via na banda.

Tendo, então, recém-saído do forno seu mais novo trabalho, vindo sob a alcunha de Faith Divides Us - Death Unites Us, aproveito essa deixa para postá-lo aqui e divulgar um pouco mais a banda que, acredito eu, seja conhecida de boa parte do público que frequenta esse blog. Quanto ao álbum, todos os elementos que fizeram a banda conhecida, respeitada, amada e cultuada pelo mundo estão presentes em mais pleno ardor, sob um peso ainda maior do que no álbum anterior. Ele pode até não ser tão marcante quanto veio a ser o saudoso Draconian Times, mas ele é mais do que o suficiente para esmagar nosso crânio em mil pedacinhos e fazer-nos adentrar no lago de nosso próprio apocalipse pessoal, onde isso, claro, soa como um eloquente elogio ao álbum.

Então, aproveitem-o!


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[2009] Faith Divides Us - Death Unites Us

01. As Horizons End
02. I Remain
03. First Light
04. Frailty
05. Faith Divides Us - Death Unites Us
06. The Rise of Denial
07. Living with Scars
08. Last Regret
09. Universal Dream
10. In Truth


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Om




O Om (ॐ) é conhecido como o mantra mais famoso do Hinduísmo, bem como oturas religiões. É formado pela junção do fonema â-u-m, onde cada letra representa os três estados primordiais da consciência: vigília, sono e sonho. Segundo tais religiões, o Om também é a vibração primordial que representa o som do infinito e a semente de todos os mantras, sendo assim a raíz de todos os sons da natureza. Sendo assim, o contemplação do Om representa o próprio processo de criação e transmutação de cada elemento da natureza, através da entonação e vibração de seu próprio som.

Pelo parágrafo acima, acho que já temos uma idéia do que essa bela banda se trata. Ela foi formada em 2003 por ex-integrantes do Sleep, que teve certa repercussão no início dos 90's por alguns de seus álbuns seguindo a linha Stoner/Doom Metal exatamente do ponto em que o Black Sabbath havia deixado há 30 anos, desde a saída do Ozzy. No caso do Om, não há grandes variações de estilo, seguindo também a mesma veia Stoner/Doom que sua predecessora. Suas músicas são bem longas (algumas com mais de 20 minutos de duração), em que predomina estruturas repetitivas e hipnóticas no mesmo tom e cadência dos cânticos tibetanos, mas que vão evoluindo num crescendo ao longo da música como se estivessem se recriando e transmutando dentro dela mesmo, num processo bem semelhante à emanação do próprio nome da banda.

Não é a banda mais original do mundo, e talvez nem a mais brilhante do gênero... mas é de encher os olhos e ouvidos daqueles que apreciam o estilo e ainda viajam ao ouvir sua cópia surrada de Paranoid e Master of the Universe no seu quarto. Agora, é acender o incenso, sentar no chão do seu quarto e deixar o som fluir peloas estâncias de seu ser. ;)

//Aproveitando a deixa, posto agora o novo álbum da banda, intitulado God Is Good. Não há muita (ou melhor, nenhuma) grande mudança na sonoridade em relação ao Cd postado aqui e todos os outros já feitos pela banda, então, podem comprar, consumir e digeri-lo sem medo!


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[2009] God Is Good

01 - Thebes
02 - Meditation Is The Practice Of Death
03 - Cremation Ghat I
04 - Cremation Ghat II

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[2004] Variations On A Theme:


01 - On The Mountain At Dawn
02 - Kapila's Theme
03 - Annapurna


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Bloody Panda




Bloody Panda teve suas origens nos recantos de NYC, USA, no ano de 2003, quando a artista visual japonesa Yoshiko Ohara, junto com alguns músicos do underground local resolvem montar uma banda cujo intuito era levar o ouvinte toda a obscuridade, desespero e insanidade do último dia de uma Terra em ruínas, numa sonoridade que vai além dos contornos e definições impostas por diferentes gêneros musicais que temos hoje em dia.

Pois bem, isso pode soar meio clichê, eu sei disso. Mas no caso do Panda Sangrento, o buraco é realmente mais embaixo, porque eles realmente cumprem aquilo que pretendem transmitir em sua música! Seu som, de fato, não se encaixa perfeitamente em nenhum gênero ou sub-gênero dos diferentes universos musicais que temos hoje, soando como um amálgama de Sludge, Funeral Doom Metal e Drone. Os vocais da Yoshiko são raramente distinguíveis, dando a impressão de serem mais um acompanhamento da música do que outra coisa qualquer, e a banda se envereda por ritmos cadentes e apocalípticos em cada uma de suas "canções", soando como pequenos abismos sonoros onde não existe nada além de desolação e ruína em qualquer lugar que você lance seus olhos.

Tentando ser mais direto, pensem num Khanate com vocal feminino, mas com uma estrutura mais metálica e menos ambiente, temperado estrategicamente com toques vanguardistas a la Kayo Dot (banda com quem, inclusive, o BP gravou um split em 2006) e descarregado com o poderio sonoro de bandas como Unearthly Trance e Esoteric. Pronto, temos aí o plasma primordial do BP! Claro que ainda resta um bocado para que esse plasma tome forma e as proporções que conhecemos, mas já dá pra ter uma boa idéia do que se trata, para aqueles mais conhecedores das bandas e subestilos citados logo acima.

Por fim, posto agora seu mais novo álbum, intitulado Summon, saído do forno há poucos dias. Ele é fantástico, conseguindo superar o Pheromone em peso e obscuridade, algo que eu achava quase imposível de ser obtido e que, felizmente, estava enganado. Então, deliciem-se! ;)


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[2009] Summon

01 - Gold
02 - Pusher
03 - Saccades I
04 - Saccades II
05 - Miserere
06 - Grey
07 - Hashira


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Umbra Nihil




Pré-script: Devo pedir desculpas pelas postagens escassas, meu horário na faculdade está bem mais cheio dessa vez e imagino que meus colegas de blog estejam igualmente apertados. Bem, esse é o recado, agora vou ao que interessa:

Umbra Nihil é uma banda vinda das gélidas terras do norte finlandês, nascida em meados dos anos 2000. Tendo lançado seu primeiro trabalho, uma demo contendo 5 faixas, em 2002 e recebido uma certa atenção por causa dela, pouco tempo depois utiliza as mesmas 5 faixas num split com os conterrâneos do Aarni e lançado seu primeiro full-length pela firebox em 2005, chamado de Gnoia. Depois de um hiato de mais de três anos, a banda ergue-se de sua sepultura e volta a terra, lançado o The Bordeland Rituals em 2008, álbum que posto aqui agora.

A sonoridade da banda é um tanto difícil de se definir. Suas raízes estão certamente aterradas nas florestas do Funeral Doom Metal e percebe-se em seu som influências marcantes de vários mestres do estilo (Thergothon, Skepticism, Esoteric, só para citar alguns), mas o Umbra Nihil o acrescenta uma série de elementos inusitados e uma abordagem igualmente inusitada para o gênero. Além de explorar devidamente nuances ambientes (algo não muito incomum, até), a banda acrescenta toques psicodélicos as suas criações, criando assim uma atmosfera nebulosa, grotescamente obscura e permeada de nuances surrealistas, algo digno dos universos da obra de tH.P. Lovecraft ou mesmo das criaturas do H.R. Giger, o que foge um pouco do padrão do dubgênero, normalmente voltado a temáticas melancólicas de grande profundidade porém sem perder a sua essência em nenhum átomo.

O álbum postado aqui agora, The Borderland Rituals, demonstra algumas ligeiras mudanças (ou evoluções, como queira chamar) em seu universo sonoro, através da presença de vocais limpos bem como uma atmosfera menos tenebrosa e mais cristalina, fato que deve ter sido influenciado pela produção, desta vez superior aos outros álbuns. Mas em nenhum momento digo que a banda perdeu a mão ou mesmo desceu na escala de sua qualidade artística, pois tanto essa qualidade como os elementos que a tornaram de certa forma cultuadas pelos amantes do Funeral Doom permanecem lá, para sua (e minha também) "alegria". Bem, espero sinceramente que gostem!


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[2008] The Bordeland Rituals

01 - Welcome To Borderland
02 - Open The Gate
03 - Leaving The Body
04 - Sea Of Sleep
05 - The sign Of Death


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My Dying Bride



Bem, não é muito difícil falar sobre o My Dying Bride, ao menos penso eu. Se trata de uma das bandas de Metal mais notáveis que já passaram por aí, e possivelmente a mais notável dentro do segmentação que ela mesma ajudou a criar e espalhar por aí, o chamado Doom/Death Metal.

Fundada em meados de 1990 em Halifax, UK, a banda lançou ainda nesse mesmo ano a sua primeira demo, chamada Toward The Sinister, tendo uma ótima repercurssão no underground local, e assim lançou seu primeiro EP sob o nome de God Is Alone, tendo vendido toda sua prensagem em pouquíssimo tempo, fato que chamou a atenção da Peaceville records, com quem a banda assinou pouco tempo depois, tendo então lançado um EP e seu debut album no ano de 1992, e assim se tornando um dos "Peaceville Three", ao lado dos conterrâneos Paradise Lost e Anathema, bandas que junto com o MDB praticamente redefiniram o que é o Doom Metal e criaram uma inteira nova dimensão para o mesmo.

Desde os primeiros trabalhos, a banda traduzia a essência do que se tratava o Doom Metal. Canções lentas com riffs pesados, letras sombrias e extremamente melancólicas mas carregadas de um lirismo acima da média das bandas de Metal e uma atmosfera densa, opressora e desoladora, como uma tempestade de proporções colossais estivesse a se formar acima de nossas cabeças e a precipitar a qualquer momento. Outro elemento a mais que o MDB possuía era a presença constante de violino, piano e passagens eruditas em suas músicas, algo até então incomum no Doom Metal (e no Metal em geral, inclusive), conferindo um perfume ainda mais grandioso e tenebroso em suas músicas. Com o passar dos anos, a banda foi modificando ao pouco a sua sonoridade (mas de forma bem menos radical do que suas companheiras da Peaceville), abrandando um pouco a fúria dos primeiros trabalhos e calcando-se numa atmosfera ainda muito obscura e aterradora embora mais palatável e suave, sem deixar de refinar ainda mais os antigos elementos de suas composições.

Tendo permanecido em atividade constante desde a sua formação, a banda chega ao ano de 2009, após quase 20 anos de estrada, nos entregando o For Lies I Sire. Aqueles já habituados aos trabalhos da esposa agonizante não encontrarão nada muito inusitado neste álbum, de fato. A maior diferença que me saltou aos ouvidos foi a volta do violino em algumas músicas, embora não seja tão constante como nos álbuns antigos, e um approach mais pesado em relação ao álbum anterior (embora não muito, também).
Certamente é um álbum excelente, deliciosamente profundo e obscuro além de bastante homogêneo e maduro, porém senti um pouco a falta daquele "clima" My Dying Bride-esco que tornava a banda reconhecível logo nos primeiros segundos de cada música. Aquela sensação de que o Armaggedon está prestes a cair sobre nossas cabeças e aterrar a todos, ou que estamos prestes a nos adentrarmos num mundo desconhecido e loucamente obscuro digno das histórias do Edgar Allan Poe ainda está lá, mas de forma mais sutil e serena, exceto em duas ou três músicas. Isso é ruim? Nem um pouco, afinal, ainda é My Dying Bride! Mas talvez devido ao amadurecimento da banda e aos longos anos de estrada, o conjunto tenha "amaciado" um pouco a fúria melancólica de outrora.

De todo modo, não há como não considerar este álbum como um dos melhores lançamentos de 2009 desde já. Aliás, o número de bons e ótimos lançamentos nos 2 primeiros meses deste ano é algo a se considerar, realmente temos tido uma boa "safra". E nada melhor para coroar esses dias terrivelmente ensolarados e carnavalescos do que um belo Doom Metal para afundar nosso crânio em desgraça, não é?! ;)


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[2009] For Lies I Sire

01 - Fall With Me
02 - My Body, A Funral
03 - The Lies I Sire
04 - Bring Me Victory
05 - Echoes From A Hollow Soul
06 - ShadowHunt
07 - Sanctuario Di Sangue
08 - A Chapter In Loathing
09 - Death Triumphant


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Doom:VS




Doom:VS é o projeto solo do sueco Johan Ericson, cujo principal trabalho é o de guitarrista e compositor do Draconian, banda a qual lhe deu certa forma e notoriedade dentro da cena por sua criatividade musical e a profundade lírica de suas letras, abordando temas obscuros e mórbidos sempre com muita elegância e uma veia poética notável, indo além dos intermináveis clichês que estes temas provocam, mesmo sem querer.

Pois bem, falando agora sobre esse Doom:VS, confesso que eu nunca dei a devida atenção a banda até não muito tempo atrás. Sempre achei-a muito boa, mas nada que me chamasse tanto a atenção a ponto de se tornar uma banda que ouviria sempre, ou que merecesse a atenção das bandas similares, tanto que passei batido pelo álbum que foi lançado em meados do ano passado. Até que, nos derradeiros dias de 2008 resolvi ouvi-lo e percebi, então, o quanto estava perdendo!

Diferente do Draconian, que segue uma linha de Doom Metal que flerta com o Symphonic e o tão aclamado (rótulo altamente duvidoso, devo dizer) Gothic Metal, o Doom:VS segue uma linha calcada totalmente no Doom Metal, mais precisamente no plano Funeral de seus domínios. Inspirado diretamente nos trabalhos de Shape of Despair e Mourning Beloveth, suas músicas são permeadas por uma atmosfera extremamente densa, profunda e obscura, tratando de temas comuns ao gênero como tristeza, angústia e desolação com grande lirismo e elegância em suas linhas.
Porém, além disso, percebi também que suas músicas soam, muitas vezes, mais apocalípticas do que simplesmente melancólicas e desoladas, como se estivéssemos sob um céu cinza-chumbo pronto para desaguar um dilúvio, ou um tornado, ou estivéssemos sob o prelúdio de alguma catástrofe natural ou pessoal que arruinaria tudo a nossa volta e a nossa própria existência.

Foi esse diferencial que me chamou atenção e me fez perceber o quanto o trabalho desta banda é excelente e que merecia um post aqui no exhalethesound, especialmente do último álbum lançado, chamado Dead Words Speak. Muitas bandas aclamam que compõem músicas que seriam perfeitas para o dia do juízo final e se inspiram em toda simbologia e filosofia do mesmo, mas posso assegurar que poucas bandas se aproximam do verdadeiro presságio para o Armageddon como este CD. enjoy it. ;]


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[2008] Dead Words Speak


01 - Half Light
02 - Dead Words Speak
03 - The Lachrymal Sleep
04 - Upon The Cataract
05 - Leaden Winged Burden
06 - Threnode


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Ufomammut












Formado na Itália, em 1999, Ufomammut nos apresenta um Stoner/Doom focada na psicodelia e com grande influência Sludge, buscando por um som mais viajado, cadenciado e ainda assim muito pesado. Divergindo de grande parte das bandas de Stoner não se prioriza aqui a psicodelia em detrimento do peso, a evolução musical da banda, culminando em Idolum, nos mostra que é possível uma igual dosagem dos dois componentes.

Idolum é último álbum da banda, lançado em 2008, e em minha concepção se trata de sua grande obra prima, superando inclusive o bem aclamado Snailking. As músicas são pautadas na construção de poderosas muralhas sonoras que tornam este certamente um dos registros mais pesados do ano passado, a presença de apenas uma guitarra, um baixo e bateria, intercalada com vocais que não tentam se sobrepor a música da forma que são dispostas, ao contrário de parecerem escassas para cumprir tal objetivo, são fundamentais e completamente competentes nessa composição.

Ainda que em uma primeira audição esse álbum possa não soar muito bem, após sua digestão passamos a observar os pequenos detalhes que pouco a pouco contribuem para torná-lo uma obra prima, mais uma grande contribuição italiana que só não se supera a criação do Palestra Itália, das massas e o Ennio Morricone.


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[2008] Ufomammut - Idolum

01 - Stigma
02 - Stardog
03 - Hellectric
04 - Ammonia
05 - Nero
06 - Destroyer
07 - Void/Elephantom
08 - Hermeat [Bonus Track]


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Forest Of Shadows




Forest Of Shadows é um projeto musical fundado no outono de 1997 pelo sueco Niclas Frohagen. Desde a época de sua fundação, Niclas vem compondo, gravando e produzindo suas músicas praticamente sozinho, exceto por curtos períodos de tempo em que contou com outros integrantes no FoS, e conseguiu ao longo desse tempo uma base de fãs consideravelmente pequena, mas bastante fiel e sólida pelo mundo a fora...

Tendo se dedicado ao Doom/Death Metal com fortes influências melódicas e sinfônicas no começo da carreira, o FoS foi modificando os horizontes de suas músicas com o tempo, abrandando um pouco o lado mais "brutal" e metálico em detrimento de um lado mais suave e levemente experimental, explorando mais as atmosferas e climas que a música é capaz de transmitir no dado momento. Mas ainda assim, a essência permanece exatamente a mesma, ou talvez ainda mais abrangente e profunda atualmente devido a maior maturidade musical. Suas letras abordam sempre o lado mais introspectivo e obscuro da alma humana, utilizando elementos da natureza como um tempero a mais nas suas já belas e envolventes músicas.

Six Waves Of Woe é então o último lançamento da banda, depois de um hiato de mais de 4 anos. Niclas continua seguindo o caminho já traçado pelo trabalho anterior, Departure, abrandando um pouco mais o lado Doom Metal da banda em sua esfera musical, mas desenvolvendo-o e aprofundando-o ainda mais em sua essência. Diria então que é um álbum muito aguardado e fãs do estilo e simpatizantes certamente irão apreciar essa obra, pois o álbum e o FoS tem tudo para se tornar uma "banda" clássica no futuro. :)


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[2008] Six Waves Of Woe

01 - Submissive
02 - Selfdestructive
03 - Detached
04 - Moments In Solitude
05 - Pernicious
06 - Deprived


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[2004] Departure

01 - Sleeping Death
02 - November Dream
03 - Bleak Dormition
04 - Open Wound
05 - Departure


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The Old Dead Tree




The Old Dead Tree é uma banda francesa, fundada por Manuel Munoz (Vocals, Guitars) e icolas Chevrollier (Guitars) em meados de 1997, caracterizada por um estilo que vem ganhando certos adeptos nos últimos anos, que é o "depressive rock", no qual há uma fusão entre Dark/Doom Metal com o Rock/Pop, garantindo uma acessibilidade maior as músicas mas sem a perda de peso ou a atmosfera obscura que elas confeccionam.

Durante o ano de 1999, uma tragédia aconteceu com a banda, que foi a morte do então baterista Frédéric Guillemot, que veio a cometer suicídio. Algo que podia ter abalado as estruturas da banda e acabado de vez com sua carreira acabou servindo como combustível para continuarem e comporem cada vez mais, e num nível cada vez mais elevado de qualidade, dando origem então ao álbum que posto agora, chamado The Nameless Disease, que só veio a ser lançado de fato em 2003.

Neste álbum, cada música é uma pequena homenagem ao amigo perdido além de uma forma de canalizar toda a angústia, ira e tristeza que sentem num afluente musical, criando uma atmosfera obscura e tortuosa ao mesmo tempo que de fácil assimilação e extremamente grudenta. As músicas ressoam na cabeça depois de poucas ouvidas, conduzindo naturalmente o ouvinte ao universo de sentimentos e sensações por muitas vezes aflitantes que elas constroem. Difícil não se encantar e se deixar levar por elas, realmente...

Depois desse álbum, a banda conseguiu um certo reconhecimento pela Europa e participou de vários festivais por lá, bem como uma turnê com o Epica. Lançaram dois álbuns depois deste, The Perpetual Motion (2005) e The Water Fields (2007), mas na minha singela opinião o primeiro foi justamente o melhor, não só pela temática e circunstância que foi composto, mas pelo conjunto geral que conseguiram desenhar. Recomendo a todos, não importa sua preferência musical. ;)


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[2003] The Nameless Disease

01 - We cry as one
02 - It can't be!
03 - How could you?
04 - Won't follow him
05 - It's the same for everyone
06 - Somewhere else
07 - Joy & happiness
08 - Transition
09 - Quietly kissing death
10 - All...
11 - The Bathroom Monologue


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Green Carnation



Green Carnation foi formado em 1990, tendo se separado em 1993 depois pela entrada de Tchort, seu mentor, na lendária banda Emperor. Com isso, seus integrantes remanescentes formaram o In The Woods... outra banda lendária de Progressive/Doom Metal, e, depois quea band se separou, Tchort resolveu remontar o Green Carnation junto com alguns de seus ex-companheiros.

Como é de se imaginar, o Green Carnation segue a mesma linha da banda predecessora, fazendo uma alquimia muito interessante e enigmática de Doom/Death Metal com Rock Progressivo e elementos eruditos inseridos inteligentemente em sua música, especialmente nos seus três primeiros trabalhos, onde o que merece mais destaque é justamente esse. Light Of Day, Day of Darkness.

A surpresa começa quando se nota que o álbum só tem uma única música, e ela tem 1:00:16 de duração. Sim, isso assusta de começo (como me assustou, até), pois logo pensamos que se trata daquela música recheada de suítes intermináveis de puro virtuosismo (e egocentrismo) musical, que se torna extremamente maçante depois de poucos minutos. Mas bem, não há nada disso nessa música. Há virtuosismo, sim, mas transposto de forma natural e de muito bom gosto, como se cada mudança harmônica e atmosférica denotasse uma passagem de capítulo da música de modo a formar um fio condutor entre cada uma delas, explorando uma gama de sentimentos, imagens e estruturas musicais vastíssimas, e incrivelmente belas ao seu próprio modo. Particularmente gosto muito do andamento que a música leva a partir dos 45 minutos, soando como se fosse o clímax fluindo diretamente para a conclusão da história, trazendo assim toda a densidade dos acontecimentos e sentimentos que se passa por ela.

Se o conceito por trás do álbum anterior, Journey To The End Of The Night, era amorte de sua filha, o conceito por trás deste que vos posto é o nascimento de seu filho. Então, extrapolando um pouco em cima das percepções e interpretações usuais deste trabalho, podemos ver que ele simboliza o Ying-Yang do próprio Tchort, sendo produto de emoções fortes porém adversas (a morte de um filho/nascimento de um outro) que, ao se unirem, formam o Tao que nada mais é do que o macrocosmo musical do Green Carnation, neste álbum...

Bem, chega de viagens psicodélicas e pseudo-esotéricas sobre a proposta do álbum. As únicas mensagens que queria passar é o quão impressionante é este álbum e para não se deixarem assustar pela longa duração de sua única música., nem para perderem os vários detalhes e nuances que ela contém. Esses três fatos falam por si só, garanto... e é isso, então. ;)


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[2001] Light Of Day, Day Of Darkness

01 - Light Of Day, Day Of Darkness


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