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Mogwai





Formado em 1995 na Escócia por Stuart Braithwaite, Dominic Aitchison (Crippled Black Phoenix) e Martin Bulloch o Mogwai ("fantasma" em Mandarim) é certamente um dos maiores nomes do post-rock. A banda dá total destaque às guitarras em suas músicas, deixando os vocais e todo o resto como suporte, evoluindo a cada lançamento. Eles tem a capacidade de construir belas melodias e estruturas que evidenciam teclados, atmosferas quase sempre melancólicas, momentos pesados alternando-se com outros extremamentes delicados unem-se criando canções de um bom gosto indiscutível e raro hoje em dia. O mogwai também chama a atenção por atitudes como instigar a platéia em seus shows a fazer coros do tipo “fuck the queen” e vender em suas apresentações, camisetas com a inscrição “Blur: Are Shite”, além de terem um senso de humor apurado e parecer não dar a menor importância se os outros entendem suas músicas e atitudes ou não. E não são de se levar muito a sério, basta olhar o título das músicas, a maioria sem a menor relação com as músicas e inspiradas em piadas que só os membros da banda entendem.

O sexto álbum da banda, intitulado The Hawk is Howling, será lançado no final de setembro deste ano. Por enquanto podemos nos contentar com esse leak e o clipe da música Bat Cat no youtube. Destaques para as músicas "I'm Jim Morrison, I'm dead", "Kings Meadow" e "I Love you, I'm Going To Blow Up Your School". Espero que gostem.

O ep chamado Batcat conta com 3 faixas surpreendentes. Roky Erickson (ex-13th Floor Elevators) participa dos vocais de Devil Rides.


//Último dia do ano, e como forma de agradecimento pela companhia de vocês durante todo esse ano de 2010, nós do ETS deixamos para vocês, queridos leitores, o novo cd da maior banda de post-rock do mundo.

Feliz ano novo para todos. [edit by: pedro]

//Ressucitando o post novamente para deixar-vos o Earth Division, o novíssimo trabalho do Mogwai que só deve figurar em forma "física" e oficial lá pelo dia 21/9. Nele, encontramos um Mogwai mais sereno e silencioso, dando muita margem a eletronicagens, deixando um pouco de lado as explosões sônicas e guitarras ensandecidas do último álbum Hardcore... . O gosto experimental e aquele humor meio, digamos, pouco ortodoxo, permanecem lá, porém numa escala diminuída. O que temos aqui é um EP de uma beleza plástica admirável, como sempre, munido de uma criatividade notável que poucos, além do Mogwai - especialmente na esfera Post-rock contemporânea - podem se gabar. Aproveitem!

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[2011] Earth Division

01 - Get To France
02 - Hound Of Winter
03 - Drunk And Crazy
04 - Does This Always Happens?


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[2011] Hardcore Will Never Die, But You Will

01 - White Noise
02 - Mexican Grand Prix
03 - Rano Pano
04 - Death Rays
05 - San Pedro
06 - Letters To The Metro
07 - George Square Thatcher Death Party
08 - How To Be A Werewolf
09 - Too Raging To Cheers
10 - You’re Lionel Richie

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[2008] The Hawk is Howling

01 - I'm Jim Morrison, I'm dead
02 - Batcat
03 - Danphe and The Brain
04 - Local Authority
05 - The Sun Smells Too Loud
06 - Kings Meadow
07 - I Love you, I'm Going To Blow Up Your School
08 - Scotland’s Shame
09 - Thank You Space Expert
10 - The Precipice

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[2008] Batcat

01 - Batcat
02 - Stupid Prick Gets Chased by the Police and Loses his Slut Girlfriend
03 - Devil Rides

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This Will Destoy You




O post de hoje é sobre uma banda batizada singelamente This Will Destroy You, tendo ela nascido em terras texanas, USA, isso no ano de 2005. Ainda neste mesmo ano, os rapazes lançaram seu EP chamado Young Mountain, que era supostamente a sua demo, mas que, devido ao alto grau de qualidade nela encontrada, seria até presunção rebaixá-la a essa hierarquia. Além disso, os rapazes ainda lançaram um full-length no início de 2008, self-titled, além de um split com o Lymbyc Systym em algum lugar do espaço-tempo que agora me fugiu a mente...

De qualquer modo, os cidadãos parecem ter dado sinal de fumaça novamente, através do novíssimo EP (na verdade, ele só será oficialmente lançado em agosto/10) intitulado moving On The Edge Of Things, sendo ele um aperitivo refinadíssimo de um novo álbum que está por vir em breve, palavras que li pelos corredores internéticos. Quem conheceu a banda através do YM, certamente vai ter um choque ao inserir seus ouvidos nas duas músicas do EP postado logo abaixo. Não, a banda não se vendeu (sic) e resolveu fazer covers do Jonas Brothers, somente pegou outras trilhas e valeu-se de outras ferramentas para construir seu ofício sonoro. Enquanto o primeiro EP apresenta uma belíssima peça de Post-Rock "tradicional", onde emoção, leve melancolia e perfumes outonais fundem-se em crescendos harmônicos de deleite nostálgico, este EP apresenta uma essência menos ortodoxa, puxando mais pro lado Ambient/Shoegaze da força, conferido ainda com algumas demãos do Post-Rock de outrora e talgumas outras, essas bem sutis de IDM.

Ou seja, parece cada vez mais óbvio que o TWDY vem mudando seu curso criativo e desbravando novos horizontes. Se isso é algo ruim, bem, talvez os mais puristas não fiquem lá muito felizes por isso, mas como o mundo não é feito só deles e existem muitos daqueles que preferem apostar na vanguarda, este EP não é menos do que um prato cheio, mesmo contendo menos de 20 minutos de linhas sônicas. Enfim, dado o recado. Au revoir!

"The album’s two sprawling compositions, “Rituals” and “Woven Tears” both possess a hazy darkness, burying ominous minor key melodies under layers of noise like a distant radio transmission being ripped apart by the static between stations. Drums pound forlornly in the background, distant and loping, acting less as a central rhythmic device than as another slightly muffled counterpoint to the indistinct smears of sound at the songs’ forefront. While not remotely as twisted or sinister as the record label’s promotional materials make the album out to be – it seems neither like a “portal to hell” nor “your turntable eating itself” – the songs linger in a netherworld between the malevolent darkness suggested by such descriptions and a gentler ambient drift."

//Update: Tunnl Blanket, novo trabalho do TWDY, logo abaixo. Seu outrora Post-Rock celeste agora aparece encoberto por camadas supermassivas de Drone/Dark Ambient, de pérfume psicodélico. Enjoy!


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[2011] Tunnel Blanket

01 - Little Smoke
02 - Glass Realms
03 - Communal Blood
04 - Reprise
05 - Killed The Lord, Left For The New World
06 - Osario
07 - Black Dunes
08 - Hand Powdered


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[2010] Movin On The Edge Of Things

01 - Ritual
02 - Woven Tears


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Michio Kurihara




Michio Kurihara, cidadão oriundo de Tokyo, Japão pode ser um nome pouco conhecido em terra brasilis, mas desfruta de grande fama e reconhecimento nos recônditos undergrouds de seu país. Desde os anos 80, vem fazendo parcerias com vários artistas do meio Prog-Psychedelic daquelas bandas, como por exemplo o White Heaven, e alguns anos depois, mais precisamente em 1994, faz sua primeira parceria com o Ghost, talvez o nome mais famoso da cena pós-psychedelic (?) japa. Também trabalhou com gente como Damon & Naomi (Galaxie 500 - um dos percursores do Shoegaze) e também com o The Stars, banda formada por e-White Heavens, até chegarmos a 2005, onde ele lança seu primeiro - e até agora, único - álbum solo, batizado de Sunset Notes. Além disso, fez uma colaboração com a galerë bacaninha do Boris, em 2006, resultando numa bela peça lisérgica de Drone e Stoner. No entanto, o foco será sobre o álbum solo.

O tal álbum não distancia-se muito dos universos sonoros que o Michio vem explorando com suas antigas bandas e colaborações. Quem aqui já ouviu o Ghost (acredito que não sejam muitos, infelizmente), certamente vai perceber suas similariedades com as notas da aurora. Porém, é perceptível o clima mais intimista e introspectivo aqui. Pensem no que o Yawning Man faz com seu Stoner/Psych. Rock em relação a pintar paisagens do deserto da California com suas músicas. Agora, traduzam essa paisagem para um parque nipônico no final de tarde repleto de flor de cerejeiras caindo ao sabor do vento, onde solitude e uma certa nostalgia agridoce imperam nos domínios da mente. Parece, inclusive, que as músicas foram inspiradas em diferentes finais de tarde, em diferentes locais do Japão, vivenciados pelo Michio. Faz sentido ao perceber que as primeiras músicas parecem mais energéticas e "vivas", provavelmente evidenciando primavera/verão, enquanto a metade final do álbum parece mais serena e até tantinho melancólica.

Se é algo difícil de se imaginar, bem, não há melhor experiência do que ouvir de fato o álbum. Não consigo pensar em gente que faz algo muito parecido com ele. Talvez a tal New Weird America, gente como Six Organs Of Admittance e simpatizantes, se aproxime do feeling e da aura que evoca sua música, mas somente isso. Trata-se de um álbum extremamente agradável, soando perfeito para dias primaveris mornos e reflexivos.

Pois bem... aproveitem!


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[2005] Sunset Notes


01 - Time To Go
02 - Do Deep-Sea Fish Dream Of Electric Moles
03 - Wind Waltzes
04 - Pendulum On A G-String~The Last Cicada
05 - Canon Ic C (C Is For Cicada)
06 - Twilight Mystery Of A Russian Cowboy
07 - The Wind Twelve's Quarters
08 - The Old Man And The Evening Star
09 - A Boat Of Courage



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ps: Due to the removals of the download link, I won't post it here anymore. If anyone wants to listen to this album, just let a comment below and an e-mail, twitter profile, facebook, etc. where I can drop it. I'm sorry for this.

Yawning Man




O percurso dos Yawning Man é no mínimo interessante. Sua origem vem dos tempos remotos de 1986, quando três amigos residentes da região desértica da California resolvem montar uma banda com puro intuito de diversão, tanto que suas músicas eram basicamente jams feitas nos seus shows e ensaios pelos integrantes. Apesar de tão pouco conhecida hoje em dia, a banda possui uma importância histórica gigantesca, sendo ela integrante daquela época áurea do Stoner Rock californiano da virada dos 80 para os 90, de onde revelaram-se nomes como Kyuss e Fu Manchu. Seus shows eram sempre assim, em formato de jams, no meio do deserto, acontecendo graças a um gerador de energia elétrica que as bandas sempre traziam consigo. Daí, vieram as tão famosas Generator Parties que o Kyuss revelou para o mundo através de seu respeitável sucesso durante a primeira metade dos 90's.

Apesar de tantos anos de estrada, importância histórica e um respeito gigantesco por parte de todos naquela cena, YM só veio a lançar seu primeiro material oficialmente em... 2004! Isso mesmo, 18 anos de espera para debutarem. Paciência é uma virtude muito latente no sangue dos rapazes, isso é certo. Desde então, a banda passou a lançar material numa base mais regular e de modo mais ortodoxo, digamos. Em 2007, veio a vida o Vista Point, que nada mais é do que o álbum de 2004 (Rock Formations) incorporado de um EP mais antigo da banda. Nesse Rock Formations, nota-se um Stoner Rock instrumental arquitetado com notas limpas e apimentado com psicodelia em conserva made in 72, de tal modo a evocar imagens noturnas de um deserto, recheadas de desolação e uma serenidade quase alienígena, banhadas por estrelas fumegantes, luas incandescentes e a companhia de coiotes, lagartos e outros animais que habitam aquelas terras insólitas, ao passo que o EP mostra um Stoner mais fuzzy e slow-paced, fazendo lembrar mais diretamente gente como Dead Meadow.

Então, acrescentando mais um item em seu catálogo, eis que vem o Nomadic Pursuits, recém-saído do forno. Nele, podemos ver basicamente a mesma linha seguida no Rock Formations, talvez um pouco mais elaborada e menos psicodélica neste aqui. Percebo até elementos de Post-Rock dando as caras aqui e acolá, o que me lembrou logo de cara o My Sleeping Karma, banda postada há alguns meses aqui neste mesmo espaço.

Com todos os atributos e histórias para contar dos homens bocejantes, acho que deixá-los de lado é nada menos do que insanidade ou puro mau gosto. Pois, se reclamam tanto da falta de música autêntica no mundo contemporâneo, feita com alma, veias e sinapses, criada com o simples intuito de divertir e levar o ouvinte a novos e incogniscíveis horizontes, eis aqui uma prova de que ainda existem aqueles que mantem a chama acesa, mesmo sob efeito de geradores.

Enfim, that's all folks. Enjoy it!


p.s.: Antes que me esqueça, parabéns ETS, pelos 2 anos de vida! :D


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[2010] Nomadic Pursuits

01 - Camel Tow
02 - Sand Whip
03 - Far-off Adventure
04 - Blue Foam
05 - Ground Swell
06 - Camel Tow Too
07 - Laster Arte


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[2007] Vista Point


01- Rock Formations
02 - Perpetual Oyster
03 - Stoney Lonesome
04 - Split Tooth Thunder
05 - Sonno Bono Memorial Freeway
06 - Airport Boulevard
07 - Advanced Darkness
08 - She Scares Me
09 - Crater Lake
10 - Buffalo Chips
11 - Manolete
12 - Digital Smoke Signal
13 - Encouters With An Angry God
14 - Samba De Primavera


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Kokomo




Imagino que a primeira coisa que deve vir as suas mentes, ao se depararem com o nome desta banda, é perguntar: "Que raios de nome é esse?", "De onde será que vem essa banda, para ter um nome assim?", ou ainda "Essa p*&@ deve ser muito bizarra, para ter um nome desse tipo!". Pois então, a parte do nome excêntrico e do possível choque e respulsa que ele cause, devo adiantar que se trata de algo de altíssima qualidade e feito, inclusive, com esmero e qualidade acima da média. Mais detalhes a seguir:

Kokomo é o nome dado a banda formada por quatro homo sapiens nomeados Tobias, Oliver, Rene, Benjamin, oriunda de Duisburg, Alemanha, no ano de 2008. Já em 2009 veio a vida seu primeiro fruto, o Matterhorn Bob And The Black Fair, no qual me sinto na obrigação de dizer que é, sim, um puta disco de Post-Rock, ainda mais se tratando de uma banda meramente iniciante, como parece ser o caso. Seu som é mais dinâmico e enérgico do que a média das bandas do gênero mas sendo ainda capaz de evocar e construir atmosferas com facilidade, ficando muitas vezes na fronteira do que muitos chamam de Post-Metal. Ainda nota-se algumas influências de Hardcore e Drone presentes, timidamente, em alguns momentos isolados do CD, mas vindo apenas como matizes adicionais a sua palheta, nada a ponto de transformar todo o verniz sonoro em outra coisa senão o que disse agora pouco.

Apesar do meu ceticismo inicial, devo me render a qualidade e imenso potencial emanado das seis faixas deste CD. Uma agradável e interessantíssima promessa, com ênfase no agradável. Logo, nada mais justo do que ganhar algums bytes de espaço neste recanto virtual aqui. Espero que gostem!


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[2009] Matterhorn Bob And The Black Fair

01 - Cmdr Cmdr
02 - Rund Und Der Tagernsee
03 - Krinoline
04 - Suzi's Symphonies Happy Harmonies
05 - Star Of Nanchang
06 - Up Up And Away


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Red Sparowes




Red Sparowes foi fundado na California, EUA, no ano de 2004, tendo em seu line-up integrantes e bandas nada menos que Isis e Neurosis, chegando inclusive a fazer tour com o próprio Isis na época do Panopticon, com o Dillinger Escape Plan e Made Out Of Babies, tendo lançado desde então dois full-lengths, um split com o Gregor Samsa e um ep, sendo o segundo álbum (Every Red Heart Shines Towards The Red Sun) o que deixarei aqui.

Sua sonoridade não vai muito longe daquilo que as bandas principais de seus integrantes fazem, pelo menos em essência, mas as semelhanças não vai muito além disso. As músicas são todas instrumentais e bem longas, a maioria delas girando em torno de 10 minutos, e possuem uma toada mais suave e espontânea do que a média dos grupos que habitam o gênero, o que daria margem, num possível show, de emendá-las em várias sessões de improvisos ao melhor estilo free jazz.

Além disso, destacam-se também os nomes gigantescos que cada música carrega, como se traduzissem o que se passa no universo de cada música através deles e, juntos, formassem uma história e essa história contivesse a mensagem do álbum. Pelo que li, este álbum é sobre um problema que houve na China durante o ano de 1959 e 1961, onde milhões de pessoas morreram de fome nesta época. Então, o governo chinês criou uma campanha pró-eliminação de pardais e qualquer criatura que pudesse arruinar as lavouras do país. Fato esse que não foi bem sucedido pois, apesar de terem alcançado o objetivo (eliminar os pássaros), houve um crescimento gigantesco da população de gafanhotos, destruindo as lavouras do mesmo jeito. Curioso, não? Pois é, um pouco de cultura inútil sempre faz bem.

Sobre o álbum em si, diria que não há nada de revolucionário e transcendental nele, mas, bem, isso não o torna menos desinteressante e nem digno de apreciação. Aliás, penso que o seu diferencial em relação as toneladas de bandas do gênero é justamente o seu aparentemente descompromisso. Eles sabem que não revolucioná-lo e nem desejam isso, parecem querer só fazer música pelo bel prazer de fazer música, com o intuito de entreter e fazer o ouvinte embarcar nas viagens sônicas que constroem, sendo um álbum ideal para se escutar enquanto dá uma caminhada de manhã ou simplesmente se está a fim de relaxar e ficar de cara pro vento. E, nisso, eles são muito bons, admito.


//Como acabei de receber em mãos - ou melhor, em Megabytes, o novo trabalho dos pardais vermelhos, não pude deixar de postá-lo mesmo as 2 da manhã. Trate-se do "The fear is excruciating, but therein lies the answer", terceiro full-length da banda, e primeiro material inédito desde 2008. Nele, a pegada dos trabalhos antigos continua ali, forte e inabalável, embora note-se uma suavização de sua sonoridade em comparação a eles. O que não é nada de ruim, muito pelo contrário! Achei Interessantíssimo esse approach mais light e atmosférico, soando mais laid-back e muito agradável de se ouvir. Como disse antes, pode não ser o álbum nem a banda que vai revolucionar o Post-Rock, mas sua naturalidade e talento para construir harmonias simples e pegajosas, num estilo no qual isso parece estar ficando de lado, o torna muito atrativo.

Enfim, nada mais a dizer. Aprecie-o!


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[2010] The Fear Is Excruciating, But Therein Lies The Answer

01 - Truths Arise
02 - In Illusions of Order
03 - A Hail of Bombs
04 - Giving Birth to Imagined Saviors
05 - A Swarm
06 - In Every Mind
07 - A Mutiny
08 - As Each End Looms and Subsides


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ps: To be released in April 6th.





[2006] Every Red Heart Shines toward the Red Sun

01. The Great Leap Forward Poured Down Upon Us One Day Like a Mighty Storm, Suddenly and Furiously Blinding Our Senses.
02. We Stood Transfixed in Blank Devotion As Our Leader Spoke to Us, Looking Down on Our Mute Faces with a Great, Raging, and Unseeing Eye.
03. Like the Howling Glory of the Darkest Winds, This Voice Was Thunderous and the Words Holy, Tangling Their Way Around Our Hearts and Clutching Our Innocent Awe
04. A Message of Avarice Rained Down Upon Us and Carried Us Away into False Dreams of Endless Riches
05. Annihilate the Sparrow, That Stealer of Seed, and Our Harvests Will Abound; We Will Watch Our Wealth Flood In
06. And by Our Own Hand Did Every Last Bird Lie Silent in Their Puddles, the Air Barren of Song as the Clouds Drifted Away
07. Millions Starved and Became Skinnier and Skinnier, While Our Leaders Became Fatter and Fatter
08. Finally, As That Blazing Sun Shone Down Upon Us, Did We Know That True Enemy Was the Voice of Blind Idolatry; and Only Then Did We Begin to Think for Ourselves


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Coma Cluster




Aglomerado Coma é a designação dada a um aglomerado de milhares de galáxias situado a uma distância da Via Láctea de aproximadamente 300 milhões de anos-luz e com uma extensão de vários milhões de anos-luz.
Este aglomerado apresenta algumas características que o tornam muito diferente da maioria dos aglomerados conhecidos. No Aglomerado Coma a maioria das galáxias são elípticas, sem estrelas novas, quentes e azuis. Por outro lado, o conteúdo estelar identificável do aglomerado atinge apenas cerca de 2% da sua massa dinâmica. Além disso, descobriu-se que uma fracção substancial (cerca de 10%) da massa total do aglomerado está na forma de gás quente emitindo raios X. Assim, o conteúdo total sob a forma de matéria luminosa é de apenas 12% da sua massa total. Os restantes 88% da sua massa são (pelo menos por enquanto) invisíveis e a sua natureza tem sido alvo de grande especulação.


Interessante, não? Pois bem, cientificismos à parte, o nome da banda (que na verdade, é um projeto musical de um homem só) é importado diretamente deste famoso superaglomerado. Não sei muitas informações além disso acerca dele, além do líder do projeto ser um norte-americano de nome Chris, e seu myspace ter sido fundado em 2007 e ter lançado, até então, um EP (Extrasolar) e um full-length (que leva o nome do projeto) em 2009, além de um EP à vista em 2010.

Isso pode dar a impressão de que o post aqui se trata de alguo tosco, primitivo e ainda carente de lapidação, mas aí que reside um torpe engano. Claro, apesar de ser um projeto ainda jovem e não ser nada transcendental, revolucionário e altamente original, o Coma Cluster entrega um Post-Rock com toques leves de Shoegaze e Ambient altamente honesto e agradável de se ouvir, suas músicas calcadas em construir atmosferas siderais que vão evoluindo em explosões supernóvicas (?) com o passar do tempo, tornando-as verdadeiras viagens épicas para recantos longíquos e insondáveis do cosmos.

Deixo aqui o primeiro EP, intitulado Extrasolar, pois é o meu trabalho favorito até o momento. Sei bem que o número de bandas de Post-rock eclodindo pela Terra a fora é mais do que ela mesma deve ser capaz de suportar, o que dá origem a cópia das cópias das cópias e que acabam por saturar o gênero, fato que pode fazer alguns torcerem o nariz para este post, porém, penso que esse trabalho aqui é uma ótima amostra de como pode se fazer algo interessante neste estilo sem que, para isso, soe maçante, presunçoso e antinatural.

Bem, está aí a mensagem. Enjoy it!


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[2009] Extrasolar

01 - Bellerophon
02 - Mathuselah
03 - Osiris


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ps: All the albums are for free.

Collapse Under The Empire





Collapse Under The Empire é o nome de uma banda oriunda de Hamburg, Alemanha, que surgiu em meados de 2007 com o intuito de tocar instrumental/post-rock ao seu próprio modo. Sendo uma banda completamente independente até o dado momento, eles lançaram seu debut album intitulado "systembreakdown", lançado já em 2009, e é sobre ele que falarei agora e postarei neste espaço.

Desde os primeiros segundos da audição do colapsodosistema, algumas coisas saltam os olhos (ou ouvidos), como a produção do álbum. Mesmo sendo lançado e produzido de modo totalmente independente, é de impressionar a sua (alta) qualidade, com todos os instumentos aparecendo de forma bem límpida e inteligível em todas as músicas. Não só os intrumentos em si, como também os efeitos eletrônicos que a banda emprega em lugares bem estratégicos em cada uma de suas músicas, o que confere um perfume e sabor bem especial a cada uma delas, além de empregar uma certa atmosfera futurista e cibernética, digamos assim, ao seu universo sonoro. Em vários momentos, essa união de música eletrônica (de boa qualidade, diga-se) com o post-rock remete imediatamente ao 65daysofstatics, que parece mesmo ser a maior influência da banda. Em outros, já lembra o God is an astronaut em seu primeiro trabalho, The end of the beginning, onde a banda flertava bem mais com gêneros eletrônicos. Pode ser que a banda ainda careça de certa maturidade, mas nada mais natural se tratando do tempo em que ela existe, e ainda assim acho que ela muito pouco afeta a qualidade do CD.

É compreensível a "bronca" que muitas pessoas tem do post-rock contemporâneo, alegando que existe um oceano infindável de bandas que se adentram na dimensão do gênero e a maioria nada mais faz do que um copy-and-paste do que bandas mais famosas e consagradas já fizeram em outras épocas, o que é uma crítica válida. Porém, percebo que essa banda aqui revela um potencial e criatividade gigantescos, algo que o tempo não tardará em transformá-los em belíssimos trabalhos e poderá elevar-lhes a níveis bem mais altos do que a maioria das bandas post-rockers que vem borbulhando em vários cantos do globo, além do mais, seu trabalho constrói uma atmosfera difícil de resistir e é de assimilação fácil e agradável. Por isso, achei que mereciam um espaço aqui, para serem divulgados e ter seu nome espalhado por vários cantos e ouvidos do globo a fora. Enfim, aproveitem-o ;)


*Além dos álbuns já postados aqui antes, trago-lhes aqui o novo full-length do CUTE (ficou bonitinha mesma essa abreviação, também acho), o Find A Place To Be Safe. Acho excelente ver que a banda está com todo o gás e lançando dois álbuns completos num espaço de menos de 9 meses, algo raro de se ver mesmo entre bandas iniciantes na atualidade. Quanto ao álbum em si, não esperem nenhuma surpresa em relação ao debut. Aquele post-rock mais "happy happy" e encoberto com camadas eletrônicas e nuances ambientes, bem ao estilo do primeiro trabalho do GIAA, continua firme e forte, talvez ainda mais refinado do que antes. Um belo aperitivo para o final do ano, sem sombras de dúvids. Espero que gostem!

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[2009] Find A Place To Be Safe

01 - Captured Moments
02 - Crawling
03 - Find A Place To Be Safe
04 - Tranquillity
05 - Angle Of Incidence
06 - Decay
07 - Far To The Past
08 - A Smell Of Boiled Greens
09 - Intelligence
10 - Conscious Of Thirty Nine
11 - Take A Shot On Me


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[2009] Crawling

01 - Crawling
02 - Captured Moments


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[2009] systembreakdown

01 - Monumental Sequence
02 - Sky Falling
03 - Innocence
04 - The Taste Of Last Summer
05 - Quiet Dimension
06 - Environmental Obssession
07 - Turn
08 - Depending On You
09 - Further Than The End Of The World
10 - Buried In Pieces


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Three Steps To The Ocean



Three Steps To The Ocean, ou TSTTO, pode ser um nome estranho para a maioria das pessoas que passam ou virão a passar seus olhos por esse blog (e mesmo para mim, ele é apenas um conhecido muito recente), mas arrisco a dizer que estará na boca (ou melhor, nos ouvidos) de cada um em não muito tempo.

Trata-se de um projeto italiano formado no início de 2006, ano no qual os 4 membros da banda passaram ensaiando e moldando a sua arquitetura musical. Lançaram uma demo no final deste ano, obtendo alguma atenção graças a uma música "Submerged Universe". Mas não foi até o final de 2009 que o TSTTO veio a dar luz a seu primeiro full-length. Batizado de Until Today Becomes Yesterday, a banda mostra que fez bem em ficar todo esse tempo na obscuridade somente lapidando a jóia que viria a se tornar seu universo sonoro.

Sobre ele, então, a banda envereda-se pelo já tortuoso caminho do Post-Metal, só que dessa vez instrumental, com vários flertes ao Post-Rock, Psychedelic e ênfase na elaboração de atmosferas em vários momentos, ao invés de simplesmente jorrar toneladas de massas sônicas nos nossos ouvidos. As músicas remetem, naturalmente, ao Pelican e Latitudes, nomes mais conhecidos nessa vibe de Post-Metal avocal, mas é notável também uma forte influência de Callisto (fase do Noir) e dos conterrâneos do Vanessa Van Basten em suas músicas. Todas elas transmitem um certo feeling reflexivo e divagante, caindo muito bem sob uma luz de finalzinho de tarde e começo de noite, transmitindo uma sensação que faz bastante jus ao título que o CD carrega, e fluem bem naturalmente e livremente ao longo de todo ele, possuindo uma coesão dificilmente vista em bandas iniciantes, assim.

Sei que o subgênero já está mais do que saturado e eu mesmo já comentei sobre isso em algumas postagens por aqui, mas certamente acredito que esta banda que lhes apresento aqui é digna de nota e pode alcançar vôos elevados em questão de pouco tempo. Demonstram um potencial incrível e uma originalidade que, ainda que não incontestável, consegue distanciá-la da grande maioria das bandas que povoam o mar já superpopuloso que tornou-se os gêneros post-something que temos por aí, fato que julgo merecedor de estar nos meus headphones e nessas páginas digitais em que escrevo. Então, bem, isso é tudo. Aproveitem-o.


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[2009] Until Today Becomes Yesterday

01 - December 31st 1844
02 - It's A Day, Maybe More, Since I saw You
03 - Diomede
04 - Remember Lynne Cox
05 - It's A Minute, Maybe More, Since I Could See
06 - Il Quinto Giorno


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If These Trees Could Talk




If These Trees Could Talk é uma banda originária de Akron, Ohio, da terra do Tio Sam, sendo fruto da vontade e da criatividade de Zack Kelly. Enveredando-se pelas paisagens cada vez mais tortuosas e densas do Post-Rock, IFTCT (abreviar é necessário, né?) lançou seu primeiro EP, auto-intitulado, no ano de 2006 e conseguiu uma boa repercussão e consideração por parte dos fãs numa época que parece ter havido um grande "boom" do Post-Rock, garantindo que seu nome ficasse na boca e nos discos rígidos de vários admiradores do gênero. Esse ano de 2009 marca então o lançamento de primeiro full-length, chamado "Above The Earth, Below The Sky", e é sobre ele que falarei com mais detalhes agora.

Apesar da banda poder tranquilamente receber a alcunha de Post-rock para seus trabalhos, parece que a própria banda recusa esse rótulo e prefere referir-se como apenas uma banda de Rock, a qual possui influências principalmente de Indie e Rock Progressivo e adota alguns elementos característicos da sonoridade do Post-rock, sendo esse o motivo da identificação com ele. Seja lá o que isso quer dizer, afinal, o fato é que a banda consegue explorar muito bem o universo celeste, onírico e contemplativo que constitui a alma do gênero, porém o IFTCT adota uma postura menos "post" e mais "rock", de fato, o que lhe confere uma certa identidade em relação à maioria das bandas que orbitam nesse universo além de tornar suas paisagens sonoras mais orgânicas do que essa média, também. Suas músicas sempre fazem referência à natureza, tanto nos títulos quanto na música em si, e essa característica torna-a talvez um pouco mais humana e palpável aos nossos seis sentidos ainda que em nada perca o tom sonhador e surrealista tão marcante do universo Post-rock, aliás, parece que até acrescenta algo a ele, no fim das contas.

Enfim, resumidamente trata-se de um álbum agradabilíssimo e de grande qualidade técnica, impressionando não exatamente pela profundeza de sua verve ou de uma visão vanguardista, mas sim por transformar algo que seria "mais do mesmo" em alguma coisa tocante e fascinante de uma maneira completamente natural, sincera e inteligente, deixando a essência de seu encanto na sua simplicidade e aparente "falta" do mesmo. Mais um álbum que recomendo não somente para adoradores do "Rock feito com propósitos que não o Rock" mas para qualquer um que se diga admirador de boa música.


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[2009] Above The Earth, Below The Sky

01 - From Roots To Needles
02 - What's In The Ground Belongs to You
03 - Terra Incognita
04 - Above The Earth
05 - Below The Sky
06 - The Sun Is In The North
07 - Thirty-Six Silos
08 - The Flames Of Herostauros
09 - Rebuilding The Temple Of Artemis
10 - Deux Ex Machina


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These Monsters...




These Monsters...
é uma banda de originária da cidade de Leeds, da terra da rainha. Seu som pode ser definido majoritariamente como Post-Rock, mas é nítido que possuem influências mais abrangentes do que o mesmo, incluindo especialmente Ambient, Jazz e até um pouco de IDM. Algo como um This Will Destroy You com Parhelia com as pitadas criativas do 65daysofstatic.

Até aí, nada de muito excepcional ou transcendental, pois já existem bandas por aí que se dedicam a essa união de gêneros aparentemente dispersos e imiscíveis. Mas a forma como esses monstros (é, o trocadilho mais uma vez foi irresistível...) transformam essas influências diferentes em suas músicas é realmente estonteante e vertiginoso, tanto no quesito da qualidade técnica quanto na riqueza cromática e e profundidade emocional que são capazes de transmitir aos nossos sensores auditivos.

Cada música em si passeia pelas diversas paisagens , perfumes e sabores que os gêneros são capazes de transmitir, mas com uma leveza e fluência difícil de se encontrar atualmente. Elas vão se criando, destruindo e reconstruindo de forma espontânea e muito agradável, sem haver necessidade que o ouvinte tenha que intervir na música para encontrar essa mudança de referencial ou de cenários, pois eles se florescem e tomam formas naturalmente.

Enfim, achei simplesmente brilhante o trabalho desse grupo, e achei também que deveria ser bem mais conhecido do que é. Considerando o surgimento exponencial de bandas de Post-Rock pelo mundo a fora, onde muitas não acrescentam nada de novo e só requentam velhas fórmulas já criadas por Mogwais, EITS's e Sigur Rós' da vida, o These Monsters... é uma grata surpresa e merece muito mais do que vem tendo, até agora.


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[2006] These Monsters... EP


01 - Intro
02 - Nice Day To Start A War
03 - Still That Dust Cloud Lies
04 - Night Of The Storm
05 - Dust And Ivy


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ps.: I couldn't find any link where I can purchase their record. But there's a contact e-mail in the band's myspace, so you could ask them directly how can you buy their works.

Godspeed You! Black Emperor










Oi, eu sou o pirs e este é o meu primeiro post aqui. Comecemos.
Conheci o GY!BE por influência de um amigo meu de Brasília, pouco tempo depois de ter descoberto o maravilhoso mundo do post-rock. Acho que foi a primeira recomendação de banda que me fizeram até hoje onde me falaram "baixe toda discografia, você vai gostar." Deixei baixando e fui ler a respeito da banda. Após ler reviews falando muito bem, o termo "trilha sonora para o fim do mundo" sempre surgia. Isso, mais o fato de o download ter demorado muito tempo (meu computador deu vários problemas na época) me deixou muito, mas muito mesmo, ansioso para escutar. Eu esperava demais do que estava prestes a ouvir. E para meu eterno deleite, todas as expectativas foram preenchidas.

O estilo de post-rock que o Godspeed You! Black Emperor faz não é convencional. Cada CD tem no máximo cinco músicas e elas costumam ter no mínimo dez minutos. Outra coisa interessante é que, por exemplo, uma de 17, costuma ter várias partes dentro dela; daria pra separar em canções menores, mas não. Cada faixa é um movimento. Eu diria também que, acima de tudo, GY!BE faz música ambiente. Não é algo que se vai escutar logo que baixa, procurando analisar os detalhes dos instrumentos a cada segundo. É pra se ouvir enquanto se está fazendo alguma coisa, ou então, pra quando não se tem absolutamente nada pra fazer. Por exemplo, sempre que falta luz aqui em casa, eu escuto GY!BE no mp3 player, deitado na cama olhando pro teto; e sempre são momentos lindos.

Infelizmente eles possuem poucos discos, e muita gente especula que a banda já acabou, devido principalmente ao sucesso de outros projetos dos nove membros. São muitos projetos, mas o maior é o A Silver Mt. Zion (provavelmente eu poste algo deles aqui depois). Ao todo o GY!BE possui 3 CDs (sendo um duplo) e um EP, e eu garanto: todos são tão bons quanto este. Vamos, então, ao f#a#. O disco começa com um monólogo, com uma voz masculina bem grave e logo em seguida entram as cordas. E assim começa o crescendo. Lento, novos instrumentos vão surgindo, você fica mais ansioso, tudo fica mais alto, mais rápido, o ápice enfim, e após a queda, a desconstrução da melodia. Poucos segundos depois, começa outro, e assim vai indo. A segunda música começa com alguém anunciando algo em alguma língua estranha. Também parece se ouvir carros andando pelas ruas. Como eu disse, bem ambiente. East Hastings provavelmente é a mais famosa deles, pois é trilha sonora do excelente filme de zumbis Extermínio. Ela toca em uma das melhores cenas do filme; quando o protagonista anda por uma Londres, durante pleno dia, completamente deserta. Guitarra e cordas novamente. Algo para ser sentido, e não escutado. A última música, apesar de ser a maior que a banda já fez (29 minutos), é uma das minhas favoritas. Ela tem tantas partes diferentes que se esquece que é a mesma. É a mais abstrata do disco inteiro, às vezes os sons são barulhos que não consegue se identificar. Mas tudo combinando com a temática do CD, algo meio sombrio, como quando se anda de noite pela cidade, observando o cenário, então se chega a uma esquina, olha-se para o lado e só se vê uma rua deserta.


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[1998] f#a#oo

01 - The Dead Flag Blues
02 - East Hastings
03 - Providence


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