Exxasens




Exxasens
é o nome da banda a ser postada aqui. Fruto da mente do espanhol Jordi Ruiz em Abril de 2007, o Exxasens foi criado como um mero passatempo do Jordi, compondo suas músicas apenas com uma guitarra e um computador. Depois de construir um estúdio em sua própria casa e de ter composto algumas músicas e postá-las no seu myspace, ele percebeu que muitas pessoas pareciam realmente interessadas em seu trabalho e recebia críticas mais positivas do que ele, possivelmente, esperava. Então, passado um ano depois do início dessa "brincadeira", veio a vida o primeiro full-length do Exxasens, chamado Polaris.

Sua música, desde então, mostra-se fortemente inspirada por temáticas siderais e astronômicas, como por exemplo a exploração especial, bem representada pela música Spiders On The Moon, que fala sobre a jornada do Apollo XIII para a Lua. Até a arte gráfica do álbum representa bem essa veia, pode-se perceber. Essa influência sidérea, então, não podia ser melhor representada por um estilo que não um Post-rock com vários flertes ao Shoegaze e Ambient, remetendo-nos imediatamente a nomes como God Is An Astronaut, Mogwai e Explosion In The Sky, nesta mesma ordem.

Depois do Polaris, vem então a vida o segundo full-length, sob o nome de Beyond The Universe. Apresentando na arte da capa uma foto da Nebulosa De Águia, ele segue então a mesmíssima linha de seu antecessor, talvez apresentando uma maior consistência melódica nas suas composições e uma produção ligeiramente superior a ele. No mais, é ainda um álbum excelente de Post-Rock, apresentando uma simplicidade, sinceridade e energia que não se encontra muito (infelizmente, deve-se dizer) no meio atualmente, providenciando uma ouvida prazerosa e muitíssimo agradável ainda mais sob a luz das estrelas ou um livro de FC nas mãos.

"Not having a defined music style is certainly the main appeal of EXXASENS proposal. The EXXASENS universe is full of sound landscapes which take the listener to a rich world of beautiful and powerful melodies. This could be the homeland of post-rock bands such as Mogwai or Explosions in the Sky, a place full of nice melodies with strong guitar atmospheres. EXXASENS style tries to go beyond by introducing progressive metal influences."

Well, that's all folks. Enjoy it.

//Dois anos depois, o post volta a tona. Imagino que saibam o motivo: novo lançamento do projeto. Aqui, temos 9 faixas alucinogenamente sideais que, se não divergem muito dos lançamentos anteriores, consegue soar refrescante e delicioso de todo modo. O maior destaque, para mim, foi o riff da última faixa, Casiopea, soando praticamente "Metal"! Certamente gente à la Steven Wilson deve ter tido inveja de não tê-lo composto. De impressionar, no mínimo.

Como sempre, deixo meu recado: aproveitem!


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[2011] Eleven Miles

01. Science Will Save Us
02. Helios
03. Constellation
04. Eleven Miles
05. Baikanur
06. Eclipse
07. Rise Up
08. Nebula Seven
09. Casiopea


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[2009] Beyond The Universe

01 - Sky In Red
02 - Signals From The Outer Space
03 - Lost In The Space
04 - Por Qué Me Llamas A Estas Horas?
08 - Absolute Infinte
05 - Polaris
06 - Stars In The Desert
07 - Gray
08 - Absolute Infinte
09 - Singular Deploy
10 - Copernicus
11 - Spiders On The Moon
12 - Boolean
13 - Stellar


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Yuck



Yuck tem suas origens na famosa e cosmopolita cidade de London, Inglaterra, em algum momento de 2009, das cinzas do Cajun Dance Party. Depois de lançar alguns EPs e demos durante o ano passado, resolveram investir num full-length, self-titled, lançado a aproximadamente seis meses atrás (21/2). Desde então, o perfil da banda já aparece com mais de 85 mil ouvintes (até 4/9/11), com pelo menos 2000 ouvintes por faixa em cada semana. Sacaram o que tá acontecendo?

Entoces, os rapazes (e a mocinha baixista) estouraram, pode-se dizer assim, e tem se tornado objeto de culto mundial. Não me admiraria de estar pipocando nas rádios e MTVs pelo mundo a fora (não vejo/escuto nenhum dos dois a séculos, daí estou totalmente desinformado) e isso seria mais do que merecido. Assim que o CD começa a rodar, fazemos a pergunta: "Esse CD é mesmo de 2011? Jura que não é algum K7 perdido e remasterizado de alguma banda dos early-90 que nunca chegou a ver a luz da fama e algum fã fanático resolveu jogá-la na net, dizendo que é coisa nova, com uma trollface estampada no lugar do rosto?!". Pois é. A inspiração noventista deles é mais do que latente, sorvendo o que havia de melhor naqueles idos já tão remotos e encobertos de flanelas e VCRs mofados. Pixies, Dinosaur Jr., Sonic Youth, Pavement, Nirvana, Sebadoh, Yo La Tengo, My Bloody Valentine, dentre muitos outros, certamente estariam orgulhosos desse "filhote". Mas seria um erro dizer que é um plágio puro e descarado desse pessoal citado acima. É notável também uma forte dosagem Post-Rocker ressoando em toda faixa, bem como ecos Shoegazers deliciosamente microfonados, conferindo aquele sabor introspectivo e nebuloso que muitos adoram até hoje, e torço que continuem a gostar.

Claro que existem arestas a serem aparadas, mas o talento deles é reverberantemente incandescente e pulsante. Tem tudo pra ser um dos melhores nomes "alternativos" dos anos 10s, se souberem como desenvolver esse poderio como devem. A falta de uma originalidade mais marcante e a "datação" de sua sonoridade incomodará alguns, sei bem, mas quem é realmente original/transcendental atualmente, afinal? Ao menos aqui existe um grande potencial de cresciment. Deixo um destaque para as três primeiras faixas e especialmente para a última, Ruber. Se alguém não pensar em jesu assim que ouvi-la, devem estar com problemas nos tímpanos, só pode. São as mesmas guitarras densas e lentas carregadas de melancolia e introspecção abissal lançando flechas de agonia para tudo quanto é canto, premiada inclusive um com (belo) clipe.

Por isso não pude deixar de postar essa belezinha aqui para vós.
Enjoy!


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[2011] Yuck

01 - Get Away
02 - The Wall
03 - Shook Down
04 - Holing Out
05 - Suicide Policeman
06 - Georgia
07 - Suck
08 - Stutter
09 - Operation
10 - Sunday
11 - Rose Gives A Lilly
12 - Rubber

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Mogwai





Formado em 1995 na Escócia por Stuart Braithwaite, Dominic Aitchison (Crippled Black Phoenix) e Martin Bulloch o Mogwai ("fantasma" em Mandarim) é certamente um dos maiores nomes do post-rock. A banda dá total destaque às guitarras em suas músicas, deixando os vocais e todo o resto como suporte, evoluindo a cada lançamento. Eles tem a capacidade de construir belas melodias e estruturas que evidenciam teclados, atmosferas quase sempre melancólicas, momentos pesados alternando-se com outros extremamentes delicados unem-se criando canções de um bom gosto indiscutível e raro hoje em dia. O mogwai também chama a atenção por atitudes como instigar a platéia em seus shows a fazer coros do tipo “fuck the queen” e vender em suas apresentações, camisetas com a inscrição “Blur: Are Shite”, além de terem um senso de humor apurado e parecer não dar a menor importância se os outros entendem suas músicas e atitudes ou não. E não são de se levar muito a sério, basta olhar o título das músicas, a maioria sem a menor relação com as músicas e inspiradas em piadas que só os membros da banda entendem.

O sexto álbum da banda, intitulado The Hawk is Howling, será lançado no final de setembro deste ano. Por enquanto podemos nos contentar com esse leak e o clipe da música Bat Cat no youtube. Destaques para as músicas "I'm Jim Morrison, I'm dead", "Kings Meadow" e "I Love you, I'm Going To Blow Up Your School". Espero que gostem.

O ep chamado Batcat conta com 3 faixas surpreendentes. Roky Erickson (ex-13th Floor Elevators) participa dos vocais de Devil Rides.


//Último dia do ano, e como forma de agradecimento pela companhia de vocês durante todo esse ano de 2010, nós do ETS deixamos para vocês, queridos leitores, o novo cd da maior banda de post-rock do mundo.

Feliz ano novo para todos. [edit by: pedro]

//Ressucitando o post novamente para deixar-vos o Earth Division, o novíssimo trabalho do Mogwai que só deve figurar em forma "física" e oficial lá pelo dia 21/9. Nele, encontramos um Mogwai mais sereno e silencioso, dando muita margem a eletronicagens, deixando um pouco de lado as explosões sônicas e guitarras ensandecidas do último álbum Hardcore... . O gosto experimental e aquele humor meio, digamos, pouco ortodoxo, permanecem lá, porém numa escala diminuída. O que temos aqui é um EP de uma beleza plástica admirável, como sempre, munido de uma criatividade notável que poucos, além do Mogwai - especialmente na esfera Post-rock contemporânea - podem se gabar. Aproveitem!

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[2011] Earth Division

01 - Get To France
02 - Hound Of Winter
03 - Drunk And Crazy
04 - Does This Always Happens?


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[2011] Hardcore Will Never Die, But You Will

01 - White Noise
02 - Mexican Grand Prix
03 - Rano Pano
04 - Death Rays
05 - San Pedro
06 - Letters To The Metro
07 - George Square Thatcher Death Party
08 - How To Be A Werewolf
09 - Too Raging To Cheers
10 - You’re Lionel Richie

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[2008] The Hawk is Howling

01 - I'm Jim Morrison, I'm dead
02 - Batcat
03 - Danphe and The Brain
04 - Local Authority
05 - The Sun Smells Too Loud
06 - Kings Meadow
07 - I Love you, I'm Going To Blow Up Your School
08 - Scotland’s Shame
09 - Thank You Space Expert
10 - The Precipice

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[2008] Batcat

01 - Batcat
02 - Stupid Prick Gets Chased by the Police and Loses his Slut Girlfriend
03 - Devil Rides

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The Angelic Process




The Angelic Process foi formado em 1999 por K. Angylus e MDragynfly, nos EUA, tendo lançado um álbum neste mesmo, depois entrando num hiato de 1999 a 2003, lançando vários álbuns a partir de então. O som da banda é algo muito característico, seguindo o que chamam hoje de "Drone Metal", caracterizado pela construção de paredes sonoras reverberantes e densas, em padrões repetitivos.

Mas ela se destaca em relação aos artistas do gênero por fazer algo bem diferente deles. Ainda que sigam essas características descritas acimas, o som deles possui uma musicalidade bem acima da média (do gênero) e uma acessibilidade maior também, refletinfdo influências diretas de grupos Shoegaze como My Bloody Valentine, em especial, e ecos de Industrial provindos de Coil e Godflesh. As músicas também são consideravelmente curtas para o gênero, em torno 5-7 minutos de duração, o que dá um tempero mais especial a eles. É digno de destaque o modo como conseguem embrulhar uma sonoridade densa, amorfa e obscura do Drone numa capa envolvente e de fácil degustação. Se tivesse como descrever os sons em imagens, diria que me lembra um cenário pós-apocalíptico com inspiração surrealista obscura, algo digno de um Beksinski.

Este é o último álbum lançado pelo duo, em 2007. A banda entrou em hiato indefinido em outubro do mesmo ano, devido a um problema nas mãos do K. Angylus que o impediria de tocar. E, a poucos meses, também veio a notícia de sua morte, em 26/4/2008. Não se sabe ainda a causa, especula-se que foi suicídio. Seja qual for, sem dúvidas é uma grande perda, pois ele fez um trabalho incrível... espero que esteja agora em seu processo angélico. R.I.P [review by: carlos.]

E após 4 anos da morte de Kris, surge na internet uma demo perdida datada de 2003. No link abaixo vocês poderão confirmar a genialidade de um músico que deixou esse mundo muito cedo. Simplesmente maravilhosa as músicas.

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[2003] Solipsistic

01 - Mouvement - Prepare To Evacuate Soul
02 - Solipsistic
03 - Deep Calls To Deep
04 - Tragedy De' Ovair
05 - Mouvement - Sympathy Interrupts My Blood
06 - My Blood Still Whispers
07 - Dismembered Antonella
08 - Mouvement - Crippled Healing
09 - Missing The Space Around You
10 - Nothing But Self Exists
11 - Mouvement - Solipsistic Darkness
12 - Consciousness (Showered In Afterwhile)
13 - Self Portrait In Water



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Blueneck





Blueneck foi formado em 2000 na Inglaterra, mais precisamente na cidade de North Somerset. Apesar de já ter quase dez anos de estrada, só em 2006 é que veio a vida o seu primeiro trabalho oficial, chamado Scars Of The Midwest e, três anos depois, o seu sucessor: The Fallen Host.

As letras, longe da temática convencional, se desenvolveram em um ambiente cinematográfico de ruídos e sombras, vocais crescendos, todos criados com sintetizadores analógicos. A banda tem uma distinta sutileza artesanal sobre a sua música que obriga o ouvinte a participar e envolver-se em seu mundo. Michael Maidment (tocou com Aereogramme, Cult of Luna, iLiKETRAiNS e Thirteen Senses) se juntou ao Blueneck para dar suporte às apresentações ao vivo.

Ambos os álbuns tem como característica comum a atmosfera obscura, densa e instigante que permeia cada átomo sonoro que os constituem. Percebe-se, além da base post-roqueira, uma influência bem pronunciada de Ambient Music, bebendo diretamente da fonte criada pelo Brian Eno e nomes que misturam estes dois estilos como ninguém (Hammock, por exemplo), mas ainda deixando lugar para explosões de fazer tremer as pálpebras e todo o sistema nervoso central mesmo do indivíduo mais gélido que existe na Terra. Enquanto isso, as músicas vocalizadas já nos remetem a nomes como Anathema e Antimatter, especialmente este último, fazendo reviver (e muito bem) a densidade melancólica e catártica de suas músicas, ao seu próprio modo.

Quem gosta daquele post-rock mais "sombrio" e um pouco mais pesado (na linha The Pax Cecilia, Cecilia:Eyes, iLiKETRAiNS, Her Name Is Calla) e os nomes já citados, certamente iria apreciar seu trabalho e deixar algum lugar cativo em seu CD (ou mp-n player) ou mesmo em seu Hard Disk para ele.

"Blueneck’s music has developed into a cinematic soundscape of ambient atmospherics, dark skeletal rhythms and swirling crescendos, all created with analogue synths, sparse piano and huge, soaring guitars. Having already produced a series of demos, each one evolving further into atmospheric territory than the last, the band have teamed up with producer and musical visionary Corin Dingley for their first full-length album “Scars Of The Midwest”. Blueneck operate in a similar post-rock territory to bands such as Godspeed! You Black Emperor, Sigur Ros and Mogwai, but having spent a year and a half locked away recording in the hills of deepest Somerset, they have delivered a dark, dynamic masterpiece which has a sound truly their own."


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[2011] Repetitions

01 - Pneumothorax
02 - Sawbones
03 - Venger
04 - Sleeping Through A Storm
05 - Una Salus Victus
06 - Ellipsis
07 - Barriers Down
08 - The Last Refuge
09 - Lopussa


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[2009] The Fallen Host

01 - (Departed From Me, Who Are Cursed)
02 - Seven
03 - Low
04 - The Guest
05 - Children Of Ammom
06 - Weaving Spiders Come Not Here
07 - Lilitu
08 - Revelations

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[2006] Scars of the Midwest

01 - The Hills Have Eyes
02 - Judas! Judas!
03 - Oig
04 - Le-465
05 - Ub1
06 - Epiphany
07 - Ub2
08 - Amoc
09 - Yesterday's Forgotten

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Loomer




Bandas brasileiras nunca tiveram muito espaço aqui no blog, reconheço. Seja pelo pouco conhecimento e gosto pela música tupiniquim da minha parte (e dos resto do staff), ou pela qualidade no mínimo duvidosa de algumas. Claro que sempre existiram e virão a existir bandas boas, mas não é fácil encontrá-las, pois estão sempre soterradas pelos ruídos que infestam as rádios locais (sim, ruído, música por definição é que não é) ou por bandinhas alternativas pretensiosas e, na sua maioria, modorrentas. Mas esta aqui certamente vale, e muito, um espacinho aqui.

Loomer teve sua fundação em 2008, na capital gaúcha. Pelo nome das banda, os experts no assunto já devem ter sacado do que se trata. Claro, Shoegaze a escorrer pelas veias e artérias. Já nos primeiros segundos da primeira faixa, ou melhor, só pelo nome dela, já sabemos que os guris (e a guria) devem ter ouvido muito My Bloody Valentine e tem uma foto do Kevin Shields no guarda-roupa de cada um. No entanto, óbvio que não é uma copiazinha mixuruca dos gênios da microfonia. Percebe-se, também, influências latentes e pulsantes de gente do calibre de um Swervedriver e Ride, e não por menos daquela galera um pouco menos "noisy", mas também influente: Dinosaur Jr,, Sonic Youth, Pixies, Sebadoh, só para citar alguns. De resto, temos tudo que faz a felicidade (sic) de contempladores de sapatos. Aquelas melodias adocicadas temperadas com alguma microfonia cortante e reluzante, vozes femininas distantes e sussurradas que, no caso deles, encontra-se contrastada com voz masculina em algumas faixas (Nightmare Daydream, por ex., que é minha faixa favorita), baixo/bateria trippy, mas seguras e presentes quando necessárias, tudo tocado naquela velocidade média que, devido as densas camadas sônicas, parecem chegar até nós com um certo Efeito Doppler, parecendo-nos mais lentos ainda que não passe de miragem...

Bom, a dica tá dada. Aproveito também o gancho do post pra falar do show deles aqui em terras do RJ, no Audio Rebel (Botafogo), no próximo dia 13/8 no festival de nome "Microfonia É Noise". É raro ver eventos dessa espécie em nossa terra, então, taí uma chance não menos do que imperdível de entupir os tímpanos com distorção de (alta) qualidade.

Degustem!


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[2010] Coward Soul


01 - Rocket Fuzz
02 - Across The Clouds
03 - All Gone
04 - Nightmare Daydream
05 - Coward


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YOB









YOB foi formado em 1996 por Mike Scheidt, nas terras cinzentas de Eugene, Oregon, onde seus membros já tinham um background local em bandas de Hardcore e Death Metal, principalmente. Mas sua proposta era diferente das bandas anteriores dos membros. Dessa vez, suas intenções eram elevar a alquimia de Doom Metal e Stoner Rock a níveis cada vez mais abissais de qualidade e profundidade musical.

O trio chamou a atenção da mídia e público desde os seus primeiros trabalhos, pela profundidade assombrosa em que suas harmonias mergulhavam dentro de cada música, pela psicodelia que então as permeava e pelo tom transcendental e esotérico de suas letras, remetendo imediatamente a bandas consagradas do gênero como Sleep, Electric Wizard, Burning Witch e Neurosis e fazendo assim a alegria (sic) dos fãs do gênero. Mas ainda assim, é de se ressaltar a identidade que eles possuem, desde o começo da carreira, não soando como um mero rip-off das bandas citadas em nenhum momento.

The Unreal Never Lived foi o último lançamento do YOB, e considerado por muitos (inclusive eu mesmo) como o melhor de todos, alcançando um nível musical que beira a perfeição no que se propuseram a fazer. É impossível não ouvir esse CD inteiro e não se sentir atordoado ou literalmente "chapado" (com trocadilho) pelas massas sonoras hipnóticas e abíssicas que emanam de cada música. Pena que, depois do lançamento desse álbum, a banda se separou e o Mike resolveu trilhar outros caminhos. De toda forma, diria que essa banda tem tudo para se tornar um dos maiores ícones do Doom/Sludge/Stoner/whatever ao lado dos carinhas que citei acima.

Álbum recomendadíssimo para quem quer derreter o cérebro até enlouquecer. So, enjoy it! ;)


//Aproveitando a brecha para postar aqui o lançamento do novo álbum, chamado The Great Cessation. Pelo jeito, a banda voltou a ativa em sua velocidade máx, ops, mínima, com direito a 5 doses sonoras capazes de fundir a massa cefálica numa pasta inválida de neurônios queimados e devidamente desmantelados. Delicioso, simplesmente!

//Aproveitando a brecha novamente para deixar-vos o trabalho mais recente dos cidadãos aqui, intitulado Atma. Neles, encontramos tudo aquilo que fez a banda "famosa" (sic) e que faz a alegria (sic²) dos fãs de seu Doom Metal massivo: Peso mastodôntico, riffs Sabbathísticos, músicas psicodelia vazando por tudo quanto é lado e aquela aura mística pseudosatânica não menos que saborosa. Perfeito para se ouvir no DOOMingo (sim, foi uma piadinha ruim e manjada), não acha? E melhor ainda para comemorar os 3 anos do vosso querido blog!

Enjoy!


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[2011] Atma

01 - Prepare The Ground
02 - Atma
03 - Before We Dreamed Of Two
04 - Upon The Sign Of The Other Shore
05 - Adrift In The Ocean


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[2009] The Great Cessation

01 - Burning The Alter
02 - The Lie That Is Sin
03 - Silence Of Heaven
04 - Breathing From The Shadows
05 - The Great Cessation


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[2005] The Unreal Never Lived


01 - Quantum Mystic
02 - Grasping Air
03 - Kosmos
04 - The Mental Tyrant


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Caïna



Caina é o projeto de um dos mais promissores músicos do "underground" britânico, Andrew Curtis-Brignell. Tudo começou quando Andrew comprou sua primeira guitarra no inverno de 2004, como uma espécie de "saída", um intrumento de cartase. Os primeiros trabalhos estavam focados no Raw Black Metal, mas posteriormente Andrew incluiu diversos gêneros ao som do Caina, fazendo a banda soar como é hoje. Black metal, post rock, shoegaze, neo-folk, drone, post punk serão alguma das influências que serão encontradas no som do Caina.

\Novo EP do
Caina lançado em abril,. A proposta nesse é bem parecida com a do full-lenght que postei aqui no log ano passado, Black Metal/Post/Shoegaze e blablabla, mas dessa vez o lado mais cru do black metal está mais acentuado. A primeira e a ultima faixa são faixas praticamente shoegaze, enquanto as outras duas tem suas raizes focadas no raw black metal com as pitadas de post-rock/shoegaze já habitual da banda.

Eu particulamente achei muito bom esse novo trabalho do Caina, tanto as musicas mais leves quanto as mais cruas, e uma curiosidade sobre a faixa To Pluck the Night Up By Its Skin, é o fato de conter uma sitação de Jim Jones que ficou mundialmente conhecido por causa de sua seita e o suicídio coletivo de mais de 900 pessoas

Pra quem interessar, "Suicide Tape Transcript"


\"
Hands That Pluck is uncompromising. The final album under the Caïna name for (one man) band leader Andy Curtis-Brignell is intense. Vocally, musically, and lyrically. This is an album dealing with the subject of finality - even more so because it will be the last Caïna release - with ideas of religion and will making numerous appearances.

This album is a little over seventy minutes long, it’s complex and has so much to offer that you’ll be pressing repeat immediately after your first listen. This is not an album to be consumed in one sitting. It’s an album to take your time with. Each listen will bring something new; even after multiple plays, I still don’t think I’ve really taken it all in.
Hands That Pluck will stay with you long after the closing seconds. In your dreams, and in your reality." [by: scenepointblank]


[official website] | [myspace] | [last.fm]




[2011] Hands That Pluck

CD 1
01 - Profane Inheritors
02 - Murrain
03 - Hands That Pluck
04 - The Sea Of Grief Has No Shores
05 - Callus And Cicatrix
06 - Somnium Ignis
07 - Haruspication
08 - I Know Thee Of Old
09 - Ninety-Three

CD 2
01 - Some People Die
02 - Validity
03 - The Last Song
04 - To Funk The Night Up By Its Shit
05 - Roses In The Snow (Nico Cover)
06 - Some People Fall (2011 Remaster)
07 - The Validity Of Hate Within An Emotional Vacuum (2011 Remaster)
08 - Permaneo Carmen (2011 Remaster)
09 - To Pluck The Night Up By Its Skin (2011 Remaster)

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[2009] Caïna [ep]

01 - The Approaching Chastisement
02 - Drilling the Spire
03 - To Pluck the Night Up By Its Skin
04 - You Worship the Wrong Carpenter


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[2008] Temporary Antennae

1 - Intro – Manuscript Found In Unmarked Grave, 1914
2 - Ten Went Up River
3 - Willows And Whippoorwills
4 - Tobacco Beetle
5 - Larval Door
6 - …And Ivy Wound Round Him
7 - Them Golds And Brass
8 - Petals And Bloodbowls
9 - Temporary Antennae
10 - None Shall Die

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Sprinkler




Imagino que o nome Sprinkler não seja familiar na mente da maioria dos passantes aqui, nem de leve. Pudera, pois pelo que pesquisei, a banda possui apenas 646 ouvintes no last.fm até a data de 9 de julho de 2011. E isso porque existem pelo menos mais dois artistas compartilhando o mesmo nome com eles! Pois bem, algumas bandas simplesmente não emplacam ou nem sequer alcançam um reconhecimento cult enquanto vivem, e taí um exemplo claro e gritante disso. Falemos mais sobre o dito cujo...

Sprinkler formou-se no ano de 1992, mais precisamente na cidade de Portland. Talvez pela "proximidade" com Seattle, o quarteto encabeçado pelos irmãos Susarenko, Steven Birch e Emrick Swaine embarcou na maré Grunge que assolava os EUA, América Latina, Europa, Ásia, Lua, Saturno, e tudo mais, naqueles aeons. Assim, lançou seu primeiro e único full-length, More Boy Less Friend ainda em 92 e um EP, Peerless, já em 93 - ambos figurando logo abaixo - pelo famoso selo Sub-Pop, responsável pela divulgação da maioria das bandas emergentes de Seattle enquanto a tal "cena Grunge" não passava de um bando de moleques flanelados bêbados brincando com suas guitarras e amplificadores baratos. Talvez pela explosão ensandecida que tornou-se o tal Grunge naquele ano, o selo acabou por auto-implodir-se e a banda ficou com pouquíssima a nenhuma divulgação, afundada no oblívio da poeira do tempo e das estrelas, sem nenhum conhecimento e reconhecimento. Triste isso, pois, se não tinha o nível das superestrelas da época ou mesmo bandas de culto como Mudhoney, Tad, Gruntruck, dentre outros, possuía sim um potencial mais do que notável e tudo para agradar os fãs ávidos da época: guitarras distorcidas até o lépton, recheadas de tons sludge, bateria marcante mas cuidadosamente desleixada, além de toda uma atmosfera "sappy" deliciosa e perniciosa, seguindo aquela fórmula 'quiet/soft verse-loud/hard chorus' tão comum a época e ao gênero. Os vocais remetem logo ao finado Cobain, mas nada que chegue ao nível de um copycat vagabundo, pois tem sim uma boa dose de personalidade e uma perfomance muito boa, tanto em momentos calmos quanto naqueles mais ríspidos.

Pode não ser a 8ª maravilha do mundo, tampouco algo que iria atingir a estratosfera da fama com esses trabalhos, mas os rapazes teriam, sim, capacidade pra chegar muito mais longe sem muita dificuldade, dado o tempo e oportunidade corretas. Mesmo com estes álbuns, faixas como Wide Zero, Jr. Loaded e Landlord mereciam virar hits, e poderiam ter tornado-se sem dificuldades, mas, como já disse nessas páginas antes, nem sempre a vida é justa, coisas ruins acontecem na hora e lugar errado, mimimi. Agora com a internet oferecendo-nos chance de divulgar e conhecer muito mais do que sonharíamos há 19 anos atrás, nada mais justo do que aproveitar, right?

Enjoy!


[last.fm]





[1994] Peerless

01 - Peerless
02 - Kent
03 - Drag
04 - Landlord


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[1992] More boy Less Friend

01 - Wide Zero
02 - Jr. Loaded
03 - Blind
04 - Ulcer
05 - Doyle
06 - Flood
07 - Sandbox
08 - Personality Doll
09 - Sibling
10 - Landlord


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*shels





*shels é um conjunto britânico formado das cinzas do Mahumodo em 2004, por Mehdi Safa (pelo que parece, ele é norte-americano filho de pais libaneses e iranianos), conjunto que teve um relativo sucesso no começo dessa década e seguia um estilo que muitos chamam de "art sludge", "post metal" e rótulos cada vez mais confusos e esdrúxulos, que é uma união da música progressiva com Sludge e Metal, formando texturas musicas densas e por ora obscuras e melancólicas, com toques surrealistas.

No caso do *shels, pode-se classificar a banda da mesma maneira, pois a sonoridade de ambas realmente são parecidas, apesar do Mahumodo ter uma queda maior pelo Hardcore/Screamo/whateveryouwanttonameit. Percebe-se influências musicas de grupos como Tool, dredg, Deftones e Neurosis em seu trabalho, o que o distancia um pouco de bandas como Isis, Pelican e afins, soando então mais leve e equilibrando muito bem momentos de raiva e agressividade sonora com os de melancolia e introspecção. Nota-se também algumas passagens sinfônicas ou puramente ambient, tingindo suas músicas num tipo de matiz que dá uma peculiariedade muito interessante a elas e formando texturas musicas diferenciadas. De alguma forma, suas músicas me lembram a trilha sonora de algum filme "cult" nunca produzido (?), como se cada passagem da música retratasse um tema ou um climax do mesmo filme.

De toda forma, acho muito marcante as suas composições bem como a habilidade da banda em compor algo que, mesmo não sendo muito original hoje em dia, transpõe uma gama de sentimentos e imagens de forma muito criativa e orgânica, sem soar como "mais do mesmo" e conseguir envolver o ouvinte em sua atmosfera e fazê-lo imaginar como se estivesse dentro da própria música e assistindo um filme em sua cabeça, cuja trilha sonora é composta pelas suas próprias harmonias. Enfim... I hope you enjoy it. ;)


//Reerguendo o tópico depois de quase 3 anos para deixar o mais recente trampo dos rapazes: Plains Of the Purple Buffalo. Não cheguei a pesquisar muito sobre, mas pareceu-me um trabalho conceitual, devido a evolução das faixas e maneira como são trabalhadas, bem como o nome das próprias. Tudo aqui no CD transpira e transpassa uma aura épica e cinemática, funcionando como uma jornada por esferas cósmicas inexploradas ou viagens caleidoscópicas pelos planos não-lineares do consciente.

Como sempre... aproveitem!


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[2011] Plain Of The Purple Buffalo

01. Journey to the Plains
02. Plains of the Purple Buffalo (Part1)
03. Plains of the Purple Buffalo (Part2)
04. Searching For Zihuatanejo
05. Vision Quest
06. Atoll
07. Butterflies on Luci’s Way
08. Сrown Of Eagle Feathers
09. Bastien’s Angels
10. Conqueror
11. The Spirit Horse
12. Waking
13. Leaving The Plains


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[2007] Laurentian Atoll

01 - Atoll
02 - Waters
03 - The Ghost Writer
04 - City Of The Swan
05 - Lights Of The Laurentian
06 - Fireflystarrs
07 - Wingsfortheirsmiles
08 - m


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Wolf People




Aproveitando a onda dos "Wolf" (Wolves Like Us, Ulver, et cetera), deixo aqui uma belezinha que conheci recentemente e nocauteou meus ouvidos, Wolf People. Trata-se de uma banda formada em 2006, na Inglaterra. O last.fm diz que são baseados em London, Bedford e North Yorkshire, logo, parece que cada integrante vem de um lugar diferente da terra da rainha e se reunem quando podem para fazer massas sonoras por aí.

Enfim, minha surpresa positiva com os rapazes é a fidelidade e desenvoltura com que constroem suas músicas, enquanto comparadas com a mais pura quintessência psicodélica setentista. Certamente eles devem ter ouvido muito Floyd, Camel, Van Der Graaf Generator, Caravan, Can, Amon Düll II, Jefferson Airplane, dentre outros nomes que fogem a minha mente agora, e sintetizam o que houve de melhor naqueles anos lisérgicos em cada faixa que completa o álbum que vos posto, Steeple. Se alguém me dissesse que se trata de algum álbum perdido/esquecido na poeira, naftalina, páginas amareladas e kombis multicoloridas daqueles aeons, eu não discordaria. Isso pode render perguntas, vindas de alguns mal humorados "beleza, mas cadê a originalidade e o status quo da arte em si, da constante necessidade de criação de algo novo, mimimi?", e eles tem um ponto, realmente. Mas e daí? É arte pura, crua e brilhante que transpira de cada nota aqui presente, evocando junto ao ouvint aquele sorriso meio torto em nossos lábios, abastecido por toda essa nostalgia, bucolismo, sinestesia incandescentes e assombrados pelos monstros alados e mosquitos cintilantes gerados por um vetor de bad trip. Tem como ser ruim? E mais, não é muito mais divertido do que os salvadores do rock que borbulham em profusão dos 00s em diante e nunca se tornaram o novo Nirvana?

Então, acho que o recado já foi dado. Para aqueles vidrados nessa vibe retrô movimentada por gente tipo Dead Meadow, Black Mountain (ambos já figurados aqui nessas páginas), Assemble Head In Sunburst Sound, The Black Angels, Tame Impala, e por aí vai, vão se deliciar com a galera-lobo.


Bon voyage!



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[2010] Steeple

01 – Silbury Sands
02 – Tiny Circle
03 – Painted Cross
04 – Morning Born
05 – Cromlech
06 – One By One From Dorney Reach
07 – Castle Keep
08 – Banks Of Sweet Dundee Pt. 1
09 – Banks Of Sweet Dundee Pt. 2


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Wolves Like Us




Spawned from the remains of folded Norwegian bands such as Amulet and JR Ewing, Oslo’s Wolves Like Us first caught our ears in 2010. Their debut album, Late Love is 40 minutes of grand, pounding, desert rock-influenced hardcore. It’s good. It’s very, very good.

‘Burns Like A Paper Rose’ is a frantic start to the album – all gruff vocals and punchy guitars with an intricate riff underlining the song throughout – before the tumbling rumble of ‘Deathless’ cuts right through with brilliant fury and the upbeat ‘My Enemy’ blazes a new trail through the end of the album. The crashing cacophony that opens ‘Gone To Dust’ for instance, gives way to Larsh Kristensen’s almost tuneless voice. It’s a strange style but it fits absolutely, even if it may be a slightly acquired taste.

There’s a great spacey vibe and genuine feeling to the tunes that acts as the perfect foil to the comfortable musical aggression on Late Love. What’s most important about the album is that all ten of the songs have their place. It might seem cliché for me to say there is no filler and that you will have no respite from the album but it’s true. The low-slung tone of ‘Sin After Sin’ provides a change of pace but you’ll find no ballads here. Oh no. Wolves Like Us close the album with a near-eight minute “epic” of sorts with ‘To Whore With Foreign Gods’. It’s menacing and ominous in tone but finishes the album perfectly.

Along with Trap Them’s stunning Darker Handcraft, it’s possible that Prosthetic Records have released two of the finest records of 2011. We dunno what they’re putting in the office coffee machine but we’re more than happy for this trend to continue because Late Love is a brilliant debut. Despite their collectively accrued experience, we’ve got our fingers crossed that this is just the start for Wolves Like Us.

5.5/6

Sounds like: Helmet, Cult Of Luna, Planes Mistaken For Stars [by: thrashhits]





[2011] Late Love

01 - Burns Like A Paper Rose
02 - Deathless
03 - Sin After Sin
04 - Old Dirty Paranoia
05 - Secret Handshakes
06 - Shiver In The Heat
07 - We Speak In Tongues
08 - Gone To Dust
09 - My Enemy
10 - To Whore With Foreign Gods

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Meat Puppets



Talvez a banda motivo desse post, de nome Meat Puppets, ressoe familiar na cabeça de alguns passantes. Não por menos, pois três músicas de um dos seus álbuns mais clássicos, Meat Puppets II (1983), foram coverizadas pelo Nirvana em seu show acústico no já longíquo ano de 1993, tendo participação dos próprios integrantes nos covers. Isso rendeu uma certa evidência a banda, algo nunca antes ocorrido, mesmo já tendo vários álbuns na bagagem e trabalhos inovadores, criativos e não por menos acessíveis. Mas ainda assim não foi o suficiente para alavancá-los ao status pelo menos de banda 'coadjuvante' no cenário Rocker mundial, tornando-se mais um nome obscuro e objeto de culto para uma meia dúzia de curiosos e desocupado pelos sete mares. Seria isso justo?

Bom, sua carreira iniciou-se a mais de 30 anos, mais precisamente em 1980 em Phoenix, pelos irmãos Kirkwood (Curt, vocal/guitarra e Cris, baixista) além de Derrick Bostrom, responsável pelas baquetas. Inicialmente, sua proposta era um Punk Rock feroz e selvagem, com vocais quase ininteligíveis, mas já pincelados com o humor refinado e um ar Folk, que veio a acompanhá-los ao longo de sua carreira. No já mencionado MP II, a banda bota o pé no freio e trabalha um pouco mais as suas músicas, trazendo a tona essa veia folk que vem a conferir um sabor totalmente único as suas músicas. A mescla da fúria punk com tais atmosferas folk de matiz psicodélico dava uma certa aura fantástica e assombrosa as suas músicas, capturando a essência desértica de sua cidade natal, reforçadas ainda mais pelas letras. Vejam a letra de Lake of Fire e Plateau para terem melhor ideia do que falo. Já nos álbuns subsequentes, durante asegunda metade dos anos 80, a banda continua a trabalhar mais o som e dar mais ênfasea psicodelia western, seu som convergindo mais para um 70's Hard Rock do que o Punk.

Depois de um hiato de 3 anos, a banda retorna com o Too High to Die, álbum de maior sucesso comercial da banda até hoje. Ajudado pela associação da banda com o Nirvana, claro, mas ainda assim com méritos. Infelizmente a banda passa por um período muito irregular de 96 até 06, devido ao vício do vocalista Curt (e também de seu irmão Cris) em heroína, no qual o último até passou um tempo no xadrez devido a uma tentativa de assalto. Esse limbo deve ter feito bem a eles, pois, recuperados, decidem retomar com os pups, embora sem o batera original. Resolvem também cair na estrada, e compuseram três álbuns desde então, sendo o mais recente, Lollipop, que será postado logo abaixo.

Certamente aquela energia e gana explosivas de quase 30 anos atrás não estão presentes mais nesse álbum, mas sim aquela fragrância folk psicodélica, que imerge o ouvinte na atmosfera de uma cidade abandonada no meio do deserto do Arizona. É um álbum simples, maduro e de fácil audição, bem grudento, feito por gente que realmente entende do riscado e que deveriam, sim, ser bem mais lembrados e valorizados do que são. Claro que nem sempre a sorte ou o público sorri para certas bandas, como aconteceu com a banda que os homenageou nos early 90s, então, cabe a gente como nozes aqui do blog postar essas obscuridades cults deliciosas que ficam perdidas pela poeira do tempo ou marés do oblívio.

Enjoy!


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[2011] Lollipop

01. Incomplete
02. Orange
03. Shave It
04. Baby Don’t
05. Hour of the Idiot
06. Lantern
07. Town
08. Damn Thing
09. Amazing
10. Way That It Are
11. Vile
12. The Spider and the Spaceship


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Morne



Many, many times we hear the old cliché about a bands difficult second album. Let's put that old adage to bed right now.

After 2009's master class in dark brooding metallic hardcore, namely Feral Ward's Untold Wait we have here the follow up record. With this the band has kept their sound whilst delving into a slower more complex direction (akin to the title track from Untold Wait). It is a complex record compared to previous material not only in terms of musicianship but primarily complex in structure.

Clocking in at 66 minutes long the record lends coherence as each song follows nicely into the other making it a very comfortable listen, sweeping keyboard passages; with sparse piano add a total sense of ambience whilst the driving guitars give it much needed edge.

To my ears the key to a good production is drum sound, without it a record will sound weak no matter how good everything else sounds. Rest assured the drums are pounding and not too high in the mix; guitar tone is cutting with a subtle bass throbbing behind to make it all ultra heavy. And heavy it is. The vocals as always are not overdone and too high in the mix, they appear only when necessary and this allows the great guitar work to breathe. Lots of picked chords and great riffs, and riffs there are a plenty. Not good riffs but great riffs, a demonstration of great song-writing with amazing trademark breaks in ambience that lead to pulverizing metallic chugging punk riffs, like in personal favourite "I Will See You" the mid section is just amazing with its primal guitar work and a great solo at the end just to seal the deal. Another stand out track is track two "Edge Of The Sky" which towards the end has a powerful ambient and reverb drenched section akin to the likes of latter day Cult Of Luna.

This record embodies everything I like about music and in particular this style. It has everything, great atmosphere, heavy as fuck, great riffs, hooks that pull you into the world in which the songs were written in, a sense of hopelessness rings true throughout the record but, this record is not altogether bleak, as throughout the darkness dawn beckons and with dawn comes a new light. [by: thesleepingshaman]



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[2011] Asylum

01 - Asylum
02 - Edge of the Sky
03 - Nothing to Remain
04 - I Will See You
05 - Killing Fields
06 - My Return
07 - Volition

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