Altar of Plagues




White Tomb é o primeiro full-lenght do Altar of Plagues, banda de Cork na Irlanda, com previsão de lançamento para o final de abril. Meu primeiro contato com a banda foi ainda esse ano quando ouvi o EP Sol, lançado ano passado, e logo de cara vi que essa banda oferecia algo diferente do que estamos acostumados a ouvir no meio black-metal atual.
Depois do grande reconhecimento do Alcest e do Amesoeurs uma onda de bandas que misturam o black-metal com elementos do post-rock/post-punk estão surgindo, e muitas delas apresentam propostas bem interessantes. O caso do Altar of Plagues é parecido com isso, mas ao invês do post-rock os irlandeses adotam elementos mais voltados pro post-metal.

Magistral seria uma palavra adequada para definir esse albúm, alternando entre o black metal e o lado mais Post, a banda consegue criar uma paisagem sonora impressionante, aos meus ouvidos o som varia entre o black metal de uns Shining, o lado mais sludge do Isis e do Cult of Luna nos primeiros lançamentos e o post-rock do Red Sparowes ou até mesmo do Mogwai.

Com certeza um dos melhores lançamentos do ano, e provavelmente o mais interessante cd de black metal de 2009.
Não tenho muito o que acrescentar a respeito deste albúm, deixo a cargo de cada um fazer suas colocações a respeito, e lembrando que os comentarios são sempre bem vindos aqui no ETS.

//Exatamente um ano depois da primeira postagem, volto aqui para postar o novo EP do Altar of Plagues, Tides.
Mesmo sendo composto de apenas 2 músicas, o EP tem um total de 35 minutos sendo capaz de mostrar o porque da banda ser uma das minhas favoritas da atual cena black metal.
Infelizmente o EP não consegue superar o fenomenal White Tombs, mas mesmo assim continua sendo algo realmetne primoroso para todos os apreciadores de boa música.
Enyoy!

//Exatamente 1 ano depois do post do EP Tides, eis que sai o novo album da melhor banda de black metal da atualidade (na minha opinião, é claro). Segundo a Profund Lore o novo do Altar of Plagues é para 2011 o que o Marrow of the Spirit do Agalloch foi para 2010. Esse sem sombra de dúvidas irá figurar no top de 2011 em todas as listas dignas de respeito.

Breathtaking, absolutely breathtaking.


[myspace] | [last.fm]




[2011] Mammal

01 - Neptune is Dead
02 - Feather and Bone
03 - When the Sun Drowns in the Ocean
04 - All Life Converges to Some Center

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[2010] Tides EP


01 - Atlantic Lights
02 - Weight Of All

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[2009] White Tomb

01 - Earth: i) As A Womb
02 - Earth: ii) As A Furnace
03 - Through The Collapse: i) Watchers Restrained
04 - Through The Collapse: ii) Gentian Truth


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Bohren Und Der Club Of Gore



Se alguém, hoje em dia, tem dúvidas sobre o fato dos artistas, de qualquer "ramo", terem esgotado todas as suas fontes criativas e perdido contato com as musas, o Bohren vai fazer com que revejam seus paradigmas. Sua origem remonta do já longínquo ano de 1992, sob o nome de Bohren, em terras alemãs, via três amigos de escola, Thorsten, Morten, Reiner. Todos já tinham background de bandas HC daqueles idos, e compartilhavam interesse também em Metal extremo e as tonalidades obscuras e tortuosas que o Black Sabbath ajudou a criar e espalhar por aí. Mas pensa que pararam por aí? Pois bem, eis que eles resolveram fazer algo um tantinho diferente: Fundir o universo do Doom Metal sabbathístico com Jazz! Quem lê, logo fica com um "WTF" estampado na cara. Coomfas/ É, eu também fiquei com essa interrogação nadando na mente assim que li a descrição de seu trabalho. Como podem conseguir tal feito? Aparentemente, é como fazer óleo interagir com água e, disto, sair algo plenamente viável e natural...

Seu primeiro trabalho foi um EP, datado de 1993. Já nesta época, seu nome tinha a cara que conhecemos hoje, Bohren Und Der Club Of Gore. Não muito depois, vieram dois full-lengths, Gore Motel e Midnight Radio, lançados nos anos subsequentes. Porém, não foi até o seu trabalho seminal, Sunset Mission, que o Bohren veio a assumir sua forma definitiva. Nos primeiros CDs, ainda encontram-se resquícios de Metal em sua música, cortesia das guitarras ainda presentes em suas músicas, e a estrutura delas ainda era mais simples. Porém, no SM, as faixas ganharam proporções épicas, verdadeiras viagens caleidoscópicas por paisagens decadentes e hediondas, envolvendo a quem ouve numa atmosfera enfumaçada de ansiedade, frustração, cigarro de má qualidade, gatos vadios e lowlifes sem esperança perambulando pelas ruas ermas e sujas de algum subúrbio abandonado às 4:12 AM. Claro, isso o ouvinte estando sob uma bad trip das brabas, assolado por vórtices espirais náusea, vertigem, e vendo duendes zombando e trollando sua cara a toda hora, enquanto tenta achar a chave de casa que caiu no chão, provavelmente num ralo do esgoto a céu aberto. O resultado disso é algo não mais do que genial, ganhando a tag de Doom Jazz por parte daqueles que adoram rotular tudo onde põem os ouvidos. Tag essa que não podia ser mais adequada, devo dizer-vos.

Depois do Black Earth (2002), Geisterfaust (2005) e Dolores (2008), temos em mãos o Beileid, EP a sair no próximo dia 22. São só 3 músicas, que, se não é nada brilhante em relação ao que já fizeram, tem muito a enriquecer sua já assombrosa discografia. A primeira música, Zombies Never Die, surpreende um tanto com uma aura meio bluesy. E essa aura não podia envolver melhor seu universo sonoro, soando como uma pitada de pimenta exótico em meio ao prato do dia-a-dia que você se acostumou a degustar. A última faixa, auto-intitulada, segue a linha do álbum antecessor. Nada de novo no fronte, mas nada de mau também. É tipo um filme que você já assistiu zilhões de vezes, mas ainda assim sente prazer em assistir cada pedacinho, cada fala, cada momento infinitesimal dele. Já o destaque mesmo vai para a segunda, Catch My Heart, tendoa participação de nada menos que o Lord Mike Patton, emprestando sua versatilidade para a banda. Provavelmente um cover, só não sei de quem, e a preguiça me impede de saber mais. Pois então, colaboração mais adequada, impossível, não acham? Deve-se ainda salientar que tal faixa me soou mais como um Jazz "tradicional", fugindo um pouco (pouco mesmo), do esquema tradicional do Bohren, mas ainda assim, se encaixando naturalmente com a proposta sônica que cultivam.

Em suma, um grande trabalho, que, ainda curto, não deve nada a seus antecessores. Faz-nos ver que músicos de qualidade ainda existem, e sempre prolíferos e buscando novas soluções e novos veios a seguir, tentando sair da caixa e trazer novas tonalidades a um horizonte já gasto e sem tanto brilho, como vem sendo a música, como um todo, nesses últimos aeons.
Só digo mais isso, aproveitem!


//Deixo-vos a discografia da banda. Como os posts aqui tem se tornado cada vez mais esparsos, nada mais ideal para um presente de páscoa (cof cof) para vocês como este. Sirvam-se de Scotch, Kafka, David Lynch e... aproveitem!







[2011] Beileid

01 - Zombies Never Die (Blues)
02 - Catch My Heart
02 - Beileid






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(new link!)





[2009] Mitleid Lady

01 - Mitleid Lady


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[2008] Dolores

01. Staub
02. Karin
03. Schwarze Biene (Black Maja)
04. Unkerich
05. Still am Tresen
06. Welk
07. Von Schaebeln
08. Orgelblut
09. Faul
10. Welten


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[2005] Geisterfaust

01. Zeigefinger
02. Daumen
03. Ringfinger
04. Mittelfinger
05. Kleiner Finger


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[2002] Black Earth


01. Midnight Black Earth
02. Crimson Ways
03. Maximum Black
04. Vigilante Crusade
05. Destroying Angels
06. Grave Wisdom
07. Constant Fear
08. Skeletal Remains
09. The Art of Coffins


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[2000] Sunset Mission

01. Prowler
02. On Demon Wings
03. Midnight Walker
04. Street Tattoo
05. Painless Steel
06. Darkstalker
07. Nightwolf
08. Black City Skyline
09. Dead End Angels


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[1996]
Schwarzer sabbat fuer dean martin

a01 - Schwarzer sabbat fuer dean martin
b01 - Menschestaub
b02 - Dermfraeuser
b03 - Aeste
b04 - Madenmeer
b05 - Gemaltes Seegrab
b06 - Gefroren



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[1995] Midnight Radio

Disc 01:
01 - 1.
02 - 2.
03 - 3.
04 - 4.
05 - 5.


Disc 02:
01 - 6.
02 - 7.
03 - 8.
04 - 9.
05 - 10.
06 - 11.



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[1994] Gore Motel

01 - Die Nahtanznummer, Teil 2
02 - Sabbat Schwarzer Highway
03 - Gore Motel
04 -Dandys lungern durch die Nacht
05 -Dangerflirt mit der Schlägerbitch
06 - Conway Twitty zieh mit mir
07 - Die Fulci Nummer
08 - Der Maggot Tango
09 - Texas Keller
10- Trash Altenessen
11 - Cairo Keller
12 - Gore Musik



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p.s.
: Peço desculpas, em nome de todo o staff do ETS, pela escassez sem precedentes de postagens. Duas semanas em meia sem postar nada foi algo inaceitável, porém, infelizmente o tempo me faz muito mais curto agora, como mestrando em outra instituição. Prometo tentar ser menos desleixado com esse espaço aqui, vocês merecem mais atenção.
Link

This Will Destoy You




O post de hoje é sobre uma banda batizada singelamente This Will Destroy You, tendo ela nascido em terras texanas, USA, isso no ano de 2005. Ainda neste mesmo ano, os rapazes lançaram seu EP chamado Young Mountain, que era supostamente a sua demo, mas que, devido ao alto grau de qualidade nela encontrada, seria até presunção rebaixá-la a essa hierarquia. Além disso, os rapazes ainda lançaram um full-length no início de 2008, self-titled, além de um split com o Lymbyc Systym em algum lugar do espaço-tempo que agora me fugiu a mente...

De qualquer modo, os cidadãos parecem ter dado sinal de fumaça novamente, através do novíssimo EP (na verdade, ele só será oficialmente lançado em agosto/10) intitulado moving On The Edge Of Things, sendo ele um aperitivo refinadíssimo de um novo álbum que está por vir em breve, palavras que li pelos corredores internéticos. Quem conheceu a banda através do YM, certamente vai ter um choque ao inserir seus ouvidos nas duas músicas do EP postado logo abaixo. Não, a banda não se vendeu (sic) e resolveu fazer covers do Jonas Brothers, somente pegou outras trilhas e valeu-se de outras ferramentas para construir seu ofício sonoro. Enquanto o primeiro EP apresenta uma belíssima peça de Post-Rock "tradicional", onde emoção, leve melancolia e perfumes outonais fundem-se em crescendos harmônicos de deleite nostálgico, este EP apresenta uma essência menos ortodoxa, puxando mais pro lado Ambient/Shoegaze da força, conferido ainda com algumas demãos do Post-Rock de outrora e talgumas outras, essas bem sutis de IDM.

Ou seja, parece cada vez mais óbvio que o TWDY vem mudando seu curso criativo e desbravando novos horizontes. Se isso é algo ruim, bem, talvez os mais puristas não fiquem lá muito felizes por isso, mas como o mundo não é feito só deles e existem muitos daqueles que preferem apostar na vanguarda, este EP não é menos do que um prato cheio, mesmo contendo menos de 20 minutos de linhas sônicas. Enfim, dado o recado. Au revoir!

"The album’s two sprawling compositions, “Rituals” and “Woven Tears” both possess a hazy darkness, burying ominous minor key melodies under layers of noise like a distant radio transmission being ripped apart by the static between stations. Drums pound forlornly in the background, distant and loping, acting less as a central rhythmic device than as another slightly muffled counterpoint to the indistinct smears of sound at the songs’ forefront. While not remotely as twisted or sinister as the record label’s promotional materials make the album out to be – it seems neither like a “portal to hell” nor “your turntable eating itself” – the songs linger in a netherworld between the malevolent darkness suggested by such descriptions and a gentler ambient drift."

//Update: Tunnl Blanket, novo trabalho do TWDY, logo abaixo. Seu outrora Post-Rock celeste agora aparece encoberto por camadas supermassivas de Drone/Dark Ambient, de pérfume psicodélico. Enjoy!


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[2011] Tunnel Blanket

01 - Little Smoke
02 - Glass Realms
03 - Communal Blood
04 - Reprise
05 - Killed The Lord, Left For The New World
06 - Osario
07 - Black Dunes
08 - Hand Powdered


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[2010] Movin On The Edge Of Things

01 - Ritual
02 - Woven Tears


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Ulver




Há bandas versáteis, que experimentam diversas sonoridades nos diversos álbuns que vão compondo, muitas acabam vulgarmente por ser apelidadas de “vendidas” e outros epítetos que tais. E da Noruega, vieram os Ulver. Os Ulver são, provavelmente, uma das bandas cuja metamorfose é a mais agradável e rica quando sujeita a exploração. Ao longo dos seus quase quinze anos de carreira, os Ulver propuseram-se a experimentar um pouco de tudo o que havia para experimentar. Se não, vejamos: numa fase inicial, entre 1994 e 1997 os Ulver eram conhecidos como uma banda de black metal, tendo editado três álbuns neste período. O ponto de viragem dá-se com o álbum conceptual Theme’s From William Blake’s The Marriage Of Heaven And Hell (1998), onde a banda se apresentou numa abordagem muito mais experimental, avant-garde. Os trabalhos que se seguiram foram limando cada vez mais esta predisposição para a experiência e os Ulver enveredaram por caminhos tão distintos do inicial black metal como o trip-hop e a electrónica ambiental. [hiddentrack.net]

Se há algo a que os Ulver nos habituaram desde sempre foi a esperar o inesperado. O percurso desta entidade é tão peculiar e singular que se torna redundante tentar compará-los a outros projectos ou tentar enquadrá-los dentro de algum género. Têm sido exímios exploradores de diversas paletes sonoras e artífices de ambientes envolventes e intrigantes... [amplificasom]

"Deve-se dizer neste ponto que não é fácil fazer uma review deste concerto de Ulver: não há (ainda) ponto de comparação; não havia qualquer tipo de expectativas em relação à escolha dos temas, a não ser que, qualquer que ela fosse, ficaria àquem das mesmas expectativas; sobrando para quem escreve a mera função de dizer ao mundo: “Ulver tocou ao vivo. Finalmente aconteceu. Afinal é possível passar aqueles temas para o vivo!” O que é muito mais do que algum dia pensei vir a fazer." [erodetheperson]


"This music is for the stations before and after sleep. Headphones and darkness recommended"

\Não tem o que falar. Melhor cd do ano, melhor banda do mundo.

p.s: Novo link em 320 kbps.



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[2011] Wars of the Roses

01 - February MMX
02 - Norwegian Gothic
03 - Providence
04 - September IV
05 - England
06 - Island
07 - Stone Angels

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[2010] Klub Studio Live (Audience Bootleg)

1 - Eos
2 - Let The Children Go
3 - Little Blue Bird
4 - Rock Massif
5 - For the Love of God
6 - In The Red
7 - Operator
8 - Funebre
9 - Silence Teaches You How To Sing
10 - Plates 16-17
11 - Hallways Of Always
12 - Porn Piece Or The Scars Of Cold Kisses
13 - Like Music
14 - Not Saved


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[2009] The Wall Re-Built

03 - Ulver - Another Brick in the Wall


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[2009] Maihaugsalen Live (Audience Bootleg)

01 - [ladies and gentlemen]
02 - Little Blue Bird
03 - Rock Massif
04 - Funebre
05 - Let The Children Go
06 - Everybody's Been Burned (The Byrds cover)
07 - Silence Teaches You How To Sing
08 - Porn Piece Or The Scars Of Cold Kisses
09 - Plates 16-17
10 - In The Red
11 - Like Music
12 - Not Saved
13 - [thank you all]


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[2000] Perdition City


1 - Lost In Moments
2 - Porn Piece Or The Scars Of Cold Kisses
3 - Hallways Of Always
4 - Tomorrow Never Knows
5 - The Future Sound Of Music
6 - We Are The Dead
7 - Dead City Centres
8 - Catalept
9 - Nowhere/Catastrophe

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Explosions in the Sky



Texas, USA. O ano é 1999. Nasce, assim, o motivo do post de hoje, Explosions in the Sky. Fundada por quatro rapazes recém-chegados à cidade de Austin, começaram cedo a se entrosarem e semear ideias musicais, colhendo o seu primeiro fruto ainda no mesmo ano, nomeado "How Strange, Innocence". Lançado como um modesto CD-R, a banda consegue chamar atenção de muita (muita é maneira de dizer, blz?) gente nos meios alternativos undergrounds daqueles aeons, atraindo logo de primeira aqueles admiradores de bandas como o Mogwai, Godspeed You! Black Emperor e Sigur Rós, 4 bandas em plena ascenção. Não demorou muito ao EITS (não confundir com a sigla deste belo blog aqui, pfv) juntar-se ao grupo e tornar-se o quarto alicerce do Post-Rock, gênero que a banda ajudou a desenvolver e difundir junto com os outros três supracitados.

Seu segundo trabalho, Those Who Tell The Truth Shall Die, Those Who Tell The Truth Shall Live (eita nome difícil) veio à luz em 2001, ampliando ainda mais o raio de atenção e ainda mais enriquecido de inspiração e criatividade. Todas as músicas ali eram de encher os olhos, melhor, ouvidos, e levar o ouvinte a uma dimensão insondável do cosmo interno - isso senão o externo também, ao menos sob as vias da imaginação - valendo destacar o trabalho de bateria, por ora fazendo uso - e muito bem - de ritmos militares, conferindo matizes antes inéditos no mundo post-rocker. Polemicamente, a banda envolveu-se em algumas rumores acerca dos atentados de 11/ 9 daquele ano, devido a uma frase infeliz contida na sua frase, onde aparecia um avião colidindo seguido de uma frase "This plane will crash tomorrow".
Mindfuck, não? Nada melhor que a seta do tempo para apagar tais rumores. Em 2004, a banda ressurge com o album que pode ser considerado sua obra-prima, The Earth Is Not A Dead Cold Place. Harmonias siderais eclodem a cada segundo de suas 5 músicas, embarcando o ouvinte numa nave espacial a traçar trajetórias espirais por galáxias, wormholes e quasares, fazendo escala em supernovas incandescentes de explosões melódicas (agri)doces...

Além deste, temos ainda o Friday Nights Live, soundtrack da série homônima na qual o EITS deu contribuição, 21: The Rescue, de 2006, onde a banda compôs 8 músicas, cada uma num dia diferente, seguidamente, e o All of a Sudden, I Miss Everyone, este de 2007. Todos tem seus momentos de brilho e transcendência, embora não superassem a sublimidade do "The Earth...".

Enfim, depois de quase 4 anos de silêncio, a banda retorna com o "Take Care, Take Care, Take Care, ", lançado em meados de Fevereiro mas que, por via do acaso, só descobri hoje de manhã. Só o escutei duas vezes, sendo uma delas a caminho do Observatório Nacional, onde me encontro agora, mas não há como não notar e admirar a belíssima peça sonora que os rapazes fizeram, mais uma vez. Em alguns momentos, ecos do "those who tell the truth..." emergem dos headphones, em outros, fantasmas do trabalho mais recente é que divagam pela nossa mente. Se é um novo "The Earth..."? Só o tempo dirá. A primeira impressão é que, infelizmente, aquele parece ter sido um momento de inspiração único, que raramente acontece e dificilmente voltará a acontecer. Mas e daí? É um álbum, de todo modo, incrível, mostrando a várias bandinhas meia-boca da "cena" como se faz Post-rock de verdade.

Depois de tudo isso, só resta-me repetir as mesmas palavras de sempre: enjoy it! ;)


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[2011] Take Care, Take Care, Take Care,

01 - Last Known Surroundings
02 - Human Qualities
03 - Trembling Hands
04 - Be Comfortable, Creature
05 - Postcard From 1952
06 - Let Me Back In


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Truly



A origem da banda postada hoje, Truly, remete-nos aquela saudosa primeira metade dos 90. Foi fundada por Robert Roth, Mark Pickerel (ex-Screaming Trees) e Hiro Yamamoto (ex-Soundgarden) na cidade de Seattle (surpresa?) e, apesar de conectados a bandas famosas da cidade e da época, o Truly nunca ascendeu ao estrelato ou mesmo um reconhecimento cult na época. Lançou dois full-lengths, sendo eles Fast stories... From Kid Coma (1995) e Feeling You Up (1997), além de uma coletânea de raridades Twilight Curtains, original de 2000, (sendo este que consta no link de download), com a banda já extinta. E assim fez-se sua história...

Mais precisamente, sua abóbada sonora é calcada nos firmamentos Grunge que eclodiam e exalavam por todos os vértices de Seattle (e de rádios, micro systems e K7 players do mundo) naqueles idos. Mas defini-los assim é vago demais, pra não dizer injusto, pois há muito mais coisa aí. Para começar, suas estruturas musicais, por muitas vezes, fogem da simplicidade típica do gênero, sendo bem mais ricas e dinâmicas do que a média dele. Depois, a banda parece ter encharcado suas linhas harmônicas de cogumelos, mescalina, peyote, ácido, etc. em muitos momentos, pois a vibe psicodélica que ressoa delas é digna do que havia de melhor nos early '70. Reparem nas músicas Aliens on Alcohol, bem como a faixa que fecha o CD, Mellotronica Symphonica e saberão do que estou falando. Algumas músicas em um apelo mais pop, tipo Leatherette Tears II e um cover, Our Lips Are Sealed, mas mesmo essas são deleitosas e agradabilíssimas de se ouvir a qualquer hora, longe de ser um pop pausterizado e imbecil como o veiculado por aí desde aquela época. Já Wait 'Til The Night e I Hit Ignition remetem mais diretamente ao que se fazia na cidade natal dos caras, soando mais diretas e simples, mas ainda assim excelentes pra se ouvir naquela hora que desejamos exorcizar alguns demônios internos. Em suma, um belo, belíssimo álbum, uma pérola esquecida na poeira e nas colheres queimadas dos 90...

Aí vem a questão crucial desse post: Por que diabos eles nunca tiveram sucesso nenhum? Alguns podem responder "falta de incentivo e apelo comercial, falta de divulgação, etc." e são motivos plausíveis. Mas acho que a questão é um pouco mais profunda e vaga do que isso. Algumas bandas simplesmente não emplacam. Não há razão lógica para isso, muitas vezes. A banda pode não sofrer de nenhuma deficiência técnica, pode até ser talentosa ao extremo, diferenciada, etc. mas por uma série de motivos burocráticos (como os citados anteriormente) ou simples conspiração cósmica, nada dá certo para eles e ficam relegados ao oblívio. A internet ajuda um pouco nesse quesito, de uns 10 anos pra cá, pois permite um raio de divulgação sem precendentes. Porém, nada que possa determinar um sucesso e reconhcimento devidamente proporcionais ao talento musical de alguém, né. Infelizmente, o Truly cai neste caso dito logo acima, e com ênfase no "infelizmente", pois a banda é "truly amazing" (não resisti ao trocadilho, mais uma vez).

Imagino que qualquer fã das bandas daquela geração, bem como fãs de um Roque bem feito iria curtir e muito o conteúdo do link logo abaixo. Enjoy!


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[2000] Twilight Curtains

01 - Twilight Curtains
02 - Leatherette Tears II
03 - Aliens On Alcohol
04 - Wait 'Til The Night
05 - I Hit Ignition
06 - Our Lips Are Sealed
07 - Girl Don't Tell Me You'll Write
08 - Queen Of Girls
09 - 20th Century Voluntary Slaves
10 - Mellotronic Symphonica


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Grails



Procurando aqui algumas referências a fim de servir como ponto de partida para fazer minha mais nova resenha, me deparei com algo que condensa todo o significado da música do Grails, motivo deste post. Ei-lo:

"In some pieces there is the brightest most powerful and vibrant feelings and then some contain foggy, draft and dark drenched cascading parts swirled in tragedy. It’s an emotional rollercoaster, a voyage of human experience and the opening of the higher states of conciousness. This record swirls and shifts around in the mix as if magic is being conjured up from the residency of another dimension."

Em essência, temos aqui definido do que se tratam. Vindos de Portland, do estado de Oregon, US, e tendo em seu line-up o baterista do Om, posso dizer com segurança que o Grails é algo diferenciado em meio ao mar profundo de copycats atual. Sua base Post-Rock fornece o esqueleto necessário para arquitetarem suas atmosferas hipnóticas, transcendentes e apimentadas com um toque místico oriental que não poderia vesti-mas de melhor forma. Podemos compará-los ao próprio Om, Sleep, EARTH, enfim, todo o Stoner/Drone e simpatizantes em muitos momentos, pois a "vibe" de suas músicas, em muitos momentos, é compartilhada fielmente com a das bandas supracitadas. Mas o Grails vai além disso, é certo. Não tem vergonha de pedir emprestado aqueles matizes sonoros já esquecidos na névoa de naftalina e psicoativos made in '71 , puxando nomes como Popol Vuh, Can e aquela vertente "dark" do Prog da época, tipo King Crimson e Van Der Graag Generator. O saldo final de tudo isso são álbuns que podiam muito bem ser trilha sonora de um filme dirigido por algum Jodorowsky da vida.

Disponho aqui para vocês o mais novo trabalho dos Grails, intitulado Black Tar Prophecies Vol. IV, sendo ele composto por 5 faixas razoavelmente curtas que deixam um sabor de incompletude na boca de cada um que resolve degustá-lo. Se não é o melhor álbum já feito por eles até o momento presente, certamente deixa a vontade de conhecê-los melhor e saber o que eles já deixaram por aí, ao longo da trilha do tempo. Pois bem, espero que gostem!

"Spread the gift of Grails to your friends, family and anyone into the harmony of solitude and quite areas of this earth where the energy flow is strong from a lack of disbursed qualities that city life incurs. These are really amazing songs, pieces of art that stand out and take shape as head music; music for thought, contemplation and study. Grails comes from Portland but their sound reaches far into the depths of contemporary music and the essence of knowledge itself. Black Tar Prophecies is a stunning series, Vol 4 is a mind altering serene gift, a planting of a seed for a standard in one of the modes of expression in modern culture. Vol 4 is a look to the past, the future and of course something that is completely in the now. ~ Erik Otis"

//Ressuscitando o tópico para postar-vos o novo trampo da banda, Deep Politics. O amálgama de Post-Rock, Doom Metal, Stoner, Dark Ambient, Psychedelic, Folk, whatever continua perfeitamente coeso e temperado, aliás, diria até que nunca esteve melhor. Os rapazes refinam seu cosmo sonoro a cada trabalho de uma maneira sensacional e incrível. Quem não baixar (ou não curtir) esse novo CD vai merecer um belo cascudo! LOL. Enjoy it!


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[2011] Deep Politics

01. Future Primitive
02. All The Colors Of The Dark
03. Corridors Of Power
04. Deep Politics
05. Daughters Of Bilitis
06. Almost Grew My Hair
07. I Led Three Lives
08. Deep Snow


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[2010] Black Tar Prophecies Vol. IV

A1 - I Want A New Drug
A2 - Self-Hypnosis
B1 - A Mansion Has Many Rooms
B2 - New Drug II
B3 - Up All Night


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The Kilimanjaro Darkjazz Ensemble



O The Kilimanjaro Darkjazz Ensemble começou como um projeto audiovisual em 2000, influenciado por velhos diretores do cinema mudo como Murnau e Lang. Jason Köhnen and Gideon Kiers, começaram criando trilhas sonoras para antigos filmes mudos (Nosferatu, Metropolis), e progressivamente foram compondo novos materias inspirados nessas imagens que acabaram por formar dar vida ao TKDE.O album de estreia foi gravado com o line-up acima e foi lançado no Reino Unido em 2006.

"É difícil começar a falar de um álbum cujos pontos de interesse são mais que muitos. A abertura com The Nothing Changes é sutil e sombria, já a faixa seguinte, Pearls for Swine tem uma toada muito mais idm. É feito este balanço electrónica/ jazz ao longo de todo o álbum (intra ou entre faixas) com um apurado gosto por melodias simples e baixos absolutamente deliciosos. Ainda que acessível, é preenchido por um ecletismo saudável."

Imagine o Bohren und der club of Gore sem o doom angustiante , e no lugar deste acrescente as experimentações do IDM.

*Aproveito a postagem antiga do Pedro para deixar-lhes aqui o novo álbum da banda, intitulado Here Be Dragons. Segue basicamente a mesma linha do anterior, talvez um pouco menos Ambient e etéreo em sua concepção, ou pelo menos esta é a primeira impressão. Primeira impressão que diz tratar-se de um ótimo disco, por sinal. Perfeito para fãs dos caminhos mais alternativos do Jazz, música Ambiente ou qualquer um que queira ouvir algo que desafia os lugares comuns onde os universos musicais acabam sempre caindo e oscilando. E é isso!

/O Kilimanjaro Darkjazz Ensemble sem sombra de dúvidas é uma das minhas bandas preferidas atualmente, e quando soube que 2011 iria sair o novo álbum minha alegria foi lá em cima. Por isso, deixo aqui para vocês o novo cd de uma das bandas mais geniais da atualidade. Aproveitem!

[myspace] | [last.fm]



[2011] From The Stairwell

01 - All is One
02 - Giallo
03 - White Wyes
04 - Cocaine
05 - Celladoor
06 - Cotard Delusion
07 - Les Etoiles Mutantes
08 - Past Midnight

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[2009] Here Be Dragons

01 - Lead Squid
02 - Caravan!
03 - Embers
04 - Sirocco
05 - Mists O Krakakoa
06 - Sharbat Gula
07 - Shamhain Labs
08 - Seneca
09 - The MacGuffin


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[2006] The Kilimanjaro Darkjazz Ensemble

01 - The Nothing Changes
02 - Pears for Swine
03 - Adaptation of the Koto Song
04 - Lobby
05 - Parallel Corners
06 - Rivers of Congo
07 - Solomon's Curse
08 - Amygdhala
09 - Guernican Perspectives
10 - Vegas
11 - March of The Swine

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I love You But I've Chosen Darkness




Texas, EUA, ano de 2002. Dá-se a luz ao I Love You But I've Chosen Darkness, ou simplesmente ILYBICD (pois abreviar é sempre preciso). Sua formação inicial é composta pelos nomes de Ernest Salaz, Christian Goyer, Edward Robert, Tim White, tendo a adição de Daniel Del Fevero depois de seu primeiro EP, que carrega o nome da banda, lá no ano de 2003. Este EP foi produzido pelo membro de uma banda indie de relativo sucesso na época, chamada Spoon, o que conferiu uma certa visibilidade a banda naqueles idos.

Mas não foi até meados de 2006 que a banda fez seu primeiro full-length. é o seu nome, e não poderia ser chamado de forma mais adequada do que esta. Desde os primeiros acordes até os ecos finais, o que se vê, ou melhor, escuta, são sombras, delírios, fantasmas da mente e do pessado, aliados a uma tristeza que Prozac nenhum resolve facilmente. Pode parecer clichê ou até caricato falando assim, mas duvido que vocês discordem disso quando as faixas começarem a rolar do seu player. Suas músicas evocam o que de melhor foi feito no Post-punk a 20-30 anos atrás. Mas diferentemente das bandas de Post-punk revival a la Interpol, Bloc Party e cia., eles parecem não se influenciarem tanto por Joy Division. Tenho certeza que The Smiths, Echo & The Bunnymen e especialmente The Cure são os CD de cabeceira dos rapazes do ILYBICD, e isso reflete-se com uma naturalidade incrível aqui, e de modo algum soando como um copycat cara-de-pau. Além disto, não raras vezes pode-se identificar camadas Synth Pop a la Depeche Mode e New Order, o que confere matizes mais acessíveis e palatáveis aqueles ouvidos menos acostumados a vórtices sonoros negros.

Uma pena que não há registro nenhum deles após este aqui. E eles não dão sinal de vida a tempos, pelo jeito. Acho que o FIOOS (outra abreviação necessária) foi demais para eles e resolveram ao oblívio e a trevas absoluta e insondável, só pegando carona no nome da banda para fazer alguma piadinha idiota. De toda forma, é um trabalho que, se não é genial, é altamente viciante, soando como um sopro de ar fresco, porém lúgubre, no universo dito indie e dedicado ao Post-punk revival. E criminosamente subestimado, ainda devo salientar.


Aproveitem! :)


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[2006] Fear Is On Our Side

01 - The Ghost
02 - According The Plan
03 - Lights
04 - The Owl
05 - Today
06 - We Choose Faces
07 - Last Ride Together
08 - At Last Is All
09 - Long Walk
10 - Fear Is On Our Side
11 - Untitled


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Wye Oak




Baltimore, MD, USA. Ano de 2006. Nasce o Wye Oak, união das mentes de Jenn Wasner e Andy Stack. Possuindo 3 trabalhos (até onde sei) já lançados, sendo eles o If Children (2008), The Knot (2009) - este que figurará no link de download mais abaixo, para os mais apressados - , e o EP My Neighbours do ano passado, não pode-se dizer ainda que eles possuem o conhecimento e reconhecimento que merecem da parte de mídia/público, mas sinceramente acho que não tardará a acontecer, não mesmo.

Assim como muitos álbuns que deixo por aqui, definir sua música somente com tags é uma missão complicada, pra não dizer impossível. Várias tags poderiam figurar aí embaixo, sendo as mais evidentes Indie, Shoegaze, Folk, Alternative, Slowcore, Post-rock. Isso soa vago, né? Concordo. Sua música vai muito além do que qualquer definição acima poderia denotar. Ela é agridoce, como um vento de outono que te traz memórias antigas de tempos bons mas que nunca mais voltarão. Também é serena e plácida, sob tons de desânimo e apatia latentes. Mas só na casca, e tão somente na casca. Pois sua essência parece constantemente devastada por turbilhões densos e incandescentes de melancolia e daquela famosa inquietação anímica que muitos parecem possuir de nascença, algo que nenhuma fluoxetina consegue resolver, nem em doses cavalares. E sim, ainda vale frisar a vibe bucólica emanada por todas as suas harmonias, conferindo um sabor ainda mais envolvente a todasas características e adjetivos que descrevi a pouco.

Sei que já existe um bom par de bandas que seguem uma proposta parecida, mas em poucas eu vi tamanha autenticidade e intensidade quanto esses aqui. Me fizeram ouvir o The Knot pelo menos umas 10 vezes ao longo de toda a semana, algo que, se considerar o largo número de GBs de música que tenho aqui no HD e o que tenho no meu mp4, é um número no mínimo do mínimo respeitável. Tenho certeza que fãs de Slowdive, Soul Whirling Somewhere, bem como todos aqueles seguidores do Slowcore de uns 15-20 anos atrás e o indie/folk contemporâneo irão saborear até o osso cada uma das 10 faixas do The Knot, e aguardar ansiosamente pelo novo trabalho deles, a sair em março.


//Alguns dias depois, deixo o novo trampo da banda, intitulado Civilian. Nele, pode-se ver, ouvir e degustar os tons ecos melancólicos, nostálgicos e enevoados do trabalho postado antes, embora um pouco amenizados em relação a ele. Nada que diminua a qualidade do seu trabalho, no entanto, pois permanece excelente e diferenciado.

Como já disse antes,
Enjoy it!


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[2011] The Civilian

01 - Two Small Deaths
02 - The Alter
03 - Holy Holy
04 - Dog Eyes
05 - Civilian
06 - Fish
07 - Plains
08 - Hot As Day
09 - We Were Wealth
10 - Doubt


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[2009] The Knot


01- Milk And Honey
02 - For Prayer
03 - Take It In
04 - Siamese
05 - Talking About Money
06 - Mary Is Mary
07 - Tattoo
08 - I Want For Nothing
09 - That I Do
10 - Sight, Fight


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Long Distance Calling




Não é novidade pra ninguem que o post-rock está cada vez mais ganhando espaço no meio musical, e com isso a variedade de bandas que vêm surgindo é muito grande, mas infelizmente quantidade não é qualidade, com isso grande parte dessas bandas soam como meras cópias do que ja existe. Felizmente toda regra tem suas exceções, e aqui está uma das bandas mais geniais do meio post-rock/metal instrumental, o Long Distance Calling. Arrisco a colocar esses rapazes no meu top 5 de melhores bandas do gênero instrumental.

O som do quinteto alemão pode ser inserido dentro do post-rock/metal, pode ser taxado no experimental, mas com um "groove" diferenciado que torna o som mais acessivel. Coloca-los somente dentro do post-rock é um pouco complicado, pois as veias progressivas no som são realmente muito grandes.
Dificilmente uma banda consegue fazer música instrumental sem as vezes soar um pouco repetitivo ou cansativo, e nesse cd felizmente eles conseguem "driblar" esse problema com maestria. Toda essa gama de influênicas fazem com que a banda criem sua propria identidade sonora, fazendo algo diferente do que as pessoas estão acostuamdas a ouvir.

Não vou mais encher linguiça sobre o som da banda, cada um que ouvir irá tirar suas proprias conclusões, mas tenho quase certeza quem ouvir deverá admitir que o som da banda é muito envolvente. E não podia deixar de lado talvez o ponto mais alto do cd que encontra na faixa 5, como no ultimo album, o cd possui uma faixa com letras e a presença de um vocalista, e dessa vez o convidado é ninguem mais ninguem menos que o grande Jonas Renkse do Katatonia.

"Music needs room not rules, it needs freedom not boundaries"

/Novo cd de uma das melhores bandas de post-rock instrumental da atualidade. Já é do saber de quem gosta, que em todos os álbuns eles convidam algum cantor pra fazer uma participação em alguma faixa como já rolou com o Peter do The Haunted e o Jonas do Katatonia. Nesse novo a faixa com vocal conta com a presença do John Bush (Anthax/Armored Saint).


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[2011] Long Distance Calling

01 - Into The Black Wide Open
02 - The Figrin D'an Boogie
03 - Invisible Giants
04 - Timebends
05 - Arecibo (Long Distance Calling)
06 - Middleville
07 - Beyond The Void

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[2009] Avoid the Light

01 - Apparitions
02 - Black Paper Planes
03 - 359
04 - I Know You Stanley Milgram
05 - The Nearing Grave (ft. Jonas Renkse)
06 - Sundown Highway


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Morphine




O que podemos falar do Morphine? Vejamos... eles foram formados em 1990 em Massachusetts, USA, por Mark Sandman (vocal/baixo), Dana Colley (sax barítono/base) e Jerome Dupree (bateria) - sendo que este último cedeu lugar a Billy Conway a partir de 1992 - isto soa bizarro e estranho, não? Pois a estranheza não pára por aí...

Sua proposta pode ser simplificada da seguinte forma: amálgama de Jazz com Rock. Nada relacionado ao Jazz-Fusion praticado nos '70, mas literalmente a união de matizes Jazz num formato Rocker, mais precisamente ao Rock dito "alternativo" que estava começando a surgir por aquela época e viria a ser difundido por gente tipo Radiohead e Placebo. E o resultado é simplesmente... brilhante! Licks e versos grudentos, temperados com um sax apimentado e ritmos que fluem como o vento em meio a uma noite amarga de outono. Ainda assim, soa extremamente divertido de se ouvir, ainda mais se acompanhar as letras com as harmonias. O tom altamente irônico imprimido nelas torna tudo ainda mais magnâmino.

Como os caras conseguem fazer algo desse tipo e ainda assim soarem coesos, naturais e de fácil assimilação, e não um frankenstein sônico? Só me vem uma palavra a mente: talento! Talento devidamente abastecido de uma criatividade exuberante. Só isto pode descrever o que o trio faz, ou melhor, fez ao longo de seus quase 10 anos de carreira, pois infelizmente o Mr. Sandman faleceu em pleno palco em 1999, vítima de um ataque cardíaco fulminante. Não há muita gente por aí que os conheça, infelizmente, mas certamente o legado e o status cult estão aí. E tenho certeza que gente tipo o John Zorn e Mike Patton devem curtir muito essa banda e tê-las como inspiração para seus trabalhos, bem como muita gente do mundo Trip-hop e do Avant-garde Metal por aí a fora (Subterranean Masquerade, postado aqui a 2 anos e meio, lembram-se? Agora eu sei bem de onde eles extraíram suas influências).

Enfim, deixo-vos o álbum mais famoso deles, Cure For Pain. Só resta-me dizer agora, aproveitem!


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[1994] Cure For Pain

01 - Dawna
02 - Buena
03 - I'm Free Now
04 - All Wrong
05 - Candy
06 - A Head With Wings
07 - In Spite Of Me
08 - Thursday
09 - Cure For Pain
10 - Mary Won't You Call My Name
11 - Let's Take A Trip Together
12 - Sheila
13 - Miles Davis' Funeral


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Fen



Algo que sempre me chama atenção e me fascina, de certo modo, é conferir a evolução de alguma idéia, história, ou alguma vertente da música/literatura/etc. ao longo da linha do tempo. Ver as diferentes nuances e dimensões que essa "coisa" foi ganhando, o que foi deixado pra trás e as pessoas envolvidas nessa história, tanto os vitoriosos quanto aqueles que tentaram e não deixaram sua marca. Pois então, lógico que isso se aplica também as infintas vertentes da música, e do Metal também. Mais precisamente, nesse caso, falaria do Black Metal.

De 2006-2007 pra cá, vem surgindo uma nova vertente dentro do próprio Black Metal, que se propõe a unir sua atmosfera frígida e gélida a elementos mais calmos e viajantes, oriundos da música progressiva e do Post-Rock/Shoegaze, tornando sua música mais acessível mas não menos sincera em sua essência e dando contorno novos ao gênero. Dessa leva, uma das bandas que vem surgindo é este que vos posto agora, chamada Fen.

Oriunda de UK, a banda então reúne todos esses elementos que mencionei acima com a obscuridade do Black Metal a elementos de post-rock e progressivo, lembrando em vários momentos o já bem conhecido Alcest e mais ainda o Agalloch. Suas músicas criam uma atmosfera densa e lúgubre, envolta numa pele fria que emana melancolia por todos os seus poros e que sufoca a alma em meio a suas nuvens e tormentas angustiadas. Mas, apesar disso, o som da banda é bastante acessível (pelo menos para ouvidos bem "treinados"), e transmite uma certa tranquilidade e desejo de querer voar e libertar-se de todos os sentimentos negativos que nos aflingem em meio a essa viagem...

Sendo um pouco mais direto, posto agora os dois trabalhos oficiais já lançados por essa banda. O full-length está para sair no começo de 2009, oficialmente, mas como já circula pelos guetos virtuais decidi compartilhar logo com vocês. Depois que ouvi este álbum, minha admiração pela banda cresceu exponencialmente em poucos dias e fez por merecer minhas palavras e um post aqui. Espero, sinceramente, que gostem. ;)

\ O novo do Fen mantêm de certa forma a mesma pegada dos anteriores, ou seja, pitadas de post-rock e um metal mais "dark" a lá Agalloch, Castevet, Wolves in the Throne Room e até mesmo Ulver na fase da trilogia. Vale a pena conferir. [edit: Pedro]



"The sound of thousands of dead, ancient spirits that scream across landscapes of eternal bleakness. There is no life and no hope here...


"The strength of Fen lies in their song structures, all leading to a rain-drenched atmosphere. If ambient could sound like black metal, "Ancient Sorrow" would be the blueprint." - Vampire Magazine "


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[2011] Epoch

01 - Epoch
02 - Ghosts of the Flood
03 - Of Wilderness and Ruin
04 - The Gibbet Elms
05 - Carrier of Echoes
06 - Half-Light Eternal
07 - A Warning Solace
08 - Ashbringer

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[2009] The Malediction Fields

01 - Exiles Journey
02 - A Witness To The Passage Of Aeons
03 - Colossal Voids
04 - As Buried Spirits Stir
05 - The Warren
06 - Lashed By Storm
07 - Bereft


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[2007] Ancient Sorrow


01 - Desolation Embraced
02 - The Gales Scream Of Loss
03 - Under The Endless Sky


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ps: you can directly purchase their album through their myspace page, along with t-shirts.