IRA




Não, essa não é aquela banda nacional que fez um certo sucesso nos anos 80, e sim uma banda alemã que mistura Sludge com Alternative e Progressive Rock. Aliás, bem que eles podiam ter escolhido um nome menos "comum", pois pelo visto já existem muitas bandas homônimas por aí. Mas falemos mais dela, então...

Formada em 2003 em Constance - Alemanha, IRA é uma banda que tem ganhado destaque nos últimos anos pela mídia e público, mesmo que de forma gradual e não tão avassaladora, mas o suficiente para dividir o palco com bandas como Unsane, Heaven Shall Burn, Cult Of Luna e Daturah. Como disse, sua sonoridade combina Sludge Metal com toques temperados de Progressive e Alternative Rock em momentos oportunos, dando um sabor especial ao seu molho sonoro. Apesar de termos várias bandas seguindo essa linha musical ultimamente (*shels, dredg, por ex.), o Ira possui uma identidade própria bem definida, buscando expressar diferentes atmosferas, cenários e sentimentos através de suas mudanças harmônicas ao longo das músicas e com grande sucesso.

The Body And The Soil é o seu único full-length produzido até agora, em 2005. Nele contem oito músicas com duração em torno de 7-8 minutos em média, explorando bem as nuances musicas que descrevi acima. Está previsto também um novo álbum para esse ano, onde algumas de suas músicas já estão em seu myspace. Percebi uma mudança no seu direcionamento musical, abrandando o lado abrasivo e denso do Sludge em detrimento de um Atmospheric/Alternative Rock mais suave e envolvente, lembrando até o trabalho de Porcupine Tree e Pineapple Thief, mas com a mesma qualidade de antes.

Então, esperaremos por ele enquanto ouvimos este belo álbum. Enjoy it! ;)


Pouco mais de um ano depois do post do nosso querido C., eis que sai o novo cd dos alemães do IRA.
Quem teve a curiosidade de ouvir o cd postado aqui anteriormente, percebeu a capacidade criativa que esses rapazes posuem. Nesse novo álbum, intitulado Visions of a Landscape, a banda altera um pouco sua sonoridade e navega nas ondas mais progressivas do post-metal. Outro ótimo lançamento de 2009 e que vale a pena ser conferido por todo o pessoal que frequenta o blog. Destaque especial para as faixas 2, 3, 5 e 6. (ou seja, quase tudo ;p)
Recomendado par a fãs de Isis, Callisto, APC, Emptyself, Mogwai e por ai vai.

"Black Sabbath meets Ian Curtis – Worlds Implode"


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[2009] Visions of a Landscape

01 - Empire in the Bag
02 - Visions of a Landscape
03 - Everybody is in the Mood for Dying
04 - Lamb
05 - A Drop of Irony
06 - Encore

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[2005] The Body And The Soil:

01 - Soil
02 - Drone
03 - You're Living All Over Me
04 - Disappear
05 - Godhead
06 - Long Live Parts I
07 - India Is Gone
08 - Long Live Parts II
09 - Ending

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Three Steps To The Ocean



Three Steps To The Ocean, ou TSTTO, pode ser um nome estranho para a maioria das pessoas que passam ou virão a passar seus olhos por esse blog (e mesmo para mim, ele é apenas um conhecido muito recente), mas arrisco a dizer que estará na boca (ou melhor, nos ouvidos) de cada um em não muito tempo.

Trata-se de um projeto italiano formado no início de 2006, ano no qual os 4 membros da banda passaram ensaiando e moldando a sua arquitetura musical. Lançaram uma demo no final deste ano, obtendo alguma atenção graças a uma música "Submerged Universe". Mas não foi até o final de 2009 que o TSTTO veio a dar luz a seu primeiro full-length. Batizado de Until Today Becomes Yesterday, a banda mostra que fez bem em ficar todo esse tempo na obscuridade somente lapidando a jóia que viria a se tornar seu universo sonoro.

Sobre ele, então, a banda envereda-se pelo já tortuoso caminho do Post-Metal, só que dessa vez instrumental, com vários flertes ao Post-Rock, Psychedelic e ênfase na elaboração de atmosferas em vários momentos, ao invés de simplesmente jorrar toneladas de massas sônicas nos nossos ouvidos. As músicas remetem, naturalmente, ao Pelican e Latitudes, nomes mais conhecidos nessa vibe de Post-Metal avocal, mas é notável também uma forte influência de Callisto (fase do Noir) e dos conterrâneos do Vanessa Van Basten em suas músicas. Todas elas transmitem um certo feeling reflexivo e divagante, caindo muito bem sob uma luz de finalzinho de tarde e começo de noite, transmitindo uma sensação que faz bastante jus ao título que o CD carrega, e fluem bem naturalmente e livremente ao longo de todo ele, possuindo uma coesão dificilmente vista em bandas iniciantes, assim.

Sei que o subgênero já está mais do que saturado e eu mesmo já comentei sobre isso em algumas postagens por aqui, mas certamente acredito que esta banda que lhes apresento aqui é digna de nota e pode alcançar vôos elevados em questão de pouco tempo. Demonstram um potencial incrível e uma originalidade que, ainda que não incontestável, consegue distanciá-la da grande maioria das bandas que povoam o mar já superpopuloso que tornou-se os gêneros post-something que temos por aí, fato que julgo merecedor de estar nos meus headphones e nessas páginas digitais em que escrevo. Então, bem, isso é tudo. Aproveitem-o.


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[2009] Until Today Becomes Yesterday

01 - December 31st 1844
02 - It's A Day, Maybe More, Since I saw You
03 - Diomede
04 - Remember Lynne Cox
05 - It's A Minute, Maybe More, Since I Could See
06 - Il Quinto Giorno


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Collapse Under The Empire





Collapse Under The Empire é o nome de uma banda oriunda de Hamburg, Alemanha, que surgiu em meados de 2007 com o intuito de tocar instrumental/post-rock ao seu próprio modo. Sendo uma banda completamente independente até o dado momento, eles lançaram seu debut album intitulado "systembreakdown", lançado já em 2009, e é sobre ele que falarei agora e postarei neste espaço.

Desde os primeiros segundos da audição do colapsodosistema, algumas coisas saltam os olhos (ou ouvidos), como a produção do álbum. Mesmo sendo lançado e produzido de modo totalmente independente, é de impressionar a sua (alta) qualidade, com todos os instumentos aparecendo de forma bem límpida e inteligível em todas as músicas. Não só os intrumentos em si, como também os efeitos eletrônicos que a banda emprega em lugares bem estratégicos em cada uma de suas músicas, o que confere um perfume e sabor bem especial a cada uma delas, além de empregar uma certa atmosfera futurista e cibernética, digamos assim, ao seu universo sonoro. Em vários momentos, essa união de música eletrônica (de boa qualidade, diga-se) com o post-rock remete imediatamente ao 65daysofstatics, que parece mesmo ser a maior influência da banda. Em outros, já lembra o God is an astronaut em seu primeiro trabalho, The end of the beginning, onde a banda flertava bem mais com gêneros eletrônicos. Pode ser que a banda ainda careça de certa maturidade, mas nada mais natural se tratando do tempo em que ela existe, e ainda assim acho que ela muito pouco afeta a qualidade do CD.

É compreensível a "bronca" que muitas pessoas tem do post-rock contemporâneo, alegando que existe um oceano infindável de bandas que se adentram na dimensão do gênero e a maioria nada mais faz do que um copy-and-paste do que bandas mais famosas e consagradas já fizeram em outras épocas, o que é uma crítica válida. Porém, percebo que essa banda aqui revela um potencial e criatividade gigantescos, algo que o tempo não tardará em transformá-los em belíssimos trabalhos e poderá elevar-lhes a níveis bem mais altos do que a maioria das bandas post-rockers que vem borbulhando em vários cantos do globo, além do mais, seu trabalho constrói uma atmosfera difícil de resistir e é de assimilação fácil e agradável. Por isso, achei que mereciam um espaço aqui, para serem divulgados e ter seu nome espalhado por vários cantos e ouvidos do globo a fora. Enfim, aproveitem-o ;)

*Aproveitando a deixa, aqui, para deixar-vos o novo trabalho do CUTE (é, ficou bem bonitinha mesmo essa abreviação), chamado Crawling. São apenas duas músicas, mas são mais do que uma boa amostra do talento e dedicação dessa banda, tendo o mesmo nível do álbum anterior deixado aqui há alguns meses. Espero que gostem, também!

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[2009] Crawling

01 - Crawling
02 - Captured Moments


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[2009] systembreakdown

01 - Monumental Sequence
02 - Sky Falling
03 - Innocence
04 - The Taste Of Last Summer
05 - Quiet Dimension
06 - Environmental Obssession
07 - Turn
08 - Depending On You
09 - Further Than The End Of The World
10 - Buried In Pieces


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sgt.



Sgt., um nome simples e aparentemente pueril, é pertecente a banda de post-rock japonesa que posto-lhes agora. Apesar deste nome simples, ele deve soar desconhecido a quase todos que virão a passar os olhos aqui, nesta resenha, suponho eu. Mas não devem se iludir por esses fatos, pois a banda já possui mais de uma década de estrada e tem o nome muito bem consolidado nos círculos alternativos nipônicos, pelo que andei pesquisando por aí. Participam de vários eventos undergrounds pelo Japão a fora e fornecem suporte a muitos artistas igualmente (ou mais) udnergrounds de vários estilos pelo seu país, sendo, pelo que imagino, quase onipresentes em sua cena e respeitadíssimos por onde quer que passem nestes recantos.

No entanto, parece que é só agora, na reta final de 2009, que o seu trabalho chega a ouvidos ocidentais, com o lançamento do novo álbum chamado Capital Of Gravity. Nele, a banda constrói um cenário musical que, tendo post-rock como tela de fundo, dá lugar muitas vezes a desenhos e paisagens a la math rock, carregadas de tonalidades jazz e neoclássicas, fazendo uso de instrumentos como piano e violino (principalmente) em suas músicas. Porém, existe aí o diferencial que essas paisagens não se mostram obscuras ou recheadas de uma melancolia mordente como são muitas vezes as traçadas por bandas do gênero, mas sim de uma espécie de alegria tímida, porém sincera e levemente ingênua, quase que infantil mas sem a intenção de sê-lo. Suas músicas cativam o ouvinte calmamente em suas nuances e fazem-no decolar em meio a seus horizontes e miragens, preenchendo-lhe com um sentimento agradável de mais pura satisfação e tranquilidade intocável.

Enfim, eis uma excelente surpresa que me assolou na semana passada e não podia de deixar de compartilhar convosco. Fez-me ver que o cenário post-rock japonês vai muito além do Mono, e além também de nomes que, embora menos famosos, já não são estranhos a muitos ouvidos, como o caso de té, Anoice e Lite e que é possível, muito possível aliás, fazer música alegrinha sem soar acefalóide e infantilizado. Recomendo o álbum para quem gosta dos nomes e (sub)estilos citados aqui, e aproveitem-o!


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[2009] Capital Of Gravity

01 - Kalliope
02 - Apollo Program
03 - Tears of na-ga
04 - Ant's planet
05 - Epsilon
06 - Tears of na-ga reprise [Tyme. Remix]


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Baroness










Formada nos Estados Unidos, Baroness se trata de mais uma grata surpresa que tive nos últimos anos no que diz respeito à música, os conheci nos idos de 2007, bem na época do lançamento do Red Album, quando assinaram com a Relapse Records, que os levava como o grande nome de seu catálogo na época, ao lado do não menos formidável Unearthly Trance. Confesso que em uma primeira audição a banda não me cativou muito, estava naquela fase de obsessão pelos mais variados derivados do sludge e achei que o que estava ali não se tratava de muito além do que apenas mais uma banda seguindo a tendência, com uma produção arrumadinha que fazia a coisa soar até meio mainstream demais (puro metaleirismo, eu sei).


Blue Record é seu mais recente lançamento e, apesar de já estar na internet há algum tempo, saiu oficialmente no mês de Outubro As doze músicas nesse registro mostram o avançado estágio de lapidação musical que a banda se encontra, apresentando uma roupagem bem refinada do sludge, com grandes toques de progressivo e guitarras donas de uma personalidade raramente encontrável, ditando sempre o ritmo da banda e produzindo uma série de riffs que grudam facilmente na cabeça, característica marcante também nos outros registros. Porém, vejo como o grande trunfo desse lançamento o trabalho executado com esses riffs e passagens, que ao longo das doze músicas vão se transformando, reestruturando e formando um grande quebra-cabeça, cumprindo diferentes funções dentro de cada uma delas, não se limitando a serem meras repetições, mas muitas vezes, dependendo da forma com que são tocados, nos colocando acerca dos diversos momentos do álbum. A utilização de tal recurso faz com que ele deva ser ouvido por inteiro e em ordem, proporcionando uma experiência ainda mais satisfatória, confesso que ao ouvi-lo de forma aleatória e separada percebi que a magia perde um pouco de seu encanto, o que não signifique que se analisarmos cada música separadamente não temos um bom material. Talvez o grande exemplo que possa citar disso é a Swollen and Halo, que sozinha já é ótima, mas quando ouvida logo após a Steel That Sleeps The Eye torna-se automaticamente épica, o contra-exemplo (se assim posso dizer) seria A Horsed Called Golgotha, que junta ou separada, por si só já é fantástica.


Como se trata de uma banda que estou há séculos para postar aqui, nada mais justo do que fazê-lo em grande estilo, portanto, para aqueles que se interessaram na tal lapidação musical da qual falei, vou disponibilizar todos os registros por eles lançados, desde os EPs First e Second até o Split com o Unpersons (que ficou popularmente conhecido como Third), e os dois LPs, Red Album e Blue Record (deu pra perceber que eles não são uma das três bandas mais criativas para nomes de CDs). Caso tenham tempo, paciência e curiosidade recomendo a audição de todos em ordem, para poder saborear cada momento de evolução da banda, afinal, ainda que tenha me referido ao Blue Record como o supra-sumo de tal evolução isso não exclui a qualidade dos seus antecessores, o próprio First é um EP que regularmente ouço, apresentando a banda de certa forma mais agressiva, mas já com os sublimes momentos que marcariam cada vez mais sua sonoridade. O que me faz lembrar que não poderia passar esse review inteiro sem uma menção honrosa ao Red Album, que após seu lançamento em 2007 foi considerado um dos melhores do ano por revistas especializadas no ramo, como a Revolver, colocando o Baroness de vez na cena gringa, levando-os a tocar em alguns dos principais festivais da Europa e Estados Unidos e consolidando sua proposta de construir um álbum pesado que não deixasse de ser intimista e límpido.


Por fim, se já não disse o suficiente sobre a banda, cabe mais um adendo a arte dos álbuns, que me chamou a atenção desde o início. Aqueles que acompanham bandas como Kylesa, Torche e Pig Destroyer certamente terão a impressão de já terem visto artes semelhantes em algum lugar, mas não se trata de mera coincidência, o guitarrista e vocalista do Baroness, John Baizley desenvolveu capas para essas e outras bandas, mostrando que seu dom para arte não se limita apenas a música.


Para aqueles que manjam inglês e curtem ler resenhas acompanhem as que postei junto com cada álbum (Red e Blue), procurei selecionar aquelas que tocam em pontos que não foram abordados nessa resenha, ou por incompetência minha ou mesmo por discordar de algumas coisas postas, confesso que prefiro não lê-las antes de escrever para não interferir em minhas impressões.


[myspace]









[2009] Blue Record

1 - Bullhead's Psalm
2 - The Sweetest Curse
3 - Jake Leg
4 - Steel That Sleeps The Eye
5 - Swollen And Halo
6 - Ogeechee Hymnal
7 - A Horse Called Golgotha
8 - O'er Hell And Hide
9 - War, Wisdom And Rhyme
10 - Blackpowder Orchard
11 - The Gnashing
12 - Bullhead's Lament


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[2007] Red Album

01 - Rays On Pinion
02 - The Birthing
03 - Isak
04 - Wailing Wintry Wind
05 - Cockroach En Fleur
06 - Wanderlust
07 - Aleph
08 - Teeth Of A Cogwheel
09 - O' Appalachia
10 - Grad
11 - [Hidden Track]


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[2007] A Grey Sigh In A Flower Husk - split with Unpersons


Baroness

01 - Teiresias
02 - Cavite


Unpersons

03 - Black Finnegan
04 - Number
05 - Dry Hand
06 - Small Gesture, A Thousand Small Happy Gestures


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[2005] Second

01 - Red Sky
02 - Son Of Sun
03 - Vision


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[2003] First

01 - Tower Falls
02 - Coeur
03 - Rise


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Devin Townsend Project



Devin Townsend, nascido no dia 5 de maio de 1972 na cidade de New Westminster, Canada, é sem dúvidas um cara que merece atenção na cena musical hoje em dia. Sendo vocalista, multinstrumentista e produtor musical, seu trabalho de maior destaque e conhecimento é com a banda Strapping Young Lad, que se dedica a um Death Metal que flerta com influências progressivas e até industriais, onde é seu principal compositor e fundador. Além do SYL, ele também possui um projeto solo, na qual ele se dedica mais ao Prog Metal que por muitas vezes passeia pelos domínios do Jazz, blues, ambient, e até música erudita. Depois de ter lançado alguns CDs nesse seu projeto solo, ele resolveu partir começar uma nova fase do mesmo, alcunhada brilhantemente de Devin Townsend Project (sim, sou muito sarcástico às vezes), porém essa será a última (e única) vez que usarei "brilhante" nesse post de forma sarcástica. Vamos, então, ao que interessa:

Continuando do mesmo ponto onde parou em seu último trabalho solo, Ziltoid The Omnisicient, vem o álbum Ki que vos posto agora. Não muito diferente dos outros trabalhos solo do Devin, este CD tem como eixo principal o Prog Metal, porém desta vez ele segue uma abordagem bem diferente dos anteriores. Todas as músicas são construidas sobre um alicerce atmosférico que dá uma essência ao álbum bem inesperada e diferente do que se encontra por aí, mesmo em trabalhos de música progressiva, e a forma como o ambiente musical em si se entrelaça com outros ambientes vizinhos (ou não tão vizinhos), como o jazz, blues e até música pop é de se impressionar, tanto pela qualidade quanto pela criatividade com que esse ambiente é tecido e mais ainda pelo fato de que, mesmo assim, ainda soa mais pesado do que muitas bandas que carregam o rótulo de Prog Metal com orgulho nas costas *cof* - Dream Theater - *cof*. Não consigo pensar numa outra forma de toda essa miscelânia sônica soar assim, tão homogênea ainda que tão diversificada, sem ser talento e genialidade criativa.

E vale ainda lembrar que esse álbum Ki é apenas a primeira parte de quatro que farão parte desse projeto a parte do projeto a solo (?). A segunda vai se chamar Addicted, e é esperado um álbum com um approach mais simples, pesado e metálico do que a primeira parte, e além disso contará com a ilustre presença da Anneke Van Giesbergen. O terceiro se chamará Desconstruction e ainda não se sabe nada sobre ele, enquanto o quarto ainda não possui nome definido. Não sei se eles manterão o mesmo nível de qualidade ou serão, para mim, tão interessantes quanto esse Ki, mas o fato é que este já se tornou um dos melhores álbuns do ano em minha humilde opinião e merece uma ouvida atenta especialmente daqueles mais chegados a Prog Metal com uma dose saudável de experimentalismo insano. ;)

*Agora, apresento-lhes o novo trabalho do DTP (sim, seis meses depois já saiu um CD novo, sinal que o Mr. Townsend anda inspirado), sob o nome de Addicted. Nele, percebe-se uma veia metálica mais protuberante, fazendo lembrar os tempos do Strapping Young Lad só que acrescido do tempero progressivo e o espírito experimentalista do Ki. Como se não fosse o bastante, ainda temos o ar da graça da Anneke (Agua de Annique, ex-The Gathering), deixando esse trabalho ainda mais belo (literalmente e metaforicamente) do que seria. Geralmente não posto dois álbuns seguidos num único dia, mas como estou com um pouco maios de tempo livro este cedê aqui é algo digno de atenção e admiração, não poderia deixar de passar a oportunidade em branco, com toda a certeza.

Aproveitem-o. E feliz dia as bruxas! ;D



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[2009] Addicted

01 - Addicted!
02 - Universe In A Ball!
03 - Bend It Like Bender!
04 - Supercrush!
05 - Hyperdrive!
06 - Resolve!
07 - Ih-Ah!
08 - The Way Home!
09 - Numbered!
10 - Awake!


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[2009] Ki

01 - A Monday
02 - Coast
03 - Disruptr
04 - Gato
05 - Terminal
06 - Heaven Send
07 - Ain't Never Gonna Win...
08 - Winter
09 - Trainfire
10 - Lady Helen
11 - Ki
12 - Quiet Riot
13 - Demon League


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ps.: The album is to be released officialy on late May or early June.

ps.2: It's not about the video-game, but the fact that the song "Heaven Send" is actually called "Heaven's End". Correct this when you get the CD, please.

Pyramids



“It starts in the upper atmosphere, in that rarefied air where silence sings and time is little more than an abstraction. As it makes its way down through the tree line, to sea level, to the ear canals, elliptical windows and auditory nerves of the great unwashed, the shapes begin to shift. The sine waves become more distinct: swarming, swirling guitars, drums like a churning steam press, a chorus of celestial voices. Instru- ments collude and collide in a roiling shoal and then dissipate, leaving a cavernous hole, a ghost town, the vestiges and echoes of a brief terres- trial existence. Out in Denton and “other parts of the country,” where seemingly mild psychotropic disturbances can have vast and sinister implications for certain elements within the local populaces, Pyramids conjure the cacophonies of the great unknown, one song at a time.”

Essa é a singela descrição do projeto que postarei-lhes agora, nomeado Pyramids (que não é a banda de screamo que muitos podem pensar, pelamor). Este Pyramids, na verdade, é oriundo do Texas, EUA, e faz parte do Hydra Head Record, gravadora do mastermind do Isis, Aaron Turner.

Por aí, já percebe-se que vem coisa boa por aí, certamente, o que não frusta as expectativas de ninguém. Seu som é baseado, principalmente, num esqueleto Drone/Shoegaze, que não por poucas vezes é revestido por toques de Alternative Rock, Post-punk e Industrial, fazendo lembrar em vários momentos nomes como Have a Nice Life, jesu (pós-Conqueror), Nadja, e, puxando mais pela memória, My Bloody Valentine (na fase pré-Loveless), Jesus And Mary Chain e o experimentalismo industrialóide do Swans. Suas músicas são geralmente surreais e um tanto amorfas, teceleadas por harmonias estranhas, embora bonitas, que ocultam-se sob mantos sônicos de distorção cognitiva em estágio agudo.

Depois da banda ter lançadoum álbum auto-intitulado em 2008, eles surgem de novo a cena com um trabalho feito em colaboração com o já citado Nadja. Nele, encontram-se 4 faixas que apresentam um Drone/Ambient cuidadosamente elaborado e desenhado em seu aparente minimalismo e amorfismo sonoro, de modo a fazer-nos imaginar numa viagem pelos recantos mais profundos e incogniscíveis de um oceano, onde seres de origem estranha e aparência ainda mais incomum passeiam errantes aqui e acolá e tudo parece revestido numa desolação esmagadora, ainda que extremamente serena e envolvente. Apesar de ter a mãozinha do Nadja envolvida neste álbum, junto com alguns nomes de respeito como Simon Raymonde (Cocteau Twins) e Albin Julius (Der Blutharsch), o álbum é praticamente todo cortesia do Pyramids e uma boa amostra do que ele é capaz de produzir. Uma amostra excelente, por sinal.

Quanto ao álbum em si, destaco a primeira e últimas faixas, onde, nesta última, o Drone/Ambient acaba convergindo para um Black Metal denso e atmosférico nos melhores moldes de um WITTR /Drudkh, o que surpreende os ouvidos de qualquer um (inclusive surpreendeu e muito o meu), mas de uma forma muito positiva e não menos que agradável. É um álbum mais do que recomendável para os admiradores das duas bandas envolvidas e para os que apreciam esse universo Droneiro e Ambientista (e não Ambientalista, tipo a galerë da pazverde) de um modo geral. E só um adendo, o CD ainda vem com um "Pyramids And Nadja packet", para a pessoa cultivar seu próprio jardim em casa (?!). Interessante, não?

Well, this is it, folks. 'Til next time! ;)


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[2009] Pyramids With Nadja

01 - Into The Silent Waves
02 - Another War
03 - Sound Of Ice And Grass
04 - An Angel Was Heard To Cry Over The City Of Rome



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Katatonia




omfg,katatonianovokatatonianovokatatonianovokatatonianovokatatonianovokatatonianovokatatonianovokatatonianovokatatonianovokatatonianovokatatonianovokatatonianovokatatonianovo...

Tá, tirando a empolgação inicial da notícia, vamos falar mais sobre a tal banda: Katatonia foi formado, oficialmente, no ano de 1991 pelos amigos de longa data Jonas Resnke (aka Blakkheim) e Anders Nyström (aka Lord Seth), inspirados pelas bandas do cenário extremo do Metal que estava em pleno surgimento e ebulição no momento, como Morbid Angel, e o Doom Metal que teve ponto de partida na década de 80. Seu primeiro trabalho oficial lançado foi a demo Jhva Elohim Meth, produzida pelo Dan Swanö, esgotada em questão de pouquíssimo tempo. Devido à esse fato, um selo holandês relançou essa mesma demo como um mini-EP, recebendo atenção ainda maior do que antes, espalhando o nome da banda pelo underground europeu na época a velocidade da luz. Porém, não foi até o primeiro full-length da banda, vindo a luz (ou as trevas, muwuhahaa) no fim de 1993 sob o nome de... Dance Of December Souls! Bem condizente, com a época, não?

Este álbum é considerado, por muitos, como um divisor de águas do Doom Metal e do Metal extremo como um todo, até. Além de ter sido um dos pioneiros a unir a estética gélida e estéril do Black Metal num vestido Doom, é um álbum primoroso do começo ao fim. Todas as músicas são conduzidas e compostas com uma destreza difícil de se imaginar para uma banda tão jovem como era na época, imersas numa melancolia lancinante e angustiante em cada átomo sonoro que o compõe. Praticamente 11 entre 10 bandas de DSBM clamam ter influências deste álbum, fato não mais do que merecido. Depois dele, vieram o EP For Funerals To Come (1995) e o full-length Brave Murder Day (1996), apresentando um certo rompimento com a proposta original. Neles, percebe-se uma maior influência de Death Metal nas músicas, bem como um direcionamento temático ligeiramente diferente dos trabalhos anteriores, apresentando já uma renovação em seu universo sonoro. Neste último, o vocalista Jonas Renske se afasta também da função original, alegando "problemas de saúde" , impedindo assim de fazer os vocais rasgados das músicas mais antigas, tanto que a voz nele foi a do velho conhecido nosso Mikael Akerfeldt (Opeth).

Mas rompimento mesmo veio com os trabalhos subsequentes, especialmente o EP Saw You Drown (1997) e o álbum Discouraged Ones (1998). Neles, a banda remodela completamente, mais uma vez, o seu universo sonoro, abandonando de vez as veias metálicas que corriam por ele, deixando espaço assim para um Rock limpo e soturno, constituído de uma essência melancólica esmagarodamente desoladora, fazendo jus mais do que nunca ao nome que a banda carrega (catatonia vem do grego kata + tónos, relacionada a um sintoma da esquizofrenia no qual a pessoa sofre severas reduções motoras sem consciência disso). É um álbum impossível de ouvir inteiro e ainda manter-se sorrindo e contente, mesmo que você tenha ganho na mega-sena (tá, estou exagerando). Após esse álbum, o Katatonia abandona cada vez mais suas raízes e vai aprimorando cada vez mais sua nova estética, fazendo um Rock soturno com referências diretas a Anathema, Paradise Lost e The Gathering mas ainda assim extremamente grudento e cativante, do tipo em que a música fica ressoando na sua cabeça por horas a fio, tal qual hipnose.

Até que, então, chegamos ao último trimestre de 2009, época em que sai o mais novo trabalho da banda. Intitulado Night Is The New Day, a banda, mais uma vez, produz um CD que difere de seus antecessores ainda que siga uma linha razoavelmente parelha com eles. Nele, percebem-se que as músicas são um pouco menos grudentas, porém mais trabalhadas e intricadas. Nada que chegue a merecer a alcunha de Progressivo, claro, mas nota-se um trabalho técnico mais bem elaborado nele. Trata-se, inclusive, de um álbum de mais difícil digestão e assimilação em relação aos outros, mas, cara, negar a qualidade latente e gritante que ecoa de cada póro sônico é uma heresia das mais gigantescas e dignas de punição severa que existem! Eu ainda não consegui formar uma opinião mais sólida sobre esse novo CD, mas ele não tardará a figurar bem alto no meu ranking anual, ou, se bobear, no ranking de favoritos da banda.

É, enfim, um álbum maduro e conciso do começo ao fim (pelo menos o que consegui ouvir até o momento), tecido por uma das bandas mais instigantes e características do cenário musical da atualidade, na minha singela opinião. Excelente, brilhante, e qualquer outro adjetivo que bem couber aqui, é o que este CD é. Nem preciso recomendar para ninguém em especial, pois isso já é indispensável. Aproveitem-o!

- Review by Carlos.


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[2009] Night Is The New Day

01 - Forsaker
02 - The Longest Year
03 - Idle Blood
04 - Onward Into Battle
05 - Liberation
06 - The Promise Of Deceit
07 - Nephilim
08 - New Night
09 - Inheritance
10 - Day & Then The Shade  
11 - Departer  

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(320 kbps, complete version!)

Methadrone




Methadrone é um projeto de Steve Pillard, (ex-Incantion, ex-Evoken), originário de New Jersey- EUA, sendo caracterizado especialmente por explorar o estilo musical que vem ganhando certa atenção de público/mídia e é chamado de Drone, mas de uma forma um pouco diferente em relação aos principais expoentes do gênero, se calcando mais nas melodias e nas atmosfera que suas músicas são capazes de reproduzir do que efeitos noisísticos bizarros e esfaceladores de cérebro.

Suas músicas levam o ouvinte a um universo noturno, embora às vezes pareça fracamente iluminado (como se estivesse sob a luz do crepúsculo, ou a de um dia muito nublado), mas imerso numa atmosfera densa e fria, em meio a paisagens desérticas e estéreis (o trocadilho com o nome do álbum foi irresistível...), criando uma sensação de desolação e frieza, embora envolta sob uma fina malha de conforto de uma forma bem natural e fluente ao longo de suas oito faixas.

Um ouvinte no last.fm disse que essa banda seria uma mistura de jesu + Paradise Lost + Lustmord, e acho que ele foi bastante feliz em sua definição. É algo difícil de conceber, mas que faz todo o sentido quando colocamos as músicas rolando no CD -ou media- Player. Então, indico esse álbum, Sterility, para todos que apreciam Drone, Sludge, Stoner ou até mesmo Post-Rock, acho que não decepcionaria nenhum de vocês. ;D

*Aproveitando o post deixado aqui há quase um ano atrás para deixar-lhes o novo álbum do Methadrone, intitulado Better Living (Through Chemistry). Basicamente, ele segue a mesma linha de seu antecessor, mas existem mudanças sutis aqui e acolá ao longo de sua extensão. As músicas parecem um pouco mais "claras" e fleumáticas, embora ainda transmitam as mesmas sensações de serenidade e aridez de outrora. Se alguém me pedisse uma analogia com outras bandas, diria que o Better Living seria um Nadja e/ou jesu (na fase do álbum st) menos "fuzzy" e mais gélido. Bem, definições a parte, achei-o muito interessante e não poderia deixá-lo de postar aqui.


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[2009] Better Living Through Chemistry

01 - flight to nowhere
02 - biodone
03 - cold deep blue
04 - polamidon
05 - better living (through chemistry)
06 - buprenorphene
07 - toward elysium
08 - dolophine
09 - slough realism
10 - spiritual synthesis pt. 1
11 - spiritual synthesis pt. 2

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[2008] Sterility

01 - Sterility
02 - Self-Relinquishment
03 - Servitude
04 - Continuum Of Decline
05 - Bury Me standing
06 - Horizone
07 - Lassitude
08 - Final Transmission


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The Kilimanjaro Darkjazz Ensemble




O The Kilimanjaro Darkjazz Ensemble começou como um projeto audiovisual em 2000, influenciado por velhos diretores do cinema mudo como Murnau e Lang. Jason Köhnen and Gideon Kiers, começaram criando trilhas sonoras para antigos filmes mudos (Nosferatu, Metropolis), e progressivamente foram compondo novos materias inspirados nessas imagens que acabaram por formar dar vida ao TKDE.O album de estreia foi gravado com o line-up acima e foi lançado no Reino Unido em 2006.

"É difícil começar a falar de um álbum cujos pontos de interesse são mais que muitos. A abertura com The Nothing Changes é sutil e sombria, já a faixa seguinte, Pearls for Swine tem uma toada muito mais idm. É feito este balanço electrónica/ jazz ao longo de todo o álbum (intra ou entre faixas) com um apurado gosto por melodias simples e baixos absolutamente deliciosos. Ainda que acessível, é preenchido por um ecletismo saudável."

Imagine o Bohren und der club of Gore sem o doom angustiante , e no lugar deste acrescente as experimentações do IDM.

*Aproveito a postagem antiga do Pedro para deixar-lhes aqui o novo álbum da banda, intitulado Here Be Dragons. Segue basicamente a mesma linha do anterior, talvez um pouco menos Ambient e etéreo em sua concepção, ou pelo menos esta é a primeira impressão. Primeira impressão que diz tratar-se de um ótimo disco, por sinal. Perfeito para fãs dos caminhos mais alternativos do Jazz, música Ambiente ou qualquer um que queira ouvir algo que desafia os lugares comuns onde os universos musicais acabam sempre caindo e oscilando. E é isso!

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[2009] Here Be Dragons

01 - Lead Squid
02 - Caravan!
03 - Embers
04 - Sirocco
05 - Mists O Krakakoa
06 - Sharbat Gula
07 - Shamhain Labs
08 - Seneca
09 - The MacGuffin


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[2006] The Kilimanjaro Darkjazz Ensemble

01 - The Nothing Changes
02 - Pears for Swine
03 - Adaptation of the Koto Song
04 - Lobby
05 - Parallel Corners
06 - Rivers of Congo
07 - Solomon's Curse
08 - Amygdhala
09 - Guernican Perspectives
10 - Vegas
11 - March of The Swine

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Ram-Zet




A banda que vos posto agora, chamada Ram-Zet, nasceu no ano de 1998 na cidade de Hamar, Noruega, pelo membro chamado apenas como "Zet". (Henning Ramseth, seu nome real), com o intuito de dar vida as suas próprias visões pessoais. Tendo nascido como um one-man project, logo o Ram-Zet tornou-se uma banda de fato e lançou em 2000 seu primeiro trabalho, chamado Pure Therapy. Nele, já percebe-se com grande clareza e desenvoltura o caminho que a banda viria a trilhar nos anos seguintes, demonstrando uma grande maturidade em suas composições e uma técnica bem articulada desde então. Depois dele, veio então o Escape (2002) e o Intra (2005), sendo estes álbuns uma continuação da história iniciada no PT. Depois de fazer alguns shows (não muitos) e 4 anos de hiato, a banda finalmente retorna com um novo trabalho em mãos, chamado Neutralized.

Acerca de seu universo sonoro, o Ram-Zet se dedica a um Progressive Black Metal com um tempero bem acentuado de Avant-Garde e Symphonic Metal, chamado por muitos (inclusive o próprio mastermind da banda, Zet, de Schizo-Metal). Suas músicas carregam uma estética gótica e de ar meio steampunk que são conduzidas por um ritmo dissonante e ensandencido que, não raramente, mergulha em marés de calma desconhecida e inerte, quase de textura celeste, remetendo a bandas como UnexpecT e Diablo Swing Orchestra. No entanto, o Ram-Zet possui um quê meio esquizofrênico, delirante e ensandecido em suas músicas, ainda mais do que nas bandas citadas agora pouco, algo reforçado pela própria temática lírica que elas carregam, onde os seus três primeiros álbuns formam uma trilogia (orly?) que conta uma história sobre um personagem esquizofrênico (representado pelo Zet) internado numa instituição mental e seus diálogos com uma enfermeira (Sfinx) que tenta ajudá-lo a escapar da instituição, basicamente. Existem várias linhas e passagens interessantes ao longo de cada música que narra a tal história, o que deixo para cada um procurar as letras e tirar as próprias conclusões.

Seu novo trabalho, Neutralized, não apresenta basicamente nenhuma novidade em relação aos anteriores. É mais polido e melhor produzido, embora talvez mais reto, onde a sua esquizofrenia sônica parece um pouco mais arrefecida e saciada conferindo lugar a algo mais "são" e mais puramente surreal, digamos assim. Mas é um excelente álbum, sem nenhuma sombra de dúvida e sobre os ângulos que se é possível enxergá-lo (ou ouvi-lo), além de irretocável quanto a sua elaboração e técnica de execução. Álbum que faz páreo e muito bem ao novo do DSO, ainda que ache esse levemente (bem de leve mesmo) superior.

Mas enfim, melhor ou pior, é um p*** trabalho. Espero que gostem!

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[2009] Neutralized

01 - Infamia
02 - I Am Dirt
03 - 222
04 - Addict
05 - God Don't Forgive
06 - Beautiful Pain
07 - To Ashes
08 - Requiem

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Fleurety




Como a grande maioria das pessoas que passam por esse blog todos os dias devem saber ou imaginar, sempre existe um grande número de artistas que, em seu meio, nunca conseguiram um destaque muito grande (ou destaque nenhum) devido a uma série de fatores que não a sua capacidade criativa e seu talento. Circunstâncias do momento, conflitos internos entre as pessoas do meio e, principalmente, falta de divulgação adequada são alguns desses, diria até que são os mais influentes. Outro fator que pode ser apontado é, também, um despreparo por parte do público em aceitar e assimilar o que o artista em questão fez, devido a sua complexidade ou por se tratar de algo totalmente inesperado e diferente do que é concebível no momento, fato que pode deixá-lo relegado ao oblívio ainda que, num futuro a médio-longo prazo, seu trabalho passe a ganhar contornos cults e passa, então, a ser apreciado por um público seleto capaz de comrpeender o que ali foi feito. Claro que as intenções e veracidade da opinião desse público muitas vezes é duvidável, mas não deixa de ser um reconhecimento, de todo modo. E é nessa segunda categoria que disse que se encaixa a banda que vos posto agora, de nome Fleurety.

Fundada em 1991 nas terras norueguesas por Svein Egil Hatlevik e Alexander Nordgaren, sob a plena ebulição da cena Black Metal no país, o Fleurety não segue uma linha muito diferente e se dedica aquele som cru, ríspido e gélido, valendo-se de todos os clichês e elementos que tanto caracterizaram (e ainda caracterizam) o gênero, lançando a demo Black Snow e um 7" EP chamado Darker Shade Of Evil em 1993 e 1994, respectivamente. Apesar da sonoridade ainda bem crua e a produção deplorável, percebe-se que existem nesses trabalhos alguns toques e ingrediantes diferenciados, ainda que carecessem de uma maior lapidação. E isso, então, veio com seu primeiro full-length, sob o nome de Min Tid Skal Komme (Minha Morte Virá, em norueguês. fonte: google translator), que particularmente considero a obra-prima da banda.

Este álbum é considerado por muitos (inclusive por eu mesmo) um ponto de inflexão da curva que mostra a transgressão do Black Metal tradicional ao chamado Avantgarde Metal, junto com o trabalho do Ved Buens Ende. Nele, a banda transcende os limiares e raio de alcance desse Black Metal primitivo a uma esfera sônica bem mais ampla, polida e bem lapidada, valendo-se de uma gama de elementos antes nunca usadas em fusão com o gênero. Guitarras com timbres mais limpos com direito a passagens acústicas e tremolos que remetem ao Shoegaze , assinaturas incomuns de tempo, harmonias quebradiças ao melhor estilo do 70's Prog Rock e do Jazz, vocais femininos de contornos quase-operáticos em vários momentos e toques muito bem contextualizados de psicodelia, Dark Ambient e Lounge. Tudo isso envolto sob a aura e enraizado na estética Black Metal, sem que para isso haja uma total desfiguração e torne as músicas numa massa sonora amorfa e impalatável, como aqueles não iniciados (ou não muito habituados) ao subgênero podem imaginar.

É uma pena, sinceramente, que tal trabalho só seja conhecido e considerado por aqueles mais aficcionados de gêneros obscuros e esquisitos do Metal e ainda assim, sem o mesmo status e reconhecimento de um Arcturus, Ulver e Borknagar, por exemplo. Não que estes não mereçam (pois merecem muito, de fato), mas muito do que viria a se tornar o hoje alcunhado Avantgarde Metal simplesmente não seria se este álbum aqui não fosse feito. Considero este CD uma pérola esquecida e pouco admirada que realmente faz jus ao rótulo que carrega, recomendado para qualquer um que diga apreciar e admirar os gêneros menos ortodoxos do Metal e até mesmo da música como um todo.

And that's all, folks. ;)


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[1995] Min Tid Skal Komme

01 - Fragmenter Av En Fortid
02 - En Skikkelse In Horizonen
03 - Hvilelos?
04 - Englers Piler Han Ingen Brodd
05 - Fragmenter Av En Fremtid


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Jesu




O Jesu é uma banda formada em Abergele, Wales, UK, no ano de 2003. O líder da banda é Justin Broadrick, este que a formou após o fim da reconhecida banda Godflesh.
No Jesu, Justin Broadrick procura fazer um som mais ambiental, com pitadas eletrônicas e atmosferas densas, porém criativas e diversificadas. A banda mostra estar em uma constante evolução e Conqueror é prova disso. É o meu preferido, com certeza, possui uma atmosfera perfeita para quem gosta de um som criativo, porém introspectivo.
Ah, a banda possui este nome por causa de uma música do Godflesh, no último trabalho de Justin com a banda e por isso ele optou por chamar assim seu novo projeto.
Está entre minhas bandas preferidas, com certeza. Acho que todos deveriam conhecer :)

*Aproveitando o post do nosso amigo Borges para postar o novo EP do jesu, intitulado Infinity. EP que possui uma única faixa que leva o seu próprio nome e cuja música apresenta um curioso amálgama do jesu mais atual (eletronicagens, por exemplo) com o mais antigo, onde as paredes sonoras guitarrísticas se faziam mais presentes. Achei muito bom, embora ainda não supere os três primeiros trabalhos do jesu, ao meu ver. Mas, enfim, aproveitem-o bem! ;)

*Outro edit. Dessa vez para o novo EP do grandioso Jesu. Opiate Sun é o nome da nova preciosidade do genial Justin Broadrick. 4 canções que faz qualquer um cair de amores.
Mais um lindo material que só faz aumentar a ansiedade por um full-lenght.


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[2009] Opiate Sun

01 - Losing Streak
02 - Opiate Sun
03 - Deflated
04 - Morning Light

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[2009] Infinity

01 - Infinity


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[2007] - Conqueror

01 - Conqueror
02 - Old Year
03 - Transfigure
04 - Weightless and Horizontal
05 - Medicine
06 - Brighteyes
07 - Mother Earth
08 - Stanlow

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A Storm Of Light


Assim que o nome do Neurosis passou a se espalhar pelos vários cantos do planetas e, assim, serviu de influência e combustível criativo para jovens músicos iniciantes, como eram os do Isis e Cult Of Luna nessa época, por exemplo, conseguindo também a sua consagração e consolidação de seus nomes em seus nichos musicais, parece que este próprio nicho, chamado por alguns de Atmospheric Sludge, Post/Progressive Metal/Core ou simplesmente Post-Metal ganhou vida e passou a se tornar um ponto de referência a várias e várias bandas que floresciam ao redor do globo terrestre, fato que tornou-se ainda mais amplificado com o advento da internet e o crescimento de sites de divulgação musical como o last.fm e o myspace. De uns 3-4 anos para cá, centenas de nome pipocam e borbulham no caldeirão de bandas que se enveredam por esses caminhos, sendo muitas delas meros exemplares copy-and-paste do Neurosis e as outras citadas acima e poucas, bem poucas, possuindo alguma identidade e potencial para alcançar vôos maiores. Dentre esse grupo seleto, vem a banda que vos posto agora, A Storm Of Light.

A tempestade da luz tem na sua liderança Josh Graham, encarregado da arte visual do Neurosis e ex-líder do Red Sparowes, trabalhando em conjunto Domenic Seita (Tombs), Vinny Signorelli (Swans, Unsane) e Pete Angevine (Santized). Com nomes como esses (e com tais backgrounds), não é de se esperar algo menos do que brilhante vindo da banda, de fato. Depois de lançarem seu primeiro full-length em 2008 sob o nome pomposo de And We Wept The Black Ocean Within, nada mais do que um cataclismo sonoro de proporções colossais, além de duas músicas num split com o duo canadense Nadja, sai agora o mais novo trabalho, Forgive Us Our Trespasses.

Assim como o seu antecessor, trata-se de um álbum conceitual, onde neste caso a banda narra a jornada da raça humana pelo esquecimento e desalento do planeta completamente levado à ruina devido a destruição desenfreada de seus recursos naturais, mostrando o momento em que a Terra começa, lentamente, a se curar e renascer de suas próprias cinzas e se tornar um local habitável e agradável de se viver novamente. E devo dizer que, de fato, a atmosfera sonora que emana de cada faixa deste CD não poderia ser menos adequada a narrativa que se propôs a desenvolver, fazendo-nos sentir em meio a Terra deserta e estéril, imersa em oblívio e submersa no caos de sua (e nossa) própria existência. São músicas colossais, profundamentes obscuras e desoladoras, de modo a conseguir pintar esses cenários descritos com suas próprias notas.

Por fim, é muito aprazível ver que existem ainda bandas neste subgênero extremamente segmentado mas já popularizado (nas devidas proporções) que, ainda que bebam diretamente na fonte de suas inspirações, conseguem criar alguma identidade e personalidade sem que, para isso, necessite distorcer e desfigurar a estética do próprio subgênero, e que ainda seja capaz de estender essa estética a níveis e limiares mais elevados (ou melhor, mais profundos) do que o padrão. Para nossa sorte, existe aí a Tempestade De Luz. Enjoy it.


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[2009] Forgive Us Our Trespasses

01 - Alpha (Law of Nature Pt. 1)
02 - Amber Waves of Gray
03 - Tempest
04 - The Light in Their Eyes
05 - Trouble is Near
06 - Arc of Failure (Law of Nature Pt. 2)
07 - Midnight
08 - Across the Wilderness
09 - Time Our Saviour (Law of Nature Pt. 3)
10 - Omega

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Pelican




O Pelican é uma banda dos Estados Unidos, mais precisamente de Chicago, Illinois e surgiu das cinzas da banda Tusk. Seu primeiro EP foi lançado em 2001 e levava o próprio nome da banda. Por este EP já era possível perceber o potencial músical destes rapazes. Após tal EP, o Pelican lançou, em 2003, este álbum que estou postando, o Australasia, que veio por consolidar a promessa (veja bem, promessa) que a banda mostrava ser.
Com riffs bem pesados, músicas longas - que não são cansativas - e quase épicas, o som dos caras é pesado, a ponto de nos entrar na cabeça e não mais querer sair. Vale a pena pra todos que curtem Cult Of Luna, ISIS, Neurosis e afins.
Atualmente a banda conta com o seguinte line-up: Trevor de Brauw, guitarras; Bryan Herweg, baixo e parte artística da banda; Larry Herweg, bateria e Laurent Schroeder-Lebec, guitarra. Enjoy :)

Novo albúm de uma das melhores bandas instrumentais da atualidade, senão a melhor. What We All Come To Need é o nome da nova obra-prima dos americanos do Pelican, e dessa vez conta com participações mais que especiais, como: Greg Anderson (Sunn O)))), Aaron Turner (Isis), Ben Verellen (Harkonen/Helms Alee) e Allen Epley (The Life And Times/Shiner).
Neste álbum a banda apresenta a sonoridade já característica, lembrando em muitos aspectos o The Fire in Our Throats Will Beckon the Thaw, porém a última faixa apresenta uma novidade que irá agradar muitas pessoas, inclusive me agradou e muito, que é a presença de vocal.
Obrigatório

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[2009] What We All Come To Need

01 - Glimmer
02 - The Creeper
03 - Ephemeral
04 - Specks Of Light
05 - Strung Up From The Sky
06 - An Inch Above Sand
07 - What We All Come To Need
08 - Final Breath

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[2009] Ephemeral [EP]

01 - Embedding The Moss
02 - Epherema
03 - Geometry of Murder (Earth cover)


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[2003] - Australasia


01 - Night End Day
02 - Drought
03 - Angel Tears
04 - GW
05 - Untitled
06 - Australasia

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Exxasens




Exxasens
é o nome da banda a ser postada aqui. Fruto da mente do espanhol Jordi Ruiz em Abril de 2007, o Exxasens foi criado como um mero passatempo do Jordi, compondo suas músicas apenas com uma guitarra e um computador. Depois de construir um estúdio em sua própria casa e de ter composto algumas músicas e postá-las no seu myspace, ele percebeu que muitas pessoas pareciam realmente interessadas em seu trabalho e recebia críticas mais positivas do que ele, possivelmente, esperava. Então, passado um ano depois do início dessa "brincadeira", veio a vida o primeiro full-length do Exxasens, chamado Polaris.

Sua música, desde então, mostra-se fortemente inspirada por temáticas siderais e astronômicas, como por exemplo a exploração especial, bem representada pela música Spiders On The Moon, que fala sobre a jornada do Apollo XIII para a Lua. Até a arte gráfica do álbum representa bem essa veia, pode-se perceber. Essa influência sidérea, então, não podia ser melhor representada por um estilo que não um Post-rock com vários flertes ao Shoegaze e Ambient, remetendo-nos imediatamente a nomes como God Is An Astronau, Mogwai e Explosion In The Sky, nesta mesma ordem.

Depois do Polaris, vem então a vida o segundo full-length, sob o nome de Beyond The Universe. Apresentando na arte da capa uma foto da Nebulosa De Águia, ele segue então a mesmíssima linha de seu antecessor, talvez apresentando uma maior consistência melódica nas suas composições e uma produção ligeiramente superior a ele. No mais, é ainda um álbum excelente de Post-Rock, apresentando uma simplicidade, sinceridade e energia que não se encontra muito (infelizmente, deve-se dizer) no meio atualmente, providenciando uma ouvida prazerosa e muitíssimo agradável ainda mais sob a luz das estrelas ou um livro de FC nas mãos.

"Not having a defined music style is certainly the main appeal of EXXASENS proposal. The EXXASENS universe is full of sound landscapes which take the listener to a rich world of beautiful and powerful melodies. This could be the homeland of post-rock bands such as Mogwai or Explosions in the Sky, a place full of nice melodies with strong guitar atmospheres. EXXASENS style tries to go beyond by introducing progressive metal influences."

Well, that's all folks. Enjoy it.


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[2009] Beyond The Universe

01 - Sky In Red
02 - Signals From The Outer Space
03 - Lost In The Space
04 - Por Qué Me Llamas A Estas Horas?
08 - Absolute Infinte
05 - Polaris
06 - Stars In The Desert
07 - Gray
08 - Absolute Infinte
09 - Singular Deploy
10 - Copernicus
11 - Spiders On The Moon
12 - Boolean
13 - Stellar


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Arctic Plateau




Arctic Plateau é o projeto musical fruto da mente do italiano Gianluca Divirgilio. Não se sabe muito sobre quando ele iniciou o projeto e qual foi a história dele até o dado momento, mas acho que isso não importa muito quando se põe o seu trabalho para ecoar nos auto-falantes (ou headphones) do seu media player.

Seu primeiro álbum, lançado sob o nome de On A Sad Sunny Day e pelo selo The Prophecy, é intitulado por seu próprio criador como Dream Rock. Sei que esses rótulos e definições são, por muitas vezes, dúbios e de difíceis compreensão, soando mais como uma jogada de marketing para atrair o ouvinte a eles em vária ocasiões, mas desta vez ela faz jus, realmente, a música que carrega consigo. Valendo-se de elementos de Post-Rock, Shoegaze e New Wave, Gianluca cria uma atmosfera envolvente e deliciosa em cada uma de suas canções que, mesmo não sendo exatamente virtuosas, conseguem impressionar por toda a sinceridade e densidade emocional que trazem em seu núcleo. Essas mesmas canções nos são apresentadas sob uma espécie de melancolia sutil e serena, ainda que penetrante, como sua força motriz, mas tendo lá no fundo lampejos radiantes e ressonantes de esperança e de alegria que, por vezes, aparecem-nos mescladas com uma euforia tímida mas contagiante. Em vários momentos, pode-se perceber influências de nomes como Destroyalldreamers, Alcest e até mesmo Anathema (era Judgement) em alguns fragmentos de suas músicas, embora eu deva salientar que estas são apenas referências, pois não há (ou pelo menos, eu não vejo) muitas bandas parecidas com o AP pela Terra a fora.

Em suma, trata-se de um álbum extremamente aprazível e prazeroso de se ouvir de cabo a rabo e deixá-lo no repeat por várias horas. Um deleite para fins de semanas calmos e introspectivos, ou para qualquer um que diga apreciar os gêneros pelos quais o platô ártico passeia. Muito bom, mesmo e mesmo!


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[2009] On A Sad Sunny Day

01 - Alive
02 - On A Sunny Day
03 - Lepanto
04 - Ivory
05 - In Epica Memories
06 - Amethyst To #F
07 - Iceberg Shoegaze
08 - Coldream
09 - Eight Years Old
10 - Aurora In Rome
11 - In Time


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Paradise Lost




Quando se toca no nome Paradise Lost, a primeira coisa que se vem a mente é Doom/Death Metal. Não é admirável que isso aconteça, pois a banda nascida em 1988 na cidade de Halifax, UK, é considerada uma das pioneiras desse gênero, sendo também um dos três membros do Peaceville Three, conhecida como a famosa tríade do Doom Metal britânico do início dos 90s onde os outros dois braços são o Anathema e o My Dying Bride. Então, nada mais natural que a história do (sub)gênero confunda-se com a da própria banda, como é o que acontece.

Nos seus dois primeiros álbuns, Lost Paradise (1990) e Gothic (1991), a banda se dedicada a um Doom/Death Metal cru, profundo e deliciosamente obscuro, tornando-se uma das maiores referências do gênero até o momento. Já a partir dos dois subseqüentes trabalhos, a banda já começa a mostrar um direcionamento um pouco diferente, abrandando um pouco sua fúria doomster abissal e desenvolvendo uma sonoridade um pouco mais sutil, ainda que totalmente calcada nas raízes do Doom Metal. Esses dois álbuns tornaram-se o embrião perfeito para o que muitos consideram sua obra-prima: o Draconian Times, saído em 1995. Muitos o consideram o percursor do Gothic Metal, no qual a essência do Doom alia-se a certos tons do Gothic oriundo da década anterior e forma, assim, um som pesado e soturno revestido por vários mantos e camadas de melancolia.

Depois dessa época, a banda começou a flertar com o synth-pop oitentista, carregando influências pesadas de Depeche Mode e afins nos seus trabalhos, fato que fez vários fãs antigos da banda torcerem o nariz para ela durante um bocado de tempo ao mesmo tempo que atraiu um outro tipo de público a ela. E foi assim até meados de 2007, quando a banda lança o In Requiem, um álbum que é praticamente um retorno as suas origens... ou melhor, a época do Draconian Times, melhor dizendo, onde suas músicas apresentam o peso, agressividade avassaladoras e a melancolia sutil, mas penetrante, daqueles idos tempos. Ok, eles não inventaram nada de mais com esse CD, mas mostraram um gás e um punch que há muito não se via na banda.

Tendo, então, recém-saído do forno seu mais novo trabalho, vindo sob a alcunha de Faith Divides Us - Death Unites Us, aproveito essa deixa para postá-lo aqui e divulgar um pouco mais a banda que, acredito eu, seja conhecida de boa parte do público que frequenta esse blog. Quanto ao álbum, todos os elementos que fizeram a banda conhecida, respeitada, amada e cultuada pelo mundo estão presentes em mais pleno ardor, sob um peso ainda maior do que no álbum anterior. Ele pode até não ser tão marcante quanto veio a ser o saudoso Draconian Times, mas ele é mais do que o suficiente para esmagar nosso crânio em mil pedacinhos e fazer-nos adentrar no lago de nosso próprio apocalipse pessoal, onde isso, claro, soa como um eloquente elogio ao álbum.

Então, aproveitem-o!


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[2009] Faith Divides Us - Death Unites Us

01. As Horizons End
02. I Remain
03. First Light
04. Frailty
05. Faith Divides Us - Death Unites Us
06. The Rise of Denial
07. Living with Scars
08. Last Regret
09. Universal Dream
10. In Truth


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Russian Circles



O Russian Circles é uma banda norte-americana de post-rock e post-metal originária de Chicago, Illinois. A banda é composta por Mike Sullivan, Dave Turncrantz e Brian Cook, além de ter Colin DeKuiper como membro fundador.

O álbum Station é um dos melhores do ano, na minha opinião, tendo como destaques as faixas Harper Lewis e Youngblood. O som da banda pode ser comparado ao Isis, Pelican ou ao Red Sparowes; contendo riffs marcantes e consistentes. Quem baixar vai gostar, tenho certeza :)

E eis que chega 2009, e com quase um mês de antecedência o novo album dos Russian Circles chega até os ouvintes, apresentando outra maravilha do post-rock/metal.
Geneva é composto por 7 faixas e segue basicamente a mesma linha adotada nos discos anteriores, mesclando a suavidade e a beleza do post-rock, alternando com pegadas mais pesadas remetendo a bandas de post-metal, assim como fazem os seus conterrâneos do Pelican.
Outro excelente registro da banda, e um dos grandes çançamentos do estilo nesse ano de 2009. [edited by Pedro]

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[2009] Geneva

01 - Fathom
02 - Geneva
03 - Melee
04 - Hexed All
05 - Malko
06 - When The Mountain Comes To Muhammad
07 - Philos

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[2008] These Arms are Snakes & Russian Circles (split)


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[2008] Station


1 - Campaign
2 - Harper Lewis
3 - Station
4 - Verses
5 - Youngblood
6 - Xavii


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[2006] Enter


01 - Carpe
02 - Micah
03 - Death Rides a Horse
04 - Enter
05 - You Already Did
06 - New Macabre

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[2006] Upper Ninety

A-side - Upper Ninety
B-side - Re-Enter

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A Backward Glance On A Travel Road




A Backward Glance On A Travel Road, ou ABGOATR (abreviar é muito mais prático, nesse caso), é um nome um tanto pomposo e interessante para a banda que vos posto agora. Tendo como base o line-up da banda de prog metal francesa Hypon5e (que eu não conhecia até o dado momento, devo admitir), o ABGOATR leva a sua sonoridade e proposta a uma outra dimensão e orientação musicais, acrescentando ao seu esqueleto musical muitos outros elementos, como violão, violoncelo, percurssão tribal, pianos, samples, corais, além de projeções em vídeo e outros que a memória não me permite alcançar no momento. Tudo isso a fim, penso eu, de tornar a experiência de ouvir suas faixas algo muito mais rico e assimilável, possibilitando várias interpretações e modos de apreciação/degustação de suas criações.

Quanto a música em si, fica difícil colocá-la em alguma definição ou mesmo em algum conjunto delas. Ela foge, e muito, das definições mais comuns e mesmo as não-tão-comuns que já conheci e vim a escutar ao longo de todo esse tempo. Pelo que consegui perceber, a base fica enraizada (mas não de forma absoluta e inflexível) num rock progressivo conduzido acusticamente, mas de tal modo que permite suas geodésicas sonoras viajarem e tomarem formas mais exóticas, digamos, flertando muitas vezes com ambient e world/ethnic music sob um forte tempero oriental, remetendo então (mas de longe) ao álbum do Lunatic Soul que saiu há aproximadamente um ano atrás, os álbuns do meio de carreira do Dead Can Dance e as passagens mais etéreas e introspectivas do Gazpacho. Mas devo salientar que essas são somente e tão somente referências distantes, não possuindo na maioria dos momentos um link e ressemblância mais forte com os trabalhos de tais artistas.

Indepentemente de qualquer rótulo, definição ou limite no qual a banda pode vir a se encaixar, seu trabalho é, realmente, capaz de deixar apreciador de boa música maravilhado. Cada faixa é um pequeno fragmento de uma obra-prima, construídas e talhadas com imenso esmero e bom gosto, de tal modo a transcenderem o plano puramente sonoro onde normalmente habitam e poderem, assim, construírem experiências visuais e tácteis ao ouvinte que as experimenta, criando verdadeiras atmosferas sonoras e permitindo que o ouvinte mergulhe diretamente nela e sinta as suas cores, seu sabor e sua textura.

Profundo, encantador, obscuro, enigmático são alguns dos adjetivos que consegui buscar para definir esse álbum, e penso que eles o fazem melhor do que qualquer protocolo e rótulo musical inventado até o dia de hoje. Recomendado, e muito, para qualquer fã de prog music ou os ditos apreciadores de boa música sem fronteiras. Aproveitem-o!


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[2009] A Backward Glance On A Travel Road


01 - Regular Barbary
02 - Falling
03 - Johnny Got His Gun
04 - In Absentia Part I
05 - In Absentia Part II
06 - Hier Régnant Desert
07 - Approximativement Moi


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