Mothlite




Daniel O’ Sullivan é um dos génios na música experimental e de vanguarda do novo século. Não há como negar a oposição do multi-instrumentalista de apenas 28 anos, que desde o fim do século XX segue anti-rotulando as criações que chocam do noise extremo de Boredoms ao art-rock profissional, da música ambiente, concrète ao RIO, do berço jazz ao zeuhl convencional de Magma ou ao prog krautrock de This Heat, sobretudo, depois de Carmaux em 2007.

Para lá de Guapo – e como qualquer grande mente que se preze – Mothlite já é o terceiro e mais recente projecto lateral de O’ Sullivan, depois de AEthenor (estreado em 06 e com segundo de longa-duração este ano) e, especialmente, um dos grupos pertencentes ao pós-modernismo que mais me agarram, Miasma & The Caroussel of Headless Horses (originalmente criado em 05). Algures entre música de câmara, exotismo de Secret Chiefs 3 ou o ADN original de Zorn, antiqúe prog, barroco [dançante?] de Dead Can Dance, zeuhl dilatado, groove instrumental, influência no RIO, noise experimental, policromia, assimetria de Guapo e erudição, sempre.

Mothlite é ambiental, o art-rock não se diversifica pelo erudito, o neo-clássico centra-se (por exemplo) na penumbra de Hans-Joacim Roedelius a solo e as imensas colaborações…, o co-fundador da comunidade alemã vanguardista de 60 dedicada ao free-jazz, rock psicadélico, improvisação, krautrock [de quem Hans Joacim foi também co-fundador de duas bandas alemãs: Cluster e Harmonia], Zodiak Free Arts Lab, de quem os Tangerine Dream portam a melhor bandeira, ainda hoje. Negro experimental, toca no post-rock livre quando deve, progride no pschy post-punk dissimulado por algum resquício de Univers Zero e jazz de 70. A conferir. [l-chaisethnicraft]


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[2008] The Flax of Reverie

01 - Riverside
02 - The One in Water
03 - The Untouched Dew
04 - Neverbegoodwood
05 - Cauldron
06 - Hypnogogue


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Anekdoten














Anekdoten é um quarteto sueco formado em 1990, por Nicklas Berg (guitar and Mellotron) e Jan Erik Liljestrom (bass and vocals), sendo uma de várias bandas suecas que emergiram do começo dos anos 90 resgatando, de certa forma, o legado sonoro deixado por grandes nomes do rock progressivo dos anos 70 como King Crimson, Van Der Graaf Generator e Magma.

Quando colocamos o CD para tocar, desde os primeiros acordes as influências dessas bandas acima se tornam latentes, fazendo o ouvinte mais saudosista ou conhecedor do gênero perguntar a si mesmo se realmente não está ouvindo um álbum perdido e não lançado do King Crimson, ou então algum cientista maluco resolveu cloná-los e dando origem assim ao Anekdoten. A semelhança é evidente em todos os aspectos de sua música, como o (muito bom) uso do mellotron, os timbres de guitarra cortantes e por muitas vezes 'fluidos', bem como um baixo pesado orientando a música junto com uma bateria que segue padrões fragmentados milimetricamente bem encaixados entre si, criando atmosferas por ora obscuras e melancólicas, mas sempre envolventes e confortáveis aos nossos ouvidos e os 5 sentidos restantes.

Desde o seu primeiro álbum, Vemod, de 1993, a banda vem lançando material de forma mais ou menos regular, tendo lançado o último álbum em 2007. Gravity então é o seu penúltimo trabalho, datado de 2003, e nele reside toda a essência pulsante que dá forma ao cosmo musical do Anekdoten. Alguns podem reclamar de sua falta de originalidade, e de fato não é seu forte, mas quem diz que a falta dela não permite fazer música boa certamente precisa checar este álbum aqui que vos descrevo. Enjoy it!

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[2003] Gravity


01 - Monolith
02 - Ricochet
03 - The War Is Over
04 - What Should But Did Not Die
05 - SW4
06 - Gravity
07 - The Games We Play
08 - Seljak

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*postando agora o álbum From Within de 1999. Depois de ouvi-lo por esses dias, percebi que ele merece um lugar especial aqui no blog. É tão ou mais encantador do que o Gravity, ao seu próprio modo. Enjoy it, too!



[1999] From Within

01 - From Within
02 - Kiss Of Life
03 - Groundbound
04 - Hole
05 - Slow Fire
06 - Firefly
07 - The Sun Absolute
08 - For Someone


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Drudkh




Drudkh (tradução de "Floresta", em sâncristo) é uma banda formada nas terras frias da Ucrânia por Roman Saenko (que também é o mentor da banda Hate Forest), Thurios (líder da banda Astrofaes) e Yuri Sinitski. Não muito diferente das bandas onde seus membros participam, o Drudkh se dedica ao Black Metal sob um molde mais atmosférico e ambiental, calcando suas composições não exatamente na rispidez e na velocidade mas sim na cadência e no ambiente que elas são capazes de formar e assim envolver o ouvinte.

Um pouco diferente também das bandas supra-citadas, o Drudkh possui uma veia Folk extremamente marcante em sua música, talvez sendo o elemento mais marcante que nela, há. Basicamente toda a sua fonte de inspiração é derivada de poetas eslavos do século XIX, e também da mitologia local e dos aspectos folclóricos e naturais da região. Tudo isso é feito com um esmero e uma expressividade ímpar, a ponto de fazer com que nos sintamos realmente no meio dos bosques e florestas do Leste europeu, envoltos sob uma densa névoa e o perfume das matas e do céu estrelado, mesmo que estejamos sob terras tropicais e ensolaradas como essa em que eu vivo.

Tendo lançado 6 álbuns e um EP desde a sua formação em 2002, o Drudkh chega agora ao seu sétimo full-length, intitulado Microcosmos. Para quem já conhece a banda de outras eras, não há muito o que acrescentar. Todos os elementos que tornaram a banda conhecida e aclamada nas várias latitudes e longitudes terrestres está lá, em todo o seu primor, mas é possível perceber novas características em seu som. As músicas estão um pouco (veja bem, pouco!) mais aceleradas e variadas, flertando um pouco mais com o Doom/Death em alguns momentos. E algumas possuem até solo de guitarra (!), algo absurdamente raro nos meandros do metal negro, mas que, nesse caso, ficou sensacional!

Eu, particularmente, aprecio demais essas bandas de BM que se dedicam a uma abordagem mais bucólica e menos extremista. Junto com o Wolves In The Throne Room, afirmo que o Drudkh é o maior (e melhor) expoente do gênero, e o Microcosmos prova isso com todas as letras.
And that's all, folks. ;)

"During all its history, the band followed a 'no photos, no interviews, no website, no gigs' policy, which was nobly accepted by DRUDKH's new label Season of Mist. The absence of any comments or information from DRUDKH's side gave an opening to a few ignorant internet warrior-fans to spread rumors, that the band embraces extreme political views. This is absolutely misleading and a total profanation, since there is nothing in DRUDKH's music or lyrics that would suggest any political outlook. DRUDKH praise individualism, self-improvement and estrangement from modern values." Roman Saenko (2008)


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[2009] Microcosmos

01 - Days That Passed
02 - Distant Cry Of Cranes
03 - Sun Of Great Nations Sits Down
04 - Ars Poetica
05 - Everything Unsaid Before
06 - Widow's Grief


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Kashiwa Daisuke




Kashiwa Daisuke, nascido na cidade de Hiroshima, Japão, começou a compor música como estudante, influenciado principalmente por artistas de Rock Progressivo. Isso até o ano de 2004, quando resovleu se lançar no seu projeto musical, que carrega seu próprio nome, pelo mundo a fora, e desde então decidiu seguir os trilhos deste caminho e evoluir cada vez mais sobre eles. E tem evoluído de tal forma que suas músicas (ou trechos delas) tem feito parte de vários comerciais e programas de TV, contribuindo ainda mais para ampliar sua fama junto com seu trabalho como músico, compositor, remixer e engenheiro de masterização.

Descrever sua música em si é uma tarefa extremamente árdua. Árdua porque seu trabalho não possui um único estilo ou conjunto de estilos a seguir, mas possui uma gama de influências tão vastas que se torna impossível escolher somente algumas delas para defini-lo! Basicamente, seu trabalho é calcado nos terrenos do Post-rock, Ambient, Eletronica, IDM, Neoclassical e Progressive, mas de tal forma que as músicas contem todos esses estilos contidos num só, e a forma como ele é construído nelas é de tal modo que acaba refletindo também as influências dos demais, o que consegue conferir uma unidade e identidade especial nos seus álbuns apesar de sua aparente heterogenidade.

O álbum postado aqui, chamado de Program Music I, representa em sua forma mais quintessente o que descrevi no parágrafo acima. Músicas que seguem estruturas não-lineares, como se tivessem sido feitas de colagens de várias outras composições (se é que não foram!) onde os universos do PostRock, Ambient, Eletronica e música erudita contemporânea se tornam um só e convivem em harmonia perfeita, mesmo em sua aparente disposição caótica. Sem dúvidas, um álbum de muitíssimo bom gosto e de criatividade em seu mais puro sumo. Recomendo a todos que gostem de explorar esses meandros mais experimentais e, por vezes, subvalorizado da música!


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[2007] Program Music I

01 - Stella
02 - Write Once, Run Melos



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Code



Code é um projeto musical fundado em 2002, tendo suas atividades divididas entre a cidade de Oslo, Noruega e Sussex/Londres, Inglaterra, devido à origem de seus membros. Membros esses que são consideravelmente ilustres, tais como o Kvohst (vocal), também integrante das bandas de Industrial Black Metal Void e Dødheimsgard, o guitarrista Aort, Viper (baixo/backing vocals), ex-integrante do Ved Buens Ende e integrante do Manes e Dødheimsgard, além de ex-integrantes também ilustres como o baterista AiwarikiaR (Ulver) e vários outros. Praticamente um Dream Team do Black Metal "alternativo" (sic), pode-se dizer, e cujo trabalho faz jus a alcunha!

Falando mais sobre a música do Code (que não é o de Da Vinci - sim, não podia faltar o trocadilho infame), ela reflete bastante o background musical de cada integrante, soando como um amálgama muitíssimo bem-feito e de suprema inteligência de cada uma das bandas citadas acimas, mas ainda assim possuindo uma forte identidade. Seus domínios musicais passeam calmamente e livremente pelas esferas do Black Metal, Industrial, Dark Ambient e até mesmo pitadas estratégicas de Rock Progressivo e bandas a la Katatonia atual, Anathema e Tiamat podem ser notadas, especialmente no novo trabalho deles (o que vos posto). As letras abordam aqueles temas extremamente interessantes e divertidos como paranóia, apocalipse, morte e o lado mais obscuro da vida moderna e da alma humana de um modo geral, etc. e tudo isso sob uma abordagem abstrata e enigmática deveras instigante.

Suas músicas podem não ser o supra-sumo da criatividade universal e nem mesmo mundial, mas certamente é um trabalho muitíssimo interessante e delicioso de se ouvir, ainda mais se considerar que as músicas são um tanto curtas e bem mais diretas do que a média do gênero, e esse fato em nada tira o seu selo de qualidade e poderio sonoro que esse código possui. Imagino que qualquer um que aprecie os meandros mais vanguardistas e experimentalismos esquisitos do universo metálico vão apreciar e degustar esse álbum tranquilamente. So, enjoy it!


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[2009] Resplendent Grotesque

01 - Smother The Crones
02 - In The Privacy Of Your Own Bones
03 - The Rattle Of Black Teeth
04 - Possession Is The Medicine
05 - Jesus Fever
06 - I Hold Your Light
07 - A Sutra Of Wounds
08 - The Ascendent Grotesque


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Antimatter




O Antimatter foi formado por Mick Moss e o ex-baixista do Anathema, Duncan Patterson. A dupla lançaram 3 albuns juntos, Saviour, Lights Out e Planetary Confinement, sendo que pouco tempo depois do lançamento deste último, Duncan deixa a banda para dar ínicio em seu novo projeto, o Íon. Mick Moss continua com a banda e em 2007 lança o magnifico Leaving Eden em parceria com o igualmente magnifico, Danny Cavanagh do Anathema.

Os primeiros trabalhos do Antimatter (Savior e Lights Out) tinha um foco maior nas linhas melodicas dos vocais, em grande parte executada por alguma vocalista convidada, as estruturas sonoras variavam entre um "trip-rock" melancolico, em mescla com elementos do eletronico e até mesmo do gótico. Planetary Confinement foi lançado em 2005 e marcou o início de uma mudança para um som mais acústico orientado para um "depressive rock". Em 2007, com a saida de Duncan, Mick Moss lança o Leaving Eden e assume o posto de vocalista e compositor, e a estrutura do Planetary Confinement é mantida, mas agora é acrescetado uma guitarra eletrica executada por Danny Cavanagh. O resultado desse cd, é uma sonoridade mais pesada, mas igualmente melancolica e bela.

Em 2009 foi lançado o album ao vivo e acústico, Live @ An Club, com participação de Danny Cavanagh. Entre os sons da banda este album contêm covers de alguns classicos como:"The Power of Love", "Black Sun" e "Working Class Hero".


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[2009] Live @ An Club

01 - Over Your Shoulder
02 - Black Sun
03 - In Stone
04 - Working Class Hero
05 - Leaving Eden
06 - Hope
07 - Saviour
08 - Legions
09 - The Power Of Love


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maudlin of the Well




maudlin of the Well foi criado nos EUA em 1996, numa proposta ousada de unir o Doom/Death Metal com música erudita de vanguarda, psicodelia setentista e até new age. Parece algo difícil de se imaginar a primeira vista (ou ouvida), mas eles conseguem explorar estilos aparentemente incomunicáveis com uma destreza e naturalidade incríveis, nos levando a dimensões oníricas e paisagísticas que nossa mente jamais ousou criar ou mesmo habitar, por alguns instantes (ou talvez tenha, dependendo da fertilidade de sua imaginação... )

A banda se separadou em 2003, e um dos seus principais integrantes, Toby Driver, formou o Kayo Dot banda que segue a mesma linha de exploração musical do maudlin. Talvez a maior diferença seja a maior influência de Metal nos trabalhos do maudlin, mas a mesma essência criativa, psicodélica e inovadora permanece lá, cada vez mais desenvolvida e aprofundada em seu próprio estilo.

O álbum que posto agora, Bath, é o penúltimo lançado pela banda, no ano de 2001. Pelo que ouvi dos seus três lançamentos (este, o My Fruit Psychobells... A Seed Combustible e o Leaving Uour Body Map), este é o que melhor traduz o cosmo musical em que o maudlin viaja, abrangendo inúmeras galáxias e constelações variadas de combinações sonoras, sentimentos e imagens que transpassam no universo de cada ser e muitas vezes nem percebemos, ou não compreendemos em sua total plenitude. Pois bem, o maudlin consegue traduzi-las em forma sonora, e assim se fez um álbum realmente especial.

"Describing the sounds of 'Bath' is nearly impossible, due to its constantly evolving and progressive nature. The instrumental opener blends into a standard death metal song that is flavored with horn interludes, and that song gives way too a very acoustic/folky ballad that includes a very ''80ish' guitar solo and so on. The band is kind of like Mr. Bungle in that they are constantly running through various genres, but while Mr. Bungle's technique is rough and almost humorous, maudlin of the Well's is very natural and very serious. That is another thing that should be noted when describing motW's music; it is very very serious and at times very very bleak. While the band certainly isn't like My Dying Bride in their seriousness, they do have that typical 'metal' attitude of 'our art is art, and there will be no flamboyance surrounding it'.
"

Posto agora o trabalho recém-lançado do maudlin, chamado Part The Second. É um álbum totalmente financiado por fãs da banda e que desejavam ouvir as músicas que ficaram por terminar, mesmo que seja o último suspiro, e assim foi feito este álbum especialmente para esses fãs e todos os outros que acompanharam e apreciam seus trabalhos desde sua criação até os dias atuais. Sobre o CD em si, notei que a veia metal está menos forte, em detrimento das influências psicodélicas e vanguardistas. Reflexo dos últimos trabalhos do Toby no Kayo Dot, muito provavelmente. Mas ainda assim qualquer um é capaz de identificar que este é um legítimo álbum do motW, em sua mais expressiva identidade e criatividade ilimitada. Well, enjoy it! ;)


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[2009] Part The Second

01 - An Excerpt From 6,000,000,000,000 Miles Before the First, or, The Revisitation of the Blue Ghost
02 - Another Excerpt: Keep Light Near You, Even when Dying
03 - Rose Quartz Turning To Glass
04 - Clover Garland Island
05 - Laboratories of the Invisible World (Rollerskating the Cosmic Palmistric Postborder)


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[2001] Bath

01 - The Blue Ghost/Shedding Qlipoth
02 - They Aren't All Beautiful
03 - Heaven and Weak
04 - Interlude 1
05 - The Ferryman
06 - Marid's Gift Of Art
07 - Girl With A Watering Can
08 - Birth Pains Of Astral Projection
09 - Interlide 2
10 - Geography


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Minsk





O Minsk foi formado em meados de 2002. Logo no inicio da carreira eles gravaram uma demo intitulada "Burning" e sairam em Turnê pelos EUA chegando a fazer parte do cast do Templars of Doom Festival de 2004.
O primeiro full-Lenght da banda, Out of a Center Which Is Neither Dead nor Alive, foi gravado em 2004 e lançado em 2005. Durante as gravações do cd,Drew McDowell deixa a banda, com isso Sanford Parker (Buried at Sea) além de produzir o album a partir desse momento também assume o posto de baixista.
Depois da Turne a banda prepara o segundo album, The Ritual Fires of Abandonment, que foi lançado em 2007 através da Relapse Records, que assinou com a banda imediatamente devido ao seu crescimento em popularidade e da recepção positiva de seu disco de estreia.

The Ritual Fires of Abandonment é um disco provocador, grandioso e épico, pleno de atmosfera e delírio psicodélico. Os momentos tribais remete aos Neurosis, o enigmatismo do tool também é visivel assim como em alguns momentos a suavidade de um disco de doom metal. O vocal é outro ponto alto do cd, Christopher Bennett consegue criar um ambiente repleto de obscuridade, mas ao mesmo tempo belo e cativante. As musicas têm uma aura quase ritualistica e completamente alienante mas ao mesmo tempo viciante.
Este album é uma verdadeira obra prima do sludge/post-metal que nos fazem trasnpor os caminhos que vão da melancolia e por vezes nos levam a uma viagem espiritual e verdadeiramente assustadora. Um cd que absolutamente vale a pena ser ouvido,visto, revisto e principalmente sentido.

- Aproveitando a deixa do post do Pedro há alguns meses, deixo aqui o mais novo álbum do Minsk, intitulado "With Echoes In The Movement Of Stone". Quem apreciou o trabalho anterior certamente vai se deleitar e muito com esse CD aqui, pois todos os elementos e aquele climão ritualístico/esotérico que tempera suas músicas se fazem presentes, agora num nível ainda mais profundo e abrangente. Como destaque, menciono o cover do Joy Division, que ficou primoroso!


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[2009] With Echoes In The Movement Of Stone


01 - Three Moons
02 - The Shore Of Transcendence
03 - Almitras Premonition
04 - Means To An End
05 - Crescent Mirror
06 - Pisgah
07 - Consumed To Horizons
08 - Requiem From Substance To Silence

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[2007] The Ritual Fires of Abandonment

01 - Embers
02 - White Wings
03 - Mescaline Sunrise
04 - The Orphans of Piety
05 - Circle of Ashes
06 - Ceremony Ek Stasis


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Memories Of A Dead Man




O Memories of a Dead Man foi formado em 2006 com a proposta de tocar algo em torno do post-rock/metal mesclando influências e estilos variados, alternando momentos mais melódicos e calmos com momentos de peso e brutalidade, algo como uma mistura de Cult of Luna com alguma banda de progressivo na linha de APC ou até mesmo os Deftones, nas partes com vocais limpos.

A essência do som, baseia-se na já popular onda de bandas de post-metal a lá Neurosis e Isis, sendo assim a proposta aki não é nada inovadora ou diferente, mas dentro do contexto que eles se propuseram a fazer, a tarefa foi muito bem feita.
Nesse primeiro full-lenght da banda, Beyond The Legend, a banda entrega aos ouvintes riffs cativantes e alternâncias entre o peso e a melodia na medida certa.

Não tenho muito a acrescentar sobre o cd, acho melhor cada um tirar sua própria conclusão, e mais uma vez irei ressaltar que a equipe do ETS agradece e fica muito feliz com os comentários, portanto façam isso caso gostem de algo que tem no blog ;p


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[2009] Beyond the Legend

01 - Single Tthought and Emptiness Wishes
02 - The Warmth
03 - The Angel Pprint
04 - U Turn
05 - Voice
06 - Draw My Faith
07 - Acted Out
08 - Hope is Where You Are
09 - Watchword
10 - Strapped In
11 - The Legend
12 - Elusive Temptation


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dredg



dredg é uma banda californiana que iniciou suas atividades já no longíquo ano de 1993, no entanto seu primeiro full-length só veio a luz bastante tempo depois (2001, mais especificamente no famigerado 11 de setembro), sob o nome de Leitmotif. Apesar de ter sido lançado de forma totalmente independente, este álbum atraiu um número considerável de fãs desde essa época e a banda ganhou contornos cult desde então, fato que pode ser facilmente compreendido pela qualidade impressionante de seu trabalho e da abordagem feita por eles, buscando não somente a expressão artistica através das músicas, mas pelo conceito que existe por trás delas e todo o trabalho visual que as envolvem também. Este álbum Leitmotif ainda tinha um projeto de um videoclipe para todo o álbum, fato que não prosperou devido à morte do ator principal...

Isto rendeu a banda o rótulo de art rock, geralmente atribuído a bandas que trabalham em sua música para fins que vão além do som em si, como o aspecto visual e o conceito das letras, geralmente abrangendo influências musicas do Rock Progressivo e Alternativo sob um tempero experimental. Geralmente não gosto desse rótulo, mas ele cai como uma luva no caso do dredg e não vejo nenhum problema em usá-lo para a banda, então.

Tendo lançado posteriormente o El Cielo (2002), álbum baseado na vida e no trabalho do pintor espanhol Salvador Dalí, o Catch Without Arms (2005), álbum de maior sucesso comercial da banda até o momento e apresentando uma veia mais acessível e easy-listening do que os demais álbuns (mas sem perder em qualidade, deve-se ressaltar) e a trilha sonora do filme independente Waterbone em 2006, cujo álbum é basicamente composto por músicas ambiente, a banda volta a cena com seu novo trabalho, alcunhado de The Pariah, The Parrot, The Delusion.

Neste álbum, o dredg retoma aquela veia experimental que marcou os dois primeiros full-lengths, com direito a um conceito central para as letras e também para a arte visual, porém não esperem um novo El Cielo ou Leitmotif. Apesar de existirem vestígios evidentes dessa época em seu som, a banda explora várias outras facetas musicais e nos apresenta um álbum bastante variado, abrangendo desde o Alternative Rock ao Pop e flertando com o Post-Rock e Ambient em alguns momentos, criando uma atmosfera sônica muitíssimo interessante e deleitosa de se ouvir e degustar.

Apesar de ser um puta álbum, devo dizer que ainda não o digeri completamente e, pela impressão que tenho, não me parece tão marcante quanto os dois primeiros. Mas se tratando de trabalhos assim, nem sempre a primeira impressão é a que fica (quase nunca, aliás), e a digestão leva bem mais tempo do que levaria para uma banda mais "comum". De qualquer jeito, acho este um álbum imprenscindível para apreciadores do gênero e de miscelâneas experimentais em geral. And that's all, folks. ;)


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[2009] The Pariah, The Parrot, The Delusion

01 - Pariah
02 - Drunk Slide
03 - Ireland
04 - Stamp Of Origin - Pessimistic
05 - Lightswitch
06 - Gathering Pebbles
07 - Information
08 - Stamp Of Origin - Ocean Meets Bay
09 - Saviour
10 - R U O K
11 - I Don´t Know
12 - Mouring This Morning
13 - Stamp Of Origin - Take A Look Around
14 - Long Days And Vague Clues
15 - Cartoon Showroom
16 - Quotes
17 - Down To The Cellar
18 - Stamp Of Origin - Horizon


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(pre-order to june 9th)


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David Galas



David Galas
é um músico norte-americano que trabalhou com a banda de Gothic/Darkwave chamada Lycia entre 1994 e 1996, fazendo parte do seu line-up como baixista nessa época, porém se desligando pouco depois do lançamento do álbum Cold (1996) devido à diferenças musicais com outros integrantes da banda. Tendo então estudado música, engenharia de áudio e produção musical ao longo de sua vida, ele então lançou seu primeiro álbum full-length em 2006, chamado de The Cataclysm, fruto de mais de 5 anos de trabalho.

The Cataclysm é um álbum bastante difícil de se falar sobre, ao mesmo tempo que é bem simples. David não é um artista exatamente virtuoso, mas é extremamente competente e carrega as suas músicas com um feeling denso e profundo, algo difícil de se encontrar por aí pelo menos nessas proporções. Sobre a música em si, é notável os ecos de sua ex-banda Lycia em cada composição, especialmente nos arranjos de guitarras e na tonalidade obscura que os encobre, porém as estruturas musicais são consideravelmente mais simples e não tão dotadas do tom místico e esotérico que tanto caracteriza a obra do Lycia. A temática lírica carrega uma melancolia desoladora mas extremamente sincera em cada verso, o que aliada a um tempero Folk sutil, mas devidamente marcante, faz sentirmos como se estivéssemos no meio de paisagens desertas e recheadas de desolação, o que torna-se então um reflexo perfeito para o feeling que ressoa de cada canção que compõe este trabalho.

Imagino que esse álbum seria muito do agrado daqueles que possuem uma afeição especial ao Doom Metal e Gothic Rock em geral, mas ele também é altamente recomendado por mim para aqueles que simplesmente apreciam música de (ótima) qualidade que nos faz refletir e mergulharmos de cabeça nas marés melancólicas do outono. And this is it! ;)



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[2006] The Cataclysm

01 - Asleep In The Field
02 - The Harvest
03 - American Melancholy
04 - Alone We Will Always Be
05 - The End Is Always Closer
06 - Sect I
07 - Capsized
08 - September
09 - The Fragment
10 - Far Away From Nothing
11 - Sect II
12 - The Cataclysm Pt. 1
13 - The Cataclysm Pt. 2
14 - The Burial
15 - Shimla
16 - Reclamation
17 - Sect III
18 - The Great Ruins Of Man
19 - Something Fell From The Sky


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Soap&Skin




"Diante do piano de causa, Anja Plaschg, ou Soap & Skin [Sabão e Pele], mal ousa dirigir-se ao público. Este sustém a respiração para não pertubar a jovem de cabeleira negra. Com peças sombrias que aliam cravo, voz e eletrónica, é um fenómeno mediático. Tem 17 anos e um único álbum, mas a imprensa chama-lhe criança prodígio.

A virtuosa mantém o sangue frio. Em palco, a sua lilhueta miúda, vestida de negro, cativa o público mal abre a boca para murmurar ou gritar canções tenebrosas. Ao uivar como um cão, rugir ou mastigar as palavras, faz pouco dos ideais de beleza.

Anja cresceu na aldeia de Gnas, no sudoeste da Áustria. É filha de criadores de porcos. Aos 6 anos, começou a aprender dança e paino. Aos 13 anos quis desistir, mas o pai pediu-lhe que ficasse mais um ano. E então deu-se o Click. Passou a ensaiar 12 horas por dia, a estudar violino e a trabalhar com um software de música. Aos 14 anos, escreveu a sua primeira peça, para piano e dois violinos. A aldeia vê nela uma rebelde Punk e incompreendida.

Anja atirou-se à pintura e ao video e,aos 16 anos, foi aceite na academia de Belas Artes de Viena. A sua página no Myspace(myspace.com/soapandskin) soma mais de 160 mil visitas e nela acumulam-se declarações de amor dos fãs. Em Nova Iorque, conheceu um advogado de renome, que lhe propôs ser seu agente. As grandes ditribuidoras mandam representantes oas seus concertos.

A música de Soap & Skin tão depressa é terna, a lembrar os Sigur Ros -com voos pianísticos à Rachmaninov- como fulminante e desesperada. As letras das suas canções, melancólicas como só poder ser os escritos da juventude, são sublimes e maduras, por vezes chocantes. Apesar da gargalhada simpática, esta artista já deixou der ser apenas uma adolescente." Courrier Internacional


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[2009] Lovetune for Vacuum


01 - Sleep
02 - Cry Wolf
03 - Thanatos
04 - Extinguish me
05 - Turbine Womb
06 - Cynthia
07 - Fall Foliage
08 - Spiracle
09 - Mr. Gaunt PT 1000
10 - Marche funèbre
11 - The Sun
12 - DDMMYYYY
13 - Brother Of Sleep


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Emptyself



Apesar de seu nome não ser muito conhecido fora de recintos mais undergrounds da música, Eric Johanson é um cara que certamente merece um pouco de nossas atenções. Sendo um produtor/artista independente oriundo de New Orleans, EUA, ele vem trabalhando em suas composições musicais e técnicas de produção desde moleque, aos 12/13 anos de idade, e a partir daí foi criando sua verve artística que deu origem a dois de seus projetos musicais: Cire e Emptyself.

Enquanto o primeiro já possui um certo nome na "praça" do rock progressivo contemporâneo e se destaca pelas letras filosóficas (parece que o Eric é estudante de filosofia, inclusive) e a sonoridade à la Tool/A Perfec Circle, o Emptyself seria o alter-ego mais intimista e pessoal do Eric com direito a uma sonoridade suave e bem delineada recheada de passagens acústicas e que possui um leque de influências mais variado do que o Cire, abrangendo os domínios do Alternative e Trip-Hop. Influências de NIN, Massive Attack e Portishead são bem notáveis neste projeto, embora deva salientar que ele possui uma identidade bem marcante.

Enfim, acho este álbum ideal para se ouvir na calada da noite enquanto se está em sua própria companhia e pretende mergulhar no oceano dos pensamentos e lembranças, embora ele também seja sob medida para ouvir na companhia da pessoa amada. É, sem dúvidas, um trabalho agradabilíssimo, que mesmo que não vá mudar a história da música ou de sua vida rende ótimos minutos de reflexão ou de pura degustação sonora. I hope you enjoy it! ;)


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[2005] Emptyself

01 - None Except You
02 - The Open Landscape
03 - Phantoms In The Sky
04 - Doll Faced Vulture
05 - Forget Me Please
06 - Liberated
07 - The Postulate
08 - It Could Be So Beautiful
09 - 24 Waves
10 - The Way To Crash
11 - And Through We Fade Away...



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The Gathering




O The Gathering é um conjunto de trip rock (definição dada pela própria banda), formado em 1989 na cidade de Oss, na Holanda. Sua proposta original era trazer o Death/Black Metal de bandas como Celtic Frost a um nível mais atmosférico e progressivo, formando o embrião do que viria a ser o hoje estabelecido "Atmospheric Metal", onde, além do The Gathering, bandas como Anathema, Katatonia, Moonspell e Tiamat fazem parte, digamos assim.

Rótulos a parte, a partir de 1995 a banda contou com a entrada de uma mocinha de na época 21 anos chamada Anneke Van Giersbergen e então lançou o álbum Mandylion, o que elevou o trabalho da banda a um nível exosférico de qualidade e beleza musical, numa alquimia de harmonias melancólicas com atmosferas levemente sombrias e letras um tanto obscuras com toques surrealistas. Como as bandas citadas, o The Gathering também foi modificando sua sonoridade ao longo do tempo, explorando nuances mais eletrônicas e psicodélicas e deixando um pouco a base metálica de antigamente, mas sem distorcer a sua identidade e mantendo a qualdiade de outrora, se aproximando do trabalho de bandas como Radiohead e Pink Floyd, mas com o diferencial do vocal da Anneke.

Souvernirs é então o quinto (e infelizmente, penúltimo) trabalho da banda. Nele, a banda encontra-se no seu auge no que tange os experimentalismos musicais, explorados magnificamente ao longo de seus 50 minutos através de seus ambientes melancólicos, introspectivos e até nostálgicos, nos transmitindo serenidade e calma de espírito ao mesmo tempo que nos faz indagar sobre nós mesmos e o universo que nos cerca. A partir do verão (europeu) de 2007, Anneke anunciou sua saída da banda para se dedicar a família e lançou o álbum de seu novo projeto, chamado Agua de Annique. Claro que desejo o melhor para ela, mas a sua saída do The Gathering foi sem dúvidas uma perda muito grande e que será muito sentida... me arriscaria a dizer que ela era a alma da banda e era o principal 'elemento' que tornava sua música tão especial.

Bom, não precisa de muito esforço para perceber o quanto admiro a banda e ainda mais esse trabalho, pois ele teve realmente uma profunda influência em mim e na redefinição do meu gosto musical há algum tempo. Mas ainda assim acho um álbum indispensável para qualquer um que admire uma boa música fora dos padrões estéreis que a indústria estabelece hoje em dia e não se restringe a rótulos. É isso. ;)

- Agora, aproveito essa postagem mais antiga para deixar aqui o link para seu trabalho mais recente, chamado The West Pole, que deverá sair em meados de abril ou maio. Neste primeiro álbum depois da saída da (Goddess) Anneke, devo dizer que o TG saiu-se muito bem, se mostrando bastante criativo e mantendo a essência musical e aural que acompanhou a banda durante toda sua trajetória. A nova vocalista lembra a Anneke, pelo timbre, em vários momentos, mas ainda assim mantem um senso de identidade evidente e bem coeso, fazendo um belíssimo trabalho em cima das linhas harmônicas das novas músicas.

Já sobre as músicas em si, elas refletem o mesmo TG que estamos já habituados, embora pareça um tanto mais guitar-driven e energético do que os últimos trabalhos. O álbum também parece mais simples em suas estruturas e densidade lírica, revelando um tom mais sereno e "descompromissado" em suas músicas, num clima bem agradável bem ao estilo de fim de tarde de outono. Pode não ser o melhor trabalho do TG até então, mas certamente merece uns MBs no disco rígido ou no mp3 de cada um. ;)


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[2009] The West Pole


01 - When Trust Becomes Sound
02 - Treasure
03 - All You Are
04 - The West Pole
05 - No Bird Call
06 - Capital Of Nowhere
07 - You Promised Me A Symphony
08 - Pale Traces
09 - No One Spoke
10 - A Constant Run


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[2003] Souvernirs

01 - These Good People
02 - The Spirits Are Afraid
03 - Broken Glass
04 - You Learn About It
05 - Souvernirs
06 - We Just Stopped Breathing
07 - Monsters
08 - Golden Grounds
09 - Jelena
10 - A Life All Mine


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Gazpacho









Gazpacho é uma banda norueguesa de rock progressivo, descrita por um crítico como "classical post ambient nocturnal atmospheric neo-progressive folk world rock". Sabemos que essas definições esdrúxulas nem sempre são úteis e dão uma impressão às vezes errada do que se trata, mas nesse caso eu hei de concordar com ela, pois é isso que a sonoridade do Gazpacho representa para mim, ao menos.

Este álbum, chamado Night, o último lançado da banda, é considerado pela crítica e público como o melhor da banda lançado até hoje. Ele impressiona por vários motivos, especialmente pela maneira como eles "passeiam" por várias referências e nuances dentro de um mesmo subgênero musical, mas ainda soando de forma muito coesa e natural, como se este mesmo fosse o curso natural de seu leito sonoro. Mesmo músicas muito longas como Dreams of Stone e Massive Illusion parecem ter metade da duração que realmente têm, não soando cansativas ou forçadas em nenhum momento. Percebo também um feeling meio trip-hoppish em alguns momentos nas músicas, o que dá um sabor ainda mais especial e característico a elas.

Com isso, fica realmente difícil acreditar que eles não possuem nenhuma gravadora, e os álbuns foram então inteiramente produzidos pela própria banda, e o seu sucesso conseguido graças à divulgação da internet e shows. Sabemos que algumas bandas realmente não recebem a atenção que merecem, é uma espécie de "mal" da indústria fonográfica hoje em dia e já há um bom tempo, mas realmente espero que esse quadro se reverta para eles, pois poucas bandas conseguem tal nível de qualidade artística (incluindo música, produção, qualidade de apresentação e divulgação do trabalho, etc.) com recursos limitados como esta. Enfim, desabafei. Enjoy it! ;)


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[2009] Tick Tock

01 - Desert Flight
02 - The Walk (Pt. 1)
03 - The Walk (Pt. 2)
04 - Tick Tock (Pt. 1)
05 - Tick Tock (Pt. 2)
06 - Tick tock (Pt. 3)
07 - Winter Is Never


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[2007] Night

01 - Dreams Of Stone
02 - Chequered Light Buildings
03 - Upside Down
04 - Valerie's Friends
05 - Massive Illusion


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If These Trees Could Talk




If These Trees Could Talk é uma banda originária de Akron, Ohio, da terra do Tio Sam, sendo fruto da vontade e da criatividade de Zack Kelly. Enveredando-se pelas paisagens cada vez mais tortuosas e densas do Post-Rock, IFTCT (abreviar é necessário, né?) lançou seu primeiro EP, auto-intitulado, no ano de 2006 e conseguiu uma boa repercussão e consideração por parte dos fãs numa época que parece ter havido um grande "boom" do Post-Rock, garantindo que seu nome ficasse na boca e nos discos rígidos de vários admiradores do gênero. Esse ano de 2009 marca então o lançamento de primeiro full-length, chamado "Above The Earth, Below The Sky", e é sobre ele que falarei com mais detalhes agora.

Apesar da banda poder tranquilamente receber a alcunha de Post-rock para seus trabalhos, parece que a própria banda recusa esse rótulo e prefere referir-se como apenas uma banda de Rock, a qual possui influências principalmente de Indie e Rock Progressivo e adota alguns elementos característicos da sonoridade do Post-rock, sendo esse o motivo da identificação com ele. Seja lá o que isso quer dizer, afinal, o fato é que a banda consegue explorar muito bem o universo celeste, onírico e contemplativo que constitui a alma do gênero, porém o IFTCT adota uma postura menos "post" e mais "rock", de fato, o que lhe confere uma certa identidade em relação à maioria das bandas que orbitam nesse universo além de tornar suas paisagens sonoras mais orgânicas do que essa média, também. Suas músicas sempre fazem referência à natureza, tanto nos títulos quanto na música em si, e essa característica torna-a talvez um pouco mais humana e palpável aos nossos seis sentidos ainda que em nada perca o tom sonhador e surrealista tão marcante do universo Post-rock, aliás, parece que até acrescenta algo a ele, no fim das contas.

Enfim, resumidamente trata-se de um álbum agradabilíssimo e de grande qualidade técnica, impressionando não exatamente pela profundeza de sua verve ou de uma visão vanguardista, mas sim por transformar algo que seria "mais do mesmo" em alguma coisa tocante e fascinante de uma maneira completamente natural, sincera e inteligente, deixando a essência de seu encanto na sua simplicidade e aparente "falta" do mesmo. Mais um álbum que recomendo não somente para adoradores do "Rock feito com propósitos que não o Rock" mas para qualquer um que se diga admirador de boa música.


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[2009] Above The Earth, Below The Sky

01 - From Roots To Needles
02 - What's In The Ground Belongs to You
03 - Terra Incognita
04 - Above The Earth
05 - Below The Sky
06 - The Sun Is In The North
07 - Thirty-Six Silos
08 - The Flames Of Herostauros
09 - Rebuilding The Temple Of Artemis
10 - Deux Ex Machina


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Amesoeurs




Formado por Neige e a vocalista Audrey Sylvain em 2004, o Amesoeurs é uma gélida, violenta, melancólica, sufocante e desolada visão, cheia de desespero. Através de sua música, o Amesoeurs retrata um mundo de decadência urbana, uma terra sem vida e devastada e um domínio negro que se tornou tão real numa época de decadência social.

Mesclando elementos do harsh melancholic black metal, post-punk e new wave dos anos oitenta, influenciado por nomes como Joy Division, trabalhos antigos do The Cure, e Depeche Mode, "Amesoeurs" é um álbum que mostra os talentos sempre em expansão de Neige, e mistura elementos de cada um dos gêneros citados em uma anestesiante e cruel viagem sônica onde as músicas são diferentes expressões que se entrelaçam para formar um álbum que será um dos mais memoráveis lançamentos de 2009. by:Profund Lore

Novo e inefelizmente último trabalho lançado pelo Amesoeurs, após o lançamento deste, não haverá mais nada novo. Talvez isso faça do album um dos mais aguardados do ano, pois desde o lançamento do EP, Ruines Humaines em 2006 a banda conquistou varios fãs, sem falar da popularidade alcançada com o Alcest que deu mais visão ao Amesoeurs.

Os pontos altos desse cd são muitos, o vocal da Audrey está cada vez mais perfeito, e isso encaixou como uma luva nesse novo cd, as linhas istrumentais são algo de arrepiar, o que so ressalta a genialdiade do homem por trás disso tudo, o Neige. E não se pode deixar de citar outro ponto forte desse album que é a maravilhosa capa, feita por um dos integrantes da banda, Fursy Teyssier. Uma curiosidade é que os algarismos romanos que formam o titulo da faixa 6 se forem trocados pelas respectivas letras do alfabeto forma a frase "Amesoeurs is Dead".

Provavelmente este cd será um dos melhores lançamento de 2009, senão o melhor. Recomendado pra qualquer um que conheça o trabalho do Neige, ou fã de black metal, de experimental, de shoegaze... ou seja, qualquer um que tenha bom gosto pra musica.


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[2009] Amesoeurs

01 - Gas In Veins
02 - Les Ruches Malades
03 - Heurt
04 - Recueuillement
05 - Faux Semblants
06 - I XII V XIX XV V XXI XVIII XIX – IX XIX – IV V I IV
07 - Trouble (Eveils Infames)
08 - Video Girl
09 - La Reine Trayeuse
10 - Amesoeurs
11 - Au Crepuscule De Nos Reves


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Umbra Nihil




Pré-script: Devo pedir desculpas pelas postagens escassas, meu horário na faculdade está bem mais cheio dessa vez e imagino que meus colegas de blog estejam igualmente apertados. Bem, esse é o recado, agora vou ao que interessa:

Umbra Nihil é uma banda vinda das gélidas terras do norte finlandês, nascida em meados dos anos 2000. Tendo lançado seu primeiro trabalho, uma demo contendo 5 faixas, em 2002 e recebido uma certa atenção por causa dela, pouco tempo depois utiliza as mesmas 5 faixas num split com os conterrâneos do Aarni e lançado seu primeiro full-length pela firebox em 2005, chamado de Gnoia. Depois de um hiato de mais de três anos, a banda ergue-se de sua sepultura e volta a terra, lançado o The Bordeland Rituals em 2008, álbum que posto aqui agora.

A sonoridade da banda é um tanto difícil de se definir. Suas raízes estão certamente aterradas nas florestas do Funeral Doom Metal e percebe-se em seu som influências marcantes de vários mestres do estilo (Thergothon, Skepticism, Esoteric, só para citar alguns), mas o Umbra Nihil o acrescenta uma série de elementos inusitados e uma abordagem igualmente inusitada para o gênero. Além de explorar devidamente nuances ambientes (algo não muito incomum, até), a banda acrescenta toques psicodélicos as suas criações, criando assim uma atmosfera nebulosa, grotescamente obscura e permeada de nuances surrealistas, algo digno dos universos da obra de tH.P. Lovecraft ou mesmo das criaturas do H.R. Giger, o que foge um pouco do padrão do dubgênero, normalmente voltado a temáticas melancólicas de grande profundidade porém sem perder a sua essência em nenhum átomo.

O álbum postado aqui agora, The Borderland Rituals, demonstra algumas ligeiras mudanças (ou evoluções, como queira chamar) em seu universo sonoro, através da presença de vocais limpos bem como uma atmosfera menos tenebrosa e mais cristalina, fato que deve ter sido influenciado pela produção, desta vez superior aos outros álbuns. Mas em nenhum momento digo que a banda perdeu a mão ou mesmo desceu na escala de sua qualidade artística, pois tanto essa qualidade como os elementos que a tornaram de certa forma cultuadas pelos amantes do Funeral Doom permanecem lá, para sua (e minha também) "alegria". Bem, espero sinceramente que gostem!


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[2008] The Bordeland Rituals

01 - Welcome To Borderland
02 - Open The Gate
03 - Leaving The Body
04 - Sea Of Sleep
05 - The sign Of Death


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Wolves in The Throne Room





Os Wolves in the Throne Room incorporam um organismo peculiar com uma visão espiritual e ecológica que não encaixa no estereótipo da banda Black Metal.
A inspiração inicial surgiu em 2002, mas foi em 2004, altura em se mudaram para uma quinta em ruínas rodeada por densas florestas nos arredores de Olympia, Washington, USA, que os irmãos Weaver começaram a absorver e a canalizar energias para o desenvolvimento da sua sonoridade apocalíptica e contemplativa. Em 2006 editam o 1º álbum e assinam de seguida pela Southern Lord, iniciando a colaboração com o produtor Randall Dunn (SUNN O))), Earth, Grails) que culmina em 2007 no fabuloso Two Hunters. O novo álbum, Black Cascade, já se encontra finalizado e será editado durante a primavera deste ano.

Captando elementos que vão da folk ao black metal, passando pelo crust punk, o shoegaze, o thrash metal e o drone, os Wolves in the Throne Room cultivam ambientes que transcendem a simples definição de estilo, e, se agradará com naturalidade aos regulares ouvintes destas sonoridades, o potencial para agradar a quem normalmente não se aventuraria, é imenso. by: Andre

Malevolent Grain é o novo EP do grupo que conta com 2 novas músicas, sendo uma inteiramente cantada por Jamie Meyers, com sua belissima voz na faixa A Looming Resonance. Já a segunda faixa, Hate Crystal, tem basicamente a mesma estrutura do album Two Hunters.

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[2009] Black Cascade

01 - Wanderer Above the Sea of Fog
02 - Ahrimanic Trance
03 - Ex Cathedra
04 - Crystal Ammunition


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[2009] Malevolent Grain [ep]

01 - A Looming Resonance
02 - Hate Crystal


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[2007] Two Hunters

01 - Dea Artio
02 - Vastness and Sorrow
03 - Cleansing
04 - I Will Lay Down My Bones Among the Rocks and Roots


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