Vestiges

A banda Vestiges foi formada em janeiro de 2010 por dois seres desconhecidos e assim que entraram em estúdio para a gravação do The Descent of Man, um terceiro integrante foi adicionado ao line-up oficial. Pouco se sabe sobre a banda, não tem fotos dos integrantes, nem informações mais precisas de localidade e outras coisas.
Musicalmente falando o som dos caras é basicamente influenciado pelo Hardcore, Black Metal, Crust, D-Beat, Post-Rock e blablabla. O primeiro registro da banda foi lançado no dia 10/10/2010, e apresenta uma sonoridade bastante sólida e digna de atenção e admiração.

A primeira coisa que você irá pensar ao ouvir o som dos caras é na semelhança com os gênios do Fall of Efrafa, porém os caras do Vestige conseguem assumir uma identidade própria sem se limitar aos clichês do gênero. Sem sombra de dúvidas uma das melhores surpresas de 2010, e com certeza merece destaque no ano de 2010 e se continuarem assim os rapazes desconhecidos tem muito futuro pela frente.

The Descent Of Man follows the creation, the evolution, and the eventual annihilation of mankind. Today, we find ourselves hoping to reverse the damage that we have done and struggling to sustain what little earth we have yet to rape repeatedly. We validate this existence with stories that justify our behavior and our role in the natural world. The promise of salvation in a land we have yet to see has clouded our judgment in a land that is right before our eyes. Industrialization, militarization, overpopulation, theism, specieism, and nihilism are regarded as evolution and progress. Our greed and ignorance have been celebrated and our past has been forgotten. We were meant to be a part of nature. We were not meant to conquer nature. We were given life and we have done everything in our power to bring death upon everything in our path, including ourselves. There will be horrifying consequences for what we have done.

For man has sown contempt, man shall reap a bitter end.
Let our bodies replenish this earth, for the true color of man has shown!

Recomendado, e muito.

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[2010] The Descent of Man

01 - I
02 - II
03 - III
04 - Intro
05 - IV
06 - V
07 - Outro

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Preorders for The Descent of Man will be available soon.

Sailors With Wax Wings




Idealizado em 2009, Sailors With Wax Wings é o novo filho de R. Lohren (Pyramids) . Depois de uma viagem pelo mundo, o cara deve ter ficado repleto de ispirações e experiências ao criar um disco tão foda e com tanta gente de gabarito.
Não vou falar mais sobre o cd, mas logo abaixo vou postar a lista de participações nesse debut do Sailors With Wax Wings.

R. Loren - vocals / textures
J. Leah - vocals
Ted Parsons (Swans, Jesu, Godflesh) - drums
Simon Scott (Slowdive) - electronics
Aidan Baker (Nadja) - guitar
Colin Marston (Krallice) - guitar
Vern Rumsey (Unwound) - bass
Prurient (Dominick Fernow of Hospital Productions, Cold Cave, etc) - noise / electronics
James Blackshaw (Young God Records solo artist, Current 93) - piano
Hildur Gudnadottir (Touch Records) - cello
Aaron Stainthorpe (My Dying Bride) - vocals
Jonas Renkse (Katatonia) - vocals
Marissa Nadler (Kemado Records solo artist, appears on Xasthur’s latest record) - vocals
David Tibet (Current 93) - cover art
Faith Coloccia (Mamiffer) - design, layout, painting, collage
James Plotkin (Khanate) - mastering

Precisa dizer mais?

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[2010] Sailors With Wax Wings - Sailors With Wax Wings

01 - Soft Gardens Near The Sun, Keep Your Distant Beauty
02 - There Came a Drooping Maid With Violets
03 - If I Should Cast Off This Tattered Coat
04 - And Clash and Clash of Hoof and Heel
05 - Yes, I Have a Thousand Tongues, And Nine and Ninety-Nine Lie
06 - God Fashioned the Ship of the World Carefully
07 - There Was One Who Sought a New Road
08 - Strange That I Should Have Grown So Suddenly Blind

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Dax Riggs




Dax Riggs, estadunidense nascido no estado de Louisiana no ano de 1973, é um nome (infelizmente) pouco familiar aos ouvidos do povo, mesmo àqueles mais ligados no cosmos underground da música. Apesar de ter um background memorável, por algum motivo, suas bandas e seus projetos nunca eclodiram ou obtiveram o reconhecimento merecido. No entanto, isso não apaga de modo algum seus méritos como compositor e o legado que vem deixando desde os inícios dos 90's, já digo o por quê.

Seu primeiro e possivelmente mais marcante trabalho foi com o Acid Bath, banda que goza até hoje de um relativo status cult desde a época de sua existência (1991 até 1997, mais ou menos), lançando dois álbuns que são verdadeiras descargas sonoras, cuja base Sludge/Stoner mesclam-se a matizes Grunge, Death/Doom Metal, Folk, Post-Punk e muitos outros, sem definir-se exatamente por um destes gêneros. Alguns mais desavisados logo pensariam: "Nossa, isso parece Alice In Chains! Mas tá esquisito", ao ouvir alguma de suas músicas. Com o encerramento de suas atividades, Mr. Riggs fundou o Agents of Oblivion, banda que já estrelou nas páginas deste blog, vide link. Segue uma linha bem próxima ao AB, embora possuído de uma veia obscura e mórbida mais grossa do que o antecessor, e que infelizmente lançou apenas um álbum antes de sua dissolução, o self-titled de 2000. Depois disso, ouviu-se do Dax num outro projeto, Deadboys and Elephantman, que conheço muito pouco, admito. Lembro de ter ouvido algo lá nos idos de 2006/2007, época em que ainda era recente, e lembro que seguia uma linha mais light, algo que poderia ser chamado de Alternative Rock (mas que nada tem a ver com os Strokes e Kings Of Leon's da vida, felizmente).

Nesta mesma época, veio o seu primeiro álbum solo. We Sing Of Only Blood And Love. Apesar do nome parecer ter sido retirado de algum poeminha gótico de uma adolescente de 15 anos fã do Evanescence, nele, o lado mais metálico de sua música parece ter dissipado de vez, restando apenas o feeling psicodélico, bluesy, obscuro, banhado com tons de Southern Gothic de outrora. Se não é nada transcendental, é certamente algo muito bem feito e instigante de se ouvir, qualidades também atribuídas ao seu novíssimo solo, intitulado We Say Goodnight To The World. Aqui, sua verve negra e alucinógena parece ter ganhado outros contornos e núcleo, estando mais pulsantes e profundas do que nunca, tendo momentos que o aproximam muito de nomes lendários como Jeff Buckley e Nick Cave.

Para quem conheço o trabalho do cidadão, é um prato cheio. Para os outros, uma boa chance de conhecê-lo e degustá-lo como se deve. Uma ótima pedida para madrugadas de sexta-feiras solitárias, for sure! Enjoy it.


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[2010] We Say Goodnight The World

01 - Say Goodnight To The World
02 - I Hear Satan
03 - You Were Born To Be My Gallows
04 - Gravedirt On My Blue Suede Shoes
05 - Like moonlight
06 - No One Will Be A Stranger
07 - Heartbreak Hotel
08 - Sleeping With The Witch
09 - Let Me Be Your Cigarette
10 - See You All In Hell Or New Orleans


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Black Mountain



Vindos de terras canadenses, são eles a motivação do post de hoje: os montanheses negros. Tratam-se de 4 rapazes e 1 mocinha cujo trabalho consiste, pura e simplesmente, em fazer Rock. Isso não diz muita coisa hoje em dia, não é? Ainda mais com a biodiversidade imensurável de estilos, sub-estilos, rótulos, pré-rótulos e meta-classificações que foram sendo criadas no curso de 50-60 anos, desde a época que o Rockabilly era uma novidade e Chuck Berry ainda era jovenzinho até a época contemporânea, das alucinações do Avant-Garde Post-Black Metal e as harmonias sublimes do Post-Rock. Mas acreditem que não é possível defini-los de melhor maneira do que esta.

Digo o motivo. Valendo-se pelos perfumes made in 1972, chuva de notas made by Hammond, psicodelia Zeppeliana, riffs Sabbathísticos, um punch Deep Purplesco, a psicodelia "inocente" tão característica daqueles aeons, um feeling hippie, corações partidos, ou tão somente um culto à arte como expressão máxima do subconsciente humano, o Black Mountain entrega-nos aqui 10 músicas deliciosas, embaladas sob o título de Wilderness Heart. Parece um álbum mais sereno e digamos, romântico, comparado com seu antecessor In The Future, o que fez que a mídia traçasse uma analogia entre ele e o Houses Of The Holy, dos mestres Zeppelin. Se isso é algo positivo ou negativo, cabe ao ouvinte julgar. Minha missão cabe em divulgá-los o máximo possível, pois uma pérola retrô como esta não merece ficar relegada à poeira do passado (o trocadilho não foi intencional, juro *cof cof*).

Dentre 1001 salvadores de Rock e pseudo-revolucionários vanguardistas, fico com esta banda. Espero que gostem! ;)


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[2010] Wilderness Heart


01 - The Hair Song
02 - Old Fangs
03 - Radiant Hearts
04 - Roller Coaster
05 - Let Spirits Ride
06 - Buried By The Blues
07 - The Way To Gone
08 - Wilderness Heart
09 - The Space Of Your Mind
10 - Sadle


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Unearthly Trance




Para terminar 2008 em grande estilo posto aqui o álbum que desde o primeiro segundo de blog eu desejei postar, mas nunca tive culhões o suficiente pra falar sobre ele. Unearthly Trance é mais uma das bandas, senão a melhor delas, do catálogo da Relapse Records, e nos traz um som calcado no Doom Metal com altas doses de Sludge e porque não uma presente influência de algumas raízes do Black Metal. A sonoridade da banda já vinha surpreendendo em seu penúltimo CD, The Trident, mostrando esta ser uma das novas apostas americanas para nortearam o que de melhor vem se fazendo no estilo, um Doom Metal moderno, mas isso não significa eletrônico, com uma roupagem Sludge muito bem servida, influenciada pelos grandes momentos de Neurosis, e riffs que remontam a Venom e Celtic Frost, além de claras referências ao Hardcore, formando um complexo quebra cabeças em que a densidade de determinados momentos e a velocidade e brutalidade de outros se encaixam com perfeição.

Em Electrocution, o prato de entrada é Chaos Star, uma das faixas que eles disponibilizaram no Myspace antes mesmo de sua chegada, e que me fez acreditar que este seria um dos melhores lançamentos de 2008. Poderia até falar mais dela por aqui, quem sabe se tivese escrito este review logo que ouvi o álbum pela primeira vez, mas a presença de God Is A Beast logo após faz parecer com que tudo que se ouviu antes não é poderoso o suficiente, nesta música o Doom Metal e o Sludge se fazem presentes com uma poderosa densidade que culmina no encontro entre a guitara e bateria ditando uma mesma linha dando lugar ao puro silêncio no meio da música, transformando 5 segundos em uma infindável eternidade, como se naquele momento até seu coração se recusasse a bater. Não só a isso se resume o álbum, Diseased vêm com muito peso e grandes momentos de Ryan Lipynsky fazendo vocais limpos. Já a segunda metade do CD deve em qualidade a primeira, não apresentando tanta genialidade ou ousadia na mistura musical, com destaque maior para Distant Roads Overgrown e seus quase 13 minutos, com alguns memoráveis riffs e novamente uma participação mais marcante dos vocais, mas como dito anteriormente, frente a músicas como God Is A Beast, essas deixam a desejar, longe de serem ruins, que fique claro.

Por fim, Electrocution certamente foi um dos melhores, senão o melhor, lançamento de 2008, mostrando uma nova forma de se fazer Sludge e até mesmo Doom Metal sem precisar repetir a velhas bandas, mas também sem precisar abrir mão de suas influências, uma sonoridade encorpada e caótica que coloca Unearthly Trance no panteão das melhores bandas dessa década no estilo.

\ Quase dois anos depois do post do Paulo, eis que surge mais uma perfeição musical composta por esse trio americano. V é o novo trabalho do Unearthly Trance e na minha humilde opinião o trabalho mais consistente e arrebatador da banda até hoje, colocando os rapazes em níveis de gente grande, ficando pertod e nomes grandes da cena como Neurosis e YOB.
Certamente é um dos melhores lançamentos de 2010 e com certeza irá figurar no topo da lista de muita gente no final do ano, inclusive no meu.

O Castro com certeza é a pessoa mais apropriada pra comentar sobre esse álbum, visto que ele acompanha a tragetória da banda a mais tempo que eu, sendo assim ele pode dar uma opinião mais consistente sobre o V, principalmente levando em conta os trabalhos anteriores. ou seja, aguardem a posição dele sobre este trabalho fenomenal em breve. [edit: pedro]

OBRIGATÓRIO!!!

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[2010] V

01 - Unveiled
02 - The Horsemen Arrive In The Night
03 - Solar Eye
04 - Adversaries Mask 1
05 - Adversaries Mask 2
06 - The Tesla Effect
07 - Sleeping While They Feast
08 - Submerged Metropolis
09 - Current
10 - Physical Universe Distorts
11 - Into A Chasm
12 - The Leveling
13 - Untitled

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[2008] Electrocution

01 - Chaos Star
02 - God Is A Beast
03 - The Dust Will Never Settle
04 - Diseased
05 - The Scum Is In Orbit
06 - Religious Slaves
07 - Burn You Insane
08 - Distant Roads Overgrown

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fingerspit



Com o advento da internet, temos uma melhor capacidade de divulgação e um número bem maior megabytes a serem trocados por unidade de tempo ao alcance dos nossos dedos. Melhor capacidade e número de megabytes que crescem aceleradamente com o passo crescente do tempo, claro. E isso nos traz muitas vantagens e coisas boas para nós ao mesmo tempo que muitas desvantagens e porcariadas, claro. Dentre as porcariadas, cito somente as mais óbvias: um overflow gigantesco de informações por segundo, no qual somos obrigados aconsumir muito antes de digeri-las, fato esse que acaba por distorcê-las e deturpá-las ao extremo, futilidade

Enquanto isso, temos aqui o fingerspit. Trata-se de mais um one-man project oriundos de terras espanholas que se dedica a um amálgama de Post-Rock, Ambient e música eletrônica desenhado com temática sideral e harmonias estelares. Nada de muito novo no front, ou o suprassumo da originalidade e genialidade musical, mas garante um bom punhado de minutos com uma audição agradabilíssima, leve, fácil, e encantadora em sua beleza cósmica.

Tá, e o que tem a ver isso com o assunto do parágrafo antecessor? Pois respondo: você acha que 99.99998% das pessoas aqui chegaria a ouvir este projeto se não fosse o crescimento das world wide web, social networks e afins? Talvez só o próprio encabeceador do projeto e seus amigos, ou talvez aqueles mais ligados ao gênero e conhecidos de produtoras do ramo, e isso sendo bem otimista. Vivendo na América do Sul, ou seja, fora do eixo Europa-América do Norte-Japão, dificilmente teríamos acesso a tais bandas e projetos. Poderíamos até conhecê-los em algum zine ou revista, porém muito dificilmente chegaríamos a tê-los ao alcance dos nossos ouvidos. E isto, pelo menos para mim (vejam bem, opinião puramente pessoal, o que não quero dizer que representa necessariamente a opinião geral), é a maior vantagem que essa expansão da rede virtual nos proporciona. O fácil acesso ao conhecimento, e facilidade de divulgação antes nunca vistos.

Por isso mesmo que sempre critico aquelas bandas que criticam a divulgação virtual. Ok, sei que artistas precisam comer e ter algum lugar para dormir também, e que gravadoras, especialmente aquelas majors, pressionam por demais para que artistas X, Y e Z atinjam um certo número de vendas. Mas aqueles undergrounds, munidos de talento e criatividade mas não de recursos, só tem a ganhar com todo essa revolução do mundo da informação que vivenciamos aqui, em plenos 2000's. E sortudo serão aqueles que fizerem um bom uso desta tecnologia, ao invés de se digladiarem inutilmente contra ela como alguns fazem (*cof Metallica cof*)

Bom, o post já ficou demasiadamente longo. Disponibilizo aqui as demos compiladas do fingerspit. Enjoy it!


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[2010] space (demos)

01 - Intro
02 - Across The Sky
03 - Last Minutes On Earth
04 - Up And Ahead
05 - Space Years
06 - Burning Ocean
07 - Inside Venus
08 - A Galaxy Rise
09 - Outro


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ps: There is a "buy now" option in the project's bandcamp, in case you wish to purchase a copy of his work.

Consecration




Emergindo de terras sérvias, mais precisamente da cidade de Beograd, eis o Consecration, material da minha mais recente postagem. Lembro de ter ouvido seu debut album no ano passado e ter ficado atordoado consideravelmente com a energia e densidade sônica de suas músicas, mais especialmente a faixa que fecha o álbum, Mercury Room, mas pouco ouvi deles além disso. E então, percebo o quão idiota eu sou. Explico o motivo:

Seu ponto de partida data do já longíquo ano 2000, o marco zero do novo milênio. Sua formação inicialmente era instável, e pouco ou nenhum registro desses primeiros aeons da banda sobrou, pelo menos para nós, ouvintes. Parece que um dos poucos membros remanescentes é o Danilo Nikodinovski, vocalista/guitarrista. Apesar de já ter 10 anos na estrada, seu debut, aux, nasceu tão somente no ano de 2008, cujas faixas foram escritas num curso de 6 anos, pelo menos. Pelo jeito, a paciência dos cidadãos valeu e muito a pena, pois o que vemos (ou ouvimos) aqui é um álbum maduro, inteligente, bem desenhado, texturizado, etc. evocando uma gama de nomes que abrangem os trabalhos mais recentes do Opeth, Katatonia, Oceansize, gente como Tool, Faith No More, *shels e simpatizantes, sem contar influências tímidas, mas potentes, de Neurosis, Isis e cia. Ou seja, peso, atmosferas obscuras e sufocantes, devidamente ornamentada de melancolia são codinomes certeiros para suas músicas, se são.

Tendo colocado o aux para download gratuito em sua páginae lançado também uma gravação ao vivo, o Consecration consegue chamar a atenção de mídia/público, todos eles rasgando elogios e votos de confiança para a banda. Não mais do que merecido, certamente. E em maio deste ano, vemos o seu segundo trabalho, intitulado .avi, dando sinal de vida também. Aqui, nota-se que a banda decidiu explorar ambiências post-rockeiras com mais afinco, incorporando momentos à la Sigur Rós, Slowdive, Explosions In The Sky e seus amigos à base já antes existente. Se freia um pouco o ímpeto furioso do antecessor, ganha em riqueza de ambientação técnica e psicológica.

Ainda assim, me surpreendo com seus menos de 42k plays no last.fm. Talvez o fato de virem de um país obscuro dificultem a divulgação. Ou mesmo o mau gosto generalizado das pessoas pelos 4 vértices do mundo *cof cof*. Para quem anda de saco cheio do repeteco que virou a esfera do Post-Rock/Post-Metal/whatever, estes álbuns aqui são um puro deleite. Pois bem, acho que não resta nenhuma desculpa mais para não baixá-los. Enjoy'em all!


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[2010] .avi

01 - Aligator
02 - .avi
03 - Cisterna
04 - Somna
05 - Idiot Glee
06 - Djavo Nije Urban


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[2008] aux

01 - Aimless
02 - Rinasek
03 - Passage (aux)
04 - Cliffhangers
05 - Absinthe
06 - Shelter_me
07 - Mercury Room


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When Day Descends




Dono com um nome simples porém poético, When Day Descends, ou simplesmente WDD, emerge das longíquas terras australianas. Mas precisavamente, da ilha da Tasmânia, localizada ao sul da ilha-mãe, conhecida mundialmente graças a Looney Tunes e seu personagem Taz. (?)

Cultura inútil a parte, WDD surgiu das mãos de Dave Caswell, noa ano de 2001, com o intuito de explorar ambiências, texturas sônicas, etc. injetadas com um feeling nostálgico, auto-reflexivo, de fragrância outonal. Seu primeiro trabalho oficial veio à luz em 2006, uma bela coletânea de dez composições criadas no curso destes 4 anos, chamada de Transcend, onde predomina um Prog rock instrumental de corte acústico recheado com o feeling que descrevi mais acima. Depois de 4 anos de silêncio, vem o seu sucessor self-titled, onde nota-se uma mudança de direcionamento. Gravado não mais no modo solo, observamos aquele Prog Rock mais intimista transformar-se em algo mais grandioso e elaborado, metálico, e não mais instrumental, evocando nomes como Opeth, Dark Suns, dredg e Kayo Dot nos ouvidos de cada um. Ainda assim, sendo capaz de trazer-nos aquele mesmo feeling com cheiro de pôr-do-sol (when day descends, hãhã), brisa batendo no rosto, folhas caindo e migalhas de versos no papel ao lado.

Deixo-lhes aqui o st. e, assim que a net deixar de palhaçada e eu deixar de procrastinar, postarei o Transcend. Enjoy it!


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[2010] When Days Descend

01 - New Bell
02 - A Fragile Disguise
03 - When Trees Die alone
04 - White Feathers
05 - Comrade


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The Timeout Drawer



"But this is what you do when you’ve grown up in an overly-comfortable suburb: you feel the pain and invent the riot. The founding members of the band, Chris Eichenseer and Jason Goldberg, have done that most of their lives - from breakdancing together in the 5th grade to starting punk and metal bands in middle school, to spending most of high school in experimental bands with midi chains that could choke a baby elephant, noodling around before IDM and post-rock were properly coined. It was natural when their interests led them to the instrumental rock outfit they found themselves inventing in the summer of 1999 - The Timeout Drawer."


Descrições de bandas de Post-Rock são sempre divertidas, não acham? Pois bem, acho que já denunciei de quem falarei aqui, do Timeout Drawer. Como também aponta o parágrafo acima, o duo (que alguns anos depois tornou-se um quarteto) mergulha de cabeça nas águas mais etéreas do Post-Rock, pintando com corais Ambient, IDM e eletrônicos suas praias sonoras. Até aí, nada de muito surpreendente, várias bandas apresentadas neste espaço fazem algo similar. Porém, é notável que existe algum combustível a mais aqui: talento.

Suas músicas fluem fácil pelos auto-falantes, docemente, evocando atmosferas de começo de noite nublados, talvez sob uma leve chuva, num recanto solitário e suburbano, no qual podemos observar da janela do 27º andar as luzes da cidade iluminando a arritimia incessante do vai-e-vém de pessoas apressadas e cansadas, as luzes de prédios vizinhos se acendendo com a chegada de várias destas pessoas, motores rugindo palavras de estresse mecânico, TVs ligadas no noticiário ou no seriado do momento, crianças contando sobre as artimanhas na mesa do jantar, panelas e fumaça exalando pelos vitrais da janela... são imagens que vem imediatamente ao degustar deste álbum aqui, o último deles, batizado de Nowonmai. Nowonmain que absorve todo o feeling dessa fotografia citadina, polvilhada de uma melancolia sutil, de uma ansiedade por dias melhores e expectativa pelo próximo nascer do sol.

Acho que os dois últimos parágrafos já são mais do que suficientes para entenderem o que se passa. Só acho triste ver a página do last.fm deles, por exemplo, tão abandonada e a banda ter pouco reconhecimento (e conhecimento), como vejo aqui. Uma pena, pois ao meu ver, temos uma pedra preciosa sonora aqui.

Então, cabe a mim tentar reverter esse panorama. Nowonmai encontra-se logo abaixo. Enjoy it.


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[2005] Nowonmai


01 - I Fall So Far And I Fall So High
02 - Bursting With Tears, I Comit To Destroying You
03 - There Is So Much Love
04 - This Narrow Room Is World Enough
05 - Nothing Can Stop Me
06 - Blue eyes And Filled With Horror
07 - Take a Look At Me Now
08 - What Looked Like The Morning Was The Beginning Of The Endless Night



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A Swarm of the Sun




O A Swarm of the Sun é um duo sueco de Estocolmo. O primeiro release da banda foi o aclamado EP The King of Everything lançado em 2007. E eis que então chega até nós ouvintes, o tão esperado full-lenght intitulado, Zenith.

A forte base do som do duo é o post-rock/metal, porém o diferencial é o uso de outras vertentes musicais como algumas paisagens eletrônicas e até mesmo elementos do indie rock. Outro ponto é o uso único e exclusivamente de vocais limpos, e diga-se de passagem, vocais belissimo. O som do duo se assemelha bastante ao praticado pelos seus conterrâneos do Aoria, Lingua, Kausal e Come Sleep.

Recomendado para fãs de Tool, Isis, Nine Inch Nails, Rosetta, Oceansize e das bandas citadas acima, o A Swarm of the Sun é uma ótima pedida para os apreciadores do post-rock/metal, indie, alternativo e todas as vertents da boa música.

"a bit like a heavier, swedish version of 65daysofstatic with vocals."

Highly Recommended


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[2010] Zenith

01 – Lifeline
02 – This One Has No Heart
03 – Refuge
04 – The Stand
05 – Zenith
06 – Repeater
07 – The Worms Are Out
08 – Lifeproof Houses
09 – I Fear The End
10 – Reaper

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Consciousness Removal Project



Tampere, Finlândia. Ano de 2004. Antti Loponen decide dar vida ao seu projeto musical intitulado de Consciousness Removal Project, ou CRP, cujo trabalho consistia em peças instrumentais que flertavam com o Post Rock e Ambient. Com o passar do tempo, seu projeto foi se metamorfoseando em algo que tange o chamado Post Metal, e assim vieram seus primeiros álbuns: self-titled (2008), 852 (2009) e o novíssimo Do You Ever Think It's The End Of The World? (2010), sendo este último a figurar nessa página.

Trabalhando sempre sozinho, tanto na concepção artística quanto na produção, mixagem e divulgação, Antti nos entrega uma "bela" pintura sonora de paisagens pós-apocalípticas, todas recheadas de desolação, miséria, insanidade e negritude em sua nova empreitada. As faixas são longas, como de costume no seu gênero, mas de modo algum cansativas, possuindo todas um foco bem definido em meio as monólitos abandonados apontando para nuvens negras em fúria.

CRP pode muito bem ser comparado a gente do quilate de um Year Of No Light, A Storm Of Light e até mesmo Cult Of Luna, sem medo de ser feliz (sic). E mais, todos os seus trabalhos podem também ser encontrados gratuitamente em sua página virtual em ótima qualidade, uma atitude que acho louvável da parte do seu mentor, haja visto a dificuldade natural que enfrentaria em sua divulgação em meios mais, digamos, mainstream. Bem, acho que já disse tudo. Fico por aqui. E aproveitem.


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[2010] Do You Ever Think It's The End Of The World?


01 - The End Of The World
02 - The Reclusive Road
03 - The Ship
04 - Hibernate
05 - Permanently


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Lights Out Asia




Lights Out Asia teve sua origem no ano de 2003, pelas mãos de Chris Schafer e Mike Ystad, naturais da cidade de Milwaukee, WI, USA. Começaram a compor musica de maneira quase artesanal, onde predominava aquele espírito básico de do-it-yourself. Assim, nasceu seu debut, intitulado Garmonia. Tendo chamado atenção de pessoas como Michael Rush e da gravadora Sun Sea Sky, o então trio teve mais condições de explorar novos e diferentes horizontes sônicos por entre as multi-dimensões da variedade cósmica. E assim, veio a luz álbuns maravilhosos como Eyes Like Brontide (2006), Tanks and Recognizers (2007) e o atual In The Days Of Jupiter (2010), sendo este último a figurar nestas páginas daqui.

Sua música explora com precisão e uma incrível naturalidade os reinos etéreos onde se interceptam o Ambient, Post-Rock, Shoegaze, Downtempo, Electronica, IDM, Dream Pop, etc, etc e mais etc. que não se preocupa em se definir exatamente a que mundo pertence, mas sim a otimizar cada elemento constituinte destes subgêneros de modo a utilizá-los estrategicamente para criar novos sabores em suas peças musicais. Peças que contem uma espécie de tom cinematográfico, sideral, não por raro nostálgico, contemplativo e melancólico, regidas sempre com brilhantismo fluente que não faz você perceber que muitas delas duram mais de 10 minutos.

Bem, acho que é isso. Recomendável, altamente recomendável, para fãs de Hammock, Eluvium, The American Dollar, God Is An Astronaut, Sigur Rós, Brian Eno, dentre outros que minha mente não consegue lembrar agora. Enjoy!


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[2010] In The Days Of Jupiter

01 - All These Worlds Are Yours
02 - Except Europa
03 - Attempt No Landings There
04 - All Is Quiet In The Valley
05 - 13AM
06 - Arbres Paisible
07 - Great Men From Unhealthy Ground
08 - Currents Meet The Tide
09 - Then I Hope You Like The Desert
10 - Shifting Sands Wreck Ships
11 - Bye Bye November


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Neurosis





Não saberia o que escrever sobre esse cd, e principalmente sobre essa banda, esse quinteto de Oakland sabe como pouquíssimos a fazer da musica uma verdadeira obra de arte. Então dessa vez deixo a resenha a cargo de alguém que entende do assunto.

"Times Of Grace é a obra que melhor consegue captar a essência do que é o colectivo de músicos e artistas em torno dos Neurosis. Sofrendo apenas ligeiras alterações de formação, o esqueleto da banda manteve-se durante anos o que permitiu um crescimento visível de álbum para álbum. Times Of Grace é o estado da maturidade adulta por excelência. É nesta qualidade que os seguidores da carreira da banda poderão encontrar os prós e os contras de Times Of Grace. No seu interior está a rebelde vontade de liberação violenta que acompanhou os primeiros discos e um iluminado desejo de flutuar e deixar render o espírito, de sossego envelhecido. São o reflexo de um equilíbrio que demoverá os adeptos da agressividade ruidosa, tão patente no metal, e que não terá a capacidade de atrair mentes adversas a essa mesma agressividade, a esse mesmo género. Permanecerão aqueles que se renderam à banda, que se cobrem com os seus ramos e bebem da sua seiva. Para estes (nós), Times Of Grace será um álbum cujas raízes penetrarão no futuro, relembrando-lhes com uma pulsante vida de onde vieram e a onde poderão regressar.

Paralelamente à edição de Times Of Grace foi lançado pelo alter-ego dos Neurosis, o projecto de experimentação sónica e ambiental Tribes Of Neurot, um disco intitulado Grace. O objectivo proposto está em ouvir-se em simultâneo as duas obras. O resultado, depois da conjugação em estéreo (ao quadrado) dos dois discos, é uma intensificação sónica que foge à descrição literária e que provoca uma longa efusão lírica. Mais que uma ideia original, é um desafio sensorial de profundidade abismal." by: Gonçalo Sítima

/Registro ao vivo de uma das melhores bandas de sempre no melhor festival do mundo.
Altamente recomendado.

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[2010] Live at Roadburn 2007

01 - Given To The Rising
02 - Burn
03 - A Season In The Sky
04 - At The End Of The Road
05 - Crawl Back In
06 - Distill
07 - Water Is Not Enough
08 - Left To Wander
09 - The Doorway


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[1999] Times of Grace + Grace (Combined)

01 - Suspended in Light
02 - The Doorway
03 - Under the Surface
04 - The Last You'll Know
05 - Belief
06 - Exist
07 - End of the Harvest
08 - Descent
09 - Away
10 - Times of Grace
11 - The Road to Sovereignty

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Autolux




Autolux trata-se de um trio estadunidense formado no ano de 2000, cujos integrantes atendem por Eugene Goresther, Carla Azar (belo nome o da mocinha, não?), além de Greg Edwards. Seu debut álbum saiu em 2004, batizado de "Future Perfect", o que chamou a atenção do Mr. Trent Raznor e renderam-lhes uma turnê com o todo-poderoso NIN no ano de 2005. Isso não é para qualquer um, ainda mais para uma banda debutante! Mas então, depois de mudanças de gravadoras, meditações espirituais e uma espera que roçava os corredores da eternidade, eis que, no dia 3 de agosto de 2010, saía oficialmente o sucessor do Futuro Perfeito: Transit Transit.

Quem teve a chance de conhecer o debut, não encontrará muitas surpresas por aqui. A banda continua a se enveredar por um Indie Rock entrelaçado com muitas camadas Shoegaze, adoçado por vocais serenos e por vezes sussurrantes e regidos por uma percussão, digamos, inusitada (cortesia da nossa amiga Azar), fazendo lembrar gente do quilate do My Bloody Valentine (Loveless), Swervedriver, Radiohead (The Bends) e Jesus And Mary Chain dos early 90's. No entanto, nota-se que a galerë parece mais calma, arrefecendo um pouco a fúria sônica do primeiro álbum e explorando texturas sonoras mais cadenciadas, apresentando também uma riqueza maior nos seus arranjos e valendo-se de sintetizadores retrô e atmosferas que não raro me lembraram atmosferas geradas por um Pink Floyd da vida. Divertido, não?

Não diria que este álbum aqui vai salvar o mundo do Rock, nem por sua inovação ou mesmo uma qualidade sublime e transcendental. E eu mesmo achei o debut superior a ele, se querem uma opinião sincera. Mas ainda assim, temos aqui um fácil de ouvir e de se degustar, sabendo entreter mesmo sendo introspectivo em vários momentos. E isso, para mim, já vale mais do que 1000 Franz Ferdinands e The Strokes' da vida (corro perigo de ser apedrejado com essa última frase, mas enfim, aceito o risco, haha!)

Bom, agora só me resta emanar as famosas palavras que sempre marcam o final de um post aqui: enjoy it!


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[2010] Transit Transit

01 - Transit Transit
02 - Census
03 - High Chair
04 - Supertoys
05 - Spots
06 - The Bouncing Wall
07 - Audience No. 2
08 - Kissproof
09 - Headless Sky
10 - The Science Of Imaginary Solutions


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Rökkurró



A preguiça não vai me deixar fazer uma resenha agora, então deixo essa review em inglês por enquanto apenas para vocês terem uma noção do que se trata o som do Rökkurró.
Mas já adianto que a música encontrado aqui é de primeira qualidade.

A mixture of eerie rock sounds, bright indie pop melodies and classical strings, topped of with high pitched female voice singing in Icelandic – that’s the sound of Rökkurró.

Although these 5 youngsters come from the small town of Reykjavík, Iceland, they have big musical ideas that have brought them well deserved attention from the audience and press as recently they have been named one of the most promising bands from Iceland.

Rökkurró have been making music since 2006 and are now releasing they’re second LP Í annan heim (To another world) . Their first handmade and self titled EP was released in 2006 and is now unavailable. They released their first LP, Það kólnar í kvöld (It gets colder tonight) in Iceland 2007 and in Europe and Japan the year after. It got great reviews and after the release Rökkurró got offered to support Ólafur Arnalds and múm on tours abroad.

On the new album Rökkurró´s sound and songwriting has come quite a long way. A lot of which is thanks to Í annan heim´s producer, Alex Somers (Riceboy Sleeps), which helped the band come into their own and shape their new sound.

A lot of new instruments were added and song arrangements became more complex. This resulted in a nine song album: darker, more fragile and more complex than their first LP. It´s an album that both fascinates and haunts you.


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[2010] Í Annan Heim

01 - Í Annan Heim
02 - Sólin Mun Skína
03 - Skuggamyndir
04 - Við Fjarlægjumst
05 - Augun Opnast
06 - Sjónarspil
07 - Fjall
08 - Hugurinn Flögrar
09 - Svanur
10 Undir Sama Himni


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Cold Body Radiation



A primeira vez que inseri meus olhos no nome desta banda (ou projeto, ou whatever-you-wanna-name-it), logo pensei: eu, como bom estudante de Física, tenho que ouvi-lo! Pois então, eis que ouvi, apesar de te-lo deixado algumas semanas esquecido no limbo do disco rígido.

Sinceramente, nada encontrei acerca do background do CBR, somente o fato de ser oriundo de terras holandesas, e nada mais. O que eu posso definir, então, é o que ele[s] fazem: uma bela alquimia de Black Metal com Post-Rock encobertos numa névoa Shoegaze em vários momentos, valendo-se de uma temática astral, com sabor surrealista, que sabe como envolver o ouvinte em sua nebulosa sônica e elevá-lo às dimensões siderais onde vive o grande vazio lácteo de que se fala no título do álbum.

Portanto, temos aqui mais um nome que faz proveito, e muito bem, do legado deixado pelo Neige e seu Alcest/Amesoeurs. É óbvio que o CBR não consegue se equiparar a sua qualidade, mas é certo que existe um espaço muito grande para crescer e expandir o seu nome e sua radiância. Potencial e magnitude, certamente não lhe faltam. Então, deixemos que o curso do espaço-tempo lhe mostre a geodésica.

Enquanto isso, aproveitem bem a viagem!


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[2010] The Great White Emptiness

01 - Emission
02 - Loss
03 - White Light
04 - Radiation
05 - Nothing
06 - The Great White Emptiness


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Samsara Blues Experiment




Sob o nome criativo e interessantíssimo de Samsara Blues Experiment, eis que surge à vida uma igualmente interessante banda germânica, designada e desenvolvida pelas mãos de Christian Peters, isso no verão de 2007. Tendo uma formação fixa já há quase 2 anos, os rapazes acreditam ter atingido um grau de maturidade suficiente para oferecer ao mundo uma boa dose de seu trabalho, encapsulada sob o nome de Long Distance Trip, lançada há não muito tempo. E eles não podiam estar mais certos enquanto a isso! Já explico o por quê.

Como o nome já aponta, eles são devidamente inspirados pelos pilares setentistas do Rock e adjacentes, com direito a influências orientais tanto em sua temática quanto em sua sonoridade em si, pegando emprestado tonalidades de música hindu e injetando-a em seu caldeirão sônico. No mais, o que vemos (ou melhor, ouvimos) por aqui é um álbum que faz jus ao nome que carrega , orbitando sem pudor pelas esferas do Stoner, Psychedelic e Krautrock, no qual cada uma das seis peças que o compõe formam diferentes segmentos de uma viagem aural pelos domínios ocultos da consciência.

Se eles são originais, não, não o são. Apenas fazem, e com muita competência e naturalidade, aquilo que grandes mestres do passado e gente do presente faz, gente da estirpe do Dead Meadows, My Sleeping Karma, e os conterrâneos do Colour Haze. Mas só isso já é o bastante para ganhar minha simpatia e admiração, e, creio eu, de todos que curtem o estilo que os cidadãos trabalham. Sem inovações vanguardistas, sem pseudo-filosofias salvadoras da música e da humanidade, somente diversão e delírio mental na forma de ondas sonoras. Não é isso que toda música deveria buscar por aí? :)

Por fim, temos um link logo abaixo. Espero que gostem!


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[2010] Long Distance Trip


01 - Singata Mystic Queen
02 - Army Of Ignorance
03 - For The Lost Souls
04 - Center Of Sun
05 - Wheels Of Life
06 - Double Freedom


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Kammerflimmer Kollektief




Kammerflimmer Kollektief, nome trava-língua e aparentemente estranho aos nossos olhos acostumados a palavras latinas e uma menor presença de consoantes, teve seu nascimento na cidade de Karlsruhe, Alemanha, no ano de 1997. Assim que começaram a lançar material, chamaram logo a atenção da mídia local e ganharam descrições bem interessantes do naipe de: "A simulation of jazz with pop appeal (melodies!). “Instrumental drones & central European freakouts on violins and reeds. A kind of European down home NoWave” was what Matt ffytche in The Wire called it." Tendo já sete álbuns na bagagem e bons anos de estrada, chegam ao seu oitavo trabalho intitulado Wilding.

A música dos KK (não é uma risada e nem uma apologia a finada klu-klux-klan, fiquem calmos) é enigmática e noturna, orgânica e silente, ainda que pareça estar encoberta por uma espécie de névoa perfumada com neuroses. Suas top tags são Experimental e Jazz, mas não tenho medo de dizer que o Dark Ambient é o elemento mais presente, ao menos neste álbum. Ainda assim, é possível notar alguns ecos de Post-Rock soando desoladamente aqui e acolá, conferindo texturas sonoras ainda mais ricas no curso de suas 12 faixas.

Se isso não é uma descrição interessante, não sei mais o que pode ser. Kilimanjaro Darkjazz Ensemble é um bom análogo ao trabalho dos cidadãos germânicos, assim como penso que fãs de Bohren & Der Club Of Gore e até mesmo Ulver viriam a apreciá-los. Mas, tenham em mente, estes nomes são apenas referências, nada além disso. Não lembro de ter ouvido nada semelhante nesses 23 anos de vida e, se eles me surpreenderam na primeira audição a ponto de fazer-me escrever essa resenha na quarta audição, apenas, novamente, não sei mais que melhor indicativo poderia ter. Music for headphones and darkness. Enjoy it!


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[2010] Wilding

01 - Move Right In
02 - Silver Chords
03 - Aum A Go-Go
04 - In Transition (Version)
05 - Spookin' The Horse
06 - Blind
07 - Rotwelsch
08 - Time Is The Fire In Which We Burn
09 - Cry Tuff
10 - We Paint The Town Beige
11 - There's A Crack In Everything
12 - Milte Hi Ankhen (aka Bird In Hand)


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Smallman




Quando se trata de idiossincracia, eis uma banda que explora a essência da palavra. Os Smallman são um quarteto vindo das longíquas terras búlgaras, cujas origens e pormenores eu pouco encontrei pela world wide web. Só sei que seu novo trabalho, Labyrinth Of Present, é seu segundo álbum até o momento e parece ser o seu ápice criativo, rendendo-lhes atenção da crítica, público e etc etc etc.

Sua linha sonora orbita entre os horizontes arquitetados por gente como Tool, A Perfect Circle, Deftones e afins bem como o chamado Post-Metal projetado e evoluído por gente do calibre do Neurosis, Isis et al, temperado devidamente com elementos de música búlgara e armênia (?!). Isso mesmo que você ouviu, não foi um delírio do indivíduo que vos escreve. Ainda que estes elementos exóticos sejam mais um plano de fundo do que o desenho em si, suas músicas ganham um novo contorno quando estes são injetados nela. A temática lírica, pelo que percebi, parece também tomar rumos esotéricos e espirituais, invocando uma atmosfera obscura, profunda e transcendentalista.

Se não atingiu ainda um patamar mais elevado de reconhecimento e criatividade musical, creio que o evoluir do tempo se encarrega de fazê-los sem nenhum problema. Por fim, não me resta mais nada a dizer a não ser: deleitem-se!

"For a long time now he longed to stop and rest. We did not object and did not accuse him of idleness. Smallman has reached the end of this journey and has found an answer to his questions, asked once and somewhere, which have shaped the character we now know. We are left with the memory of the experience, the feeling of and expectation for new meetings with him. We felt this moment has come and we looked for him again..."


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[2010] Labyrinth Of Present


01 - Irreversible
02 - Ocean
03 - Ouroboros
04 - The Life of The Yellow Leaf
05 - 7
06 - The Cube
07 - Labyrinth of Present
08 - Odyssey


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Yawning Man




O percurso dos Yawning Man é no mínimo interessante. Sua origem vem dos tempos remotos de 1986, quando três amigos residentes da região desértica da California resolvem montar uma banda com puro intuito de diversão, tanto que suas músicas eram basicamente jams feitas nos seus shows e ensaios pelos integrantes. Apesar de tão pouco conhecida hoje em dia, a banda possui uma importância histórica gigantesca, sendo ela integrante daquela época áurea do Stoner Rock californiano da virada dos 80 para os 90, de onde revelaram-se nomes como Kyuss e Fu Manchu. Seus shows eram sempre assim, em formato de jams, no meio do deserto, acontecendo graças a um gerador de energia elétrica que as bandas sempre traziam consigo. Daí, vieram as tão famosas Generator Parties que o Kyuss revelou para o mundo através de seu respeitável sucesso durante a primeira metade dos 90's.

Apesar de tantos anos de estrada, importância histórica e um respeito gigantesco por parte de todos naquela cena, YM só veio a lançar seu primeiro material oficialmente em... 2004! Isso mesmo, 18 anos de espera para debutarem. Paciência é uma virtude muito latente no sangue dos rapazes, isso é certo. Desde então, a banda passou a lançar material numa base mais regular e de modo mais ortodoxo, digamos. Em 2007, veio a vida o Vista Point, que nada mais é do que o álbum de 2004 (Rock Formations) incorporado de um EP mais antigo da banda. Nesse Rock Formations, nota-se um Stoner Rock instrumental arquitetado com notas limpas e apimentado com psicodelia em conserva made in 72, de tal modo a evocar imagens noturnas de um deserto, recheadas de desolação e uma serenidade quase alienígena, banhadas por estrelas fumegantes, luas incandescentes e a companhia de coiotes, lagartos e outros animais que habitam aquelas terras insólitas, ao passo que o EP mostra um Stoner mais fuzzy e slow-paced, fazendo lembrar mais diretamente gente como Dead Meadow.

Então, acrescentando mais um item em seu catálogo, eis que vem o Nomadic Pursuits, recém-saído do forno. Nele, podemos ver basicamente a mesma linha seguida no Rock Formations, talvez um pouco mais elaborada e menos psicodélica neste aqui. Percebo até elementos de Post-Rock dando as caras aqui e acolá, o que me lembrou logo de cara o My Sleeping Karma, banda postada há alguns meses aqui neste mesmo espaço.

Com todos os atributos e histórias para contar dos homens bocejantes, acho que deixá-los de lado é nada menos do que insanidade ou puro mau gosto. Pois, se reclamam tanto da falta de música autêntica no mundo contemporâneo, feita com alma, veias e sinapses, criada com o simples intuito de divertir e levar o ouvinte a novos e incogniscíveis horizontes, eis aqui uma prova de que ainda existem aqueles que mantem a chama acesa, mesmo sob efeito de geradores.

Enfim, that's all folks. Enjoy it!


p.s.: Antes que me esqueça, parabéns ETS, pelos 2 anos de vida! :D


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[2010] Nomadic Pursuits

01 - Camel Tow
02 - Sand Whip
03 - Far-off Adventure
04 - Blue Foam
05 - Ground Swell
06 - Camel Tow Too
07 - Laster Arte


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[2007] Vista Point


01- Rock Formations
02 - Perpetual Oyster
03 - Stoney Lonesome
04 - Split Tooth Thunder
05 - Sonno Bono Memorial Freeway
06 - Airport Boulevard
07 - Advanced Darkness
08 - She Scares Me
09 - Crater Lake
10 - Buffalo Chips
11 - Manolete
12 - Digital Smoke Signal
13 - Encouters With An Angry God
14 - Samba De Primavera


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