Robert Wyatt



Bristol, UK, 1945. Nascia Robert Ellidge, mais conhecido como Robert Wyatt. Para aqueles que viveram os anos 70 em carne e osso, ou aqueles que admiram (e conhecem) mais profundamente a cena musical daqueles éons psicodélicos, Robert foi um dos fundadores do Soft Machine, uma das bandas seminais da cena de Canterbury, daonde saíram gente muito interessante como, e.g., Caravan, Gong e outros que me fogem a mente, conhecidos por trazerem matizes folk e um tanto esotéricos ao seus roques progressivos, mais do que a música pede por si só.

Tendo aprendido a tocar bateria com um amigo jazzista e não satisfeito com isso, Robert era também responsável pelas cordas vocais do Soft Machine, algo um tanto incusitado para a época - e mesmo para os padrões atuais -. Tendo abandonado o SM em 1971, devido as tão famosas diferenças pessoais e mimimis afins, fundou o Matching Mole (referência a sua antiga banda, pois Matching Mole soa como Machine Molle, tradução de Soft Machine para o francês) mas, em 1973, devido a um infeliz acidente, Robert cai de uma janela do 3º andar e perdeu os movimentos da cintura para baixo. O álbum que posto-lhes agora, Rock Bottom, é o fruto de 8 meses que ele passou internado, formado por músicas totalmente reconstruídas devido a sua condição do momento, no qual ele também decidiu se reinventar como vocalista e trocou a bateria, por razões óbvias, pelo teclado.

Sobre este Rock Bottom, é um álbum que soa estranho para aqueles habituados aos seus trabalhos anteriores, mas que, ainda em meio a todo o experimentalismo introspectivo, é de audição relativamente fácil e fluente. Não se parece com nada oriundo daquelas épocas, mas certamente aqueles acostumados com as sandices de Thom Yorke do Kid A em diante vão encontrar algo semelhante aqui. Talvez seja uma de suas fontes de inspiração, quem sabe. Todas as músicas transmitem sensação de estar imerso num oceano profundo e insondável (Rock Bottom pode ser uma boa metáfora, né?), permeado de corais quiméricos e criaturas desconhecida mas bizarramente familiares, de alguma maneira. Não seria essa uma boa representação do inner self de cada um?

No mais, trata-se de um belíssimo e esquecido álbum. Talvez por ser aparentemente impenetrável e abstrato demais para ouvidos pouco treinados, ou talvez por não lembrar em quase nada o finado Soft Machine, que rendeu reconhecimento ao Mr. Wyatt, mas nada disso tira seu brilho e criatividade exuberantes. Fica aqui como primeiro presente de natal a vocês. ;)


[last.fm]





[1974] Rock Bottom

01 - Sea Song
02 - A Last Straw
03 - Little Red Riding Hood Hit The Road
04 - Alfib
05 - Alife
06 - Little Red Robin Hood Hit The Road


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Another Vertigo Rush



A Índia é conhecida mundialmente pela sua rica e milenar cultura, belas construções, e uma grandiosa população, etc. Porém, acho que poucos tem ideia da cena musical "underground" que há no país, exceto aqueles mais aficcionados por curiosidades vindas de países, digamos, exóticos. Admito que já tive fases de ficar caçando bandas de lugares obscuros e distantes no Metal-Archives, o que me fez topar com alguns artistas hindus, óbvio, mas nada que me chamasse a atenção.

No entanto, eis que surge algo digno de fazer festa aos meus ouvidos: Another Vertigo Rush. Não sei bem sobre suas origens, a não ser que são oriundos da cidade de New Dehli e em um full-length, Murphy's Law, nascido em 2008 e que compartilharei convosco neste post. Desde a arte gráfica a temática lírica, passando, obviamente, pelas construções harmônicas, tudo aqui tem cheiro de Tool & A Perfect Circle. Não com a mesma complexidade e profundidade, até porque acho algo quase intangível de se obter a não ser pelos mesmos, mas a inspiração tá lá, de forma saudável e bem aproveitada. Como se fosse a matéria-prima das tintas com que pinta cada faixa do CD.
Outro ponto de destaque é uma boa alternância e unificação entre momentos recheados de fúria com momentos mais doces e auto-reflexivos. Afinal, a consciência humana não é muito diferente, né? Além disso, posso ainda identificar alguns matizes de Nine Inch Nails, ambiências psicodélicas Post-Rockers e, sim, ecos de Deftones e Nu Metal podem ser ouvidos em algumas passagens. Isso os torna pior? De modo algum! Até eu, que tenho preconceito com o tal subgênero (tá, eu assumo que gosto dos 2 primeiros do Defontes, resquício da adolescência), vejo tais ecos como algo bem inserido em sua música, diria que até enriquecedor. Acho que o Consecration, postado aqui a alguns meses, serve como um bom paralelo com o trabalho dos rapazes hindus, apesar do AVR parecer mais simples estruturalmente.

Por fim, devo dizer que, apesar deles não atingirem ainda seu ápice de maturidade e de criatividade, não poderiam estar na trilha mais certa para tal. Só espero que não venham a definhar e empalescer devido as prováveis dificuldades que devem enfrentar para realizarem seu trabalho em seu país natal, que imagino serem comparáveis, provavelmente piores do que em Terra Brasilis.

Pois bem... só resta dizer: Aproveitem!


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[2008] Murphy's Law

01 - Drop
02 - The Vibe
03 - Om
04 - Disconnect
05 - Conclave
06 - Phase II
07 - Prevail
08 - Connect
09 - Anger Management
10 - Prologue: Indigo Children


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Black Sea



Infelizmente no Brasil não existe muitas bandas de post-rock/metal, o que é uma pena, pois é um dos meus estilos preferidos atualmente dentro da música. Com essa carência de bandas, o estilo fica restrito a um pequeno número de pessoas o que acaba dificultando a divulagação e a consequente vinda de bandas internacionais para o Brasil.
Felizmente sempre tem alguns poucos que se arriscam nesse meio e conseguem criar algo realmente foda e sem deixar nada a dever para algumas bandas gringas, como é o caso dos paranaenses do Black Sea.

Recomendado.

"Sem grandes pretensões, a idéia desde do início era fazer um tipo de som que ainda é pouco difundido no Brasil: post-metal/sludge. Com influências de ISIS, Russian Circles e Cult of Luna, no início de 2009 o quinteto gravou seu primeiro EP It’s All About Our Silence, lançado no dia 1º de maio do mesmo ano pelo selo virtual Sinewave (Herod Layne, s.o.m.a., Loomer…).

Em pouco tempo o EP já havia se espalhado pelo mundo e sendo elogiado em sites como Post-rock na Romênia, Postrocking e Postrockxchange, entre outros. Depois disso tocou em alguns shows no Paraná e Santa Catarina, fechando o ano com a apresentação no 2º Sinewave Fest em São Paulo e sendo listada na coletânea Sinewave Essentials - The Best of 2009.

No início de 2010, com novas músicas sendo preparadas para o novo trabalho e com a saída de Ivan Camargo, a banda teve que adaptar as músicas para apenas uma guitarra sem que se perdesse detalhes importantes para a sonoridade. E após 2 meses e meio de muito ensaio e metrônomo, no dia 10 de julho começaram as gravações de Somethings Cannot Be Mirrored.

Com apoio de amigos, principalmente o fotógrafo/designer Diego Cagnato, responsável pelas artes dos dois EPs e Myspace, e Nilo (Ayat Akrass), tudo correu como o planejado. Em parceria com a NAYP.com.br, dia 10/10/10 o EP foi colocado na íntegra em streaming virtual.

Desde o lançamento do novo trabalho, shows importantes como nas Verduradas de Curitiba e do DF, juntamente com a banda Curitibana/Blumenauense Nunca Inverno em uma minitour entitulada Inverno Negro Tour nos meses de Outubro/Novembro.

Hoje o Black Sea é:

André Prado - guitarras e synths
Marcos Paulo - bateria
Rafael Contin - baixo
Rodolfo Garcia - vocal"

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[2010] Somethings Cannot Be Mirrored

01 - 300 ml
02 - Waiting For Disarm
03 - Black Sea Part I
04 - Black Sea Part II
05 - Don’t Stay For Too Long
06 - Dogs Of War

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Blindead



A banda Blindead foi formada em 1999 na polônia pelo ex-guitarrista do Behemoth, Havoc. Ao contrário de sua antiga banda e de grande parte da nova safra do metal polonês o som dos caras basicamente é o que hoje é conhecido como post-metal/sludge,afinal a polônia vai muito além do brutal death metal. Impossível não citar Neurosis como a principal influência dos Blindead, mas eles conseguem fazer algo que vão além de uma simples cópia, o som dos rapazes tem identidade própria. Você poderá ouvir elementos de doom tradicional, de death metal e até mesmo de industrial.

Esse cd é o segundo trabalho da banda, e o sucessor do Devouring Weakness, lançado em 2006. Composto por 7 faixas, dividas em 4 fases, o cd facilmente entra na minha lista de melhores do ano no gênero. cada faixa tem sua particularidade, que pode se tornar desolador em alguns momentos e vibrantes em outros, sem contar a capacidade musical que cada membro do grupo possui, que fazem a atmosfera das músicas ficarem unicas, as vezes até surpreendente.
Com o lançamento desse cd, o Blindead tem tudo pra figurar dentro de muito pouco tempo entre os grandes nomes do estilo. Esse ano eles ja abriram o concerto do Cult of Luna e agora em agosto terá a missão de abrir para os Neurosis na turnê que passará na Polônia, e abrir um show do Neurosis é um presente divino, sinal que esses caras merecem.
Acho melhor ninguem levar em conta o que eu tento escrever, pois quase nunca consigo passar o que eu realmente sinto ao ouvir, mas esse cd vale muito a pena ser ouvido.

/ Mais de um ano depois, os poloneses do Blindead trazem para nós o maisnovo full-lenght.
Enyoy!


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[2010] Affliction XXIX II MXMVI

01 - Self-consciousness Is Desire and
02 - After 38 Weeks
03 - My New Playground Became
04 - Dark and Gray
05 - So, It Feels Like Misunderstanding When
06 - All My Hopes and Dreams Turn Into
07 - Affliction XXVII II MMIX


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[2009] Impulse [ep]

01 - Impulse
02 - Between
03 - Distant Earths



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[2008] Autoscopia/Murder in Phazes


01 - Phaze I: Enlightenment
02 - Phaze I: Abyss
03 - Phaze II: Symmetry
04 - Phaze II: Phenomena
05 - Phaze III: Blood Bond
06 - Phaze III: A Nice Night For A Walk
07 - Phaze IV

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Failure




Pré-post: Peço desculpas a todos que passam o mouse por essas bandas pela escassez de posts durante o mês de novembro. Meu tempo comprimiu-se com o final do período (e o final da graduação), logo, sobrou pouco tempo e energia para caçar bandas e coisas interessantes por aí. Espero que todos compreendam, amém (?)

Voltemos ao post em si. Failure é uma banda estadunidense que esteve andarilhando por aí de 1990 a 1997. Então, acho que é desnecessário dizer que eles flertavam com o Grunge, que se encontrava em plena ascenção na época, não é? Exacto! Mesmo sendo originária de L.A., California, compartilham a mesma vibe daquela galera de Seattle. Seu primeiro álbum saiu no final de 1992, em meio a ebulição grunge, saindo em turnê com o Tool, outra banda que começava a dar o ar de sua graça na época. Depois do debut, vieram o Magnified em 1994 e o Fantastic Planet, este que vos deixarei, já em 1996. Pouco tempo depois, a banda dissolveu-se alegando aquelas famosas diferenças pessoais, criativas, ideológicas, e mimimi afins.

Apesar de não ter alcançado o mainstream absoluto e não ser um nome familiar aos ouvidos dos fãs mais casuais do gênero, parecem ter adquirido um status cult atualmente, provavelmente devido as facilidades da internet (pra variar, né). Seu grande diferencial em relação aos colegas flanelados é um maior cuidado em sua estruturação musical e um flerte muito interessante com temática espacial e sideral, injetando influências de Pink Floyd e Space Rock como um todo em suas peças, conferindo um sabor ainda mais alucinógeno a suas letras já regadas a heroína e congêneres.

Enfim, o saldo final é nada menos do que excelente. Penso que esses rapazes mereciam muito mais reconhecimento do que aquela galera aproveitadora do chamado post-grunge, tipo os Bushs, Nixons e outros muito inferiores ao Failure que só fizeram pegar carona na maré do Nirvana, Pearl Jam e resolveram ganhar uma bela grana em cima disso. Para efeito de curiosidade, Greg Edwards, guitarrista do Failure, é hoje vocal/guitarrista do Autolux, banda postada aqui a algum tempinho. E a 13ª faixa do CD, The Nursed Who Love Me, foi coverizada pelo A Perfect Circle no seu Thirteenth Step (2002), afinal, vale lembrar que eles eram buddies do pessoal do Tool, com quem saíram em turnê lá em 92. Pessoalmente, a versão original é bem melhor do que a do APC, cuja reestruturação ao meu ver não ficou legal como talvez pudesse ser.

Pois bem... já foi dado o recado (e a dose de indignação de sempre). Enjoy it!


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[1996] Fantastic Planet

01 - Saturday Saviour
02 - Sergeant Politeness
03 - Segue 1
04 - Smoking Umbrellas
05 - Pillowhead
06 - Blank
07 - Segue 2
08 - Dirty Blue Balloons
09 - Solaris
10 - Pitiful
11 - Leo
12 - Segue 3
13 - The Nurse Who Loved Me
14 - Another Space Song
15 - Stuck On You
16 - Heliotropic
17 - Daylight



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Steve Von Till













Steve Von Till é vocalista, guitarrista e talvez o homem forte do Neurosis, provavelmente a banda mais citada nesse blog, porém, poucos sabem da existência de seus trabalhos solos ou mesmo outros projetos, portanto é meu dever trazer aqui os três albuns que ele lançou sob sua própria assinatura, diferente do Harvestman, seu outro projeto que confesso ainda não ter ouvido com a merecida atenção.

De forma geral os álbuns seguem um padrão, com canções de estrutura semelhante tendo em seu núcleo forte o som do violão e a grave e rouca voz de Von Till, ora acompanhados de sintetizadores, ora de cellos, órgãos e violinos, dando apenas o tom de forma discreta em algumas músicas. De forma geral podemos enquadrá-los sob as asas do folk, traçando paralelos com obras como as de Nick Drake, com um aspecto visivelmente mais sombrio e próximo aos cantores de country, como não podia deixar de ser. Os cover escolhidos neste último registro atribuem nomes mais claros a essas influências, temos quatro canções que permeiam entre a linha do folk e do country, com direito ao já citado Nick Drake, com 'Clothes Of Sand', Townes Van Zandt, com a excelente 'The Spider Song', bem como, Lyle Lovett e Mickey Newberry, respectivamente com 'Promises' e 'Willow Tree'.

Não acredito que sejam registros que agradarão a todos, principalmente por se tratar de um nome consolidado no mundo do metal, as músicas seguem um caminho muitas vezes distante do que aquilo que é apresentado no Neurosis e podem soar monotonas aos mais desavisados. Em linhas gerais, o pessoal do Amplificasom conseguiu em menor espaço dar valiosa pista do que vocês encontrarão nestes registros:

"Steve dispensa apresentações, é um dos nossos pais musicais desde que começamos a ouvir música a sério. Nunca desilude. Impulsionado pelos tons da sua guitarra, a sua vontade de desabafar e a sua voz cheia de alma, Von Till regressa ao seu mundo sombrio, mais folk e acústico do que os seus Neurosis, mas igualmente pesado. Aliás, apesar da sua natureza acústica pode ser doloroso ouvir um álbum destes: o vozeirão (não vos lembra Mark Lanegan?) de Steve num formato tão nu e cru a recitar as suas letras feridas é como um murro no estômago. Um murro profundo… Está longe de ser um substituto para os Neurosis mas mais longe está de ser uma nota de roda pé. Tirando o facto de o considerar um pouco longo para o ouvir todo de uma vez, o álbum é perfeito. É um álbum cheio de vida, perto da morte."
- André [Amplificasom]


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[2008] A Grave Is A Grim Horse

01 - A Grave Is A Grim Horse
02 - Clothes Of Sand
03 - The Acre
04 - Willow Tree
05 - Valley Of The Moon
06 - The Spider Song
07 - Looking For Dry Land
08 - Western Son
09 - Brigit's Cross
10 - Promises
11 - # Gravity

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[2002] If I Should Fall To The Field

01 - Breathe
02 - To The Field
03 - My Work Is Done
04 - Hallowed Ground
05 - This River
06 - Running Dry
07 - The Wild Hunt
08 - Am I Born To Die
09 - Dawn
10 - The Harpy

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[2000] As The Crow Flies

1 - Stained Glass
2 - We All Fall
3 - Remember
4 - Warning Of A Storm
5 - Twice Born
6 - Midheaven
7 - Shadows To Stone

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Arktika



Alguém segura 2010 e seus lançamentos, porque desse jeito não será possível fazer um top 10-15-20 no final do ano. E olha que já estamos no final do ano e ainda teremos cds do Star of Ash, Vanessa Van Basten, Mothlite e outros.

Lembro que em algum ponto no ano passado ouvi um EP com apenas duas músicas de uma banda desconhecida, e apesar da produção ainda "amadora", foi uma porrada na orelha o som que esses alemães proporcionaram. A partir dai não tive mais noticias da banda, até que algumas semanas atrás fiquei sabendo do lançamento de seu primeiro full-lenght, intitulado At Zero.

Formado em Cologne (Alemanha) a banda foi criada em 2008 e gravou seu primeiro EP no mesmo ano que foi distribuido pela Narshardaa Records. Com algum reconhecimento a banda teve a oportunidade de fazer tour com algumas bandas como o Envy, Long Distance Calling e outras.

Composto de 7 músicas, o cd em si não apresenta nenhuma novidade do praticado pelas bandas de post-metal/sludge em geral, porém com o básico que eles fazem conseguiram gravar um dos melhores cds do gênero em 2010 (ao lado do Rosetta e do Vestiges).

Recomendado.

Arktika has five members: Marc (vocals), Jürgen (guitars), Jan (bass), Tim (guitars) and Jürgen (drums).


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[2010] At Zero

01 - We Live Our Lives In Black
02 - A Fire To Everything
03 - Interlude
04 - Vowbreaker
05 - Diorama
06 - Johnny Castle
07 - At Zero

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Agalloch




Agalloch foi formado por John Haughm e Shane Breyer em Portland, Oregon, EUa, em 1996, após a frustação de seus projetos musicais anteriores, tendo lançado seu primeiro full-length em 1999, chamado Pale Folklore. Diferente das demos e trabalhos promocionais anteriores, que emanavam uma influência de Black Metal predominante, o Pale Folklore já apresentava elementos marcantes de folk e música clássica e sinfônica, com um uso bem ponderado de bandolins, violino, expandindo largamente seus horizontes sonoros.

Sua música em si é caracterizada, também, pelas letras que sempre abordam temas introspectivos e obscuros, como a melancolia, solidão e misantropia, mas com uma forte ligação com elementos da natureza no geral, especialmente sobre paisagens no outono/inverno, o pôr-do-sol, florestas, etc. como se, de alguma forma, tentassem transpor através deles seus estados pessoais num certo momento ou puro e simplesmente falar sobre a beleza e as sensações que eles causam. Essa conexão tão forte com a natureza é notada desde o nome da banda em si, Agalloch, que é o nome de uma árvore de resina aromática chamada Aquilaria agallocha, e inclusive uma edição especial do Pale Folklore numa caixa de madeira.

Depois do Pale folklore, a banda lançou dois full-lengths, The Mantle (2002) e Ashes Against The Grain (2006), além de alguns EPs como o Of Stone, Wind And Pillor (2001), contendo material antigo da banda junto com um cover do Sol Invictus, e o The White (2008). Apesar da banda manter praticamente o mesmo estilo em todos os álbuns, repara-se que eles exploram de maneira diferente os temperos que constituem seu prisma sonoro, às vezes se focando no lado acústico e folk, em outras no lado mais Doom/Progressive Metal e até mesmo no Post-Rock.

Particularmente, acho incrível a maneira como o Agalloch consegue articular tantos elementos sonoros aparentemente dispersos de forma tão coesa e criar atmosferas harmônicas intrigntes que transmitem frieza, desolação e serenidade, ao mesmo tempo, além de retratar a beleza simples da natureza que muitas vezes nem percebemos, ainda mais aqueles que vivem em grandes cidades, como eu por exemplo. Por isso, é um das bandas que mais me impressiona e me intriga, dentre todas que conheço.

//Aproveito a deixa da postagem de outubro do ano passado para deixar-lhes um álbum deles gravado ao vivo na Bélgica neste ano de 2009. O setlist é um bom apanhado de toda a sua primorosa carreira e a qualidade de som se mostra bem nítida, captando bastante da energia do show da banda. Sortudos são aqueles que puderam comparecer a este show e presenciar tal qualidade sonora produzida pela banda.

Bem, aproveitem-o!

//Em um ano com repleto de lançamento foda como o Rosetta, Celeste, Unearthly Trance, Electric Wizard entre outros, fica até dificil dizer qual será o melhor cd de 2010. Porém algumas bandas sempre serão melhores do que as demais: Ulver, Neurosis e o caso em questão agora, o Agalloch.

Quando você tem a notícia de que sua banda preferida irá lançar um cd novo, suas expectativas são sempre as maiores possíves, porém um certo medo de decepção ainda te incomoda. Mas o legal de adorar certas bandas é que você mesmo tendo esse medo, no final das contas você acaba gostando ainda mais do que você achava que ia gostar, esse é o caso do Agalloch.
Sou suspeito pra falar de Agalloch, pois a banda esta está no meu top 3 bandas mais fodas de sempre desde 2005, e nada do que os caras fizerem irá me decepcionar.

Agalloch - Marrow of the Spirit. Melhor lançamento de 2010 de longe, e como esse ano não tem Ulver e Neurosis, a primeira posição no top 2010 já está garantida para os deuses de Portland.

Banda perfeita, músicos perfeitos, atmosfera perfeita, cd perfeito. Nem precisa falar que esse cd é essencial.

[edit by: pedro]


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[2010] Marrow of the Spirit

01 - They Escaped the Weight of Darkness
02 - Into the Painted Grey
03 - The Watcher's Monolith
04 - Black Lake Nidstång
05 - Ghosts of the Midwinter Fires
06 - To Drown


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[2009] The Silence Of Forgotten Landscapes

01 - Limbs
02 - Falling Snow
03 - As Embers Dress The Sky
04 - Dead Winter Days
05 - I Am The Wooden Doors
06 - In The Shadow Of Our Pale Companion
07 - Not Unlike The Waves
08 - Bloodbirds


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[1999] Pale Folklore

01 - She Painted Fire Across The Skyline (part 1)
02 - She Painted Fire Across The Skyline (part 2)
03 - She Painted Fire Across The Skyline (part 3)
04 - The Misshapen Steed
05 - Hallways Of Enchanted Ebony
06 - Dead Winter Days
07 - As Embers Dress The Sky
08 - The Melancholy Spirit


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Brian Eno




Nascido como Brian Peter George St. John le Baptiste de la Salle Eno em Woodbrish, UK, no ano de 1948, eis um dos nomes mais influentes ainda vivos e ativos na, digamos, música alternativa. Seu legado começou com o Roxy Music, lá nos early 70's, que se propunha em fazer algo que viria a ser chamado de Glam Rock futuramente (sem qualquer relação com Poisons, Cinderellas e porcariadas afins), se assemelhando a gente como o David Bowie. Com a dissolução do RM, Brian Eno partiu para novos horizontes sonoros, se tornando o maior expoente, talvez, da tal Ambient Music, onde predominam paisagens sônicas abstratas, sem chão nem teto, preenchidas apenas com vácuo cósmico e alegorias amorfas e surreais que por vezes se transformam em tempestades de decibéis.

Parte de sua fama não vem somente de seu trabalho como músico, mas sim daqueles como produtor, já tendo em sua bagagem gente como U2, Talking Heads e mais recentemente, Coldplay. Além disso, já teve colaborações com gente não menos influente que ele, como o Robert Fripp (King Crimson), Harold Budd (outro ícone da música ambiente), dentre outros que minha memória falha em lembrar (ou porque simplesmente não conheço). Com certeza, essa habilidade como produtor deve ter ajudado, e muito, em sua empreitada como músico em si, ajudando a moldar o som a seu bel prazer. Isto se ele não investiu em produção justamente com esse intuito.

Pois bem, seu novo trabalho, intitulado Small Craft On A Milk Sea, já pode ser encontrado logo abaixo. Nele, podemos ver um pouco do Eno antigo, como no Plateaux Of Mirrors, porém enxerga-se também toques de eletrônica mais furiosa, digamos, presentes em algumas faixas, bem como toques aqui e acolá de Math/Post-Rock. Se não é um clássico definitivo do Eno, certamente é um álbum que mostra que o cara, já sessentão, continua com ímpeto e criatividade afiados, o que já o coloca num patamar acima de muita gente que parece cair aos pedaços com 20, talvez 30 anos a menos.

Bom, tá dado o recado. Aproveitem!


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[2010] Small Craft On A Milk Sea

01 - Emerald and Lime
02 - Complex Heaven
03 - Small Craft on a Milk Sea
04 - Flint March
05 - Horse
06 - 2 Forms of Anger
07 - Bone Jump
08 - Dust Shuffle
09 - Paleosonic
10 - Slow Ice, Old Moon
11 - Lesser Heaven
12 - Calcium Needles
13 - Emerald and Stone
14 - Written, Forgotten
15 - Late Anthropocene



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Labirinto




Labirinto é uma banda oriunda de São Paulo city, BR, talvez sendo a primeira banda nacional a ser postada aqui, neste espaço virtual. Sua proposta é calcada no que chamamos de Post-Rock, mas não seria correto dizer que o Labirinto é tão somente isso, já que seu universo musical não é do tipo que apresenta fronteiras e algoritmos exatos em sua arquitetura. E nem restrito a música, já que suas composições não se restringem somente a música, mas toda a arte que a envolve, como a arte gráfica, por exemplo, absorvendo influências que abrangem ainda os campos da fotografia, literatura e tudo relativo a composição artística como um todo.

Tendo já sete anos de estrada desde então, pode-se perceber que eles atingiram um grau de maturidade suficiente a ponto de nos entregarem composições muito bem tecidas, inteligentes e envolventes, claro. Grandiosas, suas durações giram entre 8-12 minutos quase sempre, absorvendo influências diversas como música ambiente, clássica moderna, minimalismo, sem contar música tradicional brasileira em alguns momentos. Uma analogia com gente como Mono e Godspeed You! Black Emperor, dentro das devidas proporções, não seria totalmente descabida, o que por si só já é algo memorável para um lugar com tão pouca cultura em meios post-roqueiros.

Deixo aqui seus dois últimos trabalhos, o EP Etéreo, lançado no ano passado, e o full-length Anatema que saiu a pouco. Este último foi gravado no estúdio Steve Albini, em Chicago, que já recebeu bandas como Nirvana e Pixies. Sinal que eles investiram pesado neste álbum, realmente, e o álbum fez muito jus a tal investimento. É bom ver que algumas bandas de Post-Rock vem surgindo por aí, a maioria delas com qualidade equiparável, senão melhor, a média das bandas que tem pelo globo a fora, exemplo de Fossil, Herod Layne, Amnese, dentre outros. Se considerarmos o pouco, talvez inexistente incentivo ao gênero pelas terras brasilis, é algo memorável e digno de atenção, de fato.

Por fim, só resta dizer: Aproveitem!


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[2010] Anatema

01 - Reverso
02 - Incendiários
03 - Chromo
04 - Huo Yao
05 - Flagelo
06 - Anatema


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[2009] Etéreo

01 - Arcabuz
02 - Temporis
03 - Silêncio Póstumo


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Vestiges

A banda Vestiges foi formada em janeiro de 2010 por dois seres desconhecidos e assim que entraram em estúdio para a gravação do The Descent of Man, um terceiro integrante foi adicionado ao line-up oficial. Pouco se sabe sobre a banda, não tem fotos dos integrantes, nem informações mais precisas de localidade e outras coisas.
Musicalmente falando o som dos caras é basicamente influenciado pelo Hardcore, Black Metal, Crust, D-Beat, Post-Rock e blablabla. O primeiro registro da banda foi lançado no dia 10/10/2010, e apresenta uma sonoridade bastante sólida e digna de atenção e admiração.

A primeira coisa que você irá pensar ao ouvir o som dos caras é na semelhança com os gênios do Fall of Efrafa, porém os caras do Vestige conseguem assumir uma identidade própria sem se limitar aos clichês do gênero. Sem sombra de dúvidas uma das melhores surpresas de 2010, e com certeza merece destaque no ano de 2010 e se continuarem assim os rapazes desconhecidos tem muito futuro pela frente.

The Descent Of Man follows the creation, the evolution, and the eventual annihilation of mankind. Today, we find ourselves hoping to reverse the damage that we have done and struggling to sustain what little earth we have yet to rape repeatedly. We validate this existence with stories that justify our behavior and our role in the natural world. The promise of salvation in a land we have yet to see has clouded our judgment in a land that is right before our eyes. Industrialization, militarization, overpopulation, theism, specieism, and nihilism are regarded as evolution and progress. Our greed and ignorance have been celebrated and our past has been forgotten. We were meant to be a part of nature. We were not meant to conquer nature. We were given life and we have done everything in our power to bring death upon everything in our path, including ourselves. There will be horrifying consequences for what we have done.

For man has sown contempt, man shall reap a bitter end.
Let our bodies replenish this earth, for the true color of man has shown!

Recomendado, e muito.

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[2010] The Descent of Man

01 - I
02 - II
03 - III
04 - Intro
05 - IV
06 - V
07 - Outro

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Preorders for The Descent of Man will be available soon.

Sailors With Wax Wings




Idealizado em 2009, Sailors With Wax Wings é o novo filho de R. Lohren (Pyramids) . Depois de uma viagem pelo mundo, o cara deve ter ficado repleto de ispirações e experiências ao criar um disco tão foda e com tanta gente de gabarito.
Não vou falar mais sobre o cd, mas logo abaixo vou postar a lista de participações nesse debut do Sailors With Wax Wings.

R. Loren - vocals / textures
J. Leah - vocals
Ted Parsons (Swans, Jesu, Godflesh) - drums
Simon Scott (Slowdive) - electronics
Aidan Baker (Nadja) - guitar
Colin Marston (Krallice) - guitar
Vern Rumsey (Unwound) - bass
Prurient (Dominick Fernow of Hospital Productions, Cold Cave, etc) - noise / electronics
James Blackshaw (Young God Records solo artist, Current 93) - piano
Hildur Gudnadottir (Touch Records) - cello
Aaron Stainthorpe (My Dying Bride) - vocals
Jonas Renkse (Katatonia) - vocals
Marissa Nadler (Kemado Records solo artist, appears on Xasthur’s latest record) - vocals
David Tibet (Current 93) - cover art
Faith Coloccia (Mamiffer) - design, layout, painting, collage
James Plotkin (Khanate) - mastering

Precisa dizer mais?

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[2010] Sailors With Wax Wings - Sailors With Wax Wings

01 - Soft Gardens Near The Sun, Keep Your Distant Beauty
02 - There Came a Drooping Maid With Violets
03 - If I Should Cast Off This Tattered Coat
04 - And Clash and Clash of Hoof and Heel
05 - Yes, I Have a Thousand Tongues, And Nine and Ninety-Nine Lie
06 - God Fashioned the Ship of the World Carefully
07 - There Was One Who Sought a New Road
08 - Strange That I Should Have Grown So Suddenly Blind

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Dax Riggs




Dax Riggs, estadunidense nascido no estado de Louisiana no ano de 1973, é um nome (infelizmente) pouco familiar aos ouvidos do povo, mesmo àqueles mais ligados no cosmos underground da música. Apesar de ter um background memorável, por algum motivo, suas bandas e seus projetos nunca eclodiram ou obtiveram o reconhecimento merecido. No entanto, isso não apaga de modo algum seus méritos como compositor e o legado que vem deixando desde os inícios dos 90's, já digo o por quê.

Seu primeiro e possivelmente mais marcante trabalho foi com o Acid Bath, banda que goza até hoje de um relativo status cult desde a época de sua existência (1991 até 1997, mais ou menos), lançando dois álbuns que são verdadeiras descargas sonoras, cuja base Sludge/Stoner mesclam-se a matizes Grunge, Death/Doom Metal, Folk, Post-Punk e muitos outros, sem definir-se exatamente por um destes gêneros. Alguns mais desavisados logo pensariam: "Nossa, isso parece Alice In Chains! Mas tá esquisito", ao ouvir alguma de suas músicas. Com o encerramento de suas atividades, Mr. Riggs fundou o Agents of Oblivion, banda que já estrelou nas páginas deste blog, vide link. Segue uma linha bem próxima ao AB, embora possuído de uma veia obscura e mórbida mais grossa do que o antecessor, e que infelizmente lançou apenas um álbum antes de sua dissolução, o self-titled de 2000. Depois disso, ouviu-se do Dax num outro projeto, Deadboys and Elephantman, que conheço muito pouco, admito. Lembro de ter ouvido algo lá nos idos de 2006/2007, época em que ainda era recente, e lembro que seguia uma linha mais light, algo que poderia ser chamado de Alternative Rock (mas que nada tem a ver com os Strokes e Kings Of Leon's da vida, felizmente).

Nesta mesma época, veio o seu primeiro álbum solo. We Sing Of Only Blood And Love. Apesar do nome parecer ter sido retirado de algum poeminha gótico de uma adolescente de 15 anos fã do Evanescence, nele, o lado mais metálico de sua música parece ter dissipado de vez, restando apenas o feeling psicodélico, bluesy, obscuro, banhado com tons de Southern Gothic de outrora. Se não é nada transcendental, é certamente algo muito bem feito e instigante de se ouvir, qualidades também atribuídas ao seu novíssimo solo, intitulado We Say Goodnight To The World. Aqui, sua verve negra e alucinógena parece ter ganhado outros contornos e núcleo, estando mais pulsantes e profundas do que nunca, tendo momentos que o aproximam muito de nomes lendários como Jeff Buckley e Nick Cave.

Para quem conheço o trabalho do cidadão, é um prato cheio. Para os outros, uma boa chance de conhecê-lo e degustá-lo como se deve. Uma ótima pedida para madrugadas de sexta-feiras solitárias, for sure! Enjoy it.


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[2010] We Say Goodnight The World

01 - Say Goodnight To The World
02 - I Hear Satan
03 - You Were Born To Be My Gallows
04 - Gravedirt On My Blue Suede Shoes
05 - Like moonlight
06 - No One Will Be A Stranger
07 - Heartbreak Hotel
08 - Sleeping With The Witch
09 - Let Me Be Your Cigarette
10 - See You All In Hell Or New Orleans


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Black Mountain



Vindos de terras canadenses, são eles a motivação do post de hoje: os montanheses negros. Tratam-se de 4 rapazes e 1 mocinha cujo trabalho consiste, pura e simplesmente, em fazer Rock. Isso não diz muita coisa hoje em dia, não é? Ainda mais com a biodiversidade imensurável de estilos, sub-estilos, rótulos, pré-rótulos e meta-classificações que foram sendo criadas no curso de 50-60 anos, desde a época que o Rockabilly era uma novidade e Chuck Berry ainda era jovenzinho até a época contemporânea, das alucinações do Avant-Garde Post-Black Metal e as harmonias sublimes do Post-Rock. Mas acreditem que não é possível defini-los de melhor maneira do que esta.

Digo o motivo. Valendo-se pelos perfumes made in 1972, chuva de notas made by Hammond, psicodelia Zeppeliana, riffs Sabbathísticos, um punch Deep Purplesco, a psicodelia "inocente" tão característica daqueles aeons, um feeling hippie, corações partidos, ou tão somente um culto à arte como expressão máxima do subconsciente humano, o Black Mountain entrega-nos aqui 10 músicas deliciosas, embaladas sob o título de Wilderness Heart. Parece um álbum mais sereno e digamos, romântico, comparado com seu antecessor In The Future, o que fez que a mídia traçasse uma analogia entre ele e o Houses Of The Holy, dos mestres Zeppelin. Se isso é algo positivo ou negativo, cabe ao ouvinte julgar. Minha missão cabe em divulgá-los o máximo possível, pois uma pérola retrô como esta não merece ficar relegada à poeira do passado (o trocadilho não foi intencional, juro *cof cof*).

Dentre 1001 salvadores de Rock e pseudo-revolucionários vanguardistas, fico com esta banda. Espero que gostem! ;)


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[2010] Wilderness Heart


01 - The Hair Song
02 - Old Fangs
03 - Radiant Hearts
04 - Roller Coaster
05 - Let Spirits Ride
06 - Buried By The Blues
07 - The Way To Gone
08 - Wilderness Heart
09 - The Space Of Your Mind
10 - Sadle


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Unearthly Trance




Para terminar 2008 em grande estilo posto aqui o álbum que desde o primeiro segundo de blog eu desejei postar, mas nunca tive culhões o suficiente pra falar sobre ele. Unearthly Trance é mais uma das bandas, senão a melhor delas, do catálogo da Relapse Records, e nos traz um som calcado no Doom Metal com altas doses de Sludge e porque não uma presente influência de algumas raízes do Black Metal. A sonoridade da banda já vinha surpreendendo em seu penúltimo CD, The Trident, mostrando esta ser uma das novas apostas americanas para nortearam o que de melhor vem se fazendo no estilo, um Doom Metal moderno, mas isso não significa eletrônico, com uma roupagem Sludge muito bem servida, influenciada pelos grandes momentos de Neurosis, e riffs que remontam a Venom e Celtic Frost, além de claras referências ao Hardcore, formando um complexo quebra cabeças em que a densidade de determinados momentos e a velocidade e brutalidade de outros se encaixam com perfeição.

Em Electrocution, o prato de entrada é Chaos Star, uma das faixas que eles disponibilizaram no Myspace antes mesmo de sua chegada, e que me fez acreditar que este seria um dos melhores lançamentos de 2008. Poderia até falar mais dela por aqui, quem sabe se tivese escrito este review logo que ouvi o álbum pela primeira vez, mas a presença de God Is A Beast logo após faz parecer com que tudo que se ouviu antes não é poderoso o suficiente, nesta música o Doom Metal e o Sludge se fazem presentes com uma poderosa densidade que culmina no encontro entre a guitara e bateria ditando uma mesma linha dando lugar ao puro silêncio no meio da música, transformando 5 segundos em uma infindável eternidade, como se naquele momento até seu coração se recusasse a bater. Não só a isso se resume o álbum, Diseased vêm com muito peso e grandes momentos de Ryan Lipynsky fazendo vocais limpos. Já a segunda metade do CD deve em qualidade a primeira, não apresentando tanta genialidade ou ousadia na mistura musical, com destaque maior para Distant Roads Overgrown e seus quase 13 minutos, com alguns memoráveis riffs e novamente uma participação mais marcante dos vocais, mas como dito anteriormente, frente a músicas como God Is A Beast, essas deixam a desejar, longe de serem ruins, que fique claro.

Por fim, Electrocution certamente foi um dos melhores, senão o melhor, lançamento de 2008, mostrando uma nova forma de se fazer Sludge e até mesmo Doom Metal sem precisar repetir a velhas bandas, mas também sem precisar abrir mão de suas influências, uma sonoridade encorpada e caótica que coloca Unearthly Trance no panteão das melhores bandas dessa década no estilo.

\ Quase dois anos depois do post do Paulo, eis que surge mais uma perfeição musical composta por esse trio americano. V é o novo trabalho do Unearthly Trance e na minha humilde opinião o trabalho mais consistente e arrebatador da banda até hoje, colocando os rapazes em níveis de gente grande, ficando pertod e nomes grandes da cena como Neurosis e YOB.
Certamente é um dos melhores lançamentos de 2010 e com certeza irá figurar no topo da lista de muita gente no final do ano, inclusive no meu.

O Castro com certeza é a pessoa mais apropriada pra comentar sobre esse álbum, visto que ele acompanha a tragetória da banda a mais tempo que eu, sendo assim ele pode dar uma opinião mais consistente sobre o V, principalmente levando em conta os trabalhos anteriores. ou seja, aguardem a posição dele sobre este trabalho fenomenal em breve. [edit: pedro]

OBRIGATÓRIO!!!

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[2010] V

01 - Unveiled
02 - The Horsemen Arrive In The Night
03 - Solar Eye
04 - Adversaries Mask 1
05 - Adversaries Mask 2
06 - The Tesla Effect
07 - Sleeping While They Feast
08 - Submerged Metropolis
09 - Current
10 - Physical Universe Distorts
11 - Into A Chasm
12 - The Leveling
13 - Untitled

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[2008] Electrocution

01 - Chaos Star
02 - God Is A Beast
03 - The Dust Will Never Settle
04 - Diseased
05 - The Scum Is In Orbit
06 - Religious Slaves
07 - Burn You Insane
08 - Distant Roads Overgrown

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fingerspit



Com o advento da internet, temos uma melhor capacidade de divulgação e um número bem maior megabytes a serem trocados por unidade de tempo ao alcance dos nossos dedos. Melhor capacidade e número de megabytes que crescem aceleradamente com o passo crescente do tempo, claro. E isso nos traz muitas vantagens e coisas boas para nós ao mesmo tempo que muitas desvantagens e porcariadas, claro. Dentre as porcariadas, cito somente as mais óbvias: um overflow gigantesco de informações por segundo, no qual somos obrigados aconsumir muito antes de digeri-las, fato esse que acaba por distorcê-las e deturpá-las ao extremo, futilidade

Enquanto isso, temos aqui o fingerspit. Trata-se de mais um one-man project oriundos de terras espanholas que se dedica a um amálgama de Post-Rock, Ambient e música eletrônica desenhado com temática sideral e harmonias estelares. Nada de muito novo no front, ou o suprassumo da originalidade e genialidade musical, mas garante um bom punhado de minutos com uma audição agradabilíssima, leve, fácil, e encantadora em sua beleza cósmica.

Tá, e o que tem a ver isso com o assunto do parágrafo antecessor? Pois respondo: você acha que 99.99998% das pessoas aqui chegaria a ouvir este projeto se não fosse o crescimento das world wide web, social networks e afins? Talvez só o próprio encabeceador do projeto e seus amigos, ou talvez aqueles mais ligados ao gênero e conhecidos de produtoras do ramo, e isso sendo bem otimista. Vivendo na América do Sul, ou seja, fora do eixo Europa-América do Norte-Japão, dificilmente teríamos acesso a tais bandas e projetos. Poderíamos até conhecê-los em algum zine ou revista, porém muito dificilmente chegaríamos a tê-los ao alcance dos nossos ouvidos. E isto, pelo menos para mim (vejam bem, opinião puramente pessoal, o que não quero dizer que representa necessariamente a opinião geral), é a maior vantagem que essa expansão da rede virtual nos proporciona. O fácil acesso ao conhecimento, e facilidade de divulgação antes nunca vistos.

Por isso mesmo que sempre critico aquelas bandas que criticam a divulgação virtual. Ok, sei que artistas precisam comer e ter algum lugar para dormir também, e que gravadoras, especialmente aquelas majors, pressionam por demais para que artistas X, Y e Z atinjam um certo número de vendas. Mas aqueles undergrounds, munidos de talento e criatividade mas não de recursos, só tem a ganhar com todo essa revolução do mundo da informação que vivenciamos aqui, em plenos 2000's. E sortudo serão aqueles que fizerem um bom uso desta tecnologia, ao invés de se digladiarem inutilmente contra ela como alguns fazem (*cof Metallica cof*)

Bom, o post já ficou demasiadamente longo. Disponibilizo aqui as demos compiladas do fingerspit. Enjoy it!


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[2010] space (demos)

01 - Intro
02 - Across The Sky
03 - Last Minutes On Earth
04 - Up And Ahead
05 - Space Years
06 - Burning Ocean
07 - Inside Venus
08 - A Galaxy Rise
09 - Outro


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ps: There is a "buy now" option in the project's bandcamp, in case you wish to purchase a copy of his work.

Consecration




Emergindo de terras sérvias, mais precisamente da cidade de Beograd, eis o Consecration, material da minha mais recente postagem. Lembro de ter ouvido seu debut album no ano passado e ter ficado atordoado consideravelmente com a energia e densidade sônica de suas músicas, mais especialmente a faixa que fecha o álbum, Mercury Room, mas pouco ouvi deles além disso. E então, percebo o quão idiota eu sou. Explico o motivo:

Seu ponto de partida data do já longíquo ano 2000, o marco zero do novo milênio. Sua formação inicialmente era instável, e pouco ou nenhum registro desses primeiros aeons da banda sobrou, pelo menos para nós, ouvintes. Parece que um dos poucos membros remanescentes é o Danilo Nikodinovski, vocalista/guitarrista. Apesar de já ter 10 anos na estrada, seu debut, aux, nasceu tão somente no ano de 2008, cujas faixas foram escritas num curso de 6 anos, pelo menos. Pelo jeito, a paciência dos cidadãos valeu e muito a pena, pois o que vemos (ou ouvimos) aqui é um álbum maduro, inteligente, bem desenhado, texturizado, etc. evocando uma gama de nomes que abrangem os trabalhos mais recentes do Opeth, Katatonia, Oceansize, gente como Tool, Faith No More, *shels e simpatizantes, sem contar influências tímidas, mas potentes, de Neurosis, Isis e cia. Ou seja, peso, atmosferas obscuras e sufocantes, devidamente ornamentada de melancolia são codinomes certeiros para suas músicas, se são.

Tendo colocado o aux para download gratuito em sua páginae lançado também uma gravação ao vivo, o Consecration consegue chamar a atenção de mídia/público, todos eles rasgando elogios e votos de confiança para a banda. Não mais do que merecido, certamente. E em maio deste ano, vemos o seu segundo trabalho, intitulado .avi, dando sinal de vida também. Aqui, nota-se que a banda decidiu explorar ambiências post-rockeiras com mais afinco, incorporando momentos à la Sigur Rós, Slowdive, Explosions In The Sky e seus amigos à base já antes existente. Se freia um pouco o ímpeto furioso do antecessor, ganha em riqueza de ambientação técnica e psicológica.

Ainda assim, me surpreendo com seus menos de 42k plays no last.fm. Talvez o fato de virem de um país obscuro dificultem a divulgação. Ou mesmo o mau gosto generalizado das pessoas pelos 4 vértices do mundo *cof cof*. Para quem anda de saco cheio do repeteco que virou a esfera do Post-Rock/Post-Metal/whatever, estes álbuns aqui são um puro deleite. Pois bem, acho que não resta nenhuma desculpa mais para não baixá-los. Enjoy'em all!


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[2010] .avi

01 - Aligator
02 - .avi
03 - Cisterna
04 - Somna
05 - Idiot Glee
06 - Djavo Nije Urban


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[2008] aux

01 - Aimless
02 - Rinasek
03 - Passage (aux)
04 - Cliffhangers
05 - Absinthe
06 - Shelter_me
07 - Mercury Room


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When Day Descends




Dono com um nome simples porém poético, When Day Descends, ou simplesmente WDD, emerge das longíquas terras australianas. Mas precisavamente, da ilha da Tasmânia, localizada ao sul da ilha-mãe, conhecida mundialmente graças a Looney Tunes e seu personagem Taz. (?)

Cultura inútil a parte, WDD surgiu das mãos de Dave Caswell, noa ano de 2001, com o intuito de explorar ambiências, texturas sônicas, etc. injetadas com um feeling nostálgico, auto-reflexivo, de fragrância outonal. Seu primeiro trabalho oficial veio à luz em 2006, uma bela coletânea de dez composições criadas no curso destes 4 anos, chamada de Transcend, onde predomina um Prog rock instrumental de corte acústico recheado com o feeling que descrevi mais acima. Depois de 4 anos de silêncio, vem o seu sucessor self-titled, onde nota-se uma mudança de direcionamento. Gravado não mais no modo solo, observamos aquele Prog Rock mais intimista transformar-se em algo mais grandioso e elaborado, metálico, e não mais instrumental, evocando nomes como Opeth, Dark Suns, dredg e Kayo Dot nos ouvidos de cada um. Ainda assim, sendo capaz de trazer-nos aquele mesmo feeling com cheiro de pôr-do-sol (when day descends, hãhã), brisa batendo no rosto, folhas caindo e migalhas de versos no papel ao lado.

Deixo-lhes aqui o st. e, assim que a net deixar de palhaçada e eu deixar de procrastinar, postarei o Transcend. Enjoy it!


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[2010] When Days Descend

01 - New Bell
02 - A Fragile Disguise
03 - When Trees Die alone
04 - White Feathers
05 - Comrade


[interview]



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The Timeout Drawer



"But this is what you do when you’ve grown up in an overly-comfortable suburb: you feel the pain and invent the riot. The founding members of the band, Chris Eichenseer and Jason Goldberg, have done that most of their lives - from breakdancing together in the 5th grade to starting punk and metal bands in middle school, to spending most of high school in experimental bands with midi chains that could choke a baby elephant, noodling around before IDM and post-rock were properly coined. It was natural when their interests led them to the instrumental rock outfit they found themselves inventing in the summer of 1999 - The Timeout Drawer."


Descrições de bandas de Post-Rock são sempre divertidas, não acham? Pois bem, acho que já denunciei de quem falarei aqui, do Timeout Drawer. Como também aponta o parágrafo acima, o duo (que alguns anos depois tornou-se um quarteto) mergulha de cabeça nas águas mais etéreas do Post-Rock, pintando com corais Ambient, IDM e eletrônicos suas praias sonoras. Até aí, nada de muito surpreendente, várias bandas apresentadas neste espaço fazem algo similar. Porém, é notável que existe algum combustível a mais aqui: talento.

Suas músicas fluem fácil pelos auto-falantes, docemente, evocando atmosferas de começo de noite nublados, talvez sob uma leve chuva, num recanto solitário e suburbano, no qual podemos observar da janela do 27º andar as luzes da cidade iluminando a arritimia incessante do vai-e-vém de pessoas apressadas e cansadas, as luzes de prédios vizinhos se acendendo com a chegada de várias destas pessoas, motores rugindo palavras de estresse mecânico, TVs ligadas no noticiário ou no seriado do momento, crianças contando sobre as artimanhas na mesa do jantar, panelas e fumaça exalando pelos vitrais da janela... são imagens que vem imediatamente ao degustar deste álbum aqui, o último deles, batizado de Nowonmai. Nowonmain que absorve todo o feeling dessa fotografia citadina, polvilhada de uma melancolia sutil, de uma ansiedade por dias melhores e expectativa pelo próximo nascer do sol.

Acho que os dois últimos parágrafos já são mais do que suficientes para entenderem o que se passa. Só acho triste ver a página do last.fm deles, por exemplo, tão abandonada e a banda ter pouco reconhecimento (e conhecimento), como vejo aqui. Uma pena, pois ao meu ver, temos uma pedra preciosa sonora aqui.

Então, cabe a mim tentar reverter esse panorama. Nowonmai encontra-se logo abaixo. Enjoy it.


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[2005] Nowonmai


01 - I Fall So Far And I Fall So High
02 - Bursting With Tears, I Comit To Destroying You
03 - There Is So Much Love
04 - This Narrow Room Is World Enough
05 - Nothing Can Stop Me
06 - Blue eyes And Filled With Horror
07 - Take a Look At Me Now
08 - What Looked Like The Morning Was The Beginning Of The Endless Night



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A Swarm of the Sun




O A Swarm of the Sun é um duo sueco de Estocolmo. O primeiro release da banda foi o aclamado EP The King of Everything lançado em 2007. E eis que então chega até nós ouvintes, o tão esperado full-lenght intitulado, Zenith.

A forte base do som do duo é o post-rock/metal, porém o diferencial é o uso de outras vertentes musicais como algumas paisagens eletrônicas e até mesmo elementos do indie rock. Outro ponto é o uso único e exclusivamente de vocais limpos, e diga-se de passagem, vocais belissimo. O som do duo se assemelha bastante ao praticado pelos seus conterrâneos do Aoria, Lingua, Kausal e Come Sleep.

Recomendado para fãs de Tool, Isis, Nine Inch Nails, Rosetta, Oceansize e das bandas citadas acima, o A Swarm of the Sun é uma ótima pedida para os apreciadores do post-rock/metal, indie, alternativo e todas as vertents da boa música.

"a bit like a heavier, swedish version of 65daysofstatic with vocals."

Highly Recommended


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[2010] Zenith

01 – Lifeline
02 – This One Has No Heart
03 – Refuge
04 – The Stand
05 – Zenith
06 – Repeater
07 – The Worms Are Out
08 – Lifeproof Houses
09 – I Fear The End
10 – Reaper

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[english review]


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