Ihsahn




Penso eu que o nome Ihsahn já dispensa maiores apresentações, mas ainda assim deixarei uma aqui para que os menos informados e conhecedores da cena metálica se situem melhor: Ihsahn, nascido sob o nome de Vegard Sverre Tveitan na Noruega em 1975, fundou uma das bandas mais seminais da cena norueguesa de Black Metal, Emperor, no ano de 1991, como vocalista/guitarrista da banda. Seu trabalho ficou conhecido por todos os cantos do mundo por ter se desfeito das amarras do próprio gênero e as levado para uma outra dimensão, construindo um som que mantinha a sua essência gélida, brutal e obscura só que mais refinado e mais arquitetado do que a média, levando ainda influências sinfônicas e progressivas que fizeram-no se destacar em relação ao minimalismo caótico (e por vezes pouco inteligível) que as bandas "colegas" faziam.
Além do Emperor, antes, Ihsahn fazia parte de uma banda chamada Thout Shalt Suffer, que se dedicava a um Death/Black Metal em que mostrava os primeiros indícios do que viria a fazer no Emperor e que depois foi "ressucitada" pelo mesmo, mas dessa vez fazendo um som calcado no lado Dark Ambient da força. Também ele fez parte do Zyklon-B, projeto de membros do emperor com Satyricon e que só lançou um EP com 3 músicas em 1995, se tornando algo kvlt por muitos admiradores do gênero e o projeto Peccatum, fundado junto com sua esposa Ihriel, que se dedica a um Metal experimental com fortes influências de música erudita e até eletrônica, sendo comparado por muitos a bandas como Arcturus, Ulver e In The Woods.

Mas, agora, falarei sobre o trabalho solo do Ihsahn, que leva o seu mesmo pseudônimo. Seu primeiro álbum veio em 2006, logo após o fim do Peccatum, e mostra um som que transita e orbita bem delineadamente pelas esferas do Black/Death Metal com fortes influências progressivas, mas sem deixar de lado uma certa influência de Heavy Metal e de música erudita. Seu segundo álbum solo veio em 2008, seguindo mais ou menos a mesma veia (só que ainda mais refinada), culminando agora com o seu novíssimo trabalho que vem a vida batizado de After, a ser lançado no final de Janeiro. Nele, todos os elementos citados encontram-se na sua mais perfeita união e coesão e cedendo lugares, com mais frequência, a interlúdios acústicos e a última música ainda termina com um belo improviso de sax (?), no melhor estilo Solefald de ser.

Ainda é muito cedo para fazer qualquer previsão, mas não ficaria surpreso se este for escolhido como um dos melhores lançamentos já de 2010. É um álbum perfeito em sua construção, elaboração e realização e, convenhamos, nada mais esperado de um músico do quilate do Mr. Ihsahn. Deixo aqui um link do multiupload do novo álbum (o sharebee está apresentando problemas ultimamente para fazer upload, logo, até isso ser resolvido, todos os álbuns postados serão neste servidor - que é muito bom, devo dizer) e divirtam-se! ;)


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[2010] After

01 - The Barren Lands
02 - A Grave Inversed
03 - After
04 - Frozen Lakes On Mars
05 - Undercurrent
06 - Austere
07 - Heaven's Black Sea
08 - On The Shores


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Especial fim de ano - ETS 2009


OK, sei que a postagem está 3 dias atrasada e que toda esas falas prontas dignas de fim de ano já devem estar dando no saco de todo mundo que vem a passar os olhos por aqui, mas mesmo assim, não poderia deixar de grafar estas mesmas palavras aqui, na postagem comemorativa de fim de ano que deixo-lhes aqui, neste momento.

Apesar de, pessoalmente, não ter sido um ano tão bom ou cheio de boas expectativas quanto 2008, musicalmente foi um ano bem rico. Várias bandas ligaram o motor criativo e lançaram algo novo, fora várias outras que mostraram seu rosto pela primeira vez para o universo musical e outras que se consolidaram e expandiram ainda mais o raio de seu reconhecimento e admiração pelos vários cantos do planeta a fora (só pra citar exemplos: Amesoeurs, Katatonia, Devin Townsend Project, Porcupine Tree, Nadja, Baroness, Isis, A Place To Bury Strangers, só pra citar alguns, se encaixam em algum desses grupos citados). Fato esse que colaborou, também, para facilitar nossa divulgação aqui no blog.

Já sobre o blog em si, percebemos um crescimento bem atenuado no número de visitantes e número de vistas de nossas páginas durante o ano de 2009. O fato de termos mais material de qualidade a disposição certamente colaborou com isso, como disse no parágrafo anterior, mas é inegável que o nosso esforço constante para conseguir boas parcerias blogueiras e levar o sítio do exhalethesound a mais telinhas LCD pelo mundo a fora é que fizeram a grande diferença, no final das contas. E, penso eu, estamos fazendo um bom serviço nisso, levando ao conhecimento de mais gente muitas pérolas que ficariam simplesmente esquecidas por estar fora de alcance de muitos.

Muita gente pode criticar a internet como meio de divulgação de mídia, dizendo que ela só destrói a carreira do artista pois permite acesso à sua obra sem que ele receba nada por isso. Isso não deixa de ter certa razão, porém, é notável que ela é muito útil quando se trata de artistas obscuros e que são ajudados por gravadoras pequenas ou por ninguém além deles mesmos, que nunca chegariam a nossos ouvidos se não fosse a worldwide web. Nosso intuito é apenas usufruir das facilidades que ela nos providencia e, enquanto acharmos que fazemos isso com gosto e não com o puro intuito de fazer mal a música e a sua divulgação, continuaremos aqui. Mesmo estando um pouco ausentes e apresentando poucas novidades, mas estaremos.

No fim, só me resta agradecer a todos que passaram por aqui durante todo o ano de 2009 (ou talvez desde a nossa fundação), nos deram dicas, comentários, agradecimentos, críticas, etc. pois é graças as vocês que temos motivação para manter este blog aqui, funcionando. Desejo-lhes um feliz 2010, que seus desejos se realizem e toda aquela clichezada que vocês tanto sabem (mas é legal repetir) e, como presente atrasado de natal e fim de ano, deixo aqui uma coletânea contendo quatro músicas (lançadas em 2009) escolhidas por cada membro do blog, como se fosse um apanhado geral do que foi feito nele. Espero que gostem dela e que continuem com o apoio, consideração e idéias para tornar este lugar aqui cada vez melhor.


And that's all, folks! 'Til next time. ;)

-by ETS team: Carlos, Castro, Void e Pedro.














VA - Best of 2009 by ETS

[by Carlos]
01 - Amesoeurs - Les Ruches Malades
02 - Katatonia - The Nephilim
03 - The Devin Townsend Project - Ki
04 - Long Distance Calling - The Nearing Grave
[by Castro]
05 - Black Pyramid - Wintermute
06 - Baroness - A Horse Called Golgotha
07 - Crippled Black Phoenix - Burnt Reynolds
08 - Amorphis - Sampo
[by Void]
09 - Parov Stelar - Ragtime
10 - Metric - Golden Guns Girls
11 - Wax Tailor - Dry Your Eyes
12 - A Backward Glance On A Travel Road - Regular Barbary
[by Pedro]
13 - Ulver - Another Brick In The Wall (Part. 1)
14 - Les Discrets - Song For Mountain
15 - Converge - Wretched World
16 - Burial & Four Tet - Moth


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(new link!)


ps: ASAP, I'll translate this post in english, in order to anyone else in the world be able to read and understand it better.

Collapse Under The Empire





Collapse Under The Empire é o nome de uma banda oriunda de Hamburg, Alemanha, que surgiu em meados de 2007 com o intuito de tocar instrumental/post-rock ao seu próprio modo. Sendo uma banda completamente independente até o dado momento, eles lançaram seu debut album intitulado "systembreakdown", lançado já em 2009, e é sobre ele que falarei agora e postarei neste espaço.

Desde os primeiros segundos da audição do colapsodosistema, algumas coisas saltam os olhos (ou ouvidos), como a produção do álbum. Mesmo sendo lançado e produzido de modo totalmente independente, é de impressionar a sua (alta) qualidade, com todos os instumentos aparecendo de forma bem límpida e inteligível em todas as músicas. Não só os intrumentos em si, como também os efeitos eletrônicos que a banda emprega em lugares bem estratégicos em cada uma de suas músicas, o que confere um perfume e sabor bem especial a cada uma delas, além de empregar uma certa atmosfera futurista e cibernética, digamos assim, ao seu universo sonoro. Em vários momentos, essa união de música eletrônica (de boa qualidade, diga-se) com o post-rock remete imediatamente ao 65daysofstatics, que parece mesmo ser a maior influência da banda. Em outros, já lembra o God is an astronaut em seu primeiro trabalho, The end of the beginning, onde a banda flertava bem mais com gêneros eletrônicos. Pode ser que a banda ainda careça de certa maturidade, mas nada mais natural se tratando do tempo em que ela existe, e ainda assim acho que ela muito pouco afeta a qualidade do CD.

É compreensível a "bronca" que muitas pessoas tem do post-rock contemporâneo, alegando que existe um oceano infindável de bandas que se adentram na dimensão do gênero e a maioria nada mais faz do que um copy-and-paste do que bandas mais famosas e consagradas já fizeram em outras épocas, o que é uma crítica válida. Porém, percebo que essa banda aqui revela um potencial e criatividade gigantescos, algo que o tempo não tardará em transformá-los em belíssimos trabalhos e poderá elevar-lhes a níveis bem mais altos do que a maioria das bandas post-rockers que vem borbulhando em vários cantos do globo, além do mais, seu trabalho constrói uma atmosfera difícil de resistir e é de assimilação fácil e agradável. Por isso, achei que mereciam um espaço aqui, para serem divulgados e ter seu nome espalhado por vários cantos e ouvidos do globo a fora. Enfim, aproveitem-o ;)


*Além dos álbuns já postados aqui antes, trago-lhes aqui o novo full-length do CUTE (ficou bonitinha mesma essa abreviação, também acho), o Find A Place To Be Safe. Acho excelente ver que a banda está com todo o gás e lançando dois álbuns completos num espaço de menos de 9 meses, algo raro de se ver mesmo entre bandas iniciantes na atualidade. Quanto ao álbum em si, não esperem nenhuma surpresa em relação ao debut. Aquele post-rock mais "happy happy" e encoberto com camadas eletrônicas e nuances ambientes, bem ao estilo do primeiro trabalho do GIAA, continua firme e forte, talvez ainda mais refinado do que antes. Um belo aperitivo para o final do ano, sem sombras de dúvids. Espero que gostem!

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[2009] Find A Place To Be Safe

01 - Captured Moments
02 - Crawling
03 - Find A Place To Be Safe
04 - Tranquillity
05 - Angle Of Incidence
06 - Decay
07 - Far To The Past
08 - A Smell Of Boiled Greens
09 - Intelligence
10 - Conscious Of Thirty Nine
11 - Take A Shot On Me


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[2009] Crawling

01 - Crawling
02 - Captured Moments


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[2009] systembreakdown

01 - Monumental Sequence
02 - Sky Falling
03 - Innocence
04 - The Taste Of Last Summer
05 - Quiet Dimension
06 - Environmental Obssession
07 - Turn
08 - Depending On You
09 - Further Than The End Of The World
10 - Buried In Pieces


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VA - East Of The Wall-Year Of No Light-Rosetta Split





Bem, diferente do que normalmente postamos por aqui, deixarei-vos desta vez um split álbum onde 3 bandas muito interessantes do cenário mais alternativo do Metal (sic) participam, sendo elas East Of The Wall, Year Of No Light e Rosetta.

Sobre a primeira delas, talvez seja a menos conhecida e mais inusitada das três. Seu som transite por muitos universos distintos ao mesmo tempo ainda que tenha (e muito bem) uma identidade bem solidificada. Por muitos momentos, suas músicas nos remetem a nomes de Progressive/Math Metal como Canvas Solaris, em outros percebem-se ecos de Post-Rock e de Metal psicodélico na melhor escola de um Kayo Dot/maudlin of the Well e em outros existe aquele toque meio Ambient que me fez lembrar o Ki, do Devin Townsend Project.

Já o Year Of No Light e Rosetta devem ser mais bem conhecidos de muita gente que passa por esse blog. A primeira banda tem origens francesas lá dos idos de 2001 e se dedica ao tal-chamado Post-Metal, lembrando muito o trabalho de bandas como Cult Of Luna e já tendo feito tour com nomes de peso (literalmente) como Isis. Talvez seu maior diferencial em relação às bandas do seu gênero é a profundidade ainda mais abíssica e obscura de suas músicas, ganhando quotes como "The Cure tocando Sludge", fato esse que eu hei de concordar (com certas ressalvas, of course). Falando ainda no Cure, a outra banda do split, Rosetta, participa com uma só música e que se trata justamente de um cover deles, chamado Homesick, parte do álbum Disintegration. Cover esse que ficou excelente, devo-lhes dizer, pois consegue traduzir átomo por átomo o feeling da música original ao seu microcosmo sludge.

Sei que as postagens no blog foram meio escassas esses mês, mas, como todos aqui, foram dias muito difíceis para este aqui que escreve a resenha e penso que deve ter sido o mesmo para os meus colegas do blog, por isso peço desculpas de todo modo. Mas agora, com mais tempo livre, posso deixar mais coisinhas interessantes aqui, começando logo com este CD que me surpreendeu um bocado, pois particularmente nunca fui muito fã das três bandas participantes e agora percebo a qualidade sônica que elas possuem e não fui capaz de perceber antes.

Enfim, isso é tudo. Feliz dia 25 de dezembro todos! ;D


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[2009] Split

01 - East Of The Wall - Scumbrella (Mud Button)
02 - East Of The Wall - Scumbrella (Slit)
03 - East Of The Wall - Scrumbella (Dirt Merchant)
04 - Year Of No Light - Cimmeria
05 - Year Of No Light - Metanoia
06 - Rosetta - Homesick (The Cure Cover)


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H.O.P.E.



H.O.P.E. é nada mais que o projeto solo do francês chamado Nikolas Alkariis, tendo lançado seu primeiro (e único álbum, até onde se saiba) em 2006, sob o nome de Reason And Divine. E então vocês perguntam: "Tá, mas e daí? qual é a dessa banda, afinal?"

Bom, trata-se aqui de uma banda não mais do que inusitada. Sua base sonora é calcada firmemente num Symphonic/Post-Black Metal que remete imediatamente a nomes como Hollethon e Transcending Bizarre?, adicionando ainda toques vanguardistas aqui e acolá que lembram o já-postado-aqui-anteriormente Nachtmystium, porém, é impossível não se chocar quando, reunido com estes elementos musicais, ouve-se um vocal à la Muse/Radiohead (?!) e interseções eletrônicas cuja inspiração bebe diretamente das melhores fontes cyber e synth-pop! Sim, isso mesmo que você acabou de ler, Black Metal com elementos de Indie Rock!

Claro que eles só se dão o ar de sua graça em alguns momentos mais esparsos, mas não deixa de ser chocante ver a ousadia de fazê-lo, mesmo em poucos instantes. E fazê-lo muito bem, diga-se de passagem, pois eles realmente conferem um tonalidade totalmente renovada e diferenciada ao que pode-se esperar de algum CD de Black Metal alternativo (sic) e tornam a execução especial, alternando aqueles momentos de fúria negro-metálica em puro fervor com a dramaticidade e introspecção irradiada via essas interseções indie-like e alguns momentos mais serenos onde linhas de piano e interseções pop-cibernéticas dão o ar de sua graça.

Apesar de ter me chocado um pouco assim que deixei o CD rolar e de ter ficado com uma certa ojeriza à primeira vista com essa proposta, tive que me render e assumir que trata-se de um álbum excelente e ousado, fazendo jus a alcunha Avantgarde que muitos o conferem., valendo lembrar que, apesar de ser algo bastante underground, a produção está muito mais do que aceitável, talvez acima da média inclusive do sub-sub-sub-gênero no qual se situam. Logo, acho que seria de muito bom grado deixar o trabalho do H.O.P.E. aqui e que cada um tenha a chance de conferir o grande álbum que fizeram. Enjot it. ;)


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[2006] Reason And Divine

01 - An Ordinary Morning
02 - Chateau Noir
03 - My Own Interior Way
04 - My Second Self
05 - Absinthe
06 - Racine Mortelle
07 - A Light Despair
08 - Hope


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Alcest and Les Discrets




Acho que dispensa apresentações quando se trata de Neige e toda sua genialidade, ainda mais quando o assunto é Alcest. Não vou me atrever a falar minunciosamente desse trabalho, pois com toda certeza seria impossível colocar em palavras toda a perfeição que gira em torno das experiências musicais criadas por esse homem. Dessa vez ele vem acompanhado do incrivelmente talentoso, Fursy Teyssier e o seu Les Discrets que apresenta um traballho igualmente belo.

As duas primeiras faixas do Split são do Alcest, sendo que a primeira é uma "volta" as raízes Black Metal, lembrando muito o trabalho feito no Amesoeurs, mas ainda assim possui as características principais do Alcest, já a segunda faixa tem uma paisagem mais calma, priorizando elementos do shoegaze e vocais limpos em seu decorrer.
A segunda parte do Split é feita pelo Les Discrets. Apresenta 3 faixas, onde a sonoridade que anteriormente era voltada mais para o neo-folk dessa vez caminha para o lado mais melancólico do rock/shoegaze, sendo a maior referência, o próprio Alcest.

Quem conhece os trabalhos anteriores de ambas as bandas sabe que a probabildade de sair algo de ruim disso é praticamente zero, e no caso do Les Discrets que é menos conhecida, fica a oportunidade para conhecer o som da banda que deve lançar o seu primeiro full-lenght no ano que vem, sendo que uma amostra do que vem por ai é a faixa Song for Moutains, presente nesse Split que é simplesmente genial.

Pra quem não sabe o Fursy é o responsável pelas capas do Alcest, Amesoeurs, Lantlôs, Arctic Plateau e outras e dessa vez assina mais esse trabalho, onde mostra que seu talento transcende o ambiente musical e alcança outros patamares como o desing gráfico e até mesmo animações, que podem ser conferidas em seu site oficial.


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[2009] Alcest/Les Discrets (Split)

01 - Alcest - Percées De Lumière
02 - Alcest - Circe Poisoning The Sea
03 - Les Discrets - L' Échappée
04 - Les Discrets - Après L' Ombre
05 - Les Discrets - Song For Mountains


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To Kill A Petty Bourgeoisie



Imaginem vocês uma banda capaz de condensar a atmosfera etérea e melancólica das bandas do selo 4AD, a profundidade sonora abíssica do Drone, o gosto fuzzy e psicodélico oriundo do Krautrock, New Weird America e outras esquisitices do tipo e, ainda por cima, fazer desses ingredientes um plasma perfeitamente palatável, instigante e cativante? Pois bem, o To Kill A Petty Burgeoisie (TKAPB, chamarei assim de agora em diante) consegue o feito!

Falando mais sobre o background da banda, sinceramente não encontrei muitas informações sobre ela. Sei que se trata de um duo formado por Jehna Wilhelm e Mark McGee, oriundos de Minnesota, USA, seu myspace é antigo (de 2004), o que dá a entender que a banda não é tão jovem assim e que eles fazem parte do selo Kranky, dedicando-se a fazer uma mistura de noise e melodia. Por mais generalista e até pueril que isso possa parecer, essa definição se encaixa com perfeição na proposta dos dois, embora isso seja feito de uma maneira bem refinada e inteligente do que a simples definição possa dar a entender.

Marlone é o seu segundo trabalho, lançado ele em setembro/outubro de 2009. Não poderia dizer sobre a linha evolutiva da banda pois ainda não tive a chance de ouvir seu debut, mas o que saltou meus ouvidos é a maturidade e qualidade com que a banda leva a cabo sua proposta, além da maneira como conseguem evocar gêneros e subgêneros aparentemente dispersos e colocá-los numa só cosmosfera sonora sem transformar a sua música numa massaroca indefinivel e intragável. Diferentes ambientes e sensações surgem em nossas mentes a cada música, sendo eles geralmente mundos estranhos, oníricos e um tanto desolados, como andar sob gelatinas pelas ruas de uma cidade pós-apocalíptica cheias de neblina durante as últimas horas antes do amanhecer, onde tudo cheira a silêncio e tem gosto de ruína, possuindo também um certo toque de southern gothic inserido aqui e acolá, amplificando ainda mais a sensação de obscuridade e do grotesco conseguem transmitir-nos.

Se querem algum comparativo para entender melhor do que se trata esse CD, direi que vão ter uma missão bem difícil. No entanto, é possível traçar paralelos com bandas como Fever Ray (não exatamente quanto ao tipo de música, mas quanto as imagens invocadas pela música em si), Have a Nice Life (embora esta seja mais pesada e menos atmosférica), e trabalhos como os do Nadja e Angelic Process podem servir ainda como referência, dentro das devidas proporções. Em suma, trata-se de um álbum inteligente e que transborda criatividade e talento por todos os poros, um prato cheio e saboroso para aqueles degustadores de esquisitices musicais como este que vos fala aqui. ;)



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[2009] Marlone

01 - You've Gone Too Far
02 - The Needle
03 - Villain
04 - Along The Line
05 - I Will Hang My Cape In Your Closet
06 - Bridgework
07 - I Hear You Coming, But Your Steps Are Too Loud
08 - In People's Homes
09 - Turritopsis
10 - Summertime


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The Sound




The Sound é uma banda britânica fundada no longíquo ano de 1979, tendo como seu líder um sujeito chamado Adrian Borland, razoavelmente conhecido pelo underground local da época por fazer parte de uma banda chamada The Outsiders que, segundo alguns relatos, foi a primeira banda punk inglesa a lançar um álbum de forma totalmente independente. A parte dessa discussão e de sua veracidade, o fato é que Borland parecia estar saturado da cena punk da época e procurava algo mais intimista e que permitisse uma variedade bem maior de temas e esferas musicais a serem exploradas, direcionando assim o som de sua nova banda (trocadilho tosco, mas não pude evitar) a nascente do post-punk que aparecia em plena florescência pela ilha da rainha no comecinho dos 80's.

Através de uma sonoridade sorumbática e com letras introspectivas e mordazes, ainda que sem perder o punch e vigor básicos do punk rock de onde Borland veio, o The Sound lança em 1980 seu primeiro trabalho, intitulado Jeopardy. Ganha um número razoável de críticas positivas, porém, sem muito sucesso de vendas, ganhando comparações a bandas como Joy Division, Echo & The Bunnymen e The Teardrop Explodes. Seu segundo álbum, From The Lion's Mouth, já mostra a banda refinando ainda mais a parte lírica e nas atmosferas que circundam suas canções. Apesar do sucesso de críticas, a banda não conseguia atingir um grande público ainda que tenha ganhado um certo status cult pelo underground inglês.

Fato esse que deixou a banda em conflito com sua gravadora, exigindo que eles fizessem músicas mais acessíveis e comerciais, o que, ironicamente, culminou no terceiro álbum da banda, All Fall Down, marcado por ser um álbum hermético e de difícil assimilação, soando inconstante e sem foco em muitos momentos ao longo de toda a sua extensão. Com isso, não houve nenhuma promoção do CD e a banda rompeu de vez com sua gravadora, decidindo passar um tempo fora do circuito e do universo musical até 1984, onde lançam um EP chamado Shock of Daylight seguido do álbum Heads And Hearts de forma independente, aclamado por muitos como os melhores trabalhos do The Sound. Neles, a banda arrefece um pouco do ímpeto dos dois primeiros trabalhos e leva um pouco do hermitismo espiral do terceiro, criando músicas mais maduras e, ao mesmo tempo, mais contudentes.

Apesar da boa qualidade de seus álbuns e de ter um certo status cult, a banda pouco conseguiu comercialmente em 8 anos de carreira, o que fez com que a banda, após o lançamento do Thunder Up (1987), resolvesse interromper atividades e cada membro tomou seu rumo, a maioria seguindo carreira solo. Seu principal membro, Adrian Borland, lançou alguns trabalhos solos, de fato, até que veio a cometer suicídio em 26 de abril de 1999, quando tinha 41 anos, escrevendo o ponto final na carreira do The Sound.

Uma história triste e permeada de injustiças, como são marcadas, infelizmente, o percurso de várias e várias bandas e pessoas pelo globo a fora. Ainda mais considerando a qualidade do conjunto em todos os aspectos da criação de sua música, merecendo com que os rapazes tivessem tido, na época, um reconhecimento pelo menos do nível de um Echo And The Bunnymen e um The Cult, pois ao meu ver possui mais qualidades e personalidade do que ambas. Talvez a falta de algum "hit" que bombasse nas FM's ou as letras mordazes e "explícitas" demais em sua melancolia e angústia afastassem as bandas de meios mais mainstreams e manteve a banda na obscuridade até que ela viesse a se dissolver quase em anonimato, vencido só hoje em dia graças ao advento da worldwide web.

Pois então, contribuindo para a divulgação de boas bandas sem muito reconhecimento por aí, deixo-lhes aqui a remasterização do Shock of Daylight e Heads And Hearts, lançados como um álbum só, em 1996. Um álbum que acho excelente e faz ver que existe muito mais do Post-Punk e New Wave oitentista do que The Cure, Joy Division, New Order e outros (sem desmerecê-los, of course) e que cai com uma luva com a possível renovação de interesse por esses gêneros devido ao surgimento de grupos como Ameseurs, Caïna, Feos, etc. que tratam de fundi-los com Black Metal.
Então, espero que apreciem-o ao seus bels prazeres. ;)


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[1996] Shock Of Daylight/Heads And Hearts

01. Golden Soldiers
02. Longest Days
03. Counting the Days
04. Winter
05. New Way of Life
06. Dreams Then Plans
07. Whirlpool
08. Total Recall
09. Under You
10. Burning Part of Me
11. Love Is Not a Ghost
12. Wildest Dreams
13. One Thousand Reasons
14. Restless Time
15. Mining for Heart
16. World as It Is
17. Temperature Drop
18. Blood and Poison
19. Steel Your Air


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Life's Decay




Life's Decay foi formado em Paris, França, no início de 2003 por Lyktwasst, se tornando um duo a partir de 2005 com a entrada de Alea, a vocalista e letrista da foto acima, contribuindo assim para a expensão e progressão musical da decadência da vida.

O que chama a atenção, desde os primeiros segundos de cada música, é a versatilidade musical que o duo constrói em suas músicas, passeando pela música erudita ao Darkwave, Industrial, com direito a pitadas de Post-Punk, tudo embalsamado numa atmosfera obscura e até luxuriante, em certos momentos, trazendo um certo clima vintage e teatral a cada uma de suas peças musicais. E tudo isso feito com uma originalidade e naturalidade difícil de serem encontradas juntas.

Szilentia é então o último álbum produzido por eles, lançado em meados 2007. Nele, essa exploração de ambiências clássicas com Darkwave e Martial/Industrial está mais afiada e envolvente do que nunca, e é difícil não se encantar com o trabalho que apresentam aqui. I hope you enjoy it! ;)

*Deixo aqui, neste momento, três músicas do novo álbum do duo, intitulado Dysrieuses. Diferentemente do último trabalho, no qual tiveram ênfase as harmonias acústicas e mais delicadas, nele a banda retoma a pegada dos trabalhos anteriores, onde batidas marciais furiosas voltam a tona, temperando deliciosamente a atmosfera steampunk que permeia suas músicas. É isso, esperem que apreciem-as.


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[2009] Dysrieuses

02 - Emerance
04 - Sulvysian
08 - Etesse








[2007] Szilentia

01 - Retroscape
02 - Inksterna
03 - Calm
04 - Stukarcht
05 - Sziktalia
06 - Diluvia
07 - Katalena
08 - Descence
09 - Claressa
10 - Lawsia
11 - Ambvience
12 - Lektvr


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IRA




Não, essa não é aquela banda nacional que fez um certo sucesso nos anos 80, e sim uma banda alemã que mistura Sludge com Alternative e Progressive Rock. Aliás, bem que eles podiam ter escolhido um nome menos "comum", pois pelo visto já existem muitas bandas homônimas por aí. Mas falemos mais dela, então...

Formada em 2003 em Constance - Alemanha, IRA é uma banda que tem ganhado destaque nos últimos anos pela mídia e público, mesmo que de forma gradual e não tão avassaladora, mas o suficiente para dividir o palco com bandas como Unsane, Heaven Shall Burn, Cult Of Luna e Daturah. Como disse, sua sonoridade combina Sludge Metal com toques temperados de Progressive e Alternative Rock em momentos oportunos, dando um sabor especial ao seu molho sonoro. Apesar de termos várias bandas seguindo essa linha musical ultimamente (*shels, dredg, por ex.), o Ira possui uma identidade própria bem definida, buscando expressar diferentes atmosferas, cenários e sentimentos através de suas mudanças harmônicas ao longo das músicas e com grande sucesso.

The Body And The Soil é o seu único full-length produzido até agora, em 2005. Nele contem oito músicas com duração em torno de 7-8 minutos em média, explorando bem as nuances musicas que descrevi acima. Está previsto também um novo álbum para esse ano, onde algumas de suas músicas já estão em seu myspace. Percebi uma mudança no seu direcionamento musical, abrandando o lado abrasivo e denso do Sludge em detrimento de um Atmospheric/Alternative Rock mais suave e envolvente, lembrando até o trabalho de Porcupine Tree e Pineapple Thief, mas com a mesma qualidade de antes.

Então, esperaremos por ele enquanto ouvimos este belo álbum. Enjoy it! ;)


Pouco mais de um ano depois do post do nosso querido C., eis que sai o novo cd dos alemães do IRA.
Quem teve a curiosidade de ouvir o cd postado aqui anteriormente, percebeu a capacidade criativa que esses rapazes posuem. Nesse novo álbum, intitulado Visions of a Landscape, a banda altera um pouco sua sonoridade e navega nas ondas mais progressivas do post-metal. Outro ótimo lançamento de 2009 e que vale a pena ser conferido por todo o pessoal que frequenta o blog. Destaque especial para as faixas 2, 3, 5 e 6. (ou seja, quase tudo ;p)
Recomendado par a fãs de Isis, Callisto, APC, Emptyself, Mogwai e por ai vai.

"Black Sabbath meets Ian Curtis – Worlds Implode"


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[2009] Visions of a Landscape

01 - Empire in the Bag
02 - Visions of a Landscape
03 - Everybody is in the Mood for Dying
04 - Lamb
05 - A Drop of Irony
06 - Encore

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[2005] The Body And The Soil:

01 - Soil
02 - Drone
03 - You're Living All Over Me
04 - Disappear
05 - Godhead
06 - Long Live Parts I
07 - India Is Gone
08 - Long Live Parts II
09 - Ending

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Three Steps To The Ocean



Three Steps To The Ocean, ou TSTTO, pode ser um nome estranho para a maioria das pessoas que passam ou virão a passar seus olhos por esse blog (e mesmo para mim, ele é apenas um conhecido muito recente), mas arrisco a dizer que estará na boca (ou melhor, nos ouvidos) de cada um em não muito tempo.

Trata-se de um projeto italiano formado no início de 2006, ano no qual os 4 membros da banda passaram ensaiando e moldando a sua arquitetura musical. Lançaram uma demo no final deste ano, obtendo alguma atenção graças a uma música "Submerged Universe". Mas não foi até o final de 2009 que o TSTTO veio a dar luz a seu primeiro full-length. Batizado de Until Today Becomes Yesterday, a banda mostra que fez bem em ficar todo esse tempo na obscuridade somente lapidando a jóia que viria a se tornar seu universo sonoro.

Sobre ele, então, a banda envereda-se pelo já tortuoso caminho do Post-Metal, só que dessa vez instrumental, com vários flertes ao Post-Rock, Psychedelic e ênfase na elaboração de atmosferas em vários momentos, ao invés de simplesmente jorrar toneladas de massas sônicas nos nossos ouvidos. As músicas remetem, naturalmente, ao Pelican e Latitudes, nomes mais conhecidos nessa vibe de Post-Metal avocal, mas é notável também uma forte influência de Callisto (fase do Noir) e dos conterrâneos do Vanessa Van Basten em suas músicas. Todas elas transmitem um certo feeling reflexivo e divagante, caindo muito bem sob uma luz de finalzinho de tarde e começo de noite, transmitindo uma sensação que faz bastante jus ao título que o CD carrega, e fluem bem naturalmente e livremente ao longo de todo ele, possuindo uma coesão dificilmente vista em bandas iniciantes, assim.

Sei que o subgênero já está mais do que saturado e eu mesmo já comentei sobre isso em algumas postagens por aqui, mas certamente acredito que esta banda que lhes apresento aqui é digna de nota e pode alcançar vôos elevados em questão de pouco tempo. Demonstram um potencial incrível e uma originalidade que, ainda que não incontestável, consegue distanciá-la da grande maioria das bandas que povoam o mar já superpopuloso que tornou-se os gêneros post-something que temos por aí, fato que julgo merecedor de estar nos meus headphones e nessas páginas digitais em que escrevo. Então, bem, isso é tudo. Aproveitem-o.


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[2009] Until Today Becomes Yesterday

01 - December 31st 1844
02 - It's A Day, Maybe More, Since I saw You
03 - Diomede
04 - Remember Lynne Cox
05 - It's A Minute, Maybe More, Since I Could See
06 - Il Quinto Giorno


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sgt.



Sgt., um nome simples e aparentemente pueril, é pertecente a banda de post-rock japonesa que posto-lhes agora. Apesar deste nome simples, ele deve soar desconhecido a quase todos que virão a passar os olhos aqui, nesta resenha, suponho eu. Mas não devem se iludir por esses fatos, pois a banda já possui mais de uma década de estrada e tem o nome muito bem consolidado nos círculos alternativos nipônicos, pelo que andei pesquisando por aí. Participam de vários eventos undergrounds pelo Japão a fora e fornecem suporte a muitos artistas igualmente (ou mais) udnergrounds de vários estilos pelo seu país, sendo, pelo que imagino, quase onipresentes em sua cena e respeitadíssimos por onde quer que passem nestes recantos.

No entanto, parece que é só agora, na reta final de 2009, que o seu trabalho chega a ouvidos ocidentais, com o lançamento do novo álbum chamado Capital Of Gravity. Nele, a banda constrói um cenário musical que, tendo post-rock como tela de fundo, dá lugar muitas vezes a desenhos e paisagens a la math rock, carregadas de tonalidades jazz e neoclássicas, fazendo uso de instrumentos como piano e violino (principalmente) em suas músicas. Porém, existe aí o diferencial que essas paisagens não se mostram obscuras ou recheadas de uma melancolia mordente como são muitas vezes as traçadas por bandas do gênero, mas sim de uma espécie de alegria tímida, porém sincera e levemente ingênua, quase que infantil mas sem a intenção de sê-lo. Suas músicas cativam o ouvinte calmamente em suas nuances e fazem-no decolar em meio a seus horizontes e miragens, preenchendo-lhe com um sentimento agradável de mais pura satisfação e tranquilidade intocável.

Enfim, eis uma excelente surpresa que me assolou na semana passada e não podia de deixar de compartilhar convosco. Fez-me ver que o cenário post-rock japonês vai muito além do Mono, e além também de nomes que, embora menos famosos, já não são estranhos a muitos ouvidos, como o caso de té, Anoice e Lite e que é possível, muito possível aliás, fazer música alegrinha sem soar acefalóide e infantilizado. Recomendo o álbum para quem gosta dos nomes e (sub)estilos citados aqui, e aproveitem-o!


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[2009] Capital Of Gravity

01 - Kalliope
02 - Apollo Program
03 - Tears of na-ga
04 - Ant's planet
05 - Epsilon
06 - Tears of na-ga reprise [Tyme. Remix]


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Baroness










Formada nos Estados Unidos, Baroness se trata de mais uma grata surpresa que tive nos últimos anos no que diz respeito à música, os conheci nos idos de 2007, bem na época do lançamento do Red Album, quando assinaram com a Relapse Records, que os levava como o grande nome de seu catálogo na época, ao lado do não menos formidável Unearthly Trance. Confesso que em uma primeira audição a banda não me cativou muito, estava naquela fase de obsessão pelos mais variados derivados do sludge e achei que o que estava ali não se tratava de muito além do que apenas mais uma banda seguindo a tendência, com uma produção arrumadinha que fazia a coisa soar até meio mainstream demais (puro metaleirismo, eu sei).


Blue Record é seu mais recente lançamento e, apesar de já estar na internet há algum tempo, saiu oficialmente no mês de Outubro As doze músicas nesse registro mostram o avançado estágio de lapidação musical que a banda se encontra, apresentando uma roupagem bem refinada do sludge, com grandes toques de progressivo e guitarras donas de uma personalidade raramente encontrável, ditando sempre o ritmo da banda e produzindo uma série de riffs que grudam facilmente na cabeça, característica marcante também nos outros registros. Porém, vejo como o grande trunfo desse lançamento o trabalho executado com esses riffs e passagens, que ao longo das doze músicas vão se transformando, reestruturando e formando um grande quebra-cabeça, cumprindo diferentes funções dentro de cada uma delas, não se limitando a serem meras repetições, mas muitas vezes, dependendo da forma com que são tocados, nos colocando acerca dos diversos momentos do álbum. A utilização de tal recurso faz com que ele deva ser ouvido por inteiro e em ordem, proporcionando uma experiência ainda mais satisfatória, confesso que ao ouvi-lo de forma aleatória e separada percebi que a magia perde um pouco de seu encanto, o que não signifique que se analisarmos cada música separadamente não temos um bom material. Talvez o grande exemplo que possa citar disso é a Swollen and Halo, que sozinha já é ótima, mas quando ouvida logo após a Steel That Sleeps The Eye torna-se automaticamente épica, o contra-exemplo (se assim posso dizer) seria A Horsed Called Golgotha, que junta ou separada, por si só já é fantástica.


Como se trata de uma banda que estou há séculos para postar aqui, nada mais justo do que fazê-lo em grande estilo, portanto, para aqueles que se interessaram na tal lapidação musical da qual falei, vou disponibilizar todos os registros por eles lançados, desde os EPs First e Second até o Split com o Unpersons (que ficou popularmente conhecido como Third), e os dois LPs, Red Album e Blue Record (deu pra perceber que eles não são uma das três bandas mais criativas para nomes de CDs). Caso tenham tempo, paciência e curiosidade recomendo a audição de todos em ordem, para poder saborear cada momento de evolução da banda, afinal, ainda que tenha me referido ao Blue Record como o supra-sumo de tal evolução isso não exclui a qualidade dos seus antecessores, o próprio First é um EP que regularmente ouço, apresentando a banda de certa forma mais agressiva, mas já com os sublimes momentos que marcariam cada vez mais sua sonoridade. O que me faz lembrar que não poderia passar esse review inteiro sem uma menção honrosa ao Red Album, que após seu lançamento em 2007 foi considerado um dos melhores do ano por revistas especializadas no ramo, como a Revolver, colocando o Baroness de vez na cena gringa, levando-os a tocar em alguns dos principais festivais da Europa e Estados Unidos e consolidando sua proposta de construir um álbum pesado que não deixasse de ser intimista e límpido.


Por fim, se já não disse o suficiente sobre a banda, cabe mais um adendo a arte dos álbuns, que me chamou a atenção desde o início. Aqueles que acompanham bandas como Kylesa, Torche e Pig Destroyer certamente terão a impressão de já terem visto artes semelhantes em algum lugar, mas não se trata de mera coincidência, o guitarrista e vocalista do Baroness, John Baizley desenvolveu capas para essas e outras bandas, mostrando que seu dom para arte não se limita apenas a música.


Para aqueles que manjam inglês e curtem ler resenhas acompanhem as que postei junto com cada álbum (Red e Blue), procurei selecionar aquelas que tocam em pontos que não foram abordados nessa resenha, ou por incompetência minha ou mesmo por discordar de algumas coisas postas, confesso que prefiro não lê-las antes de escrever para não interferir em minhas impressões.


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[2009] Blue Record

1 - Bullhead's Psalm
2 - The Sweetest Curse
3 - Jake Leg
4 - Steel That Sleeps The Eye
5 - Swollen And Halo
6 - Ogeechee Hymnal
7 - A Horse Called Golgotha
8 - O'er Hell And Hide
9 - War, Wisdom And Rhyme
10 - Blackpowder Orchard
11 - The Gnashing
12 - Bullhead's Lament


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[2007] Red Album

01 - Rays On Pinion
02 - The Birthing
03 - Isak
04 - Wailing Wintry Wind
05 - Cockroach En Fleur
06 - Wanderlust
07 - Aleph
08 - Teeth Of A Cogwheel
09 - O' Appalachia
10 - Grad
11 - [Hidden Track]


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[2007] A Grey Sigh In A Flower Husk - split with Unpersons


Baroness

01 - Teiresias
02 - Cavite


Unpersons

03 - Black Finnegan
04 - Number
05 - Dry Hand
06 - Small Gesture, A Thousand Small Happy Gestures


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[2005] Second

01 - Red Sky
02 - Son Of Sun
03 - Vision


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[2003] First

01 - Tower Falls
02 - Coeur
03 - Rise


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Methadrone




Methadrone é um projeto de Steve Pillard, (ex-Incantion, ex-Evoken), originário de New Jersey- EUA, sendo caracterizado especialmente por explorar o estilo musical que vem ganhando certa atenção de público/mídia e é chamado de Drone, mas de uma forma um pouco diferente em relação aos principais expoentes do gênero, se calcando mais nas melodias e nas atmosfera que suas músicas são capazes de reproduzir do que efeitos noisísticos bizarros e esfaceladores de cérebro.

Suas músicas levam o ouvinte a um universo noturno, embora às vezes pareça fracamente iluminado (como se estivesse sob a luz do crepúsculo, ou a de um dia muito nublado), mas imerso numa atmosfera densa e fria, em meio a paisagens desérticas e estéreis (o trocadilho com o nome do álbum foi irresistível...), criando uma sensação de desolação e frieza, embora envolta sob uma fina malha de conforto de uma forma bem natural e fluente ao longo de suas oito faixas.

Um ouvinte no last.fm disse que essa banda seria uma mistura de jesu + Paradise Lost + Lustmord, e acho que ele foi bastante feliz em sua definição. É algo difícil de conceber, mas que faz todo o sentido quando colocamos as músicas rolando no CD -ou media- Player. Então, indico esse álbum, Sterility, para todos que apreciam Drone, Sludge, Stoner ou até mesmo Post-Rock, acho que não decepcionaria nenhum de vocês. ;D

*Aproveitando o post deixado aqui há quase um ano atrás para deixar-lhes o novo álbum do Methadrone, intitulado Better Living (Through Chemistry). Basicamente, ele segue a mesma linha de seu antecessor, mas existem mudanças sutis aqui e acolá ao longo de sua extensão. As músicas parecem um pouco mais "claras" e fleumáticas, embora ainda transmitam as mesmas sensações de serenidade e aridez de outrora. Se alguém me pedisse uma analogia com outras bandas, diria que o Better Living seria um Nadja e/ou jesu (na fase do álbum st) menos "fuzzy" e mais gélido. Bem, definições a parte, achei-o muito interessante e não poderia deixá-lo de postar aqui.


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[2009] Better Living Through Chemistry

01 - flight to nowhere
02 - biodone
03 - cold deep blue
04 - polamidon
05 - better living (through chemistry)
06 - buprenorphene
07 - toward elysium
08 - dolophine
09 - slough realism
10 - spiritual synthesis pt. 1
11 - spiritual synthesis pt. 2

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[2008] Sterility

01 - Sterility
02 - Self-Relinquishment
03 - Servitude
04 - Continuum Of Decline
05 - Bury Me standing
06 - Horizone
07 - Lassitude
08 - Final Transmission


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Ram-Zet




A banda que vos posto agora, chamada Ram-Zet, nasceu no ano de 1998 na cidade de Hamar, Noruega, pelo membro chamado apenas como "Zet". (Henning Ramseth, seu nome real), com o intuito de dar vida as suas próprias visões pessoais. Tendo nascido como um one-man project, logo o Ram-Zet tornou-se uma banda de fato e lançou em 2000 seu primeiro trabalho, chamado Pure Therapy. Nele, já percebe-se com grande clareza e desenvoltura o caminho que a banda viria a trilhar nos anos seguintes, demonstrando uma grande maturidade em suas composições e uma técnica bem articulada desde então. Depois dele, veio então o Escape (2002) e o Intra (2005), sendo estes álbuns uma continuação da história iniciada no PT. Depois de fazer alguns shows (não muitos) e 4 anos de hiato, a banda finalmente retorna com um novo trabalho em mãos, chamado Neutralized.

Acerca de seu universo sonoro, o Ram-Zet se dedica a um Progressive Black Metal com um tempero bem acentuado de Avant-Garde e Symphonic Metal, chamado por muitos (inclusive o próprio mastermind da banda, Zet, de Schizo-Metal). Suas músicas carregam uma estética gótica e de ar meio steampunk que são conduzidas por um ritmo dissonante e ensandencido que, não raramente, mergulha em marés de calma desconhecida e inerte, quase de textura celeste, remetendo a bandas como UnexpecT e Diablo Swing Orchestra. No entanto, o Ram-Zet possui um quê meio esquizofrênico, delirante e ensandecido em suas músicas, ainda mais do que nas bandas citadas agora pouco, algo reforçado pela própria temática lírica que elas carregam, onde os seus três primeiros álbuns formam uma trilogia (orly?) que conta uma história sobre um personagem esquizofrênico (representado pelo Zet) internado numa instituição mental e seus diálogos com uma enfermeira (Sfinx) que tenta ajudá-lo a escapar da instituição, basicamente. Existem várias linhas e passagens interessantes ao longo de cada música que narra a tal história, o que deixo para cada um procurar as letras e tirar as próprias conclusões.

Seu novo trabalho, Neutralized, não apresenta basicamente nenhuma novidade em relação aos anteriores. É mais polido e melhor produzido, embora talvez mais reto, onde a sua esquizofrenia sônica parece um pouco mais arrefecida e saciada conferindo lugar a algo mais "são" e mais puramente surreal, digamos assim. Mas é um excelente álbum, sem nenhuma sombra de dúvida e sobre os ângulos que se é possível enxergá-lo (ou ouvi-lo), além de irretocável quanto a sua elaboração e técnica de execução. Álbum que faz páreo e muito bem ao novo do DSO, ainda que ache esse levemente (bem de leve mesmo) superior.

Mas enfim, melhor ou pior, é um p*** trabalho. Espero que gostem!

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[2009] Neutralized

01 - Infamia
02 - I Am Dirt
03 - 222
04 - Addict
05 - God Don't Forgive
06 - Beautiful Pain
07 - To Ashes
08 - Requiem

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Fleurety




Como a grande maioria das pessoas que passam por esse blog todos os dias devem saber ou imaginar, sempre existe um grande número de artistas que, em seu meio, nunca conseguiram um destaque muito grande (ou destaque nenhum) devido a uma série de fatores que não a sua capacidade criativa e seu talento. Circunstâncias do momento, conflitos internos entre as pessoas do meio e, principalmente, falta de divulgação adequada são alguns desses, diria até que são os mais influentes. Outro fator que pode ser apontado é, também, um despreparo por parte do público em aceitar e assimilar o que o artista em questão fez, devido a sua complexidade ou por se tratar de algo totalmente inesperado e diferente do que é concebível no momento, fato que pode deixá-lo relegado ao oblívio ainda que, num futuro a médio-longo prazo, seu trabalho passe a ganhar contornos cults e passa, então, a ser apreciado por um público seleto capaz de comrpeender o que ali foi feito. Claro que as intenções e veracidade da opinião desse público muitas vezes é duvidável, mas não deixa de ser um reconhecimento, de todo modo. E é nessa segunda categoria que disse que se encaixa a banda que vos posto agora, de nome Fleurety.

Fundada em 1991 nas terras norueguesas por Svein Egil Hatlevik e Alexander Nordgaren, sob a plena ebulição da cena Black Metal no país, o Fleurety não segue uma linha muito diferente e se dedica aquele som cru, ríspido e gélido, valendo-se de todos os clichês e elementos que tanto caracterizaram (e ainda caracterizam) o gênero, lançando a demo Black Snow e um 7" EP chamado Darker Shade Of Evil em 1993 e 1994, respectivamente. Apesar da sonoridade ainda bem crua e a produção deplorável, percebe-se que existem nesses trabalhos alguns toques e ingrediantes diferenciados, ainda que carecessem de uma maior lapidação. E isso, então, veio com seu primeiro full-length, sob o nome de Min Tid Skal Komme (Minha Morte Virá, em norueguês. fonte: google translator), que particularmente considero a obra-prima da banda.

Este álbum é considerado por muitos (inclusive por eu mesmo) um ponto de inflexão da curva que mostra a transgressão do Black Metal tradicional ao chamado Avantgarde Metal, junto com o trabalho do Ved Buens Ende. Nele, a banda transcende os limiares e raio de alcance desse Black Metal primitivo a uma esfera sônica bem mais ampla, polida e bem lapidada, valendo-se de uma gama de elementos antes nunca usadas em fusão com o gênero. Guitarras com timbres mais limpos com direito a passagens acústicas e tremolos que remetem ao Shoegaze , assinaturas incomuns de tempo, harmonias quebradiças ao melhor estilo do 70's Prog Rock e do Jazz, vocais femininos de contornos quase-operáticos em vários momentos e toques muito bem contextualizados de psicodelia, Dark Ambient e Lounge. Tudo isso envolto sob a aura e enraizado na estética Black Metal, sem que para isso haja uma total desfiguração e torne as músicas numa massa sonora amorfa e impalatável, como aqueles não iniciados (ou não muito habituados) ao subgênero podem imaginar.

É uma pena, sinceramente, que tal trabalho só seja conhecido e considerado por aqueles mais aficcionados de gêneros obscuros e esquisitos do Metal e ainda assim, sem o mesmo status e reconhecimento de um Arcturus, Ulver e Borknagar, por exemplo. Não que estes não mereçam (pois merecem muito, de fato), mas muito do que viria a se tornar o hoje alcunhado Avantgarde Metal simplesmente não seria se este álbum aqui não fosse feito. Considero este CD uma pérola esquecida e pouco admirada que realmente faz jus ao rótulo que carrega, recomendado para qualquer um que diga apreciar e admirar os gêneros menos ortodoxos do Metal e até mesmo da música como um todo.

And that's all, folks. ;)


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[1995] Min Tid Skal Komme

01 - Fragmenter Av En Fortid
02 - En Skikkelse In Horizonen
03 - Hvilelos?
04 - Englers Piler Han Ingen Brodd
05 - Fragmenter Av En Fremtid


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A Storm Of Light


Assim que o nome do Neurosis passou a se espalhar pelos vários cantos do planetas e, assim, serviu de influência e combustível criativo para jovens músicos iniciantes, como eram os do Isis e Cult Of Luna nessa época, por exemplo, conseguindo também a sua consagração e consolidação de seus nomes em seus nichos musicais, parece que este próprio nicho, chamado por alguns de Atmospheric Sludge, Post/Progressive Metal/Core ou simplesmente Post-Metal ganhou vida e passou a se tornar um ponto de referência a várias e várias bandas que floresciam ao redor do globo terrestre, fato que tornou-se ainda mais amplificado com o advento da internet e o crescimento de sites de divulgação musical como o last.fm e o myspace. De uns 3-4 anos para cá, centenas de nome pipocam e borbulham no caldeirão de bandas que se enveredam por esses caminhos, sendo muitas delas meros exemplares copy-and-paste do Neurosis e as outras citadas acima e poucas, bem poucas, possuindo alguma identidade e potencial para alcançar vôos maiores. Dentre esse grupo seleto, vem a banda que vos posto agora, A Storm Of Light.

A tempestade da luz tem na sua liderança Josh Graham, encarregado da arte visual do Neurosis e ex-líder do Red Sparowes, trabalhando em conjunto Domenic Seita (Tombs), Vinny Signorelli (Swans, Unsane) e Pete Angevine (Santized). Com nomes como esses (e com tais backgrounds), não é de se esperar algo menos do que brilhante vindo da banda, de fato. Depois de lançarem seu primeiro full-length em 2008 sob o nome pomposo de And We Wept The Black Ocean Within, nada mais do que um cataclismo sonoro de proporções colossais, além de duas músicas num split com o duo canadense Nadja, sai agora o mais novo trabalho, Forgive Us Our Trespasses.

Assim como o seu antecessor, trata-se de um álbum conceitual, onde neste caso a banda narra a jornada da raça humana pelo esquecimento e desalento do planeta completamente levado à ruina devido a destruição desenfreada de seus recursos naturais, mostrando o momento em que a Terra começa, lentamente, a se curar e renascer de suas próprias cinzas e se tornar um local habitável e agradável de se viver novamente. E devo dizer que, de fato, a atmosfera sonora que emana de cada faixa deste CD não poderia ser menos adequada a narrativa que se propôs a desenvolver, fazendo-nos sentir em meio a Terra deserta e estéril, imersa em oblívio e submersa no caos de sua (e nossa) própria existência. São músicas colossais, profundamentes obscuras e desoladoras, de modo a conseguir pintar esses cenários descritos com suas próprias notas.

Por fim, é muito aprazível ver que existem ainda bandas neste subgênero extremamente segmentado mas já popularizado (nas devidas proporções) que, ainda que bebam diretamente na fonte de suas inspirações, conseguem criar alguma identidade e personalidade sem que, para isso, necessite distorcer e desfigurar a estética do próprio subgênero, e que ainda seja capaz de estender essa estética a níveis e limiares mais elevados (ou melhor, mais profundos) do que o padrão. Para nossa sorte, existe aí a Tempestade De Luz. Enjoy it.


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[2009] Forgive Us Our Trespasses

01 - Alpha (Law of Nature Pt. 1)
02 - Amber Waves of Gray
03 - Tempest
04 - The Light in Their Eyes
05 - Trouble is Near
06 - Arc of Failure (Law of Nature Pt. 2)
07 - Midnight
08 - Across the Wilderness
09 - Time Our Saviour (Law of Nature Pt. 3)
10 - Omega

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Pelican




O Pelican é uma banda dos Estados Unidos, mais precisamente de Chicago, Illinois e surgiu das cinzas da banda Tusk. Seu primeiro EP foi lançado em 2001 e levava o próprio nome da banda. Por este EP já era possível perceber o potencial músical destes rapazes. Após tal EP, o Pelican lançou, em 2003, este álbum que estou postando, o Australasia, que veio por consolidar a promessa (veja bem, promessa) que a banda mostrava ser.
Com riffs bem pesados, músicas longas - que não são cansativas - e quase épicas, o som dos caras é pesado, a ponto de nos entrar na cabeça e não mais querer sair. Vale a pena pra todos que curtem Cult Of Luna, ISIS, Neurosis e afins.
Atualmente a banda conta com o seguinte line-up: Trevor de Brauw, guitarras; Bryan Herweg, baixo e parte artística da banda; Larry Herweg, bateria e Laurent Schroeder-Lebec, guitarra. Enjoy :)

Novo albúm de uma das melhores bandas instrumentais da atualidade, senão a melhor. What We All Come To Need é o nome da nova obra-prima dos americanos do Pelican, e dessa vez conta com participações mais que especiais, como: Greg Anderson (Sunn O)))), Aaron Turner (Isis), Ben Verellen (Harkonen/Helms Alee) e Allen Epley (The Life And Times/Shiner).
Neste álbum a banda apresenta a sonoridade já característica, lembrando em muitos aspectos o The Fire in Our Throats Will Beckon the Thaw, porém a última faixa apresenta uma novidade que irá agradar muitas pessoas, inclusive me agradou e muito, que é a presença de vocal.
Obrigatório

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[2009] What We All Come To Need

01 - Glimmer
02 - The Creeper
03 - Ephemeral
04 - Specks Of Light
05 - Strung Up From The Sky
06 - An Inch Above Sand
07 - What We All Come To Need
08 - Final Breath

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[2009] Ephemeral [EP]

01 - Embedding The Moss
02 - Epherema
03 - Geometry of Murder (Earth cover)


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[2003] - Australasia


01 - Night End Day
02 - Drought
03 - Angel Tears
04 - GW
05 - Untitled
06 - Australasia

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