Tombs




Formado em janeiro de 2007, Tombs é uma banda formada por Mike Hill, Dominic Seita (ex-Speedloader) e Justin Ennis (ex-The Heuristic).
O som da banda navega entre o cruel minimalismo do Black Flag, o psicodelismo do Sonic Youth e do My Bloody valentine, o gelo emocional do Godflesh e o noise rock do Unsane e do The Jesus Lizard.
A banda consegue, como poucas bandas, combinar diefrentes estilos musicais com tamanha originalidade, que faz com que você ouça algo realmente diferente das levas de bandas de post-metal/sludge que estão em alta na atualidade. è possivel ouvir elementos de HardCore, Stoner, Doom e até mesmo de Black Metal nesse primeiro Full-Lenght dos Tombs.

A produção do disco é bem crua, mas nem por isso deixa qualidade a desejar, este album tem tudo pra ser um dos principais lançamentos da Relapse nesse ano de 2009.
O andamento dos sons nesse Winter Hours varia entre explosões, um black metal hipnotico, um doom metal arrastado, passagens tipicas de Hardcore e até mesmo passagens ambientes, que conseguem criar uma dinâmica e atraente viagem sonora.

Admito que nunca dei a devida atenção ao EP lançado pela banda anteriormente, mas esse novo registro abriu a minha mente assustadoramente, no começo não esperava ouvir nada demais, mas quando o primeiro som começou ja fiquei espantado com tamanha agressividade e levadas quea banda conseguiu criar. Indispensavel pra qualquer fã de sludge, hardcore, post-metal e derivados. Algumas bandas que poderiam ser citadas como influência da banda são: Neurosis, Mastodon, Deathspell Omega, Isis entre outras, mas deixando claro que só são influências, pois o som do Tombs consegue soar unico.

"Whether you want the crushing weight of GODFLESH, the hypnotic intensity of SWANS, the piercing coldness of the darkest drone or the atmosphere of the heavier shoegaze, TOMBS deliver all that" TERRORIZER

"In a year filled with economic holocaust killer debuts, TOMBS is one of the best [things] anybody could hope to find..." 9/10 DECIBEL


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[2009] Winter Hours

01 - Gossamer
02 - Golden Eyes
03 - Beneath The Toxic Jungle
04 - The Great Silence
05 - Story of a Room
06 - The Divide
07 - Merrimack
08 - Filled With Secrets
09 - Seven Stars The Angel Of Death
10 - Old Dominion


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Mono




Mono é um dos grupos de post-rock mais aclamados da atualidade. A banda foi formada em janeiro de 2000 pelo guitarrista Takaakira Goto. Under the Pipal Tree foi o primeiro full lenght lançado em 2001, em 2002 é lançado One Step More and You Die.
Em outubro de 2004 Walking Cloud and Deep Red Sky, Flag Fluttered and the Sun Shined é lançado, esse album em especial tem uma historia bem interessante, como o tema A Thousand Paper Cranes que conta a historia de Sadako Sasaki, uma jovem de Hiroshima que contraiu leucemia aos 13 anos, e foi morrendo aos poucos. Ainda em seu leito hospitalar, Sadako tentou dobrar mil papeis, que, segundo o folclore japonês, tinha curado uma vez uma menina da doença. Em junho de 2006 é lançado,You Are There.

Mas em tempo de comemorar seu aniversario de 10 anos, a banda regressa com seu quinto album de estudio, intitulado Hymn To The Immortal Wind.
Depois de excursionar quase sem parar durante cinco anos, a banda "hibernou" por quase 1 ano para concetrar-se na escrita do Hymn. O resultado é o mais amável e eclético álbum até hoje feito pela banda. Escrito e arranjado com esperança, as músicas são como capitulos de uma epica historia de amor.
A instrumentação é vasta, incorporando cordas, flautas, órgão,piano entre outros.

Gravado em fita analogica, com o renoamdo produtor Steve Albini, existe uma intimidade captada no album que é ao mesmo tempo bela e um pouco aterrorizante.
Enquanto que o Hymn continua com a mesma ideia cinematica dos outros albuns do Mono, este agora tem uma erlação mais "escuro-claro" do que "baixo-alto".

A maturidade para balancear esses elementos tão perfeitamente, tem sido a maior virtude do Mono.

Desculpe pela review zuada, mas assim que der tempo tento escrever algo melhor :)


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[2009] Hymn To The Immortal Wind

01 - Ashes in the Snow
02 - Burial at Sea
03 - Silent Flight, Sleeping Dawn
04 - Pure as Snow (Trails of the Winter Storm)
05 - Follow the Map
06 - The Battle to Heaven
07 - Everlasting Light


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Absu




Absu foi formado em 1990, nos Texas, USA, sob o nome de Dolmen, mas tendo mudado o nome para Absu logo no ano seguinte, e cujos membros fundadores são Prospictor (Bateria/Vocal/Letras), Shaftiel (Guitarra) e Equitant (Baixo), sendo que só o primeiro ainda permanece na banda. Tendo terminado uma trilogia com o álbum Tara, de 2001, a banda passou por um hiato silencioso, ainda mais com a saída de dois integrantes de longa data, retornando só agora no comecinho de 2009.

Sua música era inicialmente calcada no Death Metal que estava acabando por tomar proporções gigantescas e se espalhar pelo mundo a fora, mas foi evoluindo com o passar dos anos numa mistura bem interessante (na época, única) de Black e Thrash Metal, com uma temática voltada a Mitologia Celta e Suméria/Mesopotâmia com algumas interseções de Ocultismo e um clima meio teatral em suas músicas, o que foge um pouco do padrão lírico Black Metal e dá um sabor meio esotérico e exótico a coisa em si e a torna (ainda) mais instigante.

Se aprofundando um pouco mais na questão sonoridade, algo que é de encher os olhos (ou melhor, os ouvidos) é a técnica apuradíssima da banda, mais especialmente do Prospictor. O cara tem a manha de tocar numa velocidade vertiginosa mas com ritmos bem alternados e muitíssimos bem marcados, fugindo da "retidão" seca e por muitas vezes sacal que bandas de Metal Extremo normalmente fazem. E ele não é o único a esbanjar técnica, pois todos os instrumentos e os vocais também são muito bem compostos e inseridos dentro do contexto, sabendo não somente como despejar fúria através de suas harmonias, mas também construir texturas atmosféricas com muita destreza e uma naturalidade quase inimaginável para o gênero, o que torna a audição ainda mais acessível e prazerosa.

Devo dizer que eu sempre tive uma certa "resistência" com bandas de Black Metal, devido as atitudes polêmicas e intolerantes de várias pessas envolvidas no meio, a má produção, músicas muitas vezes mal tocadas e mal feitas, etc. mas é bom ver que existem bandas que apostam no gênero e conseguem transformá-lo em algo criativo e de muito bom gosto, na qual a técnica apurada não serve apenas como um exercício de virtuosismo ou egolatria, mas com o propósito de construir músicas de ótima qualidade e sob uma perspectiva diferente do usual, e o Absu é mais uma dessas bandas que contribuem positivamente para esse cenário. Imagino que fãs de Melechesh, Lux Occulta, The Firstborn, o último CD do Sigh e fãs de Metal extremo em geral vão apreciar muito esse CD


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[2009] Absu

01 - Between The Absu Of Eredu And Erech
02 - Night Fire Canonization
03 - Amy
04 - Nunbarshegunu
05 - 13 Globes
06 - ...Of The Dead Who Never Rest In Their Tombs Are The Attendance Of Familiar Spirits Including: A.) Diversified Signs Inscribed B.) Our Earth Of Black C.) Voor
07 - Magic(k) Square Cipher
08 - In The Name Of Auebothiabathabaithobeuee
09 - Girra's Temple
10 - Those Of The Void Will Re-Enter
11 - Sceptre Command
12 - Ye Uttuku Spells
13 - Twix Yesterday, The Day & The Morrow


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Deaf Center




Os Deaf Center é formado por Erik Skodvin e Otto Totland, dois amigos noruegueses a quem a Type Records (especializada em música moderna experimental) deu a oportunidade de editar o primeiro longa-duração, depois do EP Neon City, de 2004, pela mesma editora. Pale Ravine é um disco hipnotico, composto de paisagens instrumentais, com uma boa percentagem de sentimento lynchiano (Thread faz lembrar o tema-título de Twin Peaks) e um ambiente fortemente cinematico, que nos remete para o conceito de banda sonora de um filme nunca realizado. E a ideia até corresponde parcialmente a realidade: o albúm foi inspirado pelo visionamento de velhas bobines de filme em 8 mm, pela músicas das peças de teatro antigas e dos seus edificios e pela paisagem norueguesa. Na lista aparecem ainda compositores de bandas sonoras como Angelo Badalamenti e Yann Tiersen.

Pale Ravine é feito de colagens, samples e loops, de música de electronica e de muitas cordas, num universo a meio caminho entre o experimentalismo, a música classica e a música atmosferica. O ambiente muitas vezes assustador, sombrio. Digamos que ouvir o disco a noite numa mansão abandonada não vai ajudar a aliviar o ambiente, ainda para mais, o duo juntou sons de discos antigos, caixas registadoras e muitos outros objectos indecifraveis, integrando-os de forma coerente e coesa nas composições, onde nada parece ser colocado ao acaso.

Entre as doze faixas, destaque para White Lake, possivelmente a música mais delicada, com um piano Michael Nyman, acompanhado de um contrabaixo discreto, que lhe dão uma sonoridade quase jazz. Thunder Night tem pompa orquestral, cordas que irrompem assustadoramente e o som do que parecem ser pequenos sinos, seria uma boa banda sonora para um momento de suspense de um qualquer thriller. A curiosa, The Clearing, baseada num loop de cordas acompanhado de um piano esparso, que se vai gradualmente transformando num registo de quase valsa.

Cabe ao ouvinte preencher os espaços vazios que as composições dos Deaf Center deixam a imaginação de cada um, basta juntar-lhe as imagens personalizadas. Afinal, é possivel ver um filme enquanto se conduz, ouvindo este disco no leitor do carro, precisa ter atenção para começar a sonhar.
by: TypeRecords


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[2005] Pale Ravine

01 - Lobby
02 - Thread
03 - White Lake
04 - Path To Lucy
05 - Stone Beacon
06 - Weir
07 - Loft
08 - Thunder Night
09 - Lamp Mien
10 - The Clearing
11 - Fog Animal
12 - Eloy


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Sólstafir




Sólstafir é uma banda islandesa formada nos idos de 1995 com o intuito de tocar Metal sob uma temática viking e calcada na mitologia nórdica, porém, apesar do longo tempo de estrada, lançou apenas 3 full-lengths até agora, sendo o último o Köld, que foi lançado oficialmente há poucos dias e será postado aqui, agora. Falo mais sobre ele a seguir...

Os primeiros trabalhos do Sólstafir tinham como base sonora o Black Metal, mas já sob contornos progressivos e elementos unusuais para o gênero, algo que foi se tornando cada vez mais presente e marcante nos trabalhos futuros, até culminar no recém-lançado Köld. Neste álbum, pode-se perceber que a banda realmente transcendeu os limites crus e gélidos do Black Metal a um nível celestial, tanto que, do gênero em si, só consigo perceber algumas ambiências e alguns ecos isolados em cada música. O que vejo (ou melhor, escuto), é um som muito mais solidificado nas vigas do Progressive Metal (mas sem os virtuosismos ou exageros técnicos em que o mesmo acaba caindo muitas vezes), Psychedelic Rock e as ambiências plácidas e contemplativas do Post-Rock em muitos momentos, chegando a evocar seus conterrâneos do Sigur Rós, inclusive, em alguns desses momentos. Tentando ser mais concreto, diria que este novo álbum se aproxima bastante, musicalmente, do último álbum do Nocte Obdcuta, Sequenzen einer Wanderung, só que mais direto e ainda menos calcado no Black Metal do que ele.

No entanto, devo dizer que toda essa alegoria sonora é regida num ritmo perfeitamente orgânico e conciso, sem nenhum pretensionismo barato ou arrogante, soando até demasiadamente simples e direto em meio a sua proposta de ir além dos limites naturais que os gêneros lhe impõem. Talvez por isso este álbum soe tão bem aos meus ouvidos, e consiga me cativar a ponto de me fazer repetir algumas músicas consideravelmente longas várias vezes mas sem me cansar em nenhuma delas. Enfim, recomendo este álbum a todos que esperam ouvir música de (muito) boa qualidade que não precisa, exatamente, que queimemos boa parte de nossos neurônios (ou paciência) para apreciá-la em sua plenitude.


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01 - 78 Days In The Desert
02 - Köld
03 - Pale Rider
04 - She Destroys Again
05 - Necrologue
06 - World Void Of Souls
07 - Love Is The Devil (And I Am In Love)
08 - Goddess Of The Ages



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Doom:VS




Doom:VS é o projeto solo do sueco Johan Ericson, cujo principal trabalho é o de guitarrista e compositor do Draconian, banda a qual lhe deu certa forma e notoriedade dentro da cena por sua criatividade musical e a profundade lírica de suas letras, abordando temas obscuros e mórbidos sempre com muita elegância e uma veia poética notável, indo além dos intermináveis clichês que estes temas provocam, mesmo sem querer.

Pois bem, falando agora sobre esse Doom:VS, confesso que eu nunca dei a devida atenção a banda até não muito tempo atrás. Sempre achei-a muito boa, mas nada que me chamasse tanto a atenção a ponto de se tornar uma banda que ouviria sempre, ou que merecesse a atenção das bandas similares, tanto que passei batido pelo álbum que foi lançado em meados do ano passado. Até que, nos derradeiros dias de 2008 resolvi ouvi-lo e percebi, então, o quanto estava perdendo!

Diferente do Draconian, que segue uma linha de Doom Metal que flerta com o Symphonic e o tão aclamado (rótulo altamente duvidoso, devo dizer) Gothic Metal, o Doom:VS segue uma linha calcada totalmente no Doom Metal, mais precisamente no plano Funeral de seus domínios. Inspirado diretamente nos trabalhos de Shape of Despair e Mourning Beloveth, suas músicas são permeadas por uma atmosfera extremamente densa, profunda e obscura, tratando de temas comuns ao gênero como tristeza, angústia e desolação com grande lirismo e elegância em suas linhas.
Porém, além disso, percebi também que suas músicas soam, muitas vezes, mais apocalípticas do que simplesmente melancólicas e desoladas, como se estivéssemos sob um céu cinza-chumbo pronto para desaguar um dilúvio, ou um tornado, ou estivéssemos sob o prelúdio de alguma catástrofe natural ou pessoal que arruinaria tudo a nossa volta e a nossa própria existência.

Foi esse diferencial que me chamou atenção e me fez perceber o quanto o trabalho desta banda é excelente e que merecia um post aqui no exhalethesound, especialmente do último álbum lançado, chamado Dead Words Speak. Muitas bandas aclamam que compõem músicas que seriam perfeitas para o dia do juízo final e se inspiram em toda simbologia e filosofia do mesmo, mas posso assegurar que poucas bandas se aproximam do verdadeiro presságio para o Armageddon como este CD. enjoy it. ;]


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[2008] Dead Words Speak


01 - Half Light
02 - Dead Words Speak
03 - The Lachrymal Sleep
04 - Upon The Cataract
05 - Leaden Winged Burden
06 - Threnode


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Ufomammut












Formado na Itália, em 1999, Ufomammut nos apresenta um Stoner/Doom focada na psicodelia e com grande influência Sludge, buscando por um som mais viajado, cadenciado e ainda assim muito pesado. Divergindo de grande parte das bandas de Stoner não se prioriza aqui a psicodelia em detrimento do peso, a evolução musical da banda, culminando em Idolum, nos mostra que é possível uma igual dosagem dos dois componentes.

Idolum é último álbum da banda, lançado em 2008, e em minha concepção se trata de sua grande obra prima, superando inclusive o bem aclamado Snailking. As músicas são pautadas na construção de poderosas muralhas sonoras que tornam este certamente um dos registros mais pesados do ano passado, a presença de apenas uma guitarra, um baixo e bateria, intercalada com vocais que não tentam se sobrepor a música da forma que são dispostas, ao contrário de parecerem escassas para cumprir tal objetivo, são fundamentais e completamente competentes nessa composição.

Ainda que em uma primeira audição esse álbum possa não soar muito bem, após sua digestão passamos a observar os pequenos detalhes que pouco a pouco contribuem para torná-lo uma obra prima, mais uma grande contribuição italiana que só não se supera a criação do Palestra Itália, das massas e o Ennio Morricone.


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[2008] Ufomammut - Idolum

01 - Stigma
02 - Stardog
03 - Hellectric
04 - Ammonia
05 - Nero
06 - Destroyer
07 - Void/Elephantom
08 - Hermeat [Bonus Track]


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Ordo Rosarius Equilibrio




Ordo Rosarius Equilibro (A Ordem Das Rosas E Do Equilíbrio, em português) é o projeto musical do sueco Tomas Pettersson com parceria da Rose-Marie Larsen, estando inicialmente sob a alcunha de Ordo Equilibrio. Sua temática pode ser considerada um tanto polêmica, já que abordam temas tão contrapostos como religião e guerra com sexo e luxúria dentro de um mesmo contexto, muitas vezes, com um vasto uso da simbologia cristã e uma notável influência de autores como Aleister Crowley e William Blake, sendo que o próprio Tomas faz parte da Ordo Templi Orientis (OTO), uma organização religiosa criada no começo do século XX cujo o próprio Crowley já foi membro e a sua filosofia central se organiza em torno do Thelema.

Como já foi dito, as temáticas abordadas pelo ORE abordam vários temas relacionados a religião, guerra, amor e luxúria, e isso se reproduz muito bem na atmosfera de suas músicas. O vocal geralmente se apresenta sob a forma de um discurso, raramente cantado de fato, e a música em si utiliza vários instrumentos clássicos como piano, violoncelo e percurssão que se aliam às suas influências de Neofolk e Industrial, criando um amálgama de vários gêneros sonoros de origem remota com gêneros mais modernos, aparentemente imiscíveis, mas que sob a batuta do Tomas acaba soando extremamente natural e perfeitamente inteligível, sempre criando uma ambiência obscura e luxuriosa em cada música, me fazendo lembrar um quadro romântico pintado com traços de arte vanguardista e, assim, dando um contexto totalmente novo a ela mas sem perder sua identidade original.

Confesso que demorei um pouco a me habituar com a idéia e a proposta sonora da banda, e essa miscelânea de gêneros me assustou um pouco no começo, mas hoje consigo apreciar plenamente a obra artística que o ORE é capaz de criar. Não importa como você tenta definir, e rotular seja como Apocalyptic Folk, Martial Industrial, Ambient, Fuck Music, ou qualquer outro nome, posso dizer que o ORE é tudo isso e muito mais. Posto aqui o novo álbum que está para sair oficialmente em alguns dias, e espero sinceramente que apreciem. ;]


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[2009] O N A N I (Practice Makes Perfect)

01 - Glory To Thee, My Beloved Masturbator
02 - (Remember) What You Sow Is What You Reap
03 - Can You Hear The Demons Laughing (Or Is It Just Me)
04 - The Love and Defiance Of being Alive
05 - Let Me Show All The Secrets Of The Torture Garden
06 - Too Late For Innocence, Too Late For Regret (Two Hands Are Better Than Two)
07 - Forgive Me, I Am Not Satan; I Am Mary Just Like You
08 - C U M, And Let Me Lrad You Far Astray
09 - Amore Rosso, Amore Marrone, Amore Nero (Il Waltzer Del lupo Manaro)
10 - I W I L L; Even After The Flowers Are Gone
11 - Confessions Of Sinflower


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The Firstborn



The Firstborn foi formado em Amora, Portugal, no ano de 1995. Sendo chamado na época como The Firstborn Evil, lançou 1 demo sob esse nome e um full-length, tendo em 2000 abreviado seu nome para The Firstborn e logo lançado um álbum já sob essa alcunha e uma música tributo a banda portuguesa Tarântula. Depois de quase 5 anos sem lançar material inédito a banda lança o álbum que seria o divisor de águas de sua carreira, The Unclenching Of Fists, e no final de 2008 sai o The Noble Search, álbum que vos posto agora, e escreverei sobre ele logo em seguida.

A partir do The Unclenching... já pode-se notar uma evolução gigantesca no quesito musical e lírico da banda, tratando de temas que tem como base a religião budista, algo bem raro de se ver entre as bandas de Metal e que foi ainda mais aprofundado no álbum seguinte. Na dimensão musical, a banda pode ser categorizada como Avantgarde Metal, mas seu som é bem diferente das bandas mais conhecidas do gênero (Arcturus, Borknagar, Ulver), pois sua base sonora não se aproxima exatamente de nenhum gênero metálico mais conhecido e perceptível, soando mais como um amálgama de vários desses gêneros ao invés de manter uma base mais firme num deles, como é o mais usual.

Um outro detalhe que salta aos olhos (ou ouvidos) são as influências da música oriental em suas canções, o que confere um sabor ainda mais especial as músicas que fazem ao uma atmosfera musical ainda mais propícia a temática que elas abarcam. Mas todos estes elementos mais exóticos se mostram muito bem contextualizados, deve-se dizer. Aliás, o profissionalismo e a parte técnica da banda, seja musicalmente, seja no seu myspace ou website, é mais do que impecável.

Considero este álbum mais uma bela surpresa dos derradeiros dias de 2008 que vim a conhecer, não somente pela banda e o álbum em si, mas por perceber quantas bandas interessantes tem saído de Portugal ultimamente. A maioria delas segue o caminho do Doom Metal, diferentemente desta, mesmo assim é sempre bom ver novidades desse tipo surgindo de vários cantos do mundo.
Bom, acho que é tudo que tenho pra dizer. Divirtam-se! ;)


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[2008] The Noble Search

01 - llumination Of the Five Realms
02 - Water Transformation
03 - Flesh To The Crows
04 - 'sunyata (The Wisdom Of Emptiness)
05 - The Noble Search
06 - In Praise Of Reality
07 - Bliss
08 - Ocean Of The One Vehicle



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Ossein




Ossein é um projeto inusitado tornou-se conhecida devido ao fato de liberarem suas músicas em formato digital, gratuitamente. O primeiro lançamento do grupo foi em janeiro de 2008, Declination, que abrange influências das mais variadas passando pelos primordios do Ulver, passando pelo USBM e até mesmo música ambiente. Considertando que o grupo não tem nenhuma associação com gravadora, o cd teve uma repercussão considerável na internet. Fugindo dos parametros normais do Black Metal, a banda apoia o Veganismo, a espiritualidade, o uso de drogas e substâncias naturais e uma mente política aberta.

Apenas 3 meses depois do lançamento de Declination, a banda libera gratuitamente outro album, dessa vez intitulado como Osaka, que afasta um pouco da proposta anterior e atravessa para caminhos mais experimentais e eletronicos. A inspiração para a gravação de "Osaka" vem devido a influências de artistas como Sigur Ros, Mum, Fennesz e desta vez a nova fase do Ulver. Nile Bowie, que além de ser a "mente" do grupo faz também todo o trabalho visual, supostamente perdeu o interesse de fazer black metal, mas se sentiu capaz de mostrar aos ouvintes a gama de sons que podem desempenhar.

Führer é o ultimo trabalho da banda lançado digitalemnte no inicio de 2009, é sem duvida o mais audacioso e espetacular lançamento da banda até hoje. O album caracteriza por aborrdar muito a temagem politica , no qual a faz uma comparação entre o atual estado da política americana com o Terceiro reich.
Führer é um disco sobre o Deus no Homem, oprimido pelo Homem brincando de ser Deus. o Disco é o resultado de 1 ano de experimentações e crescimento. Segundo a própria banda "Nosso cérebro reage de maneira diferente quando expostos a diferentes frequências som, que alteram o nosso humor, opiniões e consciência."
O cd abrange uma gama muito grande de influências, fazendo esse cd ser especial. Enquanto algumas faixas são bastante acessíveis e de fácil similação, outras ja exigem uma atenção maior por parte do ouvinte por serem em sua grande parte instrumentais fazendo que uma variedade de emoções, ideias, auto-reflexão tome conta de você no decorrer das faixas do cd.
Embora algumas faixas soem mais "dark" outras tem uma levada mais calma e candenciada . A primeira faixa do cd é um retrato da divindade após a morte, já a ultima expõe uma visão inquita do futuro da civilização e de isolamento no plano fisico. Algumas apresentam uma abordagem mais humana, despojado devido ao uso de instrumentos acusticos, a voz suave ecoando dando uma beleza incrivel ao som, contando histórias de falta de liderança, filosofia, e na busca de divindade. A banda declara como principais influências na gravação desse cd Johnny Cash e Joanna Newsom passando por Merzbow e Coil.

Não tenho muito a acrescentar sobre o disco que estou postando aqui, indispensavel pra qualquer fã de musica experimental, de avant-garde e de boa musica em geral. Elementos do black-metal, do post-rock, do industrial e da música eletronica se fazem presente neste cd, o que faz com que o Ossein seja uma resposta americana aos Deuses Noruegueses do Ulver, algumas vezes o vocal até chega a lembrar o timbre de Kristoffer Rygg (Ulver) e Scott Kelly (Neurosis).
Estamos apenas na primeira semana do ano, mas tenho certeza que no final este cd estará na minha lista de melhores do ano. Uma grata surpresa, que fará qualquer fã de Ulver(Novo) e Coil partirem para outro plano e apreciar esta viagem que esses americanos de New Jersey fizeram.


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[2009] Führer

CD 1

1 - Maize In The Afternoon Light
2 - All Roads Lead Here
3 - The Incantation Of Matter
4 - The Labors Of The Blind Eagle
5 - A Priori
6 - Goose
7 - Marble
8 - On The Vanity Of Existence
9 - A Paradoxical Tension
10 - The Conduit Ocean
11 - The Suffering Of Man / Eisenstaedt

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CD 2

1 - Creator & Destroyer
2 - The Self Silenced Man
3 - Wisteria In Bloom
4 - The Peeling Wall
5 - A Philosophy Rising
6 - The Last Man Alone With God
7 - Marble (Fermented)
8 - Under The General Name
9 - The Merovingian
10 - The Great Uninterrupted Shambhala
11 - Once Metropolis

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De Silence Et D'ombre




De Silence Et D'ombre (Do silêncio e da sombra, em português) é com certeza um nome que deve ser acompanhado com carinho e atenção nos próximos tempos. Não se sabe muito mais que é um projeto musical fundado em 2007 na região de Bretagne-França, e seu único integrante assina por F. , tendo lançado desde então duas demos. Apesar de ser um projeto ainda jovem e de não ter alcançado ainda sua maturidade musical, percebe-se o cuidado com a elaboração de suas músicas e atmosferas sonoras bem como suas belíssimas artes gráficas.

A sonoridade dessa sombra silenciosa pertence a um campo difícil de definir, justamente por abranger vários campos diferentes de sonoridades. Diria que sua base está fincada nos terrenos de um Black Metal Atmosférico, mas abrange ainda a dimensão moribunda do Funeral Doom Metal e com toques muito bem inseridos de psicodelia estelar, nos remetendo as bandas de Post-Rock e Shoegaze, fazendo lembrar um pouco do jesu. Sua temática lírica trata de temas como o espaço sideral, ciência, filosofia, psicologia, natureza, além de temas mais "humanos" como solidão e melancolia, o que confere a sua música um sabor ainda mais transcendental e sublime, como uma viagem catártica aos recantos mais profundos e desolados de nossa própria existência através da contemplação e compreensão da natureza em sua enigmática infinitude.

Como já disse há alguns posts atrás, tenho achado muito fascinante essa nova "onda" do BM, buscando retransformar o seu som e seus conceitos através de influências musicais diversas e aparentemente imiscíveis (como o Post-Rock, Rock Psicodélico, etc.) e temáticas que fogem dos lugares-comuns do gênero, tornando-o mais palatável e acessível a outras gamas de ouvintes. Pois então, para fãs de bandas como Alcest, Caïna, Fen e afins, recomendo fortemente este álbum! ;]


"A space journey's original soundtrack"
- from their official myspace.


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[2008] Vol II - Ascencion Manifests

01 - I
02 - II
03 - III
04 - IV
05 - V


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ps: I think it's possible to purchase their demos from myspace, but they were printed in limited edition. So, you'd rather run if you want a physical copy of them in your hands. ;]

Especial de fim de ano - ETS

Bem, mais um ano chega ao fim. Então, sempre rola aquele clima de retrospectiva, nostalgia, e ponderamos nossos sucessos, fracassos, e assim retraçamos novas metas e nutrimos expectativas para o ano que está para vir.

Aproveitando o clima que paira nessa época do ano e pensando em retribuir a atenção e consideração de muitos que acompanham este blog, resolvemos criar uma coletânea de fim de ano, na qual cada um de nós quatro escolhemos três músicas que foram lançadas durante o ano de 2008 e nos marcaram de alguma forma, servindo assim não só como uma boa retrospectiva do que veio e ocorreu no ano de 2008, mas como um "presente" que oferecemos a todos que nos acompanharam desde nossa criação.

Sabíamos, desde o momento que tivemos a idéia da criação de um blog musical, que isso seria um grande desafio, desde escolher um nome, os participantes, o material que postaríamos, o layout e a parte estética, etc. a ter que "cuidar" dele todos os dias e arrumar tempo para subirmos e postarmos os álbuns que gostamos, no meio da correria do dia-a-dia e todo o stress que o trabalho, estudos e a vida pessoal de cada um de nós pode gerar. Mas ainda assim, acho que cumprimos nosso objetivo com folgas e ainda conseguimos ampliar bastante nossa divulgação e levar o nome do exhalethesound a vários cantos do planeta ao longo dos meses, talvez mais do que imaginávamos que conseguiríamos inicialmente. E, claro, sei que isso se deve, em grande parte, a vocês que estão lendo essa mensagem agora (ou simplesmente foram direto pro link de download ;P) e nos apoiaram.

Enfim, acho que é isso. Em breve, teremos algumas mudanças no blog a fim de melhorá-lo ainda mais, mantendo sempre nossa idéia de publicar música de boa qualidade e que merece chegar ao ouvido e discos rígidos de mais pessoas nesse universo.

Esperamos, sinceramente, que todos vocês que tenham um ótimo 2009!
- pela equipe do ets (Carlos, Castro, Void e Pedro)


ps: Agora, temos também um msn group para o blog, cujo endereço é: group339257@hotmail.com. Basta adicionar o endereço do mesmo jeito que se adiciona um novo contato, e mandar mensagem da mesma forma. Assim se torna mais fácil a interação entre os usuários e leitores do blog conosco, e sintam-se lives para sugerir e falar o que bem quiser. ;)


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Well, one more year comes to the end. So, we always experience that ambient of retrospective and nostalgy, where we think about our successes, failures, our dreams accomplished and non-accomplished, and we build our new plans and nurture expectations for the year to come.

Taking provect of the ambient of this time of the year and thinking of retributing the attention and support of those who followed us during the year, we decided to create a musical collection, where each one of us chose three songs released during this year of 2008 that we really like, thus being not only a good retrospective of what came up and happened in this year, but a "gift" that we offer for all of those who have been following us.

We knew, since the moment we had the idea of creating a musical blog, that it would be a great challenge. From choosing a name for the blog, who would be in charge of it, the material we'd post, the layout and the general aesthetics and so on, to taking care of it every day after day and find some time to upload and to post those albums we enjoy and would like to share with everybody in the middle of the stressing day-after-day life caused by our jobs, studying and our personal lives. But, after all, we think we accomplished our goal succesfully, and we still were able to spread the exhalethesound name during the months even more that we imagine we could do it. And, of course, we know it's largely due to YOU, who are reading this message right now (or simply went straight to the download link ;P) and supported us along the way.

Anyway, I think this is it. Soon, we'll do some changes in the blog in order to improve it, but keeping our idea of publishing high quality music which is not accessible for anyone and deserves to get to the ears and hard drivers of more and more people in this universe.

We hopelly expect that all of you have a great 2009!
- by ets staff (Carlos, Castro, Void and Pedro)



ps: Now we also have a msn group, whose address is: group339257@hotmail.com. Just add it the same way you add a new contact in your msn, and send messages the same way, either. It makes the interction between the blog's readers and the staff easier. So, feel free to talk or suggest anything to us. ;)





VA - Coletânea 2008

TRACKLIST:
Pedro
01 - The Stations [The Gutter Twins]
02 - Crossing Over [Star Of Ash]
03 - Ghost Trail [Cult Of Luna]
C.
04 - The Lotus Eater [Opeth]
05 - Them Golds And Brass [Caïna]
06 - Underneath The Stars [The Cure]
Void
07 - Friday, Everybody Goodbye [iLiKETRAiNS]
08 - I'm Jim Morrison, I'm Dead [Mogwai]
09 - Bran [Parhelia]
Castro
10 - A Grave Is A Grim Horse [Steve Von Till]
11 - God Is A Beast [Unearthly Trance]
12 - Ammonia [Ufomammut]


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Natural Snow Buildings




Natural Snow Buildings é um duo francês, formado por Mehdi Ameziane e Solange Gularte. Não sei ao certo quando eles se juntaram e começaram a compor suas primeiras notas, mas sei que seu primeiro trabalho oficial data de 2000, chamado de Two Sides Of A Horse e fizeram desde então 10 álbuns (!), podendo haver ainda mais álbuns não lançados ou distante de nosso conhecimento. Pois bem, dá para perceber realmente não há muita informação desse duo circulando por aí, nem mesmo é muito conhecido até agora, mas sem dúvida chama a atenção a sua produtividade em nível industrial, além da qualidade e criatividade que expressam em sua música, sobre a qual falarei agora:

Pelo que pude ouvir de suas músicas, elas realmente fazem jus ao nome do duo. Todas elas criam uma atmosfera bastante envolvente e nebulosa, transmitindo uma sensação de frieza ao ouvinte a ponto de nos fazer sentir perdido em meio a uma paisagem nevada e deserta, soando estranhamente desconcertante e reconfortante ao mesmo tempo. Às vezes, essa atmosfera sonora nos transmite uma nostalgia estranha e familiar ao mesmo tempo, também, aliada a uma melancolia sutil que nos fazer "olhar" para dentro de si e relembrarmos de vários fragmentos de lembranças que um dia deixamos perder na poeira de nossa mente.

Sendo um pouco mais objetivo, digo que a música do duo é calcada no Ambient com toques bem delineados de post-rock e de um folk com ares psicodélicos, cortesia de instrumentos 'inusitados' como violoncelo, banjo e outros que não sei identificar devido a minha ignorância, mas que acabam conferindo um sabor diferente as suas arquiteturas sonoras de uma forma inteligente e muito agradável.

Sei bem que a "cena" post-rock mundial anda saturada com a enxurrada de bandas novas que vem borbulhando em cada canto do planeta, muitas delas acrescentando pouco ou quase nada ao gênero e contribuindo ainda mais para sua massificação e generalização, mas achei que uma pérola obscura como esta não merecia passar em branco por aqui, sendo então o motivo pelo qual postei. I hope you enjoy it. ;]


[myspace]





[2003] Ghost Folks


01 - Nuclear Winter (dispatches)
02 - If I Can Find Mt Way Through The Darkness...
03 - ... I Came Down Here
04 - Sun
05 - The Haunted Falls (Let Us Now Praise Harry Powell)
06 - Fallen Lords We Rising Half Horses
07 - With A Stolen Red Lipstick Bible On Her Side
08 - They Are Still Hanging Around
09 - (...)
10 - Guns And Rifles
11 - Nuclear Winter


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ps: I'm sorry for the lack of links and further information, but that was all I could find at the moment. If I find more info in the future, it wil be posted here. ;]

The Cure




Como disse no tópico do Líam, é sempre interessante observar o curso da história a fim de compreender melhor o que acontece no presente, bem como observar a evolução das coisas como um todo. Observar a criação e desenvolvimento de vários universos musicais, quais bandas e pessoas fizeram parte desse universo e como fizeram é sempre um exercício muito instigante. Nesses universos, sempre há alguma banda ou pessoa que se destaque ou chame a atenção por algum motivo, e acabam deixando marcas tão profundas na sua evolução que elas não podem ser negadas ou ignoradas, e assim deixam seu legado para a geração posteriores. A banda que posto agora, The Cure, sob a batuta do Robert Smith, com certeza se encaixa nessa descrição.

Tendo sido formada no longíquo ano de 1976 e lançado seu primeiro trabalho em 1979, a história da banda praticamente se confunde com a da própria música, moda e ideologia dos anos 80. Iniciaram sua carreira ainda influenciados pelo punk rock que estava em pleno borbulhamento na Inglaterra naquela época, mas já apresentando características diferentes. Sua música era muito mais "doce" e soturna do que a desses grupos, e suas letras mais introspectivas e apolíticas, muitas vezes mergulhando em marés da melancolia e angústia num nível muito profundo, marcando o que seria o post-punk. Depois de três álbuns nessa linha, a banda produz um álbum bem pop e radiofônico, The Head On The Door, contendo o seu primeiro hit "In Between Days", fato que deve ter deixado os fãs antigos da bandas surpresos (num mau sentido). A partir daí, o Cure traçou uma estrada bipolar, compondo álbuns que continham músicas sorumbáticas e melancólicas à moda antiga junto com músicas mais alegres e acessíveis, sendo a maioria delas marcantes e muito expressivas em sua mensagem, harmonia, e na poeticidade das letras do Robert. A partir de 1992 o ritmo de produção da banda começou a desacelerar, tendo produzido desde aquela época apenas 4 álbuns (de estúdio, não considerando coletâneas, Lives e afins), onde o último foi lançado no último trimestre do já finando 2008, e tem mais um previsto para o início de 2009.

Os álbuns que vos posto, agora, são os pertencentes a uma chamada trilogia do Cure: Pornograhy, Disintegration e Bloodflowers. Todos eles compartilham uma mesma proposta sonora e lírica, permeada por uma atmosfera fria e tenebrosa, coberta por uma névoa de melancolia e desalento profundos e reverberantes por cada átomo que a constitui, tragando o ouvinte em seus vórtices e levando-os em viagens catárticas pelos recantos e escombros mais sombrios da alma humana, mas ainda assim soando passional, deleitosa e até sensual em alguns momentos.

No entanto, dá pra notar algumas peculariedades em cada peça da trilogia. Enquanto Pornography soa mais seco, terrível e assombroso, Disintegration soa mais etéreo e sereno, como um corpo prestes a se entregar as correntes do sono (entenda sono como bm quiserem) , anestesiado por seus sonhos quebrados e sentimentos negativos. Já o Bloodflowers... é mais difícil de definir, mas ele me parece mais romântico e sereno do que os outros dois, como uma pessoa já mais madura e conformada com seus desejos perdidos divagando sobre a poeira das memórias que foram deixadas para trás. Diria, então, que ele é um amálgama das duas peças anteriores, e funciona muito bem como tal.

Enfim, acho até redundante elogiar ou comentar os trabalhos do Cure bem como o quanto que influenciaram toda uma geração de pessoas e de estilos musicais, dos mais variados interesses, ideologias e personalidades. Várias e várias bandas de indie rock, post-rock, shoegaze, metal, etc. citam Cure como uma de suas influências, senão a maior delas, e pessoas das mais variadas "tribos" também o citam como inspiração e banda (mais) admirada, sejam góticos old school, nu-góticos (trocadilhos infames rules the divine), indies, headbangers, ecléticos (?), admiradores dos 80's, saudosistas, etc. e, se isso não é uma amostra da gigante marca que a banda deixou no universo musical, realmente não sei mais o que poderia ser. Sei, inclusive, que os álbuns que posto agora já são manjados de muita gente, mas para aqueles seres vivos, procariontes ou eucariontes, que ainda não dispõem deles em mãos, digo que deveriam pegá-los neste exato momento e apreciar cada nota que ecoa pelos auto-falantes ou headphones! Enjoy 'em all. ;)


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[2000] Bloodflowers

01 - Out Of This World
02 - Watching Me Fall
03 - Where The Birds Always Sing
04 - Maybe Someday
05 - Last Day Of Summer
06 - There Is No If
07 - The Loudest Song
08 - 39
09 - Bloodflowers


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[1989] Disintegration

01 - Plainsong
02 - Pictures Of You
03 - Closedown
04 - Lovesong
05 - Last Dance
06 - Lullaby
07 - Fascination Street
08- Prayers For Rain
09 - The Same Deep Water As You
10 - Disintegration
11 - Homesick
12 - Untitled


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[1982] Pornography


01 - One Hundred Years
02 - A Short Term Effect
03 - Hanging Garden
04 - Siamese Twins
05 - Figurehead
06 - A Strange Day
07 - Cold
08 - Pornography


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Clutch











Antes de mais nada, não teria outra forma de começar esse post sem antes agradecer aos membros do blog, especialmente o Carlos, mas sem esquecer dos outros, por mantê-lo tão vivo enquanto eu me descabelava, com os poucos fios que ainda me restam, nesse turbulento fim de semestre, mas para felicidade do povo e alegria geral da nação (ou não) eu estou de volta, e agora, parcialmente de férias vou me dedicar mais ao blog. Não poderia passar sem deixar de agradecer a galera que tem visitado o blog e fazendo a máquina funcionar também do outro lado, tem sido massa chegar em alguns rolês e ouvir que estamos fazendo um bom trabalho, é verdade que quase nunca falam bem dos meus posts especificamente, mas tudo bem, ainda amo vocês, um pouco menos, é verdade.

Clutch é mais uma daquelas bandas que eu conheci por acidente, nas andanças em busca de uma banda que fizesse Stoner Rock sem repetir a tão saturada forma que a maioria insiste em seguir deliberadamente. Encontrei-os internet afora, encarnando mecânicos em uma foto nesses sites gringos e a partir daí, a tal banda chamada 'embreagem' passou a chamar minha atenção (por favor, não achem que eu tenho tara por mecânicos, vocês entenderam). Seu som traz uma química interessante entre o Stoner Rock, Blues e uma pitada de Southern Rock, de modo que, com a evolução da banda ao longo do tempo, o Punk Rock e o Hardcore que marcaram seu início deram lugar a poderesosas cargas de groove e feeling maiores a cada álbum lançado, aproximando a sonoridade da banda ao Blues. Segundo alguns sites, inclusive a wikipedia (ainda que seja vergonhoso assumi-lá publicamente como uma referência), a banda nunca estourou realmente, apesar de ter assinado com a Columbia Records para lançar o grande Elephant Riders, em 1999, seu público continuou restrito a sua base de fãs, que se ampliou um pouco com o lançamento de Pure Rock Fury em 2001, mas nada como as grandes e nem sempre tão boas, bandas americanas de hoje em dia.

From Beale Street To Oblivion foi lançado em 2007 e me coloca num dilema entre elegê-lo como o melhor álbum deles ou cometer o crime de ter que dá-lo o segundo lugar frente ao não menos grandioso Robot Hive/Exodus de 2005. O álbum foi produzido por Joe Barresi (Kyuss, Tool) e é marcado pela total imersão da banda no Blues, segundo Fallon, "Não se trata de um revivalismo ou uma cena retro, trata-se sim de despir a música até aos seus elementos mais básicos, eliminando tudo o que esteja a mais". Sua primeira música de trabalho Electric Worry figura entre as melhores músicas que a banda fez, guiado por um riff que deixa as influências de blues mais claras do que nunca e acompanhado por uma gaita que traz pra si toda a atenção no ponto alto da música, é um bom resumo do que podemos encontrar de melhor neste CD. When Vegans Attack é a melhor representante do conteúdo humorístico e bizarro marcante nas letras da banda, um apontamento crítico do vocalista Neil Fallon acerca do fenômeno vegan-way-of-life que toma cada vez mais espaço na cena em geral. Enfim, o que temos aqui se trata de um grande disco de mais puro rock, calcado em clássicos como Deep Purple e ZZ Top mas sem soar como mais uma banda oportunista que apenas fica ruminando aquilo que já foi feito em outro momento da história da música. Altamente recomendado.


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[2007] From Beale Street To Oblivion

01 - You Can't Stop Progress
02 - Power Player
03 - The Devil & Me
04 - White's Ferry
05 - Child Of The City
06 - Electric Worry
07 - One Eye Dollar
08 - Rapture Of Riddley Walker
09 - When Vegans Attack
10 - Opossum Minister
11 - Black Umbrella
12 - Mr. Shiny Cadillackness

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Shora




Pode-se considerar que o pós-rock instrumental e de composições que se estendem pelo ambiental e o emocional, está em voga neste novo milénio. De três ou quatro nomes que habitavam o inconsciente colectivo de alguns anos atrás, passaram a existir dezenas de bandas a povoar novos territórios, a trazer algo de novo ao género dito progressivo e fresco.
Neste contexto, Malval, dos suíços Shora, é mais um trabalho que traz valor acrescentado ao mundo do pós-rock actual desprovido da clássica estrutura assente em previsíveis estruturas musicais. O que interessa neste novo paradigma é a fluidez da música, o crescendo ou o simples desenvolvimento gradual de diversas camadas sónicas em que o ouvinte consiga mergulhar de cabeça nos sete ou oito minutos, em média, que correspondem à duração das músicas. Mais do que ficar no ouvido durante umas horas, interessa permanecer na mente durante dias.

Biograficamente, os Shora já existem há algum tempo, tendo lançado Shaping The Room em 2000 e em 2001, numa colaboração com Merzbow, Switching Rethorics. Estes dois trabalhos parecem à luz de Malval como sendo de uma outra banda, de um outro universo. A verdade é que após a incursão pelo noisecore e pelo mathcore, onde as dinâmicas violentas, complexas e caóticas pareciam trilhar a música dos Shora, a banda surge em 2005 com uma nova atitude e uma nova sonoridade. Muitos poderão estranhar esta alteração brusca, mas basta olhar para outros exemplos como os Examination Of The... e até os próprios Neurosis, cujas origens se encontram no punk, para concluir que o salto evolutivo não é fruto de qualquer alteração incontrolada ou de qualquer abrupta mudança.

Habitualmente, a fórmula que parece resultar em muitas das bandas de pós-rock actuais resulta num diminuir de intensidade e de volumes em determinadas partes de uma música para intensificar o momento seguinte. Isto é, se se fizer um crescendo gradual relativamente simples a coisa até é capaz de conseguir penetrar no ouvido. O que os Shora fazem de notável é conseguir esse mesmo efeito sem nunca terem de reduzir drasticamente de intensidade ou de alterar propositadamente o desenvolvimento das suas composições. Aqui, os piques de intensidade atingem-se durante vários momentos na mesma música, sem estarem exclusivamente reservados para um final catártico mas previsível – e sendo previsível deixa de produzir o efeito desejado.

Quatro músicas maioritariamente instrumentais compõem Malval, somadas, resultam em pouco mais de meia hora de música. Devido a esta composição, talvez este devesse ser considerado um EP, mas a verdade é que apesar da sua curta duração, Malval tem dentro de si a maturidade e a coesão de um álbum. A sua pequena duração poderá estar associada à alteração que a banda implementou no seu som, como que a desbravar cuidadosamente novos terrenos e novas paisagens. Seja por que razão for, estas quatro músicas assumem uma dimensão épica e conseguem modular por completo o envolvente do ouvinte. Preparem-se para meia hora de evasão completa, de transporte sideral para um qualquer recanto protegido e belo da via láctea. by: Gonçalo Sítima


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[2005] Malval

01 - Parhelion
02 - Arch & Hum
03 - Siphrodias
04 - Klarheit


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Líam



Pré-post: Não, não se trata de nenhum material do Liam Gallagher e seu oásis, então podem ficar tranquilos. ;)

Líam foi fundado na Alemanha em 2007 por M. Bochnig, inicialmente como um projeto solo, tendo gravado dois EPs e depois ter se transformado numa banda, pelo menos para apresentações ao vivo. Tudo isso no ano de 2007, ainda! Já durante o ano de 2008, o nome Líam começou a ser espalhado pelo mundo a fora, ajudado pela divulgação via myspace e last.fm, e tem surpreendido a muitos - eu mesmo, inclusive - com a tamanha habilidade e a essência que emana de suas músicas. Falarei mais sobre ela a seguir.

Seu primeiro trabalho, o EP Two Years and a Fragment reflete uma quimera de Black Metal com Post-Rock e Shoegaze envolvente e catártica, em muitos momentos soando melancólico e em outros soando mais reflexivo e contemplativo. Mesmo a música Etienne e seus 15 minutos de duração não cansa nem um pouco os ouvidos e nem permite vermos o tempo passar, tamanha a naturalidade e leveza que o Líam conduz suas atmosferas um tanto densas e nebulosas.

Já o trabalho seguinte, My Journey To The Sky, demonstra uma outra "face" do Líam. As músicas são mais curtas, em geral, e se encaminham pelo lado Post-rock/Shoegaze que já se fazia presente no outro trabalho, mas que nesse ganhou uma nova vivacidade e uma ênfase maior. Apesar disso, a essência de sua arte permanece a mesma, nos levando sempre a lugares vazios, nebulosos e calmos da nossa própria alma e nos fazendo respirar sua atmosfera e sentir cada molécula de nossa própria existência.

Ultimamente vem surgindo um bom número de bandas de Black Metal que se enveredam pelas atmosferas siderais e reverberantes do Post-Rock, Ambient e afins, e particularmente aprecio muito essa proposta, tanto quanto arte em si como quanto fã de música. O Líam é mais uma banda que veio para somar, ou melhor, multiplicar e potencializar o tal gênero, com muita competência, habilidade e criatividade. Espero, sinceramente, que gostem! ;)


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[2008] Two Years And A Fragment (EP)

01 - Debris
02 - Etienne
03 - Particles

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[2007] My Journey To The Sky (EP)

01 - Born
02 - Wide
03 - A Decision
04 - Air
05 - Out

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ps: you can purchase Líam eps in the myspace site.

Bitter:Sweet



Bitter:Sweet foi formado em Los Angeles no ano de 2006 por Kiran Shahani (que já trabalhou como Supreme Beings of Leisure) e pela vocalista Shana Halligan. O duo faz uma mistura de trip-hop, chill-out, lo-fi, música eletrônica e jazz. Além disso, algumas músicas são influenciadas pela bossa nova, mas não chega a ser a característica predominante. Durante todas as faixas a voz de Shana soa melancólica e sedutora, em algumas até mesmo um pouco "trippy".

Na verdade essa descrição poderia se encaixar em qualquer um dos milhares de projetinhos de trip-hop existentes por aí, mas posso dizer com certeza que o Bitter:Sweet não soa como nada antes já visto. Foi knock-out em ondas sonoras, quando peguei o cd não consegui ouvir outra coisa pelas semanas seguintes. Até mesmo as letras das músicas fogem do que geralmente ouvimos por aí e são muito bem trabalhadas. A banda conta com apenas dois álbuns de estúdio e mais um remixado. Não acho que nada fica de escanteio em todo o trabalho do Bitter:Sweet, mas se há faixas a serem destacadas são elas Moving Forward, Dirty Laundry e Overdue no primeiro álbum e Get What I Want, Drama, Drink You Sober e Everything no segundo.

Eu indicaria Bitter:Sweet para quem gosta de Zero 7, Morcheeba, Everything But the Girl ou Goldfrapp mas acho que prefiro indicar pra quem já está cansado dessas bandas. Aqui estão prévias do que se pode encontrar no álbum The Mating Game e no Drama.

"The album "Drama" (along with the first release by Bitter:Sweet "The Mating Game") make me want to host a dinner party complete with candles & martinis! I cannot get enough of this album -- it has been in non-stop play since we purchased it! If you liked the first album, you will enjoy this one, too. It's the perfect mix of lounge meets electronica with the track "Trouble" being a James Bond-esque favorite!" S. Buenfil "Mike & Sue" (amazon.com)

If heaven is sexy this will be the house band.


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[2008] Drama

01 - Intro Dramatico
02 - Get What I Want
03 - Come Along With Me
04 - The Bomb
05 - Drama
06 - Waking Up
07 - A Moment
08 - Sugar Mama
09 - Trouble
10 - Love Revolution
11 - Neurosis
12 - Drink You Sober
13 - Everything

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[2007] The Remix Game

01 - Heaven (Nicola Conte "West Coast Vibes" Remix)
02 - Bittersweet Faith (Thievery Corporation Remix)
03 - Overdue (Blackbeard Remix)
04 - Our Remains (Jab Featuring Menez One Remix)
05 - Take 2 Blue (Roy Dubb Remix)
06 - Mating Game (Yes King Remix)
07 - Salty Air (Fort Knox Five Remix)
08 - Dirty Laundry (Skeewiff Remix)
09 - Moving Forward (Atjazz Remix)
10 - Moody (Marsmobil Remix)
11 - Don't Forget to Breathe (Solid Doctor "Don't Forget the Beat" Remix)

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[2006] The Mating Game

01 - Don't Forget to Breathe
02 - The Mating Game
03 - Overdue
04 - Heaven
05 - Bittersweet Faith
06 - Moving Foward
07 - Moody
08 - Dirty Laundry
09 - Our Remais
10 - Salty Air
11 - Take 2 Blue

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Genghis Tron




Genghis Tron é um trio de experimental grindcore formado em Poughkeepsie, e atualmente estão na Relapse Records. A banda ficou conhecida por fazer combinações muito criativas entre o metal e diferentes tipos de música eletrônica, o que fez com que fossem rotulados como Cybergrind.
Sem a presença de um Bateirista e um Baixista a banda utiliza sintetizadores para fazer seu som único.

Mas o assunto desse post se diferencia um pouco, pois o que está postado aqui é uma serie de 5 volumes de remixes feito por vários artistas com versões do último álbum do Genghis Tron, Board up the House. Serão lançados por diferentes gravadoras, e até o momento ja sairam 3 Volumes, mas assim que os outros forem lançados completarei o post.
O resultado final desses remixes pode parecer uma encheção de lingüiça, mas se engana quem pensa que o que se ouve aki é uma porcaria, a maioria dos artistas conseguiram fazer uma nova roupagem para as musicas tornado-as praticamente outra. Otimos exemplos disso são os Remixes feitos pelo Ulver e pelo Justin Broadrick (Jesu). Ainda sairão os Volumes 4 e 5, que promete serem ótimos também, afinal teremos ainda remixes do Tim Hecker e do Nadja.

Mesmo quem não conhece a banda, ou não gosta do estilo vale a pena dar uma conferida nesses remixes, porque grindcore provavelmente não ouvirão aqui, mas sim música experimental, minimalista, ambiente e principalmente IDM.


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[2008] Remixes Volume 3

01 - Board up the House (Danny Lohner Remix)
02 - The Feast (Scott Hull Remix)
03 - City on a Hill/The Whips Blow Back (Phillip Cope Remix)
04 - I Won't Come Back Alive (Ulver Remix)
05 - Relief (Drumcorps Remix)

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[2008] Remixes Volume 2

01 - Relief (Black Moth Super Rainbow Remix)
02 - Recursion (Circle Remix)
03 - Recursion (CFCF Remix)
04 - The Feast/Ergot (Dntel Remix)

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[2008] Remixes Volume 1

01 - Board Up the House (Steve Moore Remix)
02 - Colony Collapse (Justin K. Broadrick Remix)
03 - Things Don't Look Good (Rob Crow Remix)
04 - Ergot (Eluvium Remix)

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Nocte Obducta





Nocte Obducta foi formada em Mainz, Alemanha, no ano de 1995 por Marcel V.A. Traumschänder, sob o nome inicial de Desîhra, e desde então vem consolidando seu nome na cena (sic) Black Metal local e mundial ao lado dos conterrâneos Farsot, Lunar Aurora e o "vizinho" Dornenreich.

Até aí, nada de tão excepcional assim. Mas o que realmente chama a atenção a partir do momento que começamos a ouvir os primeiros acordes e primeiras melodias. A qualidade técnica de suas músicas realmente impressiona, sendo bem acima da média do gênero. Outro fator que chama a atenção é a veia progressiva de suas músicas, explorando uma larga dimensão de texturas, ambiências e sentimentos em cada passagem, como se construissem um pequeno labirinto de sensações e paisagens sonoras que vão se modificando e transformando ao longo da passagem do tempo, intercalando momentos mais calmos e introspectivos com aqueles mais ríspidos e nervosos de forma inteligente. Para completar, é interessante ver também suas letras em alemão, abordando de forma poética elementos da natureza e o lado mais sombrio da alma humana, numa qualidade bem acima da média do gênero, também.

Normalmente, suas músicas possuem mais de 10 minutos e às vezes até mais de 20, como é o caso das duas músicas que compõem este CD que vos posto. Confesso que no começo fiquei um pouco "assustado" e pensei que fosse ser difícil aguentar mais de 20 minutos de cada música, mas eis que me veio uma (outra) agradável surpresa. A banda trabalha tão bem suas passagens sonoras que praticamente não se sente os mais de 20 minutos se passarem para cada música, como se cada melodia se integrasse perfeitamente com a seguinte e assim por diante, soando tão natural como um rio seguindo seu curso ao longo de diferentes paisagens e tamanhos de margem, fazendo jus ao seu nome "Sequenzen Einer Wanderung" (traduzido literalmente como "Sequência de imigrações").

Enfim, foi uma agradável surpresa que tive nos últimos dias, e pensei que não haveria algo melhor, no momento, para deixar aqui no blog e compartilhar com aqueles que ainda não conhecem. Se existe uma banda que merece, mesmo, o rótulo "progressive black metal", essa é o Nocte Obducta.


Here are NOCTE OBDUCTA after a short initial phase back in their homeland, in their familiar surroundings. Accordingly, there is also fierce riffs and faster passages to be heard. Nevertheless, the musicians from Mainz never been so vehement, like in the old days, but slow and gloomy, but also epic and monumental, until his monolithic end. Can you exclusively with the album "Black Metal" something start to hear rather away. Are you open to all sorts of dark sonic experiments, rampant progressive sound landscapes, so atmospherically are like a stroll through the city during a snow storm, then this is your album.


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[2008] Sequenzen Einer Wanderung


01 - Ende
02 - Nebel II



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