Radare



Primeiramente queria pedir desculpas a todos os leitores pela escassez de post nos últimos tempos, mas quero que saibam que não esquecemos de vocês e sempre que temos algo realmente digno de atenção não exaltamos ao compartilhar com todos os nossos leitores, afinal o ETS preza mais pela qualidade do que pela quantidade :) Agora, vamos ao que interessa.

Pouco se sabe sobre esses jovens alemães de Wiesbaden, a única fonte de informação disponível na rede é o próprio myspace da banda,que infelizmente só apresenta as infos em alemão, ou seja, não ajuda muita coisa.

Composto de 4 canções em quase 44 minutos, Infinite Regress lançado pela SharkMenRecords, apresenta uma sonoridade basicamente focada no post-rock/metal. Mas diferentemente da infinidade de bandas no estilo que tem por aí, esses garotos conseguiram acrescentar outras influências ao seu som, e fizeram algo realmente digno de atenção.
Imaginem um Neurosis misturado com as paisagens funerais e dark do jazz do Bohren & der Club of Gore, a partir daí vocês poderão ter uma ideia do que irá encontrar neste primeiro registro do Radare.

Levando em consideração que esse é o primeiro registro da banda, a idade dos integrantes e a gravação caseira, posso afirmar que esses rapazes tem muito futuro pela frente se continuarem nesse ritmo. Uma das melhores novidades musicais que ouvi esse ano.

Recomendado.


[myspace] | [last.fm]



[2010] Infinite Regress

01 - Morast
02 - Licht Aus / The Lesser Graves
03 - By The Flood
04 - Asthenic Doubts Revolve

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Isis




O ISIS é uma banda de Post-Metal / Sludge que eu arrisco dizer que figura entre minhas bandas favoritas atualmente. Este álbum, In The Absence Of Truth, é o meu favorito da banda, até então.
O som é intenso, guitarras distorcidas e pesadas e a interpretação vocal de Aaron Turner é simplesmente fantástica. A banda foi formada no ano de 1997, em Boston e tem como membros Aaron Turner, nos vocais; Mike Gallagher, guitarra; Jeff Caxide, no baixo (ex-Red Sparowes); Aaron Harris, na bateria e Bryant Clifford Meyer, sons eletrônicos e guitarras ao vivo (Red Sparowes).
Recomendado para quem curte Red Sparowes, Cult Of Luna, Pelican, Old Man Gloom e afins.
Espero que gostem tanto quanto eu :)

//Ressucitando o tópico aqui para deixar-vos o que possivelmente é o registro derradeiro do do Isis. Como muitos devem saber, a banda resolveu traçar um ponto final na sua história, preferindo terminá-la em seu ápice do que continuar a compor álbuns sem inspiração e visando unicamente o dinheiro ganho em cima do nome que construíram. Se isto é uma escolha acertada ou não, só o tempo dirá. O fato é que tiveram uma carreira impressionante fechada com chave de ouro com o split com o não menos essencial Melvins, álbum esse postado logo abaixo. Sem mais delongas, RIP and enjoy it! [edited by: c.]


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[2010] Split

01 - Melvins - Pig House (alt. version)
02 - Melvins - I'll Finish You Off (alt. version)
03 - Isis - Waves Through The Branches
04 - Isis - The Pilable Foe


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[2009] Wavering Radiant

01 - Hall Of The Dead
02 - Ghost Key
03 - Hand Of The Host
04 - Wavering Radiant
05 - Stone To Wake A Serpent
06 - 20 Minutes / 40 Years
07 - Threshold of Transformation
08 - Way Through Woven Branches [Japanese Bonus Track]


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[2008] In The Absence Of Truth

01 - Wrists Of Kings
02 - Not in Rivers, but in Drops
03 - Dulcinea
04 - Over Root And Thorn
05 - 1000 Shards
06 - All Out Of Time, All Into Space
07 - Holy Tears
08 - Firdous E Bareen
09 - Garden Of Light

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(new link!)

Sixx



Sixx, a banda que posto-lhes hoje, tem uma história um tanto curiosa. Na verdade, trata-se "apenas" de um projeto encabeçado pelos membros de uma banda de BM chamada Von, que, pelo que andei pesquisando, existiu durante a transição dos 80 para os 90 na região da Bay Area, California. Apesar do pouco tempo de vida, o Von ganhou status cult com o passar dos anos, tendo atraído um número considerável de admiradores de sua veia sonora extremamente crua, sendo praticamente um símbolo daquela primeira geração do metal negro. Status esse que fez com que um de seus membros originais remontasse o Von e resolvesse botar o pé na estrada novamente, compondo até novo material.

Tá bem, historinha interessante, mas o que tem o Sixx a ver com isso? Parece que, em alguma época do fim da era inicial do Von, os integrantes resolveram explorar uma nova face de seu universo musical, fazendo algo que pode ser chamado de um híbrido de Deathrock, Gothic Rock e o Post-Punk original mas recheado com um feeling satânico que lhe confere um charme nefasto todo especial. Se não é nada original, consegue invocar o legado de nomes como Joy Division, Sisters Of Mercy e Fields of The Nephilim, isso para não dizer os contemporâneos Hateful Abandon e Amesoeurs sem muito esforço, tornando-se uma verdadeira viagem caleidoscópica por domínios negros e ocultos na segunda metade do álbum.

Deixo aqui uma referência de download para o seu único trabalho lançado, sob o nome de Sister Devil. Não sei a data original do álbum, por isso ponho o ano de 2009, pois parece essa a data que ele foi lançado ao menos de forma oficial. Enjoy it!


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[2009] Sister Devil

01 - Unnatural
02 - Devil
03 - Between The ying
04 - Black Ride
05 - In The Circle
06 - On The Dead
07 - Is My Name
08 - You


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Akhphaezya




Akhpaezya é um projeto musical idealizado por Stephan H. e que, em 2002, tomou vida na forma de um quarteto, sendo formado então por Nehl Aëlin, Loic Moussaoui e Stephane Beguier. É um projeto consideravelmente ambicioso (num bom sentido), envolvendo não só a questão da expressão musical através de várias influências que a banda carrega em sua bagagem, mas também um cuidado maior com a expressão visual e literária.

Tendo, desde a sua formação, gravado e regravado uma demo e feito alguns shows pela França e Bélgica, conseguiram então gravar seu primeiro full-length no começo de 2008, levando o nome de Anthology II. O conceito por trás deste álbum é contar a história de uma terra lendária medieval que leva o nome da banda, com suas particularidades, elementos, história e evolução, bem aos moldes da literatura de fantasia. Maiores detalhes sobre ela se encontram no website da banda.

Além do conceito literário e do aspecto visual minuciosamente cuidado e projetado pela banda, o aspecto musical também é digno de nota e surpresas. Seu som pode ser chamado de Avantgarde Metal, mas a definição soa ainda um pouco vaga e restritiva no caso deles. Suas influências passeam não só pelo domínio do Metal, mas como o do Rock Progressivo, Música Clássica do início do século, e também de Jazz, este último especialmente por parte de algumas linhas de piano/teclado em algumas músicas e da vocalista Nehl, que, aliás, é um dos maiores destaques da banda. É de impressionar a forma como ela consegue usar em subestilos musicais tão diferentes e ainda soar igualmente bom em todos eles. No mais, ainda dá pra notar algumas influências esparsas de música árabe/árabe, conferindo um "charme esotérico" ao já especial trabalho da banda.

Uma banda semelhante que surgiu há pouco tempo e que leva um som parecido com o Akphaezya são seus conterrâneos do Pin-up went down, mas particularmente acho essa que posto aqui melhor, assim como acho que o universo de diferentes gêneros e subgêneros musicais que as duas bandas desenharam ganhou um "contorno" e textura mais bonita e natural no caso deles. Enfim, essa foi só uma referência que quis fazer, para dar uma idéia melhor para quem quiser ouvir. Por mim, esse é um dos melhores e mais surpreendentes álbuns de 2008, e espero que gostem, sinceramente. ;]

//Update: Re-upload do álbum Anthology II


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[2008] Anthology II

01 - Preface
02 - Chrysalis
03 - Beyond The Sky
04 - Khamsin
05 - Reflections
06 - Awake
07 - The Golden Vortex of Kaltaz
08 - The secret Of Time
09 - Stolen Tears
10 - Trance HL.14
11 - The Bottle Of Lie


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Yakuza



//Antes de tudo, peço desculpas pela seca de posts ultimamente. Meu tempo livre tem sido usado basicamente para dormir, logo, vocês imaginam como ando ocupado nesses últimos tempos. Espero compreensão de todos que passam aqui.
by Carlos.

//First of all, I apologize for the absence of posts lately, in this blog. My free time has been used solely for sleeping, so, you get an idea how busy I've been in the last weeks. I hope you undertand the situation.
by Carlos


Yakuza, além da tão famosa organização mafiosa japonesa, também batiza o nome de uma banda mui interessante que, por razões transcendentais (ou pura falta de atenção daquele que vos fala, mesmo), nunca havia ouvido falar até algumas semanas atrás. Aí que me deparei com a notícia do lançamento de seu mais novo álbum, Of Seismic Consequence, e levando em conta a capa lindíssima e as tags de "avant-garde metal, jazz, progressive", não pude deixar de conferir, obviamente!

Pelo que pesquisei, o Yakuza já tem mais de 10 anos de estrada e são oriundos da cidade de Chicago, US, lançando seu debut em 2001 e mais três álbuns, Way Of The Dead, Samsara e Transmutations até este mais recente, que será postado mais embaixo, e já dividiu palco com gente grande tipo Opeth, Dillinger Escape Plan e Mastodon. Sua proposta sonora permanece essencialmente a mesma ao longo desses anos: Metal com algumas pinceladas Hardcore-based (que são muito pouco ouvidas neste álbum, pelo menos), flertando frequentemente com o Jazz, Prog, World Music, Psychedelic e outros, criando uma espécie de Avant-Garde Metal com aura meio esotérica e gosto surrealista. Referências com nomes como os do maudlin of the Well, Kayo Dot, Mothlite, Ephel Duath, The Ocean e Minsk são bastante válidas, pelo menos a nível de orientar aqueles que só se depararam agora com a banda e desejam saber mais da mesma.

Não diria que eles revolucionarão o curso da música, nem nada parecido. Mas fazem música de grande qualidade regada a espasmos criativos do mais alto nível e não tem medo de arriscar e inovar novos amálgamas sonoros, algo que, levando-se em conta o que tem sido feito por aí nos últimos anos, vale no mínimo uma menção honrosa. Enfim, aproveitem!


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[2010] Of Seismic Consequence

01 - The Ant People
02 - Thinning The Herd
03 - Stones And Bones
04 - Be That As It May
05 - Farewell To The Flesh
06 - Testing The Waters
07 - Good Riddance (Knuckle Walkers)
08 - The Great War
09 - Deluge


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Pin-up Went Down




Sobre a Pin-up Went Down, PUWD, pode-se chamar de um projeto encabeçado pelos franceses Alexi Damien, ex-Carnival In Coal, e Aspodel, atual vocalista do Penumbra. Tendo em conta o background dos dois, pode-se imaginar que algo não muito usual e de elevadíssimo quilate pode ser encontrado aqui, certo?

Pois estão errados! Brincadeira. Só pra trollar um pouco, mesmo. Tendo seu nascimento na virada de 2006 para 2007, inicialmente sob o nome de Esthete Piggie, o nome é mudado para Pin-Up Went Down no fim de 2007 e, não muito tempo depois, sai seu debut, chamado 2 Unlimited. O que se encontram aqui são 13 peças musicais que aproveitam a veia insanóide do mesmo Carnival In Coal, inspirações sutis de nomes como Faith No More, Ram-Zet e Diablo Swing Orchestra e, não sendo suficiente tudo isso, temos a srta. Aspodel roubando a cena completamente neste álbum. Sério, demorou-me para cair a ficha que a gama imensurável de timbres que ouço neste trabalho e no recém-lançado 342 (postado logo abaixo) pertencem à mesma pessoa! Por vários momentos achei que haviam chamado uma criancinha panaquinha para cantar no álbum a troco de alguns pirulitos, mas nada, é só a Aspodel enganando a galerë!

O álbum soará estranho, certamente, mesmo para ouvidos treinados e acostumados as bizarrices sonoras que se tem por aí. Mas, além de ser um álbum feito com maior esmero e criatividade possíveis de se alcançar, é um trabalho recheado de bom humor, insanidade construtiva e, ainda assim, inteligente em cada um de seus segmentos. Se isso não é algo convidativo, certamente, não saberia dizer o que mais poderia ser. Enjoy it!


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[2010] 342

01 - Diapositive
02 - Escargot
03 - Porcelain Hours
04 - Essence of I
05 - Khabod of My Aba
06 - Home
07 - Vaginaal Nathrak
08 - Pictures to Speak To
09 - Murphy in the Sky with Daemons
10 - Paralogical Sarabanda
11 - Aquarium


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Sahara Surfers



Sahara Surfers, ou os surfistas do Sahara (belo nome aliás, não acham?), que se dedica a fazer, segundo palavras da própria banda, desert rock for wet moments. Essa proposta, vinda dos três rapazes (e a moça, vocalista) oriundos de uma cidadezinha austríaca chamada Schlitter é, no mínimo, inusitada. Pois quem esperaria que seria possível existir um Desert/Stoner Rock com tal qualidade e tão fiel aos mestres do estilo do lado oriental do Atântico, bem longe dos desertos californianos?

Pois então, como já adiantei, os surfistas se aventuram pelas terras áridas e lisérgicas do Stoner Rock com pitadas progressivas e psicodélicas, que não por coincidência flertam com o que foi feito de melhor durante os saudosos anos 70, juntando-se a nomes como Witchcraft (embora numa veia menos metálica do que este), Nebula, Colour Haze, Dead Meadows, QOTSA, dentre muitos outros que não desejam mudar o modo como a Terra gira em torno do Sol ou ao redor seu próprio eixo, mas tão somente se divertir e ganhar uns trocados oferecendo minutos de Rock em sua mais pura quintessência, E isso, apesar deles ainda não estarem em seu estado mais pleno de evolução, conseguem sem o menor esforço e com louvor, for sure.

Deixo-vos aqui o debut album, Spacetrip on a paper plane. Enjoy the trip ;)


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[2010] Spacetrip On A Paper Plane

01 - Colour Jam
02 - Propeller
03 - Age
04 - 812
05 - Sister In Shade
06 - Gas


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ps: You can purchase a physical copy of their album mailing to steingressm@aon.at

Álfheimr



Como sempre, um pequeno gole de cultura antes de começar a resenha:

"Alfheim (Old Norse: Ālfheimr, "elf home") is the abode of the Light Elves in Norse mythology and appears also in northern English ballads under the form Elphame (Elfhame, Elfame) as a fairyland sometimes modernized as Elfland (Elfinland, Elvenland)."

Com um nome desses, é certo que se trata de algo um tanto inusitado e não menos que especial, certo? Pois bem, Álfheimr é um projeto que teve seu ponto de partida em 2008, em Portland, Oregon, mas ao que parece hoje é operado em Redding, California, por Madion, Kyle et al., tendo lançado seu primeiro trabalho, intitulado These Songs We Sing Will Fade To Silence em meados de 2009 e seu sucessor, Dream Sequences, já neste ano de 2010, há não muitos meses atrás. O que se vê (ou melhor, escuta-se) em cada peça que compõe estes álbuns são nada menos do que melodias que formam nosso cotidiano. Tipo uma lua a eclipsar-se sob as folhas, ondas marinhas oscilando ao vento no fechar do dia, uma viagem de trem solitária nos confins da noite, ir para o trabalho em manhãs cobertas de névoa, esperanças de dias melhores latejando em nossas mentes... enfim, cada uma desas imagens transformadas em pura poesia sônica, simplesmente isso.

Semelhanças artísticas podem ser encontradas em gente como The American Dollar (especialmente no cd DS), Blueneck, Our Ceasing Voice, e inspirações são devidamente bebidas de fontes que atendem por Sigur Rós, Boards of Canada, música clássica contemporânea, dentre outros. Se o Álfheimr não reinventa a roda, certamente a constrói de um modo atrativo, cativante e sincero, sendo capaz de tornar nossos dias melhores. E não é isso que todo ofício artítico deveria se propor a fazer, no fim das contas?

No mais, deixo-vos aqui os dois cd's. Aproveitem!


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[2010] Dream Sequences

01 - Leaving Today/Windchill
02 - Train Tracks/Lost Signal
03 - With My Memories Leaves The Last Of You
04 - A Song For Remembering
05 - Disaffection/Anxiety Ensemble
06 - Collapse/Another Song For Remembering
07 - Hold On/Silent Film Actor
08 - Disappearing Act/Awake (Strings)


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[2009] These Songs We Sing Will Fade To Silence

01 - Wasted Times, Part One: The Moon Says "I Love You"
02 - Each Day We Pass Is Borrowed Time
03 - It shouldn't have mattered
04 - The Remmants Of Our Shatterd Lives Collide Like Glass On Glass
05 - Hypnos & Thanatos (Breathing In, Breathing Out)
06 - The Slow Approaching To Midnight
07 - Asleep And Falling There; Dead And Dying
08 - Wasted Time, Part Two: You Will Look Back On Every Second You Have Wasted. You Will Never Be Prepared To Face This


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ps: If you enjoy their music and want to help Álfheimr going on, you can donate some bucks to Madison here

Iroha & Fragment.




Aproveitando a folga deixada aqui pela copa do mundo (que, por sinal, o Brasil tá uma bela m@*$%), tiro um pouco da poeira do blog com uma postagem no mínimo interessante. Iroha & Fragment, como o nome já denuncia, trata-se da união de dois projetos num só corpo. Projetos muitíssimos dignos de atenção, eu diria, e já explico por quê:

Iroha é nada mais do que o projeto de Andy Swan, sujeito que já trabalhou com nada menos do que Justin Broadkick no Final, projeto esse nascido lá pelos idos de 1982, quando o Justin era apenas um moleque a fim de mergulhar em oceanos experimentais industrialísticos e noiseiros e que, apesar de longos hiatos (que duram pelo menos 10 anos cada um), ainda vive até hoje. Ou seja, background de chamar atenção, no mínimo.

Trabalhando em conjunto com Diarmuid Dalton (também do jesu) e Dominic Crane no tal Iroha, eis que eles se unificaram com mais algúem, o francês Thierry Arnal, membro responsável pelo Fragment. que, pelo que conheci, é o clone mais perfeito do jesu que já tive a chance de ouvir. Logo, acho que já dá para ter uma ideia do que vem por aí, não é? Muralhas de concreto sônico cimentadas com melodias agridoces que orbitam entre os campos do Drone, Shoegaze, Metal e uma ou outra demão de Industrial, traçando uma atmosfera pintada numa calma preguiçosa, melancolia e uma leve tensão que deixa um gosto de fim de tarde invernal na mente de cada um que insere seus ouvidos nestas músicas aqui.

Se não é algo exatamente original (pois o próprio jesu já se encarrega de levar essa proposta musical com maestria há um punhado de anos), trata-se de algo refrescante e delicioso de se ouvir no repeat. O álbum flui fácil, de forma que seus 45 minutos parecem durar 1/3 disso, apenas, e soa como um ótimo aperitivo para quem espera algo novo do mesmo, além daqueles que acompanham e admiram o trabalho que outros nomes como Nadja, Chuter, Methadrone, Alcest e esses aí que fazem a alegria da galerë descolada e desgarrada (?) pelo mundo a fora.

Bom, this is it. Espero que gostem!


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[2010] Bittersweet (EP)

01 - Wish Upon A Star (Iroha)
02 - Something's Got To Give (Iroha)
03 - Bittersweet (Iroha & Fragment.)
04 - Turning Around (Fragment.)
05 - Carved In The Sand (Fragment.)
06 - Bittersweet (IF. remix)


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North Atlantic Oscillation



North Atlantic Oscillation, abreviado de NAO (linda sigla, não?) se trata de um fenômeno climático na região do Atlântico Norte devido à diferença de pressão atmosférica entre a Islândia e a ilha de Açores, sendo responsável pela força e direção dos ventos e tempestades nessa região.

Cultura inútil (ou não tão inútil) a parte, NAO também batiza uma banda escocesa, que se dedica a um som que transita livremente entre a esfera do Post-Rock e da música eletrônica, temperada ocasionalmente de Indie e Prog Rock. Suas músicas me lembram muito o GIAA no seu primeiro trabalho, o já postado aqui Collapse Under The Empire, além de alguma coisinha ou outra do Radiohead nos 00's em diante e dos momentos mais experimentais do Porcupine Tree. Ou seja, músicas carregadas de energia latente e um punch cósmico que confere um gosto futurista e cibernético a cada uma delas. Apesar de ser uma banda iniciante, eles derramam talento por tudo quanto é lado e mostram potencial suficiente para alcançar dimensões siderais ainda mais elevadas, deixando-me já na expectativa de novos lançamentos aqui!

Logo, taí mais um nome digno de ser guardado e seguido atentamente no futuro. Espero que gostem!


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[2010] Grappling Hooks

01 - Marrow
02 - Hollywood Has Ended
03 - Cell Count
04 - Some Blue Hive
05 - Audioplastic
06 - Ceiling Poem
07 - Alexanderplatz
08 - 77 Hours
09 - Star Chambers
10 - Drawing Maps From Memory
11 - Ritual


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George Dorn Screams



George Dorn Screams, ou simplesmente GDS, teve sua fundação na virada de 2005 para 2006 em terras polacas. Conseguiu um sucesso considerável em sua terra natal com seu debut Snow Lovers Are Dancing, lançado ainda em 2006, tendo um apoio positivo da tal crítica especializada e bom feedback do público, fato esse que se amplificou com o lançamento do álbum mais recente, O'malley's Bar (2009), sendo este que vos deixo aqui, neste post, álbum esse produzido por John Congleton, cidadão que já trabalhou com nomes como Explosions In The Sky, The Appleseed cast, dentre outros. Ou seja, não se tratam exatamente de uma banda iniciante buscando um lugar ao sol (ou à lua) e nem de um mero grupo de aventureiros querendo "caosar" por aí.

No last.fm e na sua página, a banda se auto-define como "música para fim de noite". Ainda que esses pseudo-rótulos sejam, na sua maioria, difíceis de engolir e pretensiosos até a medula, não há como discordar disso. Suas músicas não poderiam refletir melhor o espírito que paira naquelas horas noturnas nas quais as pessoas geralmente resolvem dormir, preparando-se para um novo dia turbulento, as ruas e casas tornam-se silenciosos a ponto de se escutar um alfinete caindo lá na esquina e onde cada indivíduo, entre aquele gap que fica entre o entre o sono e adormecer completo, começa a ponderar sobre sua vida e acontecimentos passados e aquilo que está por vir ao longo da estrada temporal. Ou seja, músicas que alteram uma melancolia agridoce com serenidade preguiçosa, recebendo injeções de energia latente carregadas de ansiedade como um grito abafado no travesseiro a fim de liberar os demônios interiores de suas mentes.

Se eu tivesse que encaixá-los em alguma categoria musical, diria que é um post-rock caído mais para rock do que post, se entendem bem o que eu digo. As músicas são todas vocalizadas, mas pinceladas de leves camadas shoegazerísticas e alguns matizes emprestados do post-punk. Nomes como Mazzy Star, Mew, Trespassing Williams, Jeniferever, e talvez até The Gathering sirvam como boa referência. Mas reitero, apenas referências. Pois a banda possui um bom grau de identidade no que faz, ainda que não seja extremamente inovador e nem pretende ser.

Sem mais delongas, taí o O'malley's bar, para quem quiser desfrutar e degustar. Enjoy it!


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[2009] O'malley's Bar

01 - Circles
02 - Cul-de-Sac
03 - Waterproof
04 - Summers, Springs And Winters
05 - Hangover Tune
06 - Over
07 - Clumsy Dance
08 - Messages From A Drunken Broom


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Apati



Em meio as gélidas e incrivelmente prolíferas terras suecas, eis que nasce mais uma banda sob o nome de Apati, no final de 2007, fazendo algo que pode se chamar como um Depressive Black Metal salpicado de Depressive Rock. Depois de várias mudanças de line-up, na qual, numa delas, inclui-se mudança do vocalista/liricista para Tokyo (?!), eis que o Apati parece mais estabilizado desde o lançamento de seu primeiro trabalho, Eufori, vindo à luz em 2009, álbum sucedido por Morgondagen Inställid I Brist På Interesse, este lançado há poucas semanas atrás.

Seus integrantes atuais atendem por C9H13N (o tal vocalista/liricista), Obehag (guitarra, vocal e letras) e Patient C (Guitarra, Baixo, Bateria, Teclado, Vocal, Guitarra, Letras, etc, etc, etc.). Nomes curiosos, não? Nomes estranhos dos integrantes, Black Metal alternativo (sic), Suécia... alguém aí gritou "Lifelover"? Sim, eu também gritei! Apesar de possuir uma identidade inegável, é impossível não comparar a trajetória e abordagem do Apati com os ditos cujos. Seu primeiro trabalho, inclusive, remete bastante ao Lifelover, musicalmente falando, nos seus estágios iniciais (época do Pulver).

Pois bem, quem tiver a curiosidade e clicar no link de download mais embaixo, vai ver que, atualmente, a coisa não é mais por aí com estes rapazes. Ainda que influenciado pelos amantes da vida, este álbum certamente vai muito além do que um mero copycat. Injetando elementos de Post-Rock, Shoegaze e de um Depressive Rock Katatonia contemporâneo-like, sem contar passagens meio folk (?), trata-se de um álbum bem criativo e feito com esmero, ao menos o máximo de esmero possível esperado de uma banda DSBM. Posso perceber influências de Amesoeurs , Woods Of Infinity e Shining ecoando livremente e claramente por entre seus bits sonoros, mas de um modo que estes servem mais como uma inspiração ou um referencial, não como um padrão a ser copiado e plagiado em seus mínimos detalhes.

Se não é ainda um álbum seminal e capaz de transcender barreiras da música ou do submundo Black-metálico, ao menos demonstra o grande potencial que o Apati possui em seu pleno regime de desenvolvimento e crescimento. No mais, aproveitem-o bem!

"The second fix of Apati is finally at hand.
So while the surface of your skin breaks from this sharpened needle and the music finds its way through your circulatory system, you will get to experience one of the most melancholic and yet so delicately destructive works of art.
As we slowly reach that flat line, as we slowly wither, this concrete - this asphalt fills our mind and we are consumed by the black tar. Feel the inspiration of nothingness, feel the embrace of Apati. "


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[2010] Morgondagen Inställid I Brist På Interesse

01 - Intro
02 - Kemisk kärlek
03 - Lämna mig ifred
04 - Jag älskar dig
05 - Syndafloden
06 - Ctrl+Z
07 - I förträngda minnens sällskap
08 - Allt är sig likt
09 - Total avsaknad av glädje
10 - Morgondagen


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ps: To purchase their albuns, you can contact them at: gravgaardspsalm@live.se

Lantlôs



O Lantlôs foi formado na Alemanha no ano de 2005/2006. Depois de algumas demos gravadas, não contentes com o resultado delas, Herbst e Angrrau começam a gravação do primeiro full-lenght da banda em seu homestudio no ano de 2007. Alboin se junta a banda para o processo de gravação dos vocais e em 2008 a banda lança o primeiro registro oficial com direito a capa do magistral Fursy Teyssier.

No início de 2008, Herbst (único integrante original) começa o trabalho no álbum que vos posto aqui agora, .Neon. Para dar um charme a mais ao novo trabalho, Neige (Alcest/Amesoeur) é convidado pra fazer os vocais permanentes na banda. Novamente com uma capa lindissima do Fursy, a banda libera depois de um ano de espera um dos mais aguardados álbuns de black metal do ano.
Não sei se é pelo momento, mas achei esse cd melhor que o novo do Alcest, pode ser que me arrependo de ter dito isso daqui uns dias, mas nesse exato momento esse cd superou minhas expectativas...e muito.

Recomendadissímo!!!


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[2010] .Neon

01 - Minusmensch
02 - These Nights Were Ours
03 - Pulse/Surreal
04 - Neige de Mars
05 - Coma
06 - Neon

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A Forest Of Stars



Se algum de vocês procurarem o artista que atende como A Forest Of Stars pelo last.fm e em vários outros lugares da World Wide Web, vão se deparar com essa descrição: “Steam-powered” Victorian occult/psychedelic black metal ensemble from England." E, apostou eu, vão ficar com um "WTF" estampado na cara ao lerem isso, como eu fiquei quando li, mas altamente curiosos e sedentos para saber como isso realmente soa e como essa descrição pode ser concebida em forma de música.

Pois bem, eis que resolvi saciar essa curiosidade em meados do ano passado, através do seu debut Corpse Of Rebirth. O que eu me deparei foi com um Black Metal que, apesar da produção não ser das mais cristalinas e primorosas, se revela extremamente bem executado, onde revelam-se músicas de pelo menos 8-10 minutos transcritas uma criatividade bizarra movida a drogas psicodélicas, misticismo ocultista e um ar vintage que confere um charme todo especial a cada faixa, invocando-nos imagens de uma paisagem rural de UK em meados de séc. XIX, com bebuns discutindo, se embebedando e jogando numa taverna sujismunda, poetas ultrarromânticos (tem hífen isso? esqueci) escrevendo versos sórdidos de amor a suas amadas (que não devem passar da prostituta da esquina) , máquinas a vapor e chaminés operando a distância, mocinhas campestres lavando roupa numa bacia de madeira trajada em seus corsets, etc. Aliás, esse esteriótipo parece ser seguido a risca pela banda e seus integrante, pois nota-se essa tendência estética desde as fotos de divulgação ao website e myspace deles. Inusitado e idiossincrático, eu diria.

Para algum efeito comparativo, aqueles que apreciam nomes como Wolves in The Throne Room, Drudkh, Altar Of Plagues ou mesmo Alcest/Amesoeurs viriam a gostar um bocado do que se tem aqui, pois sua linha sonora coincide em vários momentos com estes aí, mas é inegável a originalidade latente e borbulhante do AFOS. Se ainda não atingiu seu ápice criativo, creio que o tempo se encarregará disso em muito breve. Com isso, deixo-lhes o CD recém-nascido batizado de Opportunistic Thieves Of Spring. Aproveitem-no!


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[2010] Opportunistic Thieves Of Spring

01 - Sorrow’s Impetus
02 - Raven’s Eye View
03 - Summertide’s Approach
04 - Thunder’s Cannonade
05 - Starfire’s Memory
06 - Delay’s Progressio


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Nachtmystium





Nachtmystium é uma banda americana formada no estado de Illinois em meados de 1999, contendo em seu line-up nomes que fazem parte de bandas já conhecidas do BM americano, como o Judas Iscariot e o Krieg, bem como outros nomes já famosos na cena extrema dos EUA e até de outros países e que demoraria um bocado listar aqui. Desde sua fundação, o Nachtmystium já lançou 4 EPs e 4 Full-lengths, sem contar demos, compilações e trabalhos ao vivo.

Até o seu penúltimo Full-length, chamado Instint Decay (2006), a banda se dedicava a um Black Metal puro e simples, calcado em vários clichês que o gênero permitia e fazendo mais do mesmo, embora que com uma competência bem acima da média. Mas a partir desse trabalho, parece que o pessoal decidiu mergulhar de cabeça em oceanos experimentais e buscar outras marés de sonoridade, inserindo junto ao seu BM influências notáveis de Rock Progressivo/Psicodélico, Dark Ambient e até alguns toques tímidos de Industrial aqui e acolá. Mas a partir do trabalho que vos postarei agora, de nome Assassins: Black Meddle Part I, a banda adentrou num outro cosmos sonoro e passou a construir com ainda mais destreza e ousadia os experimentalismos do álbum anterior, levando o Nachtmystium a um outro nível musical em relação aos outros álbuns e ao próprio BM, onde influências "estranhas" nesse meio como as já citadas se juntam ao Thrash/Death Metal, Drone e até mesmo Jazz! E isso não soa como uma colcha de retalhos musical totalmente mal costurada e prestes a arrebentar, mas sim algo muito conciso e inteligente, como se expandisse as fronteiras de seu próprio universo sem perder o conteúdo que ele contem, ou melhor ainda, tornando esse conteúdo ainda mais interessante e evoluído e revolucionando a atmosfera que o cerca.

Enfim, muita gente pode estranhar as aventuras sonoras deste álbum e os fãs mais diehard de BM podem torcer o nariz para esse álbum, até, mas acho indiscutível o nível altíssimo de qualidade que ele atinge. Não é tão grandioso quanto o WITRR ou mesmo o Ossein, mas sem dúvidas é mais do que excelente. Aliás, tem sido mais do que excelente a safra de bandas de BM que vem explorando novas sonoridades e influências em seu plano sonoro, só torço sinceramente que ela continue dando vários frutos deliciosos como este álbum aqui. Enfim, espero que aqueles que ainda não o conhecem, o apreciem! ;)

/Novo álbum dos americanos psicodélicos do Nachtmystium e com direito a participação do Bruce Lamont do Yakuza. Quem conhece e gosta da banda já sabe que vai encontrar uma pérola musical, e pra quem ainda não conhece, essa é uma ótima oportunidade, pois esse novo cd ta muito foda. [edited: pedro]


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[2010] Addicts: Black Meddle Pt. 2

01 - Cry For Help
02 - High On Hate
03 - Nightfall
04 - No Funeral
05 - Then Fires
06 - Addicts
07 - The End Is Eternal
08 - Blood Trance Fusion
09 - Ruined Life Continuum
10 - Every Last Drop

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[2008] Assassins: Black Meddle Part 1

01 - One of These Nights
02 - Assassins
03 - Ghosts of Grace
04 - Away From Light
05 - Your True Enemy
06 - Code Negative
07 - Omnivore
08 - Seasick Pt. 1: Drowned at Dusk
09 - Seasick Pt. 2: Oceanborne
10 - Seasick Pt. 3: Silent Sunrise


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How To Destroy Angels



How To Destroy Angels é um projeto recém-nascido, pode-se dizer (já que seu anúncio só se deu em abril desse mesmo ano, 2010), sob a batuta do Mr. Trent Reznor e sua esposa Mariqueen. Para alguns experts do revolucionário NIN e da cosmosfera da música Industrial, o nome do projeto remete imediatamente ao primeiro single do igualmente revolucionário Coil, lançado há quase 30 anos atrás.

Quando me deparei com a existência desse projeto, devo confessar que, a parte do nome devidamente interessante e convidativo, a ideia em si não me cativou muito. Geralmente projetos paralelos com amigos/parceiros/etc. não produzem as melhores obras, sendo algo geralmente mais relax ou intimista dentro de seu contexto. Logo, não esperava muita coisa vinda daqui, porém... ainda que não seja algo transcendental e que vá romper barreiras musicais nos próximos anos, fiquei um bocado surpreso, e de maneira positiva, com o que vi (ou ouvi) escorrer das caixas sonoras.

Antes do lançamento do seu primeiro EP no dia 1/6 (deixado para download gratuito no website da banda), duas músicas já haviam sido divulgadas para deixar um gostinho de suspense no ouvido de cada um, sendo elas A Drowning e The Space In Between. Ambas me surpreenderam por mesclarem o ritmo industrialesco e ar misterioso do NIN (especialmente o do último CD, The Slip) com a voz quase angelical da Mariqueen, tornando as músicas aprazíveis e grudentas ainda que tratem de temas negativos e se mostrem envoltas numa aura de tensão e um certo desespero, como se reflete na própria faixa A Drowning. Já agora, com o EP devidamente degustado e embalado para ser postado neste espaço, afirmo que essa primeira impressão ficou impressa, gravada e selada. Tirando duas faixas que não me agradaram tanto, talvez por não acompanharem o nível das outras ou invocarem uma atmosfera meio pop demais para meus sensores auditivos, a qualidade aqui é incontestável e deliciosamente agradável.

Sem mais delongas. Get it!


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[2010] EP

01 - The Space In Between
02 - Parasite
03 - Fur Lined
04 - BBB
05 - The Believers
06 - A Drowning



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Menace Ruine




Menace Ruine,
ao que consta, trata-se de um duo de Québec, Canadá, fundado no outono de 2006 mas que só no início de 2008 nasceu o primeiro fruto do seu trabalho, uma demo batizada singelamente de In Vulva Infernum. Ainda no mesmo ano, vieram a tona seus dois full-lengths sob os nomes de Cult Of Ruins e The Die Is Cast, nesta ordem, e sendo o segundo deles o que vos deixarei aqui, no momento.

É certo que definir o trabalho deles é uma tarefa árdua, para não dizer impossível de se realizar com precisão. Pode-se dizer, então, que os alicerces e a espinha dorsal de seu universo sonoro está devidamente enraizada no Black Metal, mas existe muito mais do que os já conhecidos e batidos elementos negro-metálicos em seu macro e microcosmos. Existe também uma grande influência de Noise e Drone, de modo a encobrir suas músicas em camadas e mais camadas de reverberância, sem contar elementos muito bem inseridos de neofolk a la Death In June, World Music na cortesia de um Dead Can Dance juntopsicodelia progressiva e kraut-roqueira, conferindo um tempero exótico e transcendental a cada uma de suas músicas e sendo ele ainda mais ampliados devido aos ritmos que regem essas suas músicas, ora caindo na velocidade gélida e mecânica já tradicional do BM, ora caindo em pulsos cadentes com sabores tribais (?!). Então, combine esse plasma sônico todo com um vocalista cujo timbre remete, imediatamente, a um Brian Molko (Placebo) demonizado (?!?!), e voilà, temos então o kit Menace Ruine!

Sim, penso que a maioria das pessoas que leram essa resenha terão dificuldades em visualizar todos esses elementos reunidos e combinados num único universo tri (ou quadri)-dimensional, fato que não há nada de condenável. É aquele tipo de experiência que só mesmo ouvindo para se crer e compreender, caso contrátio, impossível de assimilar tudo isso e digerir devidamente.
Para aqueles que estão naquela vibe (sic) do chamado Psychedelic Black Metal, mais precisamente de bandas como A Forest Of Stars e Njiqahdda (bem como outras não tão similares, como The Angelic Process), é certo que este álbum será um prato cheio e motivo de diversão e alegria (sic) por muito tempo. Enjoy it!

/Vazou o quarto e muito aguardado novo álbum dos canadenses do Menace Ruine. Ainda estou na primeira audição, mas já deu pra perceber que a qualidade dos anteriores está presente nesse novo trabalho também.

"The Montreal duo MENACE RUINE will release their fourth opus in May 2010 on Aurora Borealis. Entitled "Union of Irreconcilables" the album builds on their previous great work, the alchemical collision of Black Metal, noise, mysticism, martial rhythms, and a Medieval sense of melody leaving the listener with a sense of unforgettable originality." [edited: pedro]


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[2010] Union of Irreconcilables

01 - The Upper Hand
02 - Not Only A Break In The Clouds But A Permanent Clearing Of The Sky
03 - Corrido De Perdition
04 - There Will be Blood
05 - Nothing Above Or Below
06 - Primal Waters In Bed
07 - ...Collapse

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[2008] The Die Is Cast

01 - One Too Many
02 - This Place of Power
03 - The Die Is Cast
04 - Surface Vessel
05 - Dismantling
06 - Utterly Destitute
07 - The Bosom of the Earth


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Dale Cooper Quartet And The Dictaphones




Emergindo da França, taí algo um tanto diferente do usual para apresentar-lhes hoje. Trata-se de Dale Cooper Quartet And the Dictaphones, ou só DCQATD (pois abreviar é sempre preciso), um quarteto (oh) que se dedica a um novo subgênero que vem ganhando força, seguidores e mão-de-obra nos últimos tempos, alcunhado por Doom Jazz.

Muitos aqui já devem conhecer o nome Doom Jazz devido ao Bohren & Der Club Of Gore, praticamente o artista que consolidou o estilo e o nome que ele leva. Pois então, parece que já vem surgindo por aí (ou então, simplesmente decidiram sairam da toca) os seus discípulos, caso que corresponde exatamente aos Dictaphones do Dale Cooper. Claro que ainda não encontramos aqui a maestria sublime do supra-citado, ou mesmo do Kilimanjaro Darkjazz Ensemble, mas fechar os olhos ao potencial pulsante dos rapazes (ou não tão rapazes assim...) seria, no mínimo, ignorante e pouco inteligente.

Sua música, embora minimalista, é bastante rica e permeada de detalhes que só mesmo os ouvintes mais atentos munidos de bons headphones são capazes de perceber, sendo capaz de mesclar com equilíbrio maestral a esfera acústica com um certo ar vintage com a esfera eletrônica de perfume pós-moderno, fazendo evocar atmosferas não menos que enigmáticas, densas e vertiginosas. É quase como mergulhar de cabeça num filme do David Lynch, ou passear por pubs obscuros e subversivos nas altas horas da noite em alguma parte abandonada de uma megalópole sob efeito etílico a procura de fantasmas, acalanto, Marlboro e uma pílula de neosaldina. (?!)

Viagens caleidoscópicas a parte, taí algo que foge totalmente do usual e capaz de satisfazer não só a galerë mais chegada ao lado experimental e vanguardista da força mas também aqueles ávidos por curiosidades bizarras e desejam requintar ainda mais seu repertório musical. Aproveitem! (;


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[2007] Parole De Navarre

01 - Ta Grenier
02 - Une Celier
03 - La Boudoir
04 - Aucun Cave
05 - Ma Dressing
06 - Ma Couloir
07 - Sa Vestibule
08 - Mon Bibliotheque
09 - Eli Corridor
10 - Lui Hall


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The Pineapple Thief



The Pinapple Thief, banda inglesa oriunda de Somerset no já longíquo ano de 1999, inicialmente como um holograma do mundo musical interno de Bruce Soord. Após lançar seu debut Abducting The Unicorn, conseguindo uma base de fãs e críticas positivas, Mr. Soord resolve consolidar seu projeto como uma banda, de fato em forma, lançando assim seu segundo álbum intitulado 137 no ano de 2002 e projetando o nome da banda nos headphones, discos rígidos e CD players de uma quantidade razoável de pessoas pela Terra à fora. Lógico que não foi algo a ponto de pipocar nas FM's worldwide, mas conseguiram chamar a atenção dentro do seu nicho. Fato esse ampliado pelo álbum subsequente, o Variations Of A Dream (2003), considerado por muitos o melhor de sua carreira até o momento.

Tendo lançado ainda 10 Stories Down (2005), Little Man (2006), What We Have Sown (2007), Tightly Unwound (2008) e o recém-saído do forno Someone Here Is Missing (2010) - o álbum a figurar nesse post - a banda já tem posse de uma bela base de fãs em cada esquina do planeta e seguidores que, ainda que não muito numerosos, são fiéis e parecem ter um carinho muito especial por cada um de seus trabalhos.

Definir a linha sonora que os ladrões de abacaxi seguem não é uma tarefa lá muito simples, devo adiantar. Apesar da espinha dorsal se estruturar muito bem nos terrenos progressivos, a banda incorpora uma gama bem interessante de novos elementos, principalmente aqueles vindo do Rock Alternativo dos 90's (Radiohead, Smashing Pumpkins, Placebo, etc.) e alguma coisinha do Post-Rock da última década, mais precisamente do Sigur Rós, com músicas que sabem dosar muito bem a profundidade emocional com técnica instrumental e permeadas de atmosferas ricas e belas. Ou seja, seguindo muito bem a trilha traçada e seguida por nomes como Porcupine Tree, Tool, A Perfect Circle, Riverside, Gazpacho, Oceansize, além de outros mais que vem criando uma espécie de nova geração (sim, o termo é brega e talvez inapropriado, mas foi o que melhor pensei aqui) do Rock Progressivo, renovando e remodelando o legado que foi deixado há pelo menos 40 anos pelos grandes pilares do gênero.

Neste novo álbum, a banda afrouxa um pouco o lado Prog e faz algo um pouco mais relaxado e simples em sua estrutura técnica, porém, não menos excelente e cativante por isso. Quem conhece e curte o Deadwings do Porcupine Tree ou o D-Letion do Abigail's Ghost, lançado há quase um ano, não vai encontrar nenhuma dificuldade em apreciar desse cedê aqui. Ainda rpeciso ouvi-lo mais vezes, mas não hesitaria em colocá-lo no posto de top 20 ou top 10 de 2010, dependendo do andar da carruagem. Bem... acho que isso é tudo. Aproveitem!


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[2010] Someone Here Is Missing

01 - Nothing At Best
02 - Wake Up The Dead
03 - The State We're In
04 - Preparation For Meltdown
05 - Barely Breathing
06 - Show A little Love
07 - Someone Here Is Missing
08 - 3000 Days
09 - So We Row


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Hammock



Hammock
é um duo norte-americano constituído por Marc Byrd e Andrew Thompson, em meados de 2004. Tendo lançado seu debut album Kenotic, que vos postarei em 2005, o duo alcançou quase de imediato o reconhecimento do público e mídia através deste álbum que já estava recheado de composições maduras e envolventes, ainda mais para uma banda iniciante como a deles, e logo foi expandindo sua fama através dos seus seguintes trabalhos, sendo o Maybe They Will Sing for Us Tomorrow o último deles, lançado em Maio de 2008.

Sobre o trabalho do Hammock em si, seu som passeia calmamente pelas paisagens celestes e serenas do Post-rock, Shoegaze e Ambient, muitas vezes unindo-as numa só e formando um amálgama encantador de mistério, tranquilidade e uma certa melancolia nostálgica capaz de trazer lágrimas aos olhos dos seres mais insensíveis e impassíveis, como se nos fizesse meditar sobre tudo que há de profundo entre o céu, a terra e muito além das estrelas e também o que há de mais querido em nós mesmos, como são nossos pensamentos e sentimentos mais profundos, nossas lembranças mais essenciais e os sonhos que nutrimos.

De fato, já existem algumas bandas que seguem a mesma trilha que o Hammock e muitas delas são excelentes ou até mais do que isso, mas devo confessar que nenhuma delas traduz melhor a essência sonora dos gêneros citados acima como o Hammock e nem é tão capaz de despertar tantos sentimentos ocultos e nos fazer divagar sobre a vastidão da natureza, do cosmos e de como estamos inseridos nessa grande roda como eles. Por isso, achei que merecia um lugar aqui neste blog. Para quem ainda não o conhece, digo que é altamente recomendável para quem aprecia o álbum () do Sigur Rós, Eluvium e os trabalhos do Brian Eno. Enjoy it. ;]


//Ressucitando o post aqui para deixar o mais novo álbum da banda, batizado de Chasing After Shadows, Living With Ghosts. Para mim, é o melhor trabalho que eles fizeram desde o Kenotic, trazendo sempre o melhor dos universos Shoegaze, Post-Rock e Ambient mas dessa vez, estando mais inspirado do que nunca. São 12 peças deliciosas e perfeitas para observações astronômicas, ou mesmo viagens astrais por entre os domínios ocultos do próprio Self. Quem já está familiarizado com seus trabalhos anteriores, pode ir na fé. Quem não estiver, não há melhor hora de conhecê-lo. Enjoy it. ;)


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[2010] Chasing After Shadows... Living With Ghosts

01 - The Backward Step
02 - Tristia
03 - Little Fly/Mouchette
04 - Breathturn
05 - In the Nothing of a Night
06 - Andalusia
07 - The Whole Catastrophe
08 - The World We Knew As Children
09 - Dust in the Devil’s Snow
10 - How Can I Make You Remember Me?
11 - You Lost the Starlight in Your Eyes
12 - Something Other Than Remaining


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[2005] Kenotic

01 - Before The Celebration
02 - The air Between Us
03 - Through A Glass Darkly
04 - Blankets Of Night
05 - Winter Light
06 - Miles To Go To Sleep
07 - Wish
08 - Overcast/Sorrow
09 - Glacial
10 - Kenotic
11 - Stars In The Rearview Mirror
12 - You May Emerge From This More Dead Than Alive
13 - What Heaven Allows
14 - The Silence
15 - Dawn Begins To Creep
16 - Rising Tide


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